Vinhos alentejanos estão mais caros mas vendem cada vez mais no estrangeiro

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O ano de 2017 ficou marcado por um aumento de 11,9% nas exportações de vinhos alentejanos, tendo-se superado o valor de 65 milhões de euros.

De acordo com a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, mesmo com o preço a subir 9,4%, os importadores internacionais pagaram em média 2,43 euros por garrafa de vinho do Alentejo, um preço superior à média nacional de 2,11 euros por garrafa nas categorias DOC/Regional.

O ranking de países importadores de vinhos do Alentejo inclui no TOP 5 o mercado de Angola, Brasil, Estados Unidos da América, Suíça e China que representaram 59% do valor exportado e 50% da quantidade. “Os mercados fora da Europa comunitária foram os principais compradores (74% em valor e 70% em volume) e também aqueles que melhor pagaram cada garrafa de vinho exportada pelas adegas alentejanas”, informa ainda a CVRA em nota hoje divulgada.

“Valorizamos muito o crescimento do preço médio na exportação, pois demonstra o reconhecimento da qualidade dos vinhos e a disposição dos importadores e consumidores internacionais para pagar mais por cada garrafa de vinho da região do Alentejo. No ano de 2017, dos 25 principais mercados o preço médio aumentou em 23 deles. Apenas Macau e Espanha tiveram uma diminuição”, nota Francisco Mateus, presidente da CVRA.

O mesmo responsável destaca ainda o facto de “2017 ter sido um ano com um desempenho notável ao nível do valor da exportação, em que os vinhos DOC Alentejo, com as suas oito sub-regiões, deram um grande impulso para o crescimento. Da quantidade de DOC exportado, 26% teve um preço médio superior a 4,00 euros por garrafa. Em 2016 a percentagem era de 16%. Também houve melhorias no vinho Regional, que é exportado em maior volume”.

Francisco Mateus remata dizendo que Portugal está a ganhar destaque e a região alentejana representou 21% na exportação dos vinhos DOC e Regional, “pelo que a nossa aposta é cada vez maior nos mercados externos e no reconhecimento internacional do Alentejo como região de produção de vinhos de qualidade”.

Alfa/expresso.pt

 

Cidade francesa de Bagneux vai debater direitos da mulher na lusofonia

Cidade francesa de Bagneux vai debater direitos da mulher na lusofonia

A cidade francesa de Bagneux, nos arredores de Paris, é palco, este sábado, de uma « Jornada de Reflexão sobre os Direitos da Mulher no Mundo Lusófono e em França », organizada pela Associação Luso-Balneolaise.

ver os direitos das mulheres no universo lusófono, disse à Lusa a presidente da associação, Sónia Ribeiro.

« O objetivo é uma reflexão acerca dos direitos da mulher a nível lusófono e em França para chegarmos a conclusões para ajudar os países lusófonos que não têm os mesmos direitos que nós. Por exemplo, como fazer chegar o planeamento familiar onde não existe e tentar fazer uma campanha contra a mutilação sexual na Guiné-Bissau », afirmou a dirigente associativa.

O programa conta com várias conferências que têm como fio condutor o livro « As Novas Cartas Portuguesas » (1972) das escritoras Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa.

« É uma obra que já tratava dos problemas todos da mulher antes da ditadura e que falava também das guerras coloniais. Falava da violência, do incesto, da emigração, do casamento precoce, da submissão aos pais e depois ao marido », afirmou Sónia Ribeiro, que fez uma tese sobre « As Novas Cartas Portuguesas » na universidade Sorbonne Nouvelle e que dá aulas de português « de graça » na associação.

A primeira mesa-redonda intitula-se « A mulher na sociedade de hoje » e vai ter a participação de Luísa Semedo, conselheira das comunidades portuguesas, Nuno Gomes Garcia, escritor e historiador, Hélène Cilières, conselheira municipal de Bagneux, Sandra Lopes, presidente da associação de mulheres cabo-verdianas em França, e Tomas Tamele, membro da Associação de Moçambicanos e Amigos de Moçambique em França.

Na segunda mesa-redonda vão ser debatidas as « Vitórias Alcançadas », com a participação de Douglas Cressieux, presidente da associação « Les Comptoirs de L’Inde », Anna Martins, presidente da associação de lusodescendentes Cap Magellan, Eunice Brito, representante da associação cabo-verdiana em França « Cheda » e Cristina Semblano, conselheira municipal em Gentilly.

« Desafios para o Futuro » são o tema da última mesa-redonda, na qual vão intervir Inês Pereira, representante da associação franco-são-tomense « Soleil Brillant », Nana Camara, representante da federação francesa « Grupo para a Abolição das Mutilações Sexuais » (GAMS), Douglas Cressieux, presidente da associação « Les Comptoirs de L’Inde » e as escritoras Altina Ribeiro e Sophie Dumoutet.

O programa conta, ainda, com a cantora franco-portuguesa Ora que vai cantar uma música sobre a mulher e com a projeção da curta-metragem « Ouvre ta Gueule » de Aelita Jacob e Daniel Alfarela.

No final, vai haver uma leitura poética, musical e teatralizada do livro « Quand Vous Lirez Ces Mots », de Cristina Branco, com a cantora francesa Lizzie, cujo universo musical oscila entre folk e fado.

Entre os convidados, estão, ainda, os deputados eleitos pelo círculo da emigração Paulo Pisco e Carlos Gonçalves, a presidente da Câmara de Bagneux, Marie-Hélène Amiable, a deputada francesa Lauriane Rossi, o adido social do Consulado de Portugal em Paris, Joaquim do Rosário, e o vice-cônsul de Angola, Crisóstomo Catotola.

Hoje à noite, há, também, a apresentação da peça de teatro « Florbela- La Fleur de Rêve », de Odette Branco. Alfa/Lusa.

 

Suspeita de suborno. Detido diretor do departamento jurídico

Suspeita de suborno. Detido diretor do departamento jurídico

O Benfica assumiu hoje que o assessor jurídico da SAD do clube Paulo Gonçalves, hoje detido, vai “provar a legalidade dos seus procedimentos”, acrescentando que pedirá uma audiência à Procuradora-Geral da República face à violação do segredo de justiça.

Em comunicado, a SAD do clube “confirma a realização de buscas às suas instalações no âmbito de um processo de investigação sobre eventual violação do segredo de justiça e reitera a sua total disponibilidade em colaborar com as autoridades no integral apuramento da verdade”.

“A Sport Lisboa e Benfica SAD manifesta a sua confiança e convicção de que o Dr. Paulo Gonçalves terá oportunidade, no âmbito do processo judicial, de provar a legalidade dos seus procedimentos”, lê-se no comunicado do clube lisboeta.

O Benfica dá ainda conta da intenção de “pedir com caráter de urgência uma audiência à senhora Procuradora-Geral da República [Joana Marques Vidal], pelas reiteradas e constantes violações do segredo de justiça sobre os processos que envolvem o clube, numa estratégia intencional e com procedimentos fáceis de serem investigados, como hoje foi claramente comprovado”.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje duas pessoas por suspeitas de corrupção, acesso ilegítimo, violação de segredo de justiça, falsidade informática e favorecimento pessoal, no âmbito da operação ‘e-toupeira’.

Em comunicado, a PJ revelou a realização de 30 buscas nas áreas do Porto, Fafe, Guimarães, Santarém e Lisboa que levaram à apreensão de “relevantes elementos probatórios”. Estão a ser investigados crimes de corrupção passiva e ativa, violação do segredo de justiça, favorecimento pessoal e falsidade informática/cibercrime.

Paulo Gonçalves tinha sido constituído arguido em 19 de outubro de 2017, no âmbito do caso dos emails e na sequência de buscas da Polícia Judiciária ao clube.

Desde maio que o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, tem acusado o Benfica de influenciar o setor da arbitragem e apresentou alegadas mensagens de correio eletrónico de responsáveis ‘encarnados’, nomeadamente de Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira.

De acordo com informações avançadas pela revista Sábado, também terá sido detido um técnico de informática do Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça (IGFEJ), por suspeitas de corrupção passiva. Alfa/Lusa.

Portugal vence Noruega e vai disputar terceiro lugar

Portugal vence Noruega e vai disputar terceiro lugar

A seleção portuguesa de futebol feminino vai disputar o terceiro lugar da Algarve Cup, depois de ter vencido a Noruega 2-0, terminando o grupo A no segundo posto, com os mesmos pontos da Austrália, primeira.

Golos de Cláudia Neto, aos 36 minutos, e de Diana Silva, aos 49, deram a Portugal mais um triunfo histórico frente a uma das seleções tradicionalmente mais fortes do panorama europeu e mundial, mas foram insuficientes para que a equipa das ‘quinas’ conseguisse o primeiro posto do grupo.

A vitória por 2-0 da Austrália sobre a China permitiu à equipa da Oceânia a vitória no agrupamento por um golo, mas as australianas também não conseguiram anular a diferença de golos para os outros dois grupos, pelo que vão discutir o terceiro posto precisamente com Portugal, na qualidade de melhor segundo dos três agrupamentos.

A final será disputada entre a Suécia, vencedora do grupo B, e a Holanda, campeã europeia e vencedora do grupo C. Alfa/Lusa.

Mundial 2018: FPF anúncia mais dois jogos de preparação

A seleção portuguesa de futebol vai receber a Tunísia, a 28 de maio, e a Argélia, a 07 de junho, em jogos de preparação para o Mundial2018, anunciou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Sem divulgar locais e horários dos encontros, a FPF dá conta do agendamento destes dois jogos particulares frente a duas seleções que também vão disputar o campeonato do mundo, na Rússia, entre 14 de junho e 15 de julho.

Pelo meio, a equipa das ‘quinas’ vai visitar a Bélgica, em 02 de junho, também em jogo particular.

Portugal defronta pela segunda vez a seleção tunisina, com quem empatou 1-1, no Estádio do Restelo, em Lisboa, sob o comando técnico de Agostinho Oliveira, em 12 de outubro de 2002, na preparação para o Euro2004, com o golo luso a ser marcado por Pauleta, e vai estrear-se diante da Argélia.

Além destes três encontros, Portugal, que integra o Grupo B do Mundial2018 juntamente com Espanha, Marrocos e Irão, vai realizar dois jogos particulares em março, frente ao Egito, no dia 23, em Zurique, e à Holanda, três dias depois, em Genebra.

Alfa/Lusa.

FIFA pode utilizar videoárbitro já no Mundial2018

A 132ª assembleia geral do International Board (IFAB) aprovou por unanimidade a introdução do vídeoárbitro nas leis do futebol. Como consequência imediata a sua utilização no Mundial de 2018.

Depois desta decisão, a FIFA, cujo líder Gianni Infantino preside ao IFAB, deverá dar ‘luz verde’ ao VAR a 16 de março, em Bogotá, na Colômbia.

Infantino já havia afirmado em várias ocasiões ser favorável à utilização do videoárbitro no futebol, para rever “erros claros dos árbitros, envolvendo golos, grandes penalidades, cartões vermelhos e identidades trocadas”.

O Mundial de futebol de 2018 realiza-se na Rússia, de 14 de junho a 15 de julho, com a participação da seleção portuguesa, que se apresenta como campeã europeia em título.

Alfa/Lusa.

Clube oficial de fãs da Eurovisão espera « experiência única » em Lisboa

A Organização Geral dos Amantes da Eurovisão (OGAE) congrega 10 mil euro-festivaleiros.

A sua delegação portuguesa tem 200 associados que têm como denominador comum o amor pelo Festival Eurovisão da Canção. Ano após ano, dezenas de membros acompanham a comitiva portuguesa —onde quer que esta vá—, com as bandeiras do país em riste. E mesmo que Portugal não participe — como já aconteceu no passado recente — o núcleo nacional da OGAE faz-se representar ainda assim.

Estiveram presentes em Guimarães, na final do Festival da Canção que coroou a canção O Jardim — composta por Isaura e interpretada em conjunto pela compositora e por Cláudia Pascoal — como grande vencedora e próxima representante de Portugal na Eurovisão.

“Foi um espectáculo com boa produção, diversificado e apelativo. Uma mini-Eurovisão”. Foi desta forma que José Garcia, presidente da OGAE Portugal, classificou o evento do passado domingo. A canção escolhida reúne consenso no grupo e alimenta a esperança de surpreender novamente: “Esperamos um bom resultado porque iremos apresentar um produto de qualidade e estamos confiantes que isso vai ser perceptível aos europeus”, diz ao PÚBLICO.

Após 49 participações sem sucesso, Portugal conseguiu conquistar o troféu do Festival Eurovisão da Canção na edição de 2017, em Kiev. Para além do troféu, o país terá a oportunidade de, pela primeira vez, ser o anfitrião do acontecimento. Mas muito antes de a canção portuguesa ser a grande vencedora — e numa altura em que a simples passagem à fase final era vista como um feito hercúleo—, um grupo de portugueses marcava presença em todos os festivais, apoiando os intérpretes do nosso país.

José Garcia explica que a OGAE conta com 40 delegações internacionais, distribuídas pelos países participantes — e não só. Brasil, Canadá, Chile e muitos outros países que não participam na competição estão agregados na delegação “Resto do Mundo” da OGAE, que junta os fãs dos países que — ainda — estão fora da Eurovisão.

Fundada há quase 20 anos e legalizada em 2009, a OGAE portuguesa esteve representada nos festivais da Eurovisão nas suas últimas nove edições, garante José Garcia. Independentemente da distância e do custo da “aventura”— que ultrapassa os milhares de euros —, os membros fazem-se ouvir e ver.

As bandeiras portuguesas que vimos na televisão em festivais anteriores eram, em muitos dos casos, carregadas por membros da delegação. “A procura da igualdade, a defesa da liberdade de expressão e a competição saudável” são, nas palavras do presidente da delegação portuguesa, os principais valores do grupo.

Os artistas que representam Portugal têm uma grande cumplicidade com estes fãs dedicados. “Um dos objectivos da OGAE é criar esse contacto entre o artista e o fã”, destaca José Garcia. Para que este exista são realizadas várias actividades: desde jantares a pequenos concertos no país anfitrião, que permitem ao representante português sentir o carinho e apoio do público, mas também cativar os fãs de outros países e conquistar votos preciosos.

Bilhetes esgotados

José Garcia admite que “se deu uma duplicação do número de membros” do grupo após a vitória de Salvador Sobral em Kiev, na edição passada da competição. “Todos os dias nos chegam novos pedidos”, afirma o presidente.

Todas as delegações da OGAE têm direito a 1700 pacotes de bilhetes para a final deste ano, que terá lugar na Altice Arena, em Lisboa. A delegação portuguesa, na qualidade de anfitriã, teve direito a 200 destes pacotes que garantem presença em todas as eliminatórias do festival. O custo varia entre os 350 e os 600 euros, mediante as zonas escolhidas. Todos esses pacotes, diz José Garcia, esgotaram meses antes de o festival se realizar. José admite que “não imaginava” que Portugal iria vencer, mas tudo mudou quando viu “a recepção apoteótica de Salvador Sobral em Kiev”. A partir desse momento, foi feita história.

Para a edição de 2018, o presidente da OGAE Portugal está confiante mas reconhece que será quase impossível superar “a experiência Salvador Sobral”, como lhe chama. As diferentes OGAE irão cooperar para tornar o festival deste ano “uma experiência única”. As festividades começam no dia 6 de Maio e prolongam-se até ao final da competição, com a criação da Eurovision Village (Aldeia da Eurovisão) no Terreiro do Paço, onde os fãs poderão assistir às diferentes eliminatórias.

A grande final realiza-se a 12 de Maio e os bilhetes esgotaram em pouco mais de quatro horas, deixando milhares de pessoas sem o tão cobiçado ingresso.

Alfa/publico.pt

Mundo do futebol consternado com a morte do italiano Davide Astori

Mundo do futebol consternado com a morte do italiano Davide Astori

<> at Coverciano on November 6, 2017 in Florence, Italy.

A morte do internacional italiano Davide Astori, em circunstâncias ainda por explicar, está a gerar uma onde de consternação no mundo do futebol, com as mais altas instâncias e grandes figuras da modalidade a lamentarem o sucedido.

O guarda-redes Gianluigi Buffon, ‘capitão’ da Juventus, deixou uma das mensagens mais emotivas, elogiando “o altruísmo, a elegância e a educação” de Astori, com quem partilhou o balneário da seleção transalpina, entre 2011 e 2017.

“A tua filha merece saber que o pai era uma pessoa boa, uma grande pessoa. Eras a melhor expressão de um mundo passado, que valorizava a elegância, a educação e o respeito pelo próximo”, escreveu Bufffon, acrescentando: “Foste um dos melhores representantes do futebol que conheci”.

A FIFA lamentou no Twitter a partida prematura do ‘capitão’ da Fiorentina, encontrado morto num hotel no qual a equipa estava concentrada para o jogo com a Udinese, com a frase: “Os nossos pensamentos estão com a família e amigos de Davide Astori, que morreu aos 31 anos de idade”.

Também a UEFA, usou a rede social Twitter para reagir à notícia, que já levou a Liga italiana a adiara todos os encontros previstos para hoje da 27.ª jornada do principal campeonato transalpino.

“As nossas mais sinceras condolências à família e amigos do ‘capitão’ da Fiorentina e internacional italiano Davide Astori”, lê-se no Twitter do organismo máximo do futebol europeu.

A Federação Internacional de Futebolistas Profissionais (FIFPro) já se associou à onde de consternação, enviando “os mais sentidos pêsames” à família do jogador.

Davide Astori, nascido em San Giovanni Bianco, na província de Bérgamo, há 31 anos, atuava na Fiorentina desde 2015/2016, depois de passagens pelo AC Milan, clube em que se formou, Pergolettese, Cremonese, Cagliari e Roma.

O ‘capitão’ da Fiorentina representou por 14 vezes a ‘squadra azzurra’, tendo marcado um golo, ao Uruguai (3-2 nos penáltis, após 2-2 nos 120 minutos), no jogo de atribuição do terceiro lugar da Taça das Confederações de 2013, no Brasil. Alfa/Lusa.

Aves vence Portimonense e afasta-se da zona de descida

Aves vence Portimonense e afasta-se da zona de descida

O Desportivo das Aves recebeu e venceu o Portimonense por 3-0, no jogo que encerrou a 25ª jornada da I Liga de futebol, resultado que deixa os avenses mais distantes da zona de descida.

Um golo de Rodrigo, aos 26 minutos, abriu o caminho da vitória, tendo Nildo Petrolina, aos 47, e Derley, aos 83, anotado os restantes dois tentos do triunfo avense.

Com esta vitória, o Desportivo das Aves sobe a 13º com 25 pontos, agora mais quatro do que as duas equipas situadas abaixo da linha de despromoção, enquanto o Portimonense fecha a jornada no 12.º posto com 27. Alfa/Lusa.

Resultados da 25ª jornada da I Liga:

– Sexta-feira, 02 mar:

FC Porto – Sporting, 2-1

Sábado, 03 mar:

Feirense – Boavista, 3-0

Benfica – Marítimo, 5-0

Estoril Praia – Sporting de Braga, 0-6

– Domingo, 04 mar:

Tondela – Desportivo de Chaves, 2-0

Moreirense – Paços de Ferreira, 2-0

Vitória de Setúbal – Rio Ave, 1-0

Vitória de Guimarães – Belenenses, 0-0

– Segunda-feira, 05 mar:

Desportivo das Aves – Portimonense, 3-0.

Alerta ao Vinho do Porto. A queda do império francês

Em 10 anos, a exportação de vinho do Porto para França perdeu oito milhões de garrafas e 17 milhões de euros. Resultado: em 2017 Portugal bateu a França no campeonato das receitas. Mas no consumo os franceses seguem destacados. A Porto Cruz é a marca que lidera destacada o mercado francês. O CONSUMO do vinho do Porto está em queda. PRODUTO CODIFICADO, IMAGEM ENVELHECIDA – Vinho do PORTO « sofre de défice de comunicação ».
Alfa/Expresso – por ABÍLIO FERREIRA

 

No ano em que os Beatles encantavam o mundo com ‘Love Me Do’ (1963), o vinho dos ingleses, produzido no Douro e engarrafado no Porto, confirmava que nos negócios a realidade é feita de mudança.

A Inglaterra, que sempre funcionara como placa distribuidora do vinho do Porto, perdia a liderança para França. Cinquenta e quatro anos depois, Portugal vence, em valor, à tangente (800 mil euros).

No campeonato vinícola, a nova ordem impôs-se em 2017, confirmando o desempenho dececionante do mercado francês.

Em 10 anos, o sector reduziu em França de 90 para 73 milhões de euros (19%). Em volume, perdeu oito milhões de garrafas (23%). No consumo (e as garrafas levam vinho e não euros) a França permanece destacada: compra 2,2 milhões de caixas de 12 garrafas contra 1,4 milhões do mercado português.

PRODUTO CODIFICADO, IMAGEM ENVELHECIDA
Como se explica este declínio que inquieta e sobressalta os operadores? A tendência « acentuou-se nos últimos anos, afeta outros mercados maduros, como a Bélgica, Holanda e Reino Unido e confirma que o sector não soube responder à mudança de hábitos de consumo », responde Jorge Dias, diretor-geral da Porto Cruz.

A marca, detida pelo conglomerado La Martiniquaise, representa metade das vendas em França e faz neste mercado dois terços do seu negócio (30 milhões de garrafas).

Jorge Dias acredita que a gama alargada com que o Porto lida ajuda « a atenuar queda ». Mas, « sofre de défice de comunicação ». É um vinho « demasiado codificado, com uma imagem envelhecida, que torna difícil a comunicação a novos segmentos de consumidores ».

A Cruz aplica 10% da receita em campanhas promocionais mas reconhece que as margens esmagadas não deixa espaço para campanhas massivas.

Neste « cenário de preocupação », Jorge Dias cita um elemento de alarme: a redução, em 2017, das marcas dos importadores foi de 12%. Esta pressão « ameaça a rentabilidade dos produtores no Douro » que não beneficiam do acréscimo de valor das categorias especiais.

CONSUMO DE VINHO EM QUEDA
O consumo de vinho em França está em queda (redução de 15% em oito anos) e o Porto não escapa ao movimento. Manuel Cabral, presidente, presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) reconhece que as « campanhas contra o consumo, em especial de vinhos com alto teor alcoólico » é uma das principais causas, admitindo até que o Porto tenha resistido melhor do que outros generosos concorrentes.

Manuel Cabral cita ainda como causas do declínio « a redução do consumo do mercado da saudade », o agravamento, em 2012, da taxa sobre as bebidas com teor mais elevado e a imagem de aperitivo barato. Cabral congratula-se com « a evolução positiva do preço médio » do mercado francês.

E classifica de « momento histórico » a subida de Portugal ao pódio, um estímulo original, tendo em conta a vocação exportadora que sempre orientou o vinho do Porto. As vendas em Portugal incorporam uma dose de exportação disfarçada, pelo efeito do turismo. É por isso que 340 anos depois do registo da primeira remessa para o exterior (1678), o mercado doméstico subiu ao primeiro lugar do pódio.

A receita em Portugal acelerou ao ritmo do fluxo turístico – de 50 milhões (2011) para 74 milhões (2017). Mas, Manuel Cabral explica a prosperidade doméstica também pelo « novo interesse dos portugueses pelas categorias especiais » de um vinho que « carrega uma imagem de portugalidade » e beneficia do « orgulho nacional » que percorre o país.

INSISTIR NA PROMOÇÃO
António Saraiva, presidente da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) e administrador da Rozès (grupo Vranken Pommery) exprime o sentimento do sector. O declínio é « muito preocupante » e precisa de ser combatido. No mercado francês, o Porto « desfruta de grande notoriedade, mas sofre imagem de ser um aperitivo de baixo custo, com uma clientela envelhecida ».

Como combater o declínio e recuperar o brilho perdido? IVDP e AEVP concordam é preciso conquistar agentes comerciais e líderes de opinião, promovendo « campanhas para seduzir novos públicos, programas dirigidos a sommeliers com propostas de harmonizações e um esforço para impor as categorias especiais ».

A estratégia promocional terá de conceder um novo posicionamento no mercado, através « da valorização do produto, novos momentos de consumo e a sedução das gerações mais jovens », diz António Saraiva.

REDUZIR O TEOR ALCOÓLICO
Como primeira medida, Jorge Dias defende a redução (pelo menos 1%) do teor alcoólico, uma proposta que a Porto Cruz já apresentou à comunidade vinícola. Depois, « é preciso tornar o produto mais acessível, simplificar a comunicação, associando o Porto a cocktails e long drinks ». O sector « não pode ficar parado, tem de provocar os consumidores e ganhar as novas gerações », sob pena do declínio continuar.

A Martiniquaise investiu na última década 70 milhões na Cruz e « está confortável com a evolução do sector » por ter a visão de longo prazo. A paixão pelo Douro e pelo vinho do porto « só possível a quem depende de um grupo familiar »– as quatro principais companhias (90% do mercado) são todas familiares.

A estratégia do IVDP tem priorizado « a sensibilização de intermediários e profissionais do consumo » como a rede de escolas hoteleiras, o concurso de Master of Port” ou cursos de Master Classes, promovendo harmonizações c produtos das gastronomia francesa.

Manuel Cabral confia que a preferência turística dos franceses por Portugal e a tendência da segunda a terceira gerações de emigrantes para valorizar os produtos portugueses « terão um efeito virtuoso no reposicionamento do vinho do Porto ».

Quando se fala em promoção, António Saraiva indigna-se logo com « a política de cativações » e a « prepotência » do Ministério das Finanças que congela 8 milhões de euros do IVDP.

Esse dinheiro deveria ser aplicado na promoção porque « é dinheiro do sector, que resulta das taxas aplicadas » ao vinho do Porto. No fundo, as empresas « são duplamente tributadas ». Além dos impostos normais, sofrem com as taxas que acabam depois nos cofres do Tesouro.

PREÇO MÉDIO: 5 EUROS
Em 2017, o desempenho global do vinho do Porto seguiu a tendência recente: exportação em queda (0,3% em valor e 2,1% em volume), com uma subida gradual do preço médio (2,6%).

O mercado doméstico esteve em alta: Portugal cresceu 6% em valor (para 73,7 milhões) e volume (0,2%). Tudo somado, o volume somou 8,4 milhões de caixas (-1,7%) e a receita ficou nos 380,2 milhões de (+0,9%).

Em 2017, o preço médio subiu nos principais mercados (Suiça e Japão foram as exceções), superando finalmente a cifra dos 5 euros (5,03). Estados Unidos e Dinamarca são os mercados com o preço por litro mais elevado: 9,16 e 8,63, respetivamente.

.As categorias especiais atingiram uma quota recorde de 22,4% em volume (21,8% era a anterior) e 42,7% em valor (41,6%). Os mercados russo (58%) e brasileiro (14%) registaram as maiores subidas em valor. Entre os 10 maiores, foi a Alemanha (5,5%), desalojando o Canadá da oitava posição.

Os mercados em que as marcas dos importadores têm maior peso são a Polónia (60%), Alemanha (45%) e Bélgica (40%).

No vinho do Porto, o recorde de vendas permanece nos 428 milhões de euros, registado em 2002 (10,6 milhões de caixas de 9 litros).