A aposta de Emmanuel Macron na baixa de impostos para as classes médias e médias-baixas. Por Pascal de Lima, economista e professor de SciencesPo. Volte a ouvir aqui a crónica de 3ªfeira 30 de abril.

A aposta de Emmanuel Macron na baixa de impostos para as classes médias e médias-baixas. Por Pascal de Lima, economista e professor de SciencesPo. Volte a ouvir aqui a crónica de 3ªfeira 30 de abril.

CHRISTOPHE PETIT TESSON/EPA
Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro
Os alertas oficiais contra a eventual violência – segundo as autoridades, grupos radicais anarquistas e outros ultras ligados às fações mais radicais dos “coletes amarelos” desejam provocar um dia de “caos e apocalipse” – foram de tal forma fortes que alguns analistas até chegaram a dizer que poderemos estar perante uma “encenação voluntária”.
Esta “encenação alarmista” teria como objetivo, para o Governo, desmobilizar os potenciais manifestantes mais moderados.
Os sindicatos vão desfilar em conjunto com os “coletes amarelos” e todos os comércios foram aconselhados a fechar e a protegerem as suas montras e fachadas entre as Praças de Montparnasse e de Italie, por onde passará o desfile principal.
Diversas estações do metropolitano e linhas de autocarro foram encerradas e foram proibidas concentrações de pessoas em diversas áreas da capital – designadamente junto à universidade da Sorbonne, e numa vasta zona dos Campos Elísios, da Concórdia, bem como junto a locais simbólicos institucionais como o Palácio do Eliseu, diversos ministérios e nos arredores da Assembleia Nacional.
Sindicatos e “coletes” querem unir esforços para obrigarem o Presidente Emmanuel a ceder mais às reivindicações do que já fez até agora (no total, anunciou medidas num valor total de mais de 20 mil milhões de euros) depois de cinco meses e meio de manifestações marcadas frequentemente por extrema violência.
7400 agentes das forças da ordem foram mobilizados para garantir a segurança neste dia, só em Paris.
Os controlos preventivos, com revistas de sacos, de malas de carros e de autocarros começaram desde ontem em Paris e nos arredores, incluindo nas estações dos caminhos de ferro. Agentes retiraram também do trajeto da manifestação oficial tudo o que poderia servir de “arma” aos manifestantes, como pedras soltas, materiais de estaleiros de obras nas ruas e em prédios e mesmo bicicletas e motos. Os residentes dessas zonas foram aconselhados a fecharem-se nas suas casas e a não deixarem automóveis nas ruas.
Diversas pessoas foram presas ontem e já esta manhã por trazerem consigo objetos que poderiam servir de armas em ataques contra a polícia e também por trazerem consigo máscaras e óculos ou por terem sido identificados e registados como violentos em manifestações anteriores.
Muitos “coletes” e setores esquerdistas, alguns ligados aos Black Blok querem que este seja um “primeiro maio histórico”, segundo as autoridades.
A manifestação do mesmo dia, no ano passado, decorreu com graves confrontos na cidade e, depois disso, os desfiles dos “coletes” foram quase sempre marcados por grande violência. (Com o de hoje, os “coletes amarelos” vão marchar nas ruas pela 25ª vez desde que o movimento eclodiu, a 17 de novembro do ano passado).
O ministro do Interior, Christophe Castaner, disse saber que elementos “ultraviolentos” se vão tentar infiltrar nas manifestações para provocarem “cenas de caos” em Paris.
Ascensão formal ao trono ocorreu, nesta quarta-feira, um dia após a abdicação de seu pai, Akihito, que foi imperador durante 30 anos.
Mudança também marca início de nova era no calendário japonês.
Na cerimónia, que começou às 10:31 (01:31 em Lisboa), Naruhito, 59 anos, que sucede ao seu pai, Akihito, 85, recebeu uma réplica da lendária espada Kusanagi e mais uma jóia jade, assim como os selos imperiais, como prova da sua sucessão como o 126.º imperador do Japão.
O evento, que teve lugar numa das salas do Palácio Imperial em Tóquio, contou apenas com a presença apenas de membros masculinos da família imperial, bem como de representantes políticos.
A cerimónia, com o nome « Kenji para Shokei sem quimono », durou apenas cinco minutos e contou com a presença do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.
A nova imperatriz, Masako, não esteve presente. À direita de Naruhito estava o seu irmão, o príncipe Fumihito, primeiro na linha de sucessão.
A única mulher presente era Satsuki Katayama, membro do gabinete do primeiro-ministro japonês.
Este evento será seguido por outra cerimónia, também no Palácio Imperial, onde o Imperador Naruhito terá a oportunidade para abordar a nação com uma breve mensagem.
Ao fim de 30 anos, o reinado do imperador japonês Akihito terminou hoje ao abdicar em favor do filho mais velho, Naruhito.
Pela primeira vez em dois séculos, um imperador abdicou do trono em vida, em virtude de uma lei de exceção escrita especificamente para Akihito, que em 2016 tinha expressado o seu desejo de se poder afastar de funções, por “não poder exercer de corpo e alma” as tarefas de imperador, com problemas de saúde.
Com 85 anos, Akihito deixou o trono ao seu filho mais velho, o príncipe herdeiro Naruhito, de 59 anos, historiador de formação e propenso a ignorar a tradição imperial rígida e os protocolos severos do Japão.
Naruhito prometeu ajudar o Japão a avançar para a modernização da mais antiga monarquia reinante do mundo, tornando-se o imperador número 126 a subir ao Trono do Crisântemo.
A biografia de Naruhito não é a mais ortodoxa para o padrão dos príncipes herdeiros do Japão, tendo sido criado pela mãe, Michiko, e não pelo pessoal do Palácio Imperial, e tendo estudado no estrangeiro, em vez de ficar pelos estabelecimentos de ensino japoneses, como era tradição.
(Alfa, com Lusa)
A polícia francesa distribuiu quase 450 multas por assédio sexual desde que a nova legislação entrou em vigor há oito meses. A lei abrange insultos sexistas, comentários degradantes ou humilhantes, ou comportamento hostil e ofensivo, « sexual ou sexista » em relação a uma pessoa em áreas públicas, escolas ou locais de trabalho.
A lei, por alguns apelidada de « proibição do piropo », foi aplicada um mês depois de ter entrado em vigor e a primeira multa foi passada a um homem que bateu nas nádegas de uma mulher num autocarro e fez comentários lascivos.
A ministra da igualdade de França, Marléne Schiappa, disse que as multas demonstram que a lei contra o o assédio de rua, que antes tinha descrito como uma « batalha cultural », está a funcionar. »Muitos de vocês, sentados nesses bancos, disseram-nos que nunca funcionaria, que nunca poderíamos definir um comportamento sexista ofensivo », disse Schiippa a colegas ministros na Assembleia Nacional. E insistiu: « Com esta lei, a França tornou-se o primeiro país do mundo a punir o assédio nas ruas com multas ».
A lei permite multas no local entre 90 a 750 euros, medida destinada a evitar que as vítimas passem por um longo processo formal de reclamações. De acordo com a lei, multas mais altas podem ser emitidas em « circunstâncias agravantes », incluindo o assédio de passageiros que usem o transporte público e se a vítima tiver menos de 15 anos ou for considerada particularmente vulnerável.
A legislação foi apoiada por 90% da população francesa, de acordo com uma pesquisa da Ifop publicada há um ano.
Um estudo feito em 2016 por uma associação de utilizadores de transportes em França revelou que 83% das mulheres disseram ter sido submetidas a comentários ou tinham sido intimidadas enquanto viajavam no transporte público.
Alfa/DN
A cantora e compositora brasileira Beth Carvalho morreu esta terça-feira no Rio de Janeiro, noticiaram os media brasileiros.
De acordo com a Globo, a artista estava internada desde janeiro por graves problemas de saúde mas a causa da morte não foi revelada.
Vários nomes da música brasileira como Gilberto Gil, Gal Costa, Marisa Monte, Daniela Mercury, Elza Soares, entre outros, lamentaram a morte da cantora nas redes sociais.
Com mais de 50 anos de carreira, dezenas de discos gravados e sucessos como « Andança » e « Coisinha do pai », Beth Carvalho era considerada a madrinha de artistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Jorge Aragão.
A notícia da morte da « Madrinha do Samba » foi confirmada pelo empresário, que adiantou ao portal G1 que morreu « rodeada por amigos e família ».
Beth Carvalho tinha 72 anos.
Alfa/TSF/DN

« Maduro não tem o apoio, nem o respeito das Forças Armadas. Muito menos do povo da Venezuela, porque não protege ninguém, porque não oferece resultados nem soluções », disse Guaidó num vídeo divulgado através do Twitter.
Segundo Juan Guaidó, na terça-feira os venezuelanos viveram « um dia histórico para o país, no início da fase definitiva da ‘Operação Liberdade' ».
« Vimos que a pressão e os protestos, geram resultados, que não apenas o reconhecimento do mundo. Esses militares valentes fizeram o chamamento e milhares de venezuelanos saíram às ruas », disse.
« continuem a avançar na ‘Operação Liberdade’, no resgate da dignidade do nosso povo, da nossa gente, da nossa família », apelou Guiadó às Forças Armadas da Venezuela.
« Esse é o desafio, por isso amanhã (quarta-feira), 01 de maio, vamos continuar. Vamos ver-nos nas ruas, nos pontos de concentração que definimos, em todo o território da Venezuela (…). Esse é o nosso território », sublinhou.
« Na Venezuela, hoje, não há possibilidade de um golpe de Estado, a menos que me queiram prender », frisou, acrescentando que « hoje a Venezuela tem a possibilidade de uma rebelião pacífica, como foi no dia de hoje (terça-feira), contra um tirano que se fecha entre quatro paredes por medo de dar a cara à nossa gente ».
O autoproclamado presidente interino da Venezuela afirmou ainda que os venezuelanos, pacificamente, têm « a possibilidade de continuar o futuro e ir até à fase definitiva da operação liberdade ».
Alfa/Lusa
O golo cedo deixou a equipa holandesa bem encaminhada para atingir a final da prova, num encontro em que os ingleses já não podiam contar com o seu principal avançado, Harry Kane, lesionado, nem com o sul-coreano Son, castigado, tendo ainda sofrido novo revés com a lesão, ainda na primeira parte (39 minutos), do seu defesa-central holandês Vertonghen.
A segunda mão está agendada para o dia 08 de maio, em Amesterdão.
Esta quarta-feira realiza-se a segunda meia final, com o Barcelona a receber o Liverpool.
Alfa/Lusa.
Os ‘encarnados’ anunciaram, na sua página oficial, a intenção de recorrerem do castigo para o Tribunal Arbitral do Desporto, por considerarem “totalmente injustificável” a suspensão aplicada a Luís Filipe Vieira.
Os 90 dias de suspensão devem-se às declarações do dirigente benfiquista depois do jogo com o FC Porto para a Taça da Liga – vitória dos ‘dragões’ por 3-1 -, que contestou a prestação do vídeoárbitro da partida, Fábio Veríssimo.
Na nota, o Benfica queixa-se ainda de uma « óbvia dualidade de critérios », referindo-se a « dois recentes processos em que estiveram em causa declarações do diretor de comunicação do FC Porto (Francisco J. Marques), que, face a idênticas exposições nos termos legais, foi objeto de diferente apreciação por parte dos relatores daquele órgão ».
Alfa/Lusa.
O Grande Prémio de São Marino de 1994 marcou para sempre o automobilismo mundial. « Num único fim de semana, perderam-se dois pilotos. Foram dias muito difíceis para todos », recordou, em declarações à Agência Lusa, o português Pedro Lamy, que participou nessa prova do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 aos comandos de um Lotus-Mugen Honda.
« Aconteceu de tudo. Diversos acidentes em pista, nas boxes. Parece que Deus se pronunciou nesse fim de semana para avisar que era preciso mais cuidado », sublinha Lamy, 25 anos depois daquele que é considerado uns dos fins de semana ‘mais negros’ da história da F1.
Cerca de 25 horas antes do acidente de Senna já tinha morrido o austríaco Roland Ratzenberger, que, aos 31 anos, disputava o seu terceiro grande prémio, quando o seu Simtek-Ford embateu a 315 km/h contra um muro de betão na curva Villeneuve, após perder uma parte da asa dianteira.
Na sexta-feira, na primeira sessão de qualificação, o Jordan-Hart do brasileiro Rubens Barrichello descolou na Variante Baixa, a cerca de 200 km/h, embateu nas redes de proteção e capotou três vezes, deixando o piloto brasileiro inconsciente e impedido de alinhar na corrida, devido aos ferimentos sofridos, entre os quais uma fratura no nariz.
A própria corrida também começou mal, pois, na largada, Pedro Lamy não conseguiu evitar que o seu Lotus-Mugen Honda embatesse violentamente na traseira do Benetton-Ford do finlandês J.J. Lehto, que ficara parado, e a colisão lançou uma roda para as bancadas, o que provocou ferimentos em quatro pessoas.
O acidente do português ditou a entrada em pista do ‘safety car’, que controlou o ritmo do pelotão até à sexta volta, pelo que Senna realizava a sua primeira volta lançada quando se despistou.
Mais tarde, perto do final da corrida, o drama voltou a acontecer, mas desta vez nas ‘boxes’: depois de reabastecer e trocar de pneus, o italiano Michelle Alboreto preparava-se para regressar à pista, quando se soltou uma roda do seu Minardi-Ford, num incidente de que resultaram ferimentos em três mecânicos da Ferrari e num da Lotus.
O dramático Grande Prémio de São Marino de 1994 marcou uma viragem histórica na Fórmula 1, pois não só obrigou a Federação Internacional do Automóvel (FIA) a alterar de forma radical as regras de segurança, como acabou por ser o momento da sucessão entre Ayrton Senna e o alemão Michael Schumacher, vencedor dessa prova.
Pedro Lamy, que na altura tinha 22 anos, lembra um « ambiente muito pesado » nas horas seguintes.
« Só tive a confirmação da morte do Senna quando fui ao hospital, no final do dia. Já havia alguns comentários, mas ninguém queria acreditar », revela o piloto, que correu no Mundial de F1 de 1993 a 1996.
O piloto de Alenquer diz que esse fim de semana e, sobretudo, a morte de Senna « mudou a forma como se via a F1 em Portugal ».
« Passou a ser diferente. O Ayrton Senna era um piloto diferente, era apelidado de ‘Mago’. Tinha uma magia dentro dele, era o melhor. Ele próprio repetia várias vezes que tinha nascido para ser o melhor », lembra Pedro Lamy.
Senna disputou 162 grandes prémios desde a sua estreia na Fórmula 1, em 1984 com um Toleman-Hart, e ainda tem vários registos notáveis: é o quinto piloto com mais vitórias (41, a primeira delas no Estoril) e terceiro com mais ‘pole positions’ (65).
Alfa/Lusa.
O mérito do triunfo do Montpellier é indiscutível, ao dar a volta a duas desvantagens no marcador, que abriu logo aos 12 minutos para o PSG com um autogolo do defesa camaronês Oyongo Ambroise, na tentativa de cortar um cruzamento do ataque parisiense.
Volvidos nove minutos, aos 21, foi a vez da defesa do PSG retribuir o ‘brinde’ de Oyongo, com o central Presnel Kimpembe a fazer um autogolo que repôs a igualdade, só desfeita já na segunda parte, aos 62, pelo argentino Angel Di Maria, também a aproveitar uma fífia da defesa da casa.
Mesmo a perder pela segunda vez, o Montpellier nunca ‘atirou a toalha ao chão’ e os seus esforços foram premiados ao minuto 80, quando Andy Delort restabeleceu o empate, ao marcar o segundo golo da sua equipa.
O Montpellier ainda chegaria à vitória aos 85 minutos, graças a um golo do avançado senegalês Souleymane Camara, que entrara em campo dois minutos antes a render Andy Delort, e que aproveitou mais uma fífia defensiva do PSG, desta vez protagonizada pelo médio argentino Leandro Paredes.
Pela equipa da casa alinhou o central e internacional português Pedro Mendes, que foi um dos melhores em campo.
Com esta vitória, o Montpellier subiu ao quinto lugar, com 54 pontos, a cinco do Saint-Étienne, que é quarto, com 59, que dá acesso à Liga Europa, enquanto o PSG, que renovou o título na 33.ª jornada, mantém um confortável avanço de 16 pontos sobre o Lille, segundo, e de 22 sobre o Lyon, terceiro.
Alfa/Lusa.