Taça de Portugal: Sporting bate FC Porto e ganha vantagem nas meias-finais

O Sporting venceu hoje o FC Porto por 1-0 e adiantou-se nas meias-finais da Taça de Portugal em futebol, num embate da primeira mão, disputado no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

O colombiano Luis Suárez marcou, aos 62 minutos, de grande penalidade, o tento dos ‘leões’, que tinham perdido (1-2) em casa com os ‘dragões’ para a I Liga.

O encontro da segunda mão, agendado para o Estádio do Dragão, no Porto, ainda não tem data marcada, estando previsto realizar-se entre 21 e 23 de abril.

O Sporting é o detentor da Taça de Portugal, que conquistou com grande polémica face ao Benfica na final de 2024/25, sendo que, na presente edição, também se qualificou com enorme controvérsia nos Açores, face ao Santa Clara, nos ‘oitavos’.

Com o triunfo da época passada, os ‘leões’ passaram a contar 18 troféus, contra 20 do FC Porto e 26 do recordista Benfica.

Na primeira mão da outra meia-final, o Fafe, da Liga 3, empatou a um golo na receção ao Torreense, da II Liga, em 04 de fevereiro.

 

1.ª Mão:

– Quarta-feira, 04 fev:

Fafe (L3) – Torreense (II), 1-1

– Terça-feira, 03 mar:

Sporting (I) – FC Porto (I), 1-0

2.ª Mão (21 a 23 abr):

Torreense (II) – Fafe (L3), data a definir

FC Porto (I) – Sporting (I), data a definir

FINAL:

– Domingo, 24 mai:

Sporting (L)/FC Porto (L) – Fafe (L3)/Torreense (II)

 

Com Agência Lusa.

Portugal estreia-se com triunfo sobre Finlândia na corrida ao Mundial feminino

A seleção portuguesa feminina de futebol entrou hoje da melhor forma na qualificação para o Mundial de 2027, ao vencer em casa a Finlândia por 2-0, em encontro da primeira jornada do Grupo B3, em Vizela.

As suplentes Lúcia Alves, aos 90+1 minutos, e Carolina Santiago, aos 90+4, selaram a vitória da formação das ‘quinas’, que caiu para a Liga B ao ser quarta classificada do Grupo A3 da Liga das Nações de 2025.

A seleção lusa volta a jogar no sábado, em Barcelos, face à Eslováquia, que hoje venceu por 3-2 na receção à Letónia.

Na classificação, de um grupo que qualifica os três primeiros para os play-offs, Portugal lidera com os mesmos três pontos da Eslováquia, segunda, enquanto a Letónia, terceira, e a Finlândia, quarta, continuam a zero.

 

Com Agência Lusa.

Macron anuncia envio do porta-aviões Charles-de-Gaulle e reforço militar face à escalada no Médio Oriente

Macron anuncia envio do porta-aviões Charles-de-Gaulle e reforço militar face à escalada no Médio Oriente

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou esta terça-feira, 3 de março de 2026, o destacamento do porta-aviões Charles de Gaulle para o Mar Mediterrâneo, no âmbito da resposta francesa ao agravamento da guerra no Médio Oriente.

Numa alocução dedicada à situação na região, Macron afirmou que o conflito “se estende agora a toda a região” e terá “consequências para a paz e a segurança de todos”.

Irão “tem a responsabilidade primeira”

O chefe de Estado considerou que o Irão “tem a responsabilidade primeira da situação”, acusando Teerão de ter desenvolvido “um programa nuclear perigoso” e de ter armado grupos considerados terroristas na região. Macron reiterou ainda que o Irão tem apoiado o Hamas e a sua intenção declarada de destruir Israel.

Ao mesmo tempo, sublinhou que tanto Israel como os Estados Unidos atuaram “fora do direito internacional”, defendendo que “uma paz duradoura na região só será possível com a retoma das negociações diplomáticas” e apelando a um cessar-fogo “o mais rapidamente possível”.

Bases francesas atingidas e reforço da segurança

Durante o discurso, o Presidente revelou que duas bases militares francesas foram alvo de “ataques limitados”, que provocaram apenas danos materiais.

No território francês, foi decidido o reforço do dispositivo Sentinelle, com aumento da vigilância junto de locais e pessoas considerados mais expostos a potenciais ameaças.

Macron anunciou ainda que dois primeiros voos de repatriamento chegarão a Paris ainda esta noite, garantindo que as equipas estão mobilizadas para assegurar o regresso dos cidadãos franceses “nas melhores condições”.

Solidariedade com aliados e reforço militar

O Presidente destacou que a França deve estar ao lado dos seus aliados na região, sublinhando que acordos de cooperação ligam Paris ao Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Jordânia — países que classificou como particularmente visados na atual escalada.

Para apoiar esses parceiros, França enviou meios militares adicionais, incluindo caças Rafale e sistemas de defesa antiaérea.

“Está em causa a credibilidade da França”, afirmou Macron, garantindo que a ação francesa visa “restaurar a paz” na região.

Com Agências e BFMTV.

Turistas portugueses têm de ter paciência e aguardar por voos comerciais – secretário de Estado

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse hoje à Lusa que os turistas portugueses retidos devido ao conflito no Médio Oriente têm de ter paciência e aguardar pela retoma dos voos comerciais.

Emídio Sousa explicou que o Governo compreende que as pessoas querem regressar, mas ressalvou que há condicionamentos e cancelamentos de voos comerciais, nomeadamente de ligação, em regiões como os Emirados Árabes Unidos, mas que as pessoas, neste momento, « têm de ter alguma paciência ».

O Governante frisou que os voos estão a ser retomados e que as pessoas terão de aguardar.

A Lusa foi contactada por turistas nas Maldivas que acusam o Governo de resposta insuficiente e garantem que são poucos os voos comerciais disponíveis, que já estão lotados.

Questionado sobre se há a possibilidade de repatriamento, Emídio Sousa frisou que este está a ser preparado para os turistas na região do Médio Oriente, nomeadamente Israel, mas que estes encargos serão pagos pelos próprios repatriados.

« Tem de haver alguma paciência e compreensão nesta situação excecional », pediu.

Por fim, reiterou que a rede consular deve ser contactada, mas que há que aguardar que as companhias e agências de viagens formalizem percursos alternativos.

A agência Lusa foi contactada por um grupo de turistas portugueses nas Maldivas que afirma não saber como regressar a Portugal devido ao fluxo de voos comerciais, com escala nos Emirados Árabes Unidos, cancelados após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão e à retaliação de Teerão na região do Golfo Pérsico.

« Eu já contactei as autoridades portuguesas, no caso o consulado em Nova Dei [na Índia], por email, pois por telefone não atendem, mas, na verdade, as respostas que deram foram ou inconclusivas ou eu diria que praticamente não foram úteis », contextualizou à Lusa, por telefone, Flávio Ribeiro, que está nas Maldivas.

A resposta consular foi a de procurarem voos comerciais com outros destinos, no entanto, Flávio frisou que este tipo de voos, que partem da capital, Malé, estão « completamente lotados ».

Flávio lamentou também ter ouvido o primeiro-ministro, Luís Montenegro, dizer na televisão que « nenhum português ficava para trás », afirmando que é precisamente assim que ele e a sua família se sentem.

Além da questão de não existirem voos comerciais para a região do Golfo Pérsico – uma escala para o regresso a Portugal – os hotéis estão também lotados e muitos portugueses estão a ficar retidos no aeroporto da capital, lamentou.

O advogado Pedro Marinho Falcão, de férias no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, também critica as autoridades portuguesas.

« Eu e outros portugueses aqui no Dubai enfrentamos a incapacidade de arranjar meios de transporte para sair do Dubai com destino a Portugal e, sobre essa matéria, as embaixadas não nos dão nenhuma informação (…) E aquilo que nós portugueses, que estamos aqui e sentimos, é que não há, do ponto de vista do Estado português, nenhuma resposta ao problema », lamentou o advogado.

« Estamos totalmente abandonados. Temos uma comunicação que é feita através do WhatsApp comunitário da Embaixada portuguesa, mas as informações que nos dão são genéricas, e eu permiti-me enviar uma mensagem para esse WhatsApp, e recebi uma resposta genérica: ‘consulte o nosso canal de comunicação' », frisou.

Na sua opinião, o Estado português não tem soluções para quem quer sair do Dubai e o Governo já devia ter acionado mecanismos.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

 

Há cerca de 400 pedidos de repatriamento de portugueses no Médio Oriente – secretário de Estado

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse hoje à Lusa que existem cerca de 400 pedidos de repatriamento de portugueses no Médio Oriente, 63 dos quais em Israel, onde Portugal prepara uma extração, em parte por via terrestre.

« Há 63 [pedidos de repatriamento] em Israel e neste momento já temos tudo preparado para os ir buscar. Vai ser por via terrestre, uma parte da extração, pois o espaço aéreo está encerrado », afirmou Emídio de Sousa, acrescentando que na zona do Médio Oriente há « mais ou menos 400 pedidos ».

O governante frisou que, com a progressiva reabertura do espaço aéreo com voos comerciais, existe a possibilidade de alguns cidadãos portugueses, na larga maioria turistas, regressarem por essa via.

O secretário de Estado, também à Lusa, tinha afirmado na segunda-feira que 53 portugueses tinham requerido a extração a partir de Israel.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

 

Com Agência Lusa.

Possíveis sucessores na liderança já morreram – Trump

O Presidente norte-americano afirmou hoje que a maioria dos possíveis sucessores, considerados por Washington para assumirem a liderança do Irão, “já estão mortos”, admitindo incerteza na atual cadeia de comando em Teerão.

“A maioria das pessoas em quem pensávamos está morta… E agora temos outro grupo. Também podem estar mortos… Em breve não conheceremos mais ninguém”, declarou Donald Trump aos jornalistas.

O chefe de Estado norte-americano acrescentou que o pior cenário para o Irão seria a ascensão de um líder “tão mau” como o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo morto em ataques aéreos no sábado, no primeiro dia do conflito.

“Não queremos que isso aconteça”, afirmou.

As declarações surgiram num contexto de intensificação da ofensiva militar conduzida pelos EUA e por Israel contra alvos iranianos, que já causou centenas de mortos e abalou a estrutura política e militar da República Islâmica.

A incerteza quanto à sucessão no Irão tem alimentado especulação sobre a estabilidade interna do país e sobre o impacto regional da eventual emergência de uma nova liderança.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

 

Trump anuncia corte de relações comerciais com Espanha. Madrid lembra que os EUA « devem respeitar os acordos bilaterais » com a UE

O presidente norte-americano anunciou esta terça-feira que deu ordens para o corte das relações comerciais com Espanha, afirmando que é um « aliado terrível ». O governo espanhol já respondeu, lembrando que os EUA « devem respeitar os acordos bilaterais » com a UE.

 

Chefes da diplomacia da UE e do Golfo reunidos por videoconferência na quinta-feira

Os chefes da diplomacia da União Europeia e do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) vão reunir-se na quinta-feira por videoconferência, numa altura de fortes tensões entre Estados Unidos, Israel e Irão, que já causaram vários ataques na região.

Fontes europeias indicaram à agência Lusa que, para quinta-feira às 11:00 de Bruxelas (menos uma hora em Lisboa), está marcada uma reunião informal por videoconferência dos chefes da diplomacia dos 27 da União Europeia (UE), com a participação dos ministros dos Negócios Estrangeiros do CCG.

Depois do ataque iniciado no sábado por Israel e Estados Unidos contra o Irão, seguiu-se uma forte resposta armada iraniana, com repercussões na região, o que já foi criticado pelos países do Golfo, como Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

A reunião surge depois de uma outra, também por videoconferência, realizada no passado domingo entre os chefes da diplomacia do bloco europeu.

Depois de tal encontro, a chefe da diplomacia comunitária, Kaja Kallas, divulgou uma declaração em nome da UE sobre a evolução da situação no Médio Oriente, apelando à « máxima contenção, a proteção dos civis e ao pleno respeito pelo direito internacional ».

Kaja Kallas afirmou ainda na mesma ocasião que « o Irão deve abster-se de ataques militares indiscriminados ».

Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro um ataque ao Irão para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa « eliminar ameaças iminentes » do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma « ameaça existencial ».

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques israelo-norte-americanos fizeram desde sábado pelo menos 787 mortos. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

 

Com Agência Lusa e RTP.

“O cinema é um espaço de resistência e de mudança”, afirma Cléo Diára

Cléo Diára afirmou-se nos últimos anos como uma das figuras mais marcantes do cinema português contemporâneo. Nascida na Praia e criada em Lisboa, a atriz luso-cabo-verdiana tem vindo a afirmar uma visão muito própria do cinema.

Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13 do dia 03 de março de 2026:

 

O reconhecimento internacional chegou com o filme O Riso e a Faca (2025), realizado por Pedro Pinho. Neste projeto cinematográfico de grande ambição narrativa, Cléo Diára oferece uma interpretação sensível e complexa. Pela sua atuação neste filme, a atriz foi distinguida no prestigiado Festival de Cannes, em 2025, recebendo o prémio de Melhor Atriz na secção « Un Certain Regard ». Cléo Diára tornou-se assim a primeira atriz lusófona a vencer este prémio.

A atriz estará também presente na segunda edição do Festival Olá Paris, evento dedicado ao cinema contemporâneo português na capital francesa, que terá lugar de 6 a 8 de março, no Cinéma Club de l’Étoile. A sua participação permitirá reencontrar o público, falar sobre o seu percurso desde o filme O Riso e a Faca e refletir sobre o lugar das novas vozes do cinema português.

Uma coisa é certa: Cléo Diára continua a afirmar-se como uma artista singular, cuja trajetória acompanha a renovação do cinema português contemporâneo. Um percurso que tem sido acompanhado com atenção pelo ALFA 10/13.

Didier Caramalho

Trump diz ter aproveitado a « última e melhor oportunidade » para atacar o Irão

Num discurso durante a cerimónia de entrega de medalhas de honra, na Casa Branca, esta segunda-feira, o presidente norte-americano falou pela primeira vez sobre os ataques dos EUA contra o Irão.

Donald Trump diz que os EUA continuam a realizar « operações de combate em larga escala » no Irão para eliminar as ameaças representadas pelo regime iraniano, afirmando que Teerão ignorou os avisos dos EUA e « recusou a cessar a procura por armas nucleares ».

“O Irão recusou parar o seu programa de armas nuclear”, disse Trump. “Pensávamos que tínhamos chegado a um acordo, mas eles recuaram”, acrescentou, afirmando que aproveitou a « última e melhor oportunidade » para atacar o Irão.

« Um regime iraniano com mísseis de longo alcance e armas nucleares constituiria uma ameaça intolerável para o Médio Oriente, mas também para o povo norte-americano », acrescentou.

“Esta era a nossa última hipótese”, disse, afirmando que os EUA vencerão “facilmente”.

O presidente norte-americano afirma que a operação no Irão está « significativamente adiantada em relação ao calendário » e garante que os EUA têm « capacidade » para um conflito que dure « muito mais tempo » do que quatro ou cinco semanas.

 

Irão: 6 militares dos EUA mortos na ofensiva – Exército

O Exército norte-americano elevou hoje para seis o número de militares mortos na ofensiva em curso contra o Irão, após confirmar a morte de mais dois efetivos dados como desaparecidos.

Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que « as forças norte-americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos numa instalação atingida durante os ataques iniciais do Irão na região ».

O Pentágono (Departamento de Defesa norte-americano) tinha confirmado no domingo a morte de três militares e já hoje o CENTCOM indicou que um quarto militar, gravemente ferido durante os ataques iniciais iranianos, acabou por sucumbir aos ferimentos.

As forças norte-americanas sublinharam, contudo, que « as principais operações de combate continuam » e que o « esforço de resposta » permanece em curso.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

 

Netanyahu diz que queda do regime iraniano está a aproximar-se

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, previu hoje a queda iminente do regime em Teerão, afirmando que se aproxima o dia em que o « valioso povo iraniano rejeitará o domínio da tirania ».

« Lançámos esta campanha para afastar qualquer tentativa de renovar ameaças existenciais e também nos comprometemos a criar as condições que permitam ao valente povo iraniano livrar-se do domínio da tirania », afirmou Netanyahu.

« Esse dia está a aproximar-se. E quando chegar, Israel e os Estados Unidos estarão ao lado do povo iraniano. (…) Depende deles », acrescentou o primeiro-ministro israelita, em visita ao local de um ataque com mísseis iranianos que causou nove mortos no domingo em Bet Shemesh, perto de Jerusalém.

Os ataques iranianos a Israel provocaram pelo menos 10 mortos, enquanto no Irão são mais de 550, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano.

Meios de comunicação de social iranianos tinham noticiado, citando a Guarda Revolucionária iraniana, que o gabinete de Netanyahu e outros objetivos tinham sido atacados pelas Forças Armadas da República Islâmica « em ataques seletivos e surpresa com mísseis Kheibar », algo negado por Israel.

« É completamente falso. É só propaganda da Guarda Revolucionária » do Irão, afirmou à agência de notícias espanhola EFE um porta-voz do gabinete de Benjamin Netanyahu.

Os alarmes antiaéreos soam periodicamente em Jerusalém, onde no domingo à noite um míssil atingiu uma estrada de saída da cidade, que até agora não tinha sido atacada nem no atual conflito com o Irão nem na chamada guerra dos 12 dias de junho de 2025.

Hoje de manhã voltaram a soar e ouviram-se interceções, mas não foi relatada a queda de nenhum projétil, nem avistado fumo ou outro sinal que pudesse alertar para um impacto na cidade, indicou a EFE.

As defesas israelitas repeliram a maior parte dos projéteis iranianos, embora no domingo nove pessoas tenham morrido na sequência do impacto de um míssil numa sinagoga que abrigava um refúgio comunitário e casas vizinhas em Beit Shemesh, a cerca de 30 quilómetros de Jerusalém.

Israel e Estados Unidos (EUA) lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região do Golfo e alvos israelitas.

 

Com Agência Lusa e RTP.

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