Euro2020: Fernando Santos quer repetir o passado e alerta para frescura da Sérvia

Fernando Santos lembrou hoje que Portugal venceu todos os jogos nas duas últimas fases de qualificação, após ter começado a perder, e considerou que a Sérvia vai estar mais « fresca », no jogo de apuramento para o Euro2020 de futebol.

« O jogo com a Sérvia seria sempre importante, independentemente do resultado com a Ucrânia (0-0). Se pegamos tanto no passado, em que não vencemos nas estreias, então vamos por aí e vamos pensar que ganhámos todos os jogos depois disso. Foi isso que aconteceu e é isso que queremos », afirmou Fernando Santos.

O selecionador português falava aos jornalistas, na Cidade do Futebol, em Oeiras, na conferência de imprensa de antevisão do embate da segunda jornada do Grupo B, com a Sérvia, agendado para segunda-feira, no Estádio da Luz, em Lisboa.

« O resultado com a Ucrânia não foi o que desejávamos, mas alterações que podem acontecer na equipa titular poderão ser sobretudo devido ao aspeto físico dos jogadores. (…) A Sérvia não jogou há dois dias, como nós. Estará mais fresca. Jogou na quarta-feira num jogo não oficial », referiu o técnico de 64 anos.

Frente aos sérvios, Fernando Santos quer ver uma seleção portuguesa mais agressiva no momento ofensivo e a criar ainda mais pressão sobre os seus adversários.

« Com a Ucrânia, a equipa circulou bem a bola, mas muito atrás. Temos de ser mais agressivos e criar mais situações de perigo. Temos que também ser mais rápidos e mais fortes na pressão, para obrigar o adversário a falhar. Todos os jogadores que tenho neste lote, têm qualquer para o fazer », disse.

O selecionador nacional, que levou Portugal à conquista do Euro2016, considerou Ucrânia e Sérvia são equipas « semelhantes », embora o rival de segunda-feira tenha outros argumentos no ataque.

« São equipas com jogadores que gostam de ter bola, não são equipas do pontapé para a frente. A Sérvia tem jogadores rápidos, que saem bem para o ataque. Com espaço, podem ser muito perigosos, por isso temos de tapar os espaços », revelou.

Fernando Santos abordou ainda a questão física de João Félix, que, no treino da manhã de hoje, abandonou o relvado da Cidade do Futebol ainda antes do treino começar, com queixas num pé.

« Até hoje, não tinha apresentado qualquer queixa. Foi para o treino normalmente e, ao bater numa bola, sentiu um desconforto no pé. Não é nada preocupante, de acordo os médicos, mas só amanhã (segunda-feira) é que vamos saber se estará disponível. É uma situação 50/50. Vamos ver o que acontece », concluiu.

A seleção portuguesa, detentora do título, estreou-se na fase de qualificação com uma igualdade 0-0 na receção à Ucrânia, na sexta-feira, em encontro disputado igualmente no Estádio da Luz.

O Grupo B, composto por cinco equipas, é para já liderado pelo Luxemburgo, com três pontos, após a vitória sobre a Lituânia (2-1), enquanto Portugal e Ucrânia seguem com um, à frente de Sérvia, que ainda não se estreou, e dos lituanos.

O jogo frente à Sérvia está agendado para as 20:45 e será dirigido pelo polaco Szymon Marciniak.

 

Alfa/Lusa.

Cabo Verde quer Morna Património da Humanidade e organiza grande concerto na UNESCO, em Paris

Morna como Património da Humanidade passa por apoios, eventos e alguns segredos. Portugal apoia.

Alfa/com Lusa

Um ano após candidatar a morna a Património Imaterial da Humanidade, Cabo Verde divide-se entre a recolha de apoios, a preparação de eventos, como um espetáculo na UNESCO, em Paris, e um trabalho de bastidores no « segredo dos deuses ».

A 26 de março de 2018, Cabo Verde entregou a candidatura deste género musical, considerado o mais representativo do ser e do sentir cabo-verdiano, na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês).

A organização não fez qualquer reparo e são grandes as expectativas para, até ao final do ano, a música imortalizada por vozes como Francisco Xavier da Cruz, mais conhecido por B. Léza, Cesária Évora, Titina, Bana, Ildo Lobo, Tito Paris, entre muitos outros, obtenha a classificação, tal como aconteceu com o fado em Portugal, em 2011.

Aliás, Cabo Verde contou com o apoio de Portugal neste processo, tendo Paulo Lima – investigador da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e envolvido nas candidaturas portuguesas ganhadoras do fado, cante alentejano e arte do chocalho – assessorado tecnicamente a candidatura cabo-verdiana.

Outros apoios estão ainda no segredo dos deuses, nomeadamente os nomes de personalidades que já manifestaram o agrado com esta candidatura e que serão em breve conhecidos, consoante a estratégia cabo-verdiana para esta eleição, segundo disse à agência Lusa o presidente do Instituto do Património Cultural (IPC) de Cabo Verde, Hamilton Jair Fernandes.

« É um trabalho de bastidores que não pode ser revelado, tendo em conta uma candidatura desta natureza. Posteriormente, teremos a oportunidade de publicamente dizer os nomes, não só dos países amigos por trás deste processo, mas também de instituições e particulares que têm acompanhado este processo », disse.

Para já, apenas é possível revelar o trabalho realizado « até à entrega do dossier », adiantou.

Contudo, Jair Fernandes apontou as duas estratégias que começaram a ser desenvolvidas este ano, das quais a primeira « tem a ver com uma estratégia mais técnica de implementação da agenda morna ».

Trata-se da « operacionalização do plano de salvaguarda que consta do dossier de candidatura » e que pressupõe « atividades com as escolas, com a comunidade morna (artistas, casas de música), mas também criando vários pontos e circuitos relacionados com a morna, apoiando iniciativas das câmaras municipais na criação de centros de interpretação ligados à morna, casas da morna, mas também um circuito tematizado: a volta da Cesária Évora e outros interpretes e compositores de morna ».

Todas estas atividades estão previstas no quadro da Agenda Morna, « a ser implementado a partir deste ano », adiantou.

Em paralelo, acrescentou, « há todo um trabalho de diplomacia cultural, já devidamente encaminhado por parte do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, envolvendo o máximo possível os países das várias comunidades a que Cabo Verde pertence, mas também a quem decide que é um comité muito restrito ».

« Se a mensagem não for muito bem trabalhada podemos ter o risco de insucesso, mas isso está fora de hipótese », ressalvou.

A diplomacia faz-se também ao mais alto nível em prol da morna, envolvendo o Primeiro-Ministro, o Presidente da República e outras delegações das embaixadas espalhadas em todo o mundo para tentar sensibilizar quem decide.

Entre as ações de charme a desenvolver fora de Cabo Verde está previsto « um grande concerto na sede da UNESCO, em Paris, com o fito de levar a essência da alma cabo-verdiana que é a morna ».

O presidente do IPC está otimista com esta candidatura e promete que até julho deste ano vão ser revelados os passos que têm sido dados no âmbito desta candidatura.

« Estamos certos que culminará na classificação da morna como Património Imaterial da Humanidade », disse Jair Fernandes, acreditando que um dos resultados práticos desta classificação será uma « maior dinâmica », nomeadamente aos « espaços ligados à morna », como aconteceu com o fado em Portugal, que catapultou lugares como Alfama, Mouraria, Madragoa ou o Bairro Alto para o ‘top’ das preferências dos turistas e também lisboetas.

Em 2018, ano em que foi entregue a candidatura na UNESCO, Cabo Verde assinalou pela primeira vez o Dia Nacional de Morna, instituído em fevereiro no Parlamento cabo-verdiano.

A data escolhida foi 03 de dezembro, dia em que nasceu Francisco Xavier da Cruz (B. Léza), considerado um dos maiores compositores do género musical do país.

O dia foi instituído com o objetivo de homenagear todos os outros compositores, músicos e intérpretes, exaltar e reconhecer a sua importância e chamar atenção da sociedade cabo-verdiana para a necessidade de valorização do género musical.

“Coletes amarelos”. Mais “controlos preventivos” do que manifestantes em Paris

É o 19º sábado consecutivo de manifestações dos “coletes amarelos” em toda França. Segurança foi reforçada. Polícia anuncia ter efetuado 5628 “controlos preventivos” de manifestantes em Paris. Mas indica que apenas desfilaram na capital 3100 pessoas.

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro

Depois da violência que se verificou no sábado passado, com a avenida dos Campos Elísios saqueada e centenas de comércios de luxo vandalizados em toda essa zona de Paris, o Governo reforçou a segurança para as manifestações deste sábado – o 19º desde o início do inédito movimento dos « coletes amarelos », a 17 de novembro do ano passado.

Para a capital, até importantes forças militares foram mobilizadas para protegerem as principais instituições e edifícios públicos, o que provocou forte polémica e críticas da oposição.

O forte reforço das medidas de segurança traduziu-se designadamente em “controlos preventivos”, antes das manifestações na capital.

A meio da tarde deste sábado (menos uma hora em Lisboa), já tinham sido controlados preventivamente, nas ruas, estradas e estações de metro e de caminhos de ferro de Paris, 5628 “manifestantes”, segundo os números oficiais fornecidos pelas autoridades. Às 16 horas locais, as mesmas fontes indicavam que se manifestaram em Paris muito menos pessoas: 3100.

As manifestações decorreram em todas as principais cidades francesas, sem serem registados incidentes demasiados graves até à hora em que se escreve este texto (verificavam-se confrontos com a polícia « apenas » em Lyon, Nice e Montpellier).

Neste aspeto, o chamado Ato XIX dos “coletes amarelos” foi incomparavelmente mais pacífico do que o XVIII, de há uma semana, quando se verificaram cenas de guerrilha e de violência extrema em Paris.

Para evitar a repetição das cenas de caos de sábado passado, o Governo proibiu manifestações em diversos perímetros sensíveis da capital, bem como noutras cidades. Toda a zona parisiense dos Campos Elísios foi fechada e todos os « coletes » que aí se quiseram manifestar foram individualmente notificados de multa pela polícia no valor de 135 euros.

Moçambique: a razão de um fundo pesar – Um artigo do PR Marcelo no Expresso

« Os nossos irmãos moçambicanos, esperam, com razão, que nos não esqueçamos deles. »

Alfa – EXPRESSO, edição semanal

A Crónica do Convidado (Expresso)

MARCELO REBELO DE SOUSA

Moçambique: a razão de um fundo pesar

O Presidente da República tem em Moçambique uma segunda pátria. Quase 40 anos depois, volta a assinar a Página Dois do Expresso para falar do sentido de irmandade na tragédia com um país que conhece desde a juventude

Anotícia chegou no fim de uma semana marcada por tragédias, dramas, debates. Um pouco por todo o mundo.

Uma cheia em Moçambique. Mais uma, anotou, distraído, o leitor, o ouvinte, o telespectador. Com aquela sobranceria com que se habituou a considerar normal tudo. Tragédia chega e parte, a ritmo alucinante. É a banalização da alegria, da dor, do diverso, do inesperado.

Ainda por cima em Moçambique, essa terra sofrida, ao longo dos tempos, sacrificada por cheias e outras intempéries.

FOTO YASUYOSHI CHIBA/AFP/GETTY IMAGES

De tal forma parecia óbvio e usual que amigo meu logo vituperou a nota no sítio de Belém e a mensagem ao Presidente Filipe Nyusi.

Um exagero! Como excessivo era esperar mais do que uma ajuda simbólica, dividindo a da União Europeia por vinte e sete ou vinte e oito. Como quem diz: para o ano haverá mais.

A mim fazia-me espécie essa indiferença, nascida da ignorância.

Pois quem sabe, hoje, nos mais novos — abaixo dos quarenta e cinco — onde fica a Beira, o que é Sofala e Manica e Tete, quem lá vive, o que lá se produz?

Até que, horas, um dia, dia e meio volvidos, as imagens irromperam devastadoras. A água sem fim. Os resistentes à esperada salvação, nos telhados. A área destruída. A comparação com a Península Ibérica. O número de deslocados. E de não localizáveis. E de mortos.

Irmandade. É isso mesmo. É essa a razão do fundo pesar que caiu sobre nós, todos. Os que conhecíamos e amávamos

E os que lá estiveram recordavam pedaços de vida. Antes e depois da independência. E os que privaram com moçambicanos cá, lembravam o olhar, o gesto, a resistência, a doçura do trato.

E os que nem lá viveram nem cá conheceram, sentiam naqueles testemunhos, falados na nossa língua comum, com referências, antigas ou próximas, comuns, mais do que a mera compaixão pelos que padecem.

A mim vieram-me ao espírito, em galope imparável, imagens da Beira, de Sofala, de Manica, de Tete, de Cahora Bassa. De 1968, 1969, 1970, dos anos 80 e 90, dos tempos nas aulas na Universidade Eduardo Mondlane.

A mim fazia-me espécie essa indiferença, nascida da ignorância. Pois quem sabe, hoje, nos mais novos — abaixo dos quarenta e cinco — onde fica a Beira, o que é Sofala e Manica e Tete, quem lá vive, o que lá se produz?

Com um irresistível sentido de Irmandade.

Irmandade. É isso mesmo. É essa a razão do fundo pesar que caiu sobre nós, todos. Os que conhecíamos e amávamos.

Os que nunca conheceram nem nunca conhecerão e, ainda assim, estão a aprender a amar.

Que razão tem Miguel Esteves Cardoso ao indignar-se contra a ideia peregrina daqueles, como o meu amigo, que achavam que era só dividir a ajuda europeia por vinte e sete ou vinte e oito para calcular o quinhão português. Como se pudéssemos não ter sempre presentes compatriotas nossos lá vivendo tão moçambicanos como os moçambicanos.

Como se não tivessem existido mais de quatrocentos anos de vida em conjunto, em que demos mas recebemos bem mais do que demos.

Daí a resposta inequívoca de povo e do poder em Portugal. A já dada e a que está ainda para o ser.

Os nossos irmãos moçambicanos, esperam, com razão, que nos não esqueçamos deles.

Rui Pinto vai ficar em prisão preventiva

 O português Rui Pinto ficou em prisão preventiva, decidiu hoje o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, onde o colaborador do ‘Football Leaks’ foi presente a um juiz de instrução criminal para primeiro interrogatório judicial.

O tribunal aplicou a medida de coação mais gravosa prevista na lei ao arguido, de 30 anos, que foi detido na Hungria e chegou a Portugal na quinta-feira, com base num mandado de detenção europeu emitido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Na base do mandado estão acessos aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de futebolistas do clube lisboeta e do então treinador Jorge Jesus, além de outros contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.

A extradição para Portugal foi decidida pelo Tribunal Metropolitano de Budapeste, em 05 de março, e confirmada em segunda instância, após recurso de Rui Pinto, que tinha entrado em prisão domiciliária em 18 de janeiro, na capital húngara, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Alfa/Lusa.

Wilson Eduardo apura Angola diretamente para a fase final da CAN2019

Um golo do futebolista do Sporting de Braga Wilson Eduardo colocou hoje Angola diretamente na fase final da Taça das Nações Africanas (CAN2019), ao vencer 1-0 a seleção do Botsuana em Francistown, na última ronda de apuramento.

O avançado bracarense, que se estreou nos ‘Palancas Negras’, apontou o único golo da partida aos 21 minutos, resultado que, conjugado com a derrota da Mauritânia no Burkina Faso (1-0), colocou os angolanos diretamente na fase final.

O grupo I de apuramento para a CAN2019, a disputar no Egito, foi ganho por Angola, que terminou com os mesmos 12 pontos que a Mauritânia, mas com melhor diferença de golos no confronto direto – derrota em Nouakchott por 1-0 e vitória por 4-1 em Luanda.

Desta forma, a Mauritânia vai disputar os ‘play-off’ de acesso à CAN2019 com os restantes segundos classificados dos outros sete grupos.

O Burkina Faso, orientado pelo português Paulo Duarte, terminou o grupo na terceira posição com 10 pontos, enquanto o Botsuana ficou no quarto e último posto, com apenas um ponto.

Angola apurou-se pela oitava vez para a fase final da CAN, depois das edições disputadas na África do Sul (1996), Burkina Faso (1998), Egito (2006), Gana (2008), Angola (2010), Gabão e Guiné Equatorial (2012) e África do Sul (2013), tendo falhado as duas últimas edições, as realizadas na Guiné Equatorial (2015) e no gabão (2017).

Alfa/Lusa.

Portugal empata com Ucrânia na estreia na qualificação para o Euro2020

A seleção portuguesa de futebol estreou-se hoje com um empate a zero face à Ucrânia no Grupo B de apuramento para o campeonato da Europa de futebol de 2020, em encontro disputado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Os comandados de Fernando Santos disputam a fase de qualificação como campeões europeus em título, depois da vitória na edição de 2016, em França, onde a seleção lusa venceu a formação da casa na final, por 1-0, com um golo de Éder no prolongamento.

O Grupo B de apuramento para o Euro2020 inclui ainda o Luxemburgo, a Lituânia e a Sérvia, seleção que folgou hoje e na segunda-feira defronta Portugal, na Luz.

Alfa/Lusa.

Seleção nacional sub-20 perde particular na Alemanha por 1-0

A seleção portuguesa de futebol de sub-20 perdeu hoje por 1-0 na Alemanha, em jogo de preparação para o Campeonato do Mundo da categoria, que vai decorrer na Polónia, entre 23 de maio e 15 de junho.

Em Sandhausen, o único tento da partida foi apontado aos 21 minutos, por intermédio de Dzenis Burnic, médio que está emprestado pelo Borussia Dortmund ao Dynamo Dresden.

Na visita à Alemanha, o técnico luso Hélio Sousa fez alinhar o seguinte ‘onze’: João Virgínia, Diogo Dalot, Romain Correia, Diogo Leite, Rúben Vinagre, Florentino, Filipe Soares, Domingos Quina, Mésaque Djú, Elves Baldé e Rafael Leão.

Na próxima terça-feira, a seleção nacional tem novo encontro de preparação, perante a Inglaterra, a partir das 18:00, no Estádio Municipal 25 de Abril, em Penafiel.

Portugal ficou inserido no grupo F do Campeonato do Mundo de sub-20, juntamente com Coreia do Sul, Argentina e África do Sul.

O Mundial2019 vai decorrer na Polónia, entre 23 de maio e 15 de junho.

Alfa/Lusa.

PR recebido no Porto por protestos e ânimos muito exaltados de lesados do BES

Lesados do BES gritaram: “Roubaram o meu dinheiro”, “Gatunos”

PR recebido no Porto por protestos e ânimos muito exaltados de lesados do BES

Alfa/Lusa
O Presidente da República foi hoje recebido no Porto pelo protesto de bolseiros da Universidade do Porto, uma carta de precários da Lusa e ânimos muito exaltados de lesados do BES/Novo Banco, que o chefe de Estado prometeu receber.

Marcelo Rebelo de Sousa estava a entrar no edifício da Reitoria da Universidade do Porto para participar no 108.º aniversário da instituição e já tinha prometido aos lesados que os receberia “em Belém”, quando o grupo de cerca de dez pessoas se agitou, empurrando a comitiva, esbracejando e gritando “Ladrões”, “Prisão” e “Basta de me manter calado”.

“Roubaram o meu dinheiro”, “Gatunos”, “Prisão imediata para esses ladrões” e “Quero o meu dinheiro” foram outras das palavras dos lesados do BES/Novo Banco, visivelmente nervosos, à entrada do chefe de Estado no edifício.

Marcelo Rebelo de Sousa foi abordado por um dos lesados mal chegou à Praça Gomes Teixeira, onde se situa a reitoria, que lhe explicou que queria ter “uma pequena conversa” e perguntou se seria melhor naquele momento “ou depois”.

“Continuamos à espera do que é nosso. Fizeram soluções para ajudar alguns senhores com apoio de advogados para usufruírem de 3% de comissões. Estamos rejeitados, postos de parte”, alertou o representante do grupo.

O chefe de Estado considerou “mais simples” deixarem a um dos membros da sua comitiva “a indicação” e os contactos, “para depois irem lá a Belém”.

“Boa solução, senhor Presidente”, respondeu o porta-voz.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve depois a falar com um grupo de precários da Universidade do Porto que não foram integrados naquela instituição após o Programa de Regularização Extraordinária dos vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP), e com um grupo de precários da agência Lusa, até que os ânimos dos lesados subiram de tom.

Trump/Bolsonaro: Básicos e simplistas. E o terrorismo antimuçulmano. Opinião, por Ricardo Figueira

O básico e o simplismo. De Bolsonaro e Trump, juntos, ao terrorismo antimuçulmano na Nova Zelãndia. Volte a ouvir aqui a crónica desta sexta-feira, 22, de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews, em Lyon: