Sporting vence Portimonense (3-1) e continua a três pontos do Braga na I Liga

O Sporting venceu hoje em casa o Portimonense, por 3-1, em jogo da 24ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e manteve-se a três pontos do Sporting de Braga, terceiro classificado.

No Estádio José Alvalade, em Lisboa, Diaby, aos 10 minutos, Raphinha, aos 11, e Bruno Fernandes, aos 90, de grande penalidade, marcaram para o Sporting, que vinha de um empate a zero na visita ao Marítimo, enquanto Paulinho fez o golo do Portimonense, aos 30.

Com 49 pontos, os ‘leões’ permanecem no quarto lugar, a três do Sporting de Braga, que hoje bateu o Rio Ave (2-1), e a oito do FC Porto, que no sábado foi derrotado em casa pelo Benfica (2-1), cedendo a liderança por dois pontos aos ‘encarnados’.

O Portimonense, que acumula cinco derrotas nas últimas seis jornadas, conservou o décimo lugar, com 28 pontos.

 

Resultados da 24ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 01 mar:

Desportivo das Aves – Boavista, 2-0 (0-0 ao intervalo)

– Sábado, 02 mar:

Nacional – Tondela, 3-2 (1-1)

Moreirense – Vitória de Setúbal, 1-1 (1-1)

FC Porto – Benfica, 1-2 (1-1)

– Domingo, 03 mar:

Desportivo de Chaves – Santa Clara, 0-0

Belenenses – Feirense, 4-0 (2-0)

Rio Ave – Sporting de Braga, 1-2 (0-0)

Sporting – Portimonense, 3-1 (2-1)

– Segunda-feira, 04 mar:

Vitória de Guimarães – Marítimo, 21:15

 

Programa da 25ª jornada (horas de Paris):

– Sexta-feira, 08 mar:

Desportivo de Chaves – Rio Ave, 21:30

– Sábado, 09 mar:

Marítimo – Moreirense, 16:30

Sporting de Braga – Vitória de Guimarães, 19:00

Boavista – Sporting, 21:30

– Domingo, 10 mar:

Portimonense – Nacional, 16:00

Santa Clara – Desportivo das Aves, 16:00

Vitória de Setúbal – Tondela, 18:30

Feirense – FC Porto, 21:00

– Segunda-feira, 11 mar:

Benfica – Belenenses, 21:15

 

Alfa/Lusa.

Atletismo/Europeus: Nélson Évora medalha de prata no triplo salto

Nelson Évora conquistou hoje a medalha de prata no triplo salto dos Campeonatos da Europa de atletismo de pista coberta, em Glasgow, na Escócia.

Com um salto de 17,11 metros, o seu melhor registo da época, o saltador português conseguiu a sua 11.ª medalha em grandes competições e finaliza a época como o terceiro melhor europeu do ano em pista coberta.

O vencedor do concurso foi o azeri Nazim Babayev, com 17,29 metros, que assim sucede a Évora, campeão de 2015 e 2017.

A medalha de bronze foi conquistada pelo alemão Max Hess, com 17,10 metros.

A lista dos melhores do ano fecha com o português Pedro Pichardo em primeiro (17,32), que ainda não pode competir oficialmente por Portugal, Babayev e Évora no ‘top-3’.

Alfa/Lusa.

“Caro Conan Osiris, não cantes para o apartheid israelita!”

“Conan Osiris, não cantes para o apartheid israelita!” – pedem o SOS Racismo, as Panteras Rosa (Frente de Combate à LesBiGayTransFobia) e o Comité de Solidariedade com a Palestina. As três organizações apelam a Conan Osiris para que não vá a Telavive em representação de Portugal na Eurovisão

Numa longa carta assinada pelas três organizaçõe, estas sublinham que “Israel não é um país normal” e que “a escassos minutos de onde terá lugar o Festival, Israel mantém um cerco ilegal a 1.8 milhão de palestinianos em Gaza, negando-lhes os direitos mais básicos. As condições de vida criadas por Israel são de tal forma desesperantes que as Nações Unidas declararam Gaza “inabitável”.”

“Cerca de 140 artistas europeus, incluindo vários finalistas do Festival da Eurovisão e o vencedor de 1994, subscreveram o boicote ao Festival da Canção de 2019 em Israel através de uma declaração publicada no jornal The Guardian”, lê-se no comunicado.

As três organizações signatárias juntam-se ao apelo de artistas palestinianos para o boicote e ao movimento internacional de BDS – Boicote, Desinvestimento, Sanções – que denuncia o uso da cultura por Israel como instrumento de propaganda para branquear a sua imagem. Este é uma forma não-violenta de pressão para que Israel respeite os direitos humanos da população palestiniana.

Leia aqui o texto completo da carta:

Caro Conan Osiris,

Este ano tencionas participar no Festival da Canção da Eurovisão, que terá lugar em Telavive, Israel.

Enquanto activistas pelos direitos humanos e apoiantes do povo palestiniano na sua luta contra a opressão e a colonização, gostaríamos com esta carta de te informar melhor sobre o país anfitrião da final da Eurovisão e o apelo dos artistas palestinianos ao boicote do evento.

Israel não é um país normal. A escassos minutos de onde terá lugar o Festival, Israel mantém um cerco ilegal a 1.8 milhão de palestinianos em Gaza, negando-lhes os direitos mais básicos. As condições de vida criadas por Israel são de tal forma desesperantes que as Nações Unidas declararam Gaza “inabitável”.

Israel massacrou 62 palestinianos em Gaza, incluindo seis crianças, apenas dois dias depois da vitória de 2018 na Eurovisão em Lisboa. Naquela mesma noite, Netta Barzilai realizou um concerto de comemoração em Telavive e disse: « Temos um motivo para estarmos felizes ».

Também a escassos minutos de Telavive, 2.7 milhões de palestinianos da Cisjordânia vivem aprisionados por um muro de apartheid ilegal. Israel continua a expandir a sua colonização na Cisjordânia, com o intuito de expulsar mais famílias palestinianas, entregando assim as terras e casas confiscadas a colonos israelitas.

Este estado de apartheid, dentro de Israel ou nos territórios ocupados, acaba de ser legitimado pela aprovação no parlamento israelita da “Lei do Estado-Nação do povo judeu”. Uma lei que declara a superioridade racial de israelitas judeus e condenada pela União Europeia, incluindo Portugal.

Assim como os artistas tiveram um papel histórico e decisivo na luta contra o apartheid sul-africano, recusando-se a tocar em Sun City, artistas de todo o mundo se juntaram ao boicote cultural a Israel, em resposta ao apelo palestiniano, recusando-se a branquear a imagem do país com o prestigioso Festival da Canção e eventos semelhantes.

Cerca de 140 artistas europeus, incluindo vários finalistas do Festival da Eurovisão e o vencedor de 1994, subscreveram o boicote ao Festival da Canção de 2019 em Israel através de uma declaração publicada no jornal The Guardian. Entre eles, o músico australiano Nick Seymour, o coreógrafo belga Alain Platel, o actor dinamarquês Jesper Christensen, o dramaturgo judeu Moni Ovadia, o compositor catalão Lluís Llach, o músico norueguês Moddi, o coro esloveno ŽPZ Kombinat, o actor norte-americano Alia Shawkat, bem como cineasta vencedores do Festival de Cannes (Alain Guiraudie, Ken Loach, Mike Leigh, Eyal Sivan e Aki Kaurismäki).

Em Novembro, um conjunto de figuras portuguesas apelou à RTP para não participar nesta edição do Festival. Alexandra Lucas Coelho (escritora), Joana Villaverde (artista plástica), Francisca Cortesão (cantora), João Grosso, Maria do Céu Guerra e Manuela Freitas (atores), Teresa Dias Coelho (pintora), Susana Sousa dias (cineasta), Nuno Lobito (fotógrafo), José Mário Branco (músico) e Tiago Rodrigues (diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II) são alguns dos signatários.

Mais recentemente, um conjunto de artistas britânicos juntou a sua voz ao crescente coro para um boicote do Festival da Canção, entre eles os Wolf Alice, a Vivienne Westwood, o Peter Gabriel e o Roger Waters dos Pink Floyd.

Temos consciência de que para ti a participação na Eurovisão é a realização de um sonho e o fruto de um trabalho importante. Mas pedimos que a tua participação não se faça à custa da liberdade e dos direitos humanos do povo palestiniano.

Caso sejas escolhido para representar Portugal no Festival da Canção, terás a oportunidade de fazer história, e de tomares uma decisão de coragem e princípio, recusando-te a ires para Israel e a ajudares a legitimar a opressão de todo um povo.

Se tomares essa decisão, queremos que saibas que terás não só o nosso apoio e admiração, mas também o de milhares de pessoas à volta do mundo, que apoiam este crescente movimento de liberdade, justiça e igualdade para o povo palestiniano.

Continua a cantar livremente, mas respeitando a dignidade e a liberdade do povo palestiniano!

CONAN OSIRIS, NÃO CANTES PARA O APARTHEID ISRAELITA!

Comité de Solidariedade com a Palestina

SOS Racismo

Panteras Rosa (Frente de Combate à LesBiGayTrans)

Português, « lingua de imigrante » em França

A língua portuguesa discriminada em França na reforma do Liceu e do Baccalauréat. Um problema para a relação bilateral França-Portugal. Volte a ouvir aqui a crónica de Daniel Ribeiro, na Rádio Alfa, na sexta-feira, 01:

 

Sporting de Braga conquista Mundialito de futebol de praia

O Sporting de Braga venceu hoje o Mundialito de futebol de praia, ao vencer os italianos do Catania, por 7-6, na final da competição disputada em Moscovo.

Leo Martins, no primeiro e aos sete minutos, Jordan, aos dois, Gentilin, na própria baliza, aos três, Bókinha, aos 19, Bruno Xavier, aos 24, e Filipe Silva, aos 33, marcaram os golos dos bicampeões nacionais e europeus, que se tornaram no primeiro clube português a alcançar o título mundial.

Os golos do Catania foram marcados por Jordan, na própria baliza, no segundo minuto, Bryshtel, aos 14, Lucão, aos 18, Gentilin, aos 24, Bokach, aos 31, e Zurlo, aos 33.

O Sporting de Braga sucede ao Lokomotiv Moscovo no historial do Mundialito, que foi disputado fora do Brasil pela primeira vez.

Antes, tinham erguido o troféu o Vasco da Gama, em 2011, quando bateu na final o Sporting (4-2), o Lokomotiv, em 2012 e 2017, o Corinthians, em 2013, e o FC Barcelona, 2015.

Alfa/Lusa.

«PAGÁMOS AO ÁRBITRO E DROGÁMOS OS JOGADORES DO PSG» Marc Fratani

Marc Fratani deu uma entrevista ao Le Monde onde confessou um passado de ilegalidades no Marselha. O dirigente desportivo trabalhou no emblema do sul de frança durante mais de 30 anos com o presidente Bernard Tapie.

«Num dos jogos com o Paris Saint-Germain, não posso revelar qual, subornámos o árbitro. Nesse jogo também acabámos por utilizar Haldol para drogar jogadores. Colocámos numas garrafas de água que sabíamos que eles iam beber no balneário», começou por revelar.

Fratani falou ainda de uma partida frente ao Rennes, em que os jogados adversários adormeceram na viagem para o Estádio, devido ao cansaço extremo que sentiam. Isto depois de todos terem bebido o mesmo sumo de laranja durante a concentração no hotel.

Recorde-se que o Marselha atingiu o ponto alto do futebol europeu durante o reinado de Bernard Tapie, chegando mesmo a vencer uma Liga dos Campeões em 1993. No entanto, o emblema do sul de França foi apanhado num esquema de corrupção durante essa temporada, acabou por ser despromovido à segunda divisão.

Alfa/aBola/Le Monde.

Atletismo/Europeus: Patrícia Mamona quarta e Susana Costa quinta no triplo salto

As portuguesas Patrícia Mamona e Susana Costa terminaram hoje nas quarta e quinta posições, respetivamente, ambas com 14,43 metros, da final do triplo salto dos campeonatos da Europa de atletismo em pista coberta, em Glasgow, na Escócia.

Patrícia Mamona (Sporting), que defendia a medalha de prata conquistada em 2017, conseguiu a melhor marca na primeira das seis tentativas, ficando a um centímetro do recorde nacional, que a própria melhorou em fevereiro, seguindo-se dois nulos e ainda saltos de 14,29, 14,39 e 14,21.

Susana Costa melhorou a sua melhor marca pessoal ao igualar Mamona no segundo salto, depois de ter começado a final com um nulo.

Depois, a saltadora da Academia Fernanda Ribeiro não conseguiu melhor do que 14,21 na quinta tentativa, num concurso em que registou outro nulo e ainda 14,04 e 14,10.

A espanhola Ana Peleteiro conquistou o título europeu, ao saltar 14,73, estabelecendo o novo recorde de Espanha na especialidade, quer em pista coberta ou ao ar livre.

Os restantes lugares do pódio foram alcançados pela grega Paraskevi Papahrístou, com 14,50, e pela ucraniana Olha Saladukha, com 14,47.

Alfa/Lusa.

Ricardo Salgado: « Penso todos os dias nos lesados do BES e sofro com isso »

Em entrevista à Rádio TSF. « Sofro com isso ». E ataca o Banco de Portugal.

Foto PAULO CUNHA / LUSA

Ricardo Salgado, antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES), garante que sofre com os problemas dos lesados do BES. « Devo dizer que falo com muitos lesados. Penso todos os dias nos lesados. Todos os dias. E sofro com isso », declarou o ex-banqueiro em entrevista à rádio TSF, difundida este domingo.

« O Banco Espírito Santo tem 150 anos e nunca lesou ninguém. Agora, quem desencadeou este processo do cerco à área não financeira do grupo é que acabou por fazer cair empresas como a Tranquilidade e outras. Não fui eu que provoquei os lesados, não fui eu que causei esta resolução. Não sou responsável por isso », defendeu-se Ricardo Salgado.

Salgado insiste que não foi o culpado da queda do BES, que resultou, na sua perspetiva, da resolução imposta pelo Banco de Portugal, para isolar o banco dos riscos da sua exposição aos outros negócios do Grupo Espírito Santo.

« Foi um erro. Aquilo é típico do médico que mata um cliente porque lhe aplicou um remédio que não é apropriado. Um remédio ao lado daquilo que deveria ter sido », afirmou Ricardo Salgado à TSF.

Na entrevista, o ex-líder do BES admite que consegue dormir, mas « não totalmente descansado ».

« “Os jogadores estão a fazer de mim treinador”, Lage. Declarações dos treinadores do FCP – SLB

Depois do jogo de sábado à noite que deu a vitória às águias no campo dos dragões e levou o Benfica para a frente do campeonato português, as declarações dos treinadores.

Sérgio Conceição: « Acho que, sinceramente, se o empate já era mau, com a derrota ficamos verdadeiramente desiludidos. A vitamina ideal para o Benfica foi um golo surgido do nada.  O normal era não perder este jogo.  »

Bruno Lage: “Os jogadores estão a fazer de mim treinador. O  mérito é deles. Gosto muito de usar a palavra equilíbrio. Foi um golo cedo, de bola parada. O FC Porto entrou muito bem. Tentámos controlar isso e, aos poucos, sentimos que o jogo veio-nos parar à mão. »

 

 

Contribuintes dão mais 850 milhões ao Novo Banco

Contribuintes dão mais 850 milhões ao Novo Banco. E quem paga a fatura política?

Foto TIAGO MIRANDA

A instituição bancária vai voltar a precisar de ajuda e as forças políticas já começaram a jogar no tabuleiro das acusações. À direita do PS culpa-se o governo, enquanto o Bloco de Esquerda responsabiliza PSD, CDS-PP e PS pela situação atual. Comunistas e bloquistas apostam na reversão da privatização.

Alfa/Expresso por João Miguel Salvador

A notícia de que o Novo Banco vai pedir uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, 850 milhões dos quais serão pedidos ao Estadoconhecida esta sexta-feira, trouxe a instituição bancária para o topo da agenda política e a maré de reações ainda não parou. Em causa, explica o banco presidido por António Ramalho, estão “perdas das vendas e da redução dos ativos ‘legacy‘”, mas para a classe política o que está em jogo é muito maior do que isso.

Depois de Mário Centeno ordenar uma auditoria à concessão de créditos problemáticos do Novo Banco — que estão a obrigar à injeção de capital pelo Fundo de Resolução e, por essa via, do Estado — e de o presidente do banco responder que “todas as auditorias são bem-vindas”, é a vez de novas vozes se juntarem à polémica iniciada nesta sexta-feira. É certo que as reações surgem dos mais diversos quadrantes, mas esta é uma luta que a oposição está apostada em ganhar.

UM SACO SEM FUNDO

Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD às eleições europeias que acontecem este ano, acusa o ministro das Finanças de ter “duas caras” (“uma cara em Lisboa e tem outra cara em Bruxelas”) e que isso também já se verifica em relação ao Novo Banco. Para Rangel, Mário Centeno não pode “lavar as mãos como Pilatos” nesta questão. “Prometeu-nos um determinado quadro, quando fez a venda que fez, e agora o que nós vemos é que esse quadro é uma espécie de saco sem fundo. E, portanto, o ministro Centeno tem de responder e tem de explicar”, expressou em Castelo Branco, à margem da iniciativa “Democracias XXI”, dinamizada pela Distrital de Castelo Branco da JSD.

Não é o único a querer ser ouvido e é do lado do CDS-PP que também surgem palavras fortes. Os centristas querem ouvir Mário Centeno sobre o Novo Banco no parlamento “com a máxima urgência” e apontam a próxima semana como o tempo ideal para que o ministro das Finanças explique o que aconteceu.

Querem que Mário Centeno dê uma explicação « ao país e ao parlamento sobre estes novos factos ». « O CDS considera preocupantes e encara até com alguma estupefação estas notícias, porque contrariam aquilo que, nomeadamente por perguntas feitas por deputados do CDS, o Governo e o ministro das Finanças sempre disseram », afirmou o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, em declarações à agência Lusa. « Esta necessidade e eventual injeção de capital público foi aquilo que o ministro das Finanças disse que não iria acontecer por força do mecanismo criado e que então mereceu a nossa crítica », acrescentou.

MENTIRAS DO PSD, CDS E PS

À esquerda do PS as críticas também se fazem ouvir e os partidos que suportam o Governo já mostraram a sua preocupação face às noticias agora conhecidas. Com uma abordagem diferente da apresentada pela direita, que aposta na responsabilização do governo, o Bloco de Esquerda inclui PSD e CDS-PP nos culpados da situação atual, ao passo que o PCP não esconde a vontade de que a privatização seja revertida. Os comunistas voltaram este sábado a defender o regresso do Novo Banco à esfera pública, de modo a impedir ” »a entrega de milhares de milhões de euros » a privados. “Se o Estado paga o banco, o Estado deve gerir o banco.” Nesta matéria, é já certo que o PCP terá o apoio dos bloquistas.

Este sábado, quando responsabilizou PSD, CDS e PS pela situação do Novo Banco, Catarina Martins afirmou que “o que aconteceu com o BES e o Novo Banco é uma lição do que não deve ser feito no país”. Para a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), que falava aos jornalistas em Amarante, é inconcebível que “o mesmo Governo que diz que não há dinheiro para reivindicações laborais — que quando olhamos para a dimensão do novo Banco, são, de facto, tão modestas — continua sem compreender que é preciso uma alteração profunda da forma como este país lida com o sistema financeiro”.

Para a dirigente do Bloco, PSD e CDS « mentiram ao país » quando disseram que a resolução do BES não ia ter custos para o erário publico e frisa que a conta “já vai em mais de cinco mil milhões de euros”, mas para Catarina Martins os dois partidos de direita não são os dois únicos mentirosos da história. Na mesma intervenção, considerou que o Governo do PS mentiu “quando garantiu que a venda do Novo Banco era a melhor forma de travar o gasto de dinheiro público com o ex-BES”.

Catarina Martins não terminou as suas declarações sem reafirmar o que diz ter sido sempre uma bandeira do Bloco. « Sempre dissemos: se nós pagamos, mais vale sermos donos. O banco devia ter ficado para o Estado, porque nós continuamos a pagar um banco que, de facto, foi entregue a acionistas privados, foi entregue a uma multinacional », acentuou, concluindo: « Estamos a pagar os lucros dos outros. Nacionalizámos prejuízos e continuamos a pagar esses prejuízos ».