G7: manifestações com fotos oficiais de Emmanuel Macron de cabeça para baixo

Centenas de manifestantes desfilaram neste domingo, pacificamente, em Baiona, com retratos oficiais do presidente Emmanuel Macron tirados discretamente, nos últimos dias, de edifícios municipais da região. Retratos foram exibidos no desfile com Macron em posição invertida, de cabeça para baixo.

 Les manifestants ont répondu à l’appel d’associations altermondialistes et écologistes, dont deux sont basques, Bizi et Alternatiba.
Foto:  LP/Philippe de Poulpiquet

Évora em sétimo no triplo em Paris e apurado para a final da Liga Diamante

O português Nelson Évora foi sétimo classificado no triplo salto do ‘meeting’ de Paris, da Liga Diamante, numa prova em que o norte-americano Will Claye estabeleceu um novo recorde no evento parisiense.

Évora conseguiu validar apenas dois de seis saltos, registando 16,16 metros no segundo e 16,82 no terceiro, marca que acabou por lhe valer o sétimo posto e o apuramento para a final da Liga Diamante.

O campeão olímpico de 2008 conseguiu nove pontos nas várias provas, juntando-se a Pedro Pablo Pichardo, já apurado e vencedor do ‘meeting’ de Londres, na lista de finalistas.

Claye, que este ano já saltou 18,14 metros, melhor marca mundial de 2019, conseguiu na capital francesa um registo de 18,06, batendo os compatriotas Christian Taylor, segundo com 17,82, e Omar Craddock, terceiro com 17,28.

Na estafeta 4×100 metros, Carlos Nascimento, Diogo Antunes, Frederico Curvelo e Yazaldes Nascimento cortaram a meta em quarto lugar, com um tempo de 39,24 segundos, marca distante do apuramento para os Mundiais.

Antes, já tinham competido nos 100 metros, com Antunes a registar o melhor tempo, 10,34 segundos, conseguido na final A, em que foi oitavo e último classificado, com os quatro atletas longe da marca individual de apuramento para o campeonato do mundo (10,13).

 

Alfa/Lusa.

Amazónia. Mais de 40 associações exigem posicionamento do Governo português

Mais de 40 associações, que marcaram uma concentração pela Amazónia para segunda-feira em Lisboa, exigem um posicionamento do Governo português em relação aos “crimes contra a humanidade e o planeta” no Brasil.

Num comunicado enviado às redações, no qual lembram que “há mais de 15 dias que a Amazónia arde”, 42 associações e coletivos – entre os quais Fórum Indígena de Lisboa, Habita, SOS Racismo, Associação de Combate à Precariedade-Precários Inflexíveis, Casa Ninja Lisboa, Climáximo, Panteras Rosa, GAT-Grupo de Ativistas em Tratamentos e Consciência Negra – exigem “um posicionamento do Governo português perante estes crimes contra a humanidade e o planeta” e apelam “ao boicote de todos os produtos provenientes do agronegócio brasileiro e ao cancelamento da vinda de Jair Bolsonaro a Portugal no começo de 2020”.

Além disso, os signatários do comunicado defendem “a entrega incondicional dos territórios indígenas aos seus povos, demarcando as suas terras e fiscalizando essas demarcações contra as invasões ilícitas de madeireiros, garimpeiros e tentativas de grilagem”.

A “grilagem” é, no Brasil, a falsificação de documentos para ilegalmente tomar posse de terras devolutas ou de terceiros.

O número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta.

Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) brasileiro anunciou que a desflorestação da Amazónia aumentou 278% em julho, em relação ao mesmo mês de 2018.

As 42 associações e coletivos consideram que para o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Amazónia “é mais uma vaca para abate no agronegócio”.

“O seu Governo segue uma política de destruição e de extermínio vertiginosas e desmonta órgãos de fiscalização e de pesquisa, assiste impávido à saída de investimentos milionários da Noruega e da Alemanha do Fundo Amazónia, tenta alterar a Constituição Brasileira que regula a demarcação de terras indígenas e chegou a incentivar grupos de fazendeiros do sudeste do Pará a anunciar o ‘dia do fogo’, coordenando uma queima em massa de áreas em processo de desflorestação”, acusam.

No comunicado, as associações e os coletivos anunciam a realização de uma concentração – Lisboa pela Amazónia – na segunda-feira às 18:00 na Praça Luís de Camões, em Lisboa.

No sábado, algumas dezenas de pessoas, entre manifestantes e curiosos, concentraram-se no Porto em defesa da Amazónia e do ambiente, apostados em “entrar no mapa das mobilizações internacionais” para pressionar a saída de Bolsonaro do poder.

“Queremos entrar no mapa das mobilizações internacionais para ver se conseguimos pressionar para tirar o Bolsonaro do poder”, afirmou Fabiana Martins, da organização, em declarações à agência Lusa, numa iniciativa destinada a “denunciar as queimadas criminosas na Amazónia”.

Explicando tratar-se de uma concentração “tanto de portugueses como de brasileiros – convocada por pessoas com preocupações ambientais e com a Amazónia” e por movimentos como O Porto não se vende, A Colectiva e o Extiction Rebellion, além de ambientalistas, feministas e a comunidade de imigrantes brasileiros -, Fabiana Martins destacou a preocupação que todos partilham “não só com a Amazónia, mas com todas as políticas de extermínio que Bolsonaro tem promovido, tanto de genocídio como de ecocídio”.

Alfa/Lusa.

Douro inicia vindimas e estima aumento de produção de 30%

O Douro está a iniciar as vindimas e prevê um aumento de produção na ordem dos 30% nesta campanha, mas na região verificam-se cada vez mais dificuldades em recrutar mão-de-obra para o trabalho na vinha.

A vindima culmina um ano de trabalho e é considerada a época alta da mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo. As vinhas enchem-se de vindimadores e a região de turistas que querem ver e até participar no corte das uvas.

A Quinta do Vallado, no concelho de Peso da Régua, distrito de Vila Real, foi uma das primeiras da região a arrancar com a vindima. Primeiro cortam-se as uvas brancas, seguindo-se, dentro de dias, as uvas tintas.

A propriedade possui uma equipa que trabalha o ano inteiro e, nesta altura, recorre também aos empreiteiros agrícolas e contrata diretamente pessoas das aldeias próximas.

Francisco Ferreira, responsável pela gestão agrícola e de produção do Vallado, assinalou a mão de obra como « uma dificuldade” e referiu que se nota que, de ano para ano, mais pessoas saem da região e menos querem trabalhar na agricultura.

Com o aumento estimado da colheita, na ordem dos 30% em toda a região demarcada, as carências de mão-de-obra poder-se-ão também intensificar.

Fátima Carvalho, com 63 anos, trabalha para a Agropenaguião, uma empresa que fornece mão-de-obra para as atividades agrícolas. É de Ancede, em Baião, e disse à agência Lusa que se levanta às 03:30 para se preparar, fazer a merenda e apanhar a carrinha para viajar para o Douro.

“Fui sempre habituada na agricultura e já não me custa nada. Não consigo estar em casa”, contou.

António Costa tem 56 anos, é de Barrô, no concelho de Resende, levanta-se todos os dias às 05:00 e regressa a casa por volta das 19:00.

Este trabalhador coordena os vindimadores do empreiteiro na Quinta do Vallado e disse também que “é cada vez mais difícil arranjar mão-de-obra no Douro”, principalmente nestas alturas em que o trabalho se intensifica.

“O pessoal novo não quer e são os mais antigos que aqui andam. Vê-se pouca juventude na vinha”, referiu.

Verónica Cardoso é trabalhadora afeta à Quinta do Vallado, tem 26 anos, é natural de Santo Xisto e uma das mais novas que estava nesta vindima, garantindo que gosta de « trabalhar na vinha e ao ar livre ».

“Nasci no meio das vinhas e acabei por ficar por cá”, frisou.

Maria Lucília, 64 anos e natural de Loureiro, na Régua, faz vindimas desde que era pequena e sublinhou “que não custa nada” e que gosta do corte das uvas.

Este é um trabalho sem teto e, por isso, é com naturalidade que estes vindimadores enfrentam o calor intenso que se sente por estes dias no Douro.

Segundo dados revelados pelo Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), no Douro espera-se uma produção na ordem dos 1,6 milhões de hectolitros de vinho, enquanto no ano passado foi de 1,3 milhões de hectolitros. O aumento será na ordem dos 30% face ao ano anterior e de 16% relativamente à média dos últimos cinco anos.

Francisco Ferreira disse que na Quinta do Vallado se prevê um aumento da produção de cerca de 10% comparativamente com 2018, no entanto ressalvou que, no ano passado, a quebra aqui também foi “pouco significativa”.

O responsável referiu que em termos quantitativos, este será um “ano ligeiramente acima da média” e explicou que, por causa da pouca chuva, o bago está um pouco pequeno, no entanto esse fator poderá dar “alguma concentração e qualidade à uva”.

“Em termos sanitários foi um ano bom, praticamente sem problemas”, frisou.

De acordo com o IVV, na região de produção de vinho do Porto e do Douro o “míldio manifestou-se de forma pouco intensa, não afetando de uma forma geral, a produção”.

O instituto referiu ainda que “as condições climáticas verificadas, com destaque para o mês de junho, com humidade relativa elevada e dias encobertos, contribuíram para a propagação do oídio, mas sem impactos significativos na produção”.

Em contrapartida, no ano passado verificaram-se situações de granizo, míldio e escaldão, o que se refletiu na produção final.

Em todo o país, de acordo com o IVV, estima-se que a produção de vinho na campanha 2019/2020 atinja um volume de 6,7 milhões de hectolitros, o que se traduz num aumento de 10% relativamente à campanha 2018/2019 e 4% em relação à média dos últimos cinco anos.

Alfa/Lusa.

Sessenta e oito pessoas detidas por protestos contra a cimeira do G7

Sessenta e oito pessoas detidas por protestos contra a cimeira do G7

Sessenta e oito pessoas detidas por protestos contra a cimeira do G7

Alfa, com Lusa

Um total de 68 pessoas foram detidas no sábado para averigiações nos protestos contra a cimeira do G7, das grandes potências industriais, que decorre em Biarritz, no sudoeste da França, divulgaram as autoridades locais.

Do total, 38 ficaram detidos na esquadra, refere o departamento policial dos Pirenéus Atlânticos, numa mensagem enviada à Efe.

Em causa está a participação em concentrações organizadas com fins violentos, a posse de objetos suscetíveis de serem utilizados como armas, a ocultação do rosto para não poderem ser identificados e o lançamento de projéteis contra as forças policiais.

A maior agitação social teve lugar ao final do dia no centro de Baiona, a poucos quilómetros do local onde começava a cimeira, quando algumas centenas de pessoas se concentraram numa manifestação para a qual não tinha sido pedida autorização.

O confronto entre os manifestantes e as forças de segurança levaram estas últimas a responder com gás lacrimogéneo, canhões de água e cargas policiais.

O dispositivo de segurança francês para a cimeira do G7 – que termina na segunda-feira – é composto por 13.200 polícias, aos quais é preciso somar os mobilizados em Espanha, do outro lado da fronteira, com o Corpo Nacional de Polícia e as polícias autonómicas basca e navarra.

Forças militares cujo número não foi divulgado ambém foram mobilizadas. A segurança esteven-se também a forças da marinha.

O Presidente de França, Emmanuel Macron, recebe na estância balnear do sudoeste do país os dirigentes dos Estados Unidos, Donald Trump, Reino Unido, Boris Johnson, Alemanha, Angela Merkel, Itália, Giuseppe Conte, Canadá, Justin Trudeau, e Japão, Shinzo Abe.

Em Biarritz estão também presentes o presidente do Conselho da União Europeia (UE), Donald Tusk, o secretário-geral da ONU, António Guterres e vários chefes de Estado e de Governo convidados pela Presidência francesa, entre os quais o indiano Narendra Modi, o egípcio Abdel Fattah al-Sisi, o chileno Sebastian Piñera, o ruandês Paul Kagame ou o senegalês Macky Sall. Governantes espanhóis também estão presentes.

A cimeira termina com uma conferência de imprensa final, na segunda-feira à tarde.

Liga. FC Porto vence na Luz (2-0) e impõe primeira derrota ao Benfica

O FC Porto venceu hoje o Benfica, por 2-0, e impôs a primeira derrota da época ao campeão nacional, em jogo da terceira jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Zé Luís, melhor marcador do campeonato, com quatro golos, fez o primeiro, aos 22 minutos, e Marega fixou o resultado, aos 86, confirmando a primeira derrota do treinador Bruno Lage no campeonato, depois de 20 vitórias e um empate desde que assumiu o comando da equipa na 16.ª jornada da época passada.

Os ‘dragões’, que arrancaram o campeonato com uma derrota no terreno do Gil Vicente (2-1) e golearam depois do Vitória de Setúbal (4-0), foram os primeiros a marcar ao Benfica, que goleou o Sporting na Supertaça (5-0) e bateu Paços de Ferreira (5-0) e Belenenses SAD (2-0) na Liga.

Com este triunfo, o FC Porto iguala o Benfica no topo da classificação, ambos com seis pontos, tanto quantos o recém-promovido Famalicão, que visita no domingo o Vitória de Guimarães.

 

Resultados da terceira jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 23 ago:

Vitória de Setúbal – Moreirense, 0-0

Rio Ave – Desportivo das Aves, 5-1 (2-0 ao intervalo)

– Sábado, 24 ago:

Benfica – FC Porto, 0-2 (0-1)

Boavista – Paços de Ferreira, 22:30

– Domingo, 25 ago:

Santa Clara – Belenenses SAD, 17:00

Marítimo – Tondela, 17:00

Portimonense – Sporting, 19:30

Gil Vicente – Sporting de Braga, 21:30

Vitória de Guimarães – Famalicão, 22:00.

 

Alfa/Lusa.

Canoagem/Mundiais. Fernando Pimenta terceiro em K1 1000 e apurado para Tóquio2020

O canoísta português Fernando Pimenta apurou-se hoje para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao conquistar a medalha de bronze na final de K1 1000 metros dos mundiais de Szeged, na Hungria.

Pimenta, que defendia o título mundial conquistado em 2018 em Montemor-o-Velho, competiu na pista quatro e terminou a prova em 3.37,63 minutos, tendo sido superado pelo húngaro Balint Kopas, medalha de ouro com 3.36,07, e pelo checo Josef Dostal, medalha de prata com 3.37,31.

O canoísta luso foi vice-campeão olímpico em Londres2012, com Emanuel Silva em K2 1.000, e quinto em K1 1000 no Rio2016, onde foi sexto em K4 1000 com Emanuel, João Ribeiro e David Fernandes.

 

 

Alfa/Lusa.

Novo Museu da Libertação de Paris é inaugurado hoje

Um novo museu é inaugurado este domingo, no 75º aniversário da Libertação de Paris, juntando mais de 300 objetos que contam a ocupação nazi e abre pela primeira vez ao público o abrigo que serviu de quartel general à resistência.

 

 

Através de documentos, painéis interativos e objetos pessoais este novo museu conta não só os acontecimentos ocorridos entre 19 e 25 de agosto de 1944, que resultaram na libertação de Paris da ocupação alemã, mas também a história da II Guerra Mundial e, especialmente, da resistência francesa.

Para ilustrar quem preferiu seguir  a submeter-se a Pétain e ao regime de Vichy, o museu destaca Jean Moulin e o general Leclerc, dois homens vindos de meios diferentes e com diferentes percursos, mas que participaram ativamente no combate aos nazis.

Trata-se de uma escolha que pretende informar e inspirar os atuais visitantes.

« É preciso lembrarmo-nos que a Europa esteve para ser hitleriana e completamente dominada por regimes autoritários. Nós conhecemos uma outra Europa. A nossa Europa, uma Europa de paz. E, por isso, é preciso voltar ao passado para compreender o nosso presente e gostava que os visitantes viessem aqui para entender alguns pontos chave não só de Paris ou de França, mas da nossa história comum », disse à Lusa Sylvie Zaidman, diretora do museu.

Sem nunca se terem cruzado, tanto Jean Moulin como Leclerc passaram por Lisboa.

Moulin, que coordenou e unificou a resistência francesa até 1943 – ano em que foi preso e torturado até à morte pelos nazis -, passou pela capital portuguesa no outono de 1941, fazendo mesmo parte da exposição permanente uma ficha da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, antecessora da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), vigente em Portugal durante o Estado Novo, que o identifica com o nome falso de Joseph Mercier.

Já o general Leclerc (que se chamava Philippe de Hauteclocque e acabou por adotar oficialmente o nome Leclerc, pelo qual era conhecido na resistência), passou por Lisboa na sua fuga de França em 1940 para ir ter com De Gaulle a Londres.

Paris já tinha um museu dedicado à resistência e à sua libertação, mas a localização fora dos circuitos turísticos e as instalações pouco modernas, levaram a Câmara Municipal a procurar uma alternativa.

Assim, quatro anos de projeto depois e 11 milhões de euros de investimento, o novo museu da Libertação de Paris abre portas na praça Denfert-Rochereau, em frente à entrada das Catacumbas de Paris.

« Utilizámos toda a coleção, não todos os objetos que estavam expostos [no antigo museu], mas alguns mantêm-se. No entanto, repensámos completamente a cenografia do museu. E, como a História muda, apesar de haver um fio condutor da visita, há alguns retratos que temos previsto mudar tendo em conta novos objetos e testemunhos que sejam excecionais », afirmou a cenógrafa Marianne Klapisch, encarregue da disposição das peças pelo espaço de exposição.

A grande novidade deste espaço é a abertura ao público do abrigo de guerra ou como era apelidado nos anos 1930, época em que foi concebido, de defesa passiva.

Sendo anteriormente um dos edifícios onde eram geridas as águas de Paris, havia um abrigo para os funcionários continuarem o seu trabalho em caso de ameaça de bomba.

Nos dias da libertação, o coronel Rol-Tanguy e mais uma dezena de resistentes, tomaram este abrigo e dali coordenaram as operações na capital francesa.

Agora, o visitante pode descer a 20 metros, tal como os resistentes naquela altura, ver as diversas câmaras subterrâneas e fazer uma visita em realidade virtual, sentindo o ambiente dos anos 1940.

Este museu vem também tocar nalgumas feridas do passado como o colaboracionismo e a delação de judeus durante a guerra em França, algo que deve continuar a ser mostrado ao grande público, segundo a diretora do museu.

« A história não é um lugar de apaziguamento, é um lugar de confronto. Temos vários exemplos de como cada um pega em diferentes factos e constrói a sua história, mas o que define um momento e uma época é aquilo a que todos nós decidimos dar importância […] e nós sabemos que esta história da II Guerra Mundial é importante para forjar o nosso futuro. A nossa missão como museu é dá-la a conhecer ao público », realçou a diretora do museu.

 

Alfa/Lusa.

Ameaça de recessão. Costa: “Conflito China-EUA pode ter efeito semelhante a 2008”. Bolsas em queda

António Costa: “Conflito China-EUA pode ter efeito semelhante a 2008”.

« Sabemos que um grande conflito comercial entre a China e os EUA pode ter um efeito recessivo à escala global, como o que tivemos em 2008 — com as consequências que todos conhecemos », diz o primeiro-ministro português numa entrevista à edição deste sábado do jornal Expresso.

Ontem, sexta-feira, Wall Street caiu quase 3% com o agravamento da tensão comercial entre EUA e China.

A bolsa de Nova Iorque fechou com os principais índices a caírem quase 3%, no dia em que os Estados Unidos e a China retomaram a escalada na guerra comercial.

De acordo com os resultados provisórios no fecho da sessão, o principal índice de Wall Street, o Dow Jones caiu 2,37%, e o Nasdaq, que agrega os principais títulos das empresas tecnológicas, desvalorizou 3%, sensivelmente a mesma queda registada pelo índice S&P500.

A queda em Nova Iorque segue a tendência registada nas principais bolsas europeias, que fecharam a semana em queda, como o português PSI, que terminou hoje a sessão com uma descida de 1,33% para 4.792,47 pontos.

Milão cedeu 1,65%, Frankfurt 1,15%, Paris 1,14%, Madrid 0,77% e Londres 0,47%.

Pequim anunciou que vai impor novas tarifas a bens norte-americanos no valor de 75 mil milhões de dólares (67,7 mil milhões de euros), tendo o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçado com uma resposta musculada, mas ainda sem concretizar.

Renato Sanches no Lille para relançar carreira e jogar na Liga dos Campeões

O internacional português Renato Sanches, que estava vinculado ao Bayern de Munique, assinou por cinco temporadas com o Lille, anunciaram os dois clubes nos respetivos sites oficiais, sem revelarem os valores da transferência.

 

https://twitter.com/losclive/status/1165159051837235200

 

“O meu desejo era juntar-me ao Lille. Estou muito feliz por estar aqui. Estavam em contacto com o Luís Campos [diretor desportivo do Lille] há muito tempo. O projeto e a confiança que manifestaram em mim convenceram-me”, afirmou Renato Sanches, em declarações reproduzidas na página do Lille.

No Lille, que vai jogar a Liga dos Campeões após ter sido vice-campeão em 2018/19, o novo número ’18’ dos ‘dogues’ vai encontrar o diretor desportivo Luís Campos e os colegas de equipa lusos Tiago Djaló, José Fonte e Xeka.

O Bayern de Munique reagiu à transferência através do presidente Karl-Heinz Rummenigge, o qual revelou que Renato Sanches pediu para sair para que “pudesse jogar com regularidade”, também com o objetivo de estar entre os eleitos da seleção portuguesa para o Euro2020.

Por seu lado, o diretor desportivo dos heptacampeões germânicos, o antigo jogador Hasan Salihamidzic, afirmou que Sanches “deu tudo” nos três anos em que esteve ligado ao clube da Baviera e agradeceu ao médio luso.

Apesar de os dois clubes não terem revelado os valores do negócio, fonte próxima do processo disse à agência noticiosa France Presse que o jogador custará “20 milhões de euros”, uma verba recorde para o clube, cuja transferência mais cara foi a de Yusuf Yazici, no início de agosto, por 16,5 milhões de euros.

O antigo jogador do Benfica, contratado pelos campeões alemães por uma verba inicial de 35 milhões de euros em 2016, chegou a jogar por empréstimo no Swansea, realizando na época transata 24 jogos (dois golos) pelos bávaros.

Esta temporada, levava já três jogos oficiais, um deles na derrota na Supertaça para o Borussia Dortmund (2-0), podendo relançar a carreira em França depois de vários anos de pouca utilização que o afastaram, também, da seleção portuguesa, com quem foi campeão europeu em 2016.

Nesse ano, recebeu o prémio Golden Boy e transferiu-se para o Bayern, por quem conquistou três Ligas alemãs, depois do campeonato com o Benfica, mas em anos de utilização esporádica, numa ainda curta carreira que conta com 18 internacionalizações (um golo).

 

https://twitter.com/losclive/status/1165171888253001728

 

Alfa/Lusa.