25 de Abril. Eu, o meu avô, os militares e o entusiasmo com as primeiras eleições livres em Portugal. Volte a ouvir aqui a crónica de quinta-feira de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:
Porto empata em Rio Ave e se Benfica vencer fica isolado na liderança
« FC PORTO DESPERDIÇA VITÓRIA NOS DESCONTOS EM VILA DO CONDE E FAZ SORRIR O BENFICA », lê-se no Sapo, em Portugal.
Macron, « Juppé sem careca », lança « Lojas do Cidadão » de dimensão limitada. Revista de imprensa
Pequena revista de imprensa depois das medidas anunciadas pelo Presidente Emmanuel Macron para tentar sair da crise dos « coletes amarelos », que voltam a sair à rua neste sábado, 27.
Emmanuel Macron é um “Juppé sem careca” ou um « Raffarin magro », escreveu o jornal de esquerda Libération depois da sua conferência de imprensa de quinta-feira passada. Este jornal afirma que Macron virou à direita num texto assinado por Laurent Joffrin.
Pelo seu lado, o diário conservador Le Figaro afirma: “tudo está por fazer”. Um editorialista (Aexis Brézet) deste jornal aplaude, no entanto, as suas palavras de elogio aos valores da família, bem como a sua intenção de limitar a imigração, a defesa das fronteiras e o seu enigmático conceito de “patriotismo inclusivo”.
Em Portugal, o semanário Expresso diz que Macron tentou lançar o Ato 2 do seu mandato, diz estar mais humano, pensa nas eleições europeias, pisca o olho à direita e lança uma espécie de Lojas do Cidadão (chamadas ‘France Service’) de dimensão muito limitada em França (apenas nas regiões e no mundo rural, fora das grandes cidades).
« Dois terços dos franceses não ficaram convencidos com medidas anunciadas e 80 por cento acham que ele não conseguirá pôr fim ao movimento dos “coletes amarelos”.segundo sondagens feitas depois da conferência de imprensa », Lê-se no jornal.
« Emmanuel Macron pretendeu relançar o seu mandato e teve em vista as próximas eleições europeias, que ele não quer e não pode perder. Neste aspeto, piscou sobretudo os olhos ao eleitorado tradicional da direita clássica porque, para ele, a esquerda não existe politicamente. Neste último caso tem razão: a esquerda permanece estilhaçada e ainda não recuperou do seu descalabro de há dois anos nas presidenciais e nas legislativas » – escreve Daniel Ribeiro no Expresso.
« Será preciso esperar para ver se o Presidente Emmanuel Macron conseguiu, com a sua longa conferência de imprensa de quinta-feira passada, pôr finalmente fim à crise dos “coletes amarelos” que dura há cinco meses e meio », conclui o Expresso.
Leia mais sobre as medidas anunciadas pelo PR francês em artigo relacionado, aqui, na página da Rádio Alfa
Livro “Dias da Liberdade em Portugal » em destaque no « Passagem de Nível »
« Passagem de nível » na Rádio Alfa .
Domingo, 28 Abril 2019 – entre as 12h00 e as 13h30
Destaques:
1 -Núcleos do Bloco de Esquerda (BE) da Europa reunidos em Paris: entre outros temas, as eleições europeias e legislativas, a situação atual em Portugal e questões da emigração
Convidados: Luís Fazenda, co-fundador do BE, Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do BE e Cristina Semblano, representante do BE em França
2-O livro « Dias da Liberdade em Portugal », fotografias de Gérald Blancourt, vai ser apresentado dia 2 de Maio no Consulado-Geral de Portugal em Paris
Convidado: Daniel Bastos, Historiador e coordenador da publicação
3- “Brunch Littéraire”, organizado pela Association Convivium Lusophone, decorre no dia 4 de Maio, entre as 13h e as 16h no Café Louise, 155 Bd Saint Germain, Paris 6.
O tema: La Langue portugaise et le choc d’identité des Portugais de France”, a partir dos romances de Maria João Lehning
Convidado: João Heitor, organizador do evento
Um programa de Artur Silva
Nascimentos em Portugal atingem valor mais alto em sete anos
No primeiro trimestre de 2019, foram rastreados 21.348 recém-nascidos, de acordo com os número dos « testes do pezinho », o valor mais elevado dos primeiros trimestres dos últimos sete anos.
Nos três primeiros meses do ano, nasceram, pelo menos, mais 984 crianças face ao mesmo período de 2018, quando tinham sido estudados 20.364 recém-nascidos no âmbito Programa Nacional de Diagnóstico Precoce.
Desde 2012 (21.750) que não eram estudados tantos recém-nascidos nos primeiros três meses do ano, observam os dados baseados nos « testes do pezinho » que cobrem quase a totalidade dos nascimentos em Portugal, apesar de não ser um teste obrigatório.
Em 2014, foram realizados no primeiro trimestre do ano 19.574 testes, número que subiu para 21.348 este ano, mais 1.776, o que significa um aumento de 9%.
Lisboa foi o distrito com mais exames realizados (6.419), seguido do Porto (3.814), Setúbal (1.596), Braga (1.562), Aveiro (1.091) e Faro (1.082).
Guarda foi o distrito onde menos crianças realizaram o teste (165), segundo os dados do programa coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana
Janeiro foi o mês que registou o maior número de exames feitos (8.291), seguido de março (6.642) e de fevereiro (6.415).
Em 2018, houve 86.827 recém-nascidos, mais 674 do que em 2017, ano em que foram realizados 86.180 « testes do pezinho ».
O « teste do pezinho » é efetuado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite atualmente detetar 26 doenças, 25 das quais de origem genética, possibilitando uma atuação precoce e um desenvolvimento mais saudável das crianças.
Este rastreio permite identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de tratamento precoce.
Alfa/Lusa/TSF
Cérebro – mais vasto que o céu. Faça férias culturais em Lisboa. Visite a Gulbenkian
Se for a Lisboa nos próximos tempos visite a Fundação Calouste Gulbenkian e as suas diversas exposições. Leve os filhos e não perca esta:
Cérebro – mais vasto que o céu
Um cérebro com 500 milhões de anos e um cérebro moderno. Dois neurónios gigantes, fragmentos de um papiro egípcio. Um quadro de Bridget Riley, uma orquestra de cérebros, robôs… Uma viagem ao cérebro para todas as idades: a sua origem, a complexidade da mente humana e os desafios das mentes artificiais.
Esta exposição é uma viagem única à volta do cérebro: a sua origem, a complexidade da mente humana, os desafios das mentes artificiais. Mostra-se um cérebro com 500 milhões de anos, um cérebro moderno, uma sinapse interactiva gigante, fragmentos de um papiro egípcio, um quadro da artista Bridget Riley, uma orquestra de cérebros, robots… Atividades interativas, documentos históricos e paleontológicos, pintura, modelos tridimensionais e infografias combinam-se para produzir uma exposição entusiasmante para todas as idades.
Partindo do poema de Emily Dickinson, The brain – is wider than the sky, a exposição abre apresentando o cérebro sem qualquer recurso a informação científica, utilizando imagens deslumbrantes da peça Self reflected de Greg Dunn.
A origem e complexidade do cérebro, e aquilo que conhecemos da forma como gera algumas das características que identificamos como humanas – memória, perceção, linguagem, emoções –, a par de doenças que decorrem do mau funcionamento de diferentes componentes deste sistema, são exploradas nos dois primeiros módulos. O terceiro módulo da exposição, aborda a tecnologia de interface cérebro-máquina e as suas aplicações, a inteligência artificial e a robótica.
Cérebro – mais vasto que o céu pretende também construir a necessária ponte entre nós e os animais – para que possamos compreender o nosso lugar na natureza. É esta relação permanente que, ao longo da exposição, permite ao visitante construir uma narrativa que das ciências naturais e sociais se vai estendendo à Filosofia, às Artes e às Humanidades.
Saiba mais sobre as exposições na FCG/Lisboa: ouça a Crónica do dia de segunda-feira, 29, por Miguel Magalhães, diretor da delegação da Gulbenkian em Paris
Coletes amarelos. Presidente Macron tenta relançar o seu mandato.
Promessas de redução de impostos: um passo para Macron deixar os coletes amarelos para trás.
YOAN VALAT/GETTY IMAGES
Saída da crise causada pelos coletes amarelos passa, segundo o presidente francês, por um conjunto de medidas, em que se inclui revisão da constituição. Emmanuel Macron sublinha que « é a altura de a ordem pública voltar »
O presidente francês apresentou esta quinta-feira, 25 de abril, as medidas retiradas do debate com os cidadãos franceses, assegurando uma redução « significativa » dos impostos sobre o trabalho, menos gastos no Estado, e garantiu que não fecharão escolas nem hospitais até 2022.
Perante os membros do Governo e centenas de jornalistas, mas também acompanhado na televisão por milhões de franceses, Emmanuel Macron apresentou hoje as suas conclusões do Grande Debate, servindo-se da ocasião para relançar o seu mandato e « um novo ato » da República.
« Os coletes amarelos são um movimento inédito que mostrou a cólera e a impaciência para que as coisas mudem e que o povo francês continue a progredir num mundo incerto. […] Este movimento foi tomado pelos extremismos. Agora é a altura da ordem pública voltar », disse o Presidente no início da sua comunicação ao país, à qual se seguiram questões colocadas por jornalistas.
REVISÃO CONSTITUCIONAL ATÉ AO VERÃO
Segundo o chefe de Estado, este movimento mostrou « os ângulos mortos » da sociedade francesa, dizendo estar « orgulhoso » da participação de milhares de cidadãos no Grande Debate que mostraram ser « filhos das Luzes », levando a que « face ao sentimento de injustiça » o Governo « volte a colocar o homem no centro do projeto político ».
Desde logo, Emmanuel Macron apresentou uma reorganização do Estado, nomeadamente a redução de deputados, limitação de mandatos para os eleitos políticos, reforço da utilização dos referendos – avançando com a possibilidade de um milhão de assinaturas de cidadãos poder dar origem a uma lei ou um referendo. O Governo vai avançar com uma revisão constitucional até ao verão.
O Presidente falou ainda sobre uma nova vaga de descentralização, com mais poderes para os eleitos locais e a reorganização da função pública.
Quanto aos altos funcionários do Estado, Macron anunciou o fim da escola ENA, onde são formados estes quadros, mas disse que a França precisa « de um serviço de excelência e não de um trabalho para a vida ».
RECUSA DE REPRESENTAÇÃO DE VOTO BRANCO
Mas também negou algumas propostas repetidas pelos coletes amarelos e ouvidas em vários debates, como a introdução do voto obrigatório ou a representação do voto branco na Assembleia Nacional. « O voto branco é negligente. não vou adotar essa medida porque já temos uma crise de ineficácia. […] Temos de fazer uma escolha no voto e essa escolha é importante. O branco não é uma decisão, é uma escolha fácil », afirmou o Presidente.
Emmanuel Macron prometeu ainda baixar os impostos sobre os rendimentos.
« Eu vou baixar os impostos a quem trabalha, reduzindo significativamente o imposto sobre os salários […] Podemos fazer mais, gastando menos e extinguindo órgãos que não servem para nada », indicou ainda o presidente. Tal como já tinha sido anunciado pela comunicação social francesa, as reformas abaixo dos 2.000 euros serão reindexadas.
Segundo o governante, a maior desigualdade entre franceses não é fiscal, mas sim desde a nascença. Por isso, prometeu um maior investimento nos primeiros 1000 dias das crianças francesas, assim como uma maior aposta na educação, limitando as turmas desde a creche à escola primária a 24 alunos.
CONSELHO DE DEFESA ECOLÓGICA
Sobre as alterações climáticas, o presidente vai criar um conselho de defesa ecológica constituído por 250 cidadãos escolhidos ao acaso e que vão trabalhar a partir de junho na definição de medidas que vão entrar no quotidiano de todos os franceses.
Apesar de ter enunciado várias medidas, o presidente indicou que muitas serão ainda trabalhadas pelo Governo.
Contudo, avançou já com algumas medidas concretas: a constituição de uma nova forma de atendimento ao público fora das grandes cidades, a « France Service », e garantiu ainda que até 2022 não haverá encerramento de escolas ou hospitais sem acordo das autoridades locais.
Emmanuel Macron tinha planeado anunciar essas medidas no dia 15 de abril, mas quando o discurso já estava pronto para ser transmitido, um incêndio tomou conta da catedral de Notre-Dame, forçando-o ao cancelamento.
FC Porto Sub-19 regressa à Final Four da Youth League « para ganhar o troféu »
A equipa de Sub-19 do FC Porto, orientada por Mário Silva vai defrontar o Hoffenheim nas meias-finais, da UEFA Youth League. O embate será amanhã sexta-feira, a partir das 14 horas, no Colovray Sports Centre.
Na antevisão da partida Fabio Vieira, jogador do Porto, diz que vai ser muito dificil mas o porto quer seguir em frente na competição.
Tomas Esteves espera o apoio dos portugueses…
Os Dragões chegam a esta fase da competição pelo segundo ano consecutivo, depois de terem vencido o Grupo D e de terem ultrapassado o Tottenham (2-0) e o Midtjylland (3-0) na fase a eliminar.
Na outra meia-final, o Barcelona defronta o Chelsea.
Alfa/PortoCanal.
Bernardo Silva no ’11’ ideal da Liga Inglesa de futebol
O médio internacional português Bernardo Silva integra a equipa da época da Liga inglesa, escolhida pela Associação de Futebolistas Profissionais (PFA).
O médio internacional português Bernardo Silva integra a equipa da época da Liga inglesa, escolhida pela Associação de Futebolistas Profissionais (PFA).
Bernardo Silva, que na quarta-feira foi decisivo no dérbi de Manchester, que o City venceu em casa do United, por 2-0, ao marcar o primeiro golo, é um dos seis jogadores dos ‘citizens’ escolhidos pelos pares do futebol inglês.
O jogador português, que tem 13 golos, sete dos quais no campeonato, tem sido sucessivamente elogiado pelo seu treinador, o espanhol Pep Guardiola, numa época em que esteve em 33 jogos na Liga e oito na Liga dos Campeões.
“A época do Bernardo é uma obra-prima e não me estou a falar apenas de hoje [quarta-feira], estou a falar de todos os jogos. É um dos melhores jogadores da Europa na atualidade, e uma joia de rapaz”, disse Guardiola.
Além de Bernardo, o 11 ideal integra ainda mais cinco jogadores do campeão inglês, no caso Ederson, Aymeric Laporte, Fernandinho, Raheem Sterling e ‘Kun’ Aguero.
O Liverpool, que a três jornadas do final está a um ponto do líder Manchester City, coloca quatro jogadores entre os escolhidos: Trent Alexander-Arnold, Virgil Van Dijk, Andy Robertson e Sadio Mane.
O único jogador que não pertence às equipas que lutam pelo título é o médio internacional francês Paul Pogba, o melhor marcador do Manchester United no campeonato, com 13 golos.
Alfa/Lusa.








