Melhoria de ‘rating’ da Fitch coloca Portugal ao nível de França e Bélgica – Governo

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A melhoria do ‘rating’ de Portugal pela agência Fitch, para ‘A+’, coloca o país ao nível de França e Bélgica, demonstrando ainda a «confiança dos investidores internacionais», disse o Ministério das Finanças.

A Fitch subiu hoje o ‘rating’ de Portugal de ‘A’ para ‘A+’, com ‘outlook’ (perspetiva) estável, adiantou a agência, numa nota divulgada no seu ‘site’

Numa reação, o Ministério das Finanças garantiu que «esta revisão, que é a segunda subida de ‘rating’ da República promovida pela Fitch, desde abril de 2024, demonstra assim a confiança dos investidores internacionais na economia portuguesa».

«Se considerarmos as subidas promovidas pela S&P (uma em fevereiro de 2025 de A- para A e outra em agosto de 2025 de A para A+) esta é já a quarta revisão de ‘rating’ que o país regista nos últimos dois anos», referiu.

Assim, disse a tutela, na Fitch, Portugal « passa assim a ter um ‘rating’ igual ao de França, Bélgica, Estónia, Lituânia, Eslovénia e Malta, sendo que apenas 6 países da Zona Euro têm neste momento uma classificação superior».

Citado no comunicado, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse que esta subida do ‘rating’ é «mais uma grande vitória de Portugal, em particular, quando esta melhoria acontece num contexto geopolítico e económico ainda marcado por incerteza e instabilidade».

« A subida reflete o reforço das finanças públicas de Portugal, incluindo uma trajetória projetada de redução da dívida pública e saldos orçamentais consideravelmente mais fortes do que os dos seus pares, sustentados por um forte compromisso político com a prudência orçamental », disse a Fitch, em comunicado.

Segundo a agência, os ‘ratings’ de Portugal são «sustentados por indicadores de governação superiores à mediana da categoria ‘A’, com as suas «forças institucionais alicerçadas na sua integração na União Europeia e zona euro».

O ‘rating’ é uma avaliação atribuída pelas agências de notação financeira, com grande impacto para o financiamento dos países e das empresas, uma vez que avalia o risco de crédito.

 

Com Agência Lusa.

Liga. Benfica e Braga vencem

O Benfica venceu por 0-3 na visita ao Marítimo, com um ‘bis’ de Leandro Barreiro e um golo de Prestianni, na quinta jornada da I Liga de futebol, e juntou-se, à condição, ao Sporting no segundo lugar.

No Estádio da Madeira, no Funchal, o médio luxemburguês Leandro Barreiro inaugurou o marcador, aos sete minutos, e voltou a marcar aos 71, antes de o avançado argentino Prestianni fixar o resultado final, aos 81.

Os ‘encarnados’, que na quarta-feira visitam o Moreirense no jogo em atraso da terceira jornada, seguem com 10 pontos, em igualdade com o rival lisboeta, que ainda hoje joga com o Nacional, ambos a cinco do líder FC Porto, enquanto o Marítimo é oitavo, com sete.

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‘Bis’ de Pau Victor garante triunfo por 2-1 do Sporting de Braga em Alverca

SC Braga player FranPau Victor (R) and Alverca Zakaria Kessary (L) , during the Portuguese First League soccer match held at Complexo Desportivo do FC Alverca in Alverca, Lisbon, Portugal, 05 September 2026. FILIPE AMORIM/LUSA

Um ‘bis’ de Pau Victor permitiu hoje a reviravolta do Sporting de Braga e o triunfo por 2-1 na visita ao Alverca, em jogo da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol.

O avançado espanhol marcou aos 50 e 60 minutos do encontro, já depois de Chiquinho ter colocado a equipa da casa, que continua sem triunfos na edição 2026/27 da I Liga, em vantagem, aos 27, na conversão de uma grande penalidade.

O Sporting de Braga, que tem menos dois jogos disputados, segue no sétimo lugar, com sete pontos, enquanto o Alverca, que nas rondas anteriores somou dois empates e duas derrotas, é 16.º, com dois.

 

Resultados da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 04 set:

FC Porto – Moreirense, 2-1 (1-1 ao intervalo)

– Sábado, 05 set:

Estrela Amadora – Famalicão, 2-2 (0-1)

Marítimo – Benfica, 0-3 (0-1)

Alverca – Sporting de Braga, 1-2 (1-0)

Sporting – Nacional, 21:30

– Domingo, 06 set:

Santa Clara – Rio Ave, 16:30

Vitória de Guimarães – Casa Pia, 19:00

Gil Vicente – Académico de Viseu, 21:30

– Segunda-feira, 07 set:

Estoril Praia – Arouca, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Passagem de Nível – Domingo 06 de Setembro de 2026. Os destaques

«Passagem de nível» na Radio Alfa, Apresentação e Coordenação de Artur Silva. Domingo dia 06 de Setembro de 2026, Entre as 12h00 e as 14h00.

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-Rede de cursos do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) perde professores no ano lectivo 2026-2027, a França terá 6 docentes a menos, e no actual ano lectivo (2025-2026), aqui em França, cerca de 20 horários ficaram por assegurar, segundo um comunicado da Federação Nacional da Educação (FNE).

Convidada : Teresa Duarte Soares, secretária-geral do Sindicado dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL), aderente da FNE.
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Ensino de Português no Estrangeiro (EPE).
Já em 2011, tinha sido suprimidos 20 postos de professores em França, acabando as aulas no final do 1° trimestre, o que levantou protestos e manifestações em frente da Embaixada de Portugal em Paris. Apontamentos de reportagem realizados nos dias 7 de 17 de dezembro de 2011.
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Ensino Português no Estrangeiro (EPE) perde professores no ano lectivo 2026-2027.
Livros :
-A sombra dos heróis – A história desconhecida dos Resistentes portugueses que lutaram contra o nazismo, do jornalista José Manuel Barata Feyo, publicado pela editora Clube do Autor (2019).
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A história desconhecida dos Resistentes portugueses que lutaram contra o nazismo.
-Les Rebelados du Cap-Vert – L’histoire d’une révolte, da jornalista Françoise Ascher, Editions L’Harmattan (2010)
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Les Rebelados du Cap-Vert da jornalista Françoise Ascher, Editions L’Harmattan (2010).
Passagem de nível » na Radio Alfa 
Apresentação e Coordenação: Artur Silva
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Jornalista Artur Silva.
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Nota: Emissão com redifusão no na noite de 3a para 4a feira, a partir das 0h00 e no podcast www.radioalfa.net
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Zonas de difusão da Radio Alfa : FM (98.6): Paris et région parisienne
Dab+ : Paris, Lyon, Strasbourg, Monaco et Côte d’Azur e www.radioalfa.net

FC Porto dá a volta ao resultado e vence Moreirense

O FC Porto venceu na receção ao Moreirense, por 2-1, na abertura da quinta jornada da I Liga de futebol, e continua só com triunfos, num jogo em que entrou a perder e viu Froholdt sair de maca.

No Estádio do Dragão, o Moreirense adiantou-se no marcador aos 20 minutos, com um golo de Dinis Pinto, o primeiro da época sofrido pelo FC Porto, mas os ‘dragões’ deram a volta ao marcador com tentos do polaco Bednarek, aos 20, e do brasileiro William Gomes, aos 58.

Aos 90 minutos, Guilherme Liberato foi expulso com vermelho direto e deixou o Moreirense com 10, após um lance com o médio Froholdt, que deixou o dinamarquês maltratado no relvado após uma pancada na cabeça, abandonando o relvado de maca.

Com este resultado, o campeão FC Porto segue isolado na frente, com 15 pontos, mais cinco do que o Sporting, que joga sábado com o Nacional, enquanto o Moreirense sofreu a segunda derrota e é 11.º, com quatro.

 

Resultados da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 04 set:

FC Porto – Moreirense, 2-1 (1-1 ao intervalo)

– Sábado, 05 set:

Estrela Amadora – Famalicão, 16:30

Marítimo – Benfica, 19:00

Alverca – Sporting de Braga, 19:00

Sporting – Nacional, 21:30

– Domingo, 06 set:

Santa Clara – Rio Ave, 16:30

Vitória de Guimarães – Casa Pia, 19:00

Gil Vicente – Académico de Viseu, 21:30

– Segunda-feira, 07 set:

Estoril Praia – Arouca, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Alemanha, França e Polónia avisam que responderão a escalada de violência russa na Europa

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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, França e Polónia, membros do Triângulo de Weimar, advertiram hoje de que vão responder ao aumento pela das agressões à Europa, no contexto de uma intensificação da guerra na Ucrânia.

“Haverá consequências” para incidentes como o ataque frustrado com drones explosivos no aeroporto da cidade alemã de Leipzig, que Berlim imputou a Moscovo, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) alemão, Johann Wadephul, no final de uma reunião com os homólogos francês e polaco em Weimar.

Wadephul agradeceu as manifestações de apoio à Alemanha após a denúncia de que a Rússia estava por detrás da tentativa de atentado em Leipzig, sublinhando que “a Europa se mantém unida quando a Rússia tenta destabilizar a segurança e as sociedades” do continente.

“Prosseguimos com o nosso apoio [à Ucrânia] e aumentamos a pressão sobre Moscovo para que embarque em negociações sérias. Os ataques e as ameaças da Rússia são dirigidos a todos nós. Juntos fortalecemos a nossa resistência”, afirmou o MNE alemão, apelando para uma Europa “capaz de agir e forte”.

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Noel Barrot, alertou a Rússia de que “a Europa responderá a atos de gravidade” como o ocorrido no aeroporto de Leipzig, no leste da Alemanha.

“É evidente que, quando a integridade territorial da União Europeia, do território da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) ou dos nossos processos eleitorais é ameaçada — em suma, sempre que o coração dos nossos Estados e das nossas democracias for atacado, mesmo que esses ataques sejam híbridos —, nós responderemos”, sublinhou.

“Que imagem projetaríamos se fôssemos incapazes de responder quando é atacado o mais essencial, em relação ao que nunca se pode transigir?”, questionou o MNE francês, repetindo que sempre que tais incidentes ocorram, “haverá consequências”.

Barrot atribuiu também uma renovada intensidade à ofensiva do Kremlin no conflito na Ucrânia, afirmando: “A Ucrânia é que está a sofrer a agressão, mas a Europa está a ser vítima de uma agressividade redobrada por parte da Rússia desde 24 de fevereiro de 2022”.

Ao passo que, por seu lado, a Europa, assegurou, não demonstrou “agressividade” contra a Rússia ou o seu Presidente, Vladimir Putin, que, na sua opinião, “está a aumentar a tensão e a ir cada vez mais longe” no conflito. Em todo o caso, instou a que se separe o Kremlin do povo russo, depois de vincar que este “está a sofrer com as decisões imperialistas e coloniais de Putin”, “com racionamento de energia, vendo 35 mil soldados morrerem nas linhas da frente todos os meses e assistindo ao colapso da economia”.

O MNE polaco, Radoslaw Sikorski, por sua vez, expressou o apoio do seu país à Alemanha, na reação perante o atentado fracassado. “Não queremos que as nossas fronteiras sejam violadas sem que haja consequências. Não aceitamos ataques às nossas infraestruturas ferroviárias, não aceitamos assassínios, nem outras ações desse tipo”, insistiu.

Sikorsky salientou que “este tipo de terrorismo” por parte da Rússia é um problema “para toda a Aliança”, referindo-se à NATO. “A Rússia de Putin é uma das ameaças mais significativas à paz na Europa. Esta Rússia ameaça destruir a arquitetura de segurança europeia e pretende impor o domínio nas relações internacionais ao invés de as basear na cooperação, e devemos confrontar estas ambições”, argumentou.

Por isso, defendeu que, perante a escalada do conflito no Médio Oriente, mas também na Europa, o caminho para a resolução dos conflitos deve ser “a cooperação e o apaziguamento”. “É isso que pretendemos e, neste contexto, a cooperação entre a Europa e os Estados Unidos é fundamental”, acrescentou.

Na terça-feira, a Alemanha anunciou medidas de retaliação contra a Rússia, depois de a ter acusado de enviar no início de agosto um drone carregado com explosivos para o aeroporto de Leipzig, um centro militar fundamental para o Exército alemão e para a NATO.

O drone foi descoberto na área com segurança das operações de carga, perto de vários aviões de carga ucranianos, e um segundo drone atingiu um avião de carga da empresa de distribuição DHL minutos depois.

Segundo a imprensa alemã, um terceiro drone foi posteriormente encontrado no aeroporto, igualmente com vestígios de substâncias explosivas.

Desde o início da guerra na Ucrânia, a Alemanha e vários outros Estados europeus têm regularmente imputado ao Kremlin operações de destabilização, espionagem e sabotagem nos seus territórios.

 

Com Agência Lusa.

FRANÇA: VERÃO DE 2026 FOI O MAIS QUENTE DE SEMPRE

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O verão de 2026 foi o mais quente de sempre registado em França. A afirmação foi feita esta quinta-feira, 3 de setembro, pela ministra da Transição Ecológica, Monique Barbut, durante a apresentação do balanço climático do verão, na sede do Météo-France, perto de Paris.

Segundo a ministra, o verão de 2026 foi o mais quente desde o início dos registos, em 1900.

Monique Barbut considerou que este verão foi particularmente difícil e destacou também a solidariedade demonstrada pelos franceses perante a intensidade dos fenómenos de calor.

A ministra apelou à resiliência e anunciou que deverá apresentar, dentro de alguns dias, um plano plurianual de investimento nesse sentido.

A diretora-geral do Météo-France, Virginie Schwarz, explicou as condições excecionais registadas durante o verão.

Segundo a responsável, as condições anticiclónicas persistiram em França durante toda a estação e, associadas às alterações climáticas, explicam a manutenção das temperaturas elevadas, a ausência de chuva e a seca dos solos.

Virginie Schwarz foi ainda mais longe, afirmando que este verão teria sido praticamente impossível sem as alterações climáticas.

 

Com Agências.

Acidente/Elevador: Um ano após acidente é dia de homenagear as vítimas – Moedas

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o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, considerou que hoje é dia para recordar as vítimas, em declarações após a cerimónia que assinalou um ano do descarrilamento do elevador da Glória, que fez 16 mortos e 24 feridos.

“É um dia para homenagear e mostrar a nossa solidariedade e é também um dia de gratidão. Homenagear aqueles que partiram, que já não estão entre nós, é esse o nosso dever, da nossa memória”, disse Carlos Moedas aos jornalistas, no final da cerimónia.

Para o autarca, não se pode esquecer “nunca nenhum dos nomes” dos que perderam as suas vidas no acidente de 03 de setembro de 2025.

Carlos Moedas frisou que não se pode “nunca esquecer aquilo que eles eram, aquilo que eles fizeram, as pessoas que eram, esse [é um] dever de memória. É o dever que os lisboetas têm perante esta tragédia”, salientou.

A cerimónia decorreu no Largo do Oliveirinha, junto à Calçada da Glória, no dia em que passa um ano sobre o acidente, com a presença, entre outros, de familiares das vítimas.

Foram depositadas várias coroas de flores, na maioria brancas, mas havia também uma com as cores da bandeira francesa, nacionalidade de uma das vítimas.

No largo foi colocada uma oliveira de 150 anos e 16 blocos em calcário assinalam o aniversario sobre o descarrilamento na Glória que fez 16 mortos e 24 feridos de 15 nacionalidades.

A composição do memorial integra uma oliveira adulta implantada em caldeira circular e rodeada por “16 blocos pétreos em calcário” com “alturas diferenciadas e superfícies preparadas para gravação dos nomes das vítimas”.

Questionado pelos jornalistas sobre a carta aberta das famílias das vítimas que refere que no último ano só foram contactadas pela autarquia a convidarem para a inauguração do memorial, Carlos Moedas foi parco em explicações.

“Não me levem a mal. Eu penso que hoje é um momento… E não me levem a mal, eu percebo as perguntas (…) as respostas têm sido dadas. A Câmara esteve sempre presente, está presente e estará sempre presente”, disse o presidente da CML.

Pelas 09:00, quando a maioria dos familiares das vítimas se encontrava no local, Carlos Moedas chegou acompanhado do patriarca de Lisboa, Rui Valério.

Ambos cumprimentarem os familiares, que se encontravam de um dos lados da oliveira, um pouco resguardados das câmaras dos jornalistas, e visivelmente emocionados.

Rui Valério fez uma pequena oração, abençoou a oliveira e lembrou aos presentes que “o passar dos dias não apaga as ausências”.

Fez-se depois um minuto de silêncio.

No final, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa abraçou familiares das vítimas, tendo em conta que quatro dos portugueses mortos eram funcionários da instituição.

 

Vítimas e famílias afetadas sentem-se “esquecidas” pela Câmara de Lisboa

Vítimas e famílias afetadas pelo descarrilamento do elevador da Glória revelaram, numa carta aberta, que se sentiram “esquecidas” pela Câmara de Lisboa ao longo deste ano, referindo que “o único contacto direto” foi para a inauguração hoje do memorial.

“Um ano depois, continuamos à espera de respostas, apoio e responsabilização”, lê-se numa carta aberta de vítimas e famílias afetadas pelo acidente com o elevador da Glória, escrita em inglês e endereçada à comunicação social, e a que a agência Lusa teve hoje acesso.

Assinalando um ano desde o descarrilamento do elevador da Glória, que ocorreu a 03 de setembro de 2025 e provocou 16 mortos e 24 feridos, sobretudo turistas estrangeiros, familiares das vítimas mortais e sobreviventes do acidente reforçaram que há “uma dor que ainda não desapareceu”.

“Um ano depois, nós, as vítimas e as famílias afetadas, sentimos que precisamos de falar. Sabemos que a investigação ainda está em curso e que respostas verdadeiras levam tempo. Não estamos a pedir a ninguém que se apresse ou que tire conclusões antes de os factos serem conhecidos. O que estamos a pedir é muito mais simples: comunicação, transparência, apoio, responsabilização”, lê-se na carta aberta.

Para a maioria das vítimas e famílias afetadas, este primeiro ano desde o acidente não foi apenas dedicado ao luto: “Foi também sobre não saber, esperar por informações que nunca chegam e sentir que ninguém está realmente a falar connosco.”

“Isto tem sido especialmente difícil para as famílias que vivem fora de Portugal. Durante um ano inteiro, muitas de nós receberam apenas uma comunicação direta por parte da Câmara Municipal de Lisboa: um convite para a inauguração do memorial. Compreendemos a importância do memorial e estamos gratos por as vítimas estarem a ser lembradas. Mas, quando esse convite é essencialmente o único contacto direto que tivemos da cidade em 12 meses, é difícil não sentir que fomos esquecidos”, expressaram.

De acordo com as vítimas e famílias afetadas, esse convite também mencionava que não estariam presentes jornalistas, por respeito à privacidade dos familiares.

“Compreendemos a intenção. Mas, para muitos de nós, pareceu que algo estava errado. Depois de um ano de silêncio, o que precisávamos não era de ser protegidos da conversa pública, precisávamos finalmente de fazer parte dela”, sublinharam.

Por isso, neste primeiro ano desde a tragédia do elevador da Glória, as vítimas e famílias afetadas realçaram a importância de serem ouvidas.

“Acreditamos que é importante que as pessoas ouçam diretamente aqueles que continuam a viver com as consequências do que aconteceu”, reforçaram.

Questionado pelos jornalistas sobre esta carta aberta, no final da cerimónia de inauguração do memorial às vítimas, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML, Carlos Moedas (PSD), foi parco em explicações: “Não me levem a mal, eu percebo as perguntas […] as respostas têm sido dadas. A Câmara esteve sempre presente, está presente e estará sempre presente.”

“É um dia para homenagear e mostrar a nossa solidariedade e é também um dia de gratidão. Homenagear aqueles que partiram, que já não estão entre nós, é esse o nosso dever, da nossa memória”, disse Carlos Moedas.

O memorial de homenagem às vítimas localiza-se no Largo da Oliveirinha, junto à Calçada da Glória, onde ocorreu o acidente, e é composto por uma oliveira com 150 anos rodeada por 16 blocos em calcário com os nomes das vítimas.

Passado um ano, dos 40 processos de indemnização a familiares das vítimas mortais e a sobreviventes do acidente, apenas se encontram concluídos quatro, segundo informação da seguradora da empresa municipal Carris, a Fidelidade.

As investigações do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) e do Ministério Público às causas e responsabilidades do acidente ainda estão em curso, prevendo-se conclusões “até ao final do primeiro trimestre de 2027”.

 

Com Agência Lusa.

« À tire-d’aile » (saison 2, n°1) – Le grand silence de l’été – ALFA 10/13 et LPO

Chaque mois, l’ALFA 10/13 propose un rendez-vous consacré à l’ornithologie : « À tire-d’aile ». Animée par Frédéric Malher, délégué scientifique de la LPO Île-de-France, cette rubrique met en lumière, pour la deuxième saison consécutive, la richesse du monde des oiseaux et les actions menées par l’association.

Ce mois-ci dans « À tire-d’aile », Frédéric Malher nous parle du grand silence de l’été. L’ornithologue met également un coup de projecteur sur la Cigogne blanche :

 

Où sont passés les oiseaux ? L’été est là et nos jardins semblent soudain beaucoup plus calmes. Pourtant, les oiseaux n’ont pas disparu : ils se font simplement plus discrets. Plusieurs phénomènes expliquent cette baisse d’activité apparente.

Après plusieurs mois consacrés au vol, à la recherche de nourriture et à la reproduction, les plumes s’usent naturellement. Elles sont alors progressivement remplacées : c’est la mue. Ce renouvellement, qui peut s’étaler sur plusieurs semaines, affecte temporairement les capacités de vol de certaines espèces. Plus vulnérables pendant cette période, les oiseaux adoptent un comportement plus discret et recherchent davantage les zones denses où ils peuvent se mettre à couvert.

La reproduction peut également expliquer cette discrétion. Certains adultes continuent en effet à nourrir et protéger leurs jeunes, notamment lorsqu’ils entreprennent une deuxième, voire une troisième nichée. Limiter les chants et les déplacements visibles peut alors contribuer à réduire les risques d’attirer l’attention des prédateurs.

Autre explication : les oiseaux peuvent modifier temporairement leur territoire de recherche alimentaire. En été, la disponibilité des ressources évolue. Des espèces comme le Moineau domestique, le Chardonneret élégant ou l’Étourneau sansonnet peuvent ainsi fréquenter moins assidûment les jardins et se déplacer vers les campagnes, les vergers ou les zones boisées, à la recherche de graines, de céréales ou de baies.

Les fortes chaleurs jouent également un rôle. Pour le Merle noir et d’autres espèces insectivores, l’assèchement et le durcissement des sols peuvent rendre les proies plus difficiles à atteindre. Certains oiseaux sont alors amenés à prospecter d’autres secteurs pour trouver suffisamment de nourriture.

Enfin, l’été constitue une période particulièrement active pour la constitution des réserves. Le Geai des chênes ou le Pic épeiche, par exemple, consacrent une partie de leur temps à stocker de la nourriture. Pour les espèces migratrices, cette période est également déterminante : elles doivent accumuler suffisamment de réserves énergétiques avant leur départ et préparer leur organisme à un déplacement qui peut s’étendre sur plusieurs centaines, voire plusieurs milliers de kilomètres.

Ainsi, derrière le grand silence de l’été se déroule une période particulièrement intense dans la vie des oiseaux : mue, fin de la reproduction, recherche de nourriture, constitution des réserves et, pour certaines espèces, préparation de la prochaine migration.

Avec « À tire-d’aile », l’ALFA 10/13 donne la parole à la LPO, l’un des acteurs majeurs de la protection de la nature en France.

Didier Caramalho

« Compère le Renard se mit un jour en frais,
Et retint à dîner commère la Cigogne.
Le régal fut petit et sans beaucoup d’apprêts :
Le galant pour toute besogne,
Avait un brouet clair ; il vivait chichement.
Ce brouet fut par lui servi sur une assiette :
La Cigogne au long bec n’en put attraper miette ;
Et le drôle eut lapé le tout en un moment.
Pour se venger de cette tromperie,
A quelque temps de là la Cigogne le prie.
« Volontiers, lui dit-il ; car avec mes amis
Je ne fais point cérémonie. »
A l’heure dite, il courut au logis
De la Cigogne son hôtesse ;
Loua très fort la politesse ;
Trouva le dîner cuit à point :
Bon appétit surtout ; renards n’en manquent point.
Il se réjouissait à l’odeur de la viande
Mise en menus morceaux, et qu’il croyait friande.
On servit, pour l’embarrasser,
En un vase à long col et d’étroite embouchure.
Le bec de la Cigogne y pouvait bien passer ;
Mais le museau du sire était d’autre mesure.
Il lui fallut à jeun retourner au logis,
Honteux comme un renard qu’une poule aurait pris,
Serrant la queue, et portant bas l’oreille.
Trompeurs, c’est pour vous que j’écris :
Attendez-vous à la pareille. »
« Le renard et la cigogne », Fables (1668), Jean de la Fontaine

Chega avança com moção de censura ao Governo

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O Chega vai avançar com uma moção de censura ao Governo na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, anunciou hoje o líder do partido, indicando que a iniciativa já foi entregue na Assembleia da República.

O anúncio foi feito por André Ventura em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, acompanhado pelos deputados Cristina Rodrigues, Pedro Frazão e Nuno Gabriel.

« O Chega deu entrada hoje no Parlamento de uma moção de censura com o objetivo claro de censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna, de questionar as razões pelas quais mantém Luís Neves, com todas estas suspeitas, à frente do Ministério da Administração Interna, e tive oportunidade de transmitir, quer ao grupo parlamentar, quer ao governo-sombra e várias instituições do Estado a irreversibilidade desta moção », afirmou.

André Ventura considerou que « se Luís Neves continuar como ministro, o padrão ético em Portugal desapareceu totalmente ».

« Se Luís Neves continuar, deixámos de ter um Governo liderado por Luís Montenegro e passámos a ter um Governo liderado por Luís Neves », defendeu, afirmando que a autoridade do primeiro-ministro « está irremediavelmente colocada em causa ».

 

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

O presidente da Assembleia da República anunciou hoje que convocou para quinta-feira uma conferência de líderes extraordinária para decidir a data em que será debatida e votada a moção de censura do Chega ao Governo.

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”

O presidente do parlamento não se quis pronunciar sobre “a bondade ou oportunidade” desta moção de censura, dizendo tratar-se do “uso normal de uma figura regimental e constitucional”.

“Este ano ainda não tinha havido nenhuma, e, portanto, não compete a mim, enquanto Presidente da Assembleia, pronunciar-me sobre a bondade e a oportunidade da moção”, afirmou.

Aguiar-Branco frisou que o que terá de ser decidido pela conferência de líderes é “a data em que ocorrerá a discussão, a partir do momento em que se conta essa data para a discussão”, pelo facto de se estar fora do período efetivo do funcionamento da Assembleia.

“Eu vou convocar uma conferência de líderes para amanhã, em que participarei de forma remota, para nós podermos definir a data a partir do qual o prazo se conta para a discussão da moção que foi apresentada”, disse.

A reunião vai realizar-se na quinta-feira às 14:30 nos Açores, de onde o presidente do parlamento entrará remotamente, (15:30 em Portugal continental).

Segundo o Regimento da Assembleia da República, o debate de uma moção de censura “inicia-se no terceiro dia parlamentar subsequente » à sua apresentação, e a sua aprovação exige a maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções.

Atualmente, a Assembleia da República encontra-se fora do período efetivo de trabalhos parlamentares, estando em funcionamento a Comissão Permanente, órgão com funções limitadas face ao Plenário constituído pelos 230 deputados, e que tinha reunião marcada para a próxima quarta-feira, dia 9.

O Chega entregou hoje no parlamento uma moção de censura ao Governo intitulada “Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições”.

« O Chega deu entrada hoje no parlamento de uma moção de censura com o objetivo claro de censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna », justificou o presidente do partido, André Ventura.

Caso seja rejeitada, os seus signatários não podem apresentar outra durante a mesma sessão legislativa. Até dia 14, ainda decorre a primeira sessão legislativa da XVII Legislatura, sendo que a próxima tem início a 15 de setembro.

 

Com Agência Lusa.

« Chronique immo » (n°1) – Comment se lancer dans un premier achat immobilier en France et au Portugal ?

« Chronique immo » est une nouvelle rubrique sur Radio Alfa. Chaque semaine, Didier Caramalho s’entretient avec Andrew Moutinho pour aborder un thème lié à l’immobilier. Cette semaine, l’agent immobilier répond à une question cruciale : comment se lancer dans un premier achat immobilier en France et au Portugal ?

 

Contact d’Andrew Moutinho :
01 84 21 08 81
Agence REM/MAX AVA : 22 rue du Landy, 93200, Saint-Denis (France)
https://remax.fr/fr/agence/remax-ava/74958