Fronteira. Catalunha. França ameaça usar a força se estrada não for desbloqueada

Catalunha. França ameaça usar a força se estrada não for desbloqueada

GETTY IMAGES

Alguns manifestantes concordaram em retirar os veículos usados para cortar a AP-7, que liga Espanha e França. Ação foi convocada pelo movimento Tsunami Democràtic, que admite bloquear aqueles acessos durante três dias

Alfa/Lusa/Expresso

Uma centena de manifestantes do grupo Tsunami Democràtic aceitou retirar os veículos da AP-7 – que liga Espanha e França – em troca de a polícia francesa não sancionar os carros entretanto levados pelas gruas das forças antimotim, empenhadas em pôr fim ao corte de estrada organizado pelo movimento independentista.

A ação, levada a cabo dos dois lados da fronteira, foi convocada em protesto contra a condenação judicial de independentistas catalães. Ao fim da manhã, os agentes avisaram estar a preparar uma intervenção policial para fazer dispersar os manifestantes, após o que foi tentada uma negociação, para que o grupo acabasse voluntariamente com o protesto

A polícia advertiu que, no caso de o bloqueio não ser levantado, as autoridades recorrerão à força para desimpedir a via. Ao princípio da tarde, os manifestantes estavam sentados no asfalto da AP7, junto a Girona, em frente do cordão policial francês.

Para bloquear a passagem na fronteira, os manifestantes utilizaram automóveis e construíram barricadas com materiais de obras. O protesto recebeu o apoio da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC). Marta Vilalta, porta-voz daquela formação, afirmou à imprensa que a ação “é legítima” desde que seja realizada “no quadro democrático” e sem violência.

As ações de reivindicação, a nível institucional ou nas ruas, “partilham um objetivo: o de que deve haver uma solução democrática, baseada no reconhecimento dos direitos fundamentais, entre os quais a autodeterminação da Catalunha”, disse a porta-voz.

Fadista Teresa Tarouca morreu hoje aos 77 anos

A fadista Teresa Tarouca morreu hoje de madrugada, no Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa, aos 77 anos, vítima de pneumonia dupla, disse à agência Lusa fonte próxima da família.

O corpo de Teresa Tarouca seguirá hoje às 18:00 (paris) para a Basílica da Estrela, também em Lisboa.

Na terça-feira de manhã, em hora e local ainda por confirmar, realizar-se-á o funeral da fadista, cujo corpo será cremado, adiantou a mesma fonte.

Nascida em janeiro de 1942, Teresa de Jesus Pinto Coelho Telles da Silva adotou o nome artístico de Teresa Tarouca, indo buscar um velho apelido de família.

 

 

Alfa/Lusa.

Quatro feridos devido a sismo de magnitude 5,4 no sudeste da França

Sismo de magnitude 5,4 no sudeste da França provoca quatro feridos, um em estado grave

Sismo de magnitude 5,4 no sudeste da França provoca quatro feridos

Alfa/Lusa
Quatro pessoas ficaram feridas, incluindo uma em estado greve, num sismo de magnitude 5,4 na escala de Richter que ocorreu hoje no sudeste da França, perto de Montélimar, segundo as prefeituras dos departamentos afetados.

Em Montélimar, uma pessoa ficou gravemente ferida após a queda de um andaime, tendo sido levada com urgência para o hospital, indicou a prefeitura de Drôme.

Já no departamento de Ardeche, o prefeito escreveu na rede social Twitter que três pessoas ficaram ligeiramente feridas durante o terramoto.

O abalo foi sentido numa grande área do sudeste do país, de Lyon a Montpellier (sul), no entanto, os danos parecem limitados no momento.

Após o sismo, os bombeiros do departamento de Vaucluse receberam « cerca de 50 chamadas », disse um porta-voz à agência de notícias France-Presse (AFP).

« As pessoas ligaram para nos dizer que tinham acabado de sentir um abalo, sem que isso exigisse qualquer intervenção da nossa parte », acrescentou.

Sampaio da Nóvoa diz que Portugal é favorável a aumento do orçamento da UNESCO

O aumento do orçamento da UNESCO vai estar em debate a partir de terça-feira, em Paris, na conferência geral da organização, o que deve contar com o apoio de Portugal, admitiu à Lusa o embaixador Sampaio da Nóvoa.

« O debate mais importante é sobre o orçamento da UNESCO. Há alguns cenários em cima da mesa, há países que defendem um cenário mais conservador, outros um cenário de atualizações do valor das contribuições. […] Portugal tem abertura em relação a isto », disse António Sampaio da Nóvoa.

O embaixador de Portugal junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) acrescentou que na 40ª conferência geral da organização, que decorre até 27 de novembro, está previsto um discurso de António Guterres e a passagem de diversos ministros portugueses.

Segundo o antigo reitor da Universidade de Lisboa, Portugal tem abertura para uma maior contribuição por parte dos países-membros da organização, mas isso não terá um impacto imediato nas contas do país.

« No caso de Portugal, mesmo que se opte pelo valor mais alto, por razões que resultam da crise em Portugal, vamos pagar menos. Mas daqui a uns anos pagaremos mais », declarou Sampaio da Nóvoa, indicando que o país também considera que se deve limitar a participação de entidades privadas nos programas da organização a 50% do total das despesas.

Nesse caso, o financiamento de empresas e outras organizações ficará em pé de igualdade com a contribuição dos Estados.

As dificuldades orçamentais da Organização das Nações Unidas (ONU) e das agências na sua dependência têm vindo a ser publicamente debatidas depois de, em outubro, o secretário-geral António Guterres ter anunciado a adoção de medidas de contenção.

« A UNESCO faz muita coisa, tem muitas atividades, mas não tem a visibilidade que devia ter no multilateralismo e, portanto, António Guterres, apercebeu-se disso e vem chamar a atenção para esse papel », indicou o embaixador nacional, revelando que o secretário-geral da ONU marcará também presença em Paris, numa aparição « não muito habitual ».

Neste encontro, que acontece a cada dois anos, Portugal marca presença através dos ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, num fórum sobre inclusão e educação superior, do Mar, Ricardo Serrão Santos, na preparação da Conferência Mundial dos Oceanos, enquanto Graça Fonseca participará no Fórum de Ministros da Cultura.

Além da representação governamental, Portugal vai ainda ver formalmente aprovadas iniciativas que apoiou nos últimos dois anos, como o Relatório Sobre o Futuro da Educação, que deverá estar concluído até 2021, o acesso à ciência aberta e ainda o Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Na conferência também deverá ficar firmada a associação da UNESCO às comemorações do centenário do nascimento da fadista Amália Rodrigues.

Alfa/Lusa

PR Macron põe em causa critério europeu dos três por cento de défice. Opinião

O Presidente Emmanuel Macron quer rever o critério europeu dos três por cento de défice.

Ouça nesta terça-feira, 12, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas, a análise de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo.

Perceba as razões desta reviravolta francesa – vá ao fundo das coisas. Ligue-se à sua rádio. 

 

Mais de 45 mil judeus já pediram a nacionalidade portuguesa

Mais de 45 mil judeus já pediram a nacionalidade portuguesa – informa o Diário de Notícias, em dn.pt.

« Milhares de descendentes de judeus que foram expulsos de Portugal pela Inquisição, estão a resgatar séculos de história e a recuperar a perdida nacionalidade portuguesa roubada aos seus antepassados », explica o DN.

« Só neste ano foram mais de 18 mil », acrescenta o jornal.

Desde que, a 1 de março de 2015, entrou em vigor a lei que lhes dá esse direito, que os pedidos da nacionalidade, por judeus com ascendência portuguesa, aumentaram.

Leia aqui a informação oficial disponível em consulados, para os judeus voltarem a ter a nacionalidade dos antepassados: 

« Os descendentes de judeus sefarditas portugueses, que através da demonstração da tradição de pertença a uma comunidade sefardita de origem portuguesa, com base em requisitos objetivos comprovados de ligação a Portugal, designadamente apelidos, idioma familiar, descendência direta ou colateral, desde que sejam maiores ou emancipados à face da lei portuguesa e não tenham sido condenados, com trânsito em julgado da sentença, pela prática de crime punível com pena de prisão de máximo igual ou superior a três anos, segundo a lei portuguesa, podem solicitar a nacionalidade portuguesa.

► Como comprovar ser descendente de judeus sefarditas?

Para que possa solicitar este tipo de nacionalidade, precisará comprovar essa descendência obtendo o Certificado da Comunidade Judaica Portuguesa e sejam satisfeitas todas as exigências da Lei de Nacionalidade.

Antes de iniciar o processo, obtenha o Certificado da Comunidade Judaica Portuguesa »

 

 

Subida meteórica da extrema-direita dificulta formação de Governo em Espanha

Socialistas erraram a aposta ao forçar estas eleições, as quartas em quatro anos. Resultados dão asas ao Vox, que há um ano era irrelevante. Governar é urgente, para evitar mais uma ida às urnas, mas construir uma maioria que viabilize a recondução de Pedro Sánchez não se afigura simples. Subida meteórica da extrema-direita dificulta formação de Governo em Espanha

Foto XAUME OLLEROS

Alfa/Expresso. Por Angel Luis de la Calle, correspondente em Madrid. (Leia a versão original deste texto em expresso.pt)

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, centro-esquerda) voltou a vencer eleições, apesar de perder três deputados em relação aos resultados de 28 de abril (120 frente a 123), mas o verdadeiro triunfador de faena eleitoral de 10 de novembro é, sem apelo nem agravo, Santiago Abascal, líder do Vox. A formação de extrema-direita passou a ser a terceira força política do país, com 52 deputados.

Estas legislativas, as quartas desde 2015, resultaram da incapacidade de toda a classe política de chegar a acordos governação. A ida às urnas não resolveu, porém (antes agravou) a fragmentação do Congresso dos Deputados. Formar Governo será, de novo, tarefa hercúlea, que exigirá generosidade e visão a todo o espectro ideológico nacional. Espanha vai dormir hoje tão dividida como ontem, mas muito mais inclinada para a direita e com o negro horizonte de uma terceira repetição eleitoral.

“Para esta viagem não são precisos alforges”, lastimava, domingo à noite, diante da sede central socialista em Madrid, na Calle Ferraz, Juan Espinosa. Este engenheiro agrícola de 54 anos milita no PSOE de Chamartín, bairro de classe média-alta na capital espanhola. Espinosa resumia o sentimento de muitos seguidores do partido, que criticam Pedro Sánchez por ter conduzido a eleições que, a seu ver, deram lugar ao florescer de uma extrema-direita que há um ano não tinha peso em Espanha e que agora é das mais fortes da Europa.

O Congresso dos Deputados ficou mais fragmentado que nunca, com 16 partidos representados: PSOE (120), PP (88), Vox (52), Unidas Podemos (esquerda populista, 35), Esquerda Republicana da Catalunha (13), Cidadãos (centro-direita, 10), Juntos pela Catalunha (JxC, 8), Partido Nacionalista Basco (PNV, 7), EH Bildu (esquerda independentista basca, 5), Mais País (cisão do Podemos, 3), Candidatura de Unidade Popular (2), Coligação Canária (2), Navarra Soma (Na+, 2), Bloco Nacionalista Galego (1), Partido Regionalista da Cantábria (1) e o estreante Teruel Existe, de uma despovoada província aragonesa.

No Senado o PSOE terá 92 lugares, PP 83, ERC 11, PNV 9, Na+ 3, JxC 3, Teruel Existe 2, Vox 2, Agrupamento Socialista de La Gomera (Canárias) 2, EH Bildu 1, Coligação por Melilha 1. Esta última força disputou até ao fim da noite um deputado com o PP, que levaria a melhor por pouco mais de 100 votos. Aos senadores eleitos diretamente juntar-se-ão os nomeados pelos parlamentos regionais das 17 comunidades autónomas.

EUFORIA NO VOX

Enquanto Espinosa tentava homogeneizar o misto de satisfação pela vitória nas urnas com a amargura do difícil panorama que se apresenta, uma vez mais, aos espanhóis, o líder do Vox falava aos seus aguerridos apoiantes. Santiago Abascal discursou num clima de grande euforia e com indisfarçada exibição de símbolos franquistas pelos partidários do Vox. Afirmou que o seu partido “protagonizou a maior gesta política da história espanhola, dando voz a milhões de espanhóis que não a tinham”.

Abascal fez referências claras à situação de “insurreição” na Catalunha e à exumação dos restos mortais do ditador Franco do Vale dos Caídos, assuntos que, segundo especialistas, contribuíram para o Vox ter conseguido somar o poio de 3,5 milhões de espanhóis, mais do dobro do que obtivera em abril. Ao intervir, o líder do Vox já recebera calorosas mensagens de felicitação de Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa, e de Matteo Salvini, o líder ultranacionalista italiano.

A jornada eleitoral deu lugar a outro facto relevante: o desaire espetacular do Cidadãos (C’s, centro-direita liberal), que perdeu 47 deputados e passou a ter representação marginal no Congresso, com dez assentos. Vários dos dirigentes principais deste grupo ficaram sem lugar parlamentar e o partido deixa de estar representado em importantes comunidades autónomas, incluindo algumas (Múrcia, Castela e Leão) onde o C’s apoiava governos de coligação.

A maioria das fontes ouvidas pelo Expresso esperava nas próximas horas a demissão de Albert Rivera, presidente do C’s, a quem são atribuídas responsabilidades pelo desastre do partido laranja. Rivera deixou essa decisão nas mãos de um congresso extraordinário convocado na própria noite de domingo. No final de abril, quando Rivera adotou a estratégia de negar qualquer colaboração ao PSOE de Sánchez para pôr fim ao bloqueio político espanhol, a soma de deputados socialistas (123) e do C’s (57) teria permitido um Executivo cómodo, sustentado por 180 deputados, mais quatro do que a maioria absoluta.

NÃO HÁ MAIORIA ÓBVIA

Como se previa, nenhum dos blocos do arco ideológico têm resultados que permitam somar forças e desbloquear o impasse político em que Espanha vive há meses. À esquerda, PSOE, Unidas Podemos (UP, esquerda populista) e Mais País (cisão do Podemos) alcançam 158 deputados, manos 18 do que a maioria parlamentar; à direita, a soma de Partido Popular (que falhou o alvo dos 100 deputados, embora ganhe 22 em relação a abril), Vox, C’s e Navarra Soma (aliança PP-C’s naquela região) agrega 152 deputados, 24 abaixo do limiar para a investidura imediata.

Certos analistas consultados esta noite adiantam que se o PSOE lograr convencer a UP e o C’s a aderirem a um projeto de governação, será possível resolver um difícil puzzle governamental com a presença de nacionalistas vascos (PNV, não os radicais do EH Bildu), Coligação Canária, Partido Regionalista da Cantábria e Bloco Nacionalista Galego (que regressa após quatro anos sem deputados), sem ter de recorrer aos independentistas catalães.

O líder da UP, Pablo Iglesias, disse esta noite que “é hora de esquecer os reparos anteriores” e voltou a estender a mão ao PSOE para formar um Governo de coligação, no qual a UP esteja representada na proporção adequada do apoio eleitoral obtido e em que tenha responsabilidades na gestão dos “artigos sociais” da Constituição espanhola.

Desde abril até setembro, a UP exigia um Governo de coligação e aceitou, até, que Iglesias não fosse ministro. O PSOE ofereceu pastas que não agradaram aos esquerdistas e estes também se recusaram a permitir um Executivo minoritário de Sánchez.

O partido de Iglesias salva a honra nestas eleições, embora perca sete deputados (de 42 para 35). Três deles terão sido arrebatados pelo estreante Mais País, fundado por Íñigo Errejón, outrora número dois de Iglesias no Podemos.

Sánchez, primeiro-ministro em gestão, não esboça qualquer autocrítica, preferindo apelar “a todos os partidos” para desbloquear a situação, embora continue a preferir um “Governo progressista”. Dizendo que haverá solução “sim ou sim”, promete evitar umas terceiras eleições.

ANTISSISTEMA ESTREIAM-SE NA CATALUNHA

Na Catalunha, há dois factos a destacar: a ausência de incidentes notáveis, que desmentiu negros augúrios motivados pelos anúncios de boicote violento às eleições por parte de grupos de agitação vinculados aos partidos independentistas; e a manutenção do status quo, ou seja, polarização na sociedade catalã.

O apoio de 42,38% do eleitorado foi para as várias forças separatistas, traduzido em 23 representantes no Congresso dos Deputados, em Madrid. Bem abaixo dos 57,07% (25 lugares) dos grupos que estão contra a independência.

Nesta região autónoma espanhola, o Vox ganha dois lugares, que não tinha; o PP recupera mais um (fica com dois) e o C’s perde sete. Os secessionistas radicais da Candidatura de Unidade Popular (CUP) também terão dois representantes na capital espanhola. O seu único objetivo será “tornar ingovernável o Parlamento espanhol e servir de altifalante internacional” sobre a situação de “opressão” que se vive na Catalunha.

Liga. Alex Telles oferece ao FC Porto vitória no dérbi com o Boavista

O FC Porto venceu hoje o dérbi portuense no terreno do Boavista, por 1-0, com um golo do brasileiro Alex Telles, aos nove minutos do jogo da 11ª jornada da Liga portuguesa de futebol.

Os ‘dragões’ conseguiram a segunda vitória consecutiva e o 10º jogo sem perder na competição, mantendo o segundo lugar, a dois pontos do líder e campeão Benfica.

O Boavista somou a segunda derrota seguida, depois de nove jornadas sem perder, e ocupa o sétimo posto, com 15.

 

Resultados da 11ª jornada da I Liga de futebol:

 

– Sexta-feira, 08 nov:

Desportivo das Aves – Gil Vicente, 1-2 (1-2 ao intervalo)

 

– Sábado, 09 nov:

Rio Ave – Vitória de Setúbal, 1-0 (1-0)

Santa Clara – Benfica, 1-2 (1-0)

Famalicão – Moreirense, 3-3 (2-0)

 

– Domingo, 10 nov:

Paços de Ferreira – Tondela, 1-0 (1-0)

Marítimo – Portimonense, 1-1 (0-1)

Sporting – Belenenses SAD, 2-0 (0-0)

Vitória de Guimarães – Sporting de Braga, 0-2 (0-1)

Boavista – FC Porto, 0-1 (0-1)

 

Programa da 12ª jornada (horas de Paris):

– Sexta-feira, 29 nov:

Santa Clara – Boavista, 21:30

 

– Sábado, 30 nov:

Moreirense – Desportivo das Aves, 16:30

Benfica – Marítimo, 19:00

Portimonense – Famalicão, 21:30

 

– Domingo, 01 dez:

Tondela – Belenenses, 16:00

Vitória de Setúbal – Vitória de Guimarães, 18:30

Gil Vicente – Sporting, 21:00

 

– Segunda-feira, 02 dez:

Sporting de Braga – Rio Ave, 19:45

FC Porto – Paços de Ferreira, 21:45

 

Alfa/Lusa.

Entre Portugal e a França está a complicada Espanha, que vota hoje

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Espanha/Eleições: PSOE favorito longe da maioria absoluta e subida da extrema-direita

Espanha/Eleições: PSOE favorito longe da maioria absoluta e subida da extrema-direita

Alfa/com Lusa
Os socialistas do PSOE deverão ser os mais votados nas eleições legislativas que se realizam hoje em Espanha, mas irão ter ainda mais dificuldade para conseguir os apoios necessários para formar um Governo estável.

Seis meses depois da última consulta, as sondagens indicam que o voto está cada vez mais fragmentado, com o PSOE a perder força, a extrema-direita do Vox a subir e um equilíbrio entre os blocos de partidos de esquerda e de direita.

O fiel da balança vai continuar a estar numa série de pequenos partidos de âmbito regional, entre eles os nacionalistas bascos e os independentistas catalães responsáveis pela queda do anterior executivo socialista e de quem ninguém quer ficar a depender.

Cerca de 37 milhões espanhóis podem exercer o seu direito de voto das 09:00 (08:00 em Lisboa) até às 20:00 (19:00) para escolher 350 deputados e 208 senadores das Cortes Gerais.

Assim que as urnas encerrarem, as televisões irão revelar sondagens feitas à boca das urnas durante o dia e a partir das 21:00 (20:00) começarão a sair os resultados das quase 60.000 mesas e mais de 210.000 urnas instaladas em 50 províncias e nas cidades de Ceuta e Melila, no norte de África.

Uma parte importante da atenção mediática vai estar na Catalunha, uma comunidade autónoma com uma forte presença de movimentos independentistas que aumentaram os protestos, por vezes de forma violenta, desde que há quase um mês foi conhecida a sentença de uma série de líderes envolvidos na tentativa de independência de 2017.

Nas últimas eleições, em 28 de abril último, o PSOE teve 28,7% dos votos, seguido pelo PP 16,7%, o Cidadãos 15,9%, o Unidas Podemos 14,3% e o Vox 10,3%.

Segundo várias sondagens publicadas, o PSOE voltará a ganhar as eleições mas com uma queda ligeira (para cerca de 27%), seguido pelo PP (direita) que sobe para cerca de 20% e o Vox, também a crescer, para cerca de 15%.

A forte subida dos dois partidos de direita é feita à custa do Cidadãos (direita liberal), que baixaria para 8-9%, enquanto à esquerda o Unidas Podemos (extrema-esquerda) deve descer ligeiramente.

A todos estes partidos junta-se agora o Mais País, uma formação criada por um ex-fundador do Podemos, que apesar das sondagens indicarem uma votação reduzida, 2-3%, irá roubar alguns votos aos restantes dois principais partidos da esquerda.

As eleições foram convocadas em setembro pelo rei de Espanha, depois de constatar que o primeiro-ministro socialista em funções, Pedro Sánchez, não conseguiu reunir os apoios suficientes para voltar a ser investido no lugar.

PR Marcelo em Paris dias 13 e 14 para discurso perante os « imortais » da Académie Française

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, será o 19º chefe de Estado a ser convidado pela instituição criada em 1635  e o 2° português depois de Mário Soares a discursar perante os membros da Academia Francesa, também conhecidos por « imortais ».
O PR chega a Paris no dia 13 e o seu discurso sobre a “riqueza das letras e das línguas portuguesa e francesa”  decorrerá numa sessão à porta fechada na célebre Academia no dia 14 entre as 14h30 e as 16h30. Partirá logo a seguir para Portugal.