Filme « Menina », da lusodescendente Cristina Pinheiro, estreia hoje em Portugal

História tem a ver com a vida pessoal da cineasta de 47 anos, que é filha de pais portugueses que emigraram para França, durante a ditadura.

“Este filme é a história de todos os portugueses, porque cada família tem alguém emigrado”, diz Cristina Pinheiro.

Coincidência ou não, o filme começou a ser rodado num dia 25 de abril (em França) e é estreado em Portugal também a 25 de abril (hoje, aniversário da « Revolução dos Cravos ».

O filme ‘Menina’ é a primeira longa-metragem de Cristina Pinheiro e conta com Nuno Lopes, Beatriz Batarda e a pequena Naomi Biton (a menina), nos principais papéis.

Numa recente entrevista à revista Visão, Cristina Pinheiro falou de si: « Eu nasci em França e sentia-me francesa, mas cada vez que entrava em casa estava em Portugal, como se fosse uma ilha. Comia comida portuguesa, falava português. Até entrar na escola não falava uma palavra de francês. Havia uma grande confusão em mim entre as duas culturas. Não sabia o que escolher. Quis mostrar isso no filme: não é necessário escolher o que quer que seja, nem uma língua nem uma revolução. É por isso que o filme começa no 25 de Abril e acaba no 14 de Julho (dia da tomada da Bastilha), porque eu sou fruto dessas duas revoluções. »

Sinopse:

A história de Luísa Palmeira, uma criança de 10 anos nascida em França e filha de emigrantes portugueses. Para a mãe analfabeta, ela é quase uma adulta, mas para o pai, alcoólico, é ainda uma menina. Um certo dia, ele conta à filha que sofre uma doença grave. Luísa recusa-se a acreditar e fica a pensar, que na verdade, ele esconde outra coisa dela. Dividida entre duas línguas e duas culturas distintas, Luísa procura conhecer as raízes da sua família e encontrar a sua identidade ao mesmo tempo que se confronta com a morte anunciada do pai. Um filme intenso e emocionante passado no final dos anos 70 que acompanha uma família portuguesa emigrada em França e o drama da sua integração.

25 de abril. Jean-Luc Mélenchon em comício do BE em Lisboa

,Jean-Luc Mélenchon

Discursos previstos também do eurodeputado e secretário europeu do partido espanhol Podemos, Miguel Urbán, e Jakob Nerup, da Aliança Vermelha e Verde da Dinamarca.

O comício está marcado para as 18h no Palácio da Independência e acontece no mesmo dia em que se celebram os 45 anos da revolução.

Notre-Dame, os ricos e os pobres. Opinião. Luísa Semedo

Catedral de Notre-Dame: os ricos, os donativos e a desigualdade social. Volte a ouvir aqui a última crónica de Luísa Semedo, presidente para a Europa do Conselho das Comunidades:

MOHAMED SALAH:«É NECESSÁRIO MUDAR A MANEIRA COMO TRATAMOS AS MULHERES»

O atacante Mohamed Salah, que actua actualmente no Liverpool, foi um dos grandes destaques da gala da revista Times que nomeia as 100 personalidades mais influentes do Mundo.

O egípcio aproveitou a oportunidade para alertar para a importância da igualdade entre homens e mulheres, especialmente, na cultura muçulmana.

«É necessário mudar a maneira como tratamos as mulheres, especialmente, na nossa cultura. Eu apoio a mulher mais do que nunca, porque sinto que esta merece muito mais do que lhe oferecem agora» disse Salah

O Astro do Liverpool é uma das personalidade mais influente no mundo em 2019, sendo tratado como um ícone pelos egipcios e mulçumanos em todo o globo.

Alfa/abola.pt

Final da Taça de Portugal marcada para as 18:15 (Paris) de 25 de maio

A final da Taça de Portugal entre Sporting e FC Porto foi hoje marcada para as 18:15 (hora em Paris) do sábado 25 de maio, revelou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

O jogo decisivo da prova ‘rainha’ do futebol português vai ser disputado no Estádio Nacional, em Oeiras, e a FPF vai divulgar as informações sobre o início da venda de bilhetes no dia 29 de abril.

O Sporting, finalista vencido da última edição, vai jogar a sua 29ª final, depois de ter eliminado Lusitano de Vildemoinhos, Rio Ave, Feirense e Benfica, enquanto os ‘dragões’ chegam ao Jamor pela 30º ocasião, depois de terem ultrapassado Belenenses, Moreirense, o Leixões e Sporting de Braga.

Tanto o Sporting como o FC Porto já venceram 16 vezes a Taça de Portugal, cuja final deste ano vai ser disputada a um sábado, ao contrário de ser jogada a um domingo, que é o habitual, depois de a data ter sido antecipada para não coincidir com as eleições europeias.

Alfa/Lusa.

Dick Rivers, o gato selvagem do rock’n’roll francês, morreu aos 74 anos

Foi ao lado de Johnny Hallyday e Eddy Mitchell, enquanto liderava Les Chats Sauvages, um dos pioneiros do rock’n’roll em França. Morreu aos 74 anos, na sequência de um cancro.

A sua história tem início semelhante à de tantos deste lado do Atlântico. Nascido em Nice, filho de comerciantes, ouviu aquele som novo, eléctrico, selvagem, sair das rádios e jukeboxes e, a partir daí, não havia forma de voltar atrás. Joaquim Costa, pioneiro do rock’n’roll em Portugal, ouviu certo dia Bill Haley & His Comets a rockar numa jukebox do Parque Mayer e não descansou enquanto não se fez ele mesmo cantor. Em França, pela mesma altura, Hervé Forneri ouviu Gene Vincent e Elvis Presley e o caminho abriu-se perante si. Havia de tornar-se Dick Rivers, nome retirado a uma personagem de um filme de Presley, havia de fundar os Les Chats Sauvages e, com eles e depois a solo, garantir um lugar na história do rock’n’roll e do yé-yé francês.

Dick Rivers, o cantor da voz grave e dos passos enérgicos em palco morreu na madrugada desta quarta-feira, dia em que completava 74 anos, consequência de um cancro. A notícia foi dada pelo seu manager, Denis Sabouret. Como os outros dois nomes que completam a trindade do rock’n’roll inicial francês, Johnny Hallyday, falecido em Dezembro de 2017, também aos 74 anos, e Eddy Mitchell, actualmente com 76, Dick Rivers destacou-se por ter transportado para França, muitas vezes em versões traduzidas para o francês, o som e as canções que brotavam dos Estados Unidos e, logo depois, de Inglaterra — ouvimos pela sua voz canções de Ray Charles, de Jerry Lee Lewis, de Elvis, de Roy Orbison, a quem dedicaria um álbum inteiro nos anos 1990, Holly Days in Austin, ou, mais tarde, de Cliff Richard & The Shadows e dos Beatles.

Incontornável na sua história foi o breve período que passou na banda que co-fundou em 1961, Les Chats Sauvages. Foi vocalista da banda durante um período que mal ultrapassou um ano, mas os 7 EPs e os dois álbuns que Les Chats Sauvages editaram nesse período, e o sucesso de Est-ce que tu le sais? (versão de What I’d say, de Ray Charles) ou de Twist à Saint-Tropez, garantiram-lhe estrelato duradouro. Não só em França: num país onde a influência da cultura francesa se sobrepunha ainda ao eixo-anglo-saxónico, como era o caso de Portugal no início da década de 1960, Les Chats Sauvages foram para muitos a porta de entrada no rock’n’roll.

No percurso a solo foi-se cruzando com os seus ídolos americanos – partilhou palco com os Beach Boys no Olympia, em 1966, encontrou-se com o seu herói, Elvis Presley, nuns bastidores de Las Vegas, três anos depois — e, mantendo firme a influência da força original do rock’n’roll, mostrou-se atento à evolução musical do seu tempo — em L’Interrogation, de 1969, rodeia-se de secção de cordas e de metais e encontramo-lo mesmo a flirtar com o psicadelismo.

 

 

Nos anos 1970, marcados por colaborações com Alain Bashung, aproximou-se da country e do blues, nos de 1980 participou na reunião dos Les Chats Sauvages. Na década de seguinte começou a impor-se definitivamente como um dos senadores do rock francês – em 1994 sai Very Dick, um resumo de carreira que cimenta esse estatuto. Uma nova geração de cantores franceses, Benjamin Biolay entre eles, junta-se para lhe prestar homenagem, compondo e gravando as canções de um álbum homónimo editado em 2006. O último álbum de originais, Rivers, chegou em 2014.

 

Jornal Público.

PAMELA ANDERSON EM GUERRA COM A FUNDAÇÃO DO MARSELHA POR CAUSA DA NOTRE-DAME

Pamela Anderson esteve com o namorado, o jogador do Marselha (OM) Adil Rami, na gala do clube, mas saiu mais cedo, incomodada com o destino dado a uma soma angariada.

A atriz explicou o seu desalento no twitter quando viu que parte da receita não ia para as associações que apoiam crianças em Marselha, como era o objetivo da gala, mas sim para a reconstrução da catedral de Notre-Dame.

 

https://twitter.com/pamfoundation/status/1120970735990657025

 

«Ontem à noite estivemos na gala do OM para ajudar na recolha de fundos para os jovens em dificuldades em Marselha. Uma grande soma foi angariada para este objetivo mas, de repende, um ´item surpresa´ [uma guitarra de Bruce Springsteen] foi leiloado com a receita a reverter para Notre Dame. Esse dinheiro não deveria ficar para as crianças quando a igreja já recebeu dantos milhões em donativos de milionários?», questionou.

«Seguramente as crianças de Marselha precisam mais desses 100 mil euros. Espero que a fundação reconsidere para onde irá canalizar o dinheiro», completou. Esta quinta-feira o clube referiu que amgariou cerca de 440 mil euros na sua gala.

No dia seguinte ao incêndio na catedral parisiense, o presidente do OM, o norte-americano Frank McCourt, havia anunciado a sua intenção de doar parte dos fundos recolhidos para ajudar na reconstrução.

Alfa/aBola.

Gravações inéditas de José Afonso ao vivo editadas

‘José Afonso Ao Vivo’ reúne num álbum com dois CD e um LP gravações inéditas feitas em 1968 e em 1980. Com textos de Adelino Gomes e edição da Tradisom.

Duas gravações inéditas com sessões musicais de José Afonso foram lançadas num livro-álbum de grande formato, com um LP e dois CD. As gravações, feitas por particulares à época e agora tratadas digitalmente, correspondem a duas apresentações distintas: a primeira em Coimbra, em 4 de Maio de 1968; e a segunda em Carreço (Viana do Castelo) em 23 de Fevereiro de 1980.

A história que rodeou tais gravações é contada pormenorizadamente, em vários textos, ao longo das mais de 80 páginas que tem o álbum, pelo jornalista Adelino Gomes, que desafiou memórias e desmemórias para chegar à verdade possível por detrás das duas sessões. Com chancela da Tradisom, o álbum teve lançamento a 6 de Abril.

 

 

Episódios desconhecidos e comoventes

“Este é José Afonso fora dos holofotes, como foi colocado quase sempre”, diz Adelino Gomes ao PÚBLICO. “E fora também, neste caso, da historiografia do período que vai de Setembro de 1967 aos últimos dias de 1968 e que passou ao lado, 12 anos depois, da história exemplar de um crowdfunding à moda do Minho montado para o levar, com a banda de Júlio Pereira, ao palco de uma sociedade de instrução e recreio de uma pequena aldeia.” Foram vendidos bilhetes, mesmo sem saber a data do concerto, tal era a vontade de o ouvir por lá. “Este é apenas um entre vários desconhecidos e não raro comoventes episódios em que fui tropeçando ao longo do ano e meio que dediquei, a partir de certa altura quase em exclusivo, a esta pesquisa.” Da Coimbra de 1968 a Carreço, freguesia de Viana do Castelo, em 1980, vão, diz Adelino, “dois pedaços da história de vida de um cidadão que regressa de Moçambique decidido a dedicar-se por inteiro ao ensino, mas a quem as perseguições da ditadura acabaram por empurrar para uma gigantesca sala de aulas que eram os convívios de estudantes, os cineclubes, os parques de campismo. Além, claro de canções que num ou noutro programa de rádio vão passando ao crivo da censura. E dos textos que vão saindo num ou noutro jornal, para indignação da imprensa do regime. Textos às vezes sem o seu nome, mas só dele falando, como aconteceu na metade de um parágrafo que José Carlos de Vasconcelos conseguiu colocar na reportagem que fez para o Diário de Lisboa da sessão de 4 de Maio de 1968, em Coimbra, cuja gravação na íntegra é agora apresentada pela primeira vez.”

O desafio, após a “descoberta” de José Moças, foi-lhe lançado pela família de José Afonso: “Aceitei porque razões óbvias, mas confesso que nunca pensei que os obstáculos fossem tantos. Para lá daquilo que julgava saber, encontrei buracos enormes que a censura nos legou.” Mas valeu o esforço, diz: “Espero que esta iniciativa da Tradisom seja um contributo para impedir aquilo que nossa desmemória se encarregaria de apagar em definitivo.”

 

Jornal Público.

Nova Zelândia e França querem impedir divulgação ‘online’ de atos terroristas

Nova Zelândia e França juntam-se para impedir divulgação ‘online’ de atos terroristas

Nova Zelândia e França juntam-se para impedir divulgação online de atos terroristas

A primeira-ministra da Nova Zelândia revelou hoje que vai reunir-se em Paris no próximo mês com o Presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir como impedir a divulgação ‘online’ de atos de extremismo violento e terrorismo.

Jacinda Ardern afirmou ainda que ambos vão pedir aos líderes mundiais e responsáveis de empresas de tecnologia que assinem um compromisso intitulado de « Apelo de Christchurch », assim batizado em homenagem à cidade da Nova Zelândia onde ocorreu um ataque no mês passado.

Contudo, Ardern não divulgou nenhum detalhe sobre o texto do compromisso, alegando que o conteúdo estava ainda a ser definido.

O homem acusado de assassinar 50 pessoas em duas mesquitas de Christchurch transmitiu o ataque, em direto, na rede social Facebook. O vídeo de 17 minutos foi copiado e visto amplamente na Internet, mesmo depois das empresas de tecnologia o terem removido das suas plataformas.

Morte. Grão-duque João do Luxemburgo foi herói de guerra e tinha sangue português

Grão-duque João do Luxemburgo foi herói de guerra e tinha sangue português. Bisneto do rei português D. Miguel, o grão-duque João do Luxemburgo passou também por Portugal durante o exílio. Marcelo Rebelo de Sousa lamentou esta terça-feira o seu desaparecimento, recordando-o como “grande estadista” e um “amigo fiel” do nosso país.

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Alfa/Expresso. Por Mafalda Ganhão

 

Viveu uma vida longa e quiseram as andanças da História que, ao longo dos seus 98 anos, não apenas testemunhasse vários momentos marcantes, como neles tivesse uma participação ativa. Visto como um herói pelos luxemburgueses, de quem foi Chefe de Estado durante 36 anos, a influência do grão-duque João do Luxemburgo – que esta terça-feira morreu – estendeu-se na verdade muito para lá do do Grão-Ducado que o viu nascer.

Era também, pelas raízes familiares, um descendente luso. Bisneto do rei português D. Miguel, Jean Benoît Guillaume Robert Antoine Louis Marie Adolphe Marc d’Aviano nasceu em 5 de janeiro de 1921. O filho mais velho da grã-duquesa Charlotte do Luxemburgo e do príncipe Félix de Bourbon de Parma havia de ficar ligado a Portugal também por via do exílio. “O jovem príncipe Jean ficou com os seus pais e irmãos, no Estoril, na Vila de Santa Maria, e depois no palacete dos Posser Andrade”, recorda o jornal “Contacto”.

Quando aos 19 anos fugiu do Luxemburgo sob a proteção do exército francês, depois de as forças alemãs terem invadido o território em 9 de maio de 1940, o herdeiro do trono acabou por passar por vários países. Também por França, EUA, Canadá, junto com o restante da família real, antes de chegar à Grã-Bretanha.

Decidido a lutar contra o nazismo, tornou-se soldado do Exército britânico durante a Segunda Guerra Mundial e participou em batalhas como a de Caen ou no desembarque da Normandia, em 1944, integrando também as tropas que libertaram Bruxelas e Luxemburgo.

Regressou ao seu país em setembro de 1944, sucedendo a mãe no trono vinte anos depois.

Entre as mensagens de pesar que esta terça-feira foram sendo divulgadas, o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou o grão-duque João do Luxemburgo como “grande estadista” e “amigo fiel de Portugal”.

De acordo com uma nota publicada no portal da Presidência da República, na mensagem dirigida ao grão-duque Henrique, Marcelo Rebelo de Sousa “lembrou a forte ligação” do seu pai a Portugal, “sustentada em laços familiares e no papel que desempenhou no seu reinado”, deixando um elogio ao papel do grão-duque como soldado que lutou pela liberdade durante a Segunda Guerra Mundial.

João do Luxemburgo governou de 1964 a 2000, altura em que abdicou a favor do seu filho Henrique, atual governante do pequeno estado.