Filme francês nomeado para Globo de Ouro mostra violência nos subúrbios de Paris

O filme « Les Misérables », de Ladj Ly, mostra o pior da desintegração das estruturas sociais e da violência policial nos subúrbios de Paris, « uma realidade que não pode continuar », disse o realizador num evento da Cinemateca Americana.

Nomeado para Melhor Filme Estrangeiro. na 77ª cerimónia dos Globo de Ouro, que decorre no domingo, em Los Angeles, « Les Misérables » retrata a realidade de Montfermeil, um subúrbio de Paris, onde Ladj Ly cresceu e onde ainda vive.

« Para mim era muito importante fazer um filme justo, sem tomar partido dos polícias ou dos habitantes », explicou Ladj Ly num evento de apresentação dos nomeados aos Globos de Ouro. « A realidade, que eu conheço muito bem, é que alguns polícias fazem bom trabalho e alguns comportam-se mal, e que há civis que são bons e outros que se portam mal ».

A ideia por detrás do filme surgiu após um incidente de extrema violência entre a polícia e os habitantes do bairro, muitos deles crianças e adolescentes de famílias imigrantes, há mais de dez anos. No entanto, o realizador autodidata teve dificuldades em conseguir financiamento para o projeto e só nos últimos dois anos, após uma versão curta do filme que venceu vários prémios, foi possível avançar.

« Mesmo depois do sucesso da ‘curta’, ainda assim foi difícil financiar a longa-metragem, mas continuámos empenhados », afirmou o realizador. « Há um ano não sabíamos se íamos conseguir fazer o filme, e quando vemos a reação e que ressoa com uma audiência alargada ficamos muito orgulhosos ».

A produção angariou apenas um terço do orçamento de três milhões de euros que estava previsto e o filme acabou por custar um milhão de euros.

O ator Djibril Zonga, que interpreta o agente Gwada, disse no evento que a pesquisa para o personagem o levou a um contacto muito próximo com os polícias reais que trabalham na localidade, onde há fortes tensões sociais e raciais, comunidades imigrantes empobrecidas e elevadas taxas de criminalidade.

« Um dos polícias que me ajudou a preparar o personagem era, tal como Gwada no filme, alguém que cresceu nestes subúrbios e se tornou polícia. Ajudou-me a ser muito específico e a compreender como é sentir-se como um traidor quando se é desta área ».

« Les Misérables » começa com a final do Mundial de Futebol de 2018 e a festa que tomou conta de Paris quando a seleção francesa venceu o troféu. As cenas mostram « os únicos momentos em que encontramos esta França da Liberdade, Igualdade, Fraternidade e a única altura em que estamos todos juntos », disse Ladj Ly, referindo-se ao futebol. « Quando acaba, todos voltam para os seus quarteirões e a sua realidade ».

O impacto do filme em França foi grande e deu origem a controvérsias relacionadas com o passado do realizador, condenado a dois anos de prisão por cumplicidade num rapto. Tornou-se também um sucesso de bilheteira, arrecadando até agora 12,1 milhões de dólares (10,7 milhões de euros), de acordo com os dados do portal da indústria The Numbers.

No evento, Ly afirmou que o presidente francês Emmanuel Macron « ficou comovido » com o filme e tem mantido conversas com alguns dos seus ministros sobre soluções para melhorar a situação.

« É um filme universal, que viajou por todo o mundo e em que muitas pessoas se identificam com as situações que elas próprias vivem », sublinhou o realizador, que usou a sua experiência com documentários para dar um aspeto realista ao filme. A sua intenção é realizar mais dois filmes sobre Montfermeil, um até ao final de 2020 e outro no próximo ano.

Na estreia em longas-metragens, Ly arrecadou o prémio do júri em Cannes e recebeu várias nomeações de peso. Além dos Globos de Ouro, onde compete com o sucesso sul-coreano « Parasita », « Les Misérables » está ainda na ‘shortlist’ para as nomeações aos Óscares da Academia.

O filme tem estreia anunciada para 20 de fevereiro em Portugal.

 

 

Alfa/Lusa.

Bolsonaro critica silêncio de Macron sobre incêndios na Austrália

Bolsonaro critica silêncio de Presidente francês sobre incêndios na Austrália

ADRIANO MACHADO/REUTERS

“Macron falou alguma coisa até agora? Falou em colocar em dúvida a soberania da Austrália?”, questionou-se o Presidente brasileiro, aludindo às críticas feitas pelo homólogo francês durante os incêndios na Amazónia no ano passado. Bolsonaro disponibilizou-se a ajudar a Austrália no combate aos incêndios que já provocaram pelo menos 19 mortos

Alfa/Expresso. Por Hélder Gomes

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, criticou esta quinta-feira o silêncio do seu homólogo francês, Emmanuel Macron, sobre os incêndios na Austrália.

“Macron falou alguma coisa até agora?”, perguntou Bolsonaro na sua transmissão semanal no Facebook. “Falou em colocar em dúvida a soberania da Austrália?”, acrescentou, aludindo às críticas feitas pelo Presidente francês durante os incêndios na Amazónia em agosto e setembro do ano passado.

Na altura, Bolsonaro acusou a França de “colonialismo” e reiterou a soberania do Brasil sobre a Amazónia, depois de Macron ter criticado a falta de resposta brasileira à destruição de vastas áreas da maior floresta tropical do mundo.

Face às reações da comunidade internacional, o Brasil tentou minimizar o impacto dos incêndios na Amazónia e Bolsonaro acusou mesmo as organizações não-governamentais de os terem provocado.

Antes das declarações presidenciais desta quinta-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, já tinha publicado no Twitter nos últimos dias uma série de críticas, em francês e em português, ao “silêncio” de Macron.

“O mundo lamenta a tragédia dos incêndios na Austrália e as vidas perdidas, e o silêncio de Macron e dos Verdes europeus é a prova de que nunca se tratou de preservação ambiental e sim de ideologia e mentiras », escreveu.

Na sua transmissão ao vivo, Bolsonaro questionou-se ainda se a jovem ativista sueca Greta Thunberg, que recentemente descreveu como “pirralha”, se referiu aos incêndios.

O Presidente brasileiro disponibilizou-se a ajudar a Austrália a combater os incêndios que já provocaram pelo menos 19 mortos, sem, no entanto, apresentar detalhes sobre essa ajuda.

Morte de General iraniano num ataque americano. Vai haver « vingança » contra os EUA – Irão

Irão adverte Washington para « escalada extremamente perigosa » após morte de general iraniano

Irão adverte Washington para escalada extremamente perigosa após morte de general iraniano

Alfa/Lusa
O chefe da diplomacia do Irão advertiu hoje que a morte do general iraniano Qassem Soleimani, num ataque aéreo dos Estados Unidos ordenado pelo Presidente Donald Trump, constitui uma « escalada extremamente perigosa ».

« O ato de terrorismo internacional dos Estados Unidos (…) é extremamente perigoso e uma escalada imprudente » das tensões, afirmou Mohammad Javad Zarif, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

O antigo líder da Guarda Revolucionária iraniana Mohsen Rezai também já reagiu à morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, numa mensagem em que deixa um aviso claro a Washington: « Soleimani juntou-se aos nossos irmãos mártires, mas a nossa vingança contra a América será terrível ».

A Guarda Revolucionária confirmou a morte do general Qassem Soleimani, na sequência de um ataque aéreo, esta manhã, contra o aeroporto de Bagdad, que tamvém visou o ‘número dois’ da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular [Hachd al-Chaabi].

Quase em simultâneo, o Pentágono anunciou que foi Donald Trump a ordenar a morte do general: « Por ordem do Presidente, as forças armadas dos EUA tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal norte-americano no estrangeiro, matando Qassem Soleimani ».

Em comunicado, o Pentágono apontou que Soleimani estava « ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviços norte-americanos no Iraque e em toda a região ».

Washington também acusou Soleimani de aprovar o assalto inédito à embaixada dos Estados Unidos em Bagdad no início desta semana.

O ataque ao general iraniano « tinha como objectivo dissuadir futuros planos de ataque iranianos », precisou.

Numa aparente reação, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma imagem da bandeira norte-americana na rede social Twitter, sem qualquer comentário.

Delfins de regresso aos palcos nacionais para celebrar os 35 anos de carreira

Os Delfins estão de regresso aos palcos nacionais para celebrar os 35 anos da sua carreira!

A banda com mais discos vendidos até à data e o recorde de vendas em muitos dos grandes palcos nacionais, estará disponível para cinco datas únicas, sendo uma delas o dia 9 de junho, no South Sound Arts Festival.

O comeback, desejado por milhares desde a sua despedida dos palcos há 10 anos, marca também o seu 35º aniversário.

 

Futebol. Clássico Sporting-FC Porto de domingo ‘abrilhanta’ início do ano na I Liga

O clássico entre Sporting e FC Porto ‘abrilhanta’ a entrada da I Liga de futebol em 2020, com os ‘dragões’ a terem um teste duro na candidatura ao título e quando estão a quatro pontos da liderança.

Na 15.ª jornada, a equipa de Sérgio Conceição entra no domingo no Estádio José Alvalade (18:30), já depois de o campeão Benfica defrontar no sábado fora o Vitória de Guimarães (5.º classificado), a partir das 21:30.

Para as contas do campeonato, o resultado entre FC Porto e Sporting anda de ‘braço dado’ com aquilo que o Benfica fizer em Guimarães, numa época em que os ‘encarnados’ seguem 100 por cento vitoriosos nos jogos da I Liga fora, com seis triunfos.

Em Guimarães, Bruno Lage tem o plantel cada vez mais próximo da máxima força, com o regresso aos treinos, no primeiro dia do ano, na quarta-feira perante 22 mil espetadores na Luz, de André Almeida e de Rafa Silva, recuperados de lesão.

A última vez que o Benfica perdeu pontos em Guimarães foi em 2014/15, mas com um empate que foi suficiente para garantir então o título de campeão.

No domingo, em Alvalade, o FC Porto terá maior pressão, com a equipa a procurar diminuir ou, pelo menos, manter a distância para as ‘águias’, mas num jogo em que a história recente não está do lado dos ‘azuis e brancos’.

Com a primeira volta ainda por completar, o Sporting já está a 13 pontos do Benfica, e é o FC Porto que parece ter mais a perder, num campo onde não vence desde 2008, com seis triunfos dos ‘leões’ e oito empates em 14 jogos.

Para o clássico, Silas poderá contar com Bolasie, despenalizado de castigo, e com o ‘reforço’ sub-23 Pedro Neto, enquanto que do lado portista o plantel deverá estar na máxima força, sem castigados ou lesionados.

A jornada que marca o regresso da Liga, em paragem competitiva há mais de duas semanas, terá a estreia de três treinadores: Rúben Amorim no Sporting de Braga, Ricardo Soares no Moreirense e Daniel Ramos no Boavista.

O Braga, que rescindiu com Sá Pinto, está nos 16 avos de final da Liga Europa e na ‘final four’ da Taça da Liga, mas na I Liga a equipa segue no oitavo lugar, e nos dois últimos jogos perdeu com as equipas de fundo de tabela, Aves e Paços de Ferreira.

Os bracarenses iniciam o ano em jogo no sábado no Jamor (19:00), frente ao Belenenses SAD (14.º), emblema que também não vence há dois jogos, mas um dos quais um empate em casa com o FC Porto e o outro fora com o Moreirense.

No Boavista (9.º), que recebe no sábado o Portimonense (16.º), Daniel Ramos substitui Lito Vidigal, num momento em que a equipa axadrezada tem quatro derrotas nos últimos seis jogos, embora os algarvios só tenham vencido fora à segunda jornada.

A outra estreia será a de Ricardo Soares no Moreirense, após a saída de Vítor Campelos, com a equipa de Moreira de Cónegos a visitar no domingo o 17.º e penúltimo classificado, o Paços de Ferreira (16:00).

Ainda nesta 15.ª ronda, o ‘promovido’ Famalicão (4.º) recebe no domingo o Vitória de Setúbal (7.º), num momento em que os famalicenses – que chegaram a liderar o campeonato -, cumprem a sua pior série (dois empates e três derrotas) e não vencem há dois meses.

 

Programa da 15ª jornada (Horas em Paris):

– Sábado, 04 jan:

Desportivo das Aves – Santa Clara, 16:30.

Boavista – Portimonense, 16:30.

Belenenses – Sporting de Braga, 19:00.

Vitória de Guimarães – Benfica, 21:30.

– Domingo, 05 jan:

Paços de Ferreira – Moreirense, 16:00.

Tondela – Gil Vicente, 16:00.

Rio Ave – Marítimo, 16:00.

Sporting – FC Porto, 18:30.

Famalicão – Vitória de Setúbal, 21:00.

 

Alfa/Lusa.

Líbano recebe mandado internacional da Interpol para deter Carlos Ghosn

O ministro da Justiça libanês, Albert Serhan, disse hoje que recebeu um mandado internacional da Interpol para a detenção do ex-presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, que fugiu do Japão para o Líbano.

Albert Serhan disse à agência de notícias Associated Press (AP) que o aviso vermelho (Red Notice) da Interpol para o antigo presidente da Nissan foi recebido hoje pela manhã através da procuradoria libanesa.

Os chamados avisos vermelhos da Interpol são solicitações às agências policiais em todo o mundo para que localizem e detenham provisoriamente um fugitivo procurado.

Numa fuga rocambolesca, o ex-patrão da Renault-Nissan chegou segunda-feira ao Líbano, onde o seu paradeiro exato continua desconhecido.
as autoridades turcas detiveram hoje várias pessoas suspeitas de ajudar o ex-presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, na sua fuga do Japão, onde estava a ser processado, para o Líbano — via Istambul -, divulgaram os media locais.

Segundo a agência de notícias DHA, a polícia deteve e colocou sob custódia sete pessoas, incluindo quatro pilotos, todos suspeitos de ajudar Ghosn (que tem nacionalidade brasileira/francesa e libanesa) a viajar para o Líbano a partir de um aeroporto em Istambul, onde o antigo responsável máximo da Renault-Nissan fez uma escala após fugir do Japão.

O Ministério do Interior turco abriu uma investigação para determinar as condições em que Ghosn conseguiu transitar pela capital turca, informou o canal de notícias NTV, citado pela agência de notícias AFP.

A fuga de Ghosn do Japão, onde é acusado de fraude e desvio de dinheiro e foi colocado em prisão domiciliária após 130 dias de prisão, constitui uma reviravolta espetacular num caso extraordinário que viu a queda de um dos líderes mais poderosos do setor automóvel.

Para a sua fuga, Ghosn teria conseguido um avião privado emprestado que saiu do aeroporto de Kansai, no oeste do Japão. Um avião desse tipo descolou no dia 29 de dezembro, por volta das 23:00, horário local (15:00 hora em Paris), em direção a Istambul, informou os media japoneses.

Segundo o diário turco Hürriyet, Ghosn é suspeito de ter pousado no aeroporto Atatürk – agora fechado para voos comerciais, mas ainda usado por aeronaves privadas – e de ter partido de seguida para o Líbano a bordo de outro avião privado.

Procuradores japoneses também efetuaram hoje uma rusga em casa do ex-presidente da Nissan no Japão.

Carlos Ghosn não será extraditado se for para a França, disse ainda hoje a secretária de Estado da Economia francesa, Agnès Pannier-Runacher, no canal BFMTV.

« Se o senhor Ghosn vier para França, não o extraditaremos, isso porque a França nunca extradita os seus nacionais. Portanto, aplicamos ao senhor Ghosn e a todos as mesmas regras do jogo », disse a secretária de Estado.

No entanto, Agnès Pannier-Runacher considerou que Ghosn não deveria ter fugido dos tribunais japoneses.

 

Alfa/Lusa.

Livro da Semana – Redifusões do ano novo

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (9h30) e aos domingos (14h25). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris

1/5 janeiro – Ana Cristina Silva: “As longas noites de Caxias »

8/12 janeiro – José Manuel Garcia: “Fernão de Magalhães”

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (9h30) e aos domingos (14h25). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Entrevistas do escritor Nuno Gomes Garcia

JORGE JESUS: «GOSTO MAIS DE PORTUGAL DEPOIS DE SER EMIGRANTE» – Frase do fim do ano

JORGE JESUS
«GOSTO MAIS DE PORTUGAL DEPOIS DE SER EMIGRANTE»

Jorge Jesus foi entrevistado por José Rodrigues dos Santos no Telejornal da RTP, horas depois de ser condecorado por Marcelo Rebelo de Sousa com a Ordem do Infante D. Henrique.

Jorge Jesus foi entrevistado por José Rodrigues dos Santos no Telejornal (RTP1) da noite de segunda-feira, 30 de dezembro. O treinador de futebol fora condecorado horas antes por Marcelo Rebelo de Sousa com a Ordem do Infante D. Henrique.

 

Devido ao tempo que tem passado fora de Portugal e às saudades que sente do nosso País, Jorge Jesus fez esta afirmação que muitos dos emigrantes também poderiam assinar:

«Gosto mais de Portugal depois de ser emigrante. Cada vez mais dou valor ao que é português. Cada vez mais percebo os emigrantes portugueses.»

Portugal. “Livrete” do carro mudou. A partir de agora são todos assim

Portugal. “Livrete” do carro mudou. A partir de agora são todos assim. Com a chegada do novo ano, o novo DUA, mais fácil de guardar na carteira, vai chegar a todos os condutores. O antigo continua válido, não sendo necessário substituí-lo.

ALFA/ECO

O Documento Único Automóvel (DUA), o substituto do “livrete”, mudou. A 1 de agosto, a “folha de papel” deu lugar a um cartão de policarbonato, com dimensões mais reduzidas, mas não para todos. Na fase piloto do projeto, apenas as viaturas novas tiveram direito a este novo DUA mas, com a chegada do novo ano, este novo documento, mais fácil de guardar na carteira, vai chegar a todos os condutores.

“Até final do ano, o novo DUA abrange apenas os veículos com a primeira matrícula atribuída a partir de 1 de agosto em território nacional, assim como os pedidos de certificado de matrícula que recaiam sobre essas matrículas”, diz o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN). Mas “a partir de 2020, o DUA passa a ser emitido no novo formato em todas as situações”, acrescenta.

Que situações são essas? O IRN enumera-as:

  • Compra um automóvel;
  • Altera os dados do proprietário (se transfere a propriedade para outra pessoa ou empresa, ou se muda de morada ou sede);
  • Modifica as características do automóvel (cor da pintura, perfil dos pneus);
  • Quer substituir os documentos livrete e título de registo de propriedade;
  • Se o documento inicial se perdeu, foi roubado ou está ilegível — com a 2.ª via do DUA.

“DUA em suporte de papel sintético continua válido”, não sendo necessário, não ocorrendo nenhuma das situações que obriguem à emissão de um novo documento, fazer qualquer substituição. Embora, para muitos, este novo DUA seja bem mais prático.

“O DUA passou a ser emitido em suporte de cartão de policarbonato, com dimensões mais reduzidas, semelhantes às do Cartão de Cidadão”, o que o torna ao mesmo tempo mais resistente, mas também “mais fácil de guardar na carteira”.

É também mais seguro, de acordo com o IRN, que aponta para “uma elevada segurança dos dados”. “O documento incorpora um código UniQode para a leitura ótica da informação do certificado de matrícula”, acrescenta, salientando que “para ler o código UniQode é necessário ter a aplicação DUApp, que está disponível gratuitamente na Apple Store e Google Play”.

Feliz ano novo com importantes eleições municipais francesas pelo meio.  « Atenção portugueses podem votar e ser candidatos.

Ouça aqui a crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do lusojornal