Agricultor fica com o carro atascado e descobre túmulo com 3400 anos

Um agricultor grego encontrou um túmulo com cerca de 3400 anos de antiguidade, por acidente, num terreno próximo da cidade de Ierápetra, na ilha de Creta, na Grécia.

As rodas do carro caíram num buraco quando o agricultor estava a estacionar. Ao aperceber-se que havia algo de potencialmente importante, o homem alertou as autoridades, reporta o jornal « Cretapost ».

A importância do achado foi confirmada, entretanto, por arqueólogos. Os especialistas concluíram que se trata de um túmulo, dividido em três nichos, da civilização Minoica, que dominou a ilha de Creta entre 2600 e 1100 antes de Cristo.

Entre outros objetos, o túmulo continha dois esqueletos de homem e 24 peças de cerâmica decorada. Indícios de que poderia tratar-se da tumba de pessoas importantes do período tardio da civilização Minoica foram confirmados pelo Ministério da Cultura Grego.

A civilização Minoica acabou por volta do ano 1100 antes de Cristo, mas dominou a ilha de Creta durante vários séculos. As ruínas de Knossos, um dos ex-líbris daquela cultura milenar, figuram como uma lembrança daquela que é considerada a mais antiga cidade europeia.

A civilização minoica foi descoberta pelo arqueólogo britânico Arthur Evans, no início do século XX, mas era referenciada na mitologia grega. O rei Minos foi associado na mitologia grega ao Labirinto do Minotauro, que Evans identificou em Knossos.

 

Alfa/JN

Cantora Dolores O’Riordan morreu por afogamento acidental – Oficial

A morte da vocalista da banda irlandesa The Cranberries, Dolores O’Riordan, a 15 de janeiro deste ano, foi provocada por afogamento acidental devido a uma intoxicação alcoólica, anunciaram hoje as autoridades britânicas.

De acordo com uma informação resultante do inquérito do Tribunal de Westminster, o médico legista concluiu pelo afogamento, depois de uma testemunha ter relatado que a cantora foi encontrada imersa na banheira de um hotel, no passado dia 15 de janeiro.

A cantora de 46 anos não tinha deixado qualquer carta que pudesse indicar suicídio, nem a médica legista Shirley Radcliffe encontrou indícios de lesões auto provocadas, pelo que concluiu por acidente na causa da morte.

A vocalista da banda The Cranberries estava em Londres para uma curta sessão de gravação, quando foi descoberta sem vida no hotel.

Formada em 1989, a banda de ‘pop/rock’ tornou-se mundialmente conhecida na década de 1990, com o álbum « Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We? ».

« Something Else » é o mais recente álbum da banda, editado em abril do ano passado, que inclui três novos temas e no qual revisitou alguns dos seus sucessos, acompanhada pela Orquesta de Câmara Irlandesa.

A banda atuou em Portugal em 2009, no Campo Pequeno, em Lisboa, e no ano passado cancelou a sua atuação em Cantanhede, na Beira Litoral, no âmbito da Expofacic.

The Cranberries, que protagonizaram êxitos como « Zombie », « Dreams » ou « Linger », venderam em todo o mundo mais de 40 milhões de discos.

A banda irlandesa tinha-se dissolvido em 2002, e voltou a reunir-se em 2009, realizando então uma digressão mundial, que passou por Portugal. Em 2012, editou o álbum « Roses ».

Em maio do ano passado a banda iniciou uma digressão europeia, tendo, entretanto, cancelado algumas atuações, devido a problemas de saúde da vocalista.

Dolores O’Riordan nasceu em Limerick, no sudoeste da República da Irlanda. Durante os anos de interregno da banda, editou dois álbuns a solo, « Are You Listening? » (2007) e « No Baggage » (2009).

Alfa/Lusa.

Marine Le Pen adota políticas de Matteo Salvini para as eleições europeias

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“Com todos aqueles que partilham na Europa as nossas ideias vamos, efetivamente, fazer uma revolução democrática europeia”, sublinhou a deputada francesa referindo-se às vitórias da extrema-direita em Itália e na Áustria.

Alfa/Lusa

A líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen disse hoje que para as eleições europeias vai adotar a linhas políticas de Matteo Salvini, ministro do Interior italiano, tendo em vista “uma revolução democrática” na Europa.

“[Matteo Salvini] conhece muito bem as nossas posições. Nós vamos apoiá-lo. Nós vamos, evidentemente, fazer uma campanha com as mesmas linhas políticas” disse Marine Le Pen à estação francesa Radio Classique.

Le Pen acrescentou: “Temos uma grande amizade e eu tenho um grande respeito pelo que ele [Matteo Salvini] está a tentar fazer”

“Com todos aqueles que partilham na Europa as nossas ideias vamos, efetivamente, fazer uma revolução democrática europeia”, sublinhou a deputada francesa referindo-se às vitórias da extrema-direita em Itália e na Áustria.

“O nosso objetivo não é conseguir mais um ou dois eurodeputados. O nosso objetivo é podermos constituir uma coligação maioritária no Parlamento Europeu para pararmos com o rumo louco que a União Europeia está a trilhar”, disse Marine Le Pen que não vai ser cabeça de lista, mas vai participar na campanha e nas eleições que se vão realizar em 2019.

Para Marine Le Pen “não existe Europa sem nações livres e soberanas e acusou o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, de não estar a defender a Europa mas sim a União Europeia.

“Uma estrutura antidemocrática (…) com resultados absolutamente catastróficos nos planos social e económico”, criticou referindo-se à União Europeia.

« Acusação sem fundamento » – Luís Filipe Vieira

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, reafirmou hoje a legalidade do comportamento da Benfica SAD, numa reação à acusação do Ministério Público (MP) contra aquela Sociedade Anónima Desportiva.

“A acusação em nada vem alterar a certeza anteriormente informada da total licitude dos comportamentos e atuação da Benfica SAD, neste ou em qualquer processo. Na dita acusação não existe qualquer facto, mesmo que indiciário, que permita a imputação à Benfica SAD dos crimes aí descritos”, disse Luís Filipe Vieira no estádio da Luz, numa declaração sem direito a perguntas.

É justamente, segundo Luís Filipe Vieira, a inexistência de qualquer facto que permita a imputação à Benfica SAD que « leva a crer que terá sido por esse motivo que a nenhum membro do Conselho de Administração da Benfica SAD foi feita qualquer imputação, nem contra nenhum deles foi deduzida qualquer acusação”.

Na mesma declaração, Vieira refere que a Benfica SAD, tal como sucedeu aquando da constituição de arguida neste processo, “não pode deixar de repudiar e indignar-se quanto ao tempo, modo e forma como se viu envolvida nesta acusação, sem a existência de qualquer fundamento sério que o justifique”.

“A Benfica SAD assegura a todos os benfiquistas que continuará a defender intransigentemente a reputação do Benfica, que prestará toda a colaboração ao sistema judicial e espera, com a maior brevidade, demonstrar a sua inocência neste processo, ou noutros em que tenha sido infundadamente envolvida”, disse Luís Filipe Vieira, que apelou a todos os benfiquistas que « confiem e transmitam essa confiança à licitude dos comportamentos e à seriedade da atuação da Benfica SAD, no passado, no presente e no futuro ».

O presidente dos ‘encarnados’ garante que irá atuar neste processo “com a mesma determinação com que recuperou a credibilidade do Benfica e a sua competitividade desportiva, financeira e patrimonial” e relembrou aos benfiquistas que “todas as decisões administrativas e judiciais de caráter definitivo foram favoráveis e afirmaram expressamente a licitude da Benfica SAD”.

“O debate comunicacional que certamente iremos continuar a assistir, e onde não faltarão os tradicionais julgamentos em praça pública, em nada altera a confiança e a independência dos tribunais e a certeza que as decisões judiciais definitivas limparão o bom nome e a honra do Benfica”, disse Luís Filipe Vieira, a concluir o seu depoimento, sem mencionar em momento algum o nome do assessor jurídico da SAD, Paulo Gonçalves, acusado de vários crimes pelo Ministério Público (MP) no âmbito do mesmo processo.

Na terça-feira, o MP acusou dois funcionários judiciais, a SAD do Benfica e o seu assessor jurídico Paulo Gonçalves de vários crimes, incluindo corrupção, favorecimento pessoal, peculato e falsidade informática, no âmbito do caso “e-toupeira”.

Em causa estão os crimes de corrupção passiva (e pena acessória de proibição do exercício de função), corrupção ativa e oferta ou recebimento indevido de vantagem (e na pena acessória relativa ao regime de responsabilidade penal por comportamentos suscetíveis de afetar a verdade, a lealdade e a correção da competição e do seu resultado na atividade desportiva)”.

Favorecimento pessoal, violação do segredo de justiça, violação de segredo por funcionário, peculato, acesso indevido, violação do dever de sigilo e falsidade informática são os outros crimes imputados aos acusados.

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou também hoje a instauração de um processo de inquérito, com base no comunicado judicial.

Alfa/Lusa.

Benfica SAD acusada de 30 crimes e Paulo Gonçalves de 79

A SAD do Benfica está acusada de 30 crimes no processo ‘e-toupeira’ e o seu assessor jurídico Paulo Gonçalves de 79 crimes, segundo a acusação do Ministério Público (MP) a que a agência Lusa teve hoje acesso.

O MP acusou a SAD [Sociedade Anónima Desportiva] do Benfica de um crime de corrupção ativa, de um crime de oferta ou recebimento indevido de vantagem e de 29 crimes de falsidade informática.

A acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa pede ainda que seja aplicada à SAD as penas acessórias previstas no artigo 4º do Regime de Responsabilidade Penal por Comportamentos Antidesportivos (Lei nº 50/2007) – regime de responsabilidade penal por comportamentos suscetíveis de afetar a verdade, a lealdade e a correção da competição e do seu resultado na atividade desportiva.

Aos agentes dos crimes previstos nesta lei podem ser aplicadas as seguintes penas acessórias: a) Suspensão de participação em competição desportiva por um período de 6 meses a 3 anos; b) Privação do direito a subsídios, subvenções ou incentivos outorgados pelo Estado, regiões autónomas, autarquias locais e demais pessoas coletivas públicas por um período de 1 a 5 anos; c) Proibição do exercício de profissão, função ou atividade, pública ou privada, por um período de 1 a 5 anos, tratando-se de agente desportivo.

Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica, foi acusado de 79 crimes: um de corrupção ativa, um de oferta ou recebimento indevido de vantagem, seis de violação de segredo de justiça e de 21 crimes de violação de segredo por funcionário, em coautoria com os arguidos Júlio Loureiro e José Silva (ambos funcionários judiciais).

Paulo Gonçalves está ainda acusado de 11 crimes de acesso indevido (em coautoria), de 11 crimes de violação do dever de sigilo (em coautoria) e 28 crimes de falsidade informática.

O MP acusou o oficial de justiça José Silva – o único dos arguidos em prisão preventiva – de 76 crimes: um de corrupção passiva (em coautoria), um de favorecimento pessoal, seis de violação de segredo de justiça, 21 de violação de segredo por funcionário, nove de acesso indevido, nove de violação do dever de sigilo, 28 de falsidade informática e de um crime de peculato (apropriação indevida de dinheiro público).

O arguido Júlio Loureiro, escrivão e observador de árbitros, foi também acusado de 76 crimes: um de corrupção passiva, um de recebimento indevido de vantagem, um de favorecimento pessoal, seis de violação de segredo de justiça, 21 de violação de segredo por funcionário, nove de acesso indevido, nove de violação do dever de sigilo e de 28 crimes de falsidade informática.

Devido à “gravidade dos factos imputados” aos dois funcionários judiciais e “ao modo como foram cometidos no exercício das funções publicas”, o MP pede como pena acessória que estes arguidos “não voltem a exercer funções de interesse público” por “não serem detentores da necessária confiança e probidade para tal desempenho”.

Segundo o MP, “ficou suficientemente indiciado que os arguidos com a qualidade de funcionários de justiça, pelo menos desde março de 2017, acederam a processos-crime pendentes no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Lisboa e do Porto e em outros tribunais, transmitindo as informações relevantes ao arguido colaborador da SAD, fazendo-o de acordo com a solicitação do mesmo e em benefício da mesma sociedade”.

“Tais processos tinham por objeto investigações da área do futebol ou de pessoas relacionadas com este meio, ou de clubes adversários, seus administradores ou colaboradores”, acrescenta a PGDL, salientando que as “pesquisas foram efetuadas fraudulentamente com a utilização de credenciais de terceiros, sem o seu conhecimento ou consentimento, por forma a obterem acessos encobertos, não detetáveis”.

Acresce que “tais informações foram obtidas ilicitamente tendo como contrapartida benefícios indevidos para os funcionários e vantagens ilícitas no interesse da respetiva SAD”.

“Tais condutas ocorreram, designadamente, durante as épocas desportivas 2016/2017 e 2017/2018”, lê-se na mesma nota, sustentando que, “com estes comportamentos, os arguidos puseram em risco a integridade do sistema informático da justiça, a probidade das funções públicas, os interesses da verdade e da lealdade desportiva e a integridade das investigações criminais”.

O Benfica reagiu em comunicado à acusação, prometendo “desmontar” as “absurdas e injustificadas imputações”.

Alfa/Lusa.

Fernando Santos diz que início de novo ciclo é a “oportunidade certa” para estreantes

O selecionador português de futebol disse hoje que os jogos com Croácia e Itália são a « oportunidade certa » para os jogadores estreantes e regressados, no início de um novo ciclo que finalizará no Euro2020.

« O confronto com a Croácia é sempre um jogo importante, mas também o próximo jogo com a Itália. Acho que é a oportunidade certa para que estes jogadores possam mostrar as suas capacidades, mas isso não afasta nenhum dos outros. É uma opção, são meras opções », disse Fernando Santos, em conferência de imprensa, no Estádio Algarve.

O selecionador fez a antevisão da partida com a Croácia, vice-campeã mundial, que se realiza na quinta-feira, às 19:45, no recinto algarvio, lembrando que este jogo e a partida diante da Itália, na segunda-feira, representam o início de um novo ciclo competitivo para a seleção.

« Este é o início de um ciclo que acaba no campeonato da Europa de 2020, onde vamos querer defender o título que temos. Olhando para o panorama da seleção nacional, sabemos que quando lá chegarmos alguns destes [jogadores] hão de lá estar », declarou Fernando Santos.

Em relação ao Mundial2018, a convocatória para este duplo compromisso integra dez novidades, sendo que Cláudio Ramos, Pedro Mendes, Sérgio Oliveira e Gedson Fernandes foram chamados pela primeira vez.

« Já aconteceu no campeonato do mundo em relação ao campeonato da Europa. Isto é perfeitamente normal e, como eu digo, eu não tenho tempo para ver os jogadores. Porque ver os jogadores em contexto de jogo das suas equipas é muito difícil », disse o selecionador.

Fernando Santos garantiu que « esta é a melhor convocatória para este jogo » e assumiu a responsabilidade: « Assumi-la-ei integralmente, não tenho problema nenhum. »

De acordo com o selecionador, a equipa portuguesa defrontará a Croácia com um esquema tático de ‘4-3-3′ clássico.

« Em três dias, treinei o que se pode considerar um treino. Tenho tão pouco tempo e, por isso, tenho de aproveitar todos os momentos para tentar entrosar jogadores, dar-lhes a conhecer o que pretendemos », acrescentou.

O selecionador deixou elogios à Croácia, que considera estar « ao nível de Portugal », lembrando que o jogo com os croatas no Euro2016, decidido no prolongamento, foi o melhor encontro da competição.

« É um excelente teste, com um adversário que vai querer mostrar a razão de ser apontado, tal como Portugal, candidato às provas que disputa. Não sendo favorito, assume-se sempre como candidato. Portanto, vai ser um excelente confronto e espero que a minha equipa responda bem, naturalmente, até para poder ver o crescimento desta equipa », referiu.

A seleção portuguesa, campeã europeia, defronta a Croácia, vice-campeã mundial, na quinta-feira, às 20:45 (Paris), no Estádio Algarve, num jogo particular, o primeiro desde o Mundial2018, competição na qual Portugal somou uma vitória, uma derrota e dois empates.

Alfa/Lusa.

Conselho de Disciplina da FPF abre inquérito após acusação do “e-toupeira”

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou hoje a instauração de um processo de inquérito, com base num comunicado judicial, depois de o Ministério Público (MP) ter divulgado a acusação do processo “e-toupeira”.

“Instaurado processo de inquérito, por decisão do presidente do CD, de 05 de setembro de 2018, com base em comunicado de autoridade judiciária e notícias na comunicação social. O processo foi enviado, hoje, à Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, mantendo-se em segredo até ao fim do inquérito”, lê-se no comunicado do órgão disciplinar da FPF.

Na terça-feira, o MP acusou dois funcionários judiciais, a SAD do Benfica e um seu colaborador de vários crimes, incluindo corrupção, favorecimento pessoal, peculato e falsidade informática, no caso “e-toupeira”.

Segundo a informação disponibilizada no sítio da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) na Internet, o MP “requereu o julgamento em tribunal coletivo por factos apurados no âmbito do inquérito referente aos acessos ao sistema CITIUS”, conhecido por “e-toupeira”.

Este processo envolve o assessor jurídico do Benfica, Paulo Gonçalves, que foi constituído arguido.

Em causa estão os crimes de corrupção passiva (e pena acessória de proibição do exercício de função), corrupção ativa e oferta ou recebimento indevido de vantagem (e na pena acessória relativa ao regime de responsabilidade penal por comportamentos suscetíveis de afetar a verdade, a lealdade e a correção da competição e do seu resultado na atividade desportiva)”.

Favorecimento pessoal, violação do segredo de justiça, violação de segredo por funcionário, peculato, acesso indevido, violação do dever de sigilo e falsidade informática são os outros crimes imputados aos acusados.

Segundo a mesma nota, “ficou suficientemente indiciado que os arguidos com a qualidade de funcionários de justiça, pelo menos desde março de 2017, acederam a processos-crime pendentes no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Lisboa e do Porto e em outros tribunais, transmitindo as informações relevantes ao arguido colaborador da SAD, fazendo-o de acordo com a solicitação do mesmo e em benefício da mesma sociedade”.

“Tais processos tinham por objeto investigações da área do futebol ou de pessoas relacionadas com este meio, ou de clubes adversários, seus administradores ou colaboradores”, acrescenta a PGDL, salientando que as “pesquisas foram efetuadas fraudulentamente com a utilização de credenciais de terceiros, sem o seu conhecimento ou consentimento, por forma a obterem acessos encobertos, não detetáveis”.

Acresce que “tais informações foram obtidas ilicitamente tendo como contrapartida benefícios indevidos para os funcionários e vantagens ilícitas no interesse da respetiva SAD”.

“Tais condutas ocorreram, designadamente, durante as épocas desportivas 2016/2017 e 2017/2018”, lê-se na mesma nota, sustentando que, “com estes comportamentos, os arguidos puseram em risco a integridade do sistema informático da justiça, a probidade das funções públicas, os interesses da verdade e da lealdade desportiva e a integridade das investigações criminais”.

Um dos arguidos mantém-se em prisão preventiva, esclarece a PGDL.

O Benfica reagiu em comunicado à acusação, prometendo “desmontar” as “absurdas e injustificadas imputações”.

“Mantemos a firmeza e clareza da nossa posição, anunciada logo que foi dado conhecimento público desta situação, quanto à inexistência de factos que justifiquem qualquer acusação no âmbito deste processo”, lê-se no comunicado dos ‘encarnados’.

Alfa/Lusa.

Centro inovador para tratamento do cancro do pâncreas em Portugal

A Fundação Champalimaud recebeu 50 milhões de euros para financiar um centro de investigação e tratamento inédito a nível mundial.

Os 50 milhões de euros que vão sustentar o projeto foram doados pelos mecenas Mauricio Botton Carasso e Charlotte Botton, sua mulher. A Fundação Champalimaud, que vai ser responsável pelo inovador centro de investigação e tratamento do cancro do pâncreas, fez o anúncio com « emoção ».

O novo centro, chamado « Botton Champalimaud Pancreatic Centre », vai sei o primeiro em todo o mundo a dedicar-se à pesquisa e ao tratamento do cancro do pâncreas.

Deverá abrir a 5 de outubro de 2020, em Lisboa, nos terrenos adjacentes à fundação.

Em comunicado, a Fundação Champalimaud salienta que se trata de uma grande « responsabilidade » e que exalta o facto de a família Carasso ter escolhido uma instituição filantrópica portuguesa para o desenvolvimento do centro.

Mauricio Botton Carasso representa a terceira geração da família dos judeus sefarditas Carasso, sendo neto de Isaac Carasso – que fundou a Danone, em 1919.

Oriunda de Salónica, na Grécia, a família sofreu às mãos do antissemitismo nazi, que atingiu parte da Europa durante a Primeira Guerra Mundial. Parte da família conseguiu, no entanto escapar, e, ao longo do último século, transformar a Danone numa das maiores empresas do setor dos laticínios, a nível mundial.

 

Alfa/TSF

Juntos têm 208 anos. São o casal mais velho do mundo

Casaram há 80 anos e continuam juntos. O segredo? « Paciência » da mulher.

Foto REUTERS/Kwiyeon Ha

Agência Europeia denuncia casos de exploração laboral em Portugal

Trabalhador obrigado a esconder-se numa sala frigorífica durante uma inspeção ou um empregador que cobra aos funcionários dinheiro para pagar multas entre os casos reportados.

Foto: Rodrigo Cabrita/Global Imagens

O relatório europeu sobre exploração laboral, da autoria da Agência Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA), resulta de entrevistas feitas a 237 trabalhadores migrantes adultos, entre 133 homens e 104 mulheres, que afirmaram terem sido vítimas de exploração laboral entre 2013 e 2017, sendo que 175 eram oriundos de 40 países terceiros, enquanto os restantes 62 vinham de países membros da União Europeia.

A investigação foi feita em oito Estados-membros: Bélgica, França, Alemanha, Itália, Holanda, Polónia, Portugal e o Reino Unido.

Em Portugal, a FRA encontrou casos diversos, tanto em lojas, como em fábricas, na construção civil ou na agricultura, tendo entrevistado 26 pessoas.

Encontrar formas de escapar ou, pelo menos, ser bem-sucedido nas inspeções, é algo a que muitos empregadores portugueses se dedicam, sendo comum a estratégia de esconder funcionários quando os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ou da Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT) estão nas instalações.

Um dos casos relatados diz respeito a um trabalhador, em situação irregular, que foi obrigado a esconder-se numa sala frigorífica durante três horas e que depois precisou de receber assistência médica.

Um exemplo extremo entre os treze casos detetados de trabalhadores, na Bélgica, França, Itália, Polónia e Portugal, que afirmaram que, enquanto decorriam as inspeções, eram obrigados a esconder-se na rua, nas casas de banho, arrecadações, jardins ou caves.

Por outro lado, uma agência de recrutamento em Portugal avisava os trabalhadores para dizerem, quando questionados pelos inspetores, que estavam contentes com o salário, o trabalho e as condições em que viviam.

Um empregador português do setor da construção civil só providenciava papel higiénico aos trabalhadores durante as inspeções, enquanto outros (em Itália, Portugal, Holanda e Reino Unido) ameaçavam os trabalhadores caso eles não acatassem as suas exigências, desde intimidarem-nos com despedimento, assustarem-nos com uma possível deportação ou mesmo ameaçarem retirar-lhes os filhos.

No que diz respeito às possíveis consequências das inspeções, os participantes num dos grupos de entrevistas em Portugal concordaram que, apesar de os empregadores poderem ser multados quando uma situação de exploração laboral é detetada, a maior parte das vezes não há medidas consequentes contra os patrões, enquanto os empregados podem ser prejudicados.

Um trabalhador em situação irregular em Portugal contou que os inspetores da ACT ordenaram ao patrão para regularizar a situação dos trabalhadores. O patrão não só não acatou a ordem, como exigiu a cada trabalhador o pagamento de 300 euros para alegadamente contratar um advogado que tratasse dos processos de regularização.

De acordo com o trabalhador, o patrão não contratou nenhum advogado e guardou o dinheiro para pagar possíveis multas.

Noutro caso, os inspetores da ACT detetaram dois trabalhadores em situação irregular e ordenaram ao empregador que lhes fizesse um contrato para eles poderem pedir uma autorização de residência, ao que ele acedeu.

« Uma semana depois, ele obrigou-os a assinar o fim do contrato, como se eles se tivessem despedido, mas eles continuaram lá a trabalhar só que sem qualquer contrato », contou uma trabalhadora de nacionalidade ucraniana de uma empresa de limpezas.

Apesar dos maus exemplos, a FRA também encontrou testemunhos de satisfação em relação à forma de atuação dos inspetores ou das forças policiais portugueses, apontando que se preocuparam em ouvir os trabalhadores pessoalmente — longe dos empregadores – explicaram-lhes os seus direitos e encaminharam-nos para outros serviços, consoante as necessidades.

Dezasseis trabalhadores, entre 63 pessoas que testemunharam ou experienciaram uma inspeção, apontaram que houve consequências positivas das inspeções. Dez entrevistados (oito na Holanda e dois em Portugal) foram retirados da situação de exploração e seis foram identificados como vítimas de tráfico de serem humanos (um na Bélgica, três na Holanda e dois na Polónia.

No caso de Portugal, os entrevistados sugeriram mais medidas sancionatórias e punitivas para os empregadores quando são identificadas relevantes violações de leis.

Alfa/Lusa/TSF