Tribuna Desportiva – 09 Março de 2026
Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.
Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).
Primeira Hora:
Segunda Hora:
L’univers lumineux de la peintre Gyslaine Lempereur à la MJC de Créteil
À partir du vendredi 13 mars, la MJC de Créteil accueillera l’exposition de la peintre Gyslaine Lempereur, qui présentera au public pas moins de 37 toiles. Le vernissage est prévu à 18h30, et l’exposition restera visible jusqu’au 15 avril.
Didier Caramalho est allé à la rencontre de cette prometteuse artiste le 6 mars dernier dans son atelier à Créteil :
Dans son atelier, où nous l’avons rencontrée vendredi dernier, les couleurs éclatent immédiatement. Sur les murs, les toiles composent un univers foisonnant, peuplé de personnages, de paysages oniriques et de scènes qui semblent toutes raconter une histoire. Une peinture lumineuse et profondément joyeuse, qui invite le visiteur à voyager dans un monde où l’imaginaire tient une place centrale.
L’univers pictural de Gyslaine Lempereur puise dans de nombreuses influences. On y devine l’intensité des couleurs et la matière vibrante de Vincent van Gogh, l’exotisme de Paul Gauguin, les motifs décoratifs et la sensibilité ornementale de Gustav Klimt, ou encore la poésie flottante de Marc Chagall. Mais au-delà des influences, son style affirme une identité très personnelle, nourrie par la littérature, les contes et la culture populaire. Les références qui traversent ses toiles sont nombreuses : l’univers poétique de Le Petit Prince d’Antoine de Saint-Exupéry, mais aussi des clins d’œil à la saga Star Wars ou au monde épique de Le Seigneur des anneaux. Autant d’inspirations qui nourrissent un imaginaire déjà riche et très accessible, où chacun peut retrouver des fragments de ses propres rêves.
Mais la singularité du travail de Gyslaine Lempereur tient aussi à sa méthode de création. L’artiste aime commencer par la tâche de peinture. Sur la toile, les couleurs sont d’abord posées librement, presque spontanément. Puis vient le moment de l’observation : elle regarde, cherche, interprète. Dans ces formes imprévues apparaissent peu à peu des silhouettes, des paysages, des mouvements. « Je lis les tâches de couleurs », explique-t-elle volontiers. À partir de ces traces colorées naît un dessin, puis une scène, et enfin une œuvre complète. Un processus où les formes surgissent peu à peu du hasard et de l’intuition.
Si la peinture occupe une place centrale dans sa démarche artistique, Gyslaine Lempereur explore également d’autres formes d’expression. Elle pratique notamment la sculpture, prolongeant son goût pour les formes et les volumes dans un dialogue constant entre matière et imagination.
Avant l’exposition à la MJC de Créteil, certaines de ses œuvres avaient déjà été présentées dans un lieu emblématique de l’art contemporain : le Carrousel du Louvre. Une expérience marquante qui témoigne du chemin parcouru par l’artiste et de l’intérêt suscité par son travail. Avec cette nouvelle exposition, Gyslaine Lempereur propose au public une immersion dans un univers coloré et poétique, où l’imaginaire, les contes et la culture populaire dialoguent librement.
Du 13 mars au 15 avril, la MJC de Créteil accueille donc les toiles lumineuses et joyeuses de l’artiste Gyslaine Lempereur. Une exposition qui promet de séduire amateurs et passionnés. Alors, foncez !
Didier Caramalho
Festival OLÁ PARIS! confirma sucesso da segunda edição e reforça presença do cinema português em Paris
A segunda edição do OLÁ PARIS!, festival dedicado ao cinema português, terminou no dia 8 de março com um balanço positivo. Ao longo de três dias, o evento confirmou a sua vocação: dar a conhecer ao público parisiense a riqueza do cinema português atual.
Pelo segundo ano consecutivo, o festival teve lugar no cinema Le Club de l’Étoile, em Paris. A programação reuniu, este ano, sete longas-metragens, entre ficção e documentário, cinco das quais apresentadas em anteestreia. Vários dos filmes selecionados tinham já passado por importantes festivais portugueses, oferecendo assim ao público parisiense a oportunidade de descobrir obras que dificilmente chegam aos circuitos de exibição em França.
Entre os momentos fortes desta edição destacou-se a homenagem ao cinema de animação português em curta-metragem, uma escolha que permitiu dar visibilidade a um dos setores mais criativos do cinema nacional. As obras apresentadas revelaram a diversidade de estilos, técnicas e linguagens que marcam a nova geração de criadores portugueses, confirmando a originalidade da animação produzida em Portugal.
Outro dos pontos altos do festival foi a masterclass interativa da realizadora de animação Regina Pessoa, figura de referência neste domínio. Centrada no seu processo criativo, a sessão permitiu ao público mergulhar nos bastidores do trabalho da realizadora, desde as primeiras ideias até à concretização final das obras.
A masterclass despertou grande interesse entre estudantes, profissionais do setor e amantes de cinema, proporcionando um olhar privilegiado sobre as etapas e os desafios da criação no universo da animação. Ao partilhar a sua experiência, Regina Pessoa ofereceu também um testemunho inspirador sobre o percurso de uma autora portuguesa reconhecida internacionalmente.
Para além das projeções, o Festival OLÁ PARIS! afirmou-se também como um espaço de encontro e de diálogo entre artistas, profissionais do setor e público. Ao longo do festival, várias conversas e debates foram organizados após as sessões, permitindo criar momentos de troca direta entre os criadores e os espectadores.
Estes debates foram animados por jornalistas entre os quais Ana Roseira, da emissão Lusitânia da Rádio Aligre, Miguel Martins, da RFI Lusófona, Carlos Pereira, diretor do LusoJornal, e Didier Caramalho, do programa ALFA 10/13 da Rádio Alfa. Num ambiente descontraído e próximo, cineastas, jornalistas e espectadores puderam trocar impressões e partilhar olhares sobre o cinema português contemporâneo.
A abertura oficial do festival tinha tido lugar na quinta-feira 5 de março, durante uma receção organizada no Consulado-Geral de Portugal em Paris. A sessão de apresentação reuniu representantes institucionais, parceiros do festival e jornalistas, num momento que marcou simbolicamente o arranque desta segunda edição do Festival OLÁ PARIS!.
Depois do sucesso desta segunda edição, o festival já olha para o futuro. O Festival OLÁ PARIS! regressará em 2027, com a ambição renovada de continuar a promover e a dar visibilidade ao cinema português contemporâneo junto do público parisiense.
Didier Caramalho

“O cinema é um espaço de resistência e de mudança”, afirma Cléo Diára
Morreu o guitarrista e fadista Carlos Macedo, intérprete de « Até o Rei ia ao Fado »
O fadista e guitarrista Carlos Macedo, eleito rei do fado em Moçambique, em 1972, morreu hoje de manhã, aos 79 anos, no Hospital de Santa Maria, disse à agência Lusa fonte da Casa do Artista.
Com uma carreira de 60 anos, Carlos Macedo foi fadista, guitarrista, autor de poemas – faceta que iniciou ainda menino -, compositor e construtor de guitarras.
O músico gravou os primeiros discos em Moçambique, quando cumpria o serviço militar obrigatório.
As lides musicais, porém, começaram mais cedo, quando aos 17 anos formou um conjunto típico com o seu nome, com o qual se apresentou nas rádios nacionais.
José Carlos de Campos Macedo nasceu em 09 de dezembro de 1946, em Lousado, Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga. Aos 15 anos começou a trabalhar numa fábrica têxtil, onde se manteve até ao serviço militar que cumpriu em Moçambique, onde residiu até 1975.
No regresso a Portugal, apresentou-se no Clube Mil e Um, em Lisboa, e, posteriormente, no Chaparro, em Cascais. Em 1976, fez parte do elenco da casa de fados Mal Cozinhado, no Porto.
Em finais de 1977, partiu para França, para passar a atuar na casa de fados Saudade, em Versailles, regressando mais tarde a Portugal, para cantar e tocar nas casas Senhora das Preces, Tabuinhas e Kopus Bar, na área da Grande Lisboa.
Em 1982, atuou no Embuçado, em Lisboa, e iniciou um período longo na casa de fados da fadista Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo, Senhor Vinho, onde se manteve até março de 2008.
Com Maria da Fé, Carlos Macedo realizou várias digressões nacionais, pela Europa e pela América do Sul, quer como guitarrista, quer como fadista.
Numa dessas digressões, ao Brasil, em 1984, por ocasião da denominada « Ponte Cultural », uma atuação sua, « feita de emergência », no Rio de Janeiro, « conquistou o Brasil », segundo noticiou o semanário Tal & Qual na época.
« Ele conquistou o Brasil enquanto Maria da Fé foi mudar de vestido », intitulou o semanário, explicando em seguida: « De repente, a grande cantora portuguesa Maria da Fé precisa de mudar de vestido e pede ao guitarrista Carlos Macedo que a substitua momentaneamente. Este canta três fados ‘Rapsódia’, ‘Recordação do Passado’ e ‘Até o Rei ia ao Fado’ e põe o público em delírio. Aplausos vibrantes e intermináveis. Estes momentos foram de autêntica glória para o grande artista Carlos Macedo, toda a plateia de pé aplaude entusiasticamente. No final a cantora brasileira Alcione cumprimenta o fadista e diz-lhe: ‘Você esteve simplesmente maravilhoso!’. No dia seguinte a imprensa brasileira, especialmente a do Rio de Janeiro, onde o espetáculo decorreu, dizia de Carlos Macedo: ‘Foi a surpresa da noite; foi a revelação de um fadista que sabe cantar Alfama com verdadeiros sentimentos' ».
Em 1975, gravou o seu primeiro álbum, que inclui o êxito « Até o Rei ia ao Fado » (Tó Moliças/Carlos Macedo).
Até ao final da década de 1980, gravou oito álbuns, aos quais se juntam « Fado », « O Nosso Amor Está por um Triz », « Desejos », « Este Meu Fado » e « Entre Nós e o Fado », saído em 2010 e que pôs fim a uma ausência de dez anos dos estúdios. Como guitarrista gravou com diversos artistas portugueses.
Entre os seus êxitos contam-se « Campa Florida », « Nosso Amor, Meu Amor », « Quero ir à Minha Terra » e « Sou Peregrino ».
Com Agência Lusa.
Portugal na final do Europeu de râguebi após exibição completa contra Espanha
Uma seleção portuguesa de râguebi sólida na defesa, disciplinada e altamente eficaz no último terço do terreno apurou-se hoje para a final do Rugby Europe Championship, após vencer a Espanha (26-7), nas meias-finais, em Lisboa.
Dois ensaios de Rodrigo Marta (27 e 55 minutos), ambos transformados por Domingos Cabral, que somou, ainda, quatro penalidades (15, 39, 60, 71) no Estádio do Restelo, permitiram aos ‘lobos’ igualar o seu melhor triunfo de sempre contra os ‘leones’, repetindo os 19 pontos de diferença (35-16) conseguidos há 23 anos, em Coimbra.
E a seleção portuguesa só não superou esse registo devido a um breve instante de distração que permitiu ao terceira linha Alex Saleta (68) sair de uma formação ordenada, com a bola na mão, sem oposição, para somar os únicos pontos dos espanhóis já para lá de metade da segunda parte.
Um detalhe que não mancha aquela que foi, provavelmente, a exibição mais completa de Portugal desde a chegada do selecionador Simon Mannix, e logo contra o velho rival ibérico que, há um ano, afastou os ‘lobos’ da decisão.
A jogar contra o vento, na primeira parte, a seleção lusa esteve seguríssima a defender no seu meio-campo, não consentido qualquer brecha aos espanhóis e, mais importante, não cedendo, sequer, uma penalidade que lhes permitisse somar pontos alvejando os postes.
Além disso, sempre que foi à área de 22 metros adversária, somou pontos, em duas penalidades de Domingos Cabral (15, 39) e num ensaio de Rodrigo Marta (27), ‘assistido’ por Tomás Appleton, a concluir um lance em que Hugo Camacho surpreendeu a defesa contrária ao cobrar de forma rápida uma penalidade à entrada dos 22 metros.
A vencer por 13-0 ao intervalo, Portugal voltou a entrar sólido na segunda parte e, agora, com o vento a favor, já conseguia usar o temível jogo ao pé das suas linhas atrasadas para empurrar os espanhóis para o seu meio-campo.
O inevitável Rodrigo Marta (55) consolidou o seu estatuto de melhor marcador de ensaios de sempre da seleção portuguesa, ao assinar o seu 43.º toque de meta pelos ‘lobos’, e uma penalidade de Domingos Cabral (60) deixou a Espanha a mais de três ensaios transformados de distância no marcador (23-0).
Cabral (71) fechou as contas com uma última penalidade, já após o ensaio espanhol, para ir mantendo as distâncias, mas o triunfo já não fugia, perante uma Espanha de cabeça perdida que nunca se encontrou consigo mesma no Restelo, dando a sensação de já ter a cabeça na final, mas esquecendo-se de que, primeiro, precisava de vencer a meia-final.
Os ‘leones’ ainda voltaram a cruzar a linha de meta já nos descontos, mas o videoárbitro viu que Martiniano Cian tinha pisado a linha e a diferença no marcador manteve-se em 19 pontos, o que deve permitir a Portugal (16.º) ultrapassar a Espanha (15.º) na próxima atualização do ranking mundial.
A final do Rugby Europe Championship 2026 está prevista para domingo, 15 de março, no Estádio Municipal de Butarque, em Leganés, nos arredores de Madrid.
Portugal volta à decisão, dois anos depois, contra a Geórgia, o mesmo adversário contra o qual perdeu a final de há três anos, em Badajoz (38-11), e de há dois anos, em Paris (36-10), e que venceu o torneio em 17 ocasiões, oito das quais de forma consecutiva.
Jogo no Estádio do Restelo, em Lisboa.
Portugal – Espanha, 26-7.
Ao intervalo: 13-0.
Sob arbitragem do irlandês Kean Davison, as equipas alinharam:
– Portugal: Luís Lopes, Luka Begic, António Prim, Martim Bello, José Madeira, David Wallis, Nicolas Martins, José Líbano Monteiro, Hugo Camacho, Domingos Cabral, Simão Bento, Tomás Appleton, Rodrigo Marta, Vincent Pinto e Manuel Vareiro.
Jogaram ainda: Cody Thomas, Nuno Mascarenhas, Diogo Hasse Ferreira, Guilherme Costa, João Granate, Tomás Amado, Guilherme Vasconcelos e Manuel Cardoso Pinto.
Ensaios (2): Rodrigo Marta (27, 55).
Conversões (2): Domingos Cabral (28, 56).
Penalidades (4): Domingos Cabral (15, 39, 60, 71).
Treinador: Simon Mannix
– Espanha: Hugo Pirlet, Álvaro García, Jon Zabala, Matt Foulds, Ignacio Piñeiro, Alex Saleta, Manex Arcieta, Vicente Boronat, Kerman Aurrekoetxea, Lucian Richardis, Alberto Carmona, Gonzalo López Bontempo, Alvar Gimeno, Martiniano Cian e John Wessel Bell.
Jogaram ainda: Santiago Ovejero, Luca Tabarot, Joel Merkler, Imanol Urraza, Matheo Triki, Estanislao Bay, Iñaki Mateu e Alejandro Laforga
Ensaios (1): Alex Saleta (68).
Conversões (1): Lucian Richardis (68).
Treinador: Pablo Bouza
Ação disciplinar: Nada a registar.
Assistência: cerca de 4.000 espetadores.
Com Agência Lusa.
























