Miguel Oliveira `veste` de azul e laranja na estreia em MotoGP

O piloto português Miguel Oliveira mostrou-se esta terça-feira « muito satisfeito » com o aspeto da KTM da equipa Tech3 com que fará a estreia no Mundial de MotoGP, cujas novas cores foram reveladas hoje.

https://twitter.com/_moliveira88/status/1095348581630918657

 

« Estou muito satisfeito com as novas cores, a mota é incrível », disse o piloto português, à margem de uma cerimónia que decorreu na sede da KTM em Mattighofen, na Áustria.

Nas cores da equipa que faz alinhar Miguel Oliveira predomina o azul, com algum laranja nas laterais (a cor da KTM) e o símbolo da marca de bebidas energéticas que patrocina a equipa em cinzento, à semelhança do que acontece com a escuderia Toro Rosso da Fórmula 1. Uma conjugação de cores que se distingue do laranja e preto da equipa oficial da marca austríaca.

« O aspeto de todo o equipamento é incrível, muito diferente daquele ao qual estou habituado », sublinhou Miguel Oliveira, acrescentando: « É um projeto bonito que a KTM e a Red Bull montaram, pois ter duas equipas de fábrica na grelha de partida é um fator único e demonstra, claramente, que a KTM quer dominar esta categoria a breve prazo, assim como as corridas de velocidade em geral », comentou o piloto da Almada.

Miguel Oliveira mostrou-se ainda « orgulhoso » e « privilegiado » por fazer parte deste projeto.

Já o diretor da equipa Tech3, o francês Hervé Poncharal, diz que as novas cores tornam a mota « muito elegante », o que « para um francês é sempre importante », brincou.

« Claro que o fundamental para uma mota de corridas é ser rápida e estamos a trabalhar nisso. Os testes que fizemos em Sepang [na Malásia], há alguns dias, foram interessantes. Mas, se a mota for rápida e bonita, é um bónus », precisou o dono da formação apoiada pela KTM.

A prova de estreia do piloto português no Mundial de MotoGP acontece a 10 de março no Qatar.

Alfa/Lusa.

PE aprova novo Mecanismo Europeu de Proteção Civil

O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje por ampla maioria o novo Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que reforça a capacidade da União Europeia (UE) em matéria de prevenção e resposta a catástrofes, como incêndios florestais e inundações.

A legislação relativa ao novo Mecanismo Europeu de Proteção Civil, aprovada em plenário por 620 votos a favor, 22 contra e 35 abstenções, prevê a criação de uma reserva de ativos a nível europeu para responder a catástrofes, incluindo aviões de combate aos incêndios florestais, bombas de água especiais, equipas de busca e salvamento em meio urbano, hospitais de campanha e equipas médicas de emergência.

Aqueles meios irão complementar os recursos nacionais e serão geridos a nível da UE.

A UE irá ainda intensificar o apoio aos Estados-Membros para melhorarem a gestão dos riscos e para reforçarem as medidas nacionais existentes, através de ações como o envio de missões de peritos, um mecanismo de consulta e a criação de uma Rede Europeia de Conhecimentos sobre Proteção Civil.

A decisão hoje aprovada pelo PE já foi acordada com os Estados-Membros, faltando apenas a sua aprovação pelo Conselho e publicação no Jornal Oficial da UE para que possa entrar em vigor.

A iniciativa de reforçar a proteção civil da UE foi apresentada pela Comissão Europeia em 23 de novembro de 2017, na sequência dos incêndios florestais de 2017 no sul da Europa, e em particular em Portugal, onde morreram mais de 100 pessoas, para « fazer face a catástrofes naturais cada vez mais complexas e frequentes”.

Alfa/Lusa.

Escândalo da CGD. Governador do Banco de Portugal contaminado. Opinião

Carlos Costa, um governador contaminado. Opinião, por Vítor Matos, editor de política do Expresso. 

Carlos Costa esteve lá. O governador do Banco de Portugal viu, cheirou e tocou. Estava dentro da Caixa, quando os milhões passavam por debaixo de narizes sensíveis que não farejavam o risco. Em Portugal começa a haver um historial endémico de figurões que não sabem, não se lembram, não percebem nem imaginavam o que se passava sob as suas sensíveis narinas. Pouco se saberia, se não fosse a pressão pública, da imprensa ou do Parlamento (apesar das imperfeições, este arremedo de democracia ainda vai funcionando).

Segundo uma investigação que fez capa da revista Sábado da semana passada, Carlos Costa esteve pelo menos em quatro reuniões do Conselho Alargado de Crédito da CGD. Numa dessas reuniões, foi aprovada a efetivação de um empréstimo de 150 milhões de euros ao empresário Manuel Fino para comprar ações da Cimpor. O atual governador do Banco de Portugal – administrador da CGD entre abril de 2004 e setembro de 2006 – esteve presente em pelo menos três reuniões que avalizaram este crédito e outros empréstimos arriscados ao grupo Investifino. Também votou favoravelmente o crédito de 170 milhões para a compra do empreendimento do Vale do Lobo, no Algarve. Em finais de 2015, a Investifino devia 138 milhões de euros à Caixa, que então previa a perda de 133 milhões. O regabofe foi total, mas de 2000 a 2013 ninguém deu por nada. Auditores e supervisores incluídos. O que se passa na Caixa fica dentro da Caixa seria uma boa máxima de outros tempos, mas 5 mil milhões de recapitalização depois, é impossível continuar de olhos fechados. É preciso responsabilizar quem facilitou cada euro de crédito sem critério.

A Sábado perguntou ao Governador se pedia escusa para apreciar os casos relacionados com a Caixa. O governador não respondeu. Uns dias depois, acabou por anunciar o pedido de escusa para não “participar nas decisões do Banco de Portugal decorrentes das conclusões desta auditoria [da EY à Caixa]”. Caixa fechada, Caixa aberta: agora com os males à solta, é impossível voltar a metê-los lá dentro. Percebe-se porque é que tentaram por tudo esconder a auditoria. Contamina tudo.

Se o governador do banco central pede escusa para avaliar um caso é porque está contaminado. Porque se sente contaminado. Ou por saber que a perceção geral é que está contaminado. O resto da sua equipa, que tomará as decisões, sentirá toda a liberdade e independência para censurar o chefe se os factos o obrigarem? O Bloco de Esquerda acha que não e defende a exoneração do governador: “Alguém pode garantir que Carlos Costa é idóneo para ser governador do Banco de Portugal? Quem é que pode neste momento garantir que tem idoneidade e condições?”, questionou ontem Mariana Mortágua. A suspeita quanto à sua idoneidade é, em si, incompatível com as funções que desempenha”.

A questão é que o governador é “inamovível”, ou seja, ninguém o pode despedir. Aliás, o Diogo Cavaleiro escreve no Expresso Diário que nunca aconteceu na Europa o que o BE quer em Portugal: afastar o governador de um banco central. A formulação legal na legislação europeia é genérica: “Um governador só pode ser demitido das suas funções se deixar de preencher os requisitos necessários ao exercício das mesmas ou se tiver cometido falta grave”.

O PCP também já veio dizer que está disponível para acompanhara exoneração de Carlos Costa. E o CDS também se junta à esquerda: “É indiscutível que a exoneração de Carlos Costa tem de se colocar”, diz o deputado João Almeida. O Governo reagiu com uma fórmula redonda, deixando as decisões para depois da investigação concluída: o secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, disse que estão a ser apuradas responsabilidades, do ponto de vista criminal, contraordenacional e civil. “Serão tiradas todas as consequências sem olhar a quem”. Para o PSD, o pedido de exoneração de Carlos Costa é “desproporcionado”. Os sociais-democratas querem apurar responsabilidades « rapidamente » mas « de forma tranquila ».

Elisa Ferreira, vice-governadora do Banco de Portugal, não pedirá escusa da análise à auditoria sobre a CGD, como fez Carlos Costa. O seu marido foi vice-presidente da espanhola La Seda, que recebeu créditos do banco público que resultaram em enormes prejuízos para a CGD.

Resumindo, Carlos Costa vai estar debaixo de fogo e mais fragilizado no último ano do seu mandato. Se o cumprir até ao fim.

Gael Monfils é o quinto nome confirmado para o Estoril Open

O tenista francês Gael Monfils é o quinto jogador confirmado para a quinta edição do Millennium Estoril Open, que vai decorrer no Clube de Ténis do Estoril, entre 27 de abril e 05 de maio.

Depois do sul-africano Kevin Anderson, do grego Stefanos Tsitsitas, do australiano Alex Di Minaur e do português e campeão em título João Sousa, a organização 3Love anuncia a participação do gaulês, 33.º colocado no ‘ranking’ mundial no único torneio português do circuito ATP.

« Mal posso esperar por jogar, pela primeira vez, o novo torneio no Estoril. Vários colegas deram-me as melhores referências. Espero que os meus fãs portugueses e a comunidade francesa radicada em Portugal possam vir ver-me jogar. Vou tentar corresponder às suas expectativas », avançou Monfils, numa mensagem enviada à organização.

Já o diretor do torneio, João Zilhão, não poderia estar mais satisfeito com a confirmação daquele que considera ter « uma personalidade carismática » e ser um dos jogadores « mais populares » do ATP.

« É com o maior prazer que anunciamos a presença de um dos mais fascinantes tenistas da história da modalidade. Há muito tempo que desejávamos contar com a participação do Gael Monfils, com a sua personalidade carismática e ténis acrobático, que vai, com certeza, deliciar não só o público em geral como os aficionados mais jovens em particular. O Gael Monfils é um dos mais populares tenistas do circuito e vai seguramente oferecer-nos momentos inolvidáveis no Clube de Ténis do Estoril », afirmou.

Alfa/Lusa.

Árbitro Jesús Manzano no Galatasaray-Benfica, Turpin no Sporting-Villarreal da Liga Europa

 O espanhol Jesús Gil Manzano foi o árbitro nomeado para o Galatasaray-Benfica e o francês Clément Turpin para o Sporting-Villarreal, ambos da primeira mão dos 16 avos da Liga Europa de futebol, informou hoje a UEFA.

Manzano, árbitro internacional desde 2014, reencontra o Benfica, depois de ter estado na última época na derrota das ‘águias’ em casa diante do Basileia (2-0), na sexta e última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

O árbitro espanhol dirige na quinta-feira a visita do Benfica ao Galatasaray, em Istambul (18:55 horas de Paris), depois de as duas equipas terem sido relegadas da Liga dos Campeões, ao terminarem em terceiro lugar nos respetivos agrupamentos.

Os turcos ficaram atrás do FC Porto, com quem perderam os dois jogos, e do Schalke 04, enquanto o Benfica foi terceiro no grupo em que se qualificaram Bayern Munique e Ajax.

Também na quinta-feira, no Estádio José Alvalade (21:00), Sporting e Villarreal encontram-se, ambos provenientes da fase de grupos da Liga Europa, com os ‘leões’ como segundos no seu grupo, atrás de Arsenal, e os espanhóis vencedores do seu.

O jogo contará com o árbitro Clément Turpin, naquela que será a quarta vez que o francês estará num jogo da equipa ‘leonina’.

Na última época, Turpin esteve no empate em Alvalade na ‘Champions’ entre Sporting e Juventus (1-1), em 2014/15 em novo empate na competição, em casa do Maribor (1-1), e em 2011/12 numa vitória em casa com o Vaslui (2-0), mas na Liga Europa.

Alfa/Lusa.

UEFA decreta minuto de silêncio por Emiliano Sala nas competições europeias

A UEFA decretou hoje um minuto de silêncio pelo futebolista Emiliano Sala, a realizar em todos os jogos da Liga dos Campeões e da Liga Europa, que se realizam até quinta-feira.

Para além do minuto de silêncio, as equipas que jogam esta semana na Liga dos Campeões e na Liga Europa terão a opção de usar uma braçadeira preta em memória do jogador argentino.

O recentemente reeleito presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, expressou as suas “mais sinceras condolências à família e entes queridos de Emiliano Sala pela sua perda”.

O presidente, recentemente reeleito por mais quatro anos, apelou ainda a todos os adeptos de futebol do continente europeu que “prestem homenagem à sua memória nos próximos dias”.

O jogador de 28 anos faleceu no passado dia 21 de janeiro, quando o avião em que viajava caiu no Canal da Mancha.

O corpo do futebolista foi encontrado dentro da avioneta, a 67 metros de profundidade, a norte da ilha de Guernsey, em 03 de fevereiro, sendo identificado quatro dias depois.

De momento, não há informação sobre o paradeiro de David Ibbotson, que pilotava o aparelho.

Sala tinha assinado contrato com o Cardiff City, por quem não chegou a ser apresentado. O clube galês homenageou-o no sábado com um minuto de silêncio, antes do jogo contra o Southampton.

O FC Porto joga hoje em Roma para a primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões e, na quinta-feira, na primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa, o Benfica joga no reduto do Galatasaray e o Sporting recebe o Villarreal.

Alfa/Lusa.

Editora francesa faz coletânea musical para ajudar bombeiros de Monchique

Uma editora francesa lançou no passado dia sete a compilação musical « Orphans », de solidariedade para com os bombeiros portugueses, revertendo a receita da obra digital para os bombeiros de Monchique, no distrito de Faro. Consulte o site da editora:

https://orphanscompilation.bandcamp.com/

Alfa/Lusa

Lançado pela editora francesa North Shadows Records, o disco « Orphans » é um projeto de Nazaré Milheiro e David Leporqcq-Milheiro, que reúne 34 grupos musicais de várias nacionalidades, a maioria dos quais portugueses, contribuindo cada um deles com uma única canção.

Participam no projeto, os portugueses 10.000 russos, A Jigsaw, Alex Page, Andrew Jünger, Iamtheshadow, Lur Lur, Morte Psíquica, No!No!, Oktuber Delusion, She Pleasures, Sweet Nico, The Dreams Never End, This Fallen Curse, Tren Go!Sound System, Vanished into Nowhere e os When The Angels Breathe.

De acordo com os mentores do projeto, este surgiu « depois de terem tomado consciência do grau de destruição provocado pelas chamas, ao viajarem pelo país ».

O « Orphans » é dedicado aos portugueses « órfãos dos seus bens e florestas, num ato vincadamente solidário e sentido, em especial para com os Bombeiros de Monchique ».

« Os incêndios florestais em Portugal assumiram nos últimos anos um grau de destruição de proporções inéditas. É conhecida a falta de recursos e meios dos bombeiros portugueses numa missão tão nobre, que muitos ao salvarem pessoas e bens, acabaram também eles por perder a vida no combate às chamas », lê-se numa nota da editora francesa enviada à Lusa.

A North Shadows Records optou por lançar uma versão digital do disco que está disponível a partir desta quinta-feira através do sítio da internet https://orphanscompilation.bandcamp.com/

Grupo secreto de jornalistas franceses assediou mulheres nas redes sociais durante anos

Grupo secreto de jornalistas franceses assediou mulheres nas redes sociais durante anos. Colectivo orquestrou campanhas de insultos, partidas e actos humilhantes contra mulheres e membros de minorias. Descoberta do grupo já levou ao despedimento e suspensão de vários dos seus membros, entre os quais alguns jornalistas influentes.

Alfa – um artigo que pode ler integralmente em publico.pt – PÚBLICO 

Por Sofia Neves

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DADO RUVIC

Várias personalidades da comunicação social francesa estão a ser acusadas de integrarem um grupo secreto de assédio online que elegia como alvo preferencial mulheres jornalistas, activistas feministas, pessoas LGBT e membros de outras minorias étnicas ou culturais. La Ligue du LOL (Liga do LOL) coordenava as suas acções num grupo fechado no Facebook, constituído maioritariamente por homens, humilhando depois as suas vítimas na rede social Twitter, através de contas anónimas. A descoberta do colectivo já levou a despedimentos e a pedidos públicos de desculpa.

A existência do grupo foi denunciada pela primeira vez a 5 de Fevereiro, num tweet de Thomas Messias, jornalista da Slate France. « Que bonito, um jornalista exemplar que gosta de dar lições e que andou a divertir-se num grupo de assédio a feministas. Que bonito », escreveu Messias, numa mensagem sem destinatário claro mas que foi interpretada por vários jornalistas como uma referência directa a um grupo cuja existência era há alguns anos objecto de rumor.

No último fim-de-semana, e em reacção à discussão lançada nas redes sociais, o jornal francês Libération publicou um artigo de verificação de factos onde se questionava a exigência do grupo. A peça, muito criticada, acabou no entanto por motivar centenas de vítimas do colectivo a falar publicamente sobre os seus casos.

Uma das acusações mais graves parte da youtuber francesa Florence Porcel, que afirma que um dos membros do grupo lhe telefonou e fingiu ser editor de um canal de notícias de renome, apresentando-lhe uma falsa oferta de emprego. Porcel diz que foi submetida a uma entrevistada fictícia e que a gravação áudio da conversa foi posteriormente divulgada na Internet. « Chorei de vergonha durante três dias », disse.

O autor da falsa entrevista de emprego foi David Doucet, editor da revista Les Inrockuptibles, que já admitiu publicamente o acto e pediu desculpa à vítima. Encontra-se suspenso, tal como dois jornalistas do Libération, incluindo o editor online Alexandre Hervaud.

Nora Bouazzouni, jornalista e outra das vítimas, disse ao Le Monde ter sido alvo de « insultos, montagens com gifs pornográficos e e-mails anónimos », e que foi intimidada de modo a não denunciar o assédio de que era alvo.

Lucile Bellan, colaboradora da Slate France, acusou o grupo de « assédio sistemático que durou anos » e que minou a sua confiança enquanto jornalista. Desde o começo da polémica, Bellan publicou um artigo sobre a experiência de ver Christophe Carron, um dos membros do grupo, tornar-se-ia o editor da Slate France em 2017. « Ao longo dos anos, a Ligue du LOL​ tornou-se numa espécie de grupo terrorista”, disse, acusando os seus membros de condicionar o percurso profissional de diversos jornalistas.

Outras vítimas, como a blogger Capucine Piot, afirmam que grande parte do assédio e dos insultos partiam de pessoas que não estavam ligadas à Ligue du LOL​, mas que eram manipuladas e arregimentadas pelo grupo secreto, por via de contas anónimas no Twitter.

O que dizem os membros do grupo

Ligue du LOL, criada em 2009 por Vicent Glad, agora jornalista no Liberátion, reúne cerca de 30 utilizadores proeminentes no Twitter em França — na sua maioria jornalistas, mas também profissionais influentes de agências de comunicação como a Publicis.

« Partilhávamos piadas banais ou sobre o trabalho, mas nunca existiu dentro desse grupo uma obsessão antifeminista. Nós gozávamos com tudo e com todos », explica um dos membros ao Libération. Nos primeiros anos da sua criação, « existia essa faceta de observar pessoas no Twitter, trocávamos links, fotografias, gozávamos com as elas », descreve outro membro que garante que acabou por deixar o grupo. « Essa rotina acabou por se tornar numa obsessão por parte de alguns membros do grupo », admite.

Glad, que foi entretanto suspenso pelo seu jornal, reconheceu este domingo que criou um monstro que lhe escapou do controlo e que acabou por se afastar do grupo há cinco anos. « Ao compactuar com tudo o que se passava lá, eu era culpado das acções dos outros. O que aconteceu não é tolerável”, admite.

As acções do grupo já chamaram a atenção de Marlène Schiappa, secretária de Estado francesa para a Igualdade de Género, que comentou o caso no Twitter, declarando apoio e solidariedade para com as vítimas do colectivo.

🇫🇷 MarleneSchiappa

@MarleneSchiappa

Tout mon soutien et ma solidarité aux blogueuses et journalistes qui ont eu à subir le harcèlement sexiste de la particulièrement @FlorencePorcel
Ce n’est pas « internet » qui est impitoyable, c’est ce qu’on en fait.

Natacha Quester-Séméon

@NatachaQS

Les agissements de la #LigueDuLOL sont bien connus. De nbx jeunes femmes ont été dénigrées et harcelées par ses membres, pas tous journalistes. Tout cela a commencé avant Twitter, je peux en témoigner. Cela a freiné la participation des femmes dans la blogo-twitosphère française! https://twitter.com/capucinepiot2/status/1094006049290575872 

Conferência sobre Fernando Pessoa na Gulbenkian de Paris. Crónica, por Miguel Magalhães

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Conferência sobre Fernando Pessoa nesta quarta-feira, 13, na Gulbenkian de Paris. O grande poeta português e as línguas em que escreveu – Português, inglês e também um pouco em francês.

Volte a ouvir aqui a crónica do dia da passada segunda-feira, por Miguel Magalhães, diretor da delegação parisiense da Fundação:

Violência doméstica em crescimento em Portugal e França. Uma crónica de dor e revolta de Luísa Semedo

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Violência doméstica em crescimento. 9 mulheres assassinadas em janeiro em Portugal, 20 em França. « Basta! » diz Luísa Semedo.

Ouça, esta quarta-feira, na Rádio Alfa, a revolta da presidente para a Europa do Conselho das Comunidades, que anuncia uma reunião sobre este drama na Casa de Portugal, na cidade universitária de Paris, no dia 9 de março.

Na primeira foto, uma marcha em Lisboa, no passado dia 9, contra a violência que atinge as mulheres:

 

Crónica para ouvir na quarta-feira, 13, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.