Macron em Créteil esperado por sindicalistas e coletes amarelos

O presidente da républica Emmanuel Macron esteve esta tarde em Créteil, região de Paris, para a inauguração da ‘Casa do Andebol’. A visita acabou por ser perturbada pela presença de sindicalistas e de Coletes Amarelos.

O jornalista Clément Lanot em serviço para a France Info, teve oportunidade de colocar vários videos na rede social Twitter confirmando os desacatos entre os manifestantes e as forças policiais:

Os manifestantes que acabaram por ser dispersados por volta das 16h, tinham marcado encontro na véspera em Créteil através das redes sociais.

A ‘Maison du Handball’ em Créteil, no departamento 94- Val-de Marne, vai servir de ‘casa’ às seleções de andebol.

https://twitter.com/ffhandball/status/1083040076551069698

A Visita de Macron, acontece um dia antes, do início do Mundial de Andebol, que vai ter lugar na Alemanha e na Dinamarca e no qual a seleção gaulesa vai começar a defender o título, diante do Brasil.

Alfa/France Info.

Vá ao fundo das coisas. Ouça esta crónica de Pascal de Lima sobre a transição ecológica

Os efeitos perversos da transição ecológica em França. Volte a ouvir aqui a crónica desta terça-feira do economista e professor de SciencesPo, Pascal de Lima.

Montijo: “A decisão é esta” e surge com 50 anos de atraso – PM

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu hoje que o Montijo “é a decisão” tomada para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa e que este processo fornece três lições, até porque é uma decisão que surge com 50 anos de atraso.

“Mesmo depois deste acordo [de financiamento da expansão] assinado, o debate vai prosseguir. Mas a decisão é esta e há que a pôr em prática”, sublinhou António Costa, no Montijo, na cerimónia de assinatura do acordo sobre o modelo de financiamento para a construção do novo aeroporto e o reforço da capacidade do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

O primeiro-ministro lembrou que o processo está ainda dependente das avaliações de impacto ambiental da conversão base aérea do Montijo para uso civil, em 2022, mas que, com o acordo fechado hoje, podem avançar os trabalhos no Aeroporto Humberto Delgado.

O acordo assinado hoje prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 pela ANA – Aeroportos de Portugal, gestora dos aeroportos.

Quando estiver concluído e decidido o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que o chefe de Governo espera que “seja favorável”, “tem de avançar” a obra no Montijo.

António Costa afirmou que com a deliberação concretizada hoje aprendem-se várias lições, já que surge com 50 anos de atraso e é um ‘case-study’ sobre como não arrastar tomadas de decisão.

O primeiro-ministro notou que Lisboa não é um ‘hub’ (plataforma de ligações) “tão vasto” como outros aeroportos, porque não se decidiu executar atempadamente.

“Para que isto não volte a acontecer temos que aprender lições”, defendeu.

Entre as lições aprendidas está o facto de as decisões terem de “assentar em informação técnica, transparente, sindicável e segura e que seja partilhada por todos”, pelo que destacou a importância do ressurgimento do Conselho Superior de Obras Públicas.

“A decisão deve ser tão consensual quanto possível e deve ter validação parlamentar e à qual todos se possam associar”, enumerou ainda o primeiro-ministro, notando que o pluralismo define os sistemas democráticos, mas que, depois de decididas, “as alternativas devem ser executadas”.

O governante sublinhou que nestas decisões deve ainda haver “continuidade do Estado”. “Tem que se dar continuidade ao que o poder político legítimo toma e que quem lhe sucede deve continuar”, disse.

Sem o “respeito e a continuidade” pelas decisões do anterior executivo, como a privatização da ANA e as condições para um novo aeroporto, haveria “irresponsabilidade” e “não permitiria a ninguém estar aqui hoje ou estar aqui daqui a 10 anos”, afirmou António Costa.

Entre uma “solução exequível num curto prazo ou num muitíssimo longo prazo”, o chefe do executivo sublinhou a importância de optar pelo “curto prazo que assegure por longas e boas décadas o desenvolvimento da atividade aeroportuária” nacional.

Essa capacidade é fundamental não só para o turismo, como para uma “economia crescentemente internacionalizada”, para a continuidade territorial e para a ligação com as comunidades na diáspora.

“Para um país aberto ao mundo, na fronteira da Europa com o atlântico” são fundamentais as ligações, concluiu.

Alfa/Lusa.

Rui Vitória vai treinar os sauditas do Al-Nassr

Rui Vitória acaba de aceitar o convite do Al-Nassr da Arábia Saudita. O ex-treinador do Benfica assina contrato por uma época e meia com o clube atualmente treinado por Hélder Cristóvão e começa já em janeiro a trabalhar no novo clube.

Confirma-se assim a notícia do DN que há um mês deu conta do interesse dos árabes no então técnico encarnado, que na altura desmentiu. « Não há nada para falar em relação a isso, deixem-nos trabalhar à vontade. Estou aqui com enorme gosto e prazer e não estou aqui para comentar propostas. Irei ficar no Benfica, estou muito bem », garantiu o técnico após o empate com o Desp. Aves, para a Taça da Liga.

Agora que saiu do Benfica, o técnico aceitou o desafio a troco de seis milhões de euros por ano. E vai assim reeditar os duelos com Jesus na Arábia Saudita.

O clube árabe já tinha tentado contratar Leonardo Jardim, que chegou a ir conhecer as instalações, mas declinou o convite abrindo espaço para um convite a Rui Vitória. Com este acordo de Vitória com os sauditas, o Benfica fica livre da responsabilidade de continuar a pagar-lhe o ordenado até ele ter novo clube, conforme o acordo de rescisão de contrato.

O Al-Nassr é atualmente segundo classificado do campeonato, atrás do líder Al Hilal, de Jorge Jesus, e tem sido orientado interinamente por Hélder Cristóvão, antigo treinador da equipa B das águias, enquanto não chega o novo treinador.

Sediado em Riade, o clube foi fundado em 1955 pelos irmãos Husein e Zeid Al-Ja’ba, que foram também os primeiros trabalhadores do clube que só em 1960 se profissionalizou. É o segundo clube saudita com mais títulos de campeão (oito), depois do Al-Ittihad. Têm ainda seis Taças do Rei e três Taças do Príncipe.

Tem ainda no seu historial uma presença na final na Champions da Asia, em 1995, tendo perdido, por 1-0, com o Seongnam, no Estádio Internacional Rei Fahd, e uma presença no Mundial de Clubes da FIFA em 2000, tendo jogado e perdido com o Real Madrid (3-1). Apesar da derrota com os merengues, o Al-Nassr ganhou o prémio fair play da competição.

Atualmente é presidido pelo príncipe Faisal Bin Turki Al-Saud e sonha com Jonas do Benfica para reforçar o ataque.

Alfa/Jornal DN.

Multas e curiosidades no futebol Português após mais uma jornada

AS PALAVRAS DE BETO PARA O ÁRBITRO: «VIESTE ENCOMENDADO PELO BENFICA».

Beto Severo, team manger do Sporting, foi expulso após o apito final do jogo do Sporting em Tondela, que culminou com a derrota dos leões por 1-2. Segundo o mapa de castigos divulgado pela Liga, o responsável do Sporting dirigiu-se ao árbitro do encontro, Nuno Almeida, nos seguintes termos:

«És uma encomenda. Vieste aqui encomendado pelo Benfica», lê-se no documento, que revela também que Beto foi suspenso por 30 dias e terá de pagar uma multa de 3825 euros.

MULTA POR INSULTOS A LUÍS FILIPE VIEIRA:

O FC Porto foi multado em 383 euros pelo Conselho de Disciplina da FPF por cânticos entoados pelos seus adeptos ao presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, no final do jogo frente ao Aves, disputado a 3 de janeiro e referente à 15.ª jornada da Liga, que os dragões venceram por 1-0.

«Os adeptos do FC Porto, instalados na bancada norte, setor O e P, destinada exclusivamente aos adeptos visitantes, identificados com cachecóis, bandeiras e cânticos alusivos ao clube, no final do jogo, gritaram em uníssono quando a equipa visitada recolhia aos balneários: “Vieira, escuta, és um filho…”», conforme relato do delegado ao jogo.

HINO VALE MULTA DE 3825 EUROS:

O hino do Moreirense valeu ao clube minhoto pesada multa de 3825 euros por parte do Conselho de Disciplina da FPF. Isto porque, de acordo com o relatório do delegado, a música só foi desligada quando «já passavam 45 segundos após o inicio do jogo» frente ao Aves, na pretérita jornada.

 

Alfa/aBola.pt

 

FC Porto anuncia regresso de Pepe

O FC Porto anunciou hoje a contratação do futebolista Pepe, defesa central de 35 anos que estava sem clube e que vai voltar a representar o emblema portista, tendo assinado contrato até 2021.

“Bem-vindo a casa”, escreveu o FC Porto na sua página oficial da rede oficial Twitter, com uma foto em que o internacional português aparece vestido com a camisola do clube.

Pepe, campeão europeu com Portugal em 2016, passou pelo FC Porto entre 2004 e 2007 e recentemente rescindiu contrato com o Besiktas, da Turquia.

Na sua primeira passagem pelo FC Porto, o central de origem brasileira ajudou o clube a conquistar dois campeonatos, uma Taça de Portugal e duas Supertaças, tendo em 2007 saído para o Real Madrid, em que passou 10 temporadas.

Com os ‘merengues’, Pepe ganhou três Ligas dos Campeões, três ligas espanholas e duas Taças do Rei, antes de em 2017 rumar para o Besiktas.

Formado no Corinthians Alagoano, Pepe chegou à Madeira, para representar o Marítimo, com apenas 17 anos.

A nível de seleção, o central é sexto jogador da história com mais internacionalizações pela seleção portuguesa, com 102, e ajudou a formação das ‘quinas’ a conquistar o Euro2016, em França.

https://twitter.com/FCPorto/status/1082615598188818433

Pepe em declarações ao Porto Canal estava muito feliz:

A Rádio Alfa ouviu esta tarde o antigo defesa central Mário Loja, ex-jogador de Boavista, Vitória de Setúbal, Beira Mar, Arouca, Créteil-Lusitanos entre outros, para quem, o regresso de Pepe ao FC Porto « vai trazer muita experiência ».

Mario LOJA – Creteil / Montepllier – 35 eme journee de Ligue 2, (Photo : Olivier Andrivon / Icon Sport via Getty Images).

 

Alfa/Lusa/Porto Canal.

Visite a Gulbenkian em Paris. Acesso Livre. Biblioteca, Exposições, Debates.

Cultura. Os destaques da programação da Gulbenkian de Paris para os primeiros meses de 2019. Volte a ouvir aqui a crónica de segunda-feira de Miguel Magalhães, diretor da delegação da Fundação em Paris.

 

 

Escritor francês diz que é incapaz de amar uma mulher de 50 anos. « Prefiro os corpos de mulheres mais jovens »

Chama-se Yann Moix, é escritor e apresentador francês (TV) e gerou indignação nas redes sociais, sobretudo entre as representantes do sexo feminino. Tudo porque para ele, que tem 50 anos, as mulheres da sua idade já são velhas e, por isso, « invisíveis ».

O escritor e realizador francês, Yann Moix diz que não é capaz de amar mulheres com 50 anos, porque, para ele, já são velhas. « Elas são invisíveis. Eu prefiro os corpos de mulheres mais jovens. É tudo. Um corpo de uma mulher de 25 anos é extraordinário. O corpo de uma mulher de 50 anos não é de todo extraordinário ». As declarações polémicas foram ditas por Moix numa entrevista à revista Marie Claire e despertaram a revolta de algumas representantes do sexo feminino nas redes sociais.

Curiosamente, Yann Moix tem 50 anos, mas não se vê a amar uma mulher da sua idade. « Quando tiver 60 serei capaz », afirmou o escritor galardoado com vários prémios, entre os quais o Goncourt pelo seu primeiro romance.

As declarações polémicas deste autor continuam ao longo da entrevista. Diz, por exemplo, que prefere mulheres asiáticas, principalmente coreanas, chinesas e japoneses. « É provavelmente triste e redutor para as mulheres com quem saio, mas o tipo asiático é suficiente rico, grande e infinito para eu não ter vergonha ».

Afirmações que inflamaram as redes sociais, com mulheres – e homens também – a condenar o escritor e realizador francês. Uma jornalista francesa não teve pudores em mostrar o rabo que diz ser de uma mulher com 52 anos como reação às declarações de Yann Moix.

« Muito elegante, Yann Moix. Muito elegante. Mas como a estupidez e a vulgaridade não têm idade, é reconfortante no caso dele e duvido que muitas mulheres queiram », atirou Olivia Gregoire, deputada francesa, que foi porta-voz do movimento La République en Marche, do presidente francês Emmanuel Macron.

A antiga primeira dama, Valérie Trierweiler – foi companheira de François Hollande, presidente francês entre 2012 e 2017 – também decidiu ter uma posição perante as palavras de Yann Moix e reagiu nas redes sociais ao dedicar a Moix esta imagem:

Depois da entrevista e de toda a polémica que suscitou, o escritor não retirou uma vírgula ao que disse. Pelo contrário. Assume a 100% a opinião que expressou sobre as mulheres de 50. « Não somos responsáveis por gostos ou inclinações », justificou Moix à rádio RTL. Adiantou ainda que não tem de « responder perante um tribunal do gosto ».

Da polémica não se livra, numa altura em que está a promover o seu novo romance, « Rompre ».

Alfa/Diário de Notícias/RTL.

 

“Coletes amarelos, não desistam!” – Governo italiano apoia revolta francesa

Coletes amarelos. Governo populista de Itália manifesta apoio ao movimento francês.

MAX ROSSI/REUTERS

“Coletes amarelos, não desistam!”, escreveu o vice-primeiro-ministro e líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi di Maio, num texto publicado no blogue do partido.

Alfa/Lusa/Expresso

Os dois líderes políticos do governo populista de Itália, Luigi di Maio e Matteo Salvini, manifestaram esta segunda-feira apoio aos ‘coletes amarelos’ de França, com o primeiro a exortá-los a « não desistirem » dos protestos.

« Coletes amarelos, não desistam! », escreveu o vice-primeiro-ministro e líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi di Maio, num texto publicado no blogue do partido (https://www.ilblogdellestelle.it).

O outro vice-primeiro-ministro italiano, o líder da Liga (nacionalista), Matteo Salvini, afirmou numa nota: « Apoio os cidadãos honestos que protestam contra um presidente que governa contra o seu povo », acrescentando contudo condenar « com total firmeza » a violência nas manifestações, « que não é útil a ninguém ».

Di Maio, cujo movimento, criado em 2009, defende a « democracia direta », também condenou « veementemente a violência » e ofereceu a ajuda do seu movimento, em particular da plataforma internet que utiliza, designada « Rousseau », para ajudar os ‘coletes amarelos’ a « organizar eventos », « escolher candidatos » ou « definir um programa eleitoral ».

« Rousseau » é uma plataforma interativa que permite aos militantes do M5S participar na definição de programas e redação de leis ou na escolha de candidatos do movimento a eleições locais e nacionais.

« É um sistema pensado por um movimento horizontal e espontâneo como o vosso e ficaremos satisfeitos se o quiserem usar », escreveu Di Maio.

« Como outros governos, o de França pensa sobretudo em representar os interesses das elites, dos que vivem de privilégios, mas já não do povo », escreveu, acrescentando, noutro passo, que « o Governo de [Emmanuel] Macron não está à altura das expectativas e algumas das políticas aplicadas são perigosas, não apenas para os franceses, como também para a Europa ».

« Em Itália conseguimos inverter essa tendência », afirmou, apelando aos ‘coletes amarelos’ para que façam o mesmo.
« Uma nova Europa está a nascer. A dos coletes amarelos, a dos movimentos, a da democracia direta. É uma dura batalha que podemos travar juntos. Mas vocês, coletes amarelos, não desistam! », concluiu.

Milhares de pessoas envergando ‘coletes amarelos’ têm-se manifestado em França desde 17 de novembro, um protesto que inicialmente exigia a suspensão de um novo imposto sobre os combustíveis e acabou por se ampliar a uma série de outras reivindicações.

Algumas dessas manifestações degeneraram em violência, com automóveis e contentores de lixo incendiados e confrontos com as forças policiais, que fizeram até ao momento 10 mortos e centenas de feridos.

No sábado passado, cerca de 50.000 pessoas manifestaram-se em toda a França, mais que na semana anterior, em que os manifestantes tinham sido cerca de 15.000, aumento que marcou uma inversão na tendência de desmobilização traduzida na redução sucessiva de participantes desde o primeiro protesto, que juntou 282.000 pessoas.

Acordo é assinado hoje. Novo aeroporto do Montijo e alterações no de Lisboa

Assinado hoje acordo para novo aeroporto do Montijo e alterações em Lisboa. A assinatura vai ocorrer quando ainda não foi entregue o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) pela ANA. O acordo prevê um investimento global de 1747 milhões de euros

Assinado hoje acordo para novo aeroporto do Montijo e alterações em Lisboa

Foto: João Relvas

Alfa/Lusa/Expresso e outras fontes

O acordo de financiamento do novo aeroporto do Montijo e alterações na atual infraestrutura Humberto Delgado, em Lisboa, é assinado esta tarde entre a ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado.

Na cerimónia na base aérea da Força Aérea do Montijo, que em 2022 deverá estar pronta para o uso civil, marcarão presença o primeiro-ministro, António Costa, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, o responsável máximo da Vinci, Xavier Huillard, e o presidente da Vinci Aeroportos, Nicolas Notebaert.

A assinatura vai ocorrer quando ainda não foi entregue o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) pela ANA, tendo, na semana passada, Pedro Marques assegurado que serão cumpridas integralmente as eventuais medidas de mitigação que venham a ser definidas e que o documento deve ser entregue no primeiro trimestre.

O acordo vinculativo entre a ANA e o Estado estava previsto para outubro, segundo o calendário do memorando de entendimento, que indicava ainda o final de 2018 para a gestora dos aeroportos entregar os elementos adicionais que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) requereu para o EIA.

No debate partidário sobre a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, o PSD já fez saber que vai chamar o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa (FAP) ao parlamento para prestarem esclarecimentos.

Na base aérea n.º 6 estão sediados a frota de aviões de transporte C130 Hercules, a frota de C295 M com as missões transporte, vigilância marítima de busca e salvamento, os Falcon 50 e os helicópteros Merlin EH 101, de busca e salvamento, e o apoio aos helicópteros Lynx, da Marinha.

De acordo com uma estimativa avançada pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, no passado dia 30 de novembro, a deslocalização das aeronaves da Força Aérea que estão na base do Montijo custará perto de 200 milhões de euros e demorará pelo menos dois a três anos.

A operação militar e civil na base da FAP é compatível, defendeu o ministro, referindo que as futuras aeronaves da FAP, KC-390, irão operar a partir do Montijo. Parte do AT1, aeródromo militar em Figo Maduro, na Portela, será transferido também para o Montijo, segundo o plano do Governo.

Os aviões C-295 e os C-130 serão deslocalizados para outras bases, Sintra e Beja.

Na semana passada, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, manifestou “enorme perplexidade » pelo facto de o acordo para o novo aeroporto do Montijo ter sido agendado sem ser conhecido um estudo de impacto ambiental.

Já o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou o Governo de pretender “um apeadeiro” e um “aeroportozinho” no Montijo para “beneficiar um grande grupo económico”, considerando que, “nesta pressa » e « correria, até as questões ambientais vão”.

1747 milhões de euros

Segundo informa o Expresso, o Estado e a concessionária dos aeroportos nacionais, a ANA, vão assinar esta terça-feira o aguardado acordo de expansão do aeroporto Humberto Delgado (AHD) e criação do aeroporto complementar do Montijo (MTJ). Segundo avançam o “Público” e o “Jornal de Negócios” esta terça-feira, o acordo prevê um investimento global de 1747 milhões de euros, dos quais 1326 milhões serão aplicados nos próximos anos (outros 421 serão até ao final da concessão, que vigora até 2062).

Pelo que os matutinos apuraram, dos 1326 milhões de euros previstos para a primeira fase, é o AHD o que vai receber a maior fatia de, com 650 milhões de euros previstos, mais 130 do que os 520 milhões previstos para o Montijo. Depois, há mais 160 milhões previstos para pagar à Força Aérea e para acessibilidades. Mais: no Plano Nacional de Investimentos 2030 está inscrita uma segunda fase da expansão do Aeroporto de Lisboa que, a partir de 2022, significará um investimento de 600 milhões de euros.

Em contrapartida ao financiamento do projecto, a ANA poderá manter o crescimento das taxas aeroportuárias. Porém, o Governo terá alterado a fórmula de cálculo destas.

Este novo sistema vai vigorar pelo menos entre 2023 e 2033, não sendo claro como é que funcionará a partir daí. Segundo o “Público”, as taxas aeroportuárias no Montijo deverão ser cerca de 80 a 85% mais baixas do que as praticadas no AHD.