Museus de todo o mundo oferecem visitas virtuais gratuitas

Num momento em que toda a humanidade sofre um duro golpe, muitos esforços têm sido feitos para combater o isolamento quase forçado.

Privados de várias coisas muito elementares da nossa vida, como ir jantar fora com amigos, passear, ir às compras, etc. várias organizações querem ajudar as pessoas a atenuar as consequências.

Algumas televisões de sinal fechado estão temporariamente abertas, há várias listas de livros e filmes recomendados para ler num momento como este, entre outras iniciativas. Estar fechado em casa permite conviver mais com as pessoas que vivem connosco, ter mais tempo para ler, para ver filmes e séries ou para jogar. Tudo isto são experiências que não substituem o poder sair à rua, mas que nos ajudam muito mentalmente.

Perante esta pandemia do coronavírus, a Google Arte e Cultura decidiu unir-se com mais de 500 museus e estão a oferecer visitas virtuais a qualquer pessoa. Isso mesmo, a entrada num museu à distância de um click, sem bilhete, sem fila, mas claro através de um ecrã. Neste link podem encontrar os museus e ditos acessos a cada um deles.

Numa primeira ala podemos encontrar os Museus por ordem de popularidade, na seguinte podemos filtrar por ordem alfabética e na terceira temos direito a uma mapa do mundo com a contagem de museus disponível por zonas (vai mudando com o zoom). Portugal está representado com 36 Museus, maioritariamente na zona de Lisboa.

Entre outros, pode-se em questões de segundos ver a Noite Estrelada de Van Gogh no MoMA The Museum of Modern Art (Nova Iorque) e dar o salto para o seu museu em Amsterdão. Depois dos pintores holandeses pode-se desfrutar dos clássicos intemporais do Renascimento italiano na Galeria degli Uffizi (Florença) para depois explorar os museus asiáticos.

A lista é verdadeiramente extensa mas não inclui todos os museus, logicamente. O Louvre, por exemplo, não está presente, mas oferece algumas visitas guiadas através deste link.

Perante o estado actual das coisas, várias começam a ser as opções para quem está em casa. A criatividade das pessoas para se entreter nestes tempos está a ser posta à prova. E se é verdade que ver um museu no computador não é a mesma coisa, pode-se sempre compensar o virtual com o real quando todo o isolamento social (que é tão necessário) deixar de ser preciso.

Agora pode o fazer download gratuito de 17 livros de Fernando Pessoa

Sim, referimo-nos a Fernando António Nogueira Pessoa, considerado um dos maiores poetas portugueses e do mundo.

Nasce em 1888, na capital portuguesa, tendo contudo vivido nove anos da sua infância na colónia britânica da África do Sul, Durban. No seu quinto aniversário, o seu pai morre. Neste mesmo período, Pessoa revela-se tímido, mas genial, imaginativo e brilhante. Aos 17 anos, regressa a terras portuguesas para ingressar no Curso Superior de Letras, que abandona dois anos depois, sem realizar qualquer exame. Ansiava apreender o mundo sozinho – que nem um autêntico autodidata – e atira-se à filosofia, religião, sociologia e literatura.

Em 1912, publica a sua primeira crítica literária, em forma de ensaio; um ano mais tarde, surge o primeiro texto de prosa (excerto incluído atualmente no Livro do Desassossego); e em 1914, os primeiros poemas de adulto.

Fernando Pessoa torna-se um dos vultos do movimento modernista português, aliando-se assim a nomes como Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros. Porém, mais do que integrar, Pessoa antevia, criava, impulsionava e instigava, assumindo-se como um vanguardista genuíno. Atentemos no “Intersecionismo” e no “Sensacionismo”, ambos pensados pelo poeta. O primeiro, representado ao expoente em “Chuva Oblíqua”, caracteriza-se pela interseção no poema de vários planos simultâneos de realidade: o interior e o exterior; o objetivo e o subjetivo; o sonho e a realidade; o presente e o passado; o eu e o outro. Por sua vez, o “Sensacionismo” – traduzido no heterónimo Álvaro de Campos, que legitima Alberto Caeiro como o mestre do movimento sensacionista – elege a sensação como a única possibilidade de realidade.

Os últimos quinze anos de vida do poeta são passados na Rua Coelho da Rocha, nº16, que se transformou posteriormente na Casa Fernando Pessoa. Na arca do poeta, onde se encontrava o seu espólio, entre o português, inglês e francês, constavam mais de 25 mil folhas com poesia, peças de teatro, contos, filosofia, crítica literária, traduções, teoria linguística, textos políticos, horóscopos e outros textos.

Porém, a genialidade de Fernando Pessoa ultrapassa a fronteira das palavras para se instaurar também no próprio processo criativo. O fenómeno da heteronímia irrompe ainda na sua infância, atribuindo aos “outros eus” dados biográficos, traços físicos, personalidades, ideologias políticas, crenças religiosas e universos literários muito particulares.

Em português, destacam-se os três heterónimos Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos; e o semi-heterónimo, Bernardo Soares. Na língua anglófona, surge a poesia e prosa de Alexander Search e Charles Robert Anon. Em francês, apresenta-nos Jean Seul, um ensaísta isolado. Contudo, a linhagem heteronímica engloba ainda tradutores, escritores de contos, um crítico literário inglês, um astrólogo, um filósofo, um frade, um nobre suicida e uma mulher corcunda, Maria José.

Os investigadores da obra pessoana continuam a dedicar-se à exploração e contínua descoberta de um universo literário imenso. Contudo — e enquanto não se desvelam todos os textos do grande poeta português —, os curiosos e os amantes do acervo de Fernando Pessoa poderão aceder aqui a dezassete obras:
Ou então clicar no título da obra que quer ler em baixo.

Cancioneiro | Livro do Desassossego | Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco | Mensagem | O Banqueiro Anarquista | O Eu profundo e os outros Eus | O Guardador de Rebanhos | O pastor amoroso | Poemas de Álvaro de Campos | Poemas de Fernando Pessoa | Poemas de Ricardo Reis | Poemas em Inglês | Poemas Inconjuntos | Poemas Traduzidos | Poesias Inéditas | Primeiro Fausto

Covid-19/Cuidados individuais: o que temos mesmo que fazer porque a vida depende disso

in JN.PT por José Miguel Gaspar

Os pneumologistas Filipe Froes e Raquel Duarte respondem às perguntas essenciais sobre o uso de máscaras, de luvas, qual a distância social que temos que manter, e como é a nossa conduta em casa. Exemplo: devemos ter agora a roupa de casa e a roupa da rua. Há comportamentos que temos mesmo que ajustar – a nossa vida e a dos outros depende disso.

« Atualmente, vivemos em pleno momento de transmissão ativa na comunidade e sem que esteja identificado quem tem o coronavírus e quem não o tem », alerta o pneumologista Filipe Froes, que integra o Conselho Nacional de Saúde Pública. « Todos podemos contaminar e todos podemos ser contaminados. O risco é real e para todos os locais ».

Ao JN, o especialista avisa que « esta fase de transmissão ativa vai durar várias semanas, não sabemos exatamente quanto tempo, mas a previsão é que se mantenha até finais de abril. Se tudo correr bem… ».

Propagação: o vírus não anda sozinho

« O vírus propaga-se por gotículas de quem estiver infetado, ao espirrar, ao tossir ou mesmo ao falar. A transmissão faz-se por contacto: ou entra diretamente nas vias respiratórias de alguém, se essa pessoa estiver infetada e estiver próxima; ou, depois, tocando-se no vírus, na superfície infetada onde ele estiver a repousar, mesas, roupas, metal, vidro, papel, etc. », explica Filipe Froes.

« O vírus não voa; é transportado », continua. « É como o cuspe, no caso um cuspe microscópico. Ora, o cuspe não se movimenta sozinho, é expelido e até um metro de distância – por isso é que a distância social de segurança tem que ser superior a 1 metro, o ideal é mesmo uma distância de 2 metros ».

Luvas: o melhor é não usar

E as máscaras? É preciso saber usá-las

« As máscaras cirúrgicas devem ser usadas pelas pessoas doentes », entende Raquel Duarte. « São uma barreira às gotículas respiratórias, sendo eficazes para impedir que as pessoas infetadas transmitam o vírus às pessoas com quem contactam. Não são eficazes como medidas de proteção para pessoas saudáveis, para além de que, como frequentemente são colocadas de forma incorreta, podem até aumentar o risco de infeção, porque obrigam a pessoa saudável a tocar o rosto com mais frequência. Se não a colocar adequadamente, se não a vai usar adequadamente e se, ainda por cima, vai passar o dia a mexer na face, vai estar a gastar dinheiro numa máscara que não lhe está a ser útil e até lhe pode aumentar o risco de se infetar », conclui Raquel Duarte.

Filipe Froes concorda e depois acrescenta outro ângulo: « Direi que nesta altura não se justifica que todos usemos máscaras; só os doentes e os profissionais de saúde. Até por outra razão: o racionamento de máscaras. Lamentavelmente, não há máscaras para todos, não há essa capacidade. Precisávamos de 10 milhões de máscaras, uma para cada português. E não as há, é simples. Aliás, como são descartáveis, cada um deveria ter, digamos, cinco máscaras por dia, o que daria 50 milhões de máscaras para Portugal por dia. Há nessa quantidade? Não há, evidentemente. A capacidade de produção mundial, julgo saber, é de 90 milhões de máscaras por dia », diz Filipe Froes, « Em Macau deram um conjunto de máscaras à população toda. Mas eles têm essa capacidade, tinham-nas armazenadas, nós não ».

« E deixe-me dizer ainda isto: acho insultuoso ver na rua pessoas com máscaras sofisticadíssimas, máscaras de ambiente clínico, quando há profissionais de saúde, que lidam diariamente com doentes, e que não têm máscaras porque não as há. Os hospitais estão sem recursos! ». E conclui: « Por isso, não desperdicem as máscaras que tiverem, rentabilizem-nas! ».

Vai tossir? Use um papel descartável

« É muito importante seguirmos as outras normas de proteção: lavar muitas vezes as mãos, com álcool ou sabão; cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar; e manter a distância social, que é de dois metros », diz-nos o médico do Conselho Nacional de Saúde Pública. « Muito importante é seguir as outras normas e a primeira é logo cobrir a respiração ao espirrar ou tossir. O ideal, sabemos agora, não é tossir para a roupa, mas para um pano ou papel descartável que a seguir deitamos fora. Por esta razão: ao tossir para a roupa, se estivermos infetados, estamos a contaminar a roupa onde outros podem tocar ».

Na perspetiva de Raquel Duarte, o ideal é, de facto, tossir ou espirrar para um papel descartável. Mas tossir para o cotovelo fletido é melhor, claro, do que tossir para o ar ou para as mãos: « Deve-se tossir e espirrar quer para um lenço de papel e descartar de imediato para o lixo ou fazê-lo para o braço com cotovelo fletido, nunca para as mãos. Considerando a gestão de risco, o tossir para a dobra do cotovelo é muito mais seguro do que a alternativa de não cobrir a boca ou tossir para as mãos. Sendo uma superfície longe de ideal para o vírus e habitualmente sem grande contacto por terceiros, não é uma preocupação muito relevante ».

Devemos ter agora a roupa de casa e a roupa da rua

« Em casa devemos seguir, como alertava ontem o Hospital de S. João, do Porto, normas de cuidados extra com a roupa para não levarmos roupa infetada para casa que contamine outras superfícies », expões o médico especialista. « O ideal é termos uma roupa de usar na rua, que tiramos ao entrar em casa, e outra roupa à parte só para usar em casa. Não devemos misturar as duas. Como é também ideal termos áreas descontaminadas em casa. Isto são ações ideais, mas, mais uma vez, não vivemos em mundos ideais… Mas, aprendemos todos os dias com isto, estamos a melhorar todos os dias a nossa capacidade de nos defendermos ».

Raquel Duarte concorda: « Devemos ter uma zona, à entrada da casa, onde possamos deixar a roupa « da rua ». Sapatos, casaco exterior. Ainda à entrada, devemos desinfetar as mãos. Consegue-se assim uma zona identificada de « sujos » e uma zona de « limpos ».

Vírus sobrevive várias horas nas superfícies

« Quanto tempo sobrevive o vírus na roupa e nas superfícies? Sobrevive, provavelmente, várias horas. Talvez até um dia, talvez mais. Não se sabe ainda com exatidão a capacidade de resistência do vírus e a sua taxa de infecciosidade », avisa Filipe Froes.

Raquel Duarte ajunta: « Sabe-se que o vírus pode persistir no ar durante algumas horas, mas esse fato está sempre dependente de uma série de outros fatores, como ventilação do local, níveis de humidade, valores da temperatura… ».

A médica do Hospital de Gaia/Espinho, acrescenta: « Dos estudos ambientais, retém-se, por ora, a viabilidade do vírus em superfícies lisas (plástico, metal) até 72 horas. Estas serão as melhores condições para o SARS-CoV-2, dado que vírus respiratórios em geral não se dão bem com superfícies que absorvam água e terão menor viabilidade noutras circunstâncias ».

Aprender hoje é ganhar futuro

« A pandemia que vier a seguir a esta será muito importante por causa daquilo que vamos aprender com esta situação que vivemos atualmente », afirma Filipe Froes. « Vamos tirar hoje muitos conhecimentos, muitos ensinamentos para o futuro sobre aquilo que estamos a fazer de certo ou de errado.

Dou este exemplo: No futuro, teremos que ter reservas estratégicas – tanto de medicamentos como de equipamentos de proteção individual. Temos que ter capacidade de previsão. Temos que ter essa capacidade de produção de medicamentos em terreno europeu para não dependermos só da China. Vamos aprender muita coisa, mesmo muita, com esta pandemia », finaliza Filipe Froes.

 

Alfa/JN

Covid-19/Portugal. Segunda vítima mortal é presidente do Santander, Vieira Monteiro

Covid-19. Segunda vítima mortal é presidente do Santander, Vieira Monteiro (Expresso)

António Vieira Monteiro, presidente do Santander MÁRIO CRUZ/LUSA

Presidente conselho de administração do Santander desde 2019 e CEO entre 2012 e 2018, Vieira Monteiro morreu depois de ter contraído COvid-19. É a segunda vítima mortal em Portugal, informa o Expresso.

António Vieira Monteiro morreu depois de ter contraído o novo coronavírus. Era presidente do conselho de administração do Santander desde 2019 e foi CEO entre 2012 e 2018. É a segunda vítima mortal em Portugal, confirmou o Expresso junto de fronte oficial do Santander.

Rádio Alfa continua a informar em direto e com programas durante a crise sanitária

Neste período de grave epidemia de Covid-19 em França e no mundo, a Rádio Alfa tomou medidas para evitar a todos os seus funcionários e colaboradores que corram riscos desnecessários, evitando designadamente a concentração de pessoas nas suas instalações.

Mas a Rádio Alfa tem a função nobre de informar – e, neste período de grande inquietação e ansiedade, a nossa presença em direto ainda mais se justifica. Designadamente com informação o mais atualizada e completa possível sobre a crise.

A solidariedade entre os trabalhadores e colaboradores da Rádio Alfa é grande e, desde esta manhã, que estamos, como sempre, no ar. Assim continuaremos durante esta crise que desejamos seja o mais breve possível e seja resolvida da melhor forma para todos.

Mesmo com as contingências ligadas ao Covid-19 a Alfa encontrou soluções para continuar com os programas em direto e alguns animadores e técnicos realizaram ao vivo, já esta manhã, das suas próprias casas, os programas. Outros serão difundidos dos nossos estúdios em Valenton sempre com grande atenção designadamente à informação.

A Rádio Alfa continuará a informar e no ar, como sempre, em permanência. Boa sorte para todos e coragem.

Na foto: Paulo Salgado e Olívia Vaz – noticiário das 10h (hoje, 18/03): 

 

Audio. “Coragem, isto vai passar, fiquem em casa se puderem”. Crónica de Luísa Semedo

A vida no tempo do vírus.

“Coragem, isto vai passar, fiquem em casa se puderem”.

“Sigam as recomendações das autoridades, vivemos tempos inéditos”.

Ouça a última crónica da escritora Luísa Semedo, na Rádio Alfa:

Covid-19/ Portugal. Decreto do estado de emergência está pronto. Costa colaborou com Marcelo

Decreto do estado de emergência está pronto. PM Costa colaborou com PR Marcelo. Presidente fala esta noite ao país.

TIAGO MIRANDA

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que fala ao país hoje à noite e tem tudo a postos para decretar o estado de emergência. O decreto presidencial está pronto. António Costa colaborou. E o Presidente só espera luz verde do Conselho de Estado, que se reune às 10h00, para pedir parecer ao Governo e autorização ao Parlamento. Quando a tiver, assina, manda publicar e anuncia. O estado de emergência pode começar à meia noite desta quarta-feira.

Alfa/Expresso. Por Ângela Silva

Marcelo Rebelo de Sousa já fez o decreto com que tenciona declarar o estado de emergência no país, se para isso receber luz verde do Conselho de Estado e da Assembleia da República.

O Presidente não levará o texto à reunião com os conselheiros com quem estará em contacto por videoconferência a partir das 10h00 desta quarta-feira. A agenda do Conselho de Estado prevê que se analise a crise epidémica do Covid-19 e Marcelo lançará para discussão a ideia do estado de emergência, mas sem decreto. Se o princípio passar, o Presidente dará então os passos necessários para acelerar o processo ao longo do dia.

A expectativa no Palácio de Belém é que a proposta de Marcelo será aprovada. Mesmo o primeiro-ministro, que deixou claro preferir não acionar já o estado de emergência e que ontem tomou uma série de medidas – fecho de fronteirascerca sanitária em Ovarcancelamento de voos e requisição civil nos portos, confirmando não precisar do estado de emergência para agir – colaborou com o Presidente.

Marcelo Rebelo de Sousa ouviu-o sobre o desenho do conteúdo do decreto. E, como já tinha anunciado na comunicação que fez ao país no domingo à noite quando garantiu que se o Presidente decidisse avançar com o estado de emergência o Governo não se oporia, tudo indica que António Costa acabará por ser colaborante com o PR no Conselho de Estado.

A confirmar-se que o Conselho aprova a ideia, Marcelo enviará uma carta formal ao Governo a pedir o parecer que a lei exige. E ao mesmo tempo seguirá uma carta para a Assembleia da República a pedir autorização. Também para o Parlamento, o que o Presidente terá que enviar não é o decreto mas um resumo dele. Os deputados aprovam ou chumbam o princípio, mas não podem alterar o conteúdo do texto presidencial.

Se a Assembleia da República lhe der autorização, o Presidente assina o decreto, manda publicar e fala ao país. Uma nota da Presidência da República já informou, aliás, os orgãos de comunicação social de que o PR gravará uma comunicação ao país durante o período « final da tarde/princípio da noite ».

Se tudo correr como Marcelo programou, o estado de emergência entrará em vigor às 24h de hoje.

Covid-19. Segundo teste de Marcelo deu negativo, Presidente regressou imediatamente ao trabalho

Segundo teste de Marcelo deu negativo, Presidente regressa imediatamente ao trabalho. Durante os últimos 15 dias, o Presidente da República decidiu isolar-se, por precaução, e trabalhar a partir da sua casa, em Cascais

(Alfa/Expresso)

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Chefe de Estado efetuou esta terça-feira o segundo teste à covid-19 e o resultado foi negativo, informa uma nota da Presidência da República. Marcelo Rebelo de Sousa termina assim o seu período de quarentena e « irá trabalhar, ainda esta tarde, para o Palácio de Belém ».

Durante os últimos 15 dias, o Presidente da República decidiu isolar-se, por precaução, e trabalhar a partir da sua casa, em Cascais, após ter recebido em Belém um grupo de alunos de Felgueiras, havendo suspeitas mais tarde de que um deles estava infetado com o vírus.

O Presidente da República realizou o primeiro teste ao novo coronavirus no dia 9 e deu negativo. Horas antes da informação sobre a realização do teste, a Presidência da República havia anunciado que Marcelo Rebelo de Sousa tinha suspendido a agenda por duas semanas e iria permanecer em casa sob monitorização, « apesar de não apresentar nenhum sintoma » de infeção pelo novo coronavírus.

A decisão foi tomada depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter estado na terça-feira anterior, no Palácio de Belém, com uma turma de uma escola de Felgueiras (Porto), que foi encerrada devido ao internamento de um aluno.

Mãe e filho estão bem. Bebé de mulher com Covid-19 nasceu no Porto

Bebé nasceu durante a noite de segunda para terça-feira. Estão a ser feitas análises para perceber se há possibilidade de recém-nascido estar infetado (Alfa/Expresso – por Marta Gonçalves)

NURPHOTO/ GETTY IMAGES

Foi durante a noite que nasceu em Portugal o primeiro bebé de uma mulher com Covid-19. Ao que o Expresso conseguiu apurar esta terça-feira, mãe e filho estão bem e estão a ser realizados análises para perceber se a criança está infetada com o novo coronavírus.

Ainda esta segunda-feira, a o Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica divulgou um apelo de cuidados que as grávidas devem ter durante a pandemia Covid-19, começando desde logo pelo pedido de que não e deslocarem aos hospitais, exceto em caso de urgência. E para que tal possa ser possível, apresentam como solução a teleconsulta.

“Preferencialmente as grávidas devem ter uma via de contacto direto com o internista assistente, nomeadamente endereço de e-mail”. “As grávidas deverão ser instruídas sobre os sinais de alarme da eventual agudização da sua patologia de base, e dos motivos que as levem a contactar a linha SNS 24 ou o INEM”, pode ler-se no comununicado do NEMO, citado pela Lusa.

De acordo com os especialistas, “não há evidência de que após o parto, uma mulher com Covid-19 deva ser separada do seu filho”, advertindo que “o impacto da separação parece ser mais prejudicial do que o risco de infeção”.

Um estudo recentemente publicado na revista “The Lancet”, afirmava que para já não existe evidência de que o novo coronavírus seja passado de mãe para filho através do útero na fase final da gravidez. Os investigadores chineses analisaram nove gravidezes, sendo que todas resultaram em nados vivos, embora em duas delas tenha havido sofrimento fetal (diminuição de oxigenação para o feto, geralmente antes do parto). Em seis casos foram recolhidas amostras para análise do líquido amniótico, do cordão umbilical e amostras respiratórias de recém-nascidos: todas as análises resultaram negativas para o novo coronavírus.

Ainda assim, e o alerta é feito pelos próprios investigadores – o estudo é baseado num número ainda limitado de casos e durante um período curto de tempo, em que se incluíram apenas mulheres com gravidezes no final do tempo e que tiveram partos por cesariana. Os efeitos nas grávidas no primeiro e segundo trimestre de gestação e as consequências para os recém-nascidos permanecem ainda incertos, desconhecendo-se também se o vírus pode ser transmitido entre mãe e filho durante um parto vaginal.

No início de fevereiro, um bebé nasceu em Wuhan – cidade chinesa onde começou a pandemia de Covid-19. Embora o primeiro resultado conhecido fosse negativo, cerca de 30 horas após o parte as autoridade de saúde locais confirmaram que o bebé estava infetado, fazendo assim os médicos questionarem se se poderia tratar de uma trasmissão vertical, ou seja, uma tramissão ainda durante a gravidez, o parte ou imediatamente após o nascimento.

Nos últimos dias foram divulgados novos resultados – um deles pela revista “Frontiers in Pediatrics” -, que uma vez mais mostram que não há nada que indique que um bebé nascido de uma mulher com a infeção esteja infetado. Novamente, ambos os estudos foram realizados numa população muito reduzida.

China diz ter desenvolvido vacina contra Covid-19 « com êxito »

China diz ter desenvolvido vacina contra Covid-19 « com êxito » (Alfa/Lusa)

China diz ter desenvolvido vacina contra Covid-19 com êxito

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O Ministério da Defesa da China anunciou que desenvolveu « com êxito » uma vacina contra o novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, e autorizou testes em humanos, embora não tenha indicado quando é que estes começam.

Em comunicado, o Ministério da Defesa informou que aprovou ensaios clínicos em humanos de uma vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Academia Militar de Ciências.

A vacina foi desenvolvida pela equipa liderada pelo epidemiologista Chen Wei.

Várias instituições chinesas anunciaram o lançamento de ensaios clínicos em abril, para testar a eficácia de várias vacinas contra o vírus.

De acordo com o Ministério da Educação do país, está em desenvolvimento uma vacina baseada nos vetores da gripe que está em fase de testes em animais e cujos ensaios clínicos arrancarão em abril com a participação das universidades de Pequim, Tsinghua e Xiamen, bem como outras instituições de investigação, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

Por outro lado, o vice-diretor da Comissão Municipal de Saúde de Xangai, Yi Chengdong, afirmou que os cientistas chineses desenvolveram uma vacina usando a plataforma genética chamada ‘mRNA’ (RNA mensageiro), que entrará em ensaios clínicos também em abril.

Yi disse que foi desenvolvida com base em proteínas virais derivadas das proteínas estruturais de um vírus.

Entretanto, três novos produtos usados em testes de diagnóstico para detetar o novo coronavírus foram clinicamente aprovados e aplicados em Xangai, disse hoje Zhang Quan, diretor da Comissão de Ciência e Tecnologia da cidade.

Até o momento, pelo menos 3.326 pessoas morreram de Covid-19 na China entre as 80.881 contagiadas registadas desde o início da epidemia.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 146 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 189 mil pessoas, das quais mais de 7.800 morreram.

Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 81 mil recuperaram da doença.

Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.503 mortes para 31.506 casos, o Irão, com 988 mortes (16.169 casos), a Espanha, com 491 mortes (11.178 casos) e a França com 148 mortes (6.633 casos).