Espanha pensa em Portugal para Mundial-2030

De acordo com a Cadena Ser, Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, e Luis Rubiales, presidente da federação espanhola, estiveram reunidos com Gianni Infantino para discutir a organização do Mundial-2030.

Os próximos dois Mundiais já estão atribuídos: 2022 no Catar e 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México.

A mesma fonte avança que foram colocados em cima da mesa dois cenários:

– Uma candidatura a solo, à semelhança do que aconteceu em 1982;

– Uma candidatura tripartida, com a ajuda de Portugal e Marrocos, fazendo deste o primeiro Mundial a disputar-se em dois continentes ao mesmo tempo.

Certo é que uma eventual candidatura espanhola vai ter a concorrência de uma união sul-americana composta por Uruguai, Paraguai e Argentina que quer marcar o centenário do Campeonato do Mundo com a realização do torneio onde começou originalmente: Uruguai, em 1930.

Hugo Lloris proíbido de conduzir

O campeão do mundo Hugo Lloris, conheceu esta quarta-feira a sentença após ter sido apanhado a conduzir alcoolizado. O tribunal determinou uma proibição de conduzir durante 20 meses e uma multa de 56 200 euros.

Recorde-se que Hugo Lloris foi apanhado pela polícia no centro de Londres, na noite do dia 24 de agosto. Quando foi ao balão registava uma taxa de 0.80, sendo que o limite no Reino Unido é de 0.35.

De acordo com a imprensa inglesa, o guarda-redes estava a regressar a casa após um jantar com Olivier Giroud e Laurent Koscileny, compatriotas que jogam no Chelsea e Arsenal, clubes londrinos e rivais do Tottenham.

Português ganha medalha de prata nas Olimpíadas de Informática no Japão

Estudante português de Chaves ganha medalha de prata nas Olimpíadas de Informática no Japão

O aluno do 11.º ano de uma escola de Chaves alcançou o melhor resultado de sempre para Portugal, que participa na competição desde 1992.

Um aluno português conquistou, pela primeira vez, a medalha de prata nas Olimpíadas Internacionais de Informática, em Tsukuba, no Japão, onde competia com mais de 300 alunos de 87 países e regiões.

De acordo com o site da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI), Kevin Pucci, aluno do 11.º ano do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins, em Chaves, alcançou o melhor resultado de sempre para Portugal, que participa na competição desde 1992.

A 30.ª edição das Olimpíadas Internacionais da Informática decorreu entre 1 e 8 de Setembro na cidade de Tsukuba, no Japão, e pôs à prova os conhecimentos informáticos e de programação de 335 alunos de 87 países ou regiões. Durante dois dias, os alunos participaram em competições de cinco horas, com três problemas diários.

Portugal acumula agora no seu histórico uma medalha de prata e oito medalhas de bronze: duas em 2017, uma em 2016, duas em 2012, uma em 2011, uma em 2009 e uma em 2002. Portugal participa neste evento desde 1992, com os melhores alunos seleccionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI.

Portugal vence no País de Gales e continua na corrida ao Europeu de sub-21

A seleção portuguesa de futebol de sub-21 manteve-se hoje na corrida ao Europeu da categoria, ao vencer por 2-0 no País de Gales, em encontro do Grupo 8 de apuramento, disputado em Bangur.

O ex-benfiquista André Horta, aos 35 minutos, e o benfiquista João Félix, aos 73, apontaram os tentos da formação das ‘quinas’, que jogou reduzida a 10 unidades desde os 59, altura em que Yuri Ribeiro, outro jogador do Benfica, viu o segundo cartão amarelo.

Rui Jorge (selecionador de Portugal):

Na classificação, Portugal manteve-se no terceiro lugar, com 16 pontos (oito jogos), contra 18 da Roménia (oito), que ascendeu hoje à liderança, ao vencer em casa por 2-0 a Bósnia-Herzegovina, relegada para o segundo posto, também com 18 pontos (nove).

Alfa/Lusa.

Benfica, Paços de Ferreira e Braga punidos com um jogo à porta fechada

O Conselho de Disciplina (CD) da FPF puniu hoje Benfica, Paços Ferreira e Sporting Braga com um jogo à porta fechada devido ao comportamento dos seus adeptos em jogos da época 2017/18, confirmou fonte do CD à Agência Lusa.

Segundo a fonte, o castigo é passível de recurso para o Pleno do CD e, se for remetido pelos clubes punidos, terá efeito suspensivo da decisão. No entanto, caso não recorram, o castigo será executado já na próxima jornada.

Se a decisão do recurso for confirmada pelo Pleno do CD, Benfica, Paços Ferreira e Sporting Braga poderão ainda recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto, embora neste caso o recurso não tenha efeito suspensivo, a não ser que este seja pedido expressamente ou interposta uma providência cautelar, e uma delas seja deferida.

De recordar que o Benfica já tinha sido punido com um jogo à porta fechada pelo Instituto Português do Desporto e Juventude por alegado apoio a claques ilegais, castigo do qual os ‘encarnados’ recorreram, o que levou à suspensão do mesmo.

Em relação a estes castigos, o Benfica segundo diz o jornal a BOLA, vai recorrer ao pleno do Conselho de Justiça. Desta forma, o castigo fica suspenso até haver uma decisão deste órgão.

Entretanto, o Sporting de Braga anunciou também que vai recorrer, ficando o castigo, desde logo, suspenso.

Em comunicado, a SAD ‘arsenalista’ frisa a « surpresa » com que recebeu a punição e anuncia « o recurso, com efeitos suspensivos », para o Pleno do CD federativo, « ao qual esta sociedade vai apelar por entender que a pena aplicada é desconforme com os factos imputados ».

Em relação ao Paços de Ferreira ainda não tomou a decisão de recorrer do castigo, confirmou o seu canal oficial de comunicação.

« O clube tem cinco dias para recorrer e durante esse período de tempo tomará uma decisão », foi a resposta, por mensagem, avançada à agência Lusa pelo gabinete de comunicação do clube da II Liga de futebol.

Alfa/Lusa.

Fome no mundo aumenta pelo terceiro ano consecutivo, diz a ONU

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Mais de 820 milhões de pessoas passam fome, sobretudo nas regiões da América do Sul e em África.

Foto: REUTERS/Arquivo

Cerca de 821 milhões de pessoas no mundo passam fome, revelou esta terça-feira a ONU, traduzindo um aumento para níveis de há dez anos que se sente mais na América do Sul e na maior parte de África.

O número é apontado pela agência das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FAO, na sigla em inglês) no relatório sobre o estado da segurança alimentar e nutrição de 2018, divulgado hoje, em que se confirma a tendência para o aumento da fome no mundo pelo terceiro ano consecutivo, passando de 804 milhões em 2016 para 821 milhões em 2017.

« A variabilidade do clima, que afeta os padrões da chuva e as estações, bem como extremos climáticos como secas e inundações estão entre as principais causas do aumento da fome, além dos conflitos e abrandamentos económicos », considera a FAO.

Em números totais, uma em cada nove pessoas passa fome, com 515 milhões na Ásia, 256,5 milhões em África e 39 milhões na América Latina e Caraíbas,

Apesar de a erradicação da fome ser um dos objetivos para o desenvolvimento a atingir até 2030, « os sinais alarmantes do aumento da insegurança alimentar e diversas formas de má alimentação », desde a obesidade nos adultos aos atrasos de crescimento nas crianças.

Cerca de 672 milhões de adultos, ou 13% do total, são obesos e 38,3 milhões de crianças com menos de cinco anos também.

A obesidade é mais sentida na América do Norte, mas também está a aumentar na África e na Ásia, onde coexiste com a subnutrição.

Nestas regiões, a comida nutritiva é mais cara, um dos fatores que contribui para a obesidade.

Por contraste, mais de 200 milhões de crianças (29,7%) têm peso ou altura a menos para a idade. Ambas são áreas em que a falta de progresso é clara, afirma a FAO.

Além disso, é « vergonhoso » que um terço das mulheres em idade reprodutiva esteja anémica, o que se reflete nelas próprias e nas crianças.

Há « sinais alarmantes do aumento da insegurança alimentar e de níveis elevados de diferentes formas de problemas alimentares » que são « um claro aviso de que há muito trabalho a fazer para ninguém ficar para trás », defendem numa posição conjunta os responsáveis da ONU para a alimentação, agricultura, crianças e saúde.

Portugal está em linha com os países europeus, mantendo uma taxa inferior a 2,5 por cento da população com sinais de subnutrição desde 2004/2006. A obesidade, no entanto, aumentou entre os adultos, de 21% em 2012 para 23,2% em 2016.

O impacto das alterações climáticas na produção de alimentos essenciais como o trigo, arroz e milho nas regiões tropicais e temperadas aumentará se as temperaturas continuarem a subir, alerta a FAO.

O apelo da FAO é para que aumentem os esforços para garantir o acesso a alimentos nutritivos, prestando especial atenção às partes da população mais vulneráveis: bebés, crianças com menos de cinco anos, em idade escolar, raparigas adolescentes e mulheres.

 

Alfa/Lusa/TSF

Centro Pompidou em Paris vai incorporar duas obras de Rui Chafes

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O Centro Pompidou, em Paris, vai ter duas obras de Rui Chafes que vão ser apresentadas no dia em que o escultor inaugura, na delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian, uma exposição com obras de Alberto Giacometti.

A 01 de outubro, as esculturas « Carne Invisível » e « Carne Misteriosa » (2013) vão ser apresentadas e expostas no seio da coleção permanente do Musée National d’Art Moderne, na sala 32, graças a uma doação anónima que leva, pela primeira vez, obras de Rui Chafes para o Pompidou.

As obras tinham sido mostradas em Paris, em 2017, na Galerie Mendes, no âmbito do projeto Lusoscopia do Instituto Camões em França, quando o galerista Philippe Mendes deu ao escultor português ‘carta branca’ para expor trabalhos no meio de pinturas dos séculos XVI e XVII.

Também a 01 de outubro, a Gulbenkian de Paris vai inaugurar, a exposição « Gris, Vide, Cris », com obras de Rui Chafes e Alberto Giacometti que estará patente ao público de 03 de outubro a 16 de dezembro.

A mostra pretende « proporcionar um encontro » entre o artista suíço, que morreu em 1966, e o artista português, que nasceu em 1966, e vai contar com 11 esculturas e quatro desenhos de Alberto Giacometti, tendo todas as esculturas de Rui Chafes – exceto uma – sido concebidas para este projeto.

« Achei que havia muitos pontos de encontro, sobretudo imateriais, entre a obra de Giacometti e de Rui Chafes. É uma ideia não de um diálogo mas, sobretudo, proporcionar um encontro », disse à agência Lusa, em janeiro, Helena de Freitas, a comissária da exposição.

O projeto desenvolveu-se a partir de uma pesquisa sobre o léxico comum aos artistas, como a intemporalidade, a desmaterialização e o vazio que são conceitos « que eles desenvolvem de uma forma material muito diferente em tempos diferentes », o que pode transformar o projeto em algo « luminoso », de acordo com a curadora que, em 2016, comissariou a retrospetiva de Amadeo de Souza Cardoso, no Grand Palais, em Paris.

« Digamos que há um território de cumplicidade e esse território é até mais imaterial do que material, ou seja, o Rui Chafes não foi escolhido por fazer obras parecidas com as do Giacometti porque, de facto, até é possível pensar, em termos de realização material, em situações de contraste », continuou Helena de Freitas.

No seu livro « O Silêncio de? » (1998), Rui Chafes escreveu que, « juntamente com Joseph Beuys, A. Giacometti é talvez o grande escultor do pós-guerra » que tomou « o caminho da negação, da redução, da austeridade e ascetismo » e que criou « um espaço calcinado », abrindo caminho para a « moderna escultura: a escultura da consciência ».

Nascido em Lisboa, Rui Chafes fez o curso de Escultura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, entre 1984 e 1989, e estudou na Kunstakademie Düsseldorf, de 1990 a 1992, com Gerhard Merz, tendo sido galardoado com o Prémio Pessoa, em 2015, e com o Prémio de Escultura Robert-Jacobsen, na Alemanha, em 2004.

Em 1995, Rui Chafes representou Portugal, juntamente com José Pedro Croft e Pedro Cabrita Reis, na 46.ª Bienal de Arte de Veneza, e, em 2004, participou na 26.ª Bienal de S. Paulo, com um projeto conjunto com Vera Mantero, tendo, ainda, em 2013, sido um dos artistas internacionais convidados para expor no Pavilhão da República de Cuba, na 55.ª Bienal de Veneza.

O seu trabalho tem sido exposto em Portugal e no estrangeiro, desde meados dos anos oitenta e, em 2014, apresentou a exposição antológica « O peso do paraíso », no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O artista, que tem muitas obras colocadas em espaços públicos internacionais de forma permanente, instalou, em 2008, uma escultura em Champigny-sur-Marne, nos arredores de Paris, em homenagem à emigração portuguesa.

Alfa/Lusa

Rádio Alfa. Mudanças na GRELHA de programas. A partir de 17/9

A partir de 17/9. Mudanças na GRELHA e novos PROGRAMAS para a temporada 2018/2019

A grelha da rentrée da Rádio Alfa entrará em vigor na segunda-feira, 17/09/2018.

Alterações em relação à grelha atual (de segunda a sexta) :

BOM DIA! Programa da Manhã – 6h/10h. Animadoras: Ester de Sousa e Magali Antunes. Olívia Vaz continua como jornalista permanente e Manuel Alexandre idem,  este no desporto. Acorde bem disposto, com boa música, boa disposição e com o essencial de toda a informação. Inclui crónicas diárias com temas sempre diferentes e entrevistas.

INTERCÂMBIO. Programa 10h/12h. Animador: Fernando Silva. Programa de informação geral (mesmos jornalistas) e música. Inclui informação útil para os ouvintes: consular, jurídica, administrativa e social, bem como desporto, crónicas e entrevistas sobre temas variados. Ouvintes poderão participar no programa com perguntas aos especialistas convidados. Em certos dias da semana, o programa terá a participação das regiões francesas para onde já emitimos, ou vamos emitir em breve, em DAB (rede digital de rádio). Colaborador na região de Lille, para onde já emitimos: José Freitas (Rádio Triunfo)

SÓ ENTRE NÓS– 12h/16h. Animador: Paulo Salgado. Programa idêntico ao atual, mas com horário mais longo. Música e informação geral, incluindo especial desporto e informação em direito de Portugal, bem como crónicas diárias e variadas, designadamente sobre gastronomia, cinema, televisão e livros. 

NUNCA É TARDE – 16h/20h. Animador: Vítor Santos.  Jornalistas: Ricardo José e Manuel Alexandre (este no desporto). Música e informação útil para o seu regresso a casa. Entrevistas a artistas e outros, crónicas e TOP’s das músicas mais vendidas em Portugal, Brasil e França. Inclui rúbricas habituais do atual Nunca é Tarde, que muda de horário.

SUAVIDADE NOTURNA, às quartas, 21h/23h. Música e Poesia. Animadora: Ana Bela Cunha. Música e poesia, para as suas noites das quartas-feiras. Participação de poetas lusófonos – convidados – residentes em França e antena aberta à participação dos ouvintes. 

Nos restantes dias e horários mantem-se a programação atual.

Esteja atento à Rádio Alfa. Somos a rádio da lusofonia em França e fizemos as mudanças na grelha a pensar em si. Ligue-se à sua rádio em FM ou DAB em Paris e Lille. Escute em todo o mundo através do nosso site radioalfa.net.

Visite o site da sua rádio: siga toda a informação também no site e na nossa página Facebook. O nosso site foi também, recentemente, completamente modificado e modernizado – sempre a pensar si.

Rádio Alfa, sempre em mudança, sempre com a mesma qualidade e exigência. 

 

 

Vera, o robô que contrata humanos. Procura emprego? Está preparado para falar com um robô?

Alfa – Um trabalho do Expresso (leia mais em expresso.pt)

Está preparado para que seja um robô a fazer-lhe uma entrevista de emprego?

A robô Vera é uma criação de uma startup russa e está a apoiar multinacionais de vários sectores de atividade no recrutamento Foto D.R.

A robô Vera é uma criação de uma startup russa e está a apoiar multinacionais de vários sectores de atividade no recrutamentoFOTO D.R.

Quer trabalhar para o gigante sueco de mobiliário IKEA, para a multinacional de cosmética L’Oreal ou para a Pepsi? Então prepare-se para conhecer Vera, o robô que contrata humanos

TEXTO CÁTIA MATEUS

Poucos consultores de recrutamento conseguirão (ou poderão ambicionar) fazer num mês de trabalho o que Vera faz num dia: 1500 entrevistas a candidatos, que culminam numa shortlist de potenciais contratações a apresentar às empresas. Para o comum dos recrutadores isto poderia levar meses. É essa a vantagem da máquina sobre o homem, a capacidade de analisar a uma velocidade recorde quantidades massivas de dados e organizá-las de modo a que façam sentido e tenham uma utilidade prática. E é esse o trunfo de Vera. Resta saber se será suficiente para revolucionar o sector do recrutamento.

Mas quem é Vera, afinal? Vera é o robô-recrutador desenvolvido por uma startup russa, em 2017, que no último ano tem ajudado mais de 200 empresas – entre elas os gigantes Ikea, L’Oreal e PepsiCo, Microsoft, Burger King e Auchan – a preencher as suas vagas com os candidatos certos (sim, são humanos!). E não perca tempo a questionar se é possível ser entrevistado por um robô num processo de recrutamento. É, já está a acontecer e a questão certa é quando lhe vai tocar a si e se está preparado para isso. Mas lá iremos. Primeiro deixe-me apresentar-lhe Vera. Vai certamente cruzar-se com ela, ou com outro robô semelhante, a breve prazo.

Vera está formatada (no sentido literal do termo) para ajudar as empresas a encontrar o candidato certo para uma determinada função, com a maior rapidez possível e com uma margem de erro mínima. E isto implica percorrer todas as etapas do processo desde a identificação do candidato à aferição do seu interesse na função, até à realização da entrevista. E para os candidatos (que tanto se queixam da ausência de resposta de grande parte dos recrutadores) até tem um ponto a favor: Vera dá feedback regular sobre a evolução do processo de recrutamento. Ou seja, a resposta – seja ela sim ou não – está sempre garantida.

Na génese de Vera está um software de inteligência artificial que utiliza tecnologia machine learning (que dá ao robô a capacidade de aperfeiçoar as suas capacidades de conversação com a experiência) e a visão de Vladimir Sveshnikov e Alexander Uraksin, dois ex-recrutadores que quiseram criar “a Uber do recrutamento”. Mas aqui “não se pedem carros, pede-se talento”, explicavam os fundadores numa entrevista à Blooomberg. Vera combina a tecnologia de reconhecimento de voz que já conhecíamos de assistentes virtuais como Siri (Apple) ou Alexa (Amazon), com o conhecimento da Wikipedia e a informação de anúncios de emprego disponíveis em plataformas como CareerBuilder, Avito, Superjob e outras especificas das empresas.

E por esta altura já suspira de alívio ao pensar “ok, mas isto não acontece em Portugal!”, verdade? Estará certo, mas só em parte – e pode não ser por muito tempo. É que o software pode ser aplicado em Portugal, basta apenas requerê-lo aos fundadores, e o mercado de trabalho é cada vez mais global. Ou seja, se for candidato a uma função internacional numa das 200 empresas que já utilizam este software, o primeiro telefonema que vai receber para iniciar o processo de seleção será certamente o de Vera. De resto, a empresa está já a desenvolver projetos-piloto com várias empresas na Europa.

MAIS DE 50 MIL ENTREVISTAS DIÁRIAS

A robô Vera está a ser maioritariamente utilizada em empresas russas, mas está preparada para abordar outros mercados. Fala russo e inglês, a diferentes velocidades, e pode ter voz feminina ou masculina, consoante as preferências do empregador. A partir de uma descrição da função e de um conjunto de perguntas formatadas para os objetivos da empresa, Vera inicia o processo de pesquisa e revisão de currículos e cartas de apresentação de potenciais candidatos, nas várias plataformas de recrutamento.

Sempre que identifique uma correspondência entre determinado currículo e a vaga em questão, Vera vai contactar o profissional e aferir a sua disponibilidade para ser candidato. Caso esta se confirme, a robô realizará uma primeira entrevista telefónica. Numa fase final da seleção, Vera realiza uma derradeira entrevista, desta feita em formato vídeo, com os candidatos que integram a lista final a apresentar ao empregador.

“Atualmente temos 200 empresas a utilizar Vera, o que significa que o software está a conduzir cerca de 50 mil entrevistas por dia”, explicam os fundadores num balanço do projeto, acrescentando que “o software identifica os profissionais com os melhores currículos, conduz as entrevistas e seleciona para as empresas um ranking com os melhores candidatos dez vezes mais rápido do que um humano”.

O software que incorpora permite ao robô Vera responder de forma correta aos candidatos em 82% das interações. O desafio atual dos fundadores é elevar esta fasquia para os 85% nos próximos meses, ao mesmo tempo que “ensinam” Vera a identificar sinais de raiva, prazer e desilusão. Uma evolução que pode ser determinante na aceitação dos humanos a esta nova forma de recrutar talento.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Vera não é um caso único de aplicação da inteligência artificial no recrutamento, mas tal como todos os outros sistemas tem como trunfo mais imediato para as empresas a redução do tempo e dos custos associados ao processo. É basicamente impossível um consultor de recrutamento humano realizar 1500 entrevistas de emprego num dia. Uma primeira conclusão possível é de que o segredo de Vera é exatamente esse, não ser humana. Mas para os especialistas, essa pode também ser uma limitação e um sério entrave à massificação da aplicação da inteligência artificial ao sector do recrutamento.

Num artigo de opinião publicado este sábado na edição semanal do Expresso, Amândio da Fonseca, administrador do Grupo Egor, defendia que “apesar dos desenvolvimentos do software e dos algoritmos de aprendizagem, está ainda por descobrir uma aplicação informática que consiga persuadir uma pessoa a mudar de emprego, aconselhá-la nas opções de carreira, fazer a ponte no processo de negociação entre a empresa e o candidato”.

Para o especialista, as máquinas estão longe de poder substituir a intervenção humana quando se trata de identificar talento. “As novas tecnologias obrigaram as principais empresas do setor a dotarem-se de meios tecnológicos avançados e os profissionais de recrutamento a assumirem um papel mais interveniente na facilitação da mobilidade dos candidatos e mais preparados para resolver equações humanas que, pela complexidade das motivações, sentimentos e emoções que uma mudança na vida pessoal e profissional arrasta, as máquinas não conseguem resolver”.

E num processo de recrutamento, garante o especialista, há muita coisa que a tecnologia não consegue resolver. Na verdade, poucos humanos estarão preparados para ser entrevistados, sem embaraço nem constrangimento, por uma máquina. Já se imaginou a ser inquirido por um robô sobre o seu percurso de carreira e ambições profissionais e ter uma máquina a analisar e avaliar o seu discurso, vocabulário e tom de voz, sabendo que isso pode ditar o sim ou não na conquista de um emprego?

E estará a máquina à altura de conseguir contextualizar tudo isto e enquadrá-lo no ambiente em que decorre a entrevista, equacionando fatores como a emoção do candidato, o seu estado de espírito ou a inibição própria de quem não está à vontade em ser entrevistado por uma máquina? Por outras palavras, conseguirá um robô fazer uma análise “humana” e identificar um bom candidato mas que é atraiçoado pelo constrangimento de uma entrevista nestes moldes?

A resposta parece óbvia e faz tremer a maioria dos candidatos. Mas a verdade é que, com todas as limitações que ainda lhe reconhecemos, a inteligência artificial está a ganhar cada vez mais adeptos entre as empresas que procuram identificar talento de forma rápida e sem grandes custos associados. A si que procura emprego, não lhe resta outro caminho senão aprender a comunicar com robôs. Vai precisar, num futuro que não está assim tão distante.

Tráfego aéreo de Lyon suspenso quatro horas por causa de automóvel na pista

Homem de 31 anos com problemas psiquiátricos obrigou à anulação de 50 voos.

O aeroporto de Lyon, aqui em França, teve de suspender o tráfego aéreo esta segunda-feira durante quatro horas porque um homem de 31 anos entrou na pista a conduzir um automóvel, tendo fugido dos carros-patrulha.

Veja o video: Euronews.