Os franceses estão mesmo « apanhados » por Lisboa. Não acredita? Leia esta reportagem

Encantamento? Os franceses estão mesmo  « apanhados » por Lisboa e pela gastronomia portuguesa. Se ainda duvida, leia esta reportagem (em francês):  « Lisbonne est-elle la ville la plus cool d’Europe ? » 

https://www.gqmagazine.fr/lifestyle/article/lisbonne-est-elle-la-ville-la-plus-cool-deurope

 

 

 

Maior abelha do mundo redescoberta na Indonésia

A maior abelha do mundo, desaparecida há décadas e que se admitia « perdida para a ciência », foi redescoberta numa ilha remota da Indonésia.

« Foi de tirar o fôlego, ver este ‘buldogue’ voando », comentou o naturalista Clay Bolt, citado num comunicado da organização ambientalista norte-americana « Global Wildlife Conservation ».

Bolt encontrou numa floresta tropical das ilhas Molucas, Indonésia, uma colmeia de abelhas de Wallace (Megachile pluto), afirmando agora que « foi incrível » ver o quão « grande e bonita » é a espécie e ouvir o som das suas « asas gigantes ».

Esta abelha, cuja fêmea pode chegar a ter quatro centímetros de comprimento e seis de envergadura de asas, é quatro vezes maior que a abelha comum e foi descoberta pelo britânico Alfred Russel Wallace em 1858.

Mais de um século depois, em 1981, foi redescoberta em três ilhas do arquipélago das Molucas do Norte por um entomologista.

« Espero que esta redescoberta leve a novas investigações, que nos ajudarão a entender melhor esta abelha única e a protegê-la », disse Eli Wyman, entomologista da universidade de Princeton, Estados Unidos, e que fazia parte do grupo que voltou a encontrar a abelha.

Expedições anteriores à mesma região não tinham conseguido localizar a espécie gigante.

A Lista Vermelha das espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) classifica as abelhas de Wallace como « vulneráveis », não ameaçadas de extinção, notando que o habitat remoto torna o seu estudo difícil.

Os cientistas sabem no entanto que as abelhas de Wallace fazem as colmeias em termiteiras instaladas em árvores e que utilizam resina que recolhem com as mandíbulas para proteger a colónia das térmitas.

Na página da organização ambientalista, Bolt descreve o processo que o levou às ilhas Molucas em janeiro passado, pela mesma altura da viagem de Wallace e depois de Adam Messer, o último a ver a abelha em 1981.

Alfa/JN

Terá morrido o Jihadista francês que reivindicou atentados de 2015 em Paris

O jihadista francês Fabien Clain, conhecido por ter reivindicado os atentados de 2015 no Bataclan e noutras zonas da cidade de Paris em nome do chamado Estado Islâmico, terá morrido esta quarta-feira num ataque na Síria. Mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente.

Os atentados em novembro de 2015, em Paris, que ele reivindicou, fizeram 130 mortos e 400 feridos.

De acordo com a rádio pública France Inter, Fabien Clain morreu num bombardeamento em Baguz, um dos últimos bastiões do Estado Islâmico na Síria, e o irmão dele Jean-Michel Clain ficou ferido com gravidade na mesma altura. Ambos têm nacionalidade francesa.

O jornal Le Monde também dá esta notícia mas com precaução por ainda não haver provas materiais da sua morte e por a confirmação oficial estar em curso.

Segundo este diário francês, os irmãos Jean-Michel e Fabien Clain eram dois dos mais altos dirigentes da organização jihadista.

Na quinta-feira, o ministro das forças armadas francesas, Florence Parly, publicou no Twitrer uma informação prudente:

« No decorrer de operações de reconquista do bastião do Daesh, é possível com efeito que Fabien Clain esteja morto. Se é o caso, os franceses que se lembram dos seus apelos à morte e do seu papel no pseudo-Estado islâmico, certamente que estarão aliviados. Continuamos vigilantes, esta informação não está confirmada ».

Prémio literário para emigrantes. Comentário de Carlos Pereira

Governo cria prémio para livros escritos por pessoas das Comunidades. Uma boa iniciativa, mas de pobres. Volte a ouvir aqui a crónica de quinta-feira de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:

 

Liga Europa. Benfica apurado para Oitavos de final, Sporting eliminado

O Benfica qualificou-se para os oitavos de final da Liga Europa de futebol, após o empate 0-0, em casa, com Galatasaray, valendo aos ‘encarnados’ a vitória alcançada em Istambul.

A equipa de Bruno Lage segue em frente graças ao triunfo por 2-1 na Turquia na primeira mão dos 16 avos de final, com golos de Salvio e Seferovic.

Horas antes deste encontro, o Sporting tinha sido eliminado ao empatar 1-1 no terreno do Villarreal, prevalecendo a vitória dos espanhóis em Lisboa na primeira mão (1-0).

No El Madrigal, Bruno Fernandes deu vantagem ao Sporting, aos 45+1 minutos, igualando a eliminatória, mas Pablo Fornals, aos 80, empatou o jogo e qualificou o Villarreal, que jogou quase toda a segunda parte em superioridade numérica, devido à expulsão do defesa brasileiro Jefferson, aos 50 minuto, por acumulação de amarelos.

O Benfica será a única equipa portuguesa representada no sorteio dos oitavos de final, na sexta-feira.

Destaque também para o Rennes de França, que eliminou o Bétis de Sevilha, vencendo em Espanha por 3-1, depois da igualdade (3-3) da primeira mão.

https://twitter.com/EuropaLeague/status/1098707396086718470

Alfa/Lusa.

Português morre em acidente de trabalho nos Alpes franceses

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Um cidadão português morreu na quarta-feira num acidente de trabalho em St. André des Alpes, em França, disse hoje à Lusa fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.

A mesma fonte escusou-se a avançar mais pormenores sobre o caso, referindo apenas que os serviços consulares portugueses de Marselha foram informados do acidente ao início da noite de quarta-feira e estão em contacto com a polícia de St. André des Alpes para acompanhar o caso.

Alfa/Lusa.

Gravuras rupestres descobertas na Serra da Gardunha, no Fundão

Um conjunto de rochas com gravuras rupestres foi descoberto na Serra da Gardunha, Fundão, e a primeira análise indica que serão do período entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, disse hoje à agência Lusa o arqueólogo Martinho Batista.

 

 

“Das imagens que visualizei, concluo claramente que são motivos pré-históricos. Uma dessas rochas tem arte rupestre do tipo esquemático simbólico, ou seja, são círculos concêntricos, aquilo que nós chamamos de ‘arte atlântica’”, disse à Lusa este especialista e antigo diretor do Parque Arqueológico do Vale do Côa.

António Martinho Batista ainda não esteve no local (prevê fazê-lo em março ou abril), mas as imagens que um habitante do Fundão lhe fez chegar na sequência desta descoberta não lhe suscitam dúvidas quanto ao facto de que as gravuras em causa são “pré-história recente” e que merecem um estudo mais aprofundado.

“Merecem ser estudadas, valorizadas e defendidas”, afirmou.

António Martinho Batista acredita que estas gravuras estarão “entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, pelo que poderão ter entre três a quatro mil anos”.

O Jornal do Fundão revela na edição de hoje que as gravuras foram descobertas recentemente por um sapador florestal da Pinus Verde, Francisco Martins, que efetuava trabalhos de desmatação nas proximidades da Casa do Guarda, em Alcongosta, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco.

A singularidade dos desenhos chamou a atenção de Francisco Martins, que partilhou a descoberta com dois fundanenses que têm interesse nesta área – Diamantino Gonçalves e David Caetano – e que foram ao local e documentaram o achado fotograficamente, tendo pedido depois uma análise ao arqueólogo António Martinho Batista.

Contactado pela Lusa, Diamantino Gonçalves sublinha ainda que este achado é muito importante e que poderá ser apenas a primeira de outras descobertas, uma vez que estas gravuras raramente estão isoladas.

Alfa/Lusa.

Portugal não consegue travar estatuto secundário da língua portuguesa no ensino em França

Portugal luta mas não consegue. A ADEPBA (Associação para o Desenvolvimento dos Estudos Portugueses, Brasileiros e de África) denunciou há dias a situação discriminatória do português como « língua rara » numa carta ao ministro francês da Cultura, Jean-Michel Blanquer.  (ler artigo especial nesta página da Alfa sobre essa carta). Há muitos anos que Portugal luta contra esta situação do português ser considerado uma língua rara e de imigração em França. Mas insistência de Lisboa não tem resultado.

A luta pela valorização do ensino da língua portuguesa em França é muito antiga neste país, mas sem grandes resultados positivos visíveis para Portugal.

A forma como os franceses olham para a língua portuguesa – bem como a promoção do nosso idioma em França – esteve há poucas semanas no centro dos dos debates dos « Estados Gerais da Lusodescendência », organizados pela associação de luso-franceses, Cap Magellan.

Na altura, o. embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira, considerou frontalmente que este é um tema « crucial para o desenvolvimento sustentado da relação bilateral ».

O diplomata declarou, designadamente ser necessária “a mobilização de esforços para que a língua portuguesa ganhe efetivamente a ‘batalha do paradigma’, e deixe de ser vista como uma língua de uma comunidade – ‘une langue d’immigration’ [‘uma língua de imigração’] – assumindo o seu lugar natural entre as ‘deuxièmes’ [segundas] ou ‘troisièmes langues’ [terceiras línguas] a serem aprendidas pelas crianças e jovens em França ».

Pelos vistos, a luta continua.

Vaticano: três dias para debater escãndalos e abusos sexuais

Vaticano debate a partir de hoje escândalo de abusos a crianças que abalou a Igreja

Vaticano debate a partir de hoje escândalo de abusos a crianças que abalou a Igreja

Foto: ANGELO CARCONI

Alfa/Lusa
O Vaticano recebe a partir de hoje e até domingo todos os presidentes das conferências Episcopais do mundo para uma reunião inédita sobre abusos a crianças por membros do clero, um tema que abalou a Igreja em 2018.

Ouvir as vítimas, aumentar a consciência, aumentar o conhecimento, desenvolver novos procedimentos, e partilhar boas práticas são alguns dos objetivos do encontro.

O encontro sobre a “Proteção dos menores na Igreja”, que se realizará, no Vaticano focará três temas principais: responsabilidade, assunção de responsabilidades e transparência.

O papa anunciou a sua presença em todas as sessões e momentos de oração da cimeira que reunirá 114 conferências episcopais: 36 da África, 24 da América do Norte, América Central e América do Sul, 18 da Ásia, 32 da Europa, incluindo Portugal, e quatro da Oceânia.

Segundo a comissão organizadora da cimeira, os participantes “trabalharão juntos para responder a este sério desafio » estando prevista também a participação de algumas vítimas.

Na preparação deste encontro a comissão organizadora da cimeira pediu aos presidentes das conferências episcopais para ouvir as vítimas nos seus países.

O papa Francisco escolheu para o comité organizador o arcebispo de Chicago (EUA), Blase J. Cupich, o arcebispo de Mumbai, Oswald Gracias, e duas figuras que têm protagonizado a batalha contra os abusos: o vice-secretário recém-nomeado da Congregação para a Doutrina da Fé, Charles Scicluna, e o presidente do Centro para a Proteção das Crianças da Pontifícia Universidade Gregoriana e membro da Comissão para a Tutela dos Menores, Hans Zollner.

A Conferência Episcopal Portuguesa, que estará representada pelo cardeal patriarca, Manuel Clemente, disse a 12 de fevereiro que os casos de abusos sexuais por parte de clérigos são reduzidos em Portugal.

Confrontado com denúncias relatadas pela comunicação social, o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) salientou que « os casos tratados nos tribunais eclesiásticos onde chegam as denúncias são pouquíssimos e, desses, mais de metade da investigação prévia parou por falta de fundamento ».

Segundo afirmou na conferência de imprensa, desde 2001 que foram denunciados em Portugal « cerca de uma dezena de casos », dos quais já existem algumas decisões judiciais.

O abuso sexual contra crianças durante anos e anos chegou a ser classificado pelo secretário do papa emérito, Bento XVI, como “o 11 de Setembro da Igreja Católica”, um momento apocalíptico com incontáveis vítimas.

Na Igreja dos Estados Unidos um relatório de um grande júri da Pensilvânia revelou que pelo menos mil crianças foram vítimas de 300 padres nos últimos 70 anos, e que gerações de bispos falharam repetidamente na adoção de medidas para proteger a comunidade e punir os violadores. No sábado, o Vaticano expulsou do sacerdócio o ex-cardeal e arcebispo emérito de Washington, Theodore McCarrick, acusado de abusos sexuais a menores e a seminaristas.

Os casos estendem-se ainda a países como a Alemanha, Irlanda, Holanda, Austrália, França e Espanha.

Na Alemanha, um relatório interno encomendado pela Conferência Episcopal aponta para 3.677 casos de abusos sexuais cometidos por 1.670 elementos da Igreja entre 1946 e 2014 e na Holanda pelo menos 20 bispos e cardeais foram associados a abusos sexuais.

Na Austrália, o cardeal George Pell, que dirigia a Secretaria da Economia do Vaticano, foi considerado culpado por um tribunal em Melbourne de abuso sexual a duas crianças.

Em agosto, a poucos dias de uma visita à Irlanda, onde mais de 14.500 pessoas declararam-se vítimas de abuso sexual por parte de padres, o papa escreveu aos católicos do mundo, condenando este crime e exigindo responsabilidades.

Na carta, Francisco pediu perdão pela dor sofrida e disse que os leigos católicos devem envolver-se na luta para erradicar o abuso e o seu encobrimento.

A 12 de setembro, Francisco decidiu marcar uma cimeira mundial sobre os abusos sexuais na Igreja.

« Nous sommes trop cons ». Opinião, por Luísa Semedo

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Tempos de hoje: a verdade, a falsidade, a humildade e « nous sommes trop cons ». Volte a ouvir aqui a crónica de opinão desta quarta-feira de Luísa Semedo, doutorada em filosofia e presidente para a Europa do Conselho das Comunidades: