França: Governo propõe redução de 25% de deputados e uma « dose » de proporcional na lei eleitoral

Governo francês propõe redução de 25% do número de deputados e que 20% sejam eleitos por um sistema proporcional e não maioritário a duas voltas como o atual. Mas o Senado opõe-se.

Com a redução do número de eleitos nas duas câmaras, a Assembleia Nacional passaria de 577 deputados para 433 e o Senado de 348 para 261 lugares

Alfa/com Lusa (Adaptado)

O Governo francês adotou esta quarta-feira três projetos de lei de reforma das instituições que, entre outras matérias, pretendem reduzir em 25% o número de deputados e que 20% sejam eleitos por um sistema proporcional e não maioritário.

A reforma institucional foi apresentada esta quarta-feira pela ministra da Justiça, Nicole Belloubet, e além da redução do número de deputados da Assembleia Nacional prevê igualmente a redução do numero de senadores também em 25%.

A proposta do Governo quer também a limitação de três mandatos consecutivos para eleitos a nível nacional e local.

Assim, com uma redução de 25% do número de eleitos nas duas câmaras, a Assembleia Nacional passaria de 577 deputados a 433 e o Senado de 348 para 261 lugares.

Estes projetos de lei vão agora ser apreciados primeiro pelos deputados na Assembleia Nacional, onde o partido do Presidente Emmanuel Macron detém a maioria, e depois pelos senadores. No Senado, a direita tem a maioria dos lugares e o líder desta instituição, Gérard Larcher, já deu a entender que uma diminuição superior a 20% seria excessiva.

« Eu não digo que o debate parlamentar não possa mudar as linhas que apresentámos. Pode haver evoluções no texto. […] Mas acho que é essencial haver um acordo nas duas câmaras », afirmou a ministra da Justiça.

Para além da redução dos eleitos, este projeto lei apresenta ainda a limitação de três mandatos consecutivos e idênticos para deputados, presidentes de regiões e autarcas em cidades com mais de nove mil habitantes. As eleições legislativas vão ainda ter 20% dos lugares preenchidos através de votos proporcionais.

Esta reforma institucional estava prometida desde a entrada em funções de Emmanuel Macron, mas foi atrasada no verão passado pelo caso Benalla, em que foi denunciado que um colaborador próximo do Presidente teria utilizado meios policiais para bater em manifestantes.

Mais tarde, estas alterações foram também exigidas nos protestos do movimento « coletes amarelos » e pelo processo do Grande Debate que se seguiu, onde milhares de franceses expressaram a vontade de diminuir o número de eleitos. Segundo uma sondagem da televisão e rádio Franceinfo feita em março de 2018, nove em 10 franceses estavam de acordo com a redução do número de eleitos.

Com a introdução de uma « dose » de proporcional, partidos que têm sido prejudicados pelo atual sistema maioritário a duas voltas, como o RN, de Marine le Pen, poderão conseguir uma representação parlamentar mais importante do que a atual.

Liga Europa. Braga em vantagem e Vitória parte do zero para validar fase de grupos

Sporting de Braga, após vencer 1-0 em casa ao Spartak Moscovo, e Vitória de Guimarães, depois de empatar 0-0 na visita ao FCSB, tentam na quinta-feira validar a presença na fase de grupos da Liga Europa de futebol.

A formação ‘arsenalista’ tem entreaberta a porta de acesso à fase de grupos da Liga Europa, com um golo de vantagem alcançado por Ricardo Horta na primeira mão dos ‘plays-offs’, mas para que isso aconteça tem de o confirmar na capital russa.

O último ‘ensaio’ da equipa treinada por Ricardo Sá Pinto antes da deslocação a Moscovo até nem correu bem, dado que o Sporting de Braga empatou a 1-1 em casa do Gil Vicente, depois de ter entrado a todo o gás com um golo de Galeno, aos seis minutos.

Sá Pinto, tendo como comparação a primeira mão com o Spartak Moscovo, remodelou toda a equipa para o jogo em Barcelos, que teve um ‘apagão’ elétrico de 30 minutos, promovendo a estreia absoluta na I Liga de Eduardo, Lucas e Rui Fonte, em modo poupança para a segunda ronda com os russos.

O Spartak recebe o Sporting de Braga moralizado pelo triunfo de 2-1 alcançado em casa do Krylya Sovetov, com golos de Jordan Larsson, filho do internacional sueco Henrik Larsson, e Guus Til, que deixa o clube na segunda posição do campeonato, com os mesmos 14 pontos do líder Krasnodar, ‘carrasco’ do FC Porto na Liga dos Campeões.

O Vitória de Guimarães parte a zero para a receção ao FCSB, herdeiro do histórico Steaua Bucareste, vencedor de uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1986, e o fator casa, com o apoio do 12.º jogador, pode ser determinante para alcançar a vantagem que lhe dê o bilhete para a fase de grupos da Liga Europa.

Tal como o Sporting de Braga, o último ‘ensaio’ antes da receção ao FCSB também não correu de feição para a equipa vimaranense, que empatou em casa a 1-1 com o recém-promovido Famalicão, que segue na segunda posição da I Liga, com os mesmos sete pontos do líder Sporting, com mais um do que FC Porto e Benfica.

O FCSB desloca-se a Guimarães com a questão do novo treinador resolvida, dado que estreou Bogdan Vintila, de 47 anos, no último jogo, com uma derrota por 4-0 em casa do Gaz Metan, e que deixou a formação romena no 13.º e penúltimo lugar do campeonato, com quatro pontos, a 13 do líder Cluj.

A equipa orientada por Ivo Vieira ainda não ganhou para a I liga esta época, em que soma dois empates e um jogo em atraso com o Rio Ave, mas já vai na terceira eliminatória de acesso à Liga Europa, após eliminar os luxemburgueses do Jeuness Esch (5-0) e os letões do Ventspils (9-0).

O Sporting de Braga entra em ação às 18:15 e o Vitória de Guimarães às 19:45, com o objetivo comum de atingir a fase de grupos da Liga Europa, para a qual já se encontram apurados Sporting e FC Porto, e que poderá contar, pela primeira vez, com quatro equipas portuguesas.

A presença lusa nos ‘play-offs’ de acesso à Liga Europa estende-se também a outros clubes com treinadores e jogadores portugueses que quinta-feira vão estar em ação.

O PAOK Salonica, do técnico Abel Ferreira e de Vieirinha, vai procurar em casa anular a desvantagem de 1-0 sofrida na primeira mão com os eslovacos do Slovan Bratislava.

Missão mais complicada terá o AEK Atenas, que tem como treinador Miguel Cardoso e uma ‘armada’ lusa composta por Hélder Lopes, Paulinho, André Simões, Davida Simão, Francisco Geraldes e Nélson Oliveira, que terá de virar em casa dos turcos do Trabzonspor uma desvantagem de 1-3.

Embora ainda não tenha tornado oficial, o clube grego, que iniciou o campeonato também com uma derrota caseira, terá já dispensado o treinador luso, mas o único dado concreto é que Miguel Cardoso não orientou o treino da equipa de segunda-feira.

Tarefa aparentemente mais facilitada, num dos jogos grandes do ‘play-off’, terá o Wolverhampton, do treinador Nuno Espirito Santo e de Rui Patrício, Roderick, Rúben Vinagre, Bruno Jordão, Rúben Neves, João Moutinho, Pedro neto e Diogo Jota, na receção aos italianos do Torino, após um triunfo dos ingleses fora por 3-2.

Com um pé praticamente na fase de grupos da Liga Europa encontram-se já clube como PSV e Feyenoord, da Holanda, Malmö, da Suécia, e Astana, do Cazaquistão, que entram para a segunda mão do ‘play-off’ com uma vantagem de 3-0 sobre os seus adversários.

Alfa/Lusa.

Neymar aparece em dois episódios na série « La Casa de Papel »

A Netflix surpreendeu hoje, anunciando que o astro brasileiro Neymar participa em dois novos episódios da série ‘La casa de Papel’.

O craque aparece no sexto episódio, aos 3min43, e no último capítulo, logo aos 1min59s. Neymar contracena com os atores Pedro Alonso (Berlim) e Álvaro Morte (Professor).

Primeira cena

No sexto episódio, na sua primeira aparição, dois monges, Neymar e um senhor, aparecem com cestas de frutas colhidas do jardim para entregar ao Professor e a Berlim.

« Como é que estão a decorrer os cantos gregorianos, João? », pergunta Berlim. « É divino, sr. Andrés », responde o personagem de Neymar. « Fico feliz. Tenham um bom dia ». Neymar-João e o outro monge agradecem e saem, e Berlim pede ao mais velho para que da próxima vez leve mais  limoncello (sumo de limão).

 

 

Segunda cena

No último episódio, Neymar aparece antes do segundo minuto, mais uma vez como monge João.

Mais uma vez o Professor e Berlim conversam no mosteiro, quando João surge. Desta vez, entrega uma garrafa a Berlim, que pergunta: « Uma coisa. De onde você é? ». « De São Paulo », responde o personagem de Neymar. « Brasil, que lugar maravilhoso », elogia Berlim

A cena avança para uma conversa bem cómica, tendo como contexto a vida real de Neymar.

« As festas, a magia do futebol », diz Berlim.

João: « Não gosto de futebol, nem de festa ».

Berlim: « Mas sabe que tipo de futebol o Brasil joga… ».

Neymar completa: « [Futebol] bonito », Berlim concorda como que para dizer, como os assaltantes devem agir. « Jogam com alegria, sem medo ». Neymar ainda diz que « Na Copa do Mundo, sempre oro muito pela nossa seleção », encerrando a sua participação.

 

 

Alfa/uol.com.br

 

Indonésia vai mudar de capital porque Jacarta está a afundar-se. Há mais cidades em risco no mundo

Indonésia vai mudar de capital porque Jacarta está a afundar-se. Há mais cidades em risco no mundo

Foto/ DASRIL ROSZANDI/NURPHOTO/GETTY IMAGES

Mais de 10 milhões de pessoas vivem na ainda capital indonésia, estimando-se que cerca de 30 milhões habitem na grande área metropolitana. Estes números fazem de Jacarta uma das regiões urbanas mais densamente povoadas do mundo, sendo também uma das cidades que mais rapidamente se estão a afundar, diz o Fórum Económico Mundial. Mas não é a única

Alfa/Expresso. Por Hélder Gomes

Uma área de mato no leste da ilha de Bornéu será transformada em breve na nova capital da Indonésia. Jacarta tem vindo a afundar-se literalmente e a um ritmo assustador, o que levantou questões de sustentabilidade e a necessidade de uma nova capital. A mudança foi anunciada no início desta semana pelo Presidente do país, Joko Widodo.

Segundo um relatório do Fórum Económico Mundial (FEM), as cidades da Ásia serão particularmente atingidas pela subida do nível das águas mas também os continentes americano, europeu e africano serão afetados.

A localização proposta fica muito distante da sobrelotada cidade que serve de coração financeiro da Indonésia desde 1949. O chefe de Estado reconheceu que mudar a capital do país para aquela ilha será um empreendimento gigantesco e dispendioso. “Enquanto nação grande e independente há 74 anos, a Indonésia nunca escolheu a sua própria capital. O fardo que Jacarta está a carregar atualmente é muito pesado [para se manter] como centro da governação, negócios, finanças, comércio e serviços”, disse Widodo num discurso televisivo, registado pela agência de notícias France-Presse.

JACARTA É SOBREPOVOADA, PROPENSA A INUNDAÇÕES E MUITO POLUÍDA

De acordo com as Nações Unidas, vivem na ainda capital indonésia mais de 10 milhões de pessoas, estimando-se que cerca de 30 milhões habitem na grande área metropolitana. Estes números fazem de Jacarta uma das regiões urbanas mais densamente povoadas do mundo. É também uma das cidades que mais rapidamente se estão a afundar, segundo o FEM, precipitando-se no Mar de Java a um ritmo alarmante devido à extração excessiva de águas subterrâneas.

Jacarta encontra-se num terreno pantanoso e tem o mar a norte, circunstâncias que a tornam especialmente propensa a inundações. A poluição atmosférica, agravada pelo quase constante congestionamento de trânsito nas suas estradas, só piora a situação.

Ainda não foi anunciado o nome daquela que será a nova capital indonésia, uma mudança que ainda carece de aprovação parlamentar para prosseguir. O país detém a maior parte de Bornéu, a terceira maior ilha do mundo. A segunda maior porção pertence à Malásia e a menor parte ao Brunei. Nos últimos anos, a ilha, coberta por florestas tropicais, tem sido alvo de uma desflorestação desenfreada.

MAIS DE 90 CIDADES DOS EUA COM INUNDAÇÕES CRÓNICAS

Relatório de Riscos Globais 2019, publicado pelo FEM em janeiro, já tinha alertado que, nalgumas partes de Jacarta, o solo afundara 2,5 metros em menos de uma década, enquanto os níveis do mar subiram mais de 3 metros nos últimos 30 anos. Mas o documento não se ficava pela capital indonésia, advertindo que cerca de 90% das áreas costeiras de todo o mundo serão afetadas em diferentes graus.

As cidades asiáticas serão particularmente atingidas, refere o relatório. Cerca de quatro em cada cinco pessoas afetadas pela subida do nível das águas até 2050 viverão no leste e sudeste da Ásia.

Nos EUA, ficarão sobretudo vulneráveis as cidades da costa leste e da costa do golfo. Atualmente, mais de 90 cidades costeiras americanas já estão a sofrer inundações crónicas. Esse número deverá duplicar até 2030, estima o relatório do FEM.

“CIDADES DO DELTA” COM MAIS DE 340 MILHÕES DE PESSOAS

Cerca de três quartos de todas as cidades europeias serão também afetadas, especialmente na Holanda, em Espanha e em Itália.

Também o continente africano está altamente ameaçado, devido à rápida urbanização nas cidades costeiras e à aglomeração de populações pobres em povoações informais ao longo das costas.

As chamadas “cidades do delta” estão na linha da frente do impacto da subida das águas. Mais de 340 milhões de pessoas vivem em cidades como Daca (no Bangladesh), Guangzhou (China), Cidade de Ho Chi Minh (ou Saigão, no Vietname), Hong Kong, Manila (Filipinas), Melbourne (Austrália), Miami, Nova Orleães e Nova Iorque (as três nos EUA), Roterdão (Holanda), Tóquio (Japão) e Veneza (Itália), indica o relatório.

Mais de 90 mil pessoas pediram nacionalidade portuguesa em apenas seis meses

Os pedidos de nacionalidade portuguesa não param de aumentar. Mais de 90 mil pessoas pediram nacionalidade portuguesa em apenas seis meses – informa o jornal Público na sua edição desta quarta-feira.

Desde o dia 26 de Agosto que a Conservatória dos Registos Centrais, em Lisboa, inicia os atendimentos às 7h30 para aliviar a pressão sobre os serviços e reduzir as filas à porta que começam de madrugada. As três alterações à lei da nacionalidade, efectuadas em 2015 e 2018, contribuíram para crescimento da procura.

Nos primeiros seis meses de 2019 houve mais 3448 pedidos de nacionalidade que nos primeiros sete meses do ano passado.

« Os pedidos de nacionalidade portuguesa não param de aumentar. Só nos primeiros seis meses deste ano deram entrada 90.274 pedidos », segundo dados fornecidos ao PÚBLICO pelo Ministério da Justiça (MJ).

A maioria dos que mais têm pedido a nacionalidade portuguesa são descendentes de sefardistas, brasileiros e venezuelanos, informa o mesmo diário português

Carro atropela e mata família emigrante na Figueira da Foz

Carro atropela e mata família emigrante na Figueira da Foz. « Artur Fajardo, 48 anos, e a enteada, de 19, morreram. A filha, de 12, está em estado grave », informa o Correio da Manhã na sua edição desta quarta-feira.

Homem atropela e mata família de emigrantes na Figueira da Foz

« A imagem dos corpos de Artur Fajardo, 48 anos, e da enteada Beatriz Cação, de 19, caídos na estrada após terem sido brutalmente atropelados por um carro em Pedros, Figueira da Foz, vai ficar « para sempre » na memória dos moradores da aldeia. Ao acidente sobreviveu a filha, de 12 anos, que está no Hospital Pediátrico de Coimbra com prognóstico reservado », acrescenta o mesmo jornal.

A família foi colhida violentamente por um carro na noite de segunda-feira. As vítimas foram projetadas vários metros. Artur Fajardo morreu no local. Beatriz ainda foi levada ao hospital, mas acabou por morrer.

« Artur Fajardo, pintor da construção civil, estava emigrado em França, estando de férias em Pedros. « Veio ver a mãe e ia regressar quarta-feira [hoje] a França », recorda o amigo Jorge Romão », informa o CM.

O condutor, também emigrante, mas no Luxemburgo, será natural de Brenha, Figueira da Foz, acrescenta o jornal.

Os moradores da zona do acidente reclamam medidas de segurança após mais uma tragédia na EN109 em Pedros. Dulce Cardoso diz que o marido já perdeu ali seis familiares: « A família dele morreu quase toda aqui atropelada ».  A moradora lamenta que não exista « uma passadeira, ou um semáforo ».
O CM publica as fotos das vítimas mortais, designadanente de Beatriz Cacão:

Brasil aberto a receber apoio internacional para Amazónia, mas impõe condições

Brasil aberto a receber apoio internacional para Amazónia, mas impõe condições, designadamente o controlo soberano dos fundos oferecidos

Brasil aberto a receber apoio internacional para Amazónia, mas impõe condições

Alfa/Lusa
O Brasil está aberto a receber ajuda internacional para o combate aos incêndios e preservação da Amazónia, condicionando a aceitação das verbas ao reconhecimento da soberania do Governo brasileiro, afirmou na terça-feira o porta-voz da Presidência.

« Os recursos advindos do exterior em benefício do combate a esse momento que vivenciamos de queimadas serão bem-vindos, mas gostaria de reforçar que é essencial o entendimento de quem venha a promover essa doação de que a governança desses recursos, financeiros ou de reposição de materiais e ferramentas, é do Governo brasileiro », disse Otávio Rêgo Barros, citado pelo portal de notícias UOL.

« Quaisquer que sejam os países que venham a cooperar connosco, que esses países tenham um alinhamento natural e aceitável com o nosso país, incluindo países da União Europeia, onde vemos preocupação com o meio ambiente », acrescentou Rêgo Barros.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, admitiu na terça-feira apenas aceitar dinheiro do G7 (que junta os países mais industrializados do mundo) para combater incêndios na Amazónia se o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, retirar aquilo que considerou como insultos.

« Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que ele fez à minha pessoa. Ele me chamou de mentiroso. E depois (..) de que a nossa soberania está em aberto na Amazónia », declarou o Presidente, no Palácio da Alvorada, em Brasília.

« Para conversar, ou aceitar qualquer coisa da França, [mesmo] que tenha as melhores intenções do mundo, ele [Macron] vai ter que retirar estas palavras e, daí, a gente pode conversar (…) Primeiro ele retira, depois ele oferece, daí eu respondo », acrescentou o Presidente brasileiro.

Na semana passada, o Governo francês disse que Bolsonaro havia mentido quando garantiu, na reunião do G20 – que juntou líderes das 20 maiores economias do mundo no Japão – o compromisso em preservar o meio ambiente.

No entanto, o executivo brasileiro parece ter recuado nas exigências para aceitar a ajuda internacional, frisando, contudo, que a soberania do Governo tem de ser uma garantia.

« Qualquer líder que não seja o líder do nosso país, e que venha a fazer comentários sobre como o nosso Governo deve definir as nossas ações, deve entender que aqui existe governança que entende as suas próprias necessidades. Vamos receber recursos estrangeiros desde que seja analisado que a governança seja nossa », declarou ainda o porta-voz.

Macron anunciou e levou o debate das queimadas na floresta Amazónica para discussão no G7, durante o fim de semana, que contou com os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão e Reino Unido.

O dirigente francês também anunciou que o G7 fornecerá uma ajuda imediata de 20 milhões de dólares (17,95 milhões de euros) para combater os incêndios na Amazónia.

Entre as ajudas financeiras oferecidas ao Brasil para ajudar no combate aos incêndios na Floresta Amazónia juntou-se na terça-feira a de 10 milhões de libras (cerca de 11 milhões de euros) por parte do Reino Unido, segundo o jornal O Globo.

A oferta foi feita numa conversa telefónica entre Dominic Raab, do Partido Conservador britânico, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo.

O número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta.

Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

Lokomotiv Moscovo oficializa chegada do português João Mário

 O internacional português João Mário vai representar o Lokomotiv de Moscovo até final da temporada, por empréstimo dos italianos do Inter de Milão, anunciou hoje o clube da Liga russa de futebol.

“Estou muito feliz por chegar ao Lokomotiv. Sei que este é um grande clube, que tem jogadores famosos e experientes”, disse João Mário, em declarações reproduzidas pelo site do atual terceiro classificado do campeonato.

O médio, de 26 anos, formado no Sporting, confessou ainda que se aconselhou com os compatriotas Éder e Manuel Fernandes, o último terminou contrato com o Lokomotiv, e frisou que a possibildiade de participar na Liga dos Campeões pesou na escolha pelo Lokomotiv.

“Perguntei ao [Manuel] Fernandes e ao Éder sobre o Lokomotiv quando jogámos pela seleção portuguesa e falei agora com o Éder antes da transição, que me disse que o Lokomotiv é uma grande equipa e com um ambiente maravilhoso. A participação na Liga dos Campeões também é um fator importante”, admitiu.

Também o diretor geral do clube russo, Vasily Kidnadze, teceu elogios ao português: “O João Mário é um grande jogador, uma verdadeira estrela do futebol europeu. É um jogador versátil e inteligente.”

Além de Sporting e Inter de Milão, o internacional luso por 42 ocasiões atuou ainda no West Ham, de Inglaterra, na segunda metade da temporada 2017/2018, também por empréstimo dos milaneses.

 

https://twitter.com/fclokomotiv/status/1166435780237115392

 

Alfa/Lusa.

Ténis. João Sousa afastado na primeira ronda do US Open

O tenista português João Sousa foi hoje eliminado na primeira ronda do US Open, quarto e último ‘Grand Slam’ da temporada, ao perder frente ao australiano Jordan Thompson.

O primeiro jogador nacional, atualmente no 44º posto do ‘ranking’ mundial, não teve grandes hipóteses diante do 55º da hierarquia, perdendo em três ‘sets’, por 6-3, 6-2 e 6-4, em duas horas e sete minutos.

Alfa/Lusa.

Pedro Abrunhosa assinala 25 anos de « Viagens » no festival Andamento RTP em Lisboa

O músico Pedro Abrunhosa vai assinalar os 25 anos de « Viagens », álbum de estreia, com um concerto no festival RTP Andamento, em setembro, em Lisboa, que inclui ainda atuações de Salvador Sobral, António Zambujo e Selma Uamusse.

O festival RTP Andamento, de entrada gratuita, está marcado para 15 de setembro, na Alameda D. Afonso Henriques, e inclui sete concertos com « grandes nomes da música em português », de acordo com informação disponível no ‘site’ da estação pública de rádio e televisão.

Pedro Abrunhosa e os Comité Caviar, que encerram o festival (às 22:00 em Paris), « vão celebrar os 25 anos do disco ‘Viagens’ com um concerto muito especial ».

« Viagens », que foi editado em 1994 e reeditado em 2014, aquando do 20.º aniversário, impôs-se como um dos maiores sucessos de Pedro Abrunhosa. É um disco marcado pelo jazz e pelo funk, com temas como « Tudo o que eu que te dou », « Socorro », « Não posso mais » e « É preciso ter calma », e que valeu ao músico a tripla platina, correspondente na altura a cerca de 140.000 discos vendidos.

No festival Andamento RTP, as atuações começam às 11:30, com Xana Toc Toc, e prosseguem até às 23:00. Pelo palco irão passar os BMRNG (14:00), grupo formado pelos vencedores do programa da RTP1 La Banda, o ‘raper’ Dillaz (15:00), Selma Uamusse (16:30), Salvador Sobral (18:00) e António Zambujo (19:30).

 

 

Alfa/Lusa.