Melhor Páscoa possível, que será particularmente difícil para os emigrantes portugueses. Opinião

A melhor Páscoa possível para todos nestes tempos de crise sanitária grave em que os emigrantes portugueses vivem momentos difíceis: nem sequer podem viajar para a sua terra. 

Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir nesta sexta-feira, 10, na Rádio Alfa.

 

Covid-19: Conselho de Segurança da ONU discute pela primeira vez a pandemia

Covid-19: Conselho de Segurança da ONU discute hoje pandemia após semanas de impasse

Covid-19: Conselho de Segurança da ONU discute hoje pandemia após semanas de impasse

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas discute hoje, pela primeira vez, a situação de pandemia, após semanas de impasse devido a divergências entre os seus membros permanentes, designadamente entre a China e os EUA.

Desta vez, nove dos dez membros não permanentes – por iniciativa da Alemanha – reclamaram, formalmente, uma sessão devotada à pandemia de covid-19, que inclui a audição ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Há precisamente uma semana, as divisões entre os Estados membros permanentes, sobretudo entre Pequim e Washington, paralisaram a instância, tendo nove dos membros não permanentes solicitado formalmente a sessão de hoje, que decorrerá por videoconferência a partir das 15:00 locais (20:00 em Lisboa).

Nas últimas semanas, Os Estados Unidos têm reclamado que toda e qualquer reunião ou documento aprovado pela ONU terá de sublinhar a origem chinesa da pandemia, ideia contestada vivamente pela China e também pela Rússia.

A França ainda pensou em organizar uma reunião por videoconferência com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (também com China, Estados Unidos, Reino Unido e Rússia) para tentar aplanar as divergências, tentando que o encontro se realizasse antes da reunião entre os 15 Estados membros, o que não aconteceu, indicou a agência France-Presse (AFP).

Encorajados pela Alemanha, os países que exigiram a primeira sessão do Conselho de Segurança sobre a pandemia foram a Bélgica, Estónia, Indonésia, Níger, República Dominicana, Vietname, São Vicente e Granadinas e Tunísia.

A África do Sul, o décimo membro não permanente, não aderiu à iniciativa, considerando que o Conselho de Segurança, encarregado da paz e da própria segurança, até hoje, nunca se reuniu para debater um assunto sanitário ou económico.

No entanto, os membros não permanentes, segundo fontes citadas pela AFP, consideram que é « verdadeiramente irresponsável criar obstáculos » a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, o que tem permitido « paralisar » este órgão das Nações Unidas desde o início da crise pandémica.

(Lusa)

Covid-19. Sem trânsito e sem problemas. A fronteira de Vilar Formoso está um sossego nesta Páscoa

Num ano normal, na época da Páscoa, poderiam passar por ali cerca de 75 veículos ligeiros por hora. Nas 24 horas da última terça-feira, apenas 169 automóveis cruzaram a fronteira de Vilar Formoso.

Não há muito que fazer. De pé ou encostados às viaturas, os funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) aguardam que algum carro se aproxime do controlo montado na fronteira de Vilar Formoso. E aguardam durante muito tempo. Passam-se minutos atrás de minutos sem que se veja um único automóvel. Num ano normal, nesta época da Páscoa, poderiam passar por ali cerca de 75 automóveis por hora. Na terça-feira, em todo o turno da manhã (das 7h às 15h), apenas 86 viaturas ligeiras cruzaram a fronteira. “A grande maioria das pessoas está a cumprir e a proteger-se, ficando em casa. E devem fazê-lo”, diz Acácio Pereira, delegado regional do SEF.

Sem confusão, sem necessidade de mandar muitas pessoas para trás. Têm sido assim os dias dos homens e mulheres do SEF na fronteira de Vilar Formoso. “O trânsito tem sido diminuto. Houve uma diminuição significativa desde o início do encerramento das fronteiras até agora. As recusas de entrada também são, por isso, muito poucas”, diz o responsável do SEF.

Ainda há casos. Esta quarta-feira, um carro francês foi mandado para trás. O condutor queria entrar em Portugal para ir buscar o filho, que estava alojado do lado de cá da fronteira. A passagem não foi permitida, mas o reencontro aconteceu na mesma: com o automóvel parado do lado espanhol, o homem juntou-se ao menor do lado português a pé e, arrastado a mala de rodinhas, voltaram para Espanha a pé, onde o carro os aguardava para iniciarem a viagem de regresso.

 

 

Pouco depois, André Leitão, 26 anos, tinha a experiência inversa, e regressava, desalentado e zangado, à fronteira portuguesa, depois de a polícia espanhola lhe ter recusado passagem. André Leitão é um dos casos de movimentações transfronteiriças que, por estes dias, são os que mais se vêem por ali: portugueses que trabalham em Espanha ou espanhóis que têm trabalho em Portugal e cujos dias se repartem entre os dois países. A bomba de gasolina onde o homem trabalha fica do lado de lá da fronteira, mas nesta quarta-feira André Leitão está de folga e não escondeu isso quando o pararam no controlo de fronteira do lado de Espanha. “Ia abastecer a viatura, mas disse que estava de folga e não me deixaram passar”, reclama. Se fossem os agentes habituais que, como os que neste dia se encontram na fronteira do lado português, o conhecem de o ver passar por ali diariamente, poderia não ter tido problemas, mas o grupo que está a controlar a fronteira do lado espanhol é novo, chegou de Salamanca e não o reconhece. Nada a fazer, senão voltar para casa. Mesmo que contrariado.

20 pessoas com passagem recusada

Casos como este são, contudo, uma excepção. Segundo dados do SEF, a 17 de Março, o primeiro dia do encerramento das fronteiras, chegaram aos pontos de fronteira de passagem autorizada 17.161 cidadãos e, destes, 236 foram impedidos de passar. Na terça-feira, 7 de Abril, chegaram às fronteiras autorizadas 4809 pessoas e apenas 20 foram mandadas para trás. Em Vilar Formoso, nesta mesma terça-feira passaram 832 cidadãos. A nenhum foi recusada a passagem.

A quebra de movimentos entre os veículos ligeiros – os pesados de mercadorias continuam a circular normalmente – é evidente nos números diários de controlos feitos nas fronteiras terrestres. O dia 17 de Março foi o que teve mais passagens e desde essa data os números nunca mais chegaram sequer às 12 mil travessias diárias. O dia com menor movimento foi o último domingo, 5 de Abril, em que entraram em Portugal apenas 1444 pessoas e dez foram enviadas para trás. Neste grupo, a nacionalidade que se destaca é mesmo a dos vizinhos do lado: entre 17 de Março e 7 de Abril 655 cidadãos espanhóis foram impedidos de entrar em Portugal, por não apresentarem uma razão válida.

 

 

Não é o caso de homem que agora se aproxima, ao volante de um ligeiro de mercadorias, máscara a tapar-lhe parte do rosto. É espanhol e diz que prefere não dizer o nome. Vem a Portugal em trabalho, comprar carne, e dali a pouco vai regressar a Cidade Rodrigo, onde mora. “Faço esta viagem duas vezes por semana. Havia sempre muito movimento na estrada, muita gente a trabalhar, de um lado para o outro, mas agora não há nada”, diz.

Samuel Dourado, 19 anos, diz exactamente o mesmo. Está a regressar a casa, em Vale da Mula, vindo do trabalho numa ganadaria em Vilar de la Yegua, em Espanha. “Há muito menos gente, é uma diferença muito grande”, diz.

 

 

Se estes fossem dias normais, Samuel Dourado nem sequer passaria por aqui. Utilizaria a passagem entre os dois países que existe na sua aldeia. Só que, por causa das medidas de combate à pandemia da covid-19, desde 17 de Março que só há nove pontos de entrada terrestre autorizados nos países e todos os outros estão fechados. E estarem fechados não é um eufemismo – há enormes blocos de cimento a impedir a passagem, como se vê logo ali ao lado, ainda em Vilar Formoso, na aldeia de Samuel Dourado ou em Batocas e na Aldeia da Ponte, no Sabugal. Para o jovem trabalhador português, as mudanças nas fronteiras implicam perder mais tempo nas deslocações. “São mais 20 minutos de viagem”, diz.

Sem confusão de regresso de emigrantes – nem nesta quarta-feira, nem nos dias anteriores, embora se admita que parte das chegadas das últimas semanas possam ter sido de alguns deles – nem a loucura da invasão espanhola que costuma acontecer em várias cidades portuguesas no período da Páscoa, a vida segue calma nas fronteiras nacionais e, por estes dias, a mais movimentada é mesmo a de Valença, por onde passaram, no período já referido, 68.428 pessoas e 437 viram a passagem recusada.

Com a chegada do dia 9 e dos dias de circulação mais restrita imposta pelo estado de emergência, que impede a movimentação entre concelhos até 13 de Abril, subsistia uma dúvida: qualquer português que chegue a uma fronteira terrestre vai poder passar, mesmo que a sua residência em Portugal implique uma viagem através do país? “Ainda estamos a aguardar instruções sobre essa questão”, admitia, esta quarta-feira Acácio Pereira. O PÚBLICO questionou o Ministério da Administração Interna sobre esta matéria, mas ainda não obteve resposta.

Antes disso, Maria de Lurdes Santos, 60 anos, aproveitou para ir a Portugal comprar o medicamento para a tensão que lhe falta. É portuguesa mas vive do outro lado da fronteira, já ali à frente. Vem a pé. “Não saio muito, mas não posso estar sem este medicamento”, diz, enquanto se apressa em direcção à farmácia.

 

Reportagem Jornal Público.

 

Football Leaks: Rui Pinto colocado em prisão domiciliária

 Rui Pinto, criador do Football Leaks e autor das revelações do caso Luanda Leaks, que estava em prisão preventiva desde 22 de março de 2019, foi hoje colocado em prisão domiciliária, indicaram os advogados à agência Lusa.

“Na presente data, foi revogada a medida de coação de prisão preventiva aplicada a Rui Pinto, tendo o mesmo abandonado já as instalações do estabelecimento prisional anexo à PJ [Policia Judiciária]. Rui Pinto encontra-se agora sujeito à medida [de coação] de obrigação de permanência na habitação, cumulada com a proibição de acesso à internet, sob responsabilidade da Polícia Judiciária”, refere um comunicado enviado à Lusa pelos advogados William Bourdon, Francisco Teixeira da Mota e Luísa Teixeira da Mota.

A defesa de Rui Pinto “congratula-se com esta decisão, e confia que outros passos serão dados no sentido da total liberdade do seu constituinte, cujas revelações já muito contribuíram para o combate à grande criminalidade, nomeadamente no âmbito do crime económico”, acrescentam os advogados.

Em 17 de janeiro, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decidiu levar a julgamento Rui Pinto por 90 crimes de acesso ilegítimo, acesso indevido, violação de correspondência, sabotagem informática e tentativa de extorsão, mas deixou cair 57 dos 147 crimes pelos quais o arguido havia sido acusado pelo Ministério Público (MP).

Contudo, a procuradora do MP Patrícia Barão recorreu da decisão instrutória para o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), defendendo que o arguido deve ser julgado pelos 147 crimes que constam da acusação, aguardando-se ainda a decisão do TRL.

Em setembro de 2019, o Ministério Público (MP) acusou Rui Pinto de 147 crimes, 75 dos quais de acesso ilegítimo, 70 de violação de correspondência, sete deles agravados, um de sabotagem informática e um de tentativa de extorsão, por aceder aos sistemas informáticos do Sporting, da Doyen, da sociedade de advogados PLMJ, da Federação Portuguesa de Futebol e da Procuradoria-Geral da República, e posterior divulgação de dezenas de documentos confidenciais destas entidades.

A instrução, fase facultativa que visa decidir se o processo segue e em que moldes para julgamento, foi requerida pela defesa dos dois arguidos no processo: Rui Pinto e o seu advogado, à data dos factos, Aníbal Pinto, acusado de intermediar a tentativa de extorsão, de entre 500.000 euros a um milhão de euros, ao fundo de investimento Doyen, e que também vai responder em julgamento por um crime de extorsão, na forma tentada.

Depois de ter sido preso na Hungria e extraditado para Portugal, ao abrigo de um mandato internacional, Rui Pinto estava em prisão preventiva desde 22 de março de 2019, assumiu a entrega de um disco rígido à Plataforma de Proteção de Denunciantes na África, que permitiu a revelação dos Luanda Leaks, um caso de corrupção relacionado com a empresária angolana Isabel dos Santos.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: UE aceita repto da ONU para liderar luta global contra a pandemia

A União Europeia vai fazer tudo o que for possível para liderar a luta contra a pandemia da covid-19 a nível global, após o repto das Nações Unidas, anunciou hoje o vice-presidente da UE Josep Borrel.

O Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell, assumiu o compromisso num comunicado divulgado após a conversa por telefone que manteve hoje com o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres.

Josep Borrell respondeu afirmativamente ao apelo lançado por António Guterres, para que a UE assuma um papel de liderança a nível global, num comunicado em que destaca que o principal tema da conversa foi o “grande impacto global” da pandemia covid-19.

Os efeitos da pandemia nas zonas mais vulneráveis do mundo, foram também passados em revista, lê-se no comunicado.

Josep Borrell demonstrou a sua preocupação pelo impacto devastador que a pandemia pode ter no continente africano, acrescenta o comunicado.

O Alto Representante da UE expressou também o apoio dos 27 à resposta e plano de recuperação do secretário-geral das Nações Unidas para a covid-19.

Quer Josep Borrell quer Guterres concordaram que, em tempos de incerteza global, a parceria estratégica entre as duas organizações continua a ser mais importante e mais forte do que nunca, lê-se ainda na nota

As duas partes assinalaram também a necessidade de uma “coordenação forte” a nível global para uma estratégia de recuperação, para assegurar o final da pandemia e para conter os custos económicos da crise.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: Total de mortos em França passou para 10.869

O total de mortos devido à pandemia de covid-19 em França é de 10.869, com os dados a terem sido apenas atualizados para os óbitos nos hospitais, e o confinamento vai ser prolongado para além de 15 de abril.

Estes números foram avançados hoje por Jérôme Salomon, diretor-geral da Saúde, que explicou ter havido um « problema técnico » na aplicação que recolhe o total de óbitos no país nos lares.

Assim, registaram-se 7.632 mortos em meio hospitalar (mais 541 desde terça-feira) desde o início da pandemia e o número de mortos nos lares continua a ser 3.237 até ser atualizado pelas autoridades.

Foram até agora registados 82.048 casos de covid-19 no país.

Quanto ao confinamento, o Eliseu – sede da Presidência da República – avançou esta noite que a quarentena deverá continuar para além de 15 de abril e o Presidente da República, Emmanuel Macron, vai falar aos franceses na segunda-feira esclarecendo nessa altura até quando as medidas sanitárias em vigor se vão manter.

Desde dia 01 de março, 60 mil franceses já foram hospitalizados e 33.375 continuam internados em hospitais por todo a França, com o país a registar no total 10.869 mortos devido à covid-19.

Dos 33.375 pacientes ainda internados, há 7.148 pacientes nas unidades de cuidados intensivos.

Mesmo se as entradas nestes serviços têm vindo a diminuir, Salomon lembrou que a tensão continua « particularmente forte », especialmente em algumas regiões como Île de France, no coração de Paris.

O diretor-geral da Saúde referiu também que houve um aumento da mortalidade em 31% a nível nacional, possivelmente ligado a esta pandemia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

O continente europeu, com mais de 750 mil infetados e mais de 58 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 17.669 óbitos em 139.422 casos confirmados até quarta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 14.555 mortos, entre 146.690 casos de infeção confirmados até quarta-feira, enquanto os Estados Unidos, com 12.910 mortos, são o que contabiliza mais infetados (399.929).

 

Alfa/Lusa.

Seis departamentos da região Île-de-France proibiram as actividades desportivas entre as 10h e as 19h

Depois de Paris (cidade), cinco outros departamentos da região da capital francesa proibiram toda a actividade desportiva fora de casa entre as 10h e as 19h.

São eles:  « Les Yvelines » (78), « les Hauts-de-Seine » (92), « le Val-d’Oise » (95), « la Seine-et-Marne » (77) e « le Val-de Marne » (94).

 

https://twitter.com/Prefet78/status/1247568674875150336

Entrevista/Hermano Sanches Ruivo. « Temos de estar preparados para uma eventual segunda vaga da pandemia »

O vereador da Câmara de Paris para os assuntos europeus, o lusodescendente Hermano Sanches Ruivo, em entrevista à Rádio Alfa, destacou vários temas relacionados com a pandemia Covid-19, entre eles as medidas que a Câmara de Paris adotou relativamente às restrições nos horários de saída para a prática de desporto.

 

Hermano Sanches Ruivo.

 

Entrevista Ricardo José.

Entrevista/Rui Lafayette: « As viagens estão a ser práticamente todas adiadas »

O agente de viagens Rui Lafayette da MZ Voyages, esteve em entrevista na Rádio Alfa e destacou o facto dos portugueses estarem, em grande parte, a anular e a adiar as suas viagens.

Rui Lafayette guarda no entanto algum optimismo para os meses de verão.

 

Rui Lafayette.

 

Entrevista de Ricardo José.

 

Covid-19: FPF cancela campeonatos seniores não profissionais

Os campeonatos seniores não profissionais de futebol e futsal da época 2019/20 foram hoje cancelados pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), devido à pandemia de covid-19.

« A FPF entende que continuam a não estar reunidas as condições de saúde pública para que clubes com estruturas amadoras, como é próprio das provas em que participam, possam treinar e competir em segurança », lê-se no comunicado do organismo, que anunciou « dar por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições seniores que se encontram nesta data suspensas, não sendo atribuídos títulos nem aplicado o regime de subidas e descidas ».

Este cancelamento ocorre depois de os campeonatos de futebol e futsal dos escalões de formação terem tido o mesmo desfecho, numa decisão tomada em 27 de março último.

A FPF recorda que « vigora em Portugal o estado de emergência, pelo menos, até ao dia 17 de abril, sendo possível a sua prorrogação » e que « estas circunstâncias impedem o normal decurso das competições, sendo imprevisível antever quando e se tais condições de saúde pública estarão reunidas ainda durante esta época desportiva ».

« A FPF analisará e comunicará com a maior brevidade possível de que forma serão indicados os dois clubes que acedem à II Liga de futebol, bem como os representantes de Portugal na Liga dos Campeões de futebol feminino e de futsal masculino. A FPF continuará a estudar com as associações distritais e regionais os moldes em que decorrerão as competições nacionais não profissionais na época 2020/21 », remata o comunicado.

Após 20 jornadas, o Sporting liderava a Liga de futsal, com 55 pontos, mais dois do que o Benfica, enquanto Vizela, Arouca, Praiense e Olhanense lideravam as respetivas séries do Campeonato de Portugal, terceiro escalão, após 25 rondas.

No setor feminino, o Benfica e Sporting seguiam igualados com 42 pontos no primeiro lugar do campeonato de futebol, após 15 jornadas, enquanto as ‘águias’ lideravam isoladas a fase de apuramento de campeão em futsal.

As competições nacionais dos escalões de formação tinham sido suspensas por duas semanas, em 10 de março, dois dias antes de a FPF ter decidido suspender todas as competições, incluindo as seniores, que hoje foram canceladas.

As competições profissionais, I Liga e II Liga, continuam suspensas, após 24 das 34 jornadas, bem como a Taça de Portugal, que tem Benfica e FC Porto como finalistas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil. Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se 380 mortes e 13.141 casos de infeções confirmadas, dos quais 196 já recuperaram.

 

Alfa/Lusa.