Um fotógrafo e um cientista do jardim zoológico de San Diego, na Califórnia, descobriram o animal no Quénia, durante um rastreio de leopardos na Reserva Nacional de Laikipia.
A primeira (e última) vez que alguém fotografou um leopardo negro africano, também conhecido por pantera negra, foi em 1909, na Etiópia.Agora, o fotógrafo Will Burrard-Lucas e o cientista Nick Pilfold encontraram e captaram imagens do animal raro, sem querer, durante um rastreio de leopardos na Reserva Nacional de Laikipia, no Quénia.
No ano passado, a equipa tinha instalado várias câmaras na zona onde, supostamente, o leopardo estaria, depois de serem ouvidos vários relatos do seu avistamento. Depois de meses sem qualquer registo do animal, apareceram, recentemente, imagens de uma pantera negra a movimentar-se durante a noite.
Após 15 anos, a missão do robô Opportunity terminou. Deixa-nos provas de que Marte pode ter tido vida no passado e muitas imagens bonitas do planeta vermelho.
Opportunity – o duradouro robô da NASA que só foi concebido para caminhar na superfície de Marte durante três meses – parou de comunicar com a Terra depois de 15 anos de missão, revelou ontem, quarta-feira a NASA. Termina assim a missão do robô da agência espacial norte-americana que mais tempo viveu em Marte.
Este era um fim já previsível. Os engenheiros da missão perderam contacto com o veículo movido a energia solar a 10 de Junho de 2018 durante uma tempestade de poeira que assolou Marte. Desde então, a equipa da NASA fez numerosas tentativas – em vão – para voltar a comunicar com o robô de seis rodas, que tinha o tamanho de um carro de golfe.
Os equipamentos do Opportunity devem ter sido danificados pela tempestade enquanto passava pelo Vale da Perseverança. Nessa altura, ficou à sombra, deixando assim os seus painéis solares sem a luz solar necessária para funcionar, refere a NASA.
O veículo foi construído para caminhar um quilómetro, mas acabou por andar 45. Desta forma, funcionou em Marte mais tempo do que qualquer outro robô enviado para a superfície do planeta vermelho.
Na terça-feira, ao enviarem uma transmissão para o robô, os engenheiros da missão fizeram a última tentativa para reanimar o Opportunity, mas não receberam nenhum sinal de volta, disse Thomas Zurbuchen, um dos administradores da NASA. “Portanto, é com grande sentido de agradecimento e gratidão que declaro a missão Opportunity concluída”, afirmou Thomas Zurbuchen durante um vídeo do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, em Pasadena (Califórnia).
One of the most successful and enduring feats of interplanetary exploration, our @MarsRovers Opportunity is at an end after almost 15 years exploring the surface of Mars. Designed to last just 90 Martian days, here's a look at this record-setting mission: https://t.co/erVYRlyIOmpic.twitter.com/VEY0KbLxyz
Ao explorar crateras em Marte, o Opportunityreuniu provas para demonstrar que o planeta no seu passado foi quente e húmido o suficiente para suportar vida, sublinhou a NASA. As provas incluem a descoberta de depósitos de um mineral que se pensa ser gesso, o que indica que água se movimentou através de fracturas subterrâneas.
O Opportunity aterrou em Marte em Janeiro de 2004, poucas semanas depois do seu robô gémeo, o Spirit, que terminou a sua missão em 2010 depois de ter ficado preso em solo mole.
A missão do Opportunity custou mais de mil milhões de dólares (887 milhões de euros) e teve cerca de 300 membros dedicados logo após ter pousado na superfície do planeta, disse John Callas, responsável pela missão do Opportunity e do Spirit. Após o silêncio do Opportunity a 10 de Junho, a equipa acabou por diminuir para 30 pessoas.
Agora, o Opportunity deixa o seu legado a outros robôs como o Curiosity(também da NASA), que chegou a Marte em 2012 e continua a trabalhar na superfície marciana. Por exemplo, está a recolher amostras do solo, analisando-as para se procurarem sinais de compostos orgânicos.
Já a sonda InSight, o primeiro módulo de aterragem concebido para estudar o interior mais profundo de Marte, chegou à superfície do planeta em Novembro de 2018 com instrumentos para detectar abalos sísmicos. A InSight e a Mars 2020 (a próxima missão a Marte planeada para 2020), ambas da NASA, são consideradas precursoras da exploração humana de Marte, um objectivo que Jim Bridenstine (administrador da NASA) diz pretender alcançar já em meados da década de 2030.
A saída do treinador José Mourinho, despedido em dezembro, custou ao Manchester United 19,6 milhões de libras (cerca de 22,2 milhões de euros), informou hoje o clube da Liga inglesa de futebol, nas contas trimestrais.
“Custos excecionais para o trimestre foram de 19,6 milhões de libras, referentes à indemnização do antigo treinador e da restante equipa técnica, devido à saída do cargo”, refere a nota do clube inglês.
O técnico português foi despedido em 18 de dezembro, dois dias depois de os ‘red devils’ serem derrotados em Anfield Road pelo Liverpool, por 3-1, em jogo da 17.ª jornada da Liga inglesa de futebol.
Na ocasião, a equipa era sexta classificada, a oito pontos do Arsenal, quinto.
Mourinho acabou por ser substituído pelo antigo jogador Ole Gunnar Solskjaer, que conseguiu uma série de 11 jogos com 10 vitórias e um empate e no campeonato subiu ao quarto lugar, um ponto à frente de Arsenal e Chelsea e em zona de ‘Champions’.
O Manchester United apenas voltou a perder esta semana, quando na terça-feira foi batido em Old Trafford pelo Paris Saint-Germain (2-0), na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.
No relatório financeiro hoje apresentado, o clube apresenta receitas recorde para o segundo trimestre de 237 milhões de euros, para uma previsão anual estimada entre 699 e 716 milhões de euros.
É Dia dos Namorados, mas nem tudo é amor. Há 37% de portugueses que dizem não acabar uma relação por falta de dinheiro. Mais do que o ano passado e menos do que a média europeia.
O estudo é do European Consumer Payment Report 2018, da Intrum, e conclui que para 42% dos europeus a situação financeira tem sido um fator decisivo para não terminar um relacionamento e, consequentemente, ficar preso a uma relação indesejada. Mais 1,5% do que a média europeia em 2017.
Em Portugal, há 37% dos inquiridos que justificam os problemas amorosos com as dificuldades económicas, mais do que em 2017: 32%.
Os países onde se registam as percentagens mais elevadas são a Hungria com 84%, Noruega com 53% e França e Letónia com 51% cada um.
Mas, se o dinheiro é o culpado de uma não separação, também o parece ser no que diz respeito aos problemas de afastamento dos casal. No inquérito, 36% dos portugueses culpam a situação financeira pelo fracasso de um relacionamento, valor superior ao ano anterior, 32%. A percentagem europeia é de é de 33%, mais 2% do que em 2017.
São os mais velhos e os mais novos que mais reclamam dos problemas financeiros na vida amorosa. A nível europeu, 20% dos inquiridos com mais de 65 anos afirma que o dinheiro é fundamental para o fracasso de um relacionamento, aumentado para 39 % nos grupos etários dos 18 aos 24 anos e dos 25 e os 34 anos.
Os mesmos grupos revelam iguais dificuldades em Portugal, sendo que as percentagens são mais elevadas: 28% entre os que têm mais de 65 anos dizem que o dinheiro é o responsável pela desunião na vida familiar. 40 % dos que assim pensam têm entre 25 e 34 anos e 42 % entre 18 aos 24 anos.
Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum explica este adiamento do fim da relação com o facto de « grande parte dos casais terem créditos bancários que não conseguem liquidar e em caso de separação e cada um continua a ser responsável pelas dívidas existentes ».
Crescimento de 1,7% reflete aumento de 3,9% nos turistas nacionais e 0,4% nos estrangeiros, que atingiram o novo máximo de 12,8 milhões de pessoas – mas houve um travão no ritmo de subida.
Na Foto: Praia dos Pescadores, Albufeira ALGARVEPHOTOPRESS / Global Imagens
O número de turistas em território nacional – incluindo residentes e estrangeiros – cresceu 1,7% para mais de 21 milhões de pessoas.
O resultado reflete o aumento de 3,9% no número de portugueses que foram para fora cá dentro – foram 8,3 milhões de pessoas – e a subida de 0,4% no número de visitantes estrangeiros – que totalizaram 12,8 milhões, um novo recorde depois do máximo de 12,7 milhões atingidos em 2017.
O aumento, no entanto, é muito menos expressivo que os registados em anos anteriores, que por vezes foram superiores a um milhão de pessoas.
O Reino Unido foi o mercado emissor mais importante, com 1,83 milhões de pessoas, logo seguido de Espanha, com 1,75 milhões. França e Alemanha enviaram cerca de 1,3 milhões cada.
O Algarve, com quase 19 milhões de dormidas e a Lisboa, com 15 milhões foram os destinos mais visitados.
A estada média foi de 2,74 noites.
Os proveitos dos estabelecimentos hoteleiros também atingiram um novo máximo: 3,6 mil milhões de euros.
Mais de metade dos jovens que namoram ou namoraram dizem já ter sofrido uma qualquer forma de violência por parte do companheiro e 67% acham isso natural, motivo para uma nova campanha pelo fim da violência no namoro.
Alfa/Lusa
A campanha é apresentada hoje, tal como os resultados do estudo nacional sobre a violência no namoro, feito pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), com o apoio da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro.
Em comunicado, o gabinete da secretária de Estado adianta que o Estudo Nacional sobre a Violência no Namoro 2019 revela que “58% de jovens que namoram ou já namoraram reportam já ter sofrido pelo menos uma forma de violência por parte de atual ou ex-companheiro/a”.
Por outro lado, “67% de jovens consideram como natural algum dos comportamentos de violência”, sendo que o estudo demonstra que existe uma “elevada prevalência e legitimação de formas especificais de violência”.
Em causa estão, casos de violência psicológica, violência exercida através das redes sociais ou atitudes de controlo, seja sobre vestuário, hábitos de convívio ou outros comportamentos.
Violência doméstica em crescimento. 9 mulheres assassinadas em janeiro em Portugal, 20 em França. « Chega! » diz Luísa Semedo, presidente para a Europa do Conselho das Comunidades: Volte a ouvir aqui a sua crónica desta quarta-feira:
Um grande coração vermelho, da artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos, vai ser inaugurado no dia de São Valentim, na Porte de Clignancourt, em Paris.
Coração – Porte de Clignancourt Joséphine Brueder/Cãmara de Paris.
A iniciativa é do pelouro cultural da Cãmara de Paris. Inauguração é no dia dos namorados, no dia 14 de fevereiro, às 18h30 – e depois haverá um baile popular no local.
Concretamente, eis o que será o « coração » luminoso e rotativo, com 3800 azulejos pintados à mão, de Joana Vasconcelos, segundo a Cãmara: « trois mille huit cents azulejos peints à la main par des artisans portugais habillent ce cœur flamboyant dont le mouvement rotatif et lumineux – sa lumière s’allume et s’éteint au rythme des battements d’un cœur – accentue le rôle de repère au milieu du vaste carrefour ».
A primeira edição de 2019 da feira Première Vision terá lugar, entre os dias 12 e 14 de fevereiro, no Parque de Exposições de Paris Nord Villepinte onde estarão representadas 67 empresas portuguesas.
A feira e a participação portuguesa estão organizadas consoante os cinco principais setores fornecedores de materiais e de serviços para a indústria da moda: 32 empresas portuguesas da indústria têxtil, 12 empresas de confeção e produção, 8 empresas especializadas em fios e fibras, 7 empresas da área das peles e curtumes, 3 empresas dedicadas a acessórios e 2 empresas de malhas.
A Première Vision tem duas edições anuais (a próxima edição irá decorrer entre os dias 18 e 20 de setembro), é dedicada exclusivamente a profissionais e constitui uma das mais importantes feiras plataforma mundiais no setor da moda.
Para esta edição, espera-se a participação de 60 000 profissionais de 120 países e mais de 1 900 expositores de 57 nacionalidades. As novidades da feira este ano incluem, para além de mais de 50 conferências e workshops, um circuito especializado dedicado ao couro, um espaço dedicado à alta-costura e um “Wearable Lab” que consiste num stand de 900m2 dedicado à moda e tecnologia.
Nesta edição da Première Vision um grande número das 67 empresas portuguesas participam nesta feira no âmbito de projetos financiados pelo Programa 2020/Compete 2020 dinamizados pelas associações Selectiva Moda/ATP-Associação Têxtil de Vestuário de Portugal, CENIT/ANIVEC-Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção e APIC-Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes.
No dia 14 de fevereiro, deslocar-se-ão à Première Vision, o Secretário de Estado da Economia, João Neves, e o Presidente da AICEP, Luís Castro Henriques.
O impacto económico da crise dos coletes amarelos em França parece catastrófico. Mas isso é só à primeira vista. Volte a ouvir aqui a opinião do economista e professor de SciencesPo, Pascal de Lima:
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