« Falta de respeito pelo voto dos emigrantes »

Legislativas portuguesas.

Hà demasiada pressa a dominar a informação e a formação do Governo. E falta respeito pelo voto dos emigrantes, cujo resultado nem sequer é ainda conhecido. Os deputados da emigração não contam para nada. 

Volte a ouvir aqui a crónica Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:

 

ÁUDIO-Cancro da Próstata. O PR. ALEXANDRE DE LA TAILLE NO PROGRAMA DA SAÚDE “JE VAIS BIEN ET VOUS”

Áudio: Já está disponível o podcast do programa da Saúde n°20 “Je vais bien et vous” de Suzette Fernandes com o professor Alexandre DE LA TAILLE Cirurgião e Urulogista no Hospital Henri Mondor.

O tema desta semana é o Cancro da Próstata.

 

 

Olga Tokarczuk e Peter Handke são Prémio Nobel da Literatura 2018 e 2019

Escritores Olga Tokarczuk e Peter Handke vencem Prémio Nobel da Literatura 2018 e 2019

 

 

 

Alfa/Lusa

A escritora polaca Olga Tokarczuk e o austríaco Peter Handke foram distinguidos com o Prémio Nobel da Literatura de 2018 e 2019, respetivamente, anunciou hoje a Academia Sueca.

Os prémios Nobel da Literatura de 2018 e 2019 foram anunciados hoje em Estocolmo pela Academia Sueca, depois de um interregno de um ano, devido a um escândalo de abuso sexual e crimes financeiros que abalou a organização.

A Academia Sueca atribuiu o Nobel da Literatura de 2018 a Olga Tokarczuk, de 57 anos, “por uma imaginação narrativa que, com paixão enciclopédica, representa o cruzamento de fronteiras como uma forma de vida”.

A escritora, para a Academia Sueca, “nunca vê a realidade como algo estável ou permanente” e “constrói os seus romances numa tensão entre opostos culturais; natureza ‘versus’ cultura, razão ‘versus’ loucura, masculino ‘versus’ feminino, casa ‘versus’ alienação”.

A “grande obra” da laureada até ao momento é, para a academia, o “impressionante romance histórico ‘Ksiegi Jakubowe’ [Os Livros de Jacob’ em tradução livre] », publicado em 2014 e sem edição em português. Olga Tokarczuk mostra neste trabalho “a suprema capacidade do romance de representar um caso quase além da compreensão humana”.

« Viagens » é o livro até agora disponível em Portugal de Olga Tokarczuk, a 15.ª mulher distinguida com o Nobel da Literatura, em 116 premiados.

O Nobel da Literatura de 2019 foi atribuído a Peter Handke, de 76 anos, “por um trabalho influente que, com engenho linguístico, explorou a periferia e a especificidade da experiência humana”.

Para a Academia Sueca, a “arte peculiar” de Peter Handke é “a extraordinária atenção às paisagens e a presença material do mundo, que fez do cinema e da pintura duas das suas maiores fontes de inspiração”.

Peter Handke, “tendo produzido um grande número de obras em vários géneros, estabeleceu-se como um dos mais influentes escritores na Europa, após a Segunda Guerra Mundial”.

« A Mulher Canhota », « A Angústia do Guarda Redes antes do Penalti » são alguns dos livros de Peter Handke editados em Portugal. « Os Belos Dias de Aranjuez – Um diálogo de Verão » foi publicado em 2014 pela Documenta.

Segundo o secretário da Academia Sueca, Anders Olsson, a lista de finalistas do Nobel da Literatura de 2018 e 2019 era composta por oito nomes.

Os laureados recebem, cada um, um prémio monetário de nove milhões de coroas suecas (cerca de 830 mil euros), uma medalha de ouro e um diploma, que serão entregues numa cerimónia em Estocolmo, a 10 de dezembro.

Um total de 116 escritores – dos quais 15 mulheres – já foram distinguidos com o Prémio Nobel da Literatura, atribuído desde 1901.

Apenas um autor de língua portuguesa foi premiado: o português José Saramago, em 1998.

Comissária designada pela França para a UE chumba no PE

PE ‘chumba’ comissária designada por França

PE chumba comissária designada por França

Alfa/Lusa

O Parlamento Europeu rejeitou hoje a nomeação de Sylvie Goulard como comissária europeia do Mercado Interno no futuro executivo de Ursula Von der Leyen, revelaram à Lusa fontes parlamentares.

O parecer negativo dos eurodeputados das comissões parlamentares do Mercado Interno e da Indústria – 82 votaram contra a nomeação da francesa, 29 a favor e um absteve-se – prende-se com a recusa de Sylvie Goulard em apresentar a demissão do cargo de comissária europeia caso seja acusada no processo dos empregos fictícios de assistentes do seu partido, o MoDem, no PE, o mesmo que a levou a demitir-se do Governo francês em junho de 2017, apenas um mês após ter assumido a pasta da Defesa.

Depois ter sido ouvida novamente esta manhã, a candidata francesa não conseguiu reunir uma maioria de apoio de 2/3 entre os coordenadores das comissões parlamentares do Mercado Interno e da Indústria, responsáveis pelo seu parecer, pelo que foi convocada uma reunião geral das duas comissões para decidir, numa votação por maioria simples, se Goulard possuía ou não as competências necessárias para integrar o colégio de comissários e para desempenhar as funções específicas que lhes foram confiadas.

Comemoração do Centenário do Ensino de Português na Universidade em França. Veja o programa

Comunicação oficial da Embaixada de Portugal:

« Nos próximos dias 18 e 19 de outubro decorre um Colóquio Internacional a pretexto da Comemoração do Centenário do Ensino de Português na Universidade em França.

A Sessão Inaugural terá lugar na Sorbonne na sexta-feira, dia 18 de outubro, às 09h30 com a presença de S.Exa. o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Professor Dr. Augusto Santos Silva, bem como do Reitor Chanceler da Academia de Paris, Professor Doutor Gilles Pécout, para além dos Embaixadores dos países da CPLP e representantes da UNESCO, do Camões I.P e outras entidades francesas e portuguesas. »

OCDE alerta que 92 milhões estão em risco de vida por causa de obesidade

Um quarto dos cidadãos sofre de obesidade nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, que alerta que 92 milhões de vidas estão em risco por causa duma doença que custa 385 mil milhões de euros anualmente.

Num relatório hoje divulgado sobre o « pesado fardo da obesidade » nas sociedades e economias, a OCDE defende que a prevenção é essencial para salvar vidas e para evitar as perdas económicas da obesidade, que estimam custar uma média de 3,3% dos produtos internos brutos todos os anos.

« Nas próximas três décadas, o excesso de peso fará 93 milhões de mortos na OCDE com a obesidade e doenças relacionadas a reduzirem a esperança de vida em três anos até 2050 », afirma a organização, que considera « urgente aumentar os investimentos em políticas que promovam estilos de vida saudáveis », o que será « um excelente investimento ».

Entre os países da OCDE, a taxa de obesidade entre a população adulta aumentou de 21% em 2010 para 24% em 2016, o que representou mais cinquenta milhões de pessoas a tornarem-se obesas, enquanto a disponibilidade de calorias aumentou 20% nas últimas cinco décadas.

Para construir o relatório foram analisados os custos no setor da saúde, sociais e económicos de uma população cada vez mais obesa em 52 países, incluindo os membros da OCDE, União Europeia e G20, estimando-se que gastem 385 mil milhões de euros por ano a tratar problemas relacionados.

Os países da OCDE gastam em média 8,4% dos seus orçamentos para a saúde a tratar doenças relacionadas com o excesso de peso, sejam diabetes (70% dos casos são pessoas com peso a mais), cancro (9%) ou doenças cardíacas 23%).

« Cada dólar gasto na prevenção da obesidade gera um retorno económico seis vezes superior », conclui a organização, salientando que « as crianças, em particular, estão a pagar um preço elevado » quando sofrem de obesidade, que afeta as notas, a assiduidade.

Quanto aos adultos, têm menos 8% de probabilidade de manter o emprego se sofrem de uma doença crónica associada ao excesso de peso e mais 3,4% de probabilidade de ter que faltar.

Nos países da União Europeia, « mulheres e homens no escalão de rendimento mais baixo têm, respetivamente, mais 90% e 50% de probabilidade de sofrer de obesidade ».

A receita, para a OCDE, é agir em setores como etiquetagem de alimentos, regulação de publicidade de comida pouco saudável às crianças e promoção do exercício.

« Uma redução de 20% no conteúdo calórico de comida muito energética poderia ter benefícios significativos para a saúde das pessoas e das economias. Se tal plano fosse aplicado em 42 países por todo o mundo, o modelo da OCDE sugere que mais de um milhão de casos de doenças crónicas por ano poderia ser evitado, especialmente doenças cardíacas », afirma a organização.

Essas políticas iriam ter implicações diretas na indústria alimentar e de bebidas, dos fabricantes aos supermercados, obrigando a custos adicionais para as cumprir, indica a OCDE, que defende que podem ser minimizados se forem alinhados com os ciclos de mudança regulares nos diversos setores.

 

Alfa/Lusa

União Europeia retira Suíça da lista ‘cinzenta’ de paraísos fiscais

Os 28 Estados-membros da União europeia (UE) retiraram hoje a Suíça da denominada lista ‘cinzenta’ de paraísos fiscais, considerando que o país cumpre todos os compromissos de cooperação tributária », foi anunciado.

A Suíça fazia parte da lista denominada ‘cinzenta’ que agrupa todos os maus alunos em matéria fiscal que assumiram compromissos ainda não cumpridos, desde o início de seu estabelecimento pela UE em 05 de dezembro de 2017.

« Se a Suíça sai desta lista, é um sucesso para mim. A melhor lista é a mais curta », afirmou o comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, durante uma conferência de imprensa no Luxemburgo.

Alfa/Lusa

“Confidências (de um homem vulgar)”. Novo álbum de João Pedro Pais a 18 de outubro

“Fazes-me Falta” é a música de apresentação que já se encontra disponível e que pode ouvir na Rádio Alfa. Produzido por Benjamim e composto por 10 novas canções, “Confidências (de um homem vulgar)” vai ser editado, com o selo da Sony Music Portugal, no dia 18 de Outubro.

João Pedro Pais vai levar estas novas canções ao palco do Altice Braga, no dia 2 de Novembro, e do Teatro Tivoli BBVA, no dia 9. Estas serão oportunidades imperdíveis para descobrir os momentos que, muito em breve, se vão traduzir em novos clássicos de uma caminhada que, há muito, se mostrou ímpar.

Com mais de 20 anos de carreira, João Pedro Pais mantém-se com a mesma entrega dos primeiros acordes: a prova está em “Fazes-me Falta”, o seu novo single, que antecipa a edição de “Confidências (de um homem vulgar)”.

Enquanto pudermos dar, temos vontade e crer”, ouve-se na primeira amostra do seu novo álbum de originais, totalmente escrito por João Pedro Pais, que, em disco, surge acompanhado por Benjamim (Bateria, Percussão, Baixo, Guitarra Acústica, Piano, Teclados e Coros), Sérgio Mendes (Guitarra Eléctrica) e Mariana Norton (Coros).

“Fazes-me Falta” é a perfeita assinatura da obra de João Pedro Pais, uma canção com a alma desperta e desnuda, num ambiente intimista, por entre palavras suaves e guitarras dedilhadas, marcada pela sua incontornável voz, tão áspera e crua quanto emotiva e honesta.

Um homem não esmorece e luta até ao fim”, canta João Pedro Pais em “Fazes-me Falta”. João Pedro Pais nunca esmoreceu e, sim, já nos fazia falta uma canção assim.

João Pedro Pais estará em concerto em França no sábado 14 de Março em Ormesson sur Marne.

 

Alfa/Sony Music

« Às vezes o PSD parece a gaiola das malucas »

Morais Sarmento: « Às vezes o PSD parece a gaiola das malucas ». O vice-presidente do PSD acredita que a estratégia de Rui Rio foi a acertada e que não é responsável avançar para uma luta fratricida. Em entrevista, Morais Sarmento critica Montenegro e os putativos candidatos, relembra a ascensão de Durão Barroso mesmo depois de duas derrotas eleitorais e acena com uma crise governativa num horizonte próximo

 

FOTO NUNO BOTELHO

 

 

Alfa/Expresso. Por Miguel Santos Carrapatoso

Nuno Morais Sarmento considera que os resultados nas europeias e nas legislativas não são « impeditivos » para a continuidade de Rui Rio na liderança do PSD. Mesmo reconhecendo que o score eleitoral de domingo foi « curto », o vice-presidente do partido acredita que a estratégia até aqui seguida é a correta e que não há ninguém com um perfil mais indicado do que Rio para seguir na presidência social-democrata.

Em entrevista à RTP3, Morais Sarmento salvaguardou que a decisão de Rui Rio de se recandidatar ou não cabe ao próprio, deixando, ainda assim, uma garantia: « Sei que Rui Rio entende como eu que seria absolutamente irresponsável que houvesse decisões ou demissões antes de haver Governo e de sabermos que Governo ».

« Rui Rio tomará a sua decisão consoante a utilidade que ele vir para o país na sua permanência ou na sua saída da direção do PSD. Nunca vi ninguém ter esta noção. Para ele é cartesiano », acrescentou. Sinais importantes deixados pelo vice de Rio, que se referia à vocação (e objetivo assumido) do líder social-democrata para chegar a grandes reformas regime, neste caso com o PS.

Ao mesmo tempo, no entanto, Morais Sarmento reconheceu que essa possibilidade – a de o PS procurar o PSD para esses mesmos acordos – é diminuta, uma vez que, ao contrário do que aconteceu na anterior legislatura, este será declaradamente um « governo das esquerdas ».

Ou seja, esse parece ser um beco sem saída. A outra hipótese é esperar que uma crise económica (e por arrasto política) venha a derrubar António Costa – à semelhança do que aconteceu com António Guterres, exemplo que Morais Sarmento, então um dos mais próximos de Durão Barroso, fez questão de relembrar pelo menos duas vezes. « Basta as taxas de juro subirem 4 ou 5 pontos e o país está a pedir ajuda a Bruxelas. Nesse dia quero saber como é que os portugueses vão olhar para quem nos esteve a governar », sugeriu o social-democrata.

Apostado num prazo de validade muito curto para o próximo Governo, Morais Sarmento lembrou precisamente a disputa Barroso-Guterres. « Durão Barroso perdeu as europeias, perdeu as legislativas e em dois anos estávamos no pântano e na demissão de António Guterres. »

RIO TEM MAIS « BAGAGEM » QUE MONTENEGRO

Voltando ao presente ou, pelo menos, ao passadMoraiso mais recente. Em relação ao resultado de domingo, que embora « curto » não foi « desastroso », Morais Sarmento recuperou um argumento já ensaiado por Rui Rio na noite eleitoral: a percentagem de votos alcançada nos concelhos de Lisboa (25%) e no Porto (34%) é muito superior à alcançada nas autárquicas de 2017 – as últimas eleições disputadas durante a liderança de Pedro Passos Coelho. « A estratégia de recolocação ao centro do PSD e na fase final a pessoa de Rui Rio foi aquilo que permitiu evitar um resultado próximo das autárquicas », argumentou.

Recuando aos tempos em que foi um dos mais próximos conselheiros de Durão Barroso, Morais Sarmento argumentou que até aí, e apesar da oposição de Pedro Santana Lopes e Luís Marques Mendes (desafiaram Barroso na sequência da derrota contra Guterres, em 1999), o então líder do PSD teve tempo « para construir » um projeto. Agora não. « Às vezes a disputa interna no PSD parece a gaiola das malucas », disse.

Mas para Morais Sarmento, que nesta entrevista a Vítor Gonçalves não escondeu a pouca simpatia que nutre por Marques Mendes, até eles – o atual comentador da SIC e Pedro Santana Lopes – estão « muito longe do nível desses candidatos », os putativos que avançarão contra Rio.

No dia em que Luís Montenegro formalizou essa pretensão – Miguel Pinto Luz fá-lo-á em breve -, Morais Sarmento não esqueceu o antigo líder parlamentar do PSD. « Em termos de bagagem, reconheço outra competência técnica, outra experiência outra capacidade de relação com os portugueses a Rui Rio do que a Luís Montenegro », disse.

Além disso, Morais Sarmento disse não reconhecer qualquer « estratégia alternativa » a Montenegro a não ser a de insistir que Rui Rio deveria ter feito uma oposição « mais agressiva ». « Vimos outros a optar por esse caminho e terem mais resultados », provocou o vice-presidente, referindo-se a Assunção Cristas e ao CDS.

Quem também não se livrou de uma crítica implícita foi Miguel Morgado, outro dos putativos candidatos à sucessão de Rio, que na terça-feira deu uma entrevista à SIC defendendo, mais uma vez, que deve ser o PSD a promover a refundação da direita. « Há até quem entenda que temos de refundar a direita e que o PSD é um instrumento. E eu digo: não façam filhos em barriga alheia. Façam isso em partidos de direita », atirou Sarmento.

Numa entrevista em que preferiu não comentar se as declarações de Cavaco Silva eram ou não um puxar de tapete a Rui Rio, Morais Sarmento não resistiu em dar uma alfinetada ao atual Presidente da República. “Mesmo nos momentos em que o Governo viveu dificuldades Marcelo Rebelo de Sousa foi um conforto.”

Frase do dia. Diáspora. « Portugueses de segunda »

Portugueses de segunda 

« Existem ainda 4 deputados por eleger nos círculos da diáspora. Isso não impediu a indigitação do vencedor para formar governo. Se fosse futebol, seria como entregar a taça antes de soar o apito final ».

In Observador, por Alexandre Homem Cristo

Ouça também hoje, no mesmo sentido, na Rádio Alfa, a crónica de Carlos Pereira.