Coletes amarelos. Ouça a análise de Pascal de Lima

 A saga dos Coletes Amarelos. O fracasso de uma certa ideia da social-democracia e do ascensor social.  Volte a ouvir aqui a análise (crónica desta terça-feira) de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo:

Benfica sofre goleada em Munique e segue para a Liga Europa

O Benfica ficou hoje fora da luta pelo acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões em futebol, ao ser goleado por 5-1 no reduto do Bayern Munique, que se qualificou, na quinta jornada do Grupo E.

Arjen Robben, aos 13 e 30 minutos, Robert Lewandowski, aos 36 e 51, e Franck Ribéry, aos 76, apontaram os tentos dos bávaros, enquanto Gedson Fernandes, aos 46, faturou para os ‘encarnados’, que seguem para a Liga Europa.

Na classificação, em que falta só determinar quem será o primeiro classificado, os bávaros lideram, com 13 pontos, contra 11 do Ajax, quatro do Benfica e nenhum do AEK Atenas, que visita a Luz na última ronda, em jogo para ‘cumprir calendário’.

Resultados da 5ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

As contas de cada grupos, quem está já apurados para os oitavos de final e quem transita para a Liga Europa.

 

Grupo E

AEK Atenas – Ajax, 0-2

Bayern – Benfica, 5-1

Bayern e Ajax apurados para os oitavos de final da Liga dos Campeões.

Benfica segue para a Liga Europa.

 

Grupo F

Hoffenheim – Shakhtar Donetsk, 2-3

Lyon – Manchester City, 2-2

Manchester City apurado para os oitavos de final da Liga dos Campeões.

Lyon e Shakhtar discutem na última jornada o segundo lugar e passagem aos oitavos.

 

Grupo G:

CSKA Moscovo – Viktoria Plzen, 1-2

Roma – Real Madrid, 0-2

Real Madrid e Roma apurados para os oitavos de final da Liga dos Campeões.

CSKA Moscovo e Viktoria Plzen discutem na última jornada acesso à Liga Europa.

 

Grupo H:

Juventus – Valência, 1-0

Manchester United – Young Boys, 1-0

Juventus e Manchester United nos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Valência segue para a Liga Europa.

Alfa/Lusa.

Marcelo Rebelo de Sousa felicita equipa da telenovela « Ouro Verde » por vitória nos Emmy

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou hoje a TVI e a Produtora Plural pela atribuição de um Prémio Emmy International à telenovela “Ouro Verde”, na passada semana, em Nova Iorque.

 

 

« Uma distinção que leva o nome de Portugal ao mundo e que contribui, através da ficção televisiva, para a promoção da língua, da música e da cultura portuguesa, e que constitui um estímulo para os profissionais envolvidos e para todos os cidadãos, com o reconhecimento da competência e da qualidade nacionais nos palcos internacionais », lê-se na mensagem publicada hoje na página oficial da Presidência da República, na Internet.

A telenovela portuguesa “Ouro Verde”, da produtora Plural Entertainment Portugal, foi distinguida no passado dia 20 nos International Emmy Awards, em Nova Iorque.

“Ouro Verde”, da autoria de Maria João Costa, protagonizada por Diogo Morgado e Joana de Verona, disputava a categoria Telenovela com “Cesur ve Guzel”, “Istanbullu Gelin”, ambas da Turquia, e “Paquita La Del Barrio”, do México.

“Ouro Verde” foi emitida na TVI entre janeiro e outubro do ano passado.

A primeira telenovela portuguesa distinguida com um Emmy Internacional foi “Meu Amor”, em 2010, também emitida na TVI, protagonizada por Margarida Marinho, Alexandra Lencastre e Rita Pereira.

No ano seguinte, Portugal voltou a vencer na categoria Telenovela dos Emmy Internacional, com “Laços de Sangue”, telenovela emitida na SIC, protagonizada por Joana Santos, Diana Chaves e Diogo Morgado.

Depois disso, Portugal somou apenas nomeações naquela categoria: “Remédio Santo” (TVI) e “Rosa Fogo” (SIC), em 2012, “Belmonte” (TVI), em 2014, e “Mulheres” (TVI), em 2015.

Fundada em 1969, a Academia Internacional das Artes e Ciências da Televisão dos Estados Unidos é uma organização que está representada por membros de mais de 60 países e de cerca de 500 empresas da indústria televisiva.

Alfa/Lusa.

Museu do Caramulo recebe exposição sobre os 120 anos da Renault

Oito dos modelos mais emblemáticos da marca francesa Renault, nas suas versões mais especiais e raras, vão estar expostos no Museu do Caramulo, em Tondela, a partir de sábado.

A exposição “Renault: 120 anos na estrada”, que ficará patente até 31 de março de 2019, assinala o aniversário da marca.

Segundo o Museu do Caramulo, ficarão expostos modelos como “o Renault R5 Turbo, a Renault 4L, o Renault 8 Gordini ou a carrinha comercial Renault Estafette, além do raríssimo Renault 20HP de 1912, o modelo mais antigo da marca em Portugal”.

O museu recorda que Renault era o apelido dos irmãos Louis, Fernand e Marcel que, “há 120 anos, fundaram a Société Renault Fréres, lançando as bases para um dos mais importantes construtores de automóveis”.

Se Louis “era um predestinado da mecânica, uma característica essencial para ser um pioneiro do automóvel”, Fernand “era o mais talentoso no que dizia respeito aos negócios”, tendo sido “fundamental para criar a rede de filiais noutros mercados”.

Já Marcel, “o mais novo dos três irmãos, era um habilidoso piloto de automóveis” e, “com as suas inúmeras vitórias, contribuiu de forma decisiva para dar a conhecer os automóveis Renault”, recorda.

Segundo o Museu do Caramulo, “o percurso dos fundadores e da própria marca ao longo destes 120 anos dava um romance com muitas páginas”.

“Dos três irmãos, apenas Louis continuaria a liderar a Renault, já que Marcel morreu em 1903, na sequência de um acidente na corrida Paris-Madrid. E Fernand vendeu-lhe a sua participação em 1908, morrendo um ano depois, por doença”, refere.

Desta longa história, o museu recorda, por exemplo, as dificuldades sentidas pela Renault depois da segunda Guerra Mundial e a necessidade de criar “automóveis simples, acessíveis e económicos”.

Foi assim que nasceu o 4CV, ou Renault “Joaninha”, com “motor e tração traseira, que seriam apanágio dos Renault Dauphine, R8 e R10, até ao final dos anos 1960”.

Renault 4CV  (1948-1949)

“A exceção foi o Renault 4 – verdadeiro banco de ensaios (e pau para toda a obra) – para os modelos de tração à frente que vieram depois, como o 16, o 5 e o 12. Pouco a pouco, a Renault conquistou espaço e tornou-se uma das marcas europeias mais vendidas”, acrescenta.

O Museu do Caramulo refere que “a Renault, mérito dos seus responsáveis em diversas épocas, teve sempre o condão de se adaptar ao seu tempo”, sendo que, por vezes, até se antecipou.

“Os motores turbo, que agora parecem ser a tábua de salvação dos motores de combustão, foram popularizados pela Renault nos anos 1980. A carroçaria monovolume foi também difundida em grande escala pela Renault, com a Espace. E o Renault Zoe foi um dos primeiros automóveis elétricos produzidos em série, a partir de 2012”, exemplifica.

Alfa/Lusa.

Petit é o novo treinador do Marítimo

Petit foi hoje anunciado como novo treinador do Marítimo, sucedendo a Cláudio Braga, para orientar o emblema madeirense, 13.º classificado da I Liga portuguesa de futebol.

O antigo médio, 57 vezes internacional A por Portugal, passou por clubes como Benfica, Boavista e os alemães do Colónia, tendo ‘pendurado as chuteiras’ na temporada 2012/13, a mesma em que iniciou a carreira de treinador, ao serviço dos ‘axadrezados’.

Depois de treinar o Boavista, Petit orientou Tondela, Moreirense por duas vezes e Paços de Ferreira.

O Marítimo leva uma série de dez jogos sem vencer, com cinco derrotas consecutivas.

Alfa/Lusa.

Crise dos Coletes Amarelos. Macron propõe debate nacional de três meses

Para tentar conter o movimento dos « coletes amarelos », o Presidente Emmanuel Macron propôs esta terça-feira o lançamento de uma « grande concertação de terreno », durante três meses, sobre as políticas públicas e fiscais, o desenvolvimento das regiões e a transição ecológica.

Os « coletes amarelos » foram convidados a participar no debate com outros atores franceses, políticos ou associativos.

Apesar da novidade desta proposta, o Presidente não anunciou uma mudança de orientação sobre as taxas e os preços dos carburantes, que é uma das principais reivindicações do movimento dos « coletes amarelos ».

Emmanuel Macron falava durante a apresentação da sua política energética para os próximos anos.

Sobre as revindicações concretas do movimento social que se radicalizou no passado fim de semana com incidentes graves em Paris, Emmanuel Macron foi vago e no fundo limitou-se a anunciar o debate nacional durante três meses.

Deseja desse modo travar, sem ceder, os protestos dos « coletes amarelos ».

Reconheceu no entanto as dificuldades dos franceses mais desfavorecidos e anunciou que, no futuro, as taxas sobre os preços dos carburantes serão adaptadas ao preço do petróleo.

Sonda que vai estudar o interior de Marte aterrou no planeta

A sonda que vai estudar o interior de Marte aterrou no planeta, anunciou a agência espacial norte-americana NASA.

A aterragem, pouco antes das 21:00 de Paris, foi aplaudida no centro de controlo da missão InSight.

Segundo a Agência France Press, o anúncio da aterragem pela controladora desencadeou a euforia dos engenheiros e cientistas que acompanhavam ansiosamente as notícias na sala de operações no centro de Pasadena, Califórnia.

Todas as etapas da descida se desenrolaram conforme as previsões.

Entretanto, chegou já a primeira imagem fotográfica captada pela sonda na superfície marciana, com uma definição algo nebulosa, devido às poeiras levantadas com o impacto da sonda. A informação está a ser transmitida quase em directo por dois microsatélites.

Alfa/RTP/BFMTV.

França mantém intenção de aumentar impostos sobre os combustíveis

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O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse na ocasião estar ciente do desconforto que há por “uma França que não encontrou o seu lugar na globalização” e que sofre pela desindustrialização de algumas regiões.

As autoridades francesas mantêm a intenção de aumentar os impostos sobre os combustíveis, apesar dos protestos do coletivo « coletes amarelos », que no sábado protagonizou graves confrontos com a polícia em Paris, anunciou esta segunda-feira fonte oficial.

O anúncio foi feito hoje de manhã pelo porta-voz do Governo francês, Benjamin Griveaux, numa conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros.

O Presidente Emmanuel Macron disse na ocasião estar ciente do desconforto que há por « uma França que não encontrou o seu lugar na globalização », e que, entre outras coisas, sofre pela desindustrialização de algumas regiões.

Griveaux disse que o Governo convocou uma cimeira para terça-feira sobre a transição ecológica, na qual se espera que se aborde uma ampla gama de questões relacionadas com a energia e transportes.

Os « coletes amarelos » são um movimento que surgiu à margem dos partidos e sindicatos, e que inicialmente protestaram contra o aumento dos combustíveis mas depois alargou o descontentamento em relação a várias medidas do Presidente francês, Emmanuel Macron.

Uma delegação de oito pessoas do movimento foi entretanto criada para « realizar contactos sérios e necessários com os representantes do Estado e do seu Governo e levar uma série de reivindicações », declarou o movimento num comunicado hoje divulgado.

Na reunião de hoje de manhã, o Conselho de Ministros aprovou um projeto de lei de Orientação da Mobilidade, que prevê o aumento do investimento para a manutenção das redes rodoviárias e ferroviárias, em paralelo renunciando à construção de novas grandes infraestruturas.

A ministra dos Transportes, Elisabeth Borne, detalhou algumas das medidas incluídas, como um investimento de 2.600 milhões de euros para aumentar a oferta de comboios onde há mais necessidade e a implantação de frotas de veículos elétricos em áreas com problemas de oferta dos transportes públicos.

A iniciativa do Governo também suporta em até 400 euros por ano aqueles que viajam para o trabalho de bicicleta ou partilham o carro.

Além disso foi adiada a introdução de um imposto a camiões que utilizam as estradas sem portagens, que o Governo pretende taxar em especial as transportadoras estrangeiras.

A ministra justificou o atraso com o fundamento de que o financiamento para infraestruturas em 2017 já está coberto com o Orçamento aprovado para esse ano e acrescentou que « não é bom se apressar », mas « pensar » e tentar encontrar um consenso.

De qualquer forma, acrescentou que 500 milhões de euros por ano serão necessários a partir de 2020 para o setor.

Para fazer face à manifestação de sábado, em Paris, a polícia usou no sábado 5.000 granadas de gás lacrimogéneo e os bombeiros extinguiram « mais de uma centena de incêndios ».

O número de vítimas é de 31 pessoas feridas, 24 entre os manifestantes, um mais seriamente na mão – provavelmente por querer pegar uma granada – e sete entre a polícia, dos quais um ficou gravemente ferido », sublinhou o chefe da polícia de Paris.

A procuradoria de Paris confirmou hoje a detenção de 28 « coletes amarelos » e anunciou que 47 das 103 pessoas detidas nos incidentes de sábado na capital francesa já foram ouvidas por juízes.

Lusa/Jornal Expresso.

Liga Portuguesa tem o 15º salário médio mais alto do mundo

Sports Intelligence realizou um retrato financeiro do futebol mundial em 2018.

A consultora financeira realizou um ranking, relativo aos salários médios anuais pagos em cada campeonato, e o português surge na 15.ª posição.

A média salarial dos 18 clubes da Liga é de 307 mil euros, muito longe dos 3,4 milhões de euros pagos em Inglaterra, país com onde o campeonato tem o salário médio mais alto.

A título de curiosidade, São Marino é o clube onde o valor é mais baixo (2 mil euros).

Top 10 dos campeonatos com salário médio mais alto

País Salário médio anual
1.Inglaterra 3,4 milhões de euros
2.Espanha 2,5 milhões de euros
3.Itália 1,7 milhões de euros
4.Alemanha 1,6 milhões de euros
5.França 1,2 milhões de euros
6.China 903 mil euros
7.Rússia 753 mil euros
8.Turquia 742 mil euros
9. Brasil 576 mil euros
10.Canadá 446 mil euros
(..) 15. Portugal 307 mil euros

Violência: Domicílio é o « lugar mais perigoso para as mulheres »

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Mais de metade das mulheres assassinadas no mundo em 2017 foram mortas pelo companheiro ou familiares, o que faz da própria casa « o lugar mais perigoso do mundo para uma mulher », indica um estudo da ONU.

Neste estudo difundido por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, assinalado no domingo, o gabinete da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC) calculou que de um total de 87 mil homicídios de mulheres registados em todo o mundo no ano passado, cerca de 50 mil (58%) foram cometidos por companheiros ou familiares.

Cerca de 30 mil (34%) homicídios foram perpetrados pelo parceiro da vítima.

« Isto significa que cerca de seis mulheres são mortas em cada hora por alguém que elas conhecem », observou o gabinete da ONU, com sede em Viena.

A grande maioria (cerca de 80%) das vítimas de homicídios no mundo são homens e « as mulheres continuam a pagar o preço mais elevado em termos de desigualdade entre homens e mulheres, de discriminação e de estereótipos negativos », declarou o chefe do gabinete da ONU, Iuri Fedotov.

« Elas são também aquelas com mais probabilidade de serem mortas pelo companheiro ou familiares (…) o que faz do domicílio o local mais perigoso para uma mulher », sublinhou.

« O facto das mulheres continuarem a ser vítimas deste tipo de violências mais que os homens denota um desequilíbrio nas relações de poder entre homens e mulheres na esfera doméstica », acrescentou.

De acordo com os cálculos do UNODC, a taxa global de mulheres vítimas de homicídio eleva-se a 1,3 vítimas por 100 mil mulheres.

A África e as Américas são as regiões do mundo onde as mulheres correm maior risco de serem mortas pelo companheiro ou familiar.

Em África, a taxa é de 3,2 vítimas por 100 mil mulheres. Nas Américas, 1,6, na Oceânia 1,3 e na Ásia 0,9.

A taxa mais baixa observa-se na Europa, onde é de 0,7.

A ONU acrescentou que « nenhum progresso tangível » para combater este crime foi conseguido nos últimos anos, « apesar das legislações e de programas desenvolvidos para erradicar a violência contra as mulheres ».

As conclusões do relatório « sublinham a necessidade de uma prevenção da criminalidade e de uma justiça penal eficazes para enfrentar a violência contra as mulheres ».

O documento defendeu também uma melhor coordenação entre a polícia e a justiça para que os autores da violência sejam responsabilizados pelos atos.

O relatório sublinhou ainda a importância de implicar os homens nas soluções, nomeadamente através da educação nas idades mais jovens.

Alfa/Lusa