Marmota surpreendida por raposa: A melhor fotografia da vida selvagem de 2019

O fotógrafo chinês Yongqing Bao venceu o prémio da Melhor Fotografia do Ano da Vida Selvagem, atribuído pelo Museu de História Natural, em Londres, pela sua imagem de uma marmota surpreendida pelo ataque de uma raposa.

« O Momento » foi o nome escolhido pelo fotógrafo para a imagem tirada no Planalto do Tibete, na China.

 

 

Cruz Erdmann venceu na categoria das melhores fotografias tiradas por jovens. O rapaz de 14 anos foi premiado pela imagem debaixo de água de uma lula de recife, captada durante um mergulho à noite, no Estreito de Lembeh, ao largo da Indonésia.

 

 

A competição vai na 55ª edição e engloba 19 categorias de imagens da vida selvagem, desde comportamentos dos animais a retratos.

Este ano, o Museu de História Natural recebeu 48 mil inscrições de fotógrafos de 100 países, e os restantes vencedores podem ser vistos aqui.

 

Alfa/SIC.

Terceira noite de confrontos em Barcelona

Manifestações muito violentas prosseguem na Catalunha contra a condenação de dirigentes independentistas a pesadas penas de prisão. Imagens de Barcelona, na noite desta quarta-feira:

Agravada pena de portuguesa que escondeu bebé numa cave em França

Serena, a filha de Rosa Cruz, foi encontrada em 2013 dentro da mala de um carro quando tinha dois anos

O Ministério Público francês recorreu da sentença de cinco anos de prisão, com três anos de aplicação suspensa, e viu a condenação da portuguesa Rosa Cruz agravada para cinco anos de pena efetiva.

A portuguesa vivia com o marido e três filhos em Brignac La Plaine, no centro da França, e antes de ter colocado a menina no carro, esta teria vivido sempre na cave da casa.

Tanto o marido como os outros três filhos não teriam conhecimento da existência de Serena.

O tribunal confirmou ainda a perda de direitos parentais sob Serena e Rosa Cruz será seguida durante seis anos pelos serviços sociojurídicos franceses após sair da prisão.

Portugal apresenta-se em França como « país fácil » para organizar festivais de música

Como país convidado do MaMa Festival, em Paris, Portugal abriu hoje as conferências deste encontro, que junta mais de 6.000 profissionais da música, promovendo os seus festivais e os novos sons que se fazem em território nacional.

 

 

A conferência « O mercado do ‘live’ português, um terreno fértil para a inovação da música » abriu hoje o MaMa Festival, que já vai na sua 10ª edição e decorre entre hoje e 18 de outubro, reunindo profissionais da música vindos de mais de 50 países e contando ainda com cerca de 120 concertos em várias salas do 18.º bairro de Paris.

Na conferência desta manhã sobre Portugal, houve curiosidade por parte da audiência sobre a facilidade em organizar festivais em Portugal, o que levou os participantes a responder com um “é fácil”, num país onde, em 2018, se realizaram 311 festivais.

« Ainda é fácil organizar festivais em Portugal. Mesmo no que diz respeito a licenças de trabalho. Aqui em França, se eu quiser organizar um concerto ou um festival tenho de contratar uma empresa francesa. Vocês protegem as empresas francesas, em Portugal é possível ser a mesma empresa a fazer tudo, em menos de um dia », afirmou o diretor da Everything is New, Álvaro Covões.

Também João Gil, coordenador do projeto Portugal Muito Maior – que financia a presença de Portugal neste festival – concordou com esta noção. « Para os franceses então, é muito mais fácil. Há cada vez mais franceses a viverem em Portugal e o público está lá. As portas estão abertas », indicou o músico.

Para além desta conferência, haverá cinco bandas/artistas portugueses que se vão apresentar ao vivo nesta edição do MaMa: Pongo, Venga Venga, Best Youth, Paus e Pedro Mafama. Concertos que, segundo António Miguel Guimarães, diretor da AMG Music, mostram o novo tipo de música que se faz no país.

« O fado é apenas uma parte da nossa música. Duas gerações de músicos depois da revolução temos portugueses com raízes culturais de todo o mundo e isso permite produzir um novo tipo de música. Música portuguesa mas muito internacional », sublinhou o promotor musical.

Já em declarações à agência Lusa, António Miguel Guimarães afirmou que a presença de Portugal neste certame é « enorme » por ser um dos maiores festivais profissionais em França, com muitos agentes e programadores franceses e internacionais.

« A oportunidade de apresentar portugueses nos eventos para que os promotores os conheçam e a oportunidade de fazer a conferência para mostrar o que é o mundo da música em Portugal é crucial. É através deste tipo de relações que se ultrapassa as dificuldades permanentes de só alguns eleitos serem promovidos pelas grandes multinacionais », declarou António Miguel Guimarães.

Hélio Morais, membro das bandas PAUS e Linda Martini, também participou no painel e disse que só recentemente é que começou a aparecer apoio institucional para a música em Portugal.

« Esta foi a primeira vez que tivemos apoio monetário de uma instituição estatal para vir fazer um ‘showcase’, através do Portugal Muito Maior. Do que eu conhecia até hoje, para músicos portugueses, o fado era privilegiado. E isso já ajuda, mesmo que não seja uma ‘tournée’, como eu vejo nas bandas da Escandinávia em que há um maior apoio do Estado à internacionalização da música », detalhou Hélio Morais em declarações à agência Lusa.

No passado fim de semana no programa « Passagem de Nível » de Artur Silva, Fernando Ladeiro Marques da organização, explicou à Rádio Alfa o principal objetivo deste Festival:

 

 

Também João Gil, esteve em direto na Emissão ‘Passagem de Nível’, e explicou o porquê da sua presença:

 

 

Alfa/Lusa.

Problemas com o voto dos emigrantes apenas se resolvem com o voto eletrónico. Legislativas. Opinião

Os numerosos problemas com o voto dos emigrantes nas legislativas portuguesas.

Os problemas e confusões com o voto por correspondência  foram reais e importantes – e é bom falar neles, para ver se nas próximas eleições  já haverá voto eletrónico.

Opinião de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir na antena da Alfa, nesta quinta-feira, dia 17, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

Ferido em estado muito grave. Emigrante em Inglaterra foi espancado por portugueses

Carlos Gonçalves, de 25 anos, foi agredido e está em coma. Emigrante em Inglaterra foi espancado por portugueses, informa o jornal Contacto (https://www.wort.lu), que cita diversas fontes.

« Texto de Paula SANTOS FERREIRA

A polícia de Sussex já deteve quatro suspeitos do violento ataque ao madeirense que está em coma. Os 15 agressores serão naturais do Algarve e pertencem a um gangue.

Os 15 suspeitos de espancar violentamente o emigrante português, de 25 anos, em Inglaterra, deixando-o em coma, são portugueses. E, ontem a polícia inglesa anunciou já ter detido quatro destes suspeitos.

Ao que tudo indica, os 15 agressores de Carlos Faria Gonçalves, são oriundos do Algarve, na maioria desempregados e fazem parte de um gangue, os ’Fifhy’, de acordo com o Diário de Notícias da Madeira.

Polícia de Sussex revelou ontem em comunicado no seu site, o nome dos quatro agressores:

“Rui Perreira, 28 anos, desempregado, de Harlesden Road, Londres NW10; Max Perreira, 23 anos, empregado de limpeza, de Milton Road, Southampton; Bruno Tavares, 22 anos, desempregado, de Seaside, Eastbourne; e Carlos Semedo, 24 anos, desempregado sem endereço fixo”.

Os detidos foram presentes ao “Tribunal da Magistratura de Brighton durante o dia de ontem, acusados de causar danos corporais graves a um homem local de 25 anos”.

Gritou para a noiva fugir

Como noticiou o Contacto, a agressão ao madeirense aconteceu na passada terça-feira, dia 8 outubro, ao final do dia, num beco perto de uma rua com transeuntes a passar, no centro da cidade. Carlos Gonçalves reside há cerca de três anos em Inglaterra, residindo nesta cidade balnear do sul do país, segundo aquele jornal da Madeira.

Segundo descreveu um amigo do jovem agredido ao Diário de Noticias da Madeira, o jovem terá sido rodeado pelo grupo de 15 pessoas e “gritou desesperadamente para a noiva fugir e pedir ajuda”. A noiva também é portuguesa, segundo este amigo.

Ainda ontem a polícia de Sussex informou que continua as suas investigações para encontrar os restantes suspeitos.

O madeirense do Curral das Freiras, de 25 anos, foi brutalmente agredido, tendo ferimentos graves na cabeça e estando em coma, no Royal Sussex County, em Brighton, segundo as últimas informações disponíveis, noticiadas pelo jornal local ‘Eastbourne Herald’.  »

Aliança, Democracia 21 e PPM defendem repetição das eleições nos círculos da emigração

Aliança, Democracia 21 e PPM defendem repetição das eleições nos círculos da emigração. Em causa estão as diversas falhas nos votos dos portugueses a residir no estrangeiro.

Alfa/Público e outras fontes. Por Sofia Correia Baptista (artigo adaptado, leia mais em publico.pt e em outros artigos na nossa página radioalfa.net)

Foto: NUNO FERREIRA SANTOS

movimento Democracia 21 e o Partido Popular Monárquico (PPM) juntaram-se à Aliança para requerer ao Presidente da República e ao Ministério da Administração Interna a repetição das eleições legislativas nos círculos da Europa e Fora da Europa. Apresentam como motivo as situações que não permitiram o voto de portugueses emigrados em vários países. A Aliança enviou uma missiva com a sua posição a todos os partidos que apresentaram candidaturas aos referidos círculos.

A Aliança diz ter tomado conhecimento de casos “a quem foi vedado o direito de voto”. Em comunicado, o partido enumera diversas falhas que demonstram que “no mínimo, faltou cuidado, profissionalismo e respeito pelos cidadãos portugueses que vivem no estrangeiro”. Até ao dia 9 de Outubro, resume o partido liderado por Pedro Santana Lopes, houve 131.967 portugueses que não receberam os envelopes com os boletins de voto. A Aliança aponta vários problemas relacionados com os envelopes: foram enviados para moradas erradas e que, por isso, não chegaram aos eleitores; demoraram um mês a chegar aos eleitores, não regressando a Portugal a tempo de serem contabilizados; houve envelopes entregues depois de 6 de Outubro, data limite para colocar os votos nos correios, e outros devolvidos aos eleitores por diferentes motivos.

Além de pedir a repetição do acto eleitoral nos círculos da Europa e Fora da Europa, a Aliança também defende a implementação do voto electrónico não presencial. O partido considera que “demore o tempo que demorar até ao desenvolvimento e implementação de um sistema de votação online seguro e eficiente”, é mais importante “garantir que se cumpre a democracia” do que a tomada de posse dos quatro deputados eleitos por estes dois círculos.

A Aliança enviou uma missiva com a sua posição a todos os partidos que apresentaram candidaturas aos referidos círculos. O movimento Democracia 21 e o PPM juntaram-se à Aliança e também pretendem requerer ao Presidente da República e ao Ministério da Administração Interna a repetição do acto eleitoral. O Democracia 21 e o PPM concorreram juntos nas eleições legislativas de 6 de Outubro pelo círculo Fora da Europa, com o candidato Christian Hohn.

Até segunda-feira, os correios já trouxeram 138 mil envelopes com votos de emigrantes portugueses. Da África do Sul, por exemplo, ainda não chegou nenhum envelope dos 32.596 que tinham sido enviados. O apuramento e contagem dos votos dos dois círculos da emigração são feitos esta quarta-feira no pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa.

Como pode ler noutro artigo na página da Alfa, também um movimento de emigrantes exigiu esta terça-feira às autoridades portuguesas a realização de um inquérito à votação da diáspora nas eleições legislativas, afirmando que “centenas de milhares de portugueses foram impedidos de votar devido a graves problemas

Emigrantes. Programa Regressar fica mais flexível

Emigrantes. Programa Regressar fica mais flexível. Deixa de haver prazos para as candidaturas ao Apoio ao Regresso de Emigrantes a Portugal e o comprovativo da situação de expatriado passado por autoridade diplomática ou consular portuguesa pode ser substituído por outros documentos. Portugueses que voltem ao país podem receber até 6500 euros

Alfa/Expressso. Por Ana Sofia Santos

O Governo publicou esta terça-feira em Diário da República (DR) duas alterações importantes à medida Apoio ao Regresso de Emigrantes a Portugal, criada no âmbito do Programa Regressar.

Esta medida consiste num apoio financeiro que é concedido diretamente aos destinatários, bem como a comparticipação dos custos de transporte de bens e dos custos de viagem dos candidatos elegíveis e respetivos membros do agregado familiar, que têm como contrapartida a celebração de um contrato de trabalho em Portugal continental.

Ora, de acordo com o Governo, a portaria que criou a medida estabeleceu que as candidaturas relativas a contratos de trabalho celebrados antes da sua entrada em vigor deveriam ser apresentadas no prazo de 90 dias a contar da data de abertura das candidaturas, “dispondo-se também que as candidaturas relativas a contratos celebrados em data posterior à da entrada em vigor da portaria deveriam ser apresentadas no prazo máximo de 60 dias a contar da data de início do contrato de trabalho”.

Prazos que deixam de existir por razões “de equidade para com os potenciais destinatários da medida que, reunindo todas as condições de elegibilidade, não estejam devidamente informados sobre este apoio ao regresso e à integração em Portugal”, justifica a nova portaria publicada no DR. Assim, “eliminam-se esses prazos, potenciando o alcance deste instrumento de política pública”.

Outra mudança tem que ver com o comprovativo da situação de emigrante. Os candidatos estavam obrigados, no momento da submissão da candidatura, a apresentar o documento comprovativo da situação de emigrante, do seu familiar ou do respetivo agregado familiar, que deveria ser emitido por uma autoridade diplomática ou consular portuguesa.

Uma obrigação que passa a ser mais flexível, já que o Executivo verificou que, “nalguns casos, os destinatários deste apoio não dispõem de comprovativo emitido por autoridade diplomática ou consular portuguesa, dispondo, contudo, de documentação que comprova, de modo inequívoco, que cumprem este requisito de acesso à medida”. Por isso, passa a estar previsto que são válidos, para efeitos de prova de cumprimento dos requisitos exigidos pela lei para aceder ao Programa Regressar, “outros documentos que, inequivocamente, comprovem tal ou tais situações”.

SÓ PARA QUEM DEIXOU O PAÍS ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2015

O Apoio ao Regresso de Emigrantes a Portugal destina-se a quem tenha deixado o território nacional até 31 de dezembro de 2015, mas as últimas notícias sobre a adesão a esta medida não têm revelado um grande número de candidatos.

Em relação ao incentivo financeiro, os destinatários têm direito a receber um montante equivalente a seis vezes o Indexante de Apoios Sociais, atribuído pelo IEFP (2614,56 euros). Esta verba tem por base um período normal de trabalho de 40 horas semanais e é reduzido, na devida proporção, caso o contrato seja celebrado a tempo parcial.

Pode acrescer a comparticipação dos custos da viagem para Portugal do destinatário e restantes membros do agregado familiar, com o limite de 1307,28 euros, a comparticipação dos custos de transporte de bens para Portugal, com o limite de 871,52 euros, a comparticipação dos custos com o reconhecimento de qualificações académicas ou profissionais, com o limite de 435,76 euros, o valor do IAS. Além disso, se o emigrante trouxer a família, o apoio financeiro direto é majorado em 10 % por cada elemento do agregado que fixe residência em Portugal, até um limite 1307,28 euros.

No total, os emigrantes podem receber até 6500 euros.

Os beneficiários só podem usufruir desta medida se apresentarem uma situação contributiva e tributária regularizada.

Além disso, o Programa Regressar inclui também um desconto de 50% no IRS para os destinatários do Programa Regressar.

Movimento aponta « centenas de milhares » de emigrantes impedidos de votar

« Também somos os portugueses » refere que « por cada emigrante português que votou na eleição para a Assembleia da República, houve outro que não o conseguiu fazer ».

Um movimento de emigrantes exigiu esta terça-feira às autoridades portuguesas a realização de um inquérito à votação da diáspora nas eleições legislativas, afirmando que « centenas de milhares de portugueses foram impedidos de votar devido a graves problemas ».

Num comunicado, o movimento « Também somos os portugueses », com sede no Reino Unido, refere que « por cada emigrante português que votou na eleição para a Assembleia da República, houve outro que não o conseguiu fazer », baseando-se numa sondagem que diz ter realizado através das « redes sociais em dezenas de países », embora não especifique quantas pessoas foram contactadas.

« Na amostra realizada apenas um terço dos emigrantes portugueses conseguiu votar sem problemas de maior. Um outro terço não chegou a receber o boletim do voto, e o outro terço teve o boletim de voto devolvido pelos correios. Nalguns casos os eleitores reenviaram o voto com sucesso, noutros o boletim tornou a ser devolvido », lê-se na nota.

Perante estes « graves problemas, que impediram centenas de milhares de emigrantes portugueses de votar », o movimento « Também somos portugueses » e o « Comité Cívico Português do Reino Unido » exigem ao Ministério da Administração Interna e à Comissão Nacional de Eleições a realização de « um inquérito ao modo como decorreram estas eleições e que sejam feitas alterações para melhorar a votação em eleições futuras ».

O movimento de emigrantes aponta, na mesma nota, algumas razões, no caso dos boletins de voto que não chegaram às mãos dos eleitores: « Morada desatualizada, morada em Portugal, mudança de morada efetuada nos 60 dias em que já não se podem fazer alterações de morada, atrasos nos correios em inúmeros países, e um número muito grande de eleitores que nunca chegaram a receber os boletins de voto apesar de terem a morada correta no cartão de cidadão ».

Para o movimento, « muitos destes problemas não existiriam se os consulados tivessem enviado esclarecimentos sobre as eleições por e-mail, e se os boletins de voto tivessem sido enviados com maior antecedência ». Quanto às devoluções, acrescentam, houve dois motivos principais: « em muitos países os serviços do correio não compreenderam que os envelopes tinham porte pago; e o facto de quer a morada do remetente quer a do destinatário estarem na parte da frente do envelope ter confundido muitos serviços de correios ».

O movimento « Também somos portugueses » e o « Comité Cívico Português do Reino Unido » insistem também que seja feito uma experiência-piloto de voto pela Internet « como possível meio de evitar os problemas do voto postal ».

Até 04 de outubro, último dia da campanha eleitoral, tinham votado um total de 97.244 portugueses residentes no estrangeiro por carta para as eleições legislativas, três vezes mais do que em 2015, segundo a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

No ano passado foi aprovado o recenseamento automático dos portugueses residentes no estrangeiro, que permitiu alargar o número de eleitores de cerca de 300 mil para 1,4 milhões. Nas legislativas de 2015, o universo eleitoral era de 242.852 inscritos e votaram 31.610 votos eleitores, dos quais 28.354 foram considerados válidos.

A SGMAI refere também que foram devolvidos « por motivos vários » 87.521 boletins de voto, contra os 38.367 de há quatro anos. As cartas podem ser devolvidas por vários motivos, nomeadamente o eleitor não residir no endereço indicado, o boletim não ter sido reclamado ou o eleitor já ter morrido.

No estrangeiro, estavam inscritos 1.464.514 eleitores para votar por via postal, 895.386 dos quais pelo círculo da Europa e 569.128 por Fora da Europa, e 2.240 para votar presencialmente, 204 da Europa e 2.036 de Fora da Europa.

Para os portugueses votarem presencialmente, a Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas instalou 79 locais de voto nos consulados. A Administração Eleitoral enviou no total 1.464.709 cartas, 1.464.508 expedidas inicialmente, seis expedições adicionais resultantes de reclamações e 195 segundos envios.

O voto dos emigrantes portugueses por via postal tinha de ser expedido até ao dia da eleição (06 de outubro) e chegar à Assembleia de Recolha e Contagem, em Lisboa, até esta quarta-feira, dia 16 de outubro.

Alfa/TSF

Os problemas que esperam o novo Governo português. Análise de Pascal de Lima

Novo Governo de António Costa já é conhecido e vai ter de encarar problemas económicos e sociais importantes. Ouça aqui a análise do economista e professor de SiencesPo, Pascal de Lima: