« Aos 10 anos vi Pedro Barroso a tocar viola e percebi que era aquilo que eu queria fazer » Zé Amaro em entrevista na Rádio Alfa

Depois de ter cancelado dezenas de concertos por motivos de saúde, Zé Amaro vai brevemente regressar aos palcos.

Foi editado em Setembro de 2019, « Homem de Sonhos » o mais recente disco de Zé Amaro. E porque só se contenta com o melhor, o cantor minhoto foi até ao outro lado do Atlântico em busca do som ideal para este trabalho.

 

 

Novas canções, novos duetos e uma apresentação ao público que teve de ser adiada. Com efeito a 12 de Junho de 2019, em pleno concerto em Guifões, Matosinhos, a falta de forças para continuar obrigou Zé Amaro a interromper repentinamente o seu espetáculo.

Seguiram-se longos meses de tratamentos no hospital de Santo António no Porto, momentos complicados que também serviram para tomar consciência que todos somos humanos e que ninguém está ao abrigo de um dia ver a saúde fraquejar.

 

 

Agora, embora ainda em recuperação, Zé Amaro olha para o que aí vem com muito entusiasmo. Já pensa no regresso aos palcos e até está nos planos um concerto aqui em França.

Não perca a entrevista amanhã no programa Back Stage e descubra as novas canções de um homem que nunca perdeu a esperança de continuar a fazer o que mais ama, a sua música !

Este sábado, 23 de Novembro, a partir das 15 horas (14h em Portugal) Zé Amaro à conversa com Ester de Sousa na Rádio Alfa.

 

Parabéns Champigny. Opinião

Parabéns Champigny. A primeira geração de emigrantes portugueses deixa Casas de Portugal aos seus descendentes em toda a França. 

Volte a ouvir aqui a última crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:

Mudar de Vida (José Mário Branco) no « Passagem de Nível » de domingo

« Passagem de nível » na Rádio Alfa – Domingo, 24 de Novembro, das 12h00 às 13h30

Destaques:

-« Municipais » em França – Março 2020: o lusodescendente Dany Godinho (Les Centristes) integra a
lista de Laure Thibault (LR) em Boissy-Saint-Léger

-Mudar de Vida, documentário sobre a vida e a obra de José Mário Branco, realizado por
Pedro Figalgo


-Sou Alam em concerto dia 9 de Dezembro no Pan Piper, 2-4 Impasse Lamier – Paris 11-
No retrovisor da Rádio Alfa:

-Eça de Queiroz, nascido no dia 25 de Novembro 1845. Reportagem realizada em
Novembro de 1996 em Neuilly-sur-Seine, com a presença de Jorge Sampaio, Nicolas
Sarkozy, Philippe Douste Blazy, Jorge Chaminé …

-Dia 28 de Novembro, faz 25 anos que faleceu, Fernando Lopes Graça, compositor e
lutador antifascista

Apresentação e coordenação: Artur Silva

França é o país europeu com mais pedidos de asilo

França tornou-se no país europeu com mais pedidos de asilo. Acontece pela primeira vez desde o início da crise migratória em 2015. Dados do Ministério do Interior francês revelam um total de quase 130 mil pedidos no dia 17 de novembro

Alfa/Lusa

França tornou-se no país europeu com mais pedidos de asilo, pela primeira vez desde o início da crise migratória em 2015, afirmou esta quinta-feira em Paris o ministro do Interior.

« A França tornou-se desde 20 de outubro no primeiro país em termos de pedidos de asilo na Europa, embora a entrada na Europa continue a baixar. É uma anomalia estatística em que devemos trabalhar », declarou o ministro Christophe Castaner após um encontro com o seu homólogo da Geórgia sobre cooperação migratória.

Há quatro anos, no auge da crise migratória, a França registava 80.075 pedidos de asilo, enquanto a Alemanha recebia 890 mil, dez vez mais.

Segundo fonte oficial do Ministério do Interior francês, citada pela AFP, no dia 17 deste mês havia 120.900 pedidos de asilo em França, enquanto a Alemanha tinha 119.900.

A mesma fonte adiantou à France-Presse que estes dados podem ser justificados com o facto de os migrantes não terem conseguido asilo noutros locais, pedindo-o a França.

França anunciou já que vai mesmo avançar com introdução de quotas para a imigração económica e com a alteração de regras nos pedidos de asilo.

Para quem entra em França pedindo asilo ou vê o seu visto expirar, o período de acesso livre ao sistema de saúde vai ser reduzido de um ano para seis meses, com um período de carência de três meses até se poder aceder à Segurança Social no país — excluindo os menores, que terão acesso universal.

Premier League. José Mourinho apresentado no Tottenham

O técnico português foi apresentado esta quinta-feira como treinador do Tottenham, da Premier League. Depois de Chelsea e Manchester United, José Mourinho vai regressar a Londres e pede tempo para conhecer os jogadores e estabilidade para colocar os Spurs no topo da Liga Inglesa.

 

 

Na apresentação no novo clube, José Mourinho falou sobre o projeto que vai liderar no norte de Londres. O técnico português falou de Pochettino e disse que o técnico argentino pode sempre regressar a uma casa onde fez um grande trabalho.
Reconhecendo que não tem experiência em pegar numa equipa a meio da época, José Mourinho disse que será difícil ganhar a Premier League este ano mas que o próximo ano pode ser propício para pensar nisso. O treinador português disse que não precisa de novos jogadores mas pede tempo para conhecer melhor o plantel.
« Não posso pensar que posso chegar e mudar as coisas em dois ou quatro dias. Não tenho grande experiência de agarrar equipas a meio da época, é apenas a segunda vez ».
Sobre reforços para a equipa José Mourinho descartou a contratação de jogadores:
O técnico relembrou que esta situação apenas aconteceu no FC Porto, em 2001, e pede estabilidade já que vai ter uma partida para disputar daqui a dois dias (frente ao West Ham, para a Premier League). Esta é a terceira equipa que José Mourinho treina em Inglaterra.
Depois de ter passado duas vezes pelo Chelsea (onde foi campeão por três vezes, o técnico português também esteve no comando técnico do Manchester United, onde ganhou a Liga Europa.
Alfa/RTP.
Som: TSF.

Espanha aconselha grávidas e crianças até 10 anos a não comerem atum ou peixe espada

Espanha recomenda que crianças até aos 10 anos e grávidas não comam atum ou peixe espada. O problema é a concentração de mercúrio presente nesta e noutras espécies, dado o metal ser nocivo para os humanos quando o cérebro está em desenvolvimento

Foto FRANCK ROBICHON/ EPA

Alfa/Expresso; Por Mafalda Ganhão

A recomendação já existia, mas foi alargada. A Agência Espanhola de Segurança e Nutrição Alimentar (AESAN) reviu os últimos dados sobre o consumo de peixe com alto teor de mercúrio e pede agora que as grávidas e as crianças até aos 10 anos – até aqui a fasquia eram os 3 anos – evitem a ingestão de espécies como atum e peixe espada. A recomendação abrange ainda as mulheres que planeiem engravidar ou amamentar, cabendo na lista dos peixes proibidos espécies tradicionalmente menos consumidas, como tubarão e lúcio.

Segundo a AESAN, a ingestão dessas espécies em crianças entre 10 e 14 anos deve ser limitada a 120 gramas por mês, já que o mercúrio pode ser um tóxico neurológico nos estágios iniciais do desenvolvimento.

O alerta deve ser contextualizado e não justifica alarmismos, considera o nutricionista Pedro Graça, diretor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Sobretudo, explicou ao Expresso, se tivermos em conta a realidade portuguesa, onde a existência de um “inquérito nacional alimentar e a realização regular de análises ao pescado, quer pela ASAE [Autoridade de Segurança Alimentar e Económica], quer pelo IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera], permite avaliar com segurança o grau de risco”.

A questão é: se sabemos exatamente o que os portugueses comem e em que quantidades, e se sabemos o grau de contaminação das diferentes espécies de peixe, é possível cruzar os dados e “fazer o mapeamento do risco”, conclui o também ex-diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS.

O mercúrio é um metal pesado que está presente no ambiente e pode ser encontrado em certos alimentos. No pescado, a sua concentração é variável, maior nas espécies que surgem no final da cadeia alimentar. Peixes predadores, maiores e que vivem mais tempo, apresentam uma maior concentração, “peixes como a sardinha ou a cavala” quase não apresentam contaminação, adianta Pedro Graça.

Quanto aos riscos do mercúrio para a saúde, estão bem estudados. E não são imediatos, resultando antes do facto de este metal se acumular no organismo, aí se mantendo.

No caso de Espanha, o alargamento da recomendação é justificado pelo facto de novos dados científicos revelarem que as concentrações de mercúrio na população espanhola são mais elevadas do que as registadas noutros países europeus, adianta o “El País”, razão porque são agora aconselhadas preferencialmente espécies como anchovas, lulas ou truta, entre outras.

O mercúrio é nocivo nos períodos em que o cérebro está em desenvolvimento, pelo que fetos e crianças pequenas são especialmente sensíveis. Mas Pedro Graça recorda os benefícios reconhecidos associados ao consumo de peixe. É preciso fazer um controlo e os alertas são uma obrigação, sempre que se justifique, defende, mas os danos estão associados a elevadas concentrações, o que muitas vezes quereria dizer “consumir continuamente uma mesma espécie de peixe, oriunda sempre da mesma região”.

« A cantiga é uma arma ». José Mário Branco. Homenagem

Volte a ouvir aqui a crónica de quarta-feira, 20, de Luísa Semedo, escritora e presidente do Conselho das Comunidades, sobre José Mário Branco, figura determinante da música e da cultura portuguesas:

A política migratória francesa e o problema das quotas. A análise de Pascal de Lima

Política migratória. As quotas anunciadas pela França. Volte a ouvir aqui a análise do economista e professor em SciencesPo, Pascal de Lima:

PSP e GNR manifestam hoje para exigir ao Governo o cumprimento de promessas

Elementos da PSP e da GNR manifestam-se hoje em Lisboa para pressionarem o novo Governo a cumprir as reivindicações da classe e as promessas do anterior executivo.

Com o lema “tolerância zero”, a manifestação conjunta é organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR). Inicia-se às 13:00 no Marquês de Pombal e ruma até à Assembleia da República, com concentração marcada para as 16:00.

Apesar de o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, se ter reunido na quinta-feira passada com os sindicatos mais representativos da PSP e na segunda-feira com a APG/GNR, as estruturas decidiram manter o protesto, por ainda não estar definido um calendário para a resolução rápida dos problemas, apenas uma agenda de reuniões negociais.

Em comunicado, o gabinete do ministro informou que está em « preparação, em diálogo com os sindicatos e as associações profissionais, a nova Lei de Programação das Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança do MAI [Ministério da Administração Interna], para a período pós-2021, dando continuidade ao diploma que, desde 2017, permitiu instituir um novo modelo de gestão estrutural e plurianual de investimentos a realizar nas várias valências operacionais ».

Propõe ainda a definição de um Programa Plurianual de Admissões, « por forma a garantir o rejuvenescimento das Forças de Segurança », a « preparação de um diploma específico sobre Segurança e Saúde no Trabalho aplicável às Forças de Segurança » e a « análise e revisão de suplementos remuneratórios, incluindo a questão do pagamento faseado dos suplementos suspensos entre 2011 e 2018 ».

Estas são também as reivindicações das organizações que hoje se manifestam, contudo, os seus líderes consideram que estas propostas não são suficientes ainda para desmarcar a manifestação, reiterando que o primeiro-ministro e o próprio ministro ao longo dos quatro anos da legislatura anterior tiveram tempo de analisar e estudar os problemas e que agora é tempo de agir o mais brevemente possível.

Entre as reivindicações que motivaram o protesto e além dos aumentos salariais está também a atualização dos suplementos remuneratórios, que “há mais de 10 anos que não são revistos”, o pagamento de um subsídio de risco e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

Os polícias exigem também uma fiscalização das condições de higiene, saúde e segurança no trabalho e que seja cumprido o estatuto na parte referente à pré-aposentação aos 55 anos.

A ASPP/PSP e a APG/GNR sublinharam que o novo Governo “não pode escudar-se na falta de conhecimento dos problemas nem desvalorizar as promessas feitas nos últimos quatro anos », lamentando que, até ao momento, não tenha sido dada “uma palavra sobre o futuro destas instituições”.

Alfa/Lusa

Mortes por cancro do pâncreas duplicaram em Portugal nos últimos 25 anos

As mortes por cancro do pâncreas mais do que duplicaram em Portugal nos últimos 25 anos, correspondendo a um aumento médio anual de 3%, revela um estudo hoje divulgado pela Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG).

Os autores do estudo, os gastroenterologistas Pedro Marques da Costa e Rui Tato Marinho, trataram dados oficiais publicados pelo Instituto Nacional Estatística (INE) em colaboração com a Direção Geral da Saúde sobre as mortes com causa atribuída a cancro do pâncreas entre 1991 e 2015.

Revelado no Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, o estudo “25 anos de aumento da mortalidade por cancro do pâncreas em Portugal” concluiu que o número absoluto de mortes por este tumor aumentou de 701 em 1991, para 1.415 em 2015.

Em 2017, as mortes por esta doença totalizaram 1.535, tendo mais do que duplicado neste período, disse à agência Lusa Rui Tato Marinho, presidente da SPG.

“A taxa de mortalidade ajustada à idade aumentou 22,8% num incremento médio de quase 1% ao ano (0,91%). Esta taxa de aumento pode ser sobreposta à descrita para outros países desenvolvidos tal como os EUA e a França”, refere o estudo.

Quase todas as mortes (99%) ocorreram em pessoas com mais de 40 anos, sendo “o pico máximo” entre os 75 e os 79 anos.

Um dos dados “mais alarmantes” é que atualmente o crescimento da mortalidade é mais acentuada entre os 50 e os 54 anos, o que pode significar que se esta tendência se mantiver, num futuro próximo, um número crescente de mortes por cancro do pâncreas poderá ocorrer em idade cada vez mais precoce, afirmam os autores do estudo.

Segundo o estudo, registam-se mais mortes nos homens do que nas mulheres (14,12 versus 8,88 por 100.000 habitantes), sendo que estes atingem o pico máximo entre os 70 e os 74 anos, cerca de 15 anos mais cedo que as mulheres.

Os especialistas alertam também para a existência de acentuadas diferenças regionais: os Açores e o Alentejo (e em menor grau a Madeira) apresentam taxas de mortalidade, bem como uma taxa de crescimento anual, cerca de duas vezes superiores à média nacional.

“A elevada prevalência de fatores risco como o tabagismo ativo e excesso de peso nestas regiões pode em parte justificar as assimetrias registadas”, sublinham.

Tendo por base a evolução de 1991 a 2017, os especialistas estimam um aumento de 51% do número bruto de mortes anuais até 2035 em comparação com 2015, uma situação que, defendem, “deve mobilizar a comunidade científica e a sociedade civil para procurar estratégias de prevenção e diagnóstico precoce”.

O presidente da SPG advertiu que o cancro do pâncreas “é um dos mais mortais, se não o mais mortal ao cimo da terra”, afirmando que após o diagnóstico uma pessoa vive em média menos de cinco meses.

“Se uma pessoa for agora diagnosticada, em novembro, com cancro do pâncreas, a média das pessoas em junho estará morta, o que nos deixa também muito preocupados em relação a este tumor que além de ter um mau prognóstico tem vindo a aumentar”, sustentou.

Rui Tato Marinho apontou o envelhecimento da população como um dos principais motivos para o aumento deste tipo de cancro, tal como acontece com quase todos os tumores.

Além do envelhecimento, há fatores de risco, que “podem ser corrigidos”, como fumar, a obesidade e o excesso de peso, a vida sedentária, a diabetes e o álcool, disse, advertindo que “o tabaco aumenta duas vezes no fumador crónico o risco de vir a morrer com cancro do pâncreas”.

Acresce o facto de cancro do pâncreas ser difícil de detetar precocemente, ao contrário do que acontece por exemplo com o da mama, da próstata ou o cancro do cólon.

No momento do diagnóstico, em cerca de metade dos doentes o cancro já está disseminado e apenas 20% são candidatos a tratamento cirúrgico.

O cancro do pâncreas é a terceira neoplasia maligna do sistema digestivo mais frequente em Portugal, logo após o cancro do cólon e do estômago, estimando-se que surjam anualmente em Portugal cerca de 1400 novos casos.

Alfa/Lusa

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