Tribuna Desportiva – 19 Maio 2025
Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.
Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).
Primeira hora:
Segunda hora:

Rodrigo Mora em estreia na seleção de Portugal para a Liga das Nações
O médio Rodrigo Mora foi hoje chamado pela primeira vez para a seleção portuguesa de futebol, numa convocatória para a Liga das Nações que integra ainda Pedro Gonçalves, mas deixa Geovany Quenda de fora.
Além do estreante Rodrigo Mora, do FC Porto, o selecionador Roberto Martínez promoveu o regresso aos ‘eleitos’ de Pedro Gonçalves, em detrimento do também jogador do Sporting Geovany Quenda, na única alteração relativamente à convocatória inicial para o duplo embate com a Dinamarca, para os quartos de final da competição.
João Cancelo, do Al Hilal, e Tomás Araújo, do Benfica, ficaram de fora dos ‘eleitos’, por lesão, enquanto o também lateral Diogo Dalot, do Manchester United, integra a lista de 27 convocados, mas permanece em dúvida, para o embate frente à anfitriã Alemanha, em 04 de junho, e, em caso de vitória, na final, em 08 de junho, também na Allianz Arena.
Se acabar derrotada pelos germânicos, a seleção lusa disputa o jogo de atribuição do terceiro lugar, que será também no dia 08, mas em Estugarda.
Portugal qualificou-se para as meias-finais da Liga das Nações ao vencer a Dinamarca, em Lisboa, no Estádio da Luz, por 5-2 no prolongamento, após 3-2 no tempo regulamentar, recuperando da desvantagem de 1-0 da primeira mão, em Copenhaga.
Antes desse duelo dos ‘quartos’, a seleção lusa já tinha conquistado o Grupo 1 à frente de Croácia, Escócia e Polónia.
Portugal, ainda com Fernando Santos no comando, conquistou a primeira edição da Liga das Nações, em 2019, tendo depois falhado a qualificação para a ‘final four’ em 2020/21 e 2022/23.
Lista dos 27 convocados:
– Guarda-redes: Diogo Costa (FC Porto), Rui Silva (Sporting) e José Sá (Wolverhampton, Ing).
– Defesas: Diogo Dalot (Manchester United, Ing), Nélson Semedo (Wolverhampton, Ing), Nuno Mendes (Paris Saint-Germain, Fra), Nuno Tavares (Lazio, Ita), Gonçalo Inácio (Sporting), Rúben Dias (Manchester City, Ing), António Silva (Benfica) e Renato Veiga (Juventus, Ita).
– Médios: João Palhinha (Bayern Munique, Ale), Rúben Neves (Al Hilal, Ara), João Neves (Paris Saint-Germain, Fra), Vitinha (Paris Saint-Germain, Fra), Bernardo Silva (Manchester City, Ing), Bruno Fernandes (Manchester United, Ing), Rodrigo Mora (FC Porto) e Pedro Gonçalves (Sporting).
– Avançados: João Félix (AC Milan, Ita), Rafael Leão (AC Milan, Ita), Francisco Trincão (Sporting), Francisco Conceição (Juventus, Ita), Pedro Neto (Chelsea, Ing), Diogo Jota (Liverpool, Ing), Gonçalo Ramos (Paris Saint-Germain, Fra) e Cristiano Ronaldo (Al Nassr, Ara).
Com Agência Lusa.
Le Festival d’Histoire populaire de Créteil revient !
Le Festival d’Histoire populaire est né de deux aspirations : valoriser l’histoire de celles et ceux que les discours oublient et expérimenter des formes originales de création et de transmission historiques.
Entretien avec Didier Caramalho et Mathieu Barranger dans l’ALFA 10/13 du 19 mai 2025 :
Inscrit dans une démarche d’histoire publique, ce Festival (imaginé par un collectif formé de chercheurs de l’UPEC et de l’association La Boîte à Histoire) associe scientifiques, étudiants, artistes et citoyens pour diffuser des savoirs historiques hors des cercles académiques. Après une première édition consacrée aux paroles populaires, le FHP se saisit maintenant de la fête ! Ce phénomène présent à travers le monde s’inscrit dans une chronologie longue, depuis la préhistoire jusqu’à la pandémie mondiale de 2020, lorsque certains discours prophétisèrent la mort de la fête.
Didier Caramalho
AD com « maioria maior » em noite de festa para o Chega e de demissão do líder do PS
A AD venceu as legislativas de domingo com uma « maioria maior » do que a alcançada em 2024 numa noite eleitoral marcada pela estrondosa derrota do PS, que provocou a demissão do seu secretário-geral, Pedro Nuno Santos.
O líder socialista anunciou a convocação de eleições internas, nas quais não será candidato, numa altura em que o PS corre o risco de perder para o Chega o estatuto de maior partido da oposição.
Com os quatro mandatos dos círculos da emigração ainda por atribuir, o PS fechou a noite eleitoral com um maior número de votos do que o Chega, mas ambos com 58 deputados eleitos. Se os resultados de 2024 dos círculos da Europa e Fora da Europa se repetirem, o Chega ultrapassará o PS como segundo maior grupo parlamentar da Assembleia da República, a seguir ao do PSD. Em 2024, dos quatro mandatos em disputa, dois foram para o Chega, um para a AD e outro para o PS,
A AD (coligação do PSD com o CDS) alcançou pelo menos 89 mandatos, os quais somados aos 58 do Chega e aos nove da Iniciativa Liberal perfazem dois terços dos deputados à Assembleia da República que permitem aprovar leis de valor acrescentados, como por exemplo uma revisão da Constituição sem necessitar de acordos com a esquerda parlamentar.
Com 23,4% dos votos e 58 deputados, o PS de Pedro Nuno Santos registou o seu terceiro pior resultado de sempre, a seguir aos 20,8% e 57 deputados em 1985 e aos 22,2% e 60 deputados de 1987, numa altura em que o parlamento contava com 250 mandatos.
Pedro Nuno Santos assumiu as responsabilidades e disse que deixará de ser secretário-geral « no momento em que puder », afirmando não querer ser « um estorvo ao partido nas decisões que pretender tomar ».
Os grandes vencedores da noite foram a AD de Luís Montenegro, que alcançou 32,7 por cento e 89 deputados, reforçando em quase cinco pontos percentuais o resultado alcançado em 2024 (28,8 e 80 deputados) e o Chega de André Ventura.
Luís Montenegro viu assim confirmada nas urnas a sua legitimidade como primeiro-ministro, sobretudo após o caso da sua empresa familiar, a Spinumviva, que motivou a queda do Governo e a convocação e a antecipação das legislativas.
Ao dirigir-se ao país, no fim da noite eleitoral, Montenegro assinalou a « confiança reforçada » que recebeu dos portugueses e pediu « sentido de Estado e de responsabilidade » às oposições, alegando que os portugueses « querem uma legislatura de quatro anos ».
« Nós vamos ser o Governo para todos, todos, todos », prometeu Montenegro, depois de sublinhar: « O povo quer este Governo e não outro. O povo quer este primeiro-ministro e não outro ».
Com 22,56% e pelo menos 58 deputados, o Chega conseguiu o melhor resultado de sempre e, se voltar a vencer nos círculos da emigração, passará a ser o maior partido da oposição. Apesar de ter traçado como objetivo vencer as eleições, André Ventura tem conseguido pôr o partido sempre a crescer desde 2019, quando conseguiu eleger um deputado à Assembleia da República.
Ventura reclamou, por isso, que « acabou oficialmente o bipartidarismo em Portugal », omitiu o objetivo eleitoral por si traçado ao longo da campanha e anteviu que « nada ficará como dantes » na política em Portugal.
À esquerda, o Livre foi o único partido a poder cantar vitória, ao alcançar 4,2% e passar de quatro para seis deputados.
O BE registou uma grande derrota, perdendo o seu grupo parlamentar, que chegou a ter 19 representantes em 2015 e 2019, passando a partido de deputada única, a sua coordenadora, Mariana Mortágua, que ainda assim confirmou a sua recandidatura à liderança na convenção marcada para novembro.
A CDU, com 3,0%, passou de quatro para três deputados. A IL ganhou um deputado relativamente a 2024, passando a contar com nove deputados. O PAN falhou o objetivo de voltar a ter um grupo parlamentar mas confirmou a eleição da sua porta-voz, Inês Sousa Real.
A Assembleia da República vai ainda contar com um partido estreante, o Juntos Pelo Povo, partido com sede na Madeira que conseguiu eleger Filipe Sousa. Com a entrada do JPP e a manutenção de todos os outros, o parlamento voltará a ter dez partidos, como em 2019, número recorde.
A abstenção continuou a recuar, registando 35,6%, o valor mais baixo desde 1995, quando se situou nos 33,7%.
Com Agência Lusa.
PASSAGE À NIVEAU – 18 Maio de 2025
Passagem de Nível, magazine de informação na Rádio Alfa com coordenação e apresentação de Artur Silva, aos domingos entre as 12h-14h.
Redifusão na noite de terça para quarta-feira (seguinte) às 00h.
Ou aqui:
Legislativas: Projeções das televisões dão vitória à AD com entre 29% e 36,9%
As projeções dos resultados eleitorais divulgadas pelas televisões dão vitória à AD nas eleições legislativas entre 29% e 36,9%, seguindo-se o PS e o Chega muito próximos.
Segundo as sondagens, o PS terá entre 19,4% e 26%, enquanto o Chega obterá entre 19,5 % e 26,6%.
As projeções dos resultados eleitorais divulgadas pela RTP dão a vitória à AD (PSD/CDS-PP), com entre 29% e 34% dos votos, seguindo-se o PS, com entre 21% e 26%.
Na sondagem realizada pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, o Chega obtém entre 20% a 24% e a IL entre 4% e 7%.
Já o Livre alcança entre 3% e 6%, a CDU entre 2% e 4%, o Bloco de Esquerda entre 1% e 3%, o PAN entre 1% e 2% e o JPP entre 0% a 1%.
Na sondagem da TVI e CNN, feita pela Pitagórica, a AD ganharia as eleições com 29,1% entre 35,1% e o Chega ficaria em segundo lugar ao obter entre 19,5% e os 25,5% dos votos, seguido do PS com entre 19,4% e 25,4%.
Em quarto lugar ficaria a IL, entre 5% e 8% dos votos, seguido do Livre, 3,2% e 6,2%, do Bloco de Esquerda, entre 1,1% e 4,1%, a CDU, entre 1,3% e 4,3% e o PAN, entre 0,5% e os 2,5%.
As projeções dos resultados eleitorais divulgados pela SIC dão vitória à AD – coligação PSD/CDS nas eleições legislativas de hoje, com entre os 30,3% e os 34,7%. Na sondagem do ICS/ISCTE/GfK Metris para a SIC, o PS surge com um intervalo entre os 21,6% e os 25,8% e logo a seguir o Chega com entre 19,9% e 24,1%.
A Iniciativa Liberal surge em quarto com entre 4,2% e 7,4%. Depois aparece o Livre com entre 3,3% e 6,5%, CDU com entre 1,4% e 4,0%, Bloco de Esquerda com 1,0% e 3,6%, PAN com entre 0,5% e 2,5% e ainda o JPP com entre 0,2% e 0,8%.
A projeção dos resultados eleitorais divulgada pelo canal NOW dá vitória à AD, com 30,9% a 36,9% dos votos, seguindo-se o Chega, com 20,6 a 26,6% dos votos, com o PS a surgir em terceiro lugar com 19,4 a 25,4% dos votos.
De acordo com a projeção à boca das urnas avançada pela NOW e realizada pela Intercampus, o quarto partido mais votado foi a IL com 3,3% a 7,3%, o Livre com 1,9% a 5,9%, a CDU com 1,4% a 4,4%,o BE com 0,5% a 3,5%, o PAN com 0,3 a 2,3% e por fim o JPP com 0,0% a 1,0%.
Com Agência Lusa.