Portugal na fase de mitigação. Covid-19: “Estamos a entrar na fase mais crítica”, anuncia Governo. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde numa conferência de imprensa.
Foto. TIAGO PETINGA/LUSA
“Estamos a entrar na fase mais crítica”, começou por afirmar, em conferência de imprensa esta quarta-feira, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales.
“Estamos em fase 3.2, o que quer dizer que temos transmissão comunitária, não exuberante nem descontrolada, mas temos”, esclareceu, acrescentando que às 00h desta quinta-feira será implementado “um novo plano para abordar a covid-19”.
A pandemia já fez 43 mortos em Portugal (leia em artigo relacionado, nesta página).
Covid-19: Príncipe Carlos infetado com o novo coronavírus
Alfa/Lusa/Agências
O príncipe Carlos, de 71 anos e herdeiro da coroa britânica, foi diagnosticado com covid-19, tendo por enquanto apenas apresentado sintomas ligeiros, foi hoje anunciado.
Um porta-voz de Clarence House, a residência oficial do príncipe, disse que a mulher de Carlos, Camilla, de 72 anos, não foi infetada, mas ambos estão a seguir as recomendações médicas e do governo e estão isolados na residência na Escócia.
« Os testes foram realizados pelo NHS [Serviço Nacional de Saúde] em Aberdeenshire porque cumpriam os critérios exigidos para o teste. Não é possível determinar por quem o príncipe foi infetado pelo vírus devido ao elevado número de compromissos em que ele participou como parte do seu cargo público nas últimas semanas”, acrescentou.
Desde a semana passada que a Rainha Isabel II, de Inglaterra, deixou o palácio de Buckingham, em Londres, e está instalada no Castelo de Windsor como medida de precaução devido à pandemia de covid-19.
A monarca, de 93 anos, e o marido, príncipe Filipe, de 98 anos, mudaram-se para o castelo, situado a 32 quilómetros de Londres, uma semana mais cedo do que o habitual por altura da Páscoa, por conselho das autoridades de saúde e do Governo britânico.
Os compromissos previstos para as próximas semanas já tinham sido adiados ou cancelados por « precaução » e por « razões práticas nas atuais circunstâncias », e Isabel II tem usado videoconferência se manter em contacto com a família e para a reunião semanal com o primeiro-ministro, Boris Johnson.
As festas de primavera que a Rainha acolhe por esta altura, e nas quais participam milhares de pessoas, também foram adiadas e outros eventos futuros – como as comemorações do final da II Guerra Mundial na Europa e uma visita estatal do Imperador Naruhito, do Japão – estão em dúvida.
O Governo de Boris Johnson recomendou à população mais vulnerável, em particular àqueles com mais de 70 anos, que evitassem « contactos não essenciais » com outras pessoas nas próximas 12 semanas, para atrasar a proliferação do novo coronavírus.
Na segunda-feira, o governo britânico ordenou aos britânicos para permanecerem em casa e só saírem para fazer compras de bens essenciais, uma forma de exercício por dia, por necessidade médica, para ajudar uma pessoa vulnerável e para ir para o emprego, quando não for possível fazer de forma remota.
Quem desrespeitar as regras de confinamento obrigatório está sujeito a multas de 30 libras (33 euros) pela polícia, que também terá poderes para dispersar ajuntamentos de mais de duas pessoas.
O balanço de terça-feira feito pelo Ministério da Saúde britânico confirmou 422 óbitos entre 8.077 casos positivos de pessoas infetadas com a covid-19, identificadas após testes a 90.436 pessoas no Reino Unido.
Covid-19: Número de mortos em Espanha ultrapassa o da China continental
O número de mortos em Espanha devido à pandemia de covid-19 ultrapassou hoje o da China continental, com um total de 3.434 vítimas mortais, segundo a atualização diária feita pelas autoridades de saúde do país.
Segundo os números do Ministério da Saúde, Espanha registou, nas últimas 24 horas, 738 mortos com o novo coronavírus e um aumento de 7.937 no número de infetados.
Desde o início da pandemia, o país teve um total de 47.610 casos de covid-19, dos quais 3.434 morreram e 5.367 tiveram alta e são considerados como curados.
A região mais atingida pela covid-19 é a de Madrid, com 14.547 infetados e 1.825 mortos, seguida pela da Catalunha (9.937 e 516), a do País Basco (3.271 e 155) e a de Castela-Mancha (2.780 e 263).
Covid-19: França regista 1.100 mortos e 22.300 casos positivos
A França regista 1.100 mortos em meio hospitalar e tem 22.300 casos positivos da covid-19, anunciou na terça-feira o diretor-geral da Saúde, assinalando que a mortalidade em determinadas regiões está acima do esperado nesta altura do ano, possivelmente ligada ao vírus.
Segundo as autoridades francesas, há atualmente 10.176 pessoas hospitalizadas devido à covid-19 e 2.516 destes pacientes estão nos cuidados intensivos.
O país criou nas últimas semanas mais 3.000 camas nos cuidados intensivos, contando agora com 8.000 camas no total. O número de pacientes curados é agora de 3.500.
Jérôme Salomon precisou que os dados da Direção-Geral da Saúde francesa, divulgados diariamente, têm várias fontes, como hospitais, lares e médicos de clínica geral.
No entanto, o número de mortes devido ao novo coronavírus refere-se apenas às registadas em meio hospitalar.
O diretor-geral da Saúde especificou que em certas regiões onde houve focos de contaminação há também um aumento da mortalidade e, por isso, pode haver mais casos que não entram diretamente nestas estatísticas.
Para apoiar as regiões mais afetadas e com menos meios, um comboio de alta velocidade foi fretado para transferir casos graves da região do Grand Est para hospitais em Nantes e Angers.
Quanto à realização de testes, a França tem agora capacidade para cerca de 9.000 testes diários ao novo corona vírus, mas as autoridades esperam aumentar esta capacidade para 29.000 até ao fim da próxima semana.
Apesar de o primeiro-ministro, Édouard Philippe, ter limitado as medidas de quarentena para idas ao médico apenas por razões urgentes, Jérôme Salomon precisou hoje que continuam a ser assegurados os direitos reprodutivos da mulher com a continuação do recurso à interrupção voluntária da gravidez, assim como o seguimento das grávidas e as três ecografias obrigatórias em hospital.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.820 mortos em 69.176 casos.
Há algo de génio maléfico na forma como este coronavírus funciona: encontra terreno fértil em humanos sem que eles percebam. É poderoso e mortal em alguns, mas leve o suficiente noutros para escapar à contenção. Este é um retrato científico do que os cientistas enfrentam.
Os vírus passaram milhares de milhões de anos a aperfeiçoar a arte de sobreviver sem viver – uma estratégia assustadoramente eficaz que os torna uma ameaça potente no mundo de hoje.
Isso é especialmente verdade em relação ao novo e mortífero coronavírus que paralisou a sociedade global. É pouco mais do que um pacote de material genético envolvido por uma casca de proteína, com um milésimo da largura de uma pestana, e leva uma existência semelhante à de um morto-vivo, tanto que mal é considerado um organismo vivo.
Mas assim que entra nas vias aéreas humanas, o vírus sequestra as nossas células para criar milhões de versões de si mesmo.
Há algo de génio maléfico na forma como este coronavírus funciona: encontra terreno fértil em humanos sem que eles percebam. Antes de o seu primeiro hospedeiro desenvolver sintomas, já está a espalhar as suas réplicas por toda parte, passando para a próxima vítima. É poderoso e mortal em alguns, mas leve o suficiente noutros para escapar à contenção. E, por enquanto, não temos como detê-lo.
À medida que os investigadores se apressam para desenvolver medicamentos e vacinas para a doença que já afectou 400.000 e matou mais de 18.00 pessoas*, numa contagem que não pára, este é um retrato científico do que eles enfrentam.
« Entre a química e a biologia »
Os vírus respiratórios tendem a infectar e replicar-se em dois lugares: no nariz e garganta, onde são altamente contagiosos, ou mais abaixo nos pulmões, onde se espalham menos facilmente mas são muito mais mortais.
Este novo coronavírus, SARS-CoV-2, divide-se com habilidade. Instala-se no tracto respiratório superior, onde é facilmente espirrado ou tossido para cima da sua próxima vítima. Mas em alguns doentes, consegue alojar-se nos pulmões, onde a doença pode matar. Esta combinação dá-lhe a contagiosidade de algumas constipações e a letalidade da sua prima direita molecular SARS, que causou o surto de 2002-2003 na Ásia.
Outra característica insidiosa deste vírus: ao perder um pouco dessa letalidade, os seus sintomas aparecem mais lentamente do que os da SARS, o que significa que muitas vezes as pessoas o transmitem a outros antes mesmo de saberem que o têm.
Por outras palavras, é apenas sorrateiro o suficiente para causar o caos.
Vírus muito parecidos com este têm sido responsáveis por muitos dos surtos mais destrutivos dos últimos 100 anos: a gripe de 1918, 1957 e 1968; e a SARS, MERS e Ébola. Como o coronavírus, todas estas doenças são zoonóticas – saltaram de uma população animal para os humanos. E todas são causadas por vírus que codificam o seu material genético no ARN.
Isto não é coincidência, dizem os cientistas. A existência quase zombie dos vírus ARN torna-os fáceis de apanhar e difíceis de matar.
Fora de um hospedeiro, os vírus estão adormecidos. Não têm nenhuma das características tradicionais da vida: metabolismo, movimento, capacidade de reprodução.
E podem aguentar muito tempo assim. Estudos laboratoriais recentes mostraram que, embora o SARS-CoV-2 se degrade tipicamente em minutos ou em algumas horas fora do hospedeiro, algumas partículas podem permanecer viáveis – potencialmente infecciosas – até 24 horas em cartão e até três dias em plástico e aço inoxidável. Em 2014, um vírus congelado em permafrost durante 30.000 anos que os cientistas recuperaram foi capaz de infectar uma amiba após ter sido “ressuscitado” no laboratório.
Quando os vírus encontram um hospedeiro, usam proteínas nas suas superfícies para desbloquear e invadir as suas células. Depois assumem o controlo dos próprios mecanismos moleculares dessas células para produzir e montar os materiais necessários para fazer mais vírus.
“É oscilar entre estar vivo e não estar vivo”, explica Gary Whittaker, professor de virologia da Universidade de Cornell. Ele descreve o vírus como estando “entre a química e a biologia”.
Entre os vírus ARN, os coronavírus – nomeados pelas espículas que os enfeitam como pontos de uma coroa – são únicos pelo seu tamanho e relativa sofisticação. São três vezes maiores que os agentes patógenos que causam dengue, febre do Nilo Ocidental e Zika, e são capazes de produzir mais proteínas que reforçam o seu sucesso.
“Digamos que a dengue tem um cinto de ferramentas com apenas um martelo”, explica Vineet Menachery, virologista da Faculdade de Medicina da Universidade do Texas. Estes coronavírus tem três martelos diferentes, cada um para uma situação diferente.
Entre essas ferramentas está uma proteína de “revisão”, que permite aos coronavírus corrigir alguns erros que acontecem durante o processo de replicação. São capazes de se mutar mais rapidamente do que as bactérias, mas são menos propensos a produzir descendência tão repleta de mutações prejudiciais que não consegue sobreviver.
Entretanto, a capacidade de mudar ajuda o germe a adaptar-se a novos ambientes, seja o intestino de um camelo ou as vias respiratórias de um humano, que lhe concede a entrada sem saber, bastando para isso coçar o nariz.
Os cientistas acreditam que o vírus da SARS teve origem num vírus de morcego que chegou aos humanos através de gatos civeta vendidos nos mercados de animais. Este novo vírus actual, cujas origens também podem estar nos morcegos, terá tido um hospedeiro intermediário, possivelmente o pangolim.
“Acho que a natureza nos tem vindo a dizer ao longo de 20 anos que, ‘Ei, os coronavírus que vêm dos morcegos podem causar pandemias em humanos, e temos de pensar neles como sendo como a gripe, como ameaças a longo prazo’”, diz Jeffery Taubenberger, virologista do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas.
O financiamento para a investigação sobre os coronavírus aumentou após o surto da SARS, mas nos últimos anos esse financiamento secou, diz Taubenberger. Estes vírus normalmente causam simplesmente constipações e não eram considerados tão importantes como outros patógenos virais, conclui.
À procura de armas
Uma vez dentro de uma célula, um vírus pode fazer 10.000 cópias de si mesmo numa questão de horas. Em poucos dias, a pessoa infectada carregará centenas de milhões de partículas virais em cada colher de chá do seu sangue.
A ofensiva desencadeia uma resposta intensa do sistema imunitário do hospedeiro: químicos defensivos são libertados. A temperatura do corpo sobe, causando febre. Exércitos de glóbulos brancos comedores de germes juntam-se num enxame na região infectada. Muitas vezes, esta resposta é o que faz uma pessoa sentir-se doente.
Andrew Pekosz, um virologista da Universidade Johns Hopkins, compara os vírus a assaltantes particularmente destrutivos: invadem a sua casa, comem a comida e usam os móveis, e têm 10.000 bebés. “E só então abandonam o lugar destruído”, diz.
Infelizmente, os humanos têm poucas defesas contra estes assaltantes.
A maioria dos antimicrobianos trabalha interferindo com as funções dos germes que atacam. Por exemplo, a penicilina bloqueia uma molécula usada pelas bactérias para construir as paredes das suas células. Funciona contra milhares de tipos de bactérias, mas como as células humanas não usam essa proteína, podemos ingeri-la sem efeitos secundários.
Mas os vírus funcionam através de nós. Sem maquinaria celular própria, eles ficam entrelaçados com a nossa. As proteínas deles são as nossas proteínas. As fraquezas deles são as nossas fraquezas. A maioria das drogas que os pode magoar também nos magoaria a nós.
Por esta razão, os medicamentos antivirais devem ser extremamente específicos, explica a viróloga de Stanford Karla Kirkegaard. Tendem a usar como alvo as proteínas produzidas pelo vírus (usando nossa maquinaria celular) como parte do seu processo de replicação. Estas proteínas são exclusivas dos vírus. Isto significa que os medicamentos que combatem uma doença geralmente não funcionam noutras doenças.
E como os vírus evoluem tão rapidamente, os poucos tratamentos que os cientistas conseguem desenvolver nem sempre funcionam por muito tempo. É por isso que os cientistas estão constantemente a desenvolver novos medicamentos para tratar o VIH, e é por isso que os doentes tomam um “cocktail” de antivirais que exige aos vírus várias mutações para conseguirem criar resistências.
“A medicina moderna está constantemente um passo atrás dos novos vírus emergentes”, afirma Kirkegaard.
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O SARS-CoV-2 é particularmente enigmático. Embora o seu comportamento seja diferente do do seu primo SARS, não existem diferenças óbvias nas “chaves” da proteína da espícula (spike) do vírus que lhe permite invadir as células hospedeiras.
A compreensão destas proteínas pode ser a chave para desenvolver uma vacina, diz Alessandro Sette, chefe do Centro de Doenças Infecciosas do Instituto La Jolla de Imunologia. Estudos anteriores mostraram que as proteína da espícula da SARS são o que desencadeia a resposta protectora do sistema imunitário. Num artigo publicado esta semana, Sette descobriu que o mesmo é verdade para o SARS-COV2.
Isto dá aos cientistas razões para serem optimistas, de acordo com Sette. Confirma o palpite dos investigadores de que a proteína da espícula é um bom alvo para as vacinas. Se as pessoas forem inoculadas com uma versão da proteína da espícula, isso pode ensinar o seu sistema imunitário a reconhecer o vírus e permitir-lhes responder mais rapidamente ao invasor.
“Também nos diz que o novo coronavírus não é assim tão novo”, diz Sette.
E se o SARS-CoV-2 não é assim tão diferente do seu primo mais velho SARS, isso significa que o vírus provavelmente não está a evoluir muito rapidamente, dando aos cientistas que estão a desenvolver vacinas tempo para recuperar o atraso.
Entretanto, diz Kirkegaard, as melhores armas que temos contra o coronavírus são medidas de saúde pública como testes e distanciamento social e os nossos próprios sistemas imunitários.
Alguns virologistas acreditam que temos uma outra coisa a nosso favor: o próprio vírus.
Apesar de toda a sua genialidade maléfica e design eficiente e letal, “o vírus não quer realmente matar-nos”, diz Kirkegaard. É bom para os vírus, bom para a sua população, se andarmos por aí perfeitamente saudáveis.”
Falando evolutivamente, acreditam os especialistas, o objectivo final dos vírus é serem contagiosos e ao mesmo tempo gentis com seu hospedeiro – menos ladrão destrutivo e mais um hóspede atencioso.
Isso porque vírus altamente letais como o SARS e o Ébola tendem a extinguir-se, ao não deixar ninguém vivo para os espalhar.
Mas um germe que é meramente irritante pode perpetuar-se indefinidamente. Um estudo de 2014 descobriu que o vírus que causa herpes oral está com os humanos há 6 milhões de anos. “É um vírus muito bem-sucedido”, diz Kirkegaard.
Visto através desta lente, o novo coronavírus, que agora mata milhares em todo o mundo, ainda está no início da sua vida. Reproduz-se destrutivamente, sem saber que há uma maneira melhor de sobreviver.
Mas pouco a pouco, com o tempo, o seu ARN irá mudar. Até que um dia, não tão distante, será apenas mais um dos coronavírus das constipações comuns que circulam todos os anos, causando tosse ou um nariz entupido, e nada mais.
Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, revelou que foram efetuadas 27 detenções em Portugal por crime de desobediência e que forças de segurança não permitirão ajuntamentos de pessoas « nem em cidades nem em aldeias ».
Numa curta conferência de imprensa, na noite desta terça-feira, 24, o ministro referiu-se explicitamente aos emigrantes que regressaram a Portugal recentemente, durante a atual crise sanitária, dizendo que eles devem respeitar a quarentena, as recomendações das autoridades e que não devem sequer fazer reuniões ou jantares de família para « matar saudades ».
As notícias sobre a forma negativa (designadamente com festas e reuniões de família) como os emigrantes se têm comportado em Portugal durante a atual crise sanitária criaram algum espanto no país.
« Emigrantes devem manter o mesmo distanciamento social que os residentes em Portugal têm mantido de forma rigorosa », afirmou o ministro.
Governantes e diplomatas têm aliás pedido com insistência aos portugueses residentes no estrangeiro que não regressem ao país (ler artigos relacionados nesta página e ouça a Rádio Alfa).
Nas suas declarações Eduardo Cabrita sublinhou que as regras impostas pelo Estado de Emergência continuam a ser desrespeitadas, em certos locais, em Portugal.
Além dos 27 detidos, houve ainda 274 estabelecimentos que foram encerrados por violar a obrigação de suspensão de atividade.
Eduardo Cabrita fez estas declarações durante uma conferência de imprensa, ao princípio da noite, no final da segunda reunião da Estrutura de Monitorização do estado de emergência, em Lisboa.
Em tempos de confinamento Vitor Santos foi por telefone a casa de Andry Lemos para saber como estão as coisas, resultado das compras, música nova para ouvir aqui
Covid-19. Portugal em fase de mitigação a partir desta quinta-feira. O Governo admite que o país já não está a conter a covid-19. O vírus está agora instalado e a disseminar-se na comunidade (Expresso e outras fontes)
Portugal vai entrar em fase de mitigação da pandemia covid-19 a partir das primeiras horas de quinta-feira, o que significa que o país deixou de ser capaz de conter a propagação do vírus.
« O novo coronavírus está instalado na comunidade e a espalhar-se », escreve o Expresso.
O alerta foi feito ao início da tarde pelo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária para divulgação do boletim sobre a evolução da pandemia.
Agora, com as medidas de contenção a revelarem-se incapazes de evitar a infeção de um número crescente de portugueses, o sistema de saúde vai preparar-se para dar resposta à pior fase da pandemia.
A Direção Geral de Saúde corrigiu entretanto os dados revelados ao início da tarde e indica agora que já morreram em Portugal 33 pessoas com Covid-19. Deste modo, o número de mortes em Portugal passa de 23 para 33 em pouco mais de 24 horas.
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