Paula Amorim, a única portuguesa convidada para reunião de elite de Macron. Grandes empresários mundiais em Versalhes

Emmanuel Macron chama empresários de elite mundial a França. Paula Amorim é a única portuguesa. Presidente francês reúne um grupo de empresários antes da cimeira de Davos.

Alfa/Expresso, por Margarida Cardoso (adaptação)

O presidente francês, Emmanuel Macron, reúne esta segunda-feira, em Versalhes, os líderes de alguns dos principais grupos mundiais. A lista é longa, mas só tem um representante português: Paula Amorim, presidente do grupo Américo Amorim.

A lista de empresários/gestores convidados para a iniciativa Choose France,a que o Expresso teve acesso, junta 150 nomes de grandes empresas mundiais, como Lawrence Culp (General Electric), Jamie Dimon (JPMorgan), Young Sohn (Samsung), Satya Nadella (Microsoft), Guillaume Faury (Airbus) ou Emmanuel Faber (Danone).

A iniciativa, « a preparar o caminho para a cimeira de Davos », que decorre entre 21 e 25 de fevereiro, junta este grupo de convidados para um dia de trabalhos com 6 encontros temáticos (manhã), reuniões bilaterais e encontros privados (à tarde), sem esquecer o lado social, com almoço e jantar, tudo no « quadro sumptuoso » do palácio de Versalhes, como destaca a imprensa francesa.

O presidente Macron e todo o governo estão presentes e o objetivo, diz o Le Figaro é « apresentar as suas reformas » e « a atratividade do país » a este grupo selecionado de líderes empresariais, ou, citando o palácio do Eliseu, fazer a pedagogia das reformas realizadas ».

O ponto alto desta jornada para a equipa de Macron, será o discurso do presidente, antes do jantar. Será, então, o momento de falar da contestação dos coletes amarelos nas ruas de todo o país, mas também de outras formas de protesto, do Brexit, no Reino Unido, à vitória de partidos extremistas noutros países.

Todos reconhecem que o ambiente não será o mesmo que foi vivido no ano passado, na primeira edição do Choose France, que coincidiu com o anúncio de investimentos de 3,5 mil milhões de euros no país, mas França apresenta-se mais uma vez como o estado europeu que mais atrai o investimento industrial (barómetro EY) e quer aproveitar o dia de hoje para anunciar « mais algumas centenas de milhões de euros de novos investimentos em áreas como a saúde, logística ou turismo de negócios », diz fonte do Eliseu citada pelo Le Figaro.

26 mais ricos têm mais dinheiro do que 3,8 biliões de pessoas. Desiguladade « fora de controlo »

Património dos 26 mais ricos do mundo equivale ao de 50% das pessoas do planeta. ONG Oxfam alerta para desigualdade « fora de controlo » no mundo, devido em grande parte a sistemas tributários injustos. Aumento de impostos sobre fortuna dos mais ricos permitiria financiar estudos de milhões de crianças, diz a ONG. Em 2018, fortunas bilionárias aumentaram 12%, enquanto camadas mais pobres viram a sua « riqueza » diminuir em 11%.

    
Homem com criança no colo diante de lixão

Alfa/DW e outras fontes

Em 2018, fortunas bilionárias aumentaram 12%, enquanto camadas mais pobres viram a sua « riqueza » diminuir em 11%

A desigualdade na distribuição de riqueza em todo mundo está « fora de controlo », alerta um relatório da ONG antipobreza Oxfam divulgado nesta segunda-feira (21/01). Segundo o documento, em 2018, enquanto as camadas mais favorecidas acumulavam riquezas, as mais pobres ficavam ainda mais pobres, aumentando o abismo entre os dois grupos.

A Oxfam afirma que, no ano passado, surgiu um bilionário em cada dois dias enquanto o património dos 3,8 biliões de indivíduos mais pobres diminuía diariamente em 500 milhões. As fortunas bilionárias aumentaram 12% (2,5 biliões de dólares por dia), enquanto as camadas mais pobres viram a sua riqueza diminuir 11%.

Segundo o relatório, os 26 indivíduos mais ricos do mundo concentram riqueza equivalente ao patrimônio das 3,8 biliões de pessoas que formam a camada mais pobre da população mundial, ou seja, 50% das pessoas em todo o planeta.

A ONG sugere que os governos reavaliem a tributação sobre riquezas, como os impostos sobre heranças de propriedades, que vêm sendo reduzidos ou eliminados em boa parte das nações mais desenvolvidas e nem sequer foram implementados nos países mais pobres.

O relatório, divulgado pouco antes do início do Fórum Económico Mundial de Davos, que reúne na Suíça lideres mundiais da política e dos negócios a partir desta terça-feira, é baseado em informações do registo de dados sobre a riqueza do banco de investimentos Credit Suisse e da « lista dos bilionários » da revista Forbes.

Se os 26 mais ricos doassem 1% da sua riqueza todas as crianças do mundo podiam ir à escola, indica a Oxfam.

Associação francesa cria rede para acolher brasileiros que queiram fugir de Bolsonaro

« Solidarité France Brésil » lançou a iniciativa

FOTO/ EVARISTO SA/GETTY

Podem ser estudantes, investigadores, artistas, professores, ou simplesmente membros de uma minoria ameaçada no Brasil de Jair Bolsonaro, o recém-empossado Presidente brasileiro que, entre outras medidas, já pediu ao Ministério da Educação que condicione as bolsas a « critérios ideológicos ».

Alfa/Expresso

O Instituto de Estudos Superiores da América Latina lançou na sexta-feira, em Paris, uma rede internacional de ajuda a estudantes, artistas ou intelectuais que se sintam ameaçados nas suas profissões ou já tenham sido alvo de algum tipo de violência ou discriminação no Brasil de Jair Bolsonaro. Solidarité France Brésil(Solidariedade França Brasil, em português) é o nome da iniciativa, lançada com a presença do filósofo e colunista do jornal Folha de S. Paulo Vladimir Safatle, do cientista político Luiz Felipe Alencastro e de duas historiadoras francesas, Maud Chirio e Anaïs Fléchet, entre outros.

Os lugares para esta iniciativa esgotam rapidamente e havia muita gente sentada no chão do anfiteatro do Instituto, escreve a rádio RFI. Entre o público estiveram investigadores, professores, ativistas dos direitos dos negros, representantes de movimentos feministas e também membros da comunidade LGBT.

Quase todos podem teoricamente vir a ser alvo de remoção das bolsas de estudo por “critérios ideológicos”, segundo planos que já estão a ser discutidos pelo Ministério da Educação brasileiro. Bastante querido entre os presentes, Sfatle lembrou do revisionismo do governo Bolsonaro, que “neste momento mesmo em que falamos, tira dos livros de História a expressão ‘ditadura’ e substitui por ‘movimento’ militar”.

“Acabou, foi uma ruptura e é hora de viver o luto desta Nova República. Somos o único grande país da América Latina que elegeu através do voto direto um governo militarista de extrema direita. Isso é inédito no continente. (…) Tudo o que vier [no Brasil] a partir de agora não terá conexão com o que quer que seja que tenhamos vivido no passado. Mas não podemos deixar que acabem com a imaginação política do Brasil”, disse ainda Safatle.

Já Juliette Dumont, uma das organizadoras desta rede de solidariedade, disse que esta rede vai ligar-se a outras que já existam com o mesmo propósito, nomeadamente com uma iniciativa norte-americana universitária “que possui o mesmo objetivo e reúne hoje 230 universidades, liderada por James Green, um grande especialista do Brasil [diretor da Associação de Estudos Brasileiros da Brown University, nos EUA]”, conta a historiadora.

Num primeiro momento, este movimento vai lutar contra a recente decisão do governo francês em aumentar em quase 1.500% a taxa de inscrição de cursos de pós-graduação em universidades da França para estudantes não europeus.

“Fomos contactados na Associação pela Pesquisa sobre o Brasil na Europa (Arbre) por diversos estudantes brasileiros que nos relatam que trabalham no Brasil sobre assuntos como a ditadura militar ou temas que são difíceis de serem tratados sob o atual governo e que gostariam muito de vir estudar na França. Já temos colegas brasileiros que foram obrigados a deixar o Brasil por causa de ameaças relacionadas a seu trabalho de pesquisa”, revela a historiadora.

A iniciativa deverá também criar em breve um canal YouTube para comentar notícias brasileiras, “um tipo de média acessível ao grande público” para “continuar a “mobilizar a opinião na França e outros países da Europa, e para manter nossa presença na imprensa francesa”, afirmou Dumont.

Já Erika Campello, presidente da associação Autres Brésils, disse que já está em contato com associações como Act Up, France Libertés ou Amnistia Internacional para tentar trazer para França brasileiros da comunidade LGBT e outras minorias menos protegidas, através de campos de estudo ou vistos de trabalho.

Militares portugueses em novos confrontos na República Centro-Africana

Militares portugueses envolvidos em confrontos em Bambari durante três dias. As forças armadas estiveram novamente na frente de combate em Bambari depois de combatentes rebeldes se terem reagrupado para conquistar as posições que tinham perdido nos últimos dias.

Militares portugueses envolvidos em confrontos em Bambari durante três dias

Foto: TIAGO PETINGA

Alfa/Lusa

Os militares portugueses na República Centro-Africana estiveram, entre quinta-feira e sábado, envolvidos em confrontos em Bambari, cidade a 400 quilómetros da capital, Bangui, anunciou neste domingo o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

De acordo com o EMGFA, num comunicado divulgado no domingo, os militares portugueses “viram-se novamente envolvidos em confrontos em Bambari por forma a repelir bolsas de resistência de combatentes que se reagruparam na cidade a fim de reconquistar as posições perdidas nas últimas semanas”.

“Estas ações ocorrem após os violentos combates que se iniciaram no passado dia 10 e depois se estenderam a Bokolobo, principal bastião e posto de comando do grupo rebelde ex-Seleka UPC (União para a paz na República Centro-Africana), 60 quilómetros a sudeste de Bambari”, lê-se na nota.

Rio Ave e Feirense empatam a zero e continuam as suas séries sem ganhar

O Rio Ave e o Feirense empataram 0-0, em jogo da 18ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, ampliando as suas séries de jogos sem conseguirem vencer.

Com 10 rondas seguidas sem ganhar e acumulando seis derrotas e quatro empates, o Rio Ave fecha a primeira jornada da segunda volta no décimo lugar, com 21 pontos.

O Feirense, que leva quatro empates seguidos e cujas únicas vitórias aconteceram das duas primeiras jornadas, continua na zona de despromoção, ocupando o 17º e penúltimo lugar, com 14 pontos.

Resultados da 18.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 18 jan:

Nacional – Sporting de Braga, 0-3 (0-0 ao intervalo)

Desportivo de Chaves – FC Porto, 1-4 (0-2)

Vitória de Guimarães – Benfica, 0-1 (0-0)

– Sábado, 19 jan:

Belenenses – Tondela, 2-2 (1-2)

Sporting – Moreirense, 2-1 (2-1)

Santa Clara – Marítimo, 0-1 (0-1)

– Domingo, 20 jan:

Desportivo das Aves – Vitória de Setúbal, 2-1 (1-0)

Boavista – Portimonense, 0-2 (0-1)

Rio Ave – Feirense, 0-0

Programa da 19ª jornada:

– Segunda-feira, 28 jan:

Marítimo – Rio Ave, 18:00

Moreirense – Nacional, 20:00

Tondela – Desportivo das Aves, 20:00

Feirense – Vitória de Guimarães, 22:15

– Terça-feira, 29 jan:

Portimonense – Desportivo de Chaves, 20:00

– Quarta-feira, 30 jan:

FC Porto – Belenenses, 22:15 (*)

Benfica – Boavista, 22:15 (*)

Sporting de Braga – Santa Clara, 22:15 (*)

Vitória de Setúbal – Sporting, 22:15 (*)

(*): Jogos com horário a definir após a final da Taça da Liga.

Alfa/Lusa.

Sporting bate Moreirense e regressa aos triunfos na I Liga

O Sporting voltou às vitórias na I Liga portuguesa de futebol, ao derrotar em casa o Moreirense, por 2-1, mantendo as distâncias para o trio da frente à passagem da 18ª jornada.

Depois da derrota em Tondela (2-1) e do empate em casa com o FC Porto (0-0), no fecho da primeira volta, os ‘leões’ venceram com golos de Nani (03 minutos) e Bruno Fernandes (26), enquanto Heriberto marcou para a equipa minhota (34).

O Sporting segue no quarto lugar, com 38 pontos, e continua a oito do líder, o FC Porto, a três do Benfica e a dois do Sporting de Braga, que venceram os seus compromissos nesta ronda. O Moreirense, que sofreu a segunda derrota seguida, ocupa a sétima posição, com 28 pontos, tantos quantos o Vitória de Guimarães (6.º) e menos um do quar o Belenenses (5.º).

Resultados da 18.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 18 jan:

Nacional – Sporting de Braga, 0-3 (0-0 ao intervalo)

Desportivo de Chaves – FC Porto, 1-4 (0-2)

Vitória de Guimarães – Benfica, 0-1 (0-0)

– Sábado, 19 jan:

Belenenses – Tondela, 2-2 (1-2)

Sporting – Moreirense, 2-1 (2-1)

Santa Clara – Marítimo, 21:30

– Domingo, 20 jan:

Desportivo das Aves – Vitória de Setúbal, 16:00

Boavista – Portimonense, 18:30

Rio Ave – Feirense, 21:00

Alfa/Lusa.

Benfica mantém perseguição ao FC Porto, Braga segura terceiro posto

O Benfica voltou hoje a vencer em Guimarães pela margem mínima (1-0) e manteve a distância para o líder da I Liga portuguesa de futebol, FC Porto, que goleou o Desportivo de Chaves (4-1), na 18ª jornada.

Em Trás-os-Montes, o conjunto de Sérgio Conceição, que vinha de um empate com o Sporting na ronda anterior (0-0), teve em Soares o principal artífice do triunfo, com três golos, aos 24, 42 e 68 minutos, naquele que foi o primeiro ‘hat-trick’ do avançado brasileiro ao serviço dos ‘dragões’.

Gallo, aos 76 minutos, ainda reduziu para os flavienses, de penálti, mas um golo de Nuno André Coelho na própria baliza, aos 87, deu maior expressão à vitória do FC Porto, que continua a liderar o campeonato, com 46 pontos, e mantém os cinco de vantagem sobre o Benfica (41), em vésperas do clássico que vai opor as duas equipas, nas meias-finais da Taça da Liga.

Os ‘encarnados’ voltaram ao reduto do Vitória de Guimarães, onde, há três dias, tinham garantido o apuramento para as ‘meias’ da Taça de Portugal, e de lá saíram com o mesmo resultado (1-0), desta feita com Seferovic a emergir como ‘herói’.

O internacional suíço, que tinha começado a partida no banco, foi lançado por Bruno Lage no segundo tempo para o lugar do ‘apagado’ Castillo e, aos 81 minutos, anotou o único tento da partida, confirmando a quarta vitória benfiquista no mesmo número de jogos sob o comando do novo técnico.

O resultado teve como consequência imediata para os vitorianos a perda do quinto lugar, agora ocupado pelo Belenenses, que, apesar da mesma pontuação dos minhotos (28), tem vantagem na diferença de golos (21-16 contra 22-18), antes de receber o Tondela, no sábado.

Já o Sporting de Braga, anfitrião da ‘final four’ da Taça da Liga, foi o primeiro a entrar em campo hoje, abrindo a jornada com um triunfo por 3-0 na Choupana, perante o Nacional. Ricardo Horta inaugurou o marcador, aos 61 minutos, antes de Murilo anotar o primeiro tento com a camisola ‘arsenalista’, aos 73, e Paulinho fechar o marcador, aos 86.

Os bracarenses mantêm-se no terceiro lugar, com 40 pontos, menos um do que o ‘vice’ Benfica e mais cinco que o Sporting (35), quarto colocado, que entra em campo no sábado, com a receção ao Moreirense, no Estádio José Alvalade, a partir das 19:00.

No mesmo dia, o Belenenses, quinto com 28 pontos, recebe o Tondela, 13.º com 18, enquanto o Santa Clara, nono com 21, defronta o Marítimo, 14.º com 17, nos Açores.

Resultados da 18ª jornada da I Liga de futebol (Horas de Paris):

– Sexta-feira, 18 jan:

Nacional – Sporting de Braga, 0-3 (0-0 ao intervalo)

Desportivo de Chaves – FC Porto, 1-4 (0-2)

Vitória de Guimarães – Benfica, 0-1 (0-0)

– Sábado, 19 jan:

Belenenses – Tondela, 16:30

Sporting – Moreirense, 19:00

Santa Clara – Marítimo, 21:30

– Domingo, 20 jan:

Desportivo das Aves – Vitória de Setúbal, 16:00

Boavista – Portimonense, 18:30

Rio Ave – Feirense, 21:00

Programa da 19ª jornada:

– Segunda-feira, 28 jan:

Marítimo – Rio Ave, 18:00

Moreirense – Nacional, 20:00

Tondela – Desportivo das Aves, 20:00

Feirense – Vitória de Guimarães, 22:15

– Terça-feira, 29 jan:

Portimonense – Desportivo de Chaves, 20:00

– Quarta-feira, 30 jan:

FC Porto – Belenenses, 22:15 (*)

Benfica – Boavista, 22:15 (*)

Sporting de Braga – Santa Clara, 22:15 (*)

Vitória de Setúbal – Sporting, 22:15 (*)

(*): Jogos com horário a definir após a final da Taça da Liga

Alfa/Lusa.

 

João Sousa eliminado na terceira ronda por Nishikori

O tenista português João Sousa, número um português e 44.º mundial, foi hoje eliminado do Open da Austrália, ao perder na terceira ronda contra o japonês Kei Nishikori, nono do ‘ranking’.

O vimaranense chegou a pressionar Nishikori no primeiro ‘set’, cedido apenas no ‘tie break’, mas o nipónico acabou por vencer pelos parciais de 7-6 (8-6), 6-1 e 6-2, em duas horas minutos e seis minutos de jogo.

João Sousa, que chegou a ser assistido, falha assim a passagem para os oitavos de final do primeiro ‘Grand Slam’ do ano. Na próxima eliminatória, Kei Nishikori vai medir forças com o italiano Fabio Fognini ou com o espanhol Pablo Carreno Busta.

Apesar da derrota, o tenista luso continua em competição em Melbourne Park no torneio de pares, depois de ter avançado na sexta-feira para a terceira ronda ao lado do argentino Leonardo Mayer.

Alfa/Lusa.

Jovens em França com esperança que português abra portas no futuro

Os doze melhores alunos de português em França receberam este sábado bolsas de mérito da associação Cap Magellan e da seguradora Império e afirmam que não só o português já ajudou na transição para a universidade, mas como pode ainda abrir portas no futuro.

« O português já me ajudou para entrar no Colégio de Direito da Sorbonne. Para entrar, perguntam a todos os estudantes quantas línguas falam e se têm outras culturas e isso conta no processo de seleção. Portanto, o português já me ajudou e penso que me vai continuar a ajudar na vida », disse à agência Lusa Eva Crespo, que ambiciona ser juíza, é luso-descendente e foi uma das jovens distinguidas este sábado.

Em casa, Eva falava mais francês com os pais, ambos vindos ainda adolescentes do Norte de Portugal para França, e começou a aprender o português na escola aos oito anos. « Os meus pais sempre me transmitiram a cultura portuguesa e visito Portugal para conhecer e ver a minha família, mas a verdade é que foram os professores que nos fizeram conhecer uma cultura mais larga e ainda a cultura dos países lusófonos », disse a jovem luso-descendente, acrescentando que receber este prémio foi um « reconhecimento » pelo seu percurso.

A entrega das doze bolsas no valor de 1.600 euros aconteceu hoje no consulado-geral de Portugal em Paris, na presença de João Alvim, cônsul-geral adjunto, de Diogo Teixeira, diretor-geral delegado da Império, Anna Martins, presidente da associação Cap Magellan, e Adelaide Cristovão, coordenadora do ensino de português junto da Embaixada de Portugal, das famílias dos jovens e 11 dos 12 jovens distinguidos – uma das jovens distinguidas estava em direto de Portugal através das redes sociais, já que após os estudos em França entrou em Medicina na Universidade do Minho.

Embora a maior parte dos jovens que receberam as bolsas tenha pais portugueses, outros descobriram apenas mais tarde as suas raízes. É o caso de Théo Francez, cujo avô nasceu no comboio que trazia os pais de Portugal para França. « Quando era pequeno, descobri que uma parte da minha família era portuguesa e tentei procurar perto de mim uma escola onde pudesse estudar o português », afirmou este francês de 18 anos que entrou recentemente para Universidade de Rennes onde estuda Ciências e Propriedades da Matéria em declarações à Lusa.

Com a descoberta da língua, veio também a descoberta da família que ainda tem na Covilhã, que visitou há dois anos. A sua ambição é ser astro-físico e a ligação a Portugal pode vir a reforçar-se. « Vejo que é um sector que se desenvolve em Portugal e porque não, mais tarde, gostava de colaborar nesse campo ou até mesmo partir em Erasmus », afirmou o jovem.

Adelaide Cristovão reconhece que o interesse na língua portuguesa tem vindo a aumentar e é, cada vez mais, um factor de distinção no currículo de quem entra no mundo do trabalho em França. « No mundo globalizado, o conhecimento de línguas é muito importante. No caso de França em que todos fazem inglês, a maior parte faz espanhol e uma percentagem faz alemão, quando aparece um currículo com português é extremamente importante porque não são tantos assim e os pedidos são cada vez não só de empresas francesas, mas multi-nacionais. O português é não só a língua de Portugal, mas do Brasil, de Angola e muitas empresas aqui têm negócios com esses países », lembrou a coordenadora do ensino de português junto da Embaixada de Portugal à Agência Lusa.

O cerimónia teve ainda um momento mais descontraído com o ator e comediante luso-descendente José Cruz que partilhou a sua história com os jovens e a audiência, mencionando como o português teve uma influência na sua vida e também na sua carreira.

Alfa/Lusa.

Lua vai estar na segunda-feira tapada pela sombra da Terra e aparentemente maior

O eclipse começa, na fase parcial, pouco depois das 04:30 (hora de Paris), quando a Lua começa a esconder-se na sombra que a Terra projeta no espaço, e termina às 07:51, quando a Lua fica totalmente destapada.

A Lua fica totalmente eclipsada entre as 05:41 e as 06:44, altura em que sai progressivamente da sombra.

Se o céu não estiver nublado, o eclipse pode ser visto praticamente em todo o mundo, com exceção do extremo leste da Ásia, da Austrália e da Nova Zelândia.

O de segunda-feira tem a particularidade de ser um eclipse total de uma ‘superlua’, porque a Lua, em fase de Lua cheia, aparenta ser maior (na sua maior aproximação à Terra, a Lua irá parecer 14% maior no céu).

Um eclipse lunar ocorre sempre quando a Terra passa entre a Lua e o Sol e a Lua, em fase cheia, encontra-se no plano orbital da Terra.

Durante o tempo em que fica na sombra da Terra, a Lua não fica às ‘escuras’ e ganha um tom vermelho-acastanhado devido à refração e dispersão da luz do Sol na atmosfera terrestre. É por isso que vulgarmente se chama « Lua de sangue ».

Antes de entrar na sombra, a Lua está cerca de uma hora na penumbra, perde brilho e tem um tom cinzento-escuro, cor que volta a adquirir ao sair da sombra e a entrar novamente na penumbra. A Lua regressa à sua tonalidade branca habitual às 08:50, quando sai completamente da penumbra.

Normalmente, uma ‘superlua’ é 30% mais brilhante do que uma Lua cheia habitual, o que não sucede durante um eclipse, em que perde luminosidade.

Por isso, disse à Lusa o diretor do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), Rui Agostinho, a melhor altura para observá-la é ao fim da tarde de domingo, depois de a Lua nascer, às 18:06. No horizonte, a Lua surgirá igualmente avermelhada (a Lua é iluminada por luz branca que é refletida para a Terra e se torna avermelhada quando dispersa na atmosfera terrestre).

Perto do horizonte, a Lua parecerá ainda maior, mas é ilusão ótica, adverte o OAL.

Em 2019 vai haver mais duas ‘superluas’, em 19 de fevereiro e 21 de março, e um eclipse lunar, mas parcial, em julho. Os fenómenos são observáveis em Portugal.

Há ‘superluas’ e eclipses lunares todos os anos, mas um eclipse total de uma ‘superlua’ só volta a acontecer em 26 de maio de 2021, de acordo com o OAL. Antes do de segunda-feira, houve eclipses totais de ‘superluas’ em 1910, 1928, 1964, 1982 e 2015, conta a agência espacial norte-americana NASA num vídeo de animação.

Na segunda-feira, o Centro Ciência Viva de Constância – Parque de Astronomia vai estar aberto entre as 04:00 e as 08:00 para uma sessão de observação com telescópio e registo de imagens das diferentes fases do eclipse da Lua.

No céu, pelas 06:00, com a Lua perto do horizonte, a Oeste, dois planetas irão surgir a Este e poderão ser igualmente observados: Vénus e Júpiter (e as suas quatro principais luas).

Para o caso de não haver condições de visibilidade do céu, o Centro Ciência Viva de Constância propõe um programa alternativo: uma conversa sobre eclipses lunares, às 04:30, e uma sessão de planetário com uma simulação do eclipse, às 05:30. Aos visitantes mais resistentes será oferecido chá e bolos.

O Observatório Astronómico de Santana, na ilha de São Miguel, nos Açores, também vai estar de portas abertas para a observação do eclipse.

Alfa/Lusa.