Preferiram nomes mais « franceses ». Pais de lusodescendentes de França abandonaram nomes como António, Manuel e Maria.

Pais de lusodescendentes nascidos França abandonaram nomes como António, José, Manuel e Maria. Preferiram nomes para os filhos como Jean, Alexandre, Marie ou Sandrine. Os netos chamam-se Enzo, Léa, Lucas, Camille ou Thomas.

Rádio Alfa – fonte INED

Os pais, os primeiros emigrantes, chamavam-se António, José, Manuel ou Maria, mas não transmitiram estes nomes próprios aos seus descendentes.

Preferiram, para os filhos nascidos em França, que constituem a segunda geração da emigração portuguesa, nomes mais próximos dos dos franceses, como Jean, Alexandre, David, Marie, Sandrine ou Sandra.

Já estes, para os seus filhos, a chamada terceira geração (netos dos primeiros emigrantes), escolheram maioritariamente nomes que também são os mais escolhidos pelos franceses, como Thomas, Lucas, Enzo, Laura, Léa ou Camille.

Estes dados são revelados por um estudo do INED, Instituto Nacional francês de Estudos Demográficos, a que a Rádio Alfa teve acesso.

“Muitos estudos interpretam, como uma medida da assimilação, o grau de proximidade destes nomes próprios com os da população maioritária (em França)”, referem os sociólogos Baptiste Coulmont e Patrick Simon numa análise aos resultados do inquérito.

“(Esta escolha dos nomes dos filhos) pode também refletir um desejo de evitar dificuldades futuras à criança durante a sua vida”, acrescentam os dois analistas. Esta preocupação com alguma “invisibilidade”, que os protegeria de “certas discriminações”, é, no entanto, mais visível para a imigração magrebina, africana ou asiática, segundo os dois especialistas.

O estudo, que se debruçou sobre os casos dos emigrantes da Europa do sul (Itália, Espanha e Portugal),  e a emigração magrebina, africana e asiática, indica que a escolha do “prénom” (nome próprio) é um sinal da “transformação cultural” dos emigrantes e dos seus descendentes.

Dino D’Santiago foi o mais premiado na primeira edição dos Play

O cantor Dino D’Santiago foi o mais premiado na primeira edição dos Play – Prémios da Música Portuguesa, ao vencer três das 12 categorias, incluindo Melhor Artista Solo e Melhor Álbum.

Dino D’Santiago Foto: Filipa Bernardo/Global Imagens

Dino D’Santiago subiu esta terça-feira à noite três vezes ao palco do Coliseu de Lisboa, para receber os prémios de Melhor Artista Solo, Melhor Álbum (« Mundo Nôbu ») e Prémio da Crítica, este último atribuído por um painel de cerca de uma dezena de críticos de música portugueses.

A noite no Coliseu de Lisboa foi de celebração da música portuguesa, da que tem milhões de visualizações no YouTube à que foi criada quando muitos dos nomeados não eram ainda nascidos.

Numa cerimónia apresentada por Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves, e transmitida em direto na RTP 1, os vencedores de cada categoria foram sendo apresentados por duplas que incluíram cantores, como Sónia Tavares e Ana Bacalhau, atrizes, como Oceana Basílio e Isabel Valadeiro, escritores, como José Luís Peixoto, ‘youtubers’ e até políticos, como a vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, o ministro da Cultura de Cabo Verde, Abraão Vicente, e a ministra da Cultura portuguesa, Graça Fonseca, que entregou o Prémio Carreira.

Este prémio foi atribuído ao fadista Carlos do Carmo, reconhecendo, assim, a « carreira e nome cuja história é a história da música portuguesa dos últimos 50 anos », afirmou Graça Fonseca.

No ano em que se despede dos palcos e comemora 80 anos de vida, Carlos do Carmo não pôde estar presente no palco do Coliseu porque, de acordo com um dos filhos do fadista, « levou à letra a expressão ‘break a leg’ [parte uma perna, em português, usada para desejar boa sorte a alguém] ».

Além do prémio, Carlos do Carmo foi homenageado no palco do Coliseu com a interpretação do tema « No Teu Poema », de José Luís Tinoco e por si celebrizado, na voz do fadista Ricardo Ribeiro.

A cantora Blaya era a mais nomeada da noite, em três categorias, e acabou por não vencer nenhum prémio. Além disso, foi a única dos quatro nomeados para Melhor Canção que não pisou o palco para atuar, embora para quem seguiu a cerimónia na televisão tenha parecido que sim, já que a atuação tinha sido gravada anteriormente.

A cerimónia incluiu atuações dos outros nomeados para Melhor Canção, prémio atribuído pelo público, que além de Blaya foram Wet Bed Gang, Valas com Raquel Tavares e ProfJam.

O vencedor desta categoria foi « Estradas no Céu », de Valas com Raquel Tavares.

Os discursos foram curtos e com agradecimentos para família, amigos, companheiros de estrada e de trabalho.

Conan Osiris agradeceu ao público por o aceitarem e deixou um apelo: « Aceitem-se todos como me aceitaram a mim ».

O angolano Matias Damásio, vencedor do Prémio Lusofonia, dedicou a distinção « a todos os amigos da Lusofonia de Moçambique, que estão a passar uma situação muito delicada ».

A cerimónia incluiu também atuações de Amor Electro, Virgul, Jorge Palma e Sérgio Godinho e Expensive Soul.

Os Play são uma iniciativa da associação PassMúsica, que representa artistas, bandas e editoras discográficas, em parceria com a RTP e a Vodafone, e pretende premiar « a melhor música consumida em Portugal », como afirmou Paulo Carvalho, um dos responsáveis dos prémios, numa apresentação aos jornalistas no início de março.

Os prémios Play regressam em 2020.

Lista completa de vencedores da primeira edição dos Play:

Melhor Grupo

Dead Combo

Melhor Artista Solo

Dino D’Santiago

Melhor Álbum

« Mundo Nôbu », Dino D’Santiago

Melhor Vídeo

« Amor em Tempo de Muros » com Lila Downs, Pedro Abrunhosa

Prémio Lusofonia

« Nada Mudou », Matias Damásio

Prémio da Crítica

« Mundo Nôbu », Dino D’Santiago

Prémio Revelação

Conan Osiris

Melhor Álbum Fado

« Maria », Carminho

Melhor Artista Internacional

Kendrick Lamar

Melhor Canção Internacional

« All the stars » (with SZA), Kendrick Lamar

Vodafone Melhor Canção

« Estradas no Céu », de Valas com Raquel Tavares

 

Alfa/JN

Liga dos Campeões. FC Porto perde em Liverpool no arranque dos quartos de final

O FC Porto perdeu hoje com o Liverpool por 2-0, em jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol, disputado em Liverpool, Inglaterra.

A equipa inglesa cedo se colocou em vantagem, logo aos cinco minutos, por intermédio de Keita e ‘fechou as contas’ do encontro ainda antes da meia-hora, quando Roberto Firmino, aos 26, ampliou a contagem.

A segunda mão está agendada para 17 de abril, no Estádio do Dragão, no Porto.

 

https://twitter.com/UEFAcom_fr/status/1115720469276180480

Alfa/Lusa.

 

Pelé já recebeu alta e está pronto para voltar ao Brasil

O antigo futebolista Pelé recebeu hoje alta hospitalar, após ter permanecido internado por cinco dias num hospital de Paris, na sequência de uma infeção urinária severa, e diz já estar preparado para regressar ao Brasil.

« Enquanto eu estava aqui em Paris, sofri uma severa infeção urinária, que requisitou assistência médica e cirúrgica emergencialmente. Mas, graças ao grande carinho do ‘time’ de médicos do American Hospital of Paris, eu estou pronto para viajar para casa », refere o triplo campeão do mundo pela seleção brasileira de futebol, em comunicado divulgado pela sua assessoria.

Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido por Pelé, tem 78 anos e foi hospitalizado na quarta-feira passada, após participar num evento de um patrocinador.

« França não tem somente grandes jogadores, mas também ótimos médicos », diz o antigo jogador do Santos. « Eu quero expressar o meu caloroso agradecimento à equipa do Dr. Gérard Khayat, Dr. Thierry Guetta e Dr. Gilles Boccara », especificou.

A alta de Pelé era esperada para o fim de semana, mas acabou por ficar no hospital até hoje, « por precaução ». Hoje mesmo, Pelé recebeu a visita do jogador brasileiro Neymar, estrela principal do Paris Saint-Germain.

Alfa/Lusa.

Com Bolsonaro no poder, há cada vez mais brasileiros a emigrar para Portugal

Após 100 dias de Bolsonaro no poder, imigração brasileira em Portugal continua a crescer.

Cem dias depois de Jair Bolsonaro ter tomado posse como Presidente do Brasil, são cada vez mais os brasileiros, de todas as classes e perfis, que procuram « melhor qualidade de vida » em Portugal. Legalização ou acesso a casa entre as maiores queixas dos que chegam.
Após 100 dias de Bolsonaro no poder, imigração brasileira em Portugal continua a crescer
Foto MANUEL DE ALMEIDA / LUSA
Alfa/Lusa

Muitos destes estão « bem informados e já com uma imigração planeada », outros atraídos por ‘contos’ nas redes sociais sobre um « el dourado », que não existe, conta a presidente da Casa do Brasil, Cíntia de Paulo, explicando, em entrevista à Lusa, porque é que também os pedidos de retorno ao país de origem estão a crescer, como confirmam dados da Organização Mundial das Migrações (OIM).

A presidente da Casa do Brasil disse que, sobretudo no último ano, iniciou-se uma nova vaga de imigrantes brasileiros para Portugal, que se acentuou no final de 2018 e início deste ano.

« Eu arrisco a dizer que no último ano, acentuando-se no final de 2018 e início deste ano, houve uma chegada muito representativa » de imigrantes brasileiros a Portugal, indicou a presidente da associação, sem fins lucrativos, que apoia estas pessoas.

A responsável referiu que « é uma nova vaga muito diferente das outras, com um aglomerado de perfis » e que veio para ficar, para “construir aqui”.

No ano passado, só a Casa do Brasil em Lisboa, atendeu 476 novas pessoas (estão apenas contabilizados os que procuram pela primeira vez a associação). Já este ano, desde janeiro até agora, tinha atendido 278 novas pessoas, disse a responsável, que faz parte da associação desde 2012 e é presidente desde 2017.

Na história da imigração brasileira para Portugal já houve momentos de muita afluência como o final dos anos 1990 e início dos anos 2000, recorda, reafirmando que neste momento « há uma chegada bastante expressiva”.

Esta nova vaga é composta por diversos grupos, desde as pessoas com menos qualificação profissional, a um maior número de pessoas com mais qualificação, muitos estudantes universitários, que já estavam a chegar desde 2009, mas que continuam a crescer, explicou.

Mas há também a introdução de uma nova comunidade, a dos aposentados, os que têm rendimentos próprios no Brasil e a possibilidade de ter agora em Portugal o visto para aposentado, e ainda uma classe mais alta, que dentro do bolo da nova chegada não é « tão representativa », adiantou Cíntia de Paulo.

May em Berlim e Paris. Portugal está flexível e apoia proposta da PM britânica

Portugal é favorável a dar o tempo que o Reino Unido pedir para o Brexit. MNE Augusto Santos Silva volta a dizer que é importante evitar um Brexit caótico e sem acordo e que não devem ser impostas demasiadas condições a Theresa May.

Foto ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Alfa/Com Expresso (Susana Frexes). Adaptação Alfa

A primeira-ministra do Reino Unido está esta terça-feira em Berlim para conversar sobre a saída da União Europeia (UE) com a sua homóloga alemã, Angela Merkel, e depois segue para Paris, onde se vai encontrar com o Presidente francês, Emmanuel Macron. Pretende um novo adiamento do Brexit.

No que respeita ao Governo de Lisboa, Portugal volta a sair em defesa do mais antigo aliado. O Governo está disposto a dar a Theresa May o tempo de que a primeira-ministra precisa para resolver as complicações e indefinições internas. O objetivo é permitir que o Reino Unido tome « ele próprio uma decisão sobre o seu futuro », evitando ao mesmo tempo um Brexit desordenado já na próxima sexta-feira.

O ministro dos Negócios Estrangeiros fala numa « posição muito favorável a que o Reino Unido tenha a extensão da data de saída pelo tempo que for necessária, para que o seu processo político de decisão interna seja concluído ». Santos Silva vai ainda mais longe e coloca apenas uma condição para aprovar um prolongamento da permanência britânica na UE para além de 23 de maio: a eleição de eurodeputados.

« É evidente que se o Reino Unido quiser uma extensão do prazo que vá além da data das eleições europeias, o Reino Unido tem de realizar eleições europeias, mas pensamos que não devemos acrescentar a essas condições, condições que fossem demasiado penalizadoras da posição britânica », afirmou nesta segunda-feira no Luxemburgo, no final de um encontro da diplomacia europeia.

« Nós não somos muito partidários de condicionalidades muito restritas – já fomos vítimas dessa lógica da condicionalidade muito restrita », justificou ainda. Santos Silva referia-se ao novo pedido de Theresa May para adiar a saída do Reino Unido até 30 de junho. No entanto, não exclui que esse prazo venha a ser « redefinido » pela primeira-ministra britânica, nem esconde que considera que uma « extensão significativa » é mais « favorável a um desenlace positivo deste processo ».

COSTA E RESTANTES LÍDERES REÚNEM-SE NA QUARTA-FEIRA

Já no último Conselho Europeu, a 21 de março, António Costa foi um dos líderes dispostos a dar a Theresa May a extensão que a líder britânica então pretendia – 30 de junho – e que contrabalançou outras posturas mais rígidas, como a do presidente francês. Emmanuel Macron chegou mesmo a defender um adiamento do Brexit apenas até 7 de maio. No final, a solução encontrada passou por dar ao britânicos até 22 de maio, na condição de aprovarem o acordo até ao final de março. O terceiro chumbo na Câmara dos Comuns ditou que a data do Brexit fosse antecipada para 12 de abril.

Vários líderes, incluindo Macron, entendem que para um novo adiamento do Brexit não deve ser dado como garantido. E que se Londres quer nova extensão tem de dar « bons argumentos » e « apresentar um plano credível » aos 27. De acordo com fonte diplomática, para França isso poderia significar novas eleições nos Reino Unido ou a organização de um referendo.

Contudo, a posição portuguesa mostra-se mais flexível. O objetivo é o de não provocar um cenário caótico por falta de entendimento entre os dois lados do Canal da Mancha. No entender de Santos Silva, é preciso agir com « o melhor espírito » e há que ter em conta que o Reino Unido é « um parceiro essencial da União Europeia » e uma das « melhores e mais antigas democracias do mundo ».

Mas o cenário de uma saída caótica continua em cima da mesa e pode até acontecer já na sexta-feira. « É preciso tomar decisões para que a saída do dia 12 de abril não aconteça sem acordo », sublinha Santos Silva, que repete ainda que esse é o pior dos cenários, e que deve ser evitado. « Por isso mesmo somos favoráveis a todas as alternativas », argumenta.

A cimeira extraordinária sobre o Brexit está marcada para arrancar na quarta-feira às 17 horas de Lisboa. Amanhã, terça-feira, Theresa May vai ainda encontrar-se com o presidente francês Emmanuel Macron e com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Santos Silva considera que « é muito importante que se façam estes contatos ». O próprio ministro português esteve hoje reunido com o homólogo britânico, à margem do Conselho de ministros dos negócios estrangeiros, no Luxemburgo. Um encontro em que comunicou a Jeremy Hunt a posição portuguesa.

Liga dos Campeões. FC Porto à procura de um bom resultado na cidade dos Beatles

O FC Porto tem na terça-feira o primeiro teste a ‘sério’ na edição 2018/19 da Liga dos Campeões em futebol, ao reencontrar o Liverpool, no ‘mítico’ Anfield Road, para a primeira mão dos quartos de final.

Depois de ter vencido, sem dificuldades, um grupo com Schalke 04, Galatasaray e Lokomotiv Moscovo e ter afastado a Roma, após prolongamento (1-2 fora e 3-1 em casa), nos ‘oitavos’, os ‘dragões’ vão defrontar a equipa que os ‘dizimou’ a época passada.

Nos ‘oitavos’ da edição 2017/18, os ‘reds’ resolveram a eliminatória no primeiro jogo, no Dragão, ao golearem por 5-0, com três golos de Mané, um de Salah e outro de Firmino, o trio de ataque que continua a ‘espalhar pânico’ na presente temporada.

Agora, a eliminatória começa em Liverpool, onde os comandados de Sérgio Conceição conseguiram, há um ano, empatar a zero, mas num jogo que já começou com tudo resolvido, face à ‘mão cheia’ de golos dos ingleses no Porto.

O desafio dos ‘azuis e brancos’ é imenso, nomeadamente pela história, segundo a qual, em 19 visitas, o FC Porto jamais venceu em Inglaterra, onde sofreu mais goleadas (quatro) – três 0-4 e um 0-5 – do que conseguiu não perder (três), sendo que também nunca bateu os ‘reds’ (três empates e três derrotas).

Pior do que o passado, é, porém, o presente, já que o Liverpool, finalista vencido na época passada (1-3 com o Real Madrid), está agora ainda mais forte, nomeadamente com a incorporação do guarda-redes brasileiro Alisson.

O único dado a favor do FC Porto é que a ‘Champions’ não é o grande objetivo da época do Liverpool, cuja ‘obsessão’ passa por conquistar o campeonato inglês, feito que os ‘reds’ não conseguem há quase 30 anos, desde a ‘longínqua’ época de 1989/90.

Ainda assim, o conjunto da cidade dos Beatles também corre por um sexto título europeu, depois dos conquistados em 1976/77, 1977/78, 1980/81, 1983/84 e 2004/05, até porque ainda não terá esquecido o desaire da época passada e as ‘casas’ de Karius.

A ajudar, ainda o facto de ter ‘caído’ ao primeiro jogo nas taças internas: perdeu por 2-1 com o Chelsea na Taça da Liga, em 26 de setembro, no que ainda é o único desaire caseiro da época, e pelo mesmo resultado no reduto do Wolverhampton, a 07 de janeiro, no que ainda é a última derrota em 2018/19.

Os ingleses são, assim, amplamente favoritos e a grande tarefa do FC Porto passará por sair ‘vivo’ de Anfield Road e adiar para o Dragão a resolução da eliminatória, mesmo sabendo que isso não será a garantia de absolutamente nada.

O 5-0 dos ‘reds’ no Dragão na época passada ainda está presente e, recentemente, nos ‘quartos’, o ‘onze’ de Klopp ficou-se por um ‘nulo’ na receção ao Bayern Munique e, depois, foi ganhar à Alemanha por 3-1 (dois golos de Mané e um de Van Dijk).

Na ‘Champions’, o Liverpool já perdeu três vezes, todas na fase de grupos, nos redutos de Nápoles (0-1), Estrela Vermelha (0-2) e Paris Saint-Germain (1-2), enquanto o FC Porto só caiu uma, na casa da Roma, que a época passada afastara o FC Barcelona.

Os ‘dragões’ não se têm mostrado, porém, especialmente fortes nos grandes jogos, nomeadamente no campeonato luso, prova em que perderam os dois embates com o Benfica (0-1 na Luz e 1-2 no Dragão) e também não venceram o Sporting (0-0 em Alvalade).

Em reduto alheio, e entre os seis primeiros, o FC Porto também não logrou, aliás, vencer o Vitória de Guimarães (0-0) e o Moreirense (1-1), somando apenas um triunfo, com o Sporting de Braga (3-2), mas muito sofrido e à custa de dois penáltis.

Pelo contrário, o Liverpool tem-se mostrado muito forte em casa, onde só perdeu com os ‘bleus’ para a Taça da Liga e ganhou 17 de 21 encontros – conseguiram empates o Bayern Munique, o Manchester City e o Leicester.

Em Anfield Road, e por castigo, o Liverpool não vai poder contar com Robertson, enquanto o FC Porto atuará desfalcado de Pepe e Herrera, sendo que Éder Militão, Danilo e Otávio estão a um amarelo de falhar a segunda mão, em 17 de abril.

O encontro entre o Liverpool e o FC Porto, da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, realiza-se na terça-feira, pelas 21:00, em Anfield Road.

Jogos:

Liverpool – FC Porto, 21h

Tottenham – Manchester City, 21h

Quarta-feira, 10 Abril:

Ajax – Juventus, 21h

Manchester United – Barcelona, 21h

Alfa/Lusa.

Tondela vira resultado com Portimonense e abandona zona de descida

Três golos na segunda parte permitiram ao Tondela virar uma desvantagem de dois golos e vencer na receção ao Portimonense por 3-2, resultado que lhe permite sair da zona de descida da I Liga de futebol.

A equipa algarvia chegou ao intervalo a vencer por 2-0, com golos de Jadson, aos 20 minutos, e de Paulinho, em cima do intervalo (45+2), mas os beirões reagiram na segunda metade e viraram o resultado, com golos de Tomané (63), Pité (72) e Ricardo Costa (85).

Com este triunfo, o Tondela abandonou a zona de descida, subindo ao 15º lugar com 28 pontos, mais um do que o Nacional, 16º e primeira equipa abaixo da linha de despromoção, enquanto o Portimonense é 10º com 32.

 

Resultados da 28ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 05 abr:

FC Porto – Boavista, 2-0 (1-0 ao intervalo)

– Sábado, 06 abr:

Belenenses – Santa Clara, 1-1 (1-1)

Nacional – Desportivo das Aves, 0-0

Vitória de Guimarães – Desportivo de Chaves, 4-0 (3-0)

Moreirense – Sporting de Braga, 1-0 (0-0)

– Domingo, 07 abr:

Vitória de Setúbal – Marítimo, 1-0 (1-0)

Feirense – Benfica, 1-4 (1-2)

Sporting – Rio Ave, 3-0 (2-0)

 

– Segunda-feira, 08 abr:

Tondela – Portimonense, 3-2 (0-2)

 

Programa da 29ª jornada:

 

– Sexta-feira, 12 abr:

Desportivo de Chaves – Belenenses, 21:30

 

– Sábado, 13 abr:

Santa Clara – Moreirense, 16:30

Portimonense – FC Porto, 19:00

Desportivo das Aves – Sporting, 21:30

 

– Domingo, 14 abr:

Marítimo – Feirense, 16:00

Rio Ave – Vitória de Guimarães, 16:00

Boavista – Nacional, 18:30

Sporting de Braga – Tondela, 18:30

Benfica – Vitória de Setúbal, 21:00

Alfa/Lusa.

Grande Debate: Franceses indignados com isenção fiscal em Portugal, « eldorado fiscal »

Coletes Amarelos. Portugal também entrou no Grande Debate Nacional lançado por Emmanuel Macron para responder à crise dos « coletes »: Franceses dizem-se indignados com isenção fiscal dada por Portugal a reformados. Primeiro-ministro, Édouard Phillipe deverá anunciar nesta segunda-feira uma síntese das propostas que foram avançadas durante o Debate.

Alfa/com Lusa e outras fontes

Regime fiscal dos Residentes Não Habituais (RNH) foi criado em 2009 com o objetivo de atrair para Portugal pessoas de rendimentos elevados e profissionais de alto valor acrescentado.

Portugal também entrou no « grande debate » em França devido ao regime de isenção fiscal concedido aos reformados e que levou muitos cidadãos franceses a sugerirem a retirada de benefícios dos seus concidadãos que se instalem no país.

Opiniões e propostas partilhadas no site do « grande debate » – uma iniciativa do Presidente francês, Emmanuel Macron, para responder aos protestos dos ‘coletes amarelos’ – chamam aos franceses que estão a usufruir da isenção fiscal durante 10 anos em Portugal « exilados fiscais » e a Portugal « um ‘eldorado’ fiscal ».

O regime fiscal dos Residentes Não Habituais (RNH) foi criado em 2009 com o objetivo de atrair para Portugal pessoas de rendimentos elevados e profissionais de alto valor acrescentado, oferecendo isenção de IRS aos reformados e uma taxa reduzida de imposto (20%) aos rendimentos de trabalho.

Apesar de uma parte da discussão sobre os mais diversos temas desde o funcionamento da democracia até à fiscalidade em França ter acontecido em reuniões públicas, uma parte das quase dois milhões de propostas feitas pelos franceses chegaram através da internet. Estas propostas foram recebidas de janeiro a meados de março e serão todas analisadas de forma a darem origem a medidas a aplicar pelo governo.

Outra proposta para sancionar quem se muda para Portugal ou outros países que promovem isenções fiscais é o corte de 50% das pensões atribuídas por França. « É preciso fazer pagar de alguma maneira todos os reformados que partem para fugir aos impostos em França, já que como não consomem aqui, o seu dinheiro não volta a entrar na economia francesa. Eles empobrecem a França. É um verdadeiro escândalo e uma prova de grande egoísmo« , sugeriu outro utilizador no site oficial do « grande debate ».

Para além de críticas aos seus concidadãos, os franceses estão preocupados com o impacto desta medida portuguesa e pedem que haja uma análise « sem tabus » aos acordos com Portugal.

« É importante abrir um debate sem tabu sobre este dispositivo, que leva a uma dupla isenção dos reformados franceses que se mudam para Portugal. Esta dupla isenção leva a que os Estados sejam privados de receitas fiscais e promovem concorrência desleal entre os Estados-membros da União Europeia », escreveu um utilizador que se identificou como Porto e que apelidou a sua proposta de « acabar com a evasão fiscal no ‘eldorado’ português ».

O sistema adotado por Portugal para atrair reformados tem sido debatido em França depois de algumas declarações polémicas de estrelas da música e do cinema que afirmaram publicamente que se mudavam para terras lusas devido à isenção fiscal.

Em 2017, Florent Pagny, cantor e ator, disse numa entrevista que iria viver para Portugal « por razões fiscais », enumerando todas as vantagens dadas aos estrangeiros que se instalam no país. Esta entrevista levou o ministro da Economia e das Finanças, Bruno Le Maire, a convidar o artista a ficar em França, afirmando que o governo estava a preparar medidas adicionais para manter as grandes fortunas em território nacional.

O Grande Debate chegou ao fim em França e esta segunda-feira será conhecida, através do PM Édouard Phillipe, a síntese das propostas e ideias retidas e o Presidente Macron deverá responder e apresentar conclusões a meados de abril.

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