Europeias/Mudanças na lei : Fim do número de eleitor e voto antecipado para todos

O fim do número de eleitor e a possibilidade de todos os eleitores poderem votar antecipadamente, desde que o peçam, são duas das alterações à legislação eleitoral que serão aplicadas pela primeira vez nas eleições europeias.

Em agosto do ano passado, foram publicadas diversas alterações às leis eleitorais e à lei do recenseamento eleitoral, mas só no próximo ato eleitoral de 26 de maio terão consequências práticas.

A abolição do número de eleitor foi uma das mudanças da lei, passando o votante a ser identificado pelo número de identificação civil.

Na prática, e uma vez que já tinha acabado o cartão de eleitor (o seu número constava do cartão de cidadão), a mudança mais visível será a ordenação dos cadernos, que passa a ser feita por ordem alfabética: cada cidadão terá de procurar a sua mesa de voto pelo primeiro nome, em vez do número de eleitor, o que, em alguns casos, poderá conduzir a mudanças nos locais de voto.

Como habitualmente, para saber o local de voto, os eleitores poderão consultar os editais afixados na junta de freguesia e na câmara municipal e, nos 15 dias antes das eleições, também na Internet em www.recenseamento.mai.gov.pt ou enviando uma mensagem – gratuita – para o número 3838, com a mensagem “RE (espaço) número de CC/BI (espaço) data de nascimento (ordenada por ano, mês e dia)”: por exemplo, “RE 7424071 19820803”.

Outra alteração legislativa é a possibilidade de todos os eleitores recenseados em território nacional poderem votar antecipadamente em 19 de maio em qualquer município capital de distrito ou em qualquer ilha das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, sem terem de invocar qualquer motivo para tal.

Para tal, têm de comunicar a sua intenção, entre 12 e 16 de maio, à administração eleitoral da secretaria-geral do Ministério da Administração Interna por via postal ou por meios eletrónicos em https://www.votoantecipado.mai.gov.pt .

Uma semana antes das eleições europeias, no dia 19 de maio, os eleitores que o tenham requerido devem dirigir-se à mesa de voto por si escolhida, identificar-se e indicar a sua freguesia de inscrição no recenseamento eleitoral.

Após votarem, é-lhes entregue um comprovativo do exercício do direito de voto.

Outra das mudanças mais significativas na legislação eleitoral é que o recenseamento de cidadãos residentes no estrangeiro passa a ser automático, desde que tenham cartão de cidadão.

Até 31 de dezembro de 2017 apenas 318 mil cidadãos portugueses no estrangeiro estavam recenseados, mas com esta mudança legislativa cerca de 1,4 milhões passarão a estar automaticamente recenseados, já tendo sido emitidos 1,8 milhões de boletins de voto para as eleições europeias com destino à rede consular portuguesa.

Quem o pretender, pode requerer o cancelamento da sua inscrição no recenseamento eleitoral junto das comissões recenseadoras no estrangeiro.

Os residentes no estrangeiro vão ainda poder optar entre o voto por correspondência, definido por princípio, ou presencialmente, nas instalações consulares, expressa essa preferência pelo cidadão.

A introdução da matriz em braille para os eleitores com deficiência visual poderem votar de modo autónomo é outra alteração prevista na lei, estando já a ser produzidas na Imprensa Nacional Casa da Moeda matrizes suficientes para que essa possibilidade exista em todos os locais de voto no próximo dia 26 de maio.

 

Alfa/Lusa

A “nova” organização do CDS nas Comunidades – Opinião

A “nova” organização do CDS nas Comunidades e a jovem lusodescendente Mélissa da Silva, que descobriu a política há três meses e já é apresentada como candidata às Europeias, candidata às Legislativas e representante do CDS na Europa… whauuu!
Isso é mau? Não, é bom, claro. Mas esta é apenas a opinião de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal.

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Estudante portuguesa morre em acidente de autocarro na Hungria

Grupo de oito pessoas estava na Hungria para participar num evento escolar. Alunos são da escola secundária Pinheiro e Rosa, em Faro.

Um acidente às 4 da manhã desta sexta-feira a 70 quilómetros de Budapeste provocou a morte a uma estudante portuguesa (16 anos) e ferimentos graves num outro aluno. Pais da jovem já estão a caminho da Hungria.

As duas vítimas faziam parte de um grupo de oito pessoas (duas professoras e seis alunos) que se dirigiam para Budapeste após terem participado no programa Erasmus+. O grupo pertence à Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro, e os alunos frequentam o 10.º ano.

Segundo soube o DN as duas professoras e os quatro alunos que não sofreram ferimentos são esperados no aeroporto da capital húngara por elementos da embaixada, não se sabendo, ainda, se regressam a Portugal durante esta sexta-feira.

A polícia local ainda não adiantou a provável causa do acidente que envolveu o miniautocarro onde seguia o grupo. No entanto, o diretor da escola, Francisco Soares, disse na RTP3 que o acidente aconteceu quando um « pesado embateu no autocarro e daí resultou a morte da nossa aluna ».

À agência Lusa o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, já tinha confirmado o acidente e o « falecimento de uma portuguesa e um outro ferido grave no seguimento de um acidente grave, a cerca de 70 km da cidade de Budapeste ».

Francisco Soares explicou ainda que iriam no autocarro outros participantes do programa de mobilidade estudantil e que os alunos portugueses tinham estado uma semana na Roménia e que no momento do acidente dirigiam-se para o aeroporto de Budapeste.

Com a voz embargada e reconhecendo não ter condições para falar, o diretor do agrupamento de escolas de Faro acrescentou que o aluno que ficou ferido já « está livre de perigo ».

A polícia húngara já emitiu um comunicado sobre o acidente explicando que um « minibus com matrícula estrangeira embateu num camião em Cegléd [localidade que fica a 70 quilómetros de Budapeste] às 4.09 da manhã na estrada 4. Uma pessoa perdeu a vida ».

Alfa/DN

Chelsea elimina Eintracht Frankfurt nos penáltis e joga final da Liga Europa com Arsenal

O Chelsea apurou-se para a final da Liga Europa de futebol, ao eliminar o Eintracht Frankfurt no desempate por grandes penalidades (4-3), após 1-1 no tempo regulamentar e prolongamento, na segunda mão das meias-finais.

Os ‘blues’ foram os primeiros a marcar, por intermédio de Loftus-Cheek, aos 28 minutos, mas o Frankfurt, que apostou em Gonçalo Paciência aos 118, chegou ao empate pelo sérvio Luka Jovic, aos 49, tendo o resultado se mantido até final do tempo regulamentar e prolongamento.

Na decisão dos penáltis, o Frankfurt falhou duas, uma delas, a decisiva, por Gonçalo Paciência, e os londrinos apenas uma.

Na final, o Chelsea, que ainda não perdeu na prova, vai encontrar o Arsenal, que afastou o Valência (7-3 no agregado das duas mãos), num dérbi londrino disputado a 29 de maio, no Estádio Olímpico de Baku, aumentando o domínio inglês nas provas europeias, uma vez que Liverpool e Tottenham vão disputar o jogo decisivo da Liga dos Campeões.

É a primeira vez que os 4 finalistas europeus são todos do mesmo país. Anteriormente Itália (1990, 1995 e 1998), Espanha (2014 e 2016) e Alemanha (1980) tinham conseguido três finalistas europeus.

Nota ainda para o facto de ser a primeira vez que três conjuntos (Arsenal, Chelsea e Tottenham) da mesma cidade (Londres) estão presentes na final de Liga dos Campeões e Liga Europa.

 

Finais europeias com três (ou mais) equipas do mesmo país

 

Ano Liga dos Campeões/Taça dos Campeões Europeus Liga Europa/Taça UEFA
1980 Nottingham 1-0 Hamburgo Borussia Monchengladbach 3-3 Eintrach Frankfurt
1990 Milan 1-0 Benfica Juventus 3-1 Fiorentina
1995 Ajax 1-0 Milan Parma 2-1 Juventus
1998 Real Madrid 1-0 Juventus Inter de Milão 3-0 Lazio
2014 Real Madrid 4-1 Atlético Madrid Sevilha 0(4) – 0 (2 Benfica
2016 Real Madrid 1(5) – 1 (3) Atlético Madrid Sevilha 3-1 Liverpool
2019 Liverpool – Tottenham Chelsea – Arsenal

 

Alfa/Lusa.

Portugal confirmou a Espanha a existência de um urso pardo considerado extinto

As autoridades portuguesas confirmaram a existência em Portugal de um urso pardo, espécie considerada extinta no país, revelou o Serviço Territorial de Meio Ambiente de Zamora.

 

 

“A administração regional [de Castela e Leão] alertou para a presença deste urso às autoridades portuguesas, que finalmente confirmaram a sua descoberta”, sublinha em comunicado o governo regional de Castela e Leão, vizinha de Portugal.

As autoridades ambientais regionais espanholas informam que, nos últimos dias de abril, verificou-se a existência de estragos num apiário (conjunto de colmeias) na cidade de ‘La Tejera’, tendo os funcionários do governo regional de Castela e Leão constatado que o incidente foi da responsabilidade de um urso pardo.

Paralelamente, e dada a proximidade da fronteira portuguesa, a presença do dito urso foi comunicada ao Instituto Nacional de Conservação da Natureza português, para o caso de o animal continuar a sua viagem para o sul, “facto que acabou por acontecer há poucos dias”.

“Dá-se a circunstância de ser a primeira vez, nos últimos dois séculos, em que a presença desta espécie no país vizinho é confirmada de maneira confiável”, asseguram as autoridades regionais espanholas.

 

 

O animal avistado na região de Sanabria “pode pertencer” à subpopulação ocidental da Cantábria, que tem cerca de 280 exemplares e a julgar pelos sinais detetados, pode ser um adulto em dispersão, de acordo com o Serviço Territorial de Meio Ambiente de Zamora.

O último urso pardo que viveu em Portugal foi morto em 1843 no Gerês, depois de ter existido em todo o país, assegura o livro « Urso Pardo em Portugal – Crónica de uma extinção », de Paulo Caetano e Miguel Brandão Pimenta, publicado em 2017.

Na investigação que deu origem ao livro os autores chegaram a uma notícia da morte do último urso em Portugal em 1843, abatido pela população no Gerês, o que foi uma surpresa. « Os últimos dados que comprovavam o desaparecimento do urso referiam-se a 1650, também no Gerês ».

Segundo os autores, em Espanha, o urso também foi regredindo no território e refugiou-se nas altas montanhas, nas Astúrias, onde também esteve ameaçado, mas as autoridades espanholas adotaram medidas de conservação e os dois grupos populacionais da espécie estabilizaram.

Segundo o ‘site’ na internet “Portugal num mapa”, o urso-pardo é a segunda maior espécie de carnívoro do mundo, a seguir ao urso-polar (Ursus maritimus): um urso-pardo adulto em média mede 1,4 a 2,8 m de comprimento (inclui-se a cauda) quando está sobre as quatro patas e de 0,7 a 1,53 metros de altura até ao ombro, e pesa mais de 200 quilogramas para os machos e mais de 150 quilogramas para as fêmeas.

Alfa/Lusa.

Rafa Silva renova com o Benfica

Rafa Silva tem acordo com o Benfica para renovar contrato por mais três anos. O empresário do jogador confirma à TSF que clube e jogador chegaram a um entendimento esta quarta-feira.

Foto: Filipe Amorim / Global Imagens

António Araújo confirma que Rafa Silva estende a ligação ao clube até 2023.

« O acordo foi alcançado, era o que o clube e o Rafa pretendiam. O que eu posso dizer é que o jogador está feliz, o clube também ficou satisfeito e vamos em frente, caminhar pelo menos mais cinco anos: eram dois, agora com mais três são cinco. »

Rafa Silva estava a dois anos de terminar o atual contrato, a renovação é confirmada pelo clube nos próximos dias.

Alfa/TSF

O povo não pode abandonar a rua !

O povo não pode abandonar a rua, mesmo perante um estado autoritário. Luísa Semedo, presidente para a Europa do Conselho das Comunidades, esteve presente na manifestação do 1° de Maio em Paris.

Volte a ouvir a crónica de opinião aqui :

 

 

Liga dos Campeões. O incrível aconteceu e o Tottenham está na final com ‘hat-trick’ de Lucas Moura

De forma épica e heróica, o Tottenham carimbou, esta quarta-feira, a passagem à final da primeira Liga dos Campeões da sua história.

Depois do triunfo por 1-0 do Ajax  em Londres, os holandeses chegaram a 2-0 em Amesterdão, com tentos de Matthijs De Ligt, aos cinco minutos, e do marroquino Hakim Ziyech, aos 35, mas os ‘spurs’ viraram o jogo e a eliminatória com um ‘hat-trick’ do brasileiro Lucas Moura, aos 55, 59 e 90+6.

Os comandados de Mauricio Pochettino vão defrontar numa inédita final, em 01 de junho, no Wanda Metropolitano, em Madrid, o Liverpool, que na terça-feira goleou em casa o FC Barcelona por 4-0, virando o 3-0 sofrido em Nou Camp.

Depois de recuperarem ambos de desvantagens de três golos, Tottenham e Liverpool vão disputar a segunda final inglesa da história da ‘Champions’, depois do triunfo do Manchester United sobre o Chelsea, nos penáltis, em 2007/08.

O Liverpool soma cinco títulos, em 1976/77, 77/78, 80/81, 83/84 e 2004/2005, e três finais perdidas, em 1984/85, 2006/07 e na época passada, quando caiu por 3-1 face ao Real Madrid.

Alfa/Lusa.

Bebé Real. A fotografia

O príncipe Harry e a duquesa de Sussex mostraram ao mundo o bebé que nasceu esta segunda-feira. Aqui está.

Oito países da UE, incluindo Portugal, pedem ação imediata contra aquecimento global

Oito países da União Europeia, Portugal incluído, lançaram esta terça-feira um apelo no âmbito da cimeira europeia de Sibiu, na Roménia, para se “agir agora” contra o aquecimento global.

“Devido à sua importância fundamental para o futuro da Europa, como desafio e como oportunidade, a luta contra as alterações climáticas deve ser a pedra angular da agenda estratégica europeia para o período 2019-2024”, diz o texto, assinado, além de Portugal, pela Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Luxemburgo, Holanda e Suécia.

O texto foi enviado a todos os Estados membros, com a esperança de que “outros o assinem antes ou depois de Sibiu”, segundo uma informação divulgada pelo Governo francês.

A iniciativa, segundo a presidência francesa, partiu dos países “mais ambiciosos em matéria climática”, numa altura em que os dirigentes europeus devem discutir em Sibiu a agenda europeia para os próximos cinco anos.

“Os dirigentes devem agir agora” para que “a transição para uma sociedade climaticamente neutra” seja “justa e socialmente equilibrada para todos”, diz o documento.

Nele apela-se também à União Europeia para que respeite o objetivo de atingir a neutralidade de emissões de gases com efeito de estufa até 2050 o mais tardar.

“É crucial redirecionar os fluxos financeiros, públicos e privados, para a ação climática”, com “pelo menos 25% das despesas” do orçamento europeu consagradas “a projetos destinados a lutar contra as alterações climáticas”, segundo o texto, no qual se precisa que esse orçamento “não deve financiar mais projetos prejudiciais à realização deste objetivo” de redução de gases com efeito de estufa.

O documento apela ainda “à transformação do BEI” (Banco Europeu de Investimentos), para tornar “o investimento verde na sua prioridade”.

A dois dias da cimeira informal de líderes da União Europeia em Sibiu dezenas de organizações de vários setores de países da Europa exigiram  a tomada de medidas decisivas para responder às alterações climáticas.

No propósito juntaram-se cidades e regiões, empresas, grupos juvenis e religiosos, organizações da sociedade civil, organizações de direitos humanos, de desporto e de saúde, todos exigindo que os líderes europeus alterem a maneira como as sociedades e economias se desenvolvem, para limitar o aumento da temperatura global.

Os signatários exigem que os líderes da União Europeia, atuais e futuramente eleitos, respondam à mobilização pública, comprometendo-se publicamente a tornar a ação climática uma prioridade.

Acelerar as ações para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa até 2030, planear o fim do uso de combustíveis fósseis e aumentar os esforços para implantar uma economia circular são algumas das exigências dos subscritores.

Alfa/Lusa