Guerra/Ucrânia: Putin assina o decreto que alarga as possibilidades de uso de armas nucleares

O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou hoje o decreto que alarga a possibilidade de utilização de armas nucleares, depois de os Estados Unidos terem autorizado Kiev a atacar solo russo com os mísseis de longo alcance.

A assinatura do decreto ocorre quando se assinalam mil dias da ofensiva contra a Ucrânia.

O “documento de planeamento estratégico” inclui a “posição oficial sobre a dissuasão nuclear”, “define os perigos e ameaças militares contra os quais se pode atuar com dissuasão nuclear” e garante uma resposta à “agressão” de “um potencial inimigo », quer contra a Rússia, quer « contra os seus aliados ».

O decreto, publicado no portal de documentos legais das autoridades russas, visa “melhorar a política estatal no domínio da dissuasão nuclear” e contempla a sua entrada em vigor a partir da mesma assinatura de Putin.

Putin advertiu, no final de setembro, que o seu país já poderia usar armas nucleares no caso de um « lançamento massivo » de ataques aéreos contra a Rússia e que qualquer ataque realizado por um país não nuclear, como a Ucrânia, mas apoiado por uma potência com armas atómicas, como os Estados Unidos, poderia ser considerado uma agressão « conjunta », exigindo potencialmente o uso de armas nucleares.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, autorizou a Ucrânia a atacar o território russo com mísseis de longo alcance fornecidos pelos Estados Unidos, divulgou a imprensa norte-americana no domingo.

Os mísseis norte-americanos, com um alcance máximo de várias centenas de quilómetros, permitirão à Ucrânia atingir os locais de logística do exército russo e os aeródromos de onde descolam os bombardeiros.

Os mísseis ATACMS fornecidos pelos Estados Unidos deveriam ser inicialmente utilizados na região fronteiriça russa de Kursk, onde soldados norte-coreanos foram destacados para apoiar as tropas russas, segundo a imprensa dos Estados Unidos, citando funcionários norte-americanos que falaram sob anonimato.

A decisão de Washington de autorizar a Ucrânia a utilizar estes mísseis foi uma reação à presença do destacamento de tropas norte-coreanas, segundo as mesmas fontes.

 

Com Agência Lusa.

Príncipe William surpreendeu ao quebrar o protocolo real

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Dizer que o atraso foi por causa do autocarro é para meninos!
Durante uma visita à Universidade de Ulster, em Belfast, o príncipe William surpreendeu ao quebrar o protocolo real. O momento insólito deu-se quando a estudante Samantha Johnson lhe pediu para gravar um vídeo a justificar o seu atraso às aulas.

Com boa disposição, William aceitou o pedido e disse:
Peço imensa desculpa pelo atraso, mas eles ficaram aqui presos,” referindo-se ao tempo que passou a cumprimentar os estudantes.

O vídeo foi partilhado por Samantha no TikTok e tornou-se rapidamente viral, com mais de 7 milhões de visualizações. Muitos comentaram a situação incomum, já que os membros da família real raramente participam em selfies ou gravações com o público.

@samanthaj0hns0n

#princewilliam #royalfamily #ulsteruniversity #university #lecture #late

♬ original sound – samantha

Cantor Slimane alvo de nova denúncia, desta vez por agressão sexual

Esta segunda queixa foi apresentada por outro ex-técnico da sua digressão. Os factos terão ocorrido em dezembro de 2023, após o concerto do cantor no Zénith de Saint-Étienne.

Uma segunda queixa foi apresentada contra o cantor Slimane, divulgou a ‘BFMTV’, confirmando informações do jornal ‘Le Parisien‘.

A Denúncia foi apresentada esta segunda-feira, 18 de novembro, desta vez por “agressão sexual e tentativa de agressão sexual”.

O ‘queixoso’, de 33 anos e seu ex-técnico na digressão, confessou que, e tal como aconteceu com o primeiro caso, os factos terão ocorrido na noite de 17 para 18 de dezembro de 2023, após o concerto de Slimane no Zénith de Saint-Étienne.

 

 

Audiência do primeiro denunciante aconteceu esta segunda-feira:
A vitma que apresentou a primeira queixa foi ouvido esta segunda-feira pela Direcção Interdepartamental da Polícia Nacional da ‘Loire’ no âmbito da investigação preliminar aberta por “assédio sexual agravado pela utilização de meios digitais ou eletrónicos”.

 

Com BFMTV.

Hotelaria, agricultura e construção pedem regresso do fluxo de mão-de-obra estrangeira

Os empresários da hotelaria, agricultura e construção em Portugal estão preocupados com a falta de mão-de-obra e ainda aguardam pelas promessas do regresso do fluxo de imigrantes, suspenso com o fim das manifestações de interesse em junho.

Portugal tem “uma falta crónica de mão-de-obra” que “só é compensada pelos estrangeiros”, afirmou à Lusa o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, considerando que o fim das manifestações de interesse – um recurso jurídico que permitia a regularização a quem chegasse com visto de turista e começasse a trabalhar – mostrou a falta que os imigrantes fazem ao tecido económico português.

“Nos últimos meses, assistimos a um reconhecimento desta realidade. Julgo que hoje todos os partidos reconhecem que a economia portuguesa precisa de mão-de-obra estrangeira, o que não acontecia há uns meses”, disse Álvaro Mendonça e Moura.

Contudo, “temos que criar condições no país para acolher dignamente” e é também necessário “pôr a funcionar os organismos do Estado competentes nesta matéria”, referiu o antigo embaixador, que destacou a contratação de 50 funcionários para a Direção-Geral dos Assuntos Consulares, a colocar em postos de emissão de emigrantes.

“O processo está em curso, isso já está a andar” e “eu compreendo que há aqui um espaço de meses” até que “as coisas comecem a funcionar”, afirmou o dirigente que pede também mais “rapidez” à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) na gestão dos processos pendentes.

O presidente da CAP elogiou a decisão recente do parlamento em criar “um regime transitório”, que permite a regularização de quem já estava em Portugal mas ainda não preenchia todos os requisitos para o pedido de manifestação de interesse.

“Havia pessoas que estavam em Portugal que estavam a descontar para a segurança social, em alguns casos estavam até a pagar impostos e depois não conseguiam regularizar a sua situação”, recorda.

No que diz respeito aos setores da hotelaria e turismo existem “picos de sazonalidade e de produção”, pelo que, por agora “não há ainda o efeito direto de terem terminado as manifestações de interesse”, afirmou à Lusa Cristina Siza Vieira, vice-presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

Contudo, o país vive um “bloqueio na entrada de quadros”, que pode causar prejuízos graves a setores de mão-de-obra intensiva e que têm de manter a resposta à procura dos mercados.

“Cerca de 30% dos nossos trabalhadores são imigrantes, eles estão a trabalhar, estão enquadrados e estão contextualizados”, mas é necessário “manter o fluxo de contratação” para responder à procura turística.

A hotelaria tem “necessidades transversais” de mão-de-obra, disse, comentando a possibilidade de cada setor estabelecer quotas de contratação, pedida pelo partido Chega.

“Esta é uma necessidade que atinge todos os níveis de funções e de qualificações”, afirmou a dirigente, que reclamou do Governo a criação de um modelo de identificação de quadros a partir dos consulados que assegure “um regime de segurança, mas com rapidez e transparência”, para dar resposta aos operadores económicos.

A lentidão do sistema público foi evidente no processo de regularização das manifestações de interesse, com 400 mil casos pendentes, “pessoas que têm contratos de trabalho, que já estão a descontar para a segurança social e que têm obviamente todo o direito a ser integrados”.

Na construção, “a escassez de mão-de-obra é o principal constrangimento” e os inquéritos às empresas indicam a “falta de cerca de 80 mil profissionais no setor, para atender às necessidades e executar as obras já previstas e calendarizadas”, afirmou Reis Campos, presidente da Associação dos Industriais da Construção e Obras Públicas (Aiccopn).

Esta falta de trabalhadores abrange “todos os níveis de qualificação” e a “mão-de-obra estrangeira tem vindo a tornar-se cada vez mais indispensável para garantir a execução” das obras, e já representa “cerca de 23% da força de trabalho”.

Atualmente, com o fim das manifestações de interesse, “só é possível a contratação de trabalhadores estrangeiros após emissão dos respetivos vistos pelos postos consulares dos países de origem”, recordou Reis Campos, que lamentou o “excesso de burocracia, rigidez e morosidade” dos processos.

O “reforço efetivo dos postos consulares, bem como a criação de canais e pontos focais de contacto no terreno, é fundamental para a captação dos trabalhadores imigrantes que o setor e o país tanto carece”, acrescentou.

A associação já propôs uma « via verde empresas » para a simplificação e desburocratização de obtenção de visto, com a concentração numa única unidade que centralize todos os serviços necessários do Estado, acrescentou ainda Reis Campos, salientando que sem a agilização dos processos será impossível executar as grandes obras públicas previstas, como o novo aeroporto, a terceira ponte em Lisboa ou a rede de alta velocidade ferroviária.

“Consciente do aumento das dificuldades para recrutar trabalhadores, a Aiccopn já apresentou ao Governo um conjunto abrangente de propostas destinadas a promover a captação e a qualificação dos recursos humanos necessários para atender às necessidades das empresas”, salientou Manuel Reis Campos.

 

Com Agência Lusa.

Outubro foi o segundo mês mais quente no mundo – IPMA

O mês de outubro foi o segundo mais quente a nível global e o quinto mais quente na Europa, indicam dados hoje divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em comunicado o IPMA diz que o mês passado só foi ultrapassado pelo outubro de 2023 e que registou uma temperatura média global de 15,25 °C (graus celsius), o que representa 0,80 °C acima do valor médio 1991-2020.

Os dados indicam ainda que o mês de outubro terá sido cerca de 1,65°C mais quente do que a média pré-industrial de 1850-1900.

Este, nota o IPMA, é o 15º mês num período de 16 meses em que a temperatura do ar da superfície média global excedeu 1,5°C.

Em 2015 em Paris praticamente todos os países do mundo assinaram um acordo (Acordo de Paris) no qual se comprometiam em tomar medidas para que o aumento da temperatura não ultrapassasse os 02°C em relação à época pré-industrial, e de preferência que esse aumento, causado pelos gases com efeito de estufa, não chegasse aos a 1,5°C.

Em relação à Europa o valor médio da temperatura média do ar foi 10,83 °C, o que segundo o IPMA é + 1,23 °C acima do valor médio 1991-2020. Foi o 5.º outubro mais quente (o mais quente em 2022).

As temperaturas do ar na Europa estiveram acima da média (1991-2020) em quase toda a Europa. Outubro foi muito mais quente do que a média no setor europeu do alto Ártico e também no Ártico do Canadá, onde foi reportada uma anomalia recorde de 9,5°C para outubro, diz-se no documento do IPMA.

O mês passado registou também precipitação acima da média na Península Ibérica, França, norte de Itália, Noruega, norte da Suécia e leste do Mar Negro. O IPMA recorda as fortes precipitações que provocaram graves inundações repentinas na região de Valência, Espanha, com mais de 200 vítimas mortais.

A precipitação e a humidade do solo estiveram abaixo da média na maior parte da Europa de Leste, particularmente no oeste da Rússia, na Grécia e no oeste da Turquia.

Em Portugal continental o mês passado classificou-se como quente em relação à temperatura do ar e chuvoso em relação à precipitação.

Ainda de acordo com o IPMA o valor médio da temperatura média do ar foi de 17,52°C, apresentando uma anomalia de + 0,98 °C acima do valor normal 1981-2010.

Durante o mês os valores da temperatura do ar estiveram geralmente acima do valor médio mensal. Os valores de precipitação também foram superiores ao valor médio.

 

Com Agência Lusa.

Cientistas descobrem como transformar plásticos em sabões e detergentes

Uma equipa de químicos da universidade Virginia Tech, nos Estados Unidos, descobriu como transformar certos plásticos em sabões, detergentes, lubrificantes e outros produtos, o que poderá ajudar a resolver o problema da poluição por plástico.

Após cinco anos de investigação, o trabalho da equipa de Greg Liu, professor do Departamento de Química do Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia, foi divulgado na revista científica Nature Sustainability, informou hoje a agência noticiosa privada espanhola Europa Press.

Em termos simples, o sistema de Liu consiste em duas etapas, a primeira das quais é o recurso à termólise, ou decomposição de uma substância pelo calor.

O plástico foi colocado num reator construído pela equipa de Liu e aquecido a entre 340 e 400 graus Celsius, decompondo-se em compostos químicos, numa mistura de petróleo, gás e sólidos residuais mínimos.

O gás poderia ser usado como combustível e em relação ao “produto de maior interesse”, o petróleo, a equipa conseguiu alterar a sua química, obtendo moléculas que se tornariam sabões, detergentes, lubrificantes e outros produtos.

Segundo os cientistas, o processo, que demorou menos de um dia, gerou quase zero emissões de poluição atmosférica, o que fornece pistas para uma solução para o problema mundial da poluição por plástico.

Liu considera, no entanto, que a fase seguinte pode ser a mais difícil, ou seja, ampliar o sistema e torná-lo lucrativo, pelo que está a procurar ajuda para testar um modelo de negócio.

Para tal é necessário capital para construir um reator que funcione continuamente no seu laboratório ou numa empresa privada a criar fora do local e que permita experimentar a aceleração do processo.

O cientista promete que tentará “reduzir ainda mais os riscos do processo”, para que as empresas “possam ver o valor real do mesmo e possam adotá-lo”.

 

Com Agência Lusa.

Liga Nações: Portugal, já apurado, empata com Croácia, que também segue em frente

A seleção portuguesa de futebol, já apurada, empatou hoje 1-1 com a Croácia, em jogo da sexta e última jornada do Grupo A1 da Liga das Nações, disputado em Split, permitindo o apuramento croata para os quartos de final.

A equipa lusa, que tinha garantido na ronda anterior o apuramento para os quartos de final e o triunfo no grupo, chegou ao intervalo em vantagem, depois de um golo de João Félix, aos 33 minutos, mas os croatas igualaram na etapa complementar, por intermédio de Gvardiol, aos 65.

Portugal fechou o grupo isolado na frente, com 14 pontos, sendo seguido pela Croácia, com oito, enquanto a Escócia foi terceira, com sete, e a Polónia quarta, com quatro.

 

Com Agência Lusa.

Cantor Paulo Alexandre de “Verde Vinho” morre aos 93 anos

O cantor e locutor de rádio Paulo Alexandre morreu no domingo aos 93 anos, estando as cerimónias fúnebres marcadas para terça-feira, em Lisboa, anunciou hoje a agência funerária.

De acordo com comunicado da Servilusa, que não adiantava mais detalhes sobre a morte, o corpo do artista vai estar em câmara ardente na terça-feira na Basílica da Estrela, em Lisboa.

Conhecido pela adaptação que fez do tema alemão “Griechischer Wein”, de Udo Jürgens, para o português como “Verde Vinho”, Paulo Alexandre nasceu em Vouzela, em 1931, mas mudou-se para Lisboa cedo na vida, iniciando a carreira radiofónica na Emissora Nacional em 1954, como lembra a biografia disponível na página da Meloteca.

“Pouco depois integra o quarteto vocal 4 de Espadas, com Américo Lima, Fernando La Rua e Nuno d’Almeida. Curiosamente, os primeiros passos discográficos tanto em nome próprio como do grupo têm lugar no mesmo ano de 1959. Um EP com quatro composições de [maestro e compositor] Belo Marques, todas elas dedicadas a Lisboa, e com direção de orquestra de João Nobre marca assim o pontapé de saída de uma carreira longa”, escreveu o investigador João Carlos Callixto, num texto para o programa “Gramofone”.

“Verde Vinho”, de 1977, alcançou dois discos de ouro e sucesso também no Brasil, de tal forma que até originou um filme, de 1981, que o próprio protagonizou.

Produtor e locutor de rádio, trabalhou também para a televisão. “Homem de múltiplas facetas, conciliou a vida artística com uma distinta carreira como bancário, culminando na Direção do Departamento de Relações Internacionais do Banco Pinto & Sotto Mayor”, acrescentou a Servilusa, que lembrou que Alexandre se despediu dos palcos em 2000.

 

Com Agência Lusa.

 

Cantor e compositor francês Charles Dumont morre aos 95 anos

O cantor e compositor francês Charles Dumont, que assinou a música de « Non, Je Ne Regrette Rien », cantado por Edith Piaf, morreu na noite de domingo para hoje aos 95 anos, anunciou a família à agência AFP.

Na rede social X, a ministra francesa da Cultura, Rachida Dati, lamentou a morte do músico, que classificou de « monstro sagrado da canção francesa » e de « intérprete de imenso talento » que ficou mais conhecido pelas canções que compôs para Piaf. »A minha mãe deu-me à luz, mas Edith Piaf trouxe-me ao mundo », disse o músico em entrevista à AFP em 2015, acrescentando: « Sem ela, nunca teria feito nada do que fiz, nem como compositor nem como cantor ».Apaixonado pelo jazz a partir do momento em que descobriu o trompetista norte-americano Louis Armstrong, estudou no Conservatório de Toulouse e mudou-se depois para Paris, onde, impossibilitado de tocar trompete por causa de uma operação malsucedida às amígdalas, se vira para a composição.Com o letrista Michel Vaucaire assina « Non, Je Ne Regrette Rien » que insistem em apresentar a Piaf, algo que acontece em 1960, três anos antes da morte da cantora, após várias tentativas falhadas. »Charles, tímido, põe-se ao piano. Apoia-se com força sobre o teclado. Cantarola `Non, Je Ne Regrette Rien`. O que se segue é conhecido. Com o seu instinto infalível, Piaf sabe desde logo que descobriu o compositor que lhe vai permitir fazer o seu grande regresso ao palco », pode ler-se no obituário publicado pelo jornal Le Figaro, que ressalva que seria injusto reduzir a carreira de Dumont ao seu breve período com Piaf.Charles Dumont continua, então, a trabalhar com Vaucaire, assina composições para vários músicos, para a televisão e para o cinema, como o filme « Sim, Sr. Hulot », de Jacques Tati.Dumont edita o seu primeiro disco como intérprete em 1964, aceitando os conselhos de Piaf, como lembra a biografia patente na RFI, que assinala o trabalho com Sophie Makhno, a partir de 1967 que lhe dá uma « nova carreira, mais pessoal ».

A sua última aparição em palco foi em 2019.

 

 

 

Com Agência Lusa.

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