Covid-19/Portugal: O pior dia do surto, mais 1516 contágios. PR Marcelo: « Não podemos brincar em serviço »

Covid-19/Portugal: O pior dia desde o início do surto, mais 1516 contágios. Marcelo avisa: « Não podemos brincar em serviço ».

Portugal regista hoje 435 mortos associados à covid-19, mais 26 do que na quinta-feira, e 15.472 infetados (mais 1.516), indica o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortos (240), seguida da região Centro (107), da região de Lisboa e Vale do Tejo (78) e do Algarve, com oito mortos.

O boletim dá hoje conta de dois óbitos nos Açores.

Relativamente a quinta-feira, em que se registavam 409 mortos, hoje observou-se um aumento de 6,4% (mais 26).

De acordo com os dados disponibilizados pela DGS, há 15.472 casos confirmados, mais 1.516, o que representa um aumento de 10,9% face a quinta-feira.

Covid-19/Portugal. Mais 26 mortos em 24h

Covid-19: Portugal com 435 mortos e 15.472 infetados – oficial

Covid-19: Portugal com 435 mortos e 15.472 infetados

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Portugal regista hoje 435 mortos associados à covid-19, mais 26 do que na quinta-feira, e 15.472 infetados (mais 1.516), indica o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortos (240), seguida da região Centro (107), da região de Lisboa e Vale do Tejo (78) e do Algarve, com oito mortos.

O boletim dá hoje conta de dois óbitos nos Açores.

Relativamente a quinta-feira, em que se registavam 409 mortos, hoje observou-se um aumento de 6,4% (mais 26).

De acordo com os dados disponibilizados pela DGS, há 15.472 casos confirmados, mais 1.516, o que representa um aumento de 10,9% face a quinta-feira.

Páscoa/Emigrantes. Mensagem de Berta Nunes

« Caras e caros amigos,Este ano, vivemos uma época da Páscoa em circunstâncias muito diferentes do habitual e com um impacto particular entre os nossos emigrantes.

Muitos, passando o ano fora de Portugal, têm nesta quadra um dos períodos de regresso ao nosso país. Um momento de festa para matar saudades da terra e para ver família e amigos.

Este ano, no entanto, somos todos chamados a desempenhar um papel importante: evitar a propagação da pandemia Covid-19.

Por essa razão, esta terá que ser uma Páscoa diferente, sem a proximidade física de outros anos. Esta distância é, no entanto, um gesto de amor para proteger aqueles de quem mais gostamos.

Os emigrantes portugueses conhecem bem o significado da palavra sacrifício. Fazem-no diariamente pelos seus, vivendo e trabalhando longe do seu país.

Este esforço adicional, sabemos bem, é compreendido e aceite pela esmagadora maioria, mas é fundamental que TODOS cumpramos.

É importante que não pensemos que uma pessoa não faz a diferença, porque pode fazer. Tanto para o melhor, ficando em casa, como para o pior, arriscando uma vinda a Portugal.

Não nos podemos esquecer que muitas das nossas vilas e aldeias têm uma população envelhecida, especialmente vulnerável. É responsabilidade de todos nós protegê-los, principalmente quando são os nossos pais ou os nossos avós os primeiros a insistir que os visitemos.

Felizmente, o tempo em que vivemos também já nos permite algumas alternativas para matar um pouco as saudades. Em vez de um abraço, teremos que recorrer a um telefonema ou a uma videochamada aos nossos familiares ou amigos queridos.

Sabemos que as restrições na vinda a Portugal não são a única dificuldade desta crise.

Neste tempo de desafio para todos, tanto no plano pessoal, profissional como muitas vezes económico, quero que saibam que estamos atentos e a acompanhar a situação das nossas comunidades através dos nossos consulados e embaixadas.

A nossa rede diplomática e consular recebeu orientações claras do Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros para acompanhar de perto a situação das nossas comunidades neste período de crise e não deixaremos de tomar as medidas necessárias para apoiar aqueles que mais necessitam.

Mesmo à distância estamos próximos. O nosso coração está com todos os portugueses e portuguesas espalhados pelo mundo.

Boa Páscoa e, certamente, muito em breve vamos poder estar todos juntos. »

 

Berta Nunes

Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas

Covid-19. Eurogrupo chega a acordo sobre pacote de resposta económica à crise

Covid-19: Centeno anuncia pacote superior a 500 mil ME “impensável há semanas”

Covid-19: Centeno anuncia pacote superior a 500 mil ME “impensável há semanas”

Eurogrupo chega a acordo sobre pacote de resposta económica à crise. Este instrumento deverá estar operacional em duas semanas. A Holanda recuou e aceitou flexibilizar as condições de acesso às linhas de crédito do Mecanismo Europeu de Estabilidade, mas só para financiar despesas relacionadas com saúde, cura e prevenção por causa da pandemia da covid-19

Alfa/com Lusa e Expresso

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Os ministros das Finanças europeus acordaram hoje uma resposta económica “impensável há apenas algumas semanas” em torno de um pacote com “redes de segurança” para trabalhadores, empresas e Estados-membros que ascende a 500 mil milhões de euros, anunciou Mário Centeno.

Numa (vídeo)conferência de imprensa após uma ‘maratona’ negocial do Eurogrupo que decorreu entre terça-feira e hoje, Centeno explicou os contornos do pacote de apoio aos Estados-membros que conta que esteja “operacional dentro de duas semanas” e indicou que começou já uma discussão sobre o plano de relançamento da economia europeia, para ser implementado quando for ultrapassada a crise de saúde decorrente da pandemia de covid-19.

Relativamente a este plano de recuperação, pós-crise sanitária, indicou que ainda há países que defendem a emissão conjunta de dívida e outros que reclamam outras soluções, debate que prosseguirá, mas apontou que hoje houve acordo sobre a necessidade de “criar algo novo”, designadamente um fundo temporário de recuperação, através do orçamento comunitário.

O presidente do Eurogrupo centrou-se então naquilo que ficou já ‘fechado’ hoje, o pacote de apoios em três vertentes, confirmando as soluções que já eram anunciadas para trabalhadores e empresas — o programa “SURE” e empréstimos do Banco Europeu de Investimento, respetivamente — e revelando que o apoio aos Estados será mesmo no formato de linhas de crédito do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), o fundo de resgate permanente da zona euro, destinadas a cobrir custos « direta ou indiretamente » relacionados com a resposta a nível de cuidados de saúde, tratamento e prevenção da covid-19.

A grande questão que estava em aberto, e que fez arrastar as discussões, era a das condições de acesso a estas linhas, cujo montante pode chegar aos 2% do Produto Interno Bruto (PIB), num total de perto de 240 mil milhões de euros, no conjunto dos 27.

Centeno explicou que a linha de crédito será disponibilizada para todos os membros e “o único requerimento para aceder à linha de crédito é que o país se comprometa com a utilização destes fundos para apoiar o financiamento nacional de custos relacionados, direta e indiretamente, com cuidados de saúde, tratamento e prevenção relacionados com a covid-19”.

O ministro das Finanças português acrescentou que a sua interpretação, como presidente do Eurogrupo, é que um país afetado por esta crise deve identificar despesas relacionadas com cuidados de saúde, tratamentos e prevenção no quadro da pandemia da covid-19 até 2% do seu PIB (valor de referência de final de 2019).

Quanto às outras “redes de segurança”, confirmou que, para os trabalhadores, os ministros aprovaram a proposta apresentada em 02 de abril passado pela Comissão Europeia de um instrumento temporário, o “SURE”, que consistirá em empréstimos concedidos em condições favoráveis pela UE aos Estados-membros, até um total de 100 mil milhões de euros, com o objetivo de ajudar os Estados a salvaguardar postos de trabalho através de esquemas de desemprego temporário.

Para as empresas, a solução passa pelo envolvimento do Banco Europeu de Investimento (BEI), através de um fundo de garantia pan-europeu dotado de 25 mil milhões de euros, que permitirá mobilizar até 200 mil milhões de euros suplementares para as empresas em dificuldades, sobretudo Pequenas e Médias Empresas (PME).

O presidente do Eurogrupo indicou que vai transmitir agora o acordo em torno destas propostas ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

“Levou-nos um total de 16 horas e meia de reunião e muitas mais de preparativos, mas conseguimos”, disse, congratulando-se por, no final, as diferenças entre Estados-membros terem sido “enterradas”.

Sublinhando que este pacote desta envergadura era “impensável há apenas algumas semanas”, Centeno contrapôs a resposta agora dada, “em tempo recorde”, com a reação da Europa à anterior crise, há cerca de 10 anos, quando “fez muito pouco, e muito tarde”.

“Estivemos à altura do desafio”, concluiu.

O acordo foi alcançado pelos ministros das Finanças exatamente no final do prazo de duas semanas que lhes tinha sido dado pelos líderes europeus, nas conclusões do Conselho Europeu de 26 de março passado.

Charles Michel deverá convocar para breve uma nova cimeira, por videoconferência, para que os chefes de Estado e de Governo possam avaliar e aprovar estas medidas e instrumentos.

“Fique em casa, mas em França”. Emigrantes sentem-se condenados a uma “dupla pena”

COVID-19: “Fique em casa, mas em França”. Emigrantes sentem-se condenados a uma “dupla pena”

 

Os apelos resultaram: desde meados de março que o movimento de regresso de emigrantes não parou de diminuir <span class="creditofoto">Foto Nuno Botelho</span>

Os apelos resultaram: desde meados de março que o movimento de regresso de emigrantes não parou de diminuir FOTO NUNO BOTELHO

Emigrantes estavam a regressar em massa a Portugal, mas a forte e inusitada campanha de dissuasão desencadeada pelas autoridades portuguesas demoveu-os de viajar nesta Páscoa

Alfa/Expresso. Por DANIEL RIBEIRO

Desde que, em meados de março, surgiram as primeiras notícias sobre o regresso em massa de emigrantes e lusodescendentes — de avião, carro, carrinha ou autocarro — às suas terras de origem, onde muitos não respeitavam a quarentena, passeavam como se estivessem em descontraídas férias, visitavam familiares e amigos e organizavam convívios e jantares para “matar saudades”, a campanha das autoridades portuguesas não mais parou.

Estas notícias surpreenderam as autoridades e criaram atritos em algumas aldeias e vilas natais dos emigrantes, entre autarcas, residentes habituais e este novo género de “retornados” que, ainda para mais, eram suscetíveis de transportarem o vírus consigo, sem o saberem.

Só através da Rádio Alfa, o principal meio de comunicação português em França, exprimiram-se diversos presidentes de câmaras do interior de Portugal, bem como governantes, embaixador e cônsul-geral em Paris, padres, deputados, dirigentes associativos. Todos — incluindo o primeiro-ministro, o chefe da diplomacia portuguesa e o Presidente da República —transmitiam a mesma mensagem, repetida vezes sem conta: “Por favor não venham, adiem as viagens!.”

ALARMADOS COM A COVID-19, DECIDIRAM “REFUGIAR-SE” EM PORTUGAL

Os emigrantes, bem como franco-portugueses (com dupla nacionalidade) e seus descendentes, ficaram alarmados com a dimensão da crise sanitária em França, que na altura já era muito mais forte e dramática do que em Portugal.

E, como grande parte deles tem melhores condições de habitação em Portugal, muitas vezes moradias ou casas com quintal nas suas terras de origem, decidiram antecipar o regresso, para passarem este período em melhores condições. Aconteceu sobretudo com os mais velhos, que têm ao longo dos anos adiado o seu regresso definitivo ao país para estarem em França mais perto dos seus filhos e netos, a maioria deles já nascidos em França.

O movimento em direção a Portugal (de portugueses residentes em França e também na Suíça) foi importante até 18 de março, segundo dados fornecidos pelas autoridades portuguesas em Paris.

Mas os apelos em sentido contrário, o fecho dos aeroportos e das fronteiras terrestres, bem como as notícias de que os que tinham regressado não estavam a comportar-se devidamente e não eram desejados, convenceram muitos a não se lançarem à estrada.

“Eu sei que vos custa muito, mas por favor não vão a Portugal na Páscoa, adiem a viagem” ,disse-lhes também, numa crónica na Alfa, na semana passada, Carlos Pereira, diretor do “Lusojornal” e antigo presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas.

“Os portugueses de França têm estado a anular e a adiar praticamente todas as suas viagens”, confirmou esta semana o português Rui Lafayette, gerente de uma conhecida agência de viagens em Paris.

“FIQUEM EM CASA. MAS EM FRANÇA”

No entanto, alguns não receberam bem o que consideraram ser “uma discriminação” e a comunidade residente em França dividiu-se em debates sem fim, por exemplo na página facebook da Rádio Alfa e outras. Uns exclamavam: “Continuamos a ser tratados como portugueses de segunda!”. Outros respondiam: “Estúpidos, respeitem a quarentena!” ou alinhavam com os apelos das autoridades dizendo-lhes: “fiquem em casa, mas em França!”.

Com as férias da Páscoa adiadas para os que as tinham planeado, o que se sente na comunidade é sobretudo apreensão com o futuro, seja ele imediato ou a prazo.

Maria Costa, porteira no bairro número 11 de Paris, chegou, com o marido, à idade da reforma. Apesar de terem dois filhos e dois netos em França, estavam a pensar regressar definitivamente ao país (ao distrito de Bragança, onde possuem casa com horta e jardim) no próximo verão. Madame Costa, como é conhecida na sua rua, está apreensiva por causa do vírus, que não distingue nacionalidades, nem raças, nem ricos, nem pobres. Mas também se interroga sobre como vai ser a circulação de pessoas nos próximos meses: “Espero que no verão já possamos viajar e regressar!”.

Muitos emigrantes, sobretudo os antigos da primeira geração e os de meia idade, encaram as atuais dificuldades para o seu regresso, que se podem prolongar depois do período da Páscoa, como se tivessem sido condenados a uma “dupla pena”: quando foram para França e, agora, quando querem regressar à terra natal.

Vendo-se obrigados a sair jovens de Portugal, para fugir à miséria nos anos 1960/70, viveram em França os primeiros anos com grandes dificuldades. Depois construíram casas nas suas terras, investiram e enviaram elevadas remessas para o país. O objetivo — muitas vezes adiado, porque, entretanto, nasceram descendentes na terra de acolhimento — foi sempre o de regressar, para viverem calmamente os últimos anos de vida na terra natal. Até agora, podiam fazê-lo quando quisessem. Mas a crise do novo coronavírus veio complicar-lhes a vida.

Covid-19: Esforço acrescido nos dias da Páscoa é importante para o resto do mês – Costa 

O primeiro-ministro, António Costa, mostrou-se hoje confiante de que os portugueses percebem que o “esforço acrescido” pedido nos cinco dias da Páscoa “é particularmente importante para a evolução do resto do mês” da pandemia da covid-19.

Na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros de hoje que definiu as alterações ao ano letivo devido à pandemia, António Costa foi questionado sobre como está a correr o primeiro de cinco dias com mais restrições às deslocações.

“Não tenho ainda nenhuma informação sobre como está a decorrer. Tenho a esperança e a confiança que os portugueses percebem que este esforço acrescido que é pedido nestes cinco dias é particularmente importante para a evolução do resto do mês”, afirmou.

O primeiro-ministro insistiu na ideia de que “tudo o que acontecerá agora refletir-se-á nos dados que vamos ter daqui a 15 dias”.

“Se nós queremos acelerar este processo, limitar ao máximo os constrangimentos, temos agora que nos aplicar com toda a determinação”, apelou.

Questionado sobre a distribuição de material e equipamentos, António Costa explicou que o Governo se responsabiliza “única e exclusivamente” pelos equipamentos que adquire e distribui para o Serviço Nacional de Saúde.

“Não podemos responder por aquilo que são os mais diversos movimentos de iniciativa espontânea que se têm desenvolvido sobre a distribuição de equipamentos com base em donativos por parte de terceiros”, afirmou.

 

Alfa/Lusa.

ÁUDIO: CORONAVÍRUS – JEAN MICHEL PAWLOTSKY, RESPONSÁVEL DO DEPARTAMENTO “BACTÉRIOLOGIE – VIROLOGIE” DO HOSPITAL HENRI-MONDOR EM CRÉTEIL, NO ‘PROGRAMA DA SAÚDE’.

Está disponível o ‘podcast’ do programa da Saúde n°39 “Je vais bien et vous?” de Suzette Fernandes com o doutor Jean Michel Pawlotsky (Emissão 6), responsável pelo departamento “Bactériologie – Virologie” do Hospital Henri-Mondor em Créteil.

O tema da conversa contínua a ser o Coronavírus – Covid-19. Várias questões foram colocadas, entra elas, a situação em França, tratamentos, pico da doença, situação em Portugal.

 

 

Covid-19/Portugal: mais 29 mortos em 24h

Covid-19: Portugal com 409 mortos e 13.956 infetados – oficial

Covid-19: Portugal com 409 mortos e 13.956 infetados

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Portugal regista hoje 409 mortos associados à covid-19, mais 29 do que na quarta-feira, e 13.956 infetados (mais 815), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Não esquecer os portugueses mortos na Grande Guerra. Batalha de La Lys foi há 102 anos

I GUERRA MUNDIAL: HÁ 102 ANOS TEVE LUGAR A BATALHA DE LA LYS.

Batalha começou na noite do dia 8 para dia 9 de abril de 1918

Agora estamos noutra guerra, mas não devemos esquecer os nossos mortos e outras guerras: