A Lista do novo Governo em Portugal

António Costa apresentou esta tarde a Marcelo Rebelo de Sousa o seu Governo remodelado para a próxima legislatura, onde ressaltam cinco novos ministros e a promoção de quatro ministros de Estado.

Para já foi divulgada a lista de 19 nomes – oito mulheres e 11 homens (faltam ainda conhecer os nomes de diversos secretários de Estado, designadamente para as Comunidades).

António Costa tentou dar ao novo Executivo um sentido de estabilidade face ao anterior: 14 ministros mantém-se à frente das mesmas pastas. Entram cinco novos: Ana Abrunhosa (ministra da Coesão Territorial), Maria do Céu Albuquerque (Agricultura), Ricardo Serrão Santos (Mar), Alexandra Leitão (que passa de secretária de Estado da Educação para ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública) e Ana Mendes Godinho (que sobe de secretária de Estado do Turismo para ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social).

Deixam o Governo Capoulas Santos (Agricultura), José António Vieira da Silva (Trabalho e Segurança Social), Ana Paula Vitorino (Mar).

A lista com a composição do novo Governo português:

Primeiro-ministro

António Costa

Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital

Pedro Siza Vieira

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

Augusto Santos Silva

Ministra de Estado e da Presidência

Mariana Vieira da Silva

Ministro de Estado e das Finanças

Mário Centeno

Ministro da Defesa Nacional

João Gomes Cravinho

Ministro da Administração Interna

Eduardo Cabrita

Ministra da Justiça

Francisca Van Dunen

Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública

Alexandra Leitão

Ministro do Planeamento

Nelson Souza

Ministra da Cultura

Graça Fonseca

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Manuel Heitor

Ministro da Educação

Tiago Brandão Rodrigues

Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social

Ana Mendes Godinho

Ministra da Saúde

Marta Temido

Ministro do Ambiente e da Ação Climática

João Pedro Matos Fernandes

Ministro das Infraestruturas e da Habitação

Pedro Nuno Santos

Ministra da Coesão Territorial

Ana Abrunhosa

Ministra da Agricultura

Maria do Céu Albuquerque

Ministro do Mar

Ricardo Serrão Santos

Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares

Duarte Cordeiro

Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro

Tiago Antunes

Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

André Moz Caldas

 

A tomada de posse será no início da próxima semana. À saída de Belém, depois da reunião com o Presidente da República em que entregou a lista de membros do novo Executivo, António Costa explicou que o novo elenco tem como objetivo « um Governo coeso, de continuidade relativamente ao que ainda está em funções », com um núcleo duro forte: « Procurámos reforçar o centro do Governo tendo em conta que a legislatura terá um programa exigente, que terá de acumular com a presidência da União Europeia », que terá lugar no primeiro semestre de 2021.

UEFA abre inquérito disciplinar por saudações militares dos jogadores turcos

A UEFA anunciou hoje a abertura de um inquérito disciplinar à Federação turca de futebol pelas saudações militares efetuadas pelos jogadores da sua seleção nos jogos com Albânia e França, suscetíveis de configurar “uma provocação política”.

“Foi nomeado um inspetor para iniciar as investigações e o correspondente inquérito disciplinar tendo em vista um potencial comportamento provocatório de natureza política dos jogadores da seleção turca nos jogos de qualificação para o Euro2020 contra a Albânia, em 11 de outubro de 2019, e contra a França, em 14 de outubro”, informou a UEFA.

Vários jogadores turcos fizeram a saudação militar após o golo de Kaan Ayhan que deu à Turquia o empate a um golo no Stade de France, em Paris, frente aos atuais campeões mundiais, gesto que levou a Federação francesa a exigir à UEFA uma punição à sua congénere turca.

De resto, vários responsáveis políticos franceses tinham solicitado, através das redes sociais, o cancelamento da partida depois dos jogadores turcos terem feito gestos semelhantes na vitória de sexta-feira sobre a Albânia, em jogo do grupo H.

De recordar que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan lançara dias antes operações militares contra as forças curdas no nordeste da Síria, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter retirado as suas tropas daquele país.

No final do jogo, que decorreu sob apertadas medidas de segurança tendo em conta a oposição da França à ofensiva militar turca, o gesto ensaiado após o golo turco foi repetido pelos jogadores junto aos seus adeptos presentes no Stade de France.

 

Alfa/Lusa.

Créteil-Lusitanos inaugura Academia com a presença de Blaise Matuidi, jogador da Juventus

A Inauguração oficial da Academia de futebol do US Créteil-Lusitanos aconteceu esta tarde no estádio Dominique Duvauchelle.

 

Uma Academia que vai desenvolver uma parceria com algumas escolas da cidade e com o objectivo de formar jovens, não só no aspecto desportivo mas também, na vertente social.

 

 

Os jovens dos escalões U15, U16 e U17 vão ter uma atenção especial numa Academia que tem como padrinho, o campeão do mundo e antigo jogador do clube Blaise Matuidi, actualmente na Juventus de Turim.

 

 

Foram várias as personalidades que estiveram presentes nesta inauguração. O presidente da Câmara de Créteil, Laurent Cathala, destacou o empenho da cidade na formação dos jovens através do desporto, e começou por dizer que esta é, « uma das medidas enquadradas na própria reestruturação na formação do Créteil ».

 

 

 

Blaise Matuidi gostou do que viu, sentiu-se em casa e confessou estar « orgulhoso por poder estar envolvido neste projecto ».

 

 

Blaise Matuidi que falou também à Radio Alfa da importância desta Academia.

 

 

Rui Pataca o diretor geral do clube também confessou estar muito satisfeito com este projecto e explicou « o porquê e o objectivo desta Academia ».

 

 

 

Rádio Alfa.

Revelado o percurso da Volta a França 2020: veja o mapa e as datas

Organização da prova revelou esta terça-feira o percurso do Tour do próximo ano.

 

 

 

O Col de la Loze estreia-se na Volta a França em bicicleta, como ponto mais alto da 107.ª edição da prova, cujo percurso foi apresentado esta terça-feira e que arranca em Nice, a 27 de junho de 2020.

Com o cume localizado a 2304 metros, aquele será o « teto » do Tour no próximo ano, com o diretor da corrida, Christian Prudhomme, a destacar a montanha nas imediações de Méribel como « o protótipo da subida do século XXI ».

A prova arranca em Nice e decorre inteiramente em solo francês, terminando nos Campos Elísios, em Paris, em 19 de julho, depois de um traçado que volta a ser marcado pela montanha, não tanto pela alta montanha, em menor número do que em 2019, mas pela média montanha, mais representada.

Os destaques vão também para as subidas nos Pirenéus e nos Alpes, com o Jura, na subida ao Grand Colombier, e Vosges, como outros testes num perfil que, garantiram os organizadores, terá algo para todos os ciclistas.

Ao todo, são 3470 quilómetros até Paris, com o 20º e penúltimo dia de prova a reservar o regresso de La Planche des Belles Filles, desta vez para um contrarrelógio individual de 36 quilómetros, que pode ser decisivo nas contas finais do sucessor do colombiano Egan Bernal (INEOS).

Nice recebe a partida das primeiras três etapas, com a corrida a « aquecer » na nona tirada, entre Pau e Laruns, mesmo antes do primeiro dia de descanso.

Ao todo, são 29 as subidas categorizadas, com seis chegadas em alto, setores em gravilha e um « crono » com bastante inclinação, numa primeira semana com mais montanha do que o habitual em edições recentes.

São ausências de destaque um contrarrelógio por equipas, mas também as históricas chegadas em alto no Alpe d »Huez e no Mont Ventoux, num ano em que a prova começa uma semana mais cedo, para permitir aos participantes viajarem para os Jogos Olímpicos Tóquio’2020 seis dias depois do final da prova.

« O Tour continua a reinventar-se. Em 2020, a mais longa etapa terá 218 quilómetros – nunca a tirada mais longa foi tão curta », destacou o diretor da prova, que mencionou ainda a passagem por Sarran, terra do antigo presidente francês Jacques Chirac, que morreu em setembro.

 

https://twitter.com/RenaudB31/status/1184067982391218178

 

Confira todas as etapas e calendário do Tour 2020:

27 de junho, 1.ª etapa: Nice – Nice, 156 km.

28 de junho, 2.ª etapa: Nice – Nice, 187 km.

29 de junho: 3.ª etapa: Nice – Sisteron, 198 km.

30 de junho, 4.ª etapa: Sisteron – Orcières-Merlette, 157 km.

1 de julho, 5.ª etapa: Gap – Privas, 183 km.

2 de julho, 6.ª etapa. Le Teil – Mont Aigoual, 191 km.

3 de julho, 7.ª etapa: Millau – Lavaur, 168 km.

4 de julho, 8.ª etapa: Cazères-sur-Garonne – Loudenvielle, 140 km.

5 de julho, 9.ª etapa: Pau – Laruns, 154 km.

6 de julho: Dia de descanso.

7 de julho, 10.ª etapa: Ile d’Oléron – Ile de Ré, 170 km.

8 de julho, 11.ª etapa: Châtellaillon-Plage – Poitiers, 167 km.

9 de julho, 12.ª etapa: Chauvigny – Sarran Corrèze, 218 km.

10 de julho, 13.ª etapa: Châtel-Guyon – Puy Mary Cantal, 191 km.

11 de julho, 14.ª etapa: Clermont-Ferrand – Lyon, 197 km.

12 de julho, 15.ª etapa: Lyon – Grand Colombier, 175 km.

13 de julho: Dia de descanso.

14 de julho, 16.ª etapa: La Tour-du-Pin – Villard-de-Lans, 164 km.

15 de julho, 17.ª etapa: Grenoble – Col de la Loze, 168 km.

16 de julho, 18.ª etapa: Méribel – La Roche-sur-Foron, 168 km.

17 de julho, 19.ª etapa: Bourg-en-Bresse – Champagnole, 160 km.

18 de julho, 20.ª etapa: Lure – La Planche des Belles Filles, 36 km (CRI).

19 de julho, 21.ª etapa: Mantes-la-Jolie – Paris, 122 km.

 

Alfa/ojogo.pt

ÁUDIO – Mickaël Ferreira NO “NUNCA É TARDE”

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Áudio: Já está disponível o podcast da passagem de Mickaël Ferreira na emissão “Nunca é Tarde” do dia 14 de Outubro 2019

 

Mickaël Ferreira de seu nome Mickaël Manuel Rodrigues Ferreira nasceu no dia 27 de Novembro 1988 em Boulogne sur mer , uma cidade perto de Calais ao norte da Franca .
Filho de pai Português da região de Porto(Espinho). Mickaël teve sempre uma forte ligação para o Portugal onde ele vem passar as férias.
Quando ele viu Tony Carreira ao 8 anos pela primeira vez no baile de Páscoa da associação portuguesa em Cambrai que Mickaël teve o sonho e o desejo de ser cantor.
Em Março 2017, Mickaël canta em dueto com Manuel Campos na festa portuguesa em Ramillies…… o sonho começou.

Legislativas. Contagem de votos dos emigrantes é amanhã. Chegaram a Lisboa até ontem 138 mil votos

Já chegaram 138 mil votos dos emigrantes portugueses – mas nenhum da África do Sul. Contagem dos votos dos dois círculos da emigração, que valem quatro deputados, é feita na quarta-feira em Lisboa.

Alfa/Público. Por Maria Lopes (artigo resumido, ler na íntegra em publico.pt)

Foto : O MAI vai usar o ginásio e o pavilhão do Casal Vistoso, no Areeiro, em Lisboa, para conseguir instalar cem mesas de escrutínio – 70 para o círculo da Europa, 30 para o círculo de fora da Europa. RG RUI GAUDENCIO

Depois de terem sido enviadas 1.464.709 cartas com boletim de voto para um total de 186 países logo nos primeiros dias de Setembro, os correios já trouxeram de volta, até esta segunda-feira, 138 mil envelopes com votos dos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo. Ou por quase todo o mundo: da África do Sul não chegou ainda qualquer envelope dos 32.596 que tinham sido expedidos e o secretário-geral-adjunto para a Administração Eleitoral admite que tal não venha a acontecer até à tarde de dia 16 e depois disso também não entrarão nas contas.

É que o apuramento e contagem dos votos dos dois círculos da emigração – pela Europa e resto do mundo – que valem dois deputados cada, são feitos na quarta-feira no pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa. Os votos dos emigrantes, guardados nestes dias num cofre do Ministério da Administração Interna no Terreiro do Paço, serão levados pela PSP durante a noite para o pavilhão e para o ginásio. Ali, nas cem mesas de contagem serão, primeiro, assinalados electronicamente nos cadernos eleitorais os eleitores que votaram (se fossem impressos como nas mesas de voto normais, seriam precisas 132 mil folhas), e depois depositados nas urnas os respectivos votos. A expectativa é que por volta das 21h30 ou 22h os resultados estejam fechados.

O último mês e meio foi de trabalho intenso de diplomacia para a embaixada e o consulado portugueses na África do Sul, onde o rasto dos envelopes foi sempre seguido, mas os correios não terão dado o devido andamento à distribuição. Os envelopes entraram no centro de distribuição de Joanesburgo a 5 de Setembro, foram levantados pelos correios a 17 e só começaram a ser distribuídos a 24, mas boa parte deles só chegaram às caixas de correio dos portugueses a residir naquele país já depois de dia 6 – que era a data limite em que as cartas deviam ser devolvidas. “O embaixador e o cônsul receberam sempre da empresa a resposta de que o processo estava a decorrer normalmente”, conta Joaquim Morgado. Mas até agora nada chegou a Lisboa – em 2015 foram recebidos 165 votos dos 6470 envelopes enviados.

Este será o caso mais complicado destas eleições, que movimentaram 32 toneladas de envelopes e boletins de voto, mas também houve problemas no Brasil, afectado nas últimas semanas por uma greve dos correios, e em França e na Alemanha, onde os serviços chegaram a recusar os envelopes de porte pago, exigindo aos eleitores que pagassem o selo da carta. Para resolver estes e outros percalços, os últimos meses foram de colaboração estreita entre os ministérios da Administração Interna e dos Negócios Estrangeiros. Até os CTT foram chamados para a “diplomacia” num seminário mundial de correios, há algumas semanas, sensibilizando os serviços de outros países para o processo eleitoral português.

Embora já tenham chegado 138 mil votos, “regressaram” também 142 mil envelopes devolvidos pelo facto de o destinatário ser desconhecido ou não terem sido levantados nos correios. Embora o processo tenha sido desenhado para se poder tratar 450 mil votos recebidos, a expectativa do secretário-geral-adjunto da Administração Eleitoral é que até ao dia 16 à tarde se chegue aos 142 mil votos. O que representaria cerca de 9,7% de votação do total dos recenseados – uma participação percentualmente inferior à de 2015 (11,68%, quando votaram 28.354 eleitores), mas com uma expressão numérica bem superior.

É para os pelo menos 138 mil que votaram que Joaquim Morgado prefere olhar e lembrar que é a primeira vez que se organiza uma eleição no estrangeiro com esta dimensão. “A abstenção seria sempre muito superior porque se aumentou o universo seis vezes”, adverte, contabilizando: “Mesmo assim, há uma participação muito significativa: aumentou cinco vezes.” E acrescenta que o facto de ter havido 2240 portugueses que pediram para votar presencialmente nos consulados demonstra o interesse em participarem. “Os quatro deputados que serão eleitos ficam mais legitimados por ser uma votação mais reforçada” do que em legislativas anteriores.

Acrescente-se uma curiosidade. Houve quem fizesse uma reinterpretação do voto “electrónico »: Jorge Morgado conta que recebeu emails de eleitores que enviam a foto do boletim de voto preenchido dizendo “aqui está o meu voto” – já para não falar de outros com mensagens e rabiscos variados.

Semana repleta de acontecimentos culturais portugueses em França. Crónica

Semana cheia de acontecimentos culturais portugueses em França, de Paris a Marselha, passando por Montpellier, de Joana Vasconcelos a Lídia Jorge, à Língua portuguesa na Universidade francesa e outros. 

Saiba tudo: Volte a ouvir aqui a crónica de João Piharanda, conselheiro cultural da Embaixada de Portugal  e diretor do Instituto Camões em Paris:

José Luís Carneiro sai da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas

José Luís Carneiro substitui Ana Catarina Mendes como secretário-geral adjunto do PS

José Luís Carneiro substitui Ana Catarina Mendes como secretário-geral adjunto do PS

Alfa/Com Lusa

O dirigente socialista e até agora secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, vai substituir Ana Catarina Mendes nas funções de secretário-geral adjunto do PS, disse hoje à agência Lusa fonte oficial deste partido.

Com a indicação para « número dois » da direção do PS, José Luís Carneiro não vai integrar o próximo Governo socialista liderado por António Costa, já que este lugar foi precisamente introduzido em dezembro de 2015 para separar as esferas governativa e de direção partidária.

Fonte oficial dos socialistas adiantou também à agência Lusa que José Luís Carneiro deverá ser votado para o cargo de secretário-geral adjunto na primeira reunião da Comissão Nacional do PS, ainda sem data marcada.

José Luís Carneiro, de 48 anos, é licenciado em Relações Internacionais, mestre em Estudos Africanos, foi chefe de gabinete do Grupo Parlamentar do PS entre 2000 e 2002 na liderança de Francisco Assis, tendo mais tarde sido eleito deputado do PS.

Presidente da Câmara Municipal de Baião entre o 02 de novembro de 2005 e 23 de outubro de 2015, o ainda secretário de Estado das Comunidades Portugueses foi um dos elementos do « núcleo duro » do anterior líder do PS, António José Seguro.

Entre outras funções, foi presidente da Associação Nacional dos Autarcas Socialistas entre 04 de janeiro de 2014 e 23 de outubro de 2015 e liderou a Federação Distrital do Porto do PS (a maior deste partido no país) entre 16 de junho de 2012 e 4 de março de 2016.

Moçambique: Eleições em clima de grande tensão

Moçambique/Eleições: 13,1 milhões de moçambicanos chamados hoje às urnas. Violência é preocupante.

Moçambique/Eleições: 13,1 milhões de moçambicanos chamados hoje às urnas

Alfa/com Lusa

Um total de 13,1 milhões de eleitores moçambicanos são hoje chamados a escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento e, pela primeira vez, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

As sextas eleições gerais de Moçambique contam com quatro candidatos presidenciais: o atual Presidente da República, Filipe Nyusi (Frente de Libertação de Moçambique – Frelimo), que concorre a um segundo mandato; o novo líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade; o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, e o candidato do partido extraparlamentar Ação do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI), Mário Albino, este último com uma campanha limitada a alguns pontos de Nampula, província do Norte.

Às eleições legislativas e provinciais apresentaram-se 26 partidos, mas só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem nos 11 círculos eleitorais do território nacional, que se estende por 2.000 quilómetros, mais dois círculos da diáspora (África e resto do mundo).

Pela primeira vez, o ato de hoje envolve a eleição dos governadores das 10 províncias do país, que serão os cabeças-de-lista mais votados dos partidos concorrentes.

A eleição dos governadores provinciais é uma velha aspiração da Renamo (principal partido da oposição), para tentar chegar ao poder nas regiões, e decorre da aprovação de um novo pacote de descentralização, no âmbito das negociações para o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo, assinado no dia 06 de agosto entre Filipe Nyusi e Ossufo Momade.

Como em ocasiões anteriores, também este ano a violência marcou a campanha eleitoral, tendo sido registado pela Polícia da República de Moçambique (PRM), até esta segunda-feira, um total de 19 mortes, dos quais uma parte decorrentes de acidentes de viação. Organizações de observação apontam no entanto para cerca de 40 mortes entre acidentes de viação, confrontos e ataques envolvendo membros de diferentes partidos ou pessoas ligadas ao processo eleitoral.

O caso que motivou repúdio generalizado aconteceu na segunda-feira, dia 07, quando um grupo de polícias terá perseguido e matado a tiro um dirigente de uma organização e observador eleitoral, reacendendo o debate sobre outros homicídios de figuras públicas críticas do poder e que nunca foram julgados.

A Comissão Nacional de Eleições anunciou já ter credenciado cerca de 19 mil observadores, havendo ainda pedidos pendentes.

Na província de Cabo Delgado, 10 mesas de voto, onde estão inscritos 5.400 eleitores, não vão abrir devido à destruição provocada pelos ataques armados que têm atingido aquela região do norte do país.

A votação vai decorrer em todo o país das 07:00 até às 18:00 (menos uma hora em Lisboa), sendo que cada mesa de voto só encerra quando for atendida a última pessoa que àquela hora estiver na fila para votar.

Haverá 20.162 mesas de voto em território moçambicano, mais 407 no estrangeiro.

Mulheres que tentaram explodir carro em Notre-Dame condenadas a 25 e 30 anos

As duas mulheres que foram acusadas em 2016 de tentarem explodir um carro junto da Catedral de Notre-Dame, em França, foram esta segunda-feira condenadas a 25 e 30 anos de prisão pelo seu papel na ‘jihad’.

A decisão, tomada pelo Tribunal Especial de Paris, demorou mais de 10 horas depois de a Procuradoria-geral ter pedido prisão perpétua para quatro das seis mulheres em julgamento.

As mulheres foram detidas em setembro de 2016 nos arredores de Paris por alegadas atividades terroristas, depois de terem tentado explodir um carro com botijas de gás nas proximidades da Catedral de Notre-Dame.

Carro carregado com cilindros de gás foi encontrado perto da catedral de Notre Dame, em Paris. Foto: DR

Na altura, o ministro francês do Interior disse que as mulheres, então com idades entre os 19 e os 39 anos, tinham sido « radicalizadas e fanatizadas » por Rachid Kassim, propagandista do grupo Estado Islâmico, e preparavam outras ações terroristas.

Ao ouvir a sentença, Ornella Gilligmann, mãe de três filhos, explodiu em lágrimas, enquanto Ines Madani permaneceu impassível.

Hoje com 22 e 42 anos, as acusadas foram apontadas pelos juízes como tendo tentado preparar « uma carnificina », ajudadas por Sarah Hervouët e Amel Sakaou, também consideradas ‘jihadistas’ e condenadas a 20 anos de prisão.

Outras duas acusadas, ​​​​​​​Samia Chalel e Ines Madani, suspeitas de ajudarem na fuga das duas mulheres que tentaram explodir a viatura, foram condenadas a cinco anos de prisão, tendo esta última sido a única a receber a sentença com um sorriso.

 

Alfa/JN