França: Dois desaparecidos e dois feridos em fortes inundações

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Inundações em França causam dois feridos e dois desaparecidos

Inundações em França causam dois feridos e dois desaparecidos

Alfa/Lusa
Duas pessoas estão desaparecidas e outras duas feridas, além de centenas de casas inundadas devido às fortes chuvas na região da Côte d’Azur, no sul da França, indicaram hoje as autoridades locais.

Os dois desaparecidos nas inundações são um homem de 77 anos e uma outra pessoa que caiu na água, segundo as mesmas fontes.

Cerca de 1.600 bombeiros têm estado a responder às centenas de apelos das populações das zonas dos Alpes marítimos e do Var, que se encontram em « vigilância vermelha ».

Uma mulher de 39 anos ficou gravemente ferida após ter sido levada por uma onda, indicaram os bombeiros do Mónaco, enquanto um homem de 78 anos foi igualmente hospitalizado em estado de hipotermia, mas sem ferimentos graves, depois de ter sido empurrado por árvores numa enxurrada de lama, segundo os bombeiros.

Ao fim da tarde, cerca de 4.000 habitações estavam privadas de eletricidade.

Muitos habitantes foram evacuados por prevenção e outros refugiaram-se em edifícios municipais de acolhimento.

As autoridades já avisaram que os cursos de água continuam a aumentar significativamente, e que as inundações « vão continuar a agravar-se ».

As autoridades estão a pedir às populações para ficarem em casa ou abrigadas, e não se desloquem de automóvel, exceto em caso de força maior, desde que se movimentem com extrema prudência junto dos cursos de água.

« É o título mais importante da minha carreira », Jorge Jesus

Taça Libertadores: « É o título mais importante da minha carreira », Jorge Jesus

Taça Libertadores: É o título mais importante da minha carreira, Jorge Jesus

O treinador português Jorge Jesus afirmou que a conquista da Taça Libertadores de futebol com o Flamengo é, para já, o “título mais importante da carreira” e espera juntar nos próximos dias o campeonato brasileiro.

“É o título mais importante da minha carreira. A Libertadores é na América do Sul como a ‘Champions’ na Europa. Qualquer uma das equipas podia ter vencido. Um já está, agora vamos tentar juntar o campeonato. Mas, este é sem dúvida o troféu mais importante”, afirmou Jorge Jesus.

O técnico de 65 anos falava à SportTV após o triunfo por 2-1 sobre os argentinos do River Plate, na final da 60.ª edição da prova.

No Estádio Monumental, em Lima, no Peru, dois golos do ex-benfiquista Gabriel Barbosa, aos 89 e 90+2 minutos, deram o troféu aos brasileiros, depois de o colombiano Santos Borré dar vantagem ao River.

“Acreditámos que podíamos dar a volta ao resultado. Quando cheguei ao Brasil tinha em mente três troféus. Vamos ao Mundial de clubes e acredito que vamos à final. Para já, quero partilhar esta vitória com o povo português”, referiu Jesus.

Por seu lado, o defesa Filipe Luís assumiu que o Flamengo “fez um mau jogo” e que o River Plate “dificultou muito” a tarefa da formação brasileira.

“Pode ser injusto, mas as finais são assim. Fizemos mais golos e o troféu é nosso. O River é adversário mais complicado da América do Sul. Fizemos um mau jogo. O relvado estava muito seco, o que prejudicou a nossa forma de jogar, e o River sabe pressionar muito bem. O destino quis que o Flamengo ganhasse”, disse o antigo jogador de Chelsea e Atlético Madrid.

Entretanto, foi confirmado Jorge Jesus vai ser “cidadão honorário” do Rio de Janeiro, cidade onde reside apenas há cinco meses.

O técnico português, que realizou uma temporada fulgurante com o clube carioca Flamengo, vai ser condecorado, na próxima segunda-feira na cidade do Rio.

Benfica nos ‘oitavos’ da Taça após reviravolta em casa do Vizela

 O Benfica apurou-se hoje para os oitavos de final da Taça de Portugal de futebol, ao conseguir uma reviravolta em casa do Vizela, do Campeonato de Portugal, por 2-1.

O Vizela adiantou-se no marcador, aos seis minutos, com um golo de Samu, mas o Benfica, em vantagem numérica desde os 26 minutos, por expulsão de Ericson, deu a volta ao marcador, por Raúl de Tomás (70) e Vinicius (86).

O Benfica junta-se a Sporting de Braga, Santa Clara e Famalicão, da I Liga, Leixões e Académico de Viseu, da II Liga, e Sertanense e o Sporting de Espinho, do Campeonato de Portugal, no lote de equipas apuradas para a próxima ronda.

 

Resultados dos jogos da quarta eliminatória (16 avos de final) da Taça de Portugal em futebol, que se disputa entre hoje e domingo:

 

– Sexta-feira, 22 nov:

Leixões (II) – (+) Santa Clara (I), 1-4

(+) Varzim (II) – Loures (CP), 1-0

 

– Sábado, 23 nov:

(+) Sertanense (CP) – Farense (II), 1-1 (2-1 ap)

(+) Académico de Viseu (II) – Feirense (II), 1-0

(+) Sporting de Espinho (CP) – Arouca (CP), 2-2 (3-2 ap)

(+) Famalicão (I) – Académica (II), 1-0

(+) Sporting de Braga (I) – Gil Vicente (I), 1-0

Vizela (CP) – (+) Benfica (I), 1-2

 

– Domingo, 24 nov (horas de Paris):

Paços de Ferreira (I) – Sanjoanense (CP), 16:00

Anadia (CP) – Beira-Mar (CP), 16:00

Pedras Salgadas (CP) – Canelas 2010 (CP), 16:00

Moreirense (I) – Mafra (II), 16:00

Sintra Football (CP) – Marinhense (CP), 16:00

Rio Ave (I) – Alverca (CP), 16:30

FC Porto (I) – Vitória de Setúbal (I), 18:30

Desportivo de Chaves (II) – Belenenses SAD (I), 21:00

(+): Apurado para os oitavos de final.

O sorteio dos oitavos de final da Taça de Portugal, que se disputam no dia 17 de dezembro, realiza-se no dia 26 de novembro, no Auditório número dois da Cidade do Futebol, às 15:30.

 

Alfa/Lusa.

Flamengo, de Jorge Jesus, campeão sul-americano 38 anos depois

O Flamengo, orientado pelo português Jorge Jesus, conquistou hoje pela segunda vez a Taça Libertadores em futebol, 38 anos depois, ao vencer o detentor do título River Plate por 2-1, na final da 60.ª edição da prova.

 

 

No Estádio Monumental, em Lima, no Peru, dois golos do ex-benfiquista Gabriel Barbosa, aos 89 e 90+2 minutos, deram o troféu aos brasileiros, depois de o colombiano Santos Borré dar vantagem aos argentinos, aos 14.

Os cariocas, que podem conquistar no domingo o sexto título de campeões brasileiros, só tinham conquistado o cetro uma vez, em 1981, então numa final com os chilenos do Cobreloa.

 

Alfa/Lusa.

Números alarmantes. 137 mulheres morreram este ano em França vítimas de violência doméstica

137 mulheres morreram este ano em França vítimas de violência doméstica

foto GETTY IMAGES

Governo já lançou o debate nacional para discutir os problemas da violência conjugal. Franceses marcharam em várias cidades contra o femicídio

Alfa/com Expresso

Este ano, morreram em França 137 mulheres vítimas de violência doméstica. Os números são de ONG’s daquele país que monitorizam este tipo de casos em todo o país.

Comparando com as mortes do ano anterior, há um crescimento do número casos: foram 121 mortes em 2018, segundos dados do Governo, citados pela CNN. Ou seja, mais 16 mulheres assassinadas.

Nesta reportagem, os críticos apontam o dedo à sociedade francesa, considerada misógina e criticada por relativizar os problemas da violência conjugal.

 

Semana cultural em Paris começa nos Campos Elísios e com homenagens a Cargaleiro

Semana portuguesa em Paris começa com mais azulejos do mestre Cargaleiro na vistosa estação de metro Champs Elysées-Clémenceau e homenagens e condecorações ao artista na Câmara da cidade.
Por João Pinharanda, conselheiro cultural da embaixada e diretor do Instituto Camões em Paris. Crónica para ouvir, na Rádio Alfa, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas. 
Foto: RTP

O Muro que caiu e os outros que não caem

Há trinta anos caiu o Muro de Berlim, agora é preciso acabar com os muros que separam os ricos dos pobres. Volte a ouvir aqui a última crónica de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews:

 

 

Todos os dias regressam 40 emigrantes a Portugal

Todos os dias regressam 40 emigrantes – um trabalho do Expresso, edição semanal deste sábado, 23

 

A quantidade de portugueses que abandona o país continua a ser maior do que a que regressa<span class="creditofoto"> FOTO Alberto Frias</span>

« A quantidade de portugueses que abandona o país continua a ser maior do que a que regressa » FOTO ALBERTO FRIAS

Número de portugueses a voltar em 2018 foi o mais alto desde 2010. Mas não é o apoio financeiro que os atrai

Um trabalho de RAQUEL ALBUQUERQUE

Rui tinha um bom emprego em Portugal quando, em 2013, decidiu aceitar uma proposta de trabalho ainda melhor na Holanda. Um ano depois saltou para outra oferta em França, o país onde viveu até regressar a Portugal, em dezembro do ano passado. Não foi a crise que o fez emigrar, nem foram os apoios fiscais e financeiros atribuídos pelo Governo para incentivar o regresso dos emigrantes que o levaram a voltar. Aos 39 anos, Rui Rota queria juntar-se à mulher e aos dois filhos, um deles recém-nascido, que já tinham vindo para Lisboa para ter maior acompanhamento da família. Por isso, assim que soube que a empresa onde trabalha tinha criado um novo posto em Portugal, candidatou-se.

O engenheiro eletromecânico é um dos 14.570 emigrantes que regressaram a Portugal em 2018, numa média de 40 por dia, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Cerca de 75% têm menos de 44 anos e só 5% acima de 65. Mas o número de entradas de portugueses no país até pode ser superior, porque nestes cerca de 15 mil estão só as pessoas com naturalidade portuguesa, ou seja que nasceram em Portugal. Os filhos que já tenham nascido lá fora não são contabilizados. Se se contarem as entradas, em 2018, de pessoas com nacionalidade portuguesa, então o número sobe para cerca de 20 mil, segundo as estimativas do INE.

Os regressos de quem saiu do país e voltou estão a aumentar há três anos consecutivos e em 2018 atingiram o valor mais alto desde 2010, quando cerca de 16 mil portugueses retornaram. Nessa altura, a gravidade da crise noutros países, como Espanha, terá feito muitos regressar a casa à procura de apoio.

Este ano ainda não existem dados, mas estima-se que a tendência de aumento se mantenha. “É expectável que todos estes fluxos cresçam nos próximos anos, sobretudo se a economia portuguesa continuar a ajudar”, defende Rui Pena Pires, coordenador do Observatório da Emigração.

“Para o aumento do retorno tem contribuído a crise em países de destino importantes, como o Reino Unido e Angola, ou a Venezuela, bem como o início da entrada na reforma de muitos emigrantes das novas correntes europeias, como é o caso da Suíça.”

Apesar de estarem a aumentar os regressos, as partidas continuam a ser muito superiores. O número de portugueses a sair do país está em queda desde 2013, mas os especialistas lembram que os níveis de emigração não devem recuar para valores inferiores aos registados no período anterior à crise, porque, entretanto, se criaram laços, redes de contactos e novos destinos. O Observatório da Emigração ainda não tem estimativa para o número de saídas em 2018, mas no ano anterior rondavam as 85 mil.

Continue a ler em expresso.pt, edição digital semanário

Costa e Hidalgo: Homenagem a Manuel Cargaleiro, em Paris. Segunda-feira, 25

O Primeiro-Ministro, António Costa, estará na próxima segunda-feira, dia 25 de novembro, em Paris.

Acompanhado pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, vai visitar a UNESCO e assistirá à inauguração da extensão da obra, em azulejo, do pintor e ceramista português, Manuel Cargaleiro, na estação do metro Champs Elysées-Clémenceau, que já estava decorada desde 1995 pelo artista.

Foto: RTP (Rodrigo Lobo)

Manuel Cargaleiro vai receber também esta segunda-feira, em Paris, a Medalha de Mérito Cultural de Portugal e a Medalha Grand Vermeil, a mais alta condecoração da capital francesa. Cargaleiro viveu longos anos em Paris, onde ainda mantém residência.

O Primeiro-Ministro português, António Costa, e a ministra da Cultura, Graça Fonseca, assistirão às duas cerimónias na capital francesa.

Antes disso, o Primeiro-Ministro terá um encontro com a Diretora-geral da UNESCO e cumprimentará posteriormente os embaixadores da CPLP junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

A Conferência Geral da UNESCO deverá confirmar, nesse dia, a decisão do Conselho Executivo da organização de proclamar o dia 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Na mesma manhã, em Paris, irão também decorrer dois atos de homenagem ao pintor e ceramista português, Manuel Cargaleiro.

Fotos: RTP (Rodrigo Lobo)

 

 

Morreu Eduardo Nascimento, o cantor de « O Vento Mudou »

Morreu Eduardo Nascimento, o cantor de « O Vento Mudou »

 

O cantor Eduardo Nascimento, que em 1967 representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção com a música « O Vento Mudou », morreu nesta sexta-feira, em Lisboa, aos 76 anos, disse à Lusa fonte próxima da família.

Nascido em Luanda, Angola, em junho de 1943, destacou-se na cena musical de Lisboa na década de 1960, com a participação num concurso de ‘ié-ié’, realizado no antigo Teatro Monumental. Nascimento atuava com a sua banda, o conjunto Os Rocks, com o qual venceu o Prémio de Imprensa, em 1966.

As vitórias abriram-lhe as portas para o Festival RTP do ano seguinte, onde viria a interpretar a canção vencedora, composta por Nuno Nazareth Fernandes, com letra de João Magalhães Pereira, suplantando nomes então mais conhecidos da música portuguesa, como Duo Ouro Negro, António Calvário e Artur Garcia.

A canção « O Vento Mudou » viria a ficar em 12.º lugar, na competição europeia, em Viena, de acordo com o histórico da Eurovisão, que coloca Eduardo Nascimento como o segundo cantor negro a pisar os palcos do eurofestival, depois da holandesa Milly Scott, no ano anterior. Eduardo Nascimento foi o primeiro cantor negro a representar Portugal, nesse festival.

Em 1967, a vitória na Eurovisão foi de Sandie Shaw, com « Puppet on a String », com quem Eduardo Nascimento viria a atuar, na altura em que Os Rocks foram a banda de abertura dos concertos da cantora britânica em Portugal, primeiro no Monumental, em Lisboa, e depois no Rivoli, no Porto

O nome de Eduardo Nascimento ficou desde sempre associado a « O Vento Mudou », embora tivesse prosseguido o percurso na música com Os Rocks, até 1969.

Fez digressões por Portugal e África, com a sua banda, e gravou canções dentro do espírito da época, em EP e ‘singles’ de sucesso como « Wish I May », « I Put A Spell On You », « The Pied Piper », « Don’t Blame Me », « Hold My Hand » e « Something’s Gotten Hold Of My Heart ».

De acordo com a sua biografia, no final da década de 1960, Eduardo Nascimento trocou os palcos e a música por uma carreira profissional na aviação, primeiro na TAP, depois em companhias aéreas africanas.

Voltou à música pontualmente, sobretudo em espetáculos de evocação dos festivais.

Em anos recentes chegou a admitir à imprensa o regresso à carreira de cantor, com um repertório próprio, num projeto com o maestro Nuno Feist.

A canção « O Vento Mudou » veio a ser gravada por músicos como UHF, Delfins e Adelaide Ferreira.