Sporting de Braga ascende provisoriamente a vice e pressiona dérbi de Alvalade

O Sporting de Braga venceu por 2-0 o Desportivo das Aves e ascendeu provisoriamente ao segundo lugar da I Liga de futebol, liderada pelo FC Porto, e colocou pressão no dérbi de Alvalade entre o Sporting e o Benfica.

A formação ‘arsenalista’, com 46 pontos, soma menos três do que o líder FC Porto, que domingo se desloca a casa do Vitória de Guimarães (quinto), e mais dois do que o Benfica (terceiro) e sete do que o Sporting (quarto), que se defrontam em Alvalade.

Marcelo Goiano, aos 60 minutos, e Paulinho, aos 66, marcaram os golos dos bracarenses, que somaram a terceira vitória consecutiva e impuseram a primeira derrota ao treinador Augusto Inácio, que vinha de duas vitórias consecutivas.

Com a derrota frente ao Sporting de Braga, o Desportivo das Aves caiu para a zona de despromoção, do 17.º para o 16.º lugar, com 18 pontos, os mesmos do Desportivo de Chaves (17.º), que venceu em casa por 1-0 o Marítimo.

O internacional bielorrusso Bressan marcou o único golo da partida, aos 70 minutos, permitindo ao Desportivo de Chaves somar pela primeira vez esta temporada duas vitórias consecutivas no campeonato.

Os flavienses mantiveram o 17.º lugar, mas agora com 18 pontos, mantendo-se abaixo da linha de manutenção, enquanto o Marítimo é 13.º, com 20, mas pode ser ultrapassado pelo Nacional (15.º, com 19 e menos um jogo).

O Boavista voltou às vitórias, após quatro derrotas consecutivas, a última das quais por 5-1 frente ao Benfica, ao bater o lanterna-vermelha Feirense, por 2-0, num jogo entre duas equipas na luta direta pela manutenção.

Os golos só surgiram na segunda parte, o primeiro pelo angolano Mateus, aos 57 minutos, e o segundo pelo estreante espanhol Alberto Bueno, ex-FC Porto, na cobrança irrepreensível de um livre direto, aos 82.

A formação ‘axadrezada’, com Lito Vidigal no banco, saiu da zona de despromoção e subiu provisoriamente ao 14.º lugar, com 19 pontos, tantos como os do Nacional (15.º), que domingo recebe o Vitória de Setúbal (11.º, com 20 pontos).

Sem David Simão, que saiu para o clube belga Antuérpia, e Rochinha, que foi para o Vitória de Guimarães, o Boavista ganhou hoje o espanhol Alberto Bueno e um novo ânimo para enfrentar o que falta do campeonato.

O Feirense está há 18 jornadas sem vencer e em casa do Boavista agravou a sua situação na tabela classificativa da I Liga, mantendo-se no 18.º e último posto, com 14 pontos, a quatro do Desportivo das Aves (16.º) e do Desportivo de Chaves (17.º).

Resultados da 20.ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 01 fev:

Rio Ave – Tondela, 2-2 (1-1 ao intervalo)

– Sábado, 02 fev:

Desportivo de Chaves – Marítimo, 1-0 (0-0)

Boavista – Feirense, 2-0 (0-0)

Desportivo das Aves – Sporting de Braga, 0-2 (0-0)

– Domingo, 03 fev:

Santa Clara – Portimonense, 16:00

Nacional – Vitória de Setúbal, 16:00

Sporting – Benfica, 18:30

Vitória de Guimarães – FC Porto, 21:00

– Segunda-feira, 04 fev:

Belenenses – Moreirense, 21:15

Alfa/Lusa.

Mais um sábado « normal » em Paris. O 12º consecutivo com violência

Mais violência, em mais um sábado ‘normal’ em Paris, o 12º consecutivo.

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro

YOAN VALAT/LUSA

Novas manifestações dos “coletes amarelos” em França. Milhares de pessoas desfilaram em toda a França pelo 12º sábado consecutivo desde o início do movimento, em novembro de 2018. Confrontos graves esta tarde com a polícia na zona da praça da República (no centro de Paris)

Já quase todos os franceses se habituaram a este tipo de notícias: mais um sábado de manifestações dos “coletes amarelos” e de confrontos violentos com as forças da ordem.

Os incidentes semanais, muito radicais, todos os sábados, perturbam fortemente a vida dos franceses e o poder político francês desde há quase três meses.

Mas continuam, como se fossem algo do mais natural. Mais uma vez, este sábado, 02/02, os confrontos eclodiram na praça da República, de novo muito duros entre manifestantes e forças policiais.

Os “coletes” desfilaram este sábado em França em homenagem aos manifestantes feridos (cerca de dois mil), desde o início do movimento (3100 feridos no total, incluindo agentes policiais, de acordo com números oficiais).

Desde 17 de novembro de 2018, quando começaram as manifestações dos “coletes amarelos”, já morreram 11 pessoas (em acidentes relacionados com o movimento) e cerca de duzentas ficaram feridas com gravidade (algumas dezenas feridas nos olhos ou nos membros).

O luso-francês Jérôme Rodrigues, de 39 anos e que foi atingido gravemente no olho direito no sábado passado por uma bala de borracha, foi um dos líderes da manifestação de hoje em Paris.

Quando começaram os confrontos, cerca das 15h30 locais (14h30 em Lisboa), Jérôme apelou à desmobilização dos “coletes” mas, mais de uma hora depois, os incidentes continuavam muito duros, na praça da República.

As novas manifestações deste sábado decorrem depois de ter sido lançado pelo Presidente Emmanuel Macron, há poucas semanas, o “Grande Debate Nacional” sobre as reivindicações dos “coletes”.

Mas, visivelmente, esta iniciativa não chega para acalmar a crise dos “coletes amarelos” em França.

12º sábado de manifs de « coletes amarelos » em França. Opinião, por Daniel Ribeiro

12º sábado de manifs de « coletes amarelos » em várias cidades de França. Hoje, desfilam em Paris alguns dos « coletes » feridos durante manifestações precedentes.

Governo limita direito de manifestação no meio de uma polénica sobre a forma como a polícia controla as manifestações. Volte a ouvir aqui a crónica de ontem, sexta-feira, de Daniel Ribeiro:

Paulo Pisco, o deputado que é do Benfica e do Sporting. « Geringonça no futebol », escreve o DN

Geringonça no futebol. O deputado que é adepto do Benfica e do Sporting

O bem conhecido deputado e amigo da Rádio Alfa é notícia por ser do Sporting e também do Benfica!

Reportagem de David Pereira no Diário de Notícias/Alfa – adaptação

« Paulo Pisco, do PS, gosta tanto de leões como de águias. Foi o resultado de ter um tio que era « absolutamente doente pelo Sporting » e o pai « fanático pelo Benfica ». Toda a gente estranha este amor pelos dois clubes, menos o próprio », escreve o DN.

Há os que são adeptos de um dos três grandes, os que apoiam o clube da terra, os que conciliam as duas paixões, os que não têm clube e ainda o que se julgava ser impossível. Um adepto tanto do Sporting como do Benfica. Parece ser difícil de acreditar, mas existe. Chama-se Paulo Pisco, tem 57 anos, nasceu em Queluz e é deputado do Partido Socialista pelo círculo eleitoral da Europa.

Antes de mais, a pergunta que se impõe: como é que é possível tal gerigonça clubística? « Quando era miúdo, tinha um tio que era absolutamente doente pelo Sporting, nos tempos do Joaquim Agostinho, e procurava levar-me aos jogos e provas desportivas do clube, arrastava-me com ele e eu gostava. Mas por outro lado, o meu pai era um fanático pelo Benfica, embora acompanhasse os jogos pela rádio e não ao vivo. Com cada um a tentar convencer-me para ser do seu clube, acabei por oscilar entre os dois. Houve alturas em que era mais do Sporting, outras em que era mais do Benfica, dependendo dos resultados. Era normal nos miúdos », contou ao DN em conversa na Assembleia da República.

« Com a minha filha aconteceu a mesma coisa, mas ela acabou por fixar-se no Sporting. Já eu não me fixei em nenhum. Fui aprendendo a gostar dos dois clubes, sem ser doente ou fanático do futebol. Gosto de jogos de futebol, sobretudo dos desafios em que as equipas nacionais jogam com estrangeiras, e os únicos jogos que me põe realmente nervoso e ansioso são os da seleção nacional », acrescentou, confessando que só a conquista do título europeu em 2016 por parte da seleção nacional o fizeram sair de casa para comemorar efusivamente.

Capaz de « dar um grito » pelos dois

Outra pergunta pertinente: como viverá Paulo Pisco os dérbis? « Nessas alturas fico eu próprio surpreendido, porque o que gosto de ver é o futebol. Se o Benfica marcar um golo sou capaz de dar um grito e fico satisfeito, e se o Sporting marcar um golo, idem. Manifesto-me com o mesmo entusiasmo. Para mim é natural, são os clubes da minha cidade, que sempre vi como os grandes clubes de Lisboa, com grandes jogadores », confessou o ex-jornalista, que só há uns anos passou a assumir declaradamente ser dos dois clubes.

« Só aí é que percebi que consideravam um fenómeno, muito difícil de encontrar. Foi a partir daí que assumi declaradamente o meu biclubismo. Passei a dizer com orgulho que gosto tanto do Benfica como do Sporting. Sempre tinha vivido com este biclubismo sem nunca ter dado grande importância a esta questão », prosseguiu o deputado, alvo de reações incrédulas das pessoas com que se cruza.

« Há os que me dizem: ‘és maluco, não podes dizer isso a ninguém!’, ‘vais perder os votos dos benfiquistas e dos sportinguistas’, ‘isso é uma coisa que não acontece em lado nenhum’, ‘isso é impossível’… E eu divertia-me com a reação das pessoas, porque diziam isso com um misto de surpresa e divertimento », frisou, bem-disposto.

(…)

Embora admita que possam existir « algumas pessoas » para as quais o seu biclubismo « possa ser importante », diz que continuará a assumi-lo « com convicção e honestidade », apelando ao civismo para o grande jogo deste fim de semana. « Espero que os adeptos se comportem. Que não se agridam como muitas vezes acontece, o que destrói a imagem e a beleza do futebol. E que os dirigentes estejam à altura das suas responsabilidades e que não incitem direta ou indiretamente os seus adeptos a serem antagonistas dos outros », rematou Paulo Pisco, motivo de sorrisos e comentários enquanto posava e passeava pelos corredores do Palácio de São Bento com os almanaques de Benfica e Sporting.

Reportagem para le na íntegra no DN

“Sou o Rui Pinto, o ‘John’ dos Football Leaks, e sei que as autoridades portuguesas não querem investigar os crimes”

Entrevista exclusiva (EXPRESSO): “Sou o Rui Pinto, o ‘John’ dos Football Leaks, e sei que as autoridades portuguesas não querem investigar os crimes”. Depois de o seu advogado francês, William Bourdon, ter assumido na semana passada que Rui Pinto é “John” —  o whistleblower por detrás de 70 milhões de documentos do Football Leaks —, o português deu uma entrevista à Der Spiegel, ao Mediapart e ao canal público alemão NRD no seu apartamento em Budapeste onde se encontra em prisão domiciliária, para responder às acusações de que é alvo em Portugal

Por: Rafael Buschmann e Michael Wulzinger (Der Spiegel), Yann Philippin (Mediapart), Hendrik Maaßen e Nino Seidel (NDR)

É a primeira vez que Rui Pinto fala em público, assumindo desde já o seu papel como “John”, o whistleblower que está por detrás do Football Leaks e que forneceu mais de 70 milhões de documentos à Der Spiegel nos últimos três anos e que esta revista alemã partilhou com o consórcio de jornalismo EIC (European Investigative Collaborations), de que o Expresso faz parte. Esta é uma versão resumida de uma entrevista alargada feita em Budapeste pela Der Spiegel, em conjunto com o Mediapart e o NDR, e que será publicada este sábado na edição impressa do Expresso.

Alfa/Expresso: Leia mais este sábado no Expresso

É um hacker?
Não me considero um hacker, mas um cidadão que agiu em nome do interesse público. A minha única intenção era revelar práticas ilícitas que afetam o mundo do futebol.

Pode dizer-nos como conseguiu obter mais de 70 milhões de documentos confidenciais e, nalguns casos, bastante delicados sobre a indústria internacional de futebol?
Iniciei um movimento espontâneo de revelações sobre a indústria do futebol. Não sou o único envolvido. Ao longo do tempo, mais e novas fontes de informação foram aparecendo e partilhando material comigo e a base de dados foi crescendo. Isto mostra que há muita gente preocupada com este assunto.

O mandado europeu emitido pelo Ministério Público português em seu nome e que levou à sua detenção há duas semanas acusa-o de cibercrime. Tem a ver com o Sporting e com a publicação de mails confidenciais em 2015. O que tem a dizer disso?
Estou pronto para explicar isso à autoridades judiciais quando for a altura certa, mas nego essa descrição das coisas.

Além disso, é acusado de utilizar informação privilegiada para chantagear a Doyen Sports no outono de 2015.
A única razão pela qual contactei a Doyen foi para confirmar a ilegalidade das suas ações, com base na quantidade de dinheiro que estivessem dispostos a pagar para que os documentos não fossem divulgados.

Isso não é um jogo. Parece chantagem.
Queria perceber o quão valiosos e o quão importantes eram os documentos para a Doyen. Achei que conseguia descobrir isso se soubesse o quanto a Doyen estava disposta a pagar pelo meu silêncio. Nunca foi minha intenção aceitar o dinheiro. Só queria expor a Doyen.

Até arranjou um advogado que ficou de arranjar um acordo para si. Ele encontrou-se com o diretor executivo da Doyen.
É verdade. Quis perceber quanto lhe ofereciam. Enquanto ele negociava, eu continuei a ler os documentos. Enquanto o fazia, dizia para mim mesmo: se os deixo comprarem-me agora, não valho mais que todos estes esquemas. Por isso escrevi à Doyen e disse-lhes para ficarem com o dinheiro. Não me pagaram um único cêntimo. O que fiz foi muito ingénuo. Olhando para trás, arrependo-me. Mas repito, nego ter cometido qualquer crime.

Foi divulgado que os investigadores em Portugal suspeitam que deu ao FC Porto e-mails incriminatórios do Benfica. A publicação desses documentos incendiou Portugal e mergulhou o Benfica numa crise. Teve alguma coisa a ver com isso?
Não li nenhuma declaração das autoridades sobre uma relação entre mim e o escândalo do Benfica. Uma revista publicou a história do Benfica no outono passado. Isso mudou a minha vida. A minha fotografia estava nas primeiras páginas dos jornais por todo o país. A minha conta de Facebook e o meu e-mail foram inundados com ameaças de morte.

Alguma vez ganhou dinheiro com o conhecimento que tinha dos crimes relacionados com a indústria do futebol?
Sei que esses rumores existem em Portugal. Para lhe dar uma resposta direta: não, nunca.

Recebeu ofertas para revelar os dados que possui?
Várias. Uma vez recebi um e-mail anónimo em que me era oferecido mais de meio milhão de euros. Recusei todas as ofertas, porque nunca agi com o propósito de ganhar dinheiro, mas sim com base no interesse público.

O advogado que negociou com a Doyen em seu nome em 2015 já o tinha representado antes numa disputa com o Caledonian Bank nas Ilhas Caimão. Os jornais portugueses dizem que roubou 300 mil dólares desse banco. É verdade?
No final, não recebi nenhum dinheiro desse banco. Não é que tenha roubado o dinheiro, essa não é a verdadeira história.

Qual é então a verdadeira história?
Não estou autorizado a falar sobre essas circunstâncias específicas porque assinei um contrato de confidencialidade com o banco. Uma coisa é certa: se tivesse cometido um crime, o banco ter-me-ia levado a tribunal. O caso nunca foi a tribunal e o meu registo criminal está limpo até hoje, em Portugal e em qualquer parte do mundo.

Por que é que comprou uma guerra com o Caledonian Bank?
Naquela altura, os bancos em Portugal estavam a falir; as pessoas perderam as suas poupanças de uma hora para a outra. Ao mesmo tempo, cada vez mais dinheiro desaparecia da Europa. Era claro que algo de errado se passava. Quis perceber melhor o que se passava. Quis perceber o sistema das offshore.

De onde tirou a ideia de, no outono de 2015, lançar o site Football Leaks?
Sou fanático por futebol desde criança e já tinha percebido, desde o Caso Bosman, que o futebol estava a caminhar na direção errada. Os melhores dos jogadores jovens estavam a ir para as melhores equipas; toda a competição estava a dar vantagem aos clubes de topo. O grande impulsionador para mim foi o escândalo da FIFA em 2015. Além de todas as detenções que foram feitas na FIFA, vi que havia irregularidades em muitas transferências dentro de Portugal. Que mais e mais investidores invadiam o mercado. Comecei a recolher dados.

Foi contactado por alguma autoridade depois de ter feito as primeiras revelações do Football Leaks em 2016?
Recebi alguns emails de autoridades fiscais, incluindo uma da Alemanha, de Munique.

Qual foi o seu comportamento nessa altura?
Alguns pedidos foram feitos à bruta. Os investigadores financeiros ingleses queriam saber o meu nome e onde vivia. Isto é de loucos para um whistleblower que quer manter-se anónimo; claro que não respondi. Na altura não tinha advogados. Precisava de tempo e de uma estratégia que garantisse a minha segurança. Naquela altura, o pedido mais credível veio de França.

Porque está a resistir à extradição para o seu país?
Tenho quase a certeza que não terei um julgamento justo em Portugal. O sistema judicial português não é inteiramente independente; existem muitos interesses escondidos. Claro que há procuradores e juízes que levam o seu trabalho a sério. Mas a máfia do futebol está em todo o lado. Querem passar a mensagem que ninguém se deve meter com eles.

Leia mais este sábado na edição impressa do Expresso.

« Helena » atinge Portugal continental de Norte a Sul. Alerta mantem-se amanhã, sábado

Mais de 50 ocorrências em vários distritos do continente devido ao mau tempo. Alerta mantem-se amanhã, sábado.

Mais de 50 ocorrências em vários distritos do continente devido ao mau tempo

Foto: MÁRIO CRUZ

Alfa/Lusa
Mais de 50 ocorrências relacionadas com quedas de árvores e estruturas, movimento de massas e inundações foram registadas em vários distritos do continente pela Proteção Civil entre as 00:04 e as 08:25 devido ao mau tempo.

De acordo com informação divulgada na página da Internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), até às 08:25 foi registado um total de 57 ocorrências, que mobilizaram 90 operacionais, com o apoio de 75 veículos.

Às 08:25, estava uma ocorrência em resolução, 16 em curso e 40 em conclusão.

As ocorrências foram registadas nos distritos de Viseu (10), Vila Real (4), Viana do Castelo (10), Setúbal (2), Porto (8), Portalegre (1), Lisboa (2), Leiria (2), Coimbra (3), Braga (4), Beja (3) e Aveiro (6).

Segundo dados da ANPC, as ocorrências dizem respeito a quedas de árvores, movimento de massas, limpezas de via e sinalização de perigo, queda de estruturas temporárias ou móveis, de elementos de construção, desabamento de estruturas edificada e inundações de estruturas ou superfícies por precipitação intensa.

Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da depressão “Helena”, centrada a noroeste do golfo de Biscaia, Espanha.

Esta depressão vai afetar Portugal Continental em particular no que respeita ao vento e à agitação marítima na costa ocidental.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa e Setúbal vão estar entre as 12:00 e as 21:00 de hoje sob aviso vermelho devido à previsão de agitação marítima.

Além do vermelho para a agitação marítima, o IPMA emitiu avisos laranja e amarelo para hoje e sábado de vento para todos os distritos de Portugal continental, exceto Évora, e de neve para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra.

Para hoje está previsto vento forte de noroeste, com rajadas até 75/85 km/h no litoral, que deverão atingir valores da ordem de 110 km/h a norte do cabo Mondego e nas terras altas do Minho e Douro litoral e da região Centro.

Quanto à agitação marítima, a previsão aponta para a costa ocidental ondas de 5 a 7 metros, e temporariamente a norte do cabo Raso, passando a 7 a 8 metros durante a tarde e início da noite, e com uma altura máxima que poderá atingir 15 metros.

Devido à passagem de uma massa de ar polar pós-frontal fria, prevê-se ocorrência de aguaceiros que poderão ser localmente intensos, de granizo e acompanhados de trovoada, e sob a forma de neve nas terras altas.

O IPMA prevê ainda uma descida da temperatura, o que associado ao vento forte aumentará o desconforto térmico.

Por causa do mau tempo, a Autoridade Nacional de Proteção Civil alertou para a possibilidade de cheias, formação de lençóis de água e gelo e quedas de árvore devido às previsões de chuva, neve, vento e agitação marítima para os próximos dias.

Também a Autoridade Marítima Nacional alertou para o agravamento das condições meteorológicas e oceanográficas na zona norte de Portugal continental, entre a madrugada de hoje e a de sábado.

Fotogaleria. Veja as fotos da oitava Grande Noite de Fado de Paris na Sala Vasco da Gama. Por Mário Cantarinha

Uma noite de casa cheia. A sala Vasco da Gama (R. Alfa, programa SÓ FADO, todas as sextas-feiras das 21h às 23h), repleta, transformou-se a 25 de janeiro numa imensa casa de fados. Fotos de Mário Cantarinha:

Artistas:

Ana Paula

Lúcia Araújo

Tânia Raquel Caetano

Alves de Oliveira

Tony do Porto

e Manuel Miranda na voz e na guitarra portuguesa, acompanhados por Ana Luísa na viola de fado e Tony Correia no baixo.

Apresentação de Odete Fernandes

Lei da canábis medicinal entra em vigor em Portugal

Lei da canábis medicinal entra hoje em vigor em Portugal.  Infarmed vai fornecer informação específica

Lei da canábis medicinal entra hoje em vigor, Infarmed vai fornecer informação específica

Foto: ANTÓNIO COTRIM

Alfa/Lusa

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) vai ter uma página especial com informação sobre a canábis medicinal, cuja lei entra hoje formalmente em vigor.

Fonte do Infarmed disse à Lusa que a entrada em vigor da lei não vai, em termos práticos, ter grande repercussão, e acrescentou que a Autoridade Nacional do Medicamento não recebeu ainda qualquer pedido para analisar um produto com vista a ser colocado no mercado.

O Infarmed vai a partir de agora, disse a mesma fonte, ter na página oficial informação específica sobre a canábis para fins medicinais.

A legalização do uso de canábis para fins medicinais foi aprovada em junho de 2018 e a regulamentação foi publicada em Diário da República no passado dia 15.

A regulamentação estabelece que o cultivo, fabrico e comércio da canábis para fins medicinais só pode ser feito depois de autorização do Infarmed, que deve ser atualizada todos os anos.

Estabelece também que os produtos à base de plantas de canábis só podem ser vendidos através de prescrição médica, e que as entidades que tiverem autorização para o cultivo, o fabrico, comercialização ou importação de medicamentos à base da planta de canábis devem renovar o pedido de autorização todos os anos.

Para introdução no mercado das substâncias à base de canábis é necessária uma autorização de colocação no mercado, que deve ser requerida ao Infarmed.

Fonte do Infarmed ouvida pela Lusa salientou que “hoje pouca coisa muda” e lembrou que é o Infarmed que vai receber os dossiers de entidades que queiram submeter medicamentos com um valor terapêutico acrescentado, para serem comercializados, sendo que até agora não foi submetido qualquer pedido.

Violência. Tome aspirina antes de ver o telejornal. Opinião, por Carlos Pereira

A violência instalou-se de tal forma por todo o lado, que terá de tomar uma aspirina antes de ver um telejornal. Volte a ouvir aqui a crónica desta quinta-feira de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, bem pessimista:

Sporting-Benfica. As opiniões de Ricardo e Júlio César

O ex-guarda-redes internacional português Ricardo desvalorizou hoje o atraso pontual do Sporting na I Liga e frisou que um dérbi frente ao Benfica transcende a classificação.

 

O empate de quarta-feira em Setúbal (1-1) e o jogo de domingo em que o Sporting recebe o Benfica, na 20ª jornada da I Liga, foram o pretexto para o antigo guarda-redes explicar que o dérbi é um fenómeno à parte.

Para o antigo guarda-redes, que foi campeão pelo Boavista e representou o Sporting de 2003 a 2007, antes de se transferir para o Betis, o encontro entre águias e leões é sempre para trazer as “emoções à flor da pele”.

O antigo guarda-redes internacional brasileiro Júlio César considerou hoje que o “campeonato só acaba quando entregam o troféu” e está confiante de que o Benfica ultrapasse o FC Porto na I Liga de futebol.

“Já vimos no futebol acontecerem coisas que eram inimagináveis, e estou confiante que o Benfica consiga ultrapassar o FC Porto e conseguir o título”, disse o guarda-redes, que representou as ‘águias’ entre 2014 e 2017 e conquistou três títulos.

O antigo guarda-redes, de 39 anos, disse ainda que um dérbi pode trazer uma motivação acrescida e referiu ainda que a recuperação de 2016/17, em que chegou a ter oito pontos de atraso para o Sporting e foi campeão, pode ser um exemplo.

O jogo entre Sporting e Benfica para o campeonato está marcado para domingo, às 18:30 (Paris), e antecede novo dérbi, na quarta-feira, para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, no Estádio da Luz.

Alfa/Lusa.