Covid-19/França. Triste recorde: 89 mortos em 24h. Já morreram 264 pessoas infetadas em França

Covid-19/França. 89 mortos em 24h. 264 pessoas já morreram infetadas em França, segundo um balanço divulgado esta quarta-feira.

89 mortos em 24h: foi o dia em que morreram mais pessoas desde o início da atual crise sanitária.

No total, estão 9 134 pessoas contaminadas em França, segundo dados oficiais do ministério da Saúde. 1 404 novos casos foram registados nas últimas 24 horas.

921 pessoas estão internadas em reanimação, em França. No total estão internadas em hospitais com a infeção 3600 doentes e os restantes estão em tratamento em suas casas. 1000 pessoas foram curadas.

O que significa o estado de emergência decretado pelo PR Marcelo

O decreto determina que o estado de emergência vai entrar em vigor da meia-noite desta quarta-feira até às 24h de dia 2 de Abril. Ou seja, estará em vigor durante 15 dias, prazo máximo em que pode vigorar o estado de emergência à luz da Constituição. Mas, no fim desse prazo, pode ser renovado.

Fica designadamente e, sobretudo, parcialmente suspenso o exercício dos seguintes direitos: direito de deslocação e fixação em qualquer parte do território nacional; propriedade e iniciativa económica privada (Governo pode requisitar bens, serviços ou imóveis a privados); direitos dos trabalhadores; circulação internacional; direito de reunião, greve e de manifestação; liberdade de culto em termos coletivos; e direito de resistência às forças da ordem.

As decisões mais concretas serão conhecidas amanhã, quinta-feira, depois de uma reunião do Conselho de ministros.

Para já, estado de emergência implica que fica “parcialmente suspenso” o direito de deslocação e de fixação dos cidadãos em qualquer parte do território nacional, podendo ser impostas as “restrições necessárias para reduzir o risco de contágio e executar as medidas de prevenção e combate à epidemia”.

Isto significa que pode ser determinado o “confinamento compulsivo” em casa ou em estabelecimento de saúde, assim como o estabelecimento de cercas sanitárias a regiões inteiras.

Vai designadamente entrar em vigor a proibição de andar na via pública se não se justificar, como já acontece em vários países europeus, como a França (com exceções como idas ao supermercado, ao trabalho, ou para prestar assistência a um terceiro ou passear animais de companhia).

O estado de emergência decretado pelo Presidente aplica-se a todo o território português.

 

Covid-19. Portugal em estado de emergência para « uma verdadeira guerra »

Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou esta noite que Portugal entrou em estado de emergência, por 15 dias, devido à crise sanitária.

Já esta tarde, por larga maioria, a Assembleia da República aprovara o estado de emergência proposto pelo Presidente para responder à pandemia de Covid-19.

A crise provocada pelo novo coronavírus já contabiliza 642 casos confirmados em Portugal, mais 194 do que na terça-feira. Já morreram duas pessoas em Portugal devido ao Covid-19.

Nesta noite de quarta-feira, o Presidente da República decretou o estado de emergência em Portugal, por 15 dias, o que é uma medida excecional no território nacional.

O anúncio foi feito por Marcelo Rebelo de Sousa numa comunicação ao país, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, depois de ouvido o Conselho de Estado, ter obtido o parecer positivo do Governo e a aprovação do decreto pela Assembleia da República, em Lisboa.

O Presidente decretou o estado de emergência para o que disse ser « uma verdadeira guerra ».

« É uma decisão excecional num tempo excecional », acrescentou o Presidente Marcelo.

A pandemia « vai ser mais intensa, vai durar mais tempo » do que as que « conhecemos ». « Está a ser, e vai ser, um teste nunca vivido ao nosso SNS e sociedade portuguesa, chamada a uma contenção e tratamento em família sem precedentes. Um desafio enorme para a nossa maneira de viver e para a nossa economia ».

Trata-se de « uma verdadeira guerra » que vai demorar a atingir o pico, recordou o presidente.

 

A crise sanitária é mesmo grave. Toda a gente cometeu erros, emigrantes incluídos. Algumas lições

A crise sanitária é mesmo grave.

Começou há pouco tempo mas já podemos tirar algumas lições. Todos cometeram erros, franceses, políticos e também os portugueses residentes em França.

Crónica de Carlos Pereira , jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir nesta quinta-feira, 19, na Rádio Alfa.

carlos

 

Covid-19: Itália atinge recorde de mortes por país num único dia com 475 óbitos

A pandemia de Covid-19 provocou mais 475 mortes em Itália nas últimas 24 horas, o pior balanço registado num único país e num único dia, anunciou hoje a proteção civil.

Até ao momento, cerca de 3.000 pessoas (2.978) perderam a vida em Itália devido a esta doença, um balanço muito próximo do registado na China (mais de 3.200 mortos), o foco inicial da pandemia.

Os serviços sanitários italianos registaram 4.207 novos casos as últimas 24 horas, um número que nunca tinha sido atingido desde o início da crise.

A Lombardia, a região de Milão, permanece a mais atingida, com cerca de dois terços das mortes recenseadas.

No entanto, o aumento dos novos casos também ocorreu em outras regiões, em particular em Veneto e Piemonte com cerca de 500 novos casos cada, ou a Toscana com um aumento de 300 casos.

O anterior recorde de um único dia tinha sido registado no domingo, com 368 mortos, um total que a China nunca conheceu, segundo os balanços oficiais.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 82.500 recuperaram da doença.

A China registou nas últimas 24 horas 11 mortos e 13 novos casos infeção pela Covid-19, mas só um é de Wuhan, todos os outros 12 são importados.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

No total, desde o início do surto, em dezembro passado, as autoridades da China continental, que exclui Macau e Hong Kong, contabilizaram 80.894 infeções diagnosticadas, incluindo 69.601 casos que já recuperaram, enquanto o total de mortos se fixou nos 3.237.

O número de infetados ativos no país fixou-se em 8.056, incluindo 2.622 em estado grave.

Wuhan, em quarentena desde 23 de janeiro passado, é a região mais afetada no mundo pela doença, com 2.490 mortes.

Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.978 mortes em 35.173 casos de contágio, o Irão, com 1.135 mortes (17.350 casos), a Espanha, com 558 mortes (13.716 casos) e a França com 175 mortes (7.730 casos).

Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

De acordo com os dados da Direção Geral da Saúde, em Portugal, das 642 pessoas infetadas com o novo coronavírus, 89 estão internadas e 553 estão a recuperar em casa. Há 4.074 casos em que o teste deu negativo e 351 casos a aguardar resultado laboratorial.

Portugal regista duas vítimas mortais da doença e três doentes já recuperados.

 

Alfa/Lusa.

INFORMAÇÃO IMPORTANTE

Se tiver a RESIDÊNCIA EM PORTUGAL e se encontra transitoriamente em França (turismo, negócios, trabalhador destacado, visita a familiares) e está sem alternativa para regressar por via aérea, segundo as informações disponíveis neste momento, não há restrições na fronteira terrestre entre a França e a Espanha.

Apresente o seu documento de identificação para a passagem dos controlos de fronteiras, bem como da declaração disponível em Aqui para justificar a sua deslocação em território francês.
Se não a conseguir imprimir, pode escrevê-la à mão.

Recomenda-se que os portugueses com RESIDÊNCIA EM FRANÇA continuem em sua casa e respeitem o que as autoridades francesas determinaram quanto ao confinamento.

Proteja-se a si, proteja todos!

Se tiver a RESIDÊNCIA PRINCIPAL EM PORTUGAL e se encontra transitoriamente em França (turismo, negócios, trabalhador destacado, visita a familiares) recomendamos que regresse o mais atempadamente possível a Portugal.
Confirme com a sua companhia aérea se o seu voo se mantém.
Se não, procure alternativas nessa companhia ou noutras.

Se pretende regressar por via terrestre, não há restrições na fronteira terrestre entre a França e a Espanha para RESIDENTES EM PORTUGAL.

No entanto,

Se tem RESIDÊNCIA PRINCIPAL EM FRANÇA continue em casa e respeite o que as autoridades francesas determinaram quanto ao confinamento.

Não se esqueça de usar a Attestation de Deplacement para justificar deslocações.
Se não a conseguir imprimir, pode elaborá-la à mão.

Proteja-se a si, proteja todos!

Comunicado. A TAP amplia a possibilidade de remarcação de voos sem o pagamento da taxa de alteração associada

Comunicado:

Devido à atual situação do Coronavirus (COVID-19), ampliamos a possibilidade de remarcação do seu voo, sem o pagamento da taxa de alteração associada, para qualquer rota TAP e para qualquer data de viagem.

A partir de agora, a alteração da reserva poderá ser feita até 24 horas antes da partida do seu primeiro voo, remarcando a nova viagem para qualquer destino e iniciando a viagem até 31 de dezembro de 2020.

Em alternativa, reembolsamos na íntegra o valor pago na aquisição do bilhete, através da emissão de voucher, enviado por e-mail, com validade de um ano, para utilização numa viagem futura à escolha.

Para bilhetes de milhas, compradas no âmbito do Programa TAP Miles&Go, também poderá pedir a alteração sem pagamento da taxa de alteração. No caso de pedir o reembolso, todas as milhas serão devolvidas para a Conta de Cliente e todos os valores pagos em dinheiro serão reembolsados com emissão de voucher, sem cobrança de taxa de cancelamento.

Se tem uma viagem para data posterior a 31 de maio de 2020, recomendamos que aguarde a evolução da situação do Coronavirus (COVID-19), e quando a sua viagem estiver mais próxima e se a situação relativa à pandemia se mantiver, verifique novamente junto da TAP quais as alternativas disponíveis.

Covid-19: Governo pode limitar ou proibir reuniões e manifestações

O Governo pode limitar ou proibir a realização de reuniões ou manifestações devido ao perigo de transmissão do novo coronavírus, segundo o projeto de decreto do Presidente da República sobre a declaração do estado de emergência.

“Podem ser impostas pelas autoridades públicas competentes, com base na posição da Autoridade de Saúde Nacional, as restrições necessárias para reduzir o risco de contágio e executar as medidas de prevenção e combate à epidemia, incluindo a limitação ou proibição de realização de reuniões ou manifestações que, pelo número de pessoas envolvidas, potenciem a transmissão do novo coronavírus”, lê-se no projeto de decreto.

Relativamente à liberdade de culto, o projeto de decreto prevê a “limitação ou proibição de realização de celebrações de cariz religioso e de outros eventos de culto que impliquem uma aglomeração de pessoas”.

Estas restrições poderão ser decretadas pelas “autoridades públicas competentes” para “reduzir o risco de contágio e executar as medidas de prevenção e combate à epidemia”.

O projeto de decreto, já em debate no parlamento, foi disponibilizado pela Presidência da República no seu ‘site’ oficial, depois de o Conselho de Estado ter dado parecer favorável à proposta de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a declaração do estado de emergência face à pandemia da Covid-19.

Portugal regista dois mortos em 642 casos de infeção pelo novo coronavírus, de acordo com o boletim de hoje da Direção-Geral da Saúde referente aos efeitos da pandemia no país.

A nível global, o coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 200 mil pessoas, das quais mais de 8.200 morreram.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: OMS chama ao novo coronavírus « inimigo da Humanidade”

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou hoje o novo coronavírus como um “inimigo da Humanidade”, quando mais de 8.000 pessoas já morreram no mundo devido a este vírus, detetado inicialmente na China, em dezembro.

« Este coronavírus representa uma ameaça sem precedentes. Mas também é uma ocasião sem precedentes para unirmo-nos contra um inimigo comum, um inimigo da Humanidade », declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa videoconferência a partir de Genebra (Suíça).

 

Alfa/Lusa.

Festival Eurovisão da Canção em Roterdão cancelado

A edição deste ano do festival Eurovisão da Canção, que iria decorrer em maio, em Roterdão, nos Países Baixos, foi cancelada, anunciou hoje a organização.

 

Num comunicado divulgado nas redes sociais do evento, a organização, a cargo da União Europeia de Radiodifusão, refere que ao longo das últimas semanas foram « exploradas várias opções alternativas que permitissem que o concurso fosse por diante », mas a « incerteza gerada pela transmissão da doença Covid-19 pela Europa – e as restrições postas em prática pelos governos dos participantes e pelas autoridades holandesas – fez com que fosse tomada a difícil decisão de que é impossível continuar com o evento ao vivo como planeado ».

No mesmo comunicado, a organização refere que vão ser mantidas discussões entre todas as partes envolvidas, incluindo a cidade de Roterdão, sobre o local de acolhimento do evento em 2021.

A artista Elisa, com a canção « Medo de Sentir », seria a representante de Portugal na Eurovisão 2020, depois de ter vencido a final da 54.ª edição do Festival da Canção, realizada em Elvas (Portalegre).

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