Berlim: a primeira cidade da UE em que o Dia da Mulher é feriado

O Dia Internacional da Mulher já é feriado em países como a Rússia, a Guiné-Bissau ou o Vietname. Mas Berlim é o primeiro Estado federado da Alemanha e a primeira cidade da União Europeia a adotar esta mudança.

CARSTEN KOALL

Um século depois de ser permitido o voto feminino na Alemanha, Berlim torna-se a primeira cidade da União Europeia a decretar feriado no Dia Internacional da Mulher, que esta sexta-feira é celebrado.

A medida, apresentada pela coligação que lidera o parlamento regional deste Estado federado, composta pelo Partido Social Democrata da Alemanha (SPD), os Verdes (Die Grünen) e A Esquerda (Die Linke) foi aprovada no final do mês de janeiro.

« É a primeira vez na Alemanha que o Dia Internacional da Mulher é assinalado como feriado, e acontece aqui, em Berlim. Houve outros Estados que escolheram outros dias, religiosos, por exemplo, mas nós não queríamos isso. Enquanto for preciso lutar pela igualdade entre homens e mulheres, nos salários ou na política, precisamos de um dia que nos recorde disso, com um feriado, para dar mais relevo a este assunto », revelou à Lusa Silke Gebel, a líder parlamentar dos Verdes em Berlim.

Apesar de ter avançado, a proposta enfrentou resistência por parte da União Democrata Cristã (CDU), partido de Angela Merkel, do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e do Partido Liberal Democrático (FDP).

« Tivemos um longo debate. Os partidos conservadores não gostaram da ideia de transformar este dia num feriado, mas na antiga Alemanha de Leste, o Dia da Mulher já tinha uma grande relevância no passado. Por isso, principalmente para a ala mais à esquerda da nossa coligação já é uma tradição. Agora sugerimos uma combinação entre a tradição do Leste e o feminismo existente nos Verdes, por exemplo », explica Silke Gebel.

O Dia Internacional da Mulher já é feriado em países como a Rússia, a Guiné-Bissau ou o Vietname, entre outros, mas Berlim é o primeiro Estado federado da Alemanha e a primeira cidade da União Europeia a adotar esta mudança.

« É curioso porque, pelo mundo, há outros países que não são propriamente muito democráticos e assinalam este dia como sendo feriado. Sei que há a tradição dos países chamados socialistas fazerem isso, mas o que nós queremos realmente é começar uma nova tradição, apoiada no feminismo, que seja como o Dia do Trabalhador, em que se luta pela igualdade e pela justiça laboral. Porque temos um longo caminho até que a mulher consiga de facto ter os mesmo direitos », sublinha a líder do grupo parlamentar dos Verdes em Berlim.

Há precisamente um século era concedido o direito às mulheres de votarem na Alemanha. « Foi também por isso que achámos que era a altura certa para começar um novo movimento feminista », justificou Silke Gebel, revelando que, em Berlim, a primeira mulher votou a 19 de março de 1919.

« A 18 de Março celebra-se o ‘equal pay day’ [equidade salarial] em que são comparados os salários dos homens e das mulheres. E entre o 08 e o 18 de março, nós, os Verdes, vamos levar a cabo várias iniciativas para discutir os direitos das mulheres. Acredito que vá existir uma grande atenção por parte dos meios de comunicação. Espero que outras cidades e países também possam reproduzir este dia no futuro », frisou.
Para a deputada dos Verdes é importante que as mulheres desempenhem cada vez mais altos cargos para que temas como a igualdades ou a violência doméstica sejam mais debatidos e tenham mais destaque.

« Há uns meses recebemos uns dados assustadores. Praticamente 25% das mulheres a viver na Alemanha já foram vítimas de algum tipo de maltrato ou violência doméstica. E é um número que não está ligado a nenhuma classe social ou económica, diz respeito a todas as mulheres. Tentamos investir mais em casas refúgio para mulheres, para que possam ser acolhidas, mas também fazemos um esforço para que este tema seja cada vez mais debatido », revelou Silke Gebel.

O dia 08 de março foi assinalado, pela primeira vez, pelas Nações Unidas, em 1975, Ano Internacional das Mulheres. Mas só em 1977 é que a Assembleia Geral da ONU o reconheceu como o Dia dos Direitos da Mulher e da Paz Mundial.

Alfa/Lusa/Expresso

Dia Internacional da Mulher: A história de uma luta com mais de um século

Em 1975 as Nações Unidas instituíram o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. Uma viagem às origens da data que simboliza uma luta de mais de 100 anos por direitos e igualdade.

Foto: DR

Antes de existir o dia já havia a luta. No final do século XIX as mulheres começaram a sair à rua para pedir mais direitos. Organizações femininas dentro dos movimentos operários protestavam contra as 15 horas de trabalho diárias e os salários baixos.

As origens do Dia Internacional da Mulher chegam a 1857. A 8 de março um grupo de trabalhadoras da indústria têxtil organizou uma marcha em Nova Iorque para exigir melhores condições de trabalho, a jornada diária reduzida para 10 horas e direitos iguais para homens e mulheres. Cinquenta e um anos depois, a 8 de março de 1908, um outro grupo de trabalhadoras em Nova Iorque escolheu a data para avançar para uma greve, homenageando as antecessoras. Queriam o fim do trabalho infantil e o direito de votar.

O primeiro dia consagrado às mulheres e aos seus direitos surgiu um ano depois, assinalando essa greve. Nos Estados Unidos, a 28 de fevereiro de 1909, o Partido Socialista da América instituiu o Dia Nacional da Mulher. No ano seguinte, na Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910, em Copenhaga, na Dinamarca, foi aprovada uma resolução que propunha seguir o exemplo norte-americano, dando-lhe um caráter universal. O Dia Internacional das Mulheres nasceu aí e as comemorações foram-se estendendo pela Europa.

Mas há uma outra data importante nesta história – 25 de março de 1911. Nesse sábado, 146 mulheres morreram num incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova Iorque. A maioria das vítimas era imigrante. Os relatos desse dia contam que as mulheres estavam trancadas num nono andar. Muitas morreram queimadas, outras da queda, depois de se atirarem em desespero pelas janelas. O acidente chocou os norte-americanos e tornou-se emblemático da falta de condições de trabalho para as mulheres.

Num outro contexto, na Rússia, o Dia Internacional da Mulher começou a ser celebrado em 1913, e acontecia no último domingo de fevereiro. Ficou para a história o ano de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial. A 23 de fevereiro (8 de março, no calendário gregoriano) centenas de trabalhadoras de fábricas têxteis entraram em greve e saíram à rua num protesto que pedia Pão e Paz.

Tantas referências a 8 de março terão levado as Nações Unidas a eleger a data oficialmente como Dia Internacional da Mulher em 1975.

A luta pelos direitos das mulheres tem mais de um século, mas as conquistas continuam a não ser universais.

Alfa/TSF

(Por Joana Carvalho Reis)

Gonçalo M. Tavares finalista do prémio europeu de literatura Jean Monnet

Vencedor do Prémio Jean Monnet será conhecido a 16 de novembro, em França. Entre os vencedores de anteriores edições contam-se autores como a portuguesa Lídia Jorge, o Nobel Patrick Modiano, J.G. Ballard, Claudio Magris, Hans Magnus Enzensberger ou Erri de Luca

D.R.

Alfa/Lusa

O escritor português Gonçalo M. Tavares é finalista do prémio Jean Monnet para o melhor livro europeu publicado em França, com a obra « Uma menina está perdida no seu século à procura do pai », anunciou a editora. Gonçalo M. Tavares figura assim numa lista de « grandes nomes da literatura europeia, como o alemão Bernard Schlink, ou os ingleses Julian Barnes e Graham Swift », indica a Porto Editora, que editou este livro em Portugal, em 2014.

Em França, o romance « Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai » foi editado em 2018 pela Viviane Hamy, numa tradução de Dominique Nédellec. O mesmo livro já havia sido finalista do Prémio Oceanos, no Brasil, e havia recebido o Prémio Tabula Rasa em Portugal, em 2015.

O vencedor do Prémio Jean Monnet será conhecido a 16 de novembro, em França. Entre os vencedores de anteriores edições contam-se autores como a portuguesa Lídia Jorge, o Nobel Patrick Modiano, J.G. Ballard, Claudio Magris, Hans Magnus Enzensberger ou Erri de Luca. O vencedor da primeira edição do prémio, em 1995, foi o italiano Antonio Tabbuchi com « Afirma Pereira ».

Esta não é a primeira vez que Gonçalo M. Tavares é apontado como um dos favoritos ao prémio, já que em 2015 também foi finalista com o romance duplo « Um homem: Klaus Klump » e « A Máquina de Joseph Walser », editado pela Caminho. « Gonçalo M. Tavares é atualmente um dos escritores europeus mais traduzidos e premiados. Está a ser editado em mais de 50 países e já recebeu vários prémios internacionais, o último dos quais no final de 2018, na Roménia, pelo conjunto da sua obra », destaca a Porto Editora.

Em França, recebeu em 2010 um dos « mais importantes prémios », o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro, com « Aprender a rezar na Era da Técnica » — prémio que foi atribuído a autores como Elias Canetti, Robert Musil, Orhan Pamuk, John Updike, Philip Roth, Gabriel García Márquez, e que é visto, por muitos, como uma antecâmara do Nobel, acrescenta. O autor recebeu ainda, no mesmo país, o ‘Prix Littéraire Européen’ 2011, com « O Senhor Kraus », e o ‘Grand Prix Littéraire Culture’ 2010.

Foi ainda finalista, por duas vezes, do ‘Prix Médicis Étranger’ (com « Uma Viagem à Índia » e « Aprender a Rezar na Era da Técnica »), outras duas, do ‘Prix Femina’ (com « Matteo perdeu o Emprego » e « Aprender a Rezar na Era da Técnica ») e do ‘Prix Cévennes’ (com « Jerusalém »).

Os restantes finalistas do Prémio Jean Monnet para o melhor livro europeu editado em França em 2019 são « Olga », do alemão Bernard Schlink, « La Capitale », do austríaco Robert Menasse, « Idiss », do francês Robert Badinter, « Grace », do irlandês Paul Lynch, e « Ásta », do islandês Jón Kalman Stefánsson.

Terminam a lista dos finalistas a este prémio as italianas Helena Janeczek e Rosella Postorino, respetivamente com « La Fille au Leica » e « La Goûteuse d’Hitler », bem como os ingleses Julian Barnes, com « La Seule historie » e Graham Swift, com « De l’Angleterre et des Anglais ».

« Lisboa, na cidade muçulmana ». Em destaque este domingo no programa « Passagem de nível »

O Livro « Lisbonne, dans la Ville Musulmane », de Marc Terrisse, Éditions Chandeigne, é um dos principais destaques do programa « Passagem de nível » deste domingo, 10 de março.

Lisboa e a “herança“ da presença árabo-muçulmana de cinco séculos em Portugal e particularmente em Lisboa: cultura, grastronomia, poesia, música, língua portuguesa, ciências, arte de navegação. Convidado: Marc Terrisse, autor do livro e professor universitário de História (Paris Dauphine).

Outros temas de relevo neste programa de Artur Silva, todos os domingos entre as 12h00 e as 13h30:

Brasil: Presidente Bolsonaro, um perigo para os direitos humanos? As minorias, os indigenas e a floresta da Amazónia.  Até no Carnaval do Rio o Presidente foi posto em causa. Convidado: Luc Duffles, brasileiro membro da Association Autres Brésils (Paris)

Portugal novamente presente no Salão Mundial do Turismo em Paris, de 14 a 17 de Março, no Parque de Exposições na Porte de Versailles

-Música: Ana Bacalhau em concerto dia 16 de Março no Espace Loisirs em Neuilly-sur-Seine.

 

 

 

O problema dos Consulados honorários em França. Opinião, por Carlos Pereira

José Paiva, Cônsul honorário em Orléans, demitiu-se. Há algo que não bate certo com os consulados honorários portugueses em França. Volte a ouvir aqui a crónica desta quinta-feira de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:

Benfica perde em casa do Dinamo Zagreb na primeira mão dos oitavos de final

O Benfica perdeu hoje em casa do Dinamo Zagreb, por 1-0, em jogo da primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa de futebol, com um golo de grande penalidade.

O avançado corata Bruno Petković marcou o único golo da partida, aos 38 minutos, de penálti.

A segunda mão está marcada para 14 de março, às 21:00 (hora de Paris), no Estádio da Luz, em Lisboa.

Resultados:

Rennes – Arsenal, 3-1
Eintracht Frankfurt – Inter Milão, 0-0
Dinamo Zagreb – Benfica, 1-0 
Sevilha – Slavia Praga, 2-2
Zenit – Villarreal, 1-3
Nápoles – Salzburgo, 3-0
Valência – Krasnodar, 2-1
Chelsea – Dínamo Kiev, 3-0

 

Alfa/Lusa.

Curiosidades. LINEKER E A CABEÇADA DE PEPE: «COMO É QUE DZEKO SOBREVIVEU…»

O antigo goleador Gary Lineker foi irónico sobre a reação de Edin Dzeko (Roma) após ter encostado a cabeça em Pepe (FC Porto).

«Como é que Dzeko sobreviveu a esta cabeçada de Pepe», escreveu Lineker, nas redes sociais.

 

https://twitter.com/GaryLineker/status/1103409980496056320

 

 

 

Entretanto, a antiga estrela do Barcelona, Hristo Stoichkov, considera que o Real Madrid, após os desaires na Taça do Rei, Campeonato e Liga dos Campeões, está morto, tendo surgido no programa Fútbol Club de Univision com uma lápide do colosso espanhol.

 

Sobre a derrota do PSG, Patrice Evra e Paul Pogba estiveram nas bancadas do Parque dos Príncipes e ficaram eufóricos com a vitória do Manchester United no terreno do PSG e a consequente passagem para a próxima ronda da Liga dos Campeões.

«Adoro este jogo», escreveu Evra, nas redes sociais.

 

https://twitter.com/Evra/status/1103421503096410112

 

 

Liga Portuguesa de Futebol associa-se ao dia pelas vítimas de violência doméstica

A Liga de Clubes e a Fundação do Futebol associaram-se ao dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica, definindo que nos jogos da próxima jornada os jogadores e equipas de arbitragem entrarão em campo com t-shirts alusivas ao movimento.

Para Pedro Proença, presidente da Liga, «o futebol profissional deve estar atento aos principais problemas da sociedade e, sempre que possível, utilizar a enorme visibilidade que tem para promover o desenvolvimento de uma cultura cívica que erradique este tipo de comportamentos».

«Cartão Vermelho à Violência Doméstica» é o lema escolhido para enaltecer a causa.

 

 

 

 

 

Ser mulher, ser mãe, ser portuguesa, ser fadista. Katia Guerreiro na Alfa no Dia Internacional da Mulher

Nesta sexta-feira, 08, Dia Internacional da Mulher, um programa especial na Rádio Alfa.

Katia Guerreiro, em entrevista exclusiva, com Odete Fernandes (programa SÓ FADO, a partir das 21h).

Ouça aqui um extrato surpreendente da entrevista:

 

 

Paulo Sousa é o novo treinador do Bordéus

O técnico português vai assinar contrato com o clube francês válido por três anos e meio. com um salário anual de dois milhões e meio de euros.

O treinador tinha sido apontado à Roma, caso fosse eliminada pelo FC Porto, mas acabou por chegar a acordo com o clube francês.
Paulo Sousa esteve quarta-feira à noite a assistir ao FC Porto-Roma.
No Bordéus o treinador luso faz-se acompanhar pelos adjuntos Victor Llado, Rafael Maldonado é por Manuel Cordeiro.
Em princípio o técnico deve assistir este sábado ao Mónaco-Bordéus, orientando a equipa na partida seguinte, em casa frente ao Rennes.
O Bordéus é 13º da liga francesa.
Alfa/RTP.