Flamengo: Jesus liberta, Jesus esmaga. Jorge Jesus soma e segue no Brasil

Flamengo: Jesus liberta, Jesus esmaga. O Mengão está na final da Copa dos Libertadores após uma vitória histórica por 5-0, diante do Grémio, que resultou de uma exibição esmagadora. Não poderia ser de outra forma: os melhores jogadores, a melhor equipa e o melhor treinador (Jorge Jesus) estão no Maracanã. Agora, venha o River Plate.

Alfa/Expresso. Por Pedro Candeias

Foto: BUDA MENDES

O Flamengo está na final da Copa Libertadores 38 anos depois e o homem a quem os 39 milhões de adeptos prestam reverência tem 65 anos, rugas respeitáveis a condizer, melenas no cabelo branco e um nome divino a que junta uma piada que gosta de repetir: “Sou Jesus, mas não faço milagres”.

Para os flamenguistas, do clube que se expandiu ao mesmo tempo que a Globo no extenso território brasileiro, Jesus não será santo – mas é milagreiro.

O Flamengo lidera o Brasileirão, com 10 pontos de avanço. O Flamengo pode conquistar a liga dos campeões da América do Sul que garante disputar outro título simbólico para este continente: o Mundial de Clubes. E, fundamentalmente, o Flamengo faz tudo isto a jogar ao ataque, destemido, colorido e folclórico, demonstrando que está um nível acima dos restantes com ocasionais atropelos metafóricos.

O Grémio de Porto Alegre foi o último a ser pisado.

Na segunda-mão da meia-final da Copa Libertadores, disputada esta madrugada no mítico Maracanã, Flamengo e Grémio tinham contas a ajustar: o Mengão é história do Brasil e o Grémio tem histórico numa competição que ganhou três vezes (1983, 1995 e 2017) contra uma (1981) do rival.

Mais do que isso: Jorge Jesus e Renato Gaúcho tinham contas a ajustar, porque o brasileiro disparara que o rival somava só três títulos aos 65 anos e o português respondeu: “São 14, e não três, como alguém disse”.

Ficou 5-0, 6-1 no somatório dos dois jogos, o resultado de um encontro profundamente desequilibrado, acima de tudo na segunda-parte, em que o Flamengo massacrou impiedosamente o adversário.

Na primeira-parte, não foi tanto assim. O Grémio tentou condicionar Gerson, e Jesus respondeu pondo Everton e Arrascaeta a jogar por dentro e a disparar para a área sempre que havia uma nesga entrelinhas. Como? Com Bruno Henrique e Gabigol sempre prontos para uma desmarcação em profundidade ou uma diagonal vertiginosa.

Houve oportunidades para ambos os lados, mas só o Flamengo marcou, numa arrancada de Henrique que passou a bola a Gabigol que a chutou para uma defesa incompleta que sobrou para o mesmo Henrique fazer o 1-0. A jogada resultou aos 42’ e fora ensaiada antes por estes ou outros protagonistas, procurando aproveitar o espaço entre o meio-campo e a defesa de Porto Alegre, já que o quarteto de Renato Gaúcho ficou sempre estacionado lá atrás, longe dos médios.

Jorge Jesus preferiu fazer recuar Arão, em construção, fazendo subir os laterais e pondo os extremos para fazer número e pressão, ajudando às tais triangulações em progressão.

Depois, veio a segunda-parte e com ela o Grémio foi varrido da competição.

Logo, logo a seguir ao intervalo, Gabigol disparou fortíssimo e ao ângulo, aos 46, e os rapazes de Renato Gaúcho sentiram o que era bater de frente com a intensidade prometida, mas adiada pelas circunstâncias; afinal de contas, esta era uma meia-final e era normal que a cautela e a ansiedade limitassem a acção.

Dez minutos depois, de penálti, o mesmo Gabigol fez o 3-0, e a diferença entre as equipas acentuou-se de forma tão esmagadora quanto o apoio que chegava freneticamente das bancadas do Maracanã. Assim, em menos de 15 minutos de jogo, 42 aos 56’, o Grémio passou de contendedor a espetador, alheado de um filme em que era suposto ser protagonista, perdido e desconcentrado dentro de campo.

As consequências seriam terríveis: aos 67’ e aos 71’, vieram o 4-0 e 5-0 das cabeça de Marí e Caio, em lances de bola parada, uma das especialidades de Jota Jota, para fechar a contagem como deveria ser, porque não poderia ser de outra forma: os melhores jogadores, a melhor equipa e o melhor treinador estão no Maracanã.

 

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Deputadas afrodescendentes apontam para “nova era” parlamentar em Portugal

Deputadas afrodescendentes apontam para “nova era” parlamentar depois da sua eleição

Deputadas afrodescendentes  apontam para “nova era” parlamentar depois da sua eleição

Alfa/Lusa

Na nova legislatura que agora começa, a Assembleia da República vai contar com três deputadas afrodescendentes, o que demonstra que se avizinha “uma nova era” e que as últimas eleições legislativas foram “portadoras de futuro”, consideram as eleitas.

Nas eleições legislativas de 06 de outubro, os portugueses elegeram pela primeira vez Joacine Katar Moreira, do Livre, Romualda Fernandes, do PS, e Beatriz Dias, do BE, todas elas com origens africanas e ativistas dos direitos humanos e antirracismo.

A eleita que mais usou as suas origens como bandeira eleitoral foi Joacine Katar Moreira, do Livre, que se apresentou ao eleitorado como a primeira mulher negra a encabeçar uma lista, e pretendia uma verdadeira revolução na Assembleia da República.

“O objetivo do meu partido era o de contribuir para que a Assembleia da República estivesse mais parecida com a nossa sociedade, e a nossa sociedade não é homogénea, é uma sociedade marcada pela diversidade”, disse à agência Lusa a deputada eleita, nascida na Guiné-Bissau.

Na ótica da ativista antirracismo, a entrada de três mulheres negras no parlamento português “não deve ser olhada apenas como uma conquista, mas como um instrumento fundamental”, um “momento histórico”, que poderá contribuir “para o reforço da democracia e dos ideais republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade”.

Questionada se a sua eleição pode constituir um incentivo para os mais jovens, Joacine Katar Moreira salientou o facto de “grande parte do eleitorado” do Livre ser estudante.

E assinalou: “há uma enorme consciência dos estudantes de que nós estamos a inaugurar uma nova era”.

Para essa nova fase, o Livre leva medidas “vanguardistas no que diz respeito à luta antirracista”, e bandeiras como o direito de voto para imigrantes com autorização de residência em Portugal, o aumento do salário mínimo nacional, alteração à legislação da nacionalidade, maior investimento em habitação pública, recolha de dados étnico-raciais através do recenseamento, investimento em educação, a luta contra a violência doméstica e o combate às alterações climáticas.

Pelo BE, a deputada Beatriz Dias salientou à Lusa que a luta antirracista faz “imensa” falta à sociedade portuguesa e que o principal problema é a dificuldade de “reconhecimento de que existem manifestações de racismo”.

Na ótica da parlamentar, é necessário “reconhecer que há racismo, reconhecer que este racismo decorre do que foi o projeto imperial português e de toda uma narrativa, um imaginário e toda uma propaganda que foi desenvolvida durante esse período, e combater o que ainda permanece dessa lógica de discriminação”.

Beatriz Dias reconhece também que a sua eleição é sinal de um novo momento na política: “Eu penso que sim, há transformações que contagiam. A luta que os movimentos fizeram na rua, os movimentos antirracistas, o movimento negro fez na rua, teve impacto nos partidos políticos”, assinalou.

Para a próxima legislatura, a deputada bloquista vai levar consigo “propostas legislativas muito concretas que corrijam a desigualdade, que promovam a igualdade de direitos e combatam a exclusão social”.

“Nós temos um conjunto de propostas bastante transversais, algumas na área laboral, outras na educação, na habitação, e são todas medidas que visam combater o racismo, a discriminação e promover os direitos dos negros, das negras, dos ciganos, das populações dos sujeitos racializados, mas também dos migrantes que vivem em Portugal e dos refugiados”, referiu, dando como exemplos a “inclusão da pretensa étnico-racial nos censos” 2021, a “implementação de quotas para o acesso ao emprego público” ou a “criação de um contingente especial de acesso ao ensino superior para estudantes provenientes das comunidades racializadas”.

Notando que é uma “herdeira de outros ativistas do movimento social”, Beatriz Dias vinca que o seu objetivo é “contribuir para transformar a sociedade” e inspirar os mais jovens, criando igualmente “condições para que eles tenham vidas com menos discriminação, com mais direitos, com mais possibilidades”.

Para Romualda Fernandes, do PS, este é um momento com “um sabor muito especial” por ser “o coroar de um luta” desenvolvida ao longo de duas décadas contra o racismo, discriminação e desigualdades.

Também a sua eleição tem “um sentido simbólico” pois permite o “aprofundamento da própria democracia” com uma “representatividade mais lata” da sociedade, e a deputada espera dar o exemplo aos mais novos de que “é possível chegar lá”.

“Fico feliz por estar a colher o fruto de todo este trabalho, ao mesmo tempo homenageando aqueles que também deram corpo a este processo”, sublinhou Romualda Fernandes, que nasceu na Guiné-Bissau.

Notando que “não foi preciso quotas” para terem sido eleitas três deputadas negras, a socialista assinalou que se vai bater para que “haja sensibilidade política, que haja vontade política para espelhar esta diversidade”, e vai empenhar-se igualmente para que haja “um real conhecimento da situação do racismo” e um estudo aprofundado sobre os afrodescendentes.

“Eu acredito que estas eleições são portadoras de futuro”, firmou.

Ainda assim, ressalvou que “o PS há muito que se empenha nesta tarefa, não está a iniciar-se” e que o combate ao racismo e à exclusão social, a integração de imigrantes ou a promoção de melhores condições de vida estão entre as áreas às quais vai dar maior atenção na próxima legislatura.

Entre as medidas que pretende levar à Assembleia da República, a parlamentar destaca aquelas “que permitiam uma afirmação social das minorias, o combate e prevenção de toda a segregação racial e a erradicação da discriminação em razão do sexo”, e ainda a criação de “condições para uma imigração regular” para que os migrantes que escolhem Portugal possam “realizar os seus projetos de vida”.

Esta não é a primeira vez que o parlamento português conta com deputados de origem africana. Pelo Palácio de São Bento já passou a socialista Celeste Correia (nascida em Cabo Verde) e mais recentemente o centrista Hélder Amaral, que não foi eleito nestas legislativas.

Também o socialista Fernando Ká, que foi presidente da Associação Guineense de Solidariedade Social – que fundou ao lado de Romualda Fernandes –, foi deputado e uma das caras do movimento antirracista.

Portugal é o terceiro país da UE com mais riqueza em paraísos fiscais – estudo da Comissão Europeia

Portugal é o terceiro país da UE com mais riqueza em paraísos fiscais, indica estudo da Comissão Europeia. De acordo com o estudo da CE, foram desviados para paraísos fiscais cerca de 50 mil milhões de euros pelas famílias portuguesas mais ricas – o que equivale a cerca de um quarto do PIB português – durante um período de 15 anos

Alfa/EXPRESSO

Portugal é o terceiro país da União Europeia (UE) que mais riqueza transferiu para offshores entre 2001 e 2016, de acordo com estudo da Comissão Europeia, cujas conclusões são avançadas esta quinta-feira pelo “Jornal de Negócios”. Só o Chipre e Malta têm percentagens mais elevadas da sua riqueza em paraísos fiscais: 38% e 31%, respetivamente.

De acordo com o estudo da CE, foram desviados para paraísos fiscais cerca de 50 mil milhões de euros pelas famílias portuguesas mais ricas – o que equivale a cerca de um quarto do PIB português – durante um período de 15 anos.

O mesmo estudo aponta que Portugal é também o terceiro país da UE que mais receita fiscal em percentagem da sua economia perde para as offshores. Entre 2004 e 2016, terá perdido 1,3 mil milhões de euros – o que equivale a 1% do PIB português.

À imagem do que acontece na transferência de riqueza, só Malta e Chipre perdem mais receita fiscal em percentagem do PIB do que Portugal. Pelas contas da Comissão, a maior parte (65%) da receita fiscal perdida em Portugal está relacionada com rendimentos de capital.

Benfica/Lyon. Jornais franceses e portugueses realçam « frango » de Anthony Lopes

Jornais franceses e portugueses realçam o « incrível erro » do guarda-redes que deu a vitória (2-1) aos encarnados.

Dois exemplos:

O francês Le Parisien destaca a enorme « boulette » de Anthony Lopes. O « OL foi batido em Lisboa a seguir a um inacreditável erro do seu gaurda-redes Anthony Lopes ».

« Anthony Lopes ofereceu uma verdadeira prenda a Pizzi », acrescenta este jornal.

Já o português Expresso, escreve: « O Benfica bateu o Lyon num lance extraordinário de Pizzi que aproveitou um erro infantil do português  Anthony Lopes a cinco minutos do fim do jogo, instantes depois de ter chutado ao ferro ».

Foto: Reuters

Não, o comunismo não pode ser comparado ao nazismo. Opinião

Colocar ao mesmo nível o comunismo e o nazismo. O Parlamento Europeu cometeu um erro grave ao fazê-lo, diz Luísa Semedo, presidente para a Europa do Conselho das Comunidades. Volte a ouvir aqui a sua última crónica de opinião: 

Ouça amanhã, sexta-feira, 25, a crónica do jornalista Ricardo Figueira sobre o mesmo assunto, que reage precisamente ao que diz Luísa Semedo.

Liga dos Campeões. Benfica impõe-se ao Lyon (2-1) e conquista primeira vitória na ‘Champions’

O Benfica conquistou hoje a primeira vitória na Liga dos Campeões de futebol de 2019/20, ao impor-se por 2-1 na receção aos franceses do Lyon, em jogo da terceira jornada do Grupo G.

O campeão nacional inaugurou o marcador aos quatro minutos, por intermédio de Rafa – pouco tempo antes de sair lesionado -, mas o Lyon empatou aos 70, através do holandês Memphis Depay, antes de Pizzi recolocar a equipa lisboeta na corrida pelo apuramento aos oitavos de final, fixando o resultado, aos 86.

Após as derrotas com Leipzig (2-1) e Zenit de São Petersburgo (3-1), o Benfica obteve o primeiro triunfo na prova, mas mantém-se como lanterna-vermelha do grupo, com três pontos, menos um do que o Lyon e os russos, derrotados hoje por 2-1 na Alemanha pelo líder da ‘poule’, com seis pontos.

 

https://twitter.com/ChampionsLeague/status/1187116332749336579

 

Alfa/Lusa.

Paulo Pisco acusa o PSD de ter anulado voluntariamente votos dos emigrantes durante a noite da contagem

Deputado Paulo Pisco acusa o PSD, em artigo assinado no jornal Público de hoje,  de que numerosos votos dos emigrantes foram anulados por exclusiva vontade desse partido durante a contagem dos votos da emigração.

O artigo do deputado socialista, mais uma vez reeleito nas últimas legislativas,  surge depois do Acordão do Tribunal Constitucional ter chumbado o recurso apresentado pelo PSD para transformar em abstenção os votos que foram anulados – « por exclusiva vontade do PSD na contagem dos votos da emigração », garante.

Em mail enviado às redações, Paulo Pisco afirma que o seu artigo no Público « exprime bem as contradições do PSD que, na contagem dos votos no dia 16, fez toda a pressão para que fossem anulados todos os votos sem a cópia do Cartão do Cidadão apesar de estarem devidamente identificados, desconsiderando assim a vontade de milhares de eleitores, o que levou ao resultado absurdo de haver mais de 35 mil votos nulos (22,33%), mais de 26 mil dos quais só no Círculo da Europa ».

« Por se tratar de um recurso sem qualquer consistência, contraditório e mal fundamentado, o próprio Tribunal Constitucional rejeitou o pedido do PSD de considerar aqueles votos como “inexistentes/ausentes”, dando assim razão ao PS quando na resposta considerou que tal pedido devia ser liminarmente indeferido », acrescenta o deputado no seu mail.

« O PSD poderá querer reescrever a história, mas certamente não conseguirá apagar a atitude inaceitável e antidemocrática que assumiu na noite da contagem dos votos da emigração », escreve Paulo Pisco no Público.

 

Leia aqui, na íntegra, o artigo de Paulo Pisco no Público de hoje:

A “inexistência” de 35 mil votos perfeitamente identificados

O PSD poderá querer reescrever a história, mas certamente não conseguirá apagar a atitude inaceitável e antidemocrática que assumiu na noite da contagem dos votos da emigração.

Só assim se pode compreender que agora queiram considerar como “inexistentes/ausentes” aqueles votos de cidadãos que foram devidamente identificados através da leitura ótica do código de barras onde está registado o seu nome e endereço, o que por si só revela um inconcebível desprezo pelos eleitores. Ou então porque pretendem com este expediente maquilhar a derrota no conjunto dos círculos da emigração, subindo algumas décimas, mas mesmo assim injustificável em virtude da perturbação que provoca ao atrasar a tomada de posse da Assembleia da República e do Governo.

O entendimento do PS na noite da contagem dos votos da emigração foi diametralmente oposto ao do PSD e, por isso mesmo, apresentou nas mesas de escrutínio uma reclamação nesse sentido. Havendo uma deliberação da Comissão Nacional de Eleições que abria a porta a que os votos sem a cópia do Cartão do Cidadão pudessem ser admitidos como válidos, e tendo a mesa de escrutínio o poder soberano de os validar ou anular através de votação maioritária dos seus membros, o PS considerou que deveria ser honrada a vontade dos eleitores participarem, considerando válidos todos os votos que tivessem pelo menos uma forma de identificação segura do eleitor, o que aconteceu em várias mesas.

Além disso, pesa na argumentação a evolução tecnológica nos processos eleitorais e a forte preocupação que nos últimos anos houve relativamente à proteção de dados pessoais a nível europeu e nacional. Em termos tecnológicos, a realização no distrito de Évora da experiência piloto de voto eletrónico nas últimas eleições europeias levou à desmaterialização dos cadernos eleitorais, o que agora permitiu que os eleitores fossem identificados por meio de leitura ótica num código de barras. Por outro lado, durante a campanha eleitoral, era frequente ouvir os eleitores portugueses no estrangeiro dizer que recusavam enviar uma cópia do Cartão do Cidadão por recearem que os seus dados pessoais viessem a ser utilizados indevidamente. Um receio compreensível, não obstante a lei obrigar à destruição das cópias dos cartões do cidadão após a contagem dos votos.

Por todas estas razões, foi desconcertante ver o PSD fazer tábua rasa deste contexto e deste conjunto muito consistente de argumentos, apelando à anulação dos votos, deitando assim literalmente para o lixo a vontade de participação de mais de 35 mil eleitores residentes no estrangeiro. E foi com este propósito que os delegados do PSD na noite eleitoral andaram de mesa em mesa a tentar garantir que eram considerados nulos todos os votos sem o Cartão do Cidadão, chegando mesmo em alguns casos a haver tensão entre os membros das mesas e os delegados. Em algumas mesas chegou mesmo a verificar-se a situação absurda de haver mais votos nulos que válidos.

Talvez o PSD tivesse receio de perder o único deputado que tem pelo círculo da Europa, porque sabia que o PS estava com uma vantagem confortável, como se foi percebendo à medida que a contagem avançava. Com efeito, é plausível pensar que se não tivessem sido considerados nulos 26.706 votos na Europa, o PS teria um resultado muito melhor, podendo até ficar mais perto de eleger os dois deputados por este círculo eleitoral.

Compreende-se que o resultado nos círculos da emigração seja difícil de digerir para o PSD. No círculo fora da Europa o PS elegeu um deputado, coisa que já não acontecia há 20 anos. E na Europa ganhou muito confortavelmente em todos os países, em algumas áreas consulares mesmo com mais do que o dobro em relação ao PSD.

O PSD poderá agora querer reescrever a história, mas certamente não conseguirá apagar a atitude inaceitável e antidemocrática que assumiu na noite da contagem dos votos da emigração, ao instruir os seus delegados e membros da mesa para anularem os votos que pudessem, mesmo com os eleitores devidamente identificados.

 

Estudo/Inquérito. Agricultores são os que mais fazem sexo

Novo estudo aponta que, de todas as profissões, os agricultores são os que mais fazem sexo: pelo menos uma vez por dia. No extremo contrário estão os jornalistas.

Se achas que a vida no campo é calma, está muito enganado. Um novo estudo mostra que os agricultores são aqueles que mais sexo fazem, comparando com outras profissões. Fazem em média uma vez por dia.

Num inquérito levado a cabo a empresa de brinquedos sexuais Lelo com as respostas 2000 homens e mulheres no Reino Unido, 33% dos agricultores afirma que faz sexo pelo menos uma vez por dia, sendo que 67% considera que é um parceiro incrível.

Em entrevista ao Mirror, Kate Moyle, sexóloga, afirmou que pela intensidade e dureza do seu trabalho os agricultores têm mais energia para ter relações sexuais. « O nível de atividade física de um agricultor é muito maior do que o de alguém que passa o dia no escritório », apontou Kate Moyle.

Em segundo lugar estão os arquitetos, com 21% a afirmar ter relações sexuais pelo menos uma vez por dia, e em terceiro os cabeleireiros, com 17% a afirmar que todos os dias se envolve sexualmente com um parceiro. No outro extremo desta lista estão os advogados, com 27% a afirmar que costumam fingir orgasmos, e os jornalistas, com 20% a terem relações sexuais apenas uma vez por mês.

« O estilo de vida que as profissões criam, como é o caso da flexibilidade de horários, trabalhar mais horas que o normal ou até o ambiente de trabalho têm um grande impacto nas nossas vidas, especialmente na parte sexual », apontou ainda a sexóloga.

Revista Sábado.

É permitido? Batata frita é mais saudável do que a cozida, garante estudo

Estaladiças, cheirosas e apetitosas… enfim, existe alguém (no mundo) que não goste de batatas fritas? Bom, se evita o alimento pelo bem da sua saúde, por mais que fique com água na boca, temos uma boa notícia.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Granada, em Espanha, descobriu que vegetais fritos podem podem ser mais benéficos do que cozidos. Contudo, isso só vale se o alimento for frito em azeite extravirgem.

Vegetais crus estão repletos de fenóis, porém os investigadores queriam apurar se esses antioxidantes desapareciam no processo de cozedura. Com esse intuito testaram formas diferentes de preparar os alimentos e descobriram que a quantidade de fenóis não muda muito quando a batata e os outros vegetais são cozidos.

Mas, quando passam pelo azeite extravirgem, a quantidade desses antioxidantes aumenta exponencialmente.

 

Alfa/noticiasaominuto.com

 

Detido o homem que se barricou num museu na Riviera Francesa

França. O homem barricado num museu na Riviera francesa foi detido pela polícia. Estava só e não estava armado.

Alfa/Imprensa francesa

 

« O museu vai ser um inferno » era uma das inscrições visíveis nas paredes exteriores do museu. Mas as forças da polícia prenderam rapidamente o indivíduo.

Classificado como monumento histórico, o museu, no centro da zona antiga de Saint-Raphaël, estende-se por uma área de exposição de 800 metros quadrados.