EUA/Eleições. « Quanto mais americanos forem, mais portugueses serão » – recordar Mário Soares em Newark

Alfa/ Daniel Ribeiro

Em vésperas das eleições.

« Em Newark, que já foi mais portuguesa, os portugueses estão mais americanos », lê-se numa reportagem do diário português Público, que acrescenta:

“Quanto mais americanos forem, mais portugueses serão ». « Henrique Mano, chefe de redacção do Luso-Americano, o jornal histórico da comunidade portuguesa e lusodescendente nos Estados Unidos, recorda as palavras de Mário Soares nas suas visitas a Newark, cidade-âncora da diáspora. O então Presidente da República apelava a uma maior integração dos portugueses na sociedade norte-americana, através da naturalização e da participação política ».

No que respeita às eleições gerais, há lusodescendentes candidatos, desidnadamente para a Câmara dos Representantes.

O jornal Luso-Americano escreve: « Nas eleições de 5 de Novembro próximo (terça-feira), coloca-se pela primeira vez a possibilidade da eleição de 8 congressistas de origem lusa – se os 5 actuais forem reeleitos e três outros que concorrem pela primeira vez chegarem lá ».

Um galo de Barcelos gigante é um dos ‘amuletos’ presentes no restaurante da luso-descendente Rosemary Pereira (C), proprietária do restaurante Little Portugal, instalado na pequena cidade de Fuquay-Varina, Carolina do Norte, Estados Unidos da América, 31 de outubro de 2024. Com pratos portugueses e venda de produtos nacionais, tem o negócio há quatro anos e é apoiante convicta de Donald Trump, principalmente por achar que a economia americana irá melhorar se o candidato republicano vencer as eleições.  NUNO VEIGA/LUSA

FC Porto goleia Estoril Praia e mantém diferenças para o líder

O FC Porto goleou hoje na receção ao Estoril Praia por 4-0, em jogo da 10ª jornada da I Liga de futebol, mantendo assim a desvantagem de três pontos para o comandante Sporting.

A resistência estorilista, equipa que surpreendeu na última época ao vencer no Dragão por 1-0, durou apenas 19 minutos, quando Danny Namaso inaugurou o marcador, tendo Pepê, aos 28, estabelecido o resultado ao intervalo. Um ‘bis’ de Galeno na reta final do encontro, aos 77 e 87 minutos, completou as contas do encontro.

Com esta vitória, o FC Porto mantém o segundo posto e os três pontos de desvantagem para o comandante e campeão em título Sporting, bem como dois de vantagem para o Benfica, terceiro, enquanto o Estoril é 12º, com nove.

 

Resultados da 10ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 01 nov:

Sporting – Estrela da Amadora, 5-1 (3-1 ao intervalo)

– Sábado, 02 nov:

Rio Ave – Casa Pia, 2-2 (2-2)

Farense – Benfica, 1-2 (1-1)

Gil Vicente – Boavista, 1-2 (0-0)

 

– Domingo, 03 nov:

AVS – Famalicão, 2-3 (2-2)

Arouca – Sporting de Braga, 1-2 (0-1)

Vitória de Guimarães – Moreirense, 1-0 (0-0)

FC Porto – Estoril Praia, 4-0 (2-0)

 

– Segunda-feira, 04 nov:

Nacional – Santa Clara, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Espanha. Rei Felipe VI, Letizia e Presidente do Governo recebidos com insultos na região de Valência

Espanha/Cheias: Rei Felipe VI, a raínha e Pedro Sánchez recebidos com apupos e insultos em Paiporta, uma das zonas da comunidade valenciana mais afetada pelas inundações.

O rei chegou a ser atingido por lama e o resto do programa da visita foi suspenso devido aos protestos da população indignada, que considera que a reação das autoridades à tragédia, bem como a ajuda à região, foi demasiado tardia.

As televisões revelaram as imagens com populares aos gritos de “fora daqui” e « assassinos ».

A catástrofe na região de Valência já fez 217 mortos, havendo ainda dezenas de desaparecidos.

PASSAGE À NIVEAU – 03 Novembro 2024

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 03 Novembro 2024
Entre as 12h00 e as 14h00

Redifusão na noite de terça para quarta-feira (seguinte) às 00h

Aqui fica a emissão:

Desporto Associativo – 02 Novembro 2024

Um programa de Sousa Gomes. O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão às 2h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

 

Mais de uma centena de manifestantes em Lisboa para pedir « povo no poder » em Moçambique

Mais de uma centena de manifestantes em Lisboa para pedir « povo no poder » em Moçambiquefacebook sharing button

whatsapp sharing buttonMais de 120 pessoas concentraram-se ontem junto à embaixada de Moçambique em Portugal para pedir « o povo no poder ».

Os manifestantes entoaram palavras de ordem e contestaram os resultados das eleições gerais moçambicanas.

Além das palavras de ordem, empunhavam cartazes a dizer que « quem adormece na democracia acorda na ditadura » e rejeitando os resultados eleitorais, que deram a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder desde 1975.

Antes de começarem a descer em direção à Praça do Comércio, os manifestantes entoaram o hino nacional de Moçambique.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) moçambicana anunciou em 24 de outubro a vitória de Daniel Chapo com 70,67% dos votos nas eleições de 09 de outubro para escolher o Presidente de Moçambique.

Venâncio Mondlane, apoiado pelo Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos, extraparlamentar), ficou em segundo lugar, com 20,32% dos votos, e contestou os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

A cidade de Maputo registou na sexta-feira, pelo segundo dia consecutivo, confrontos entre apoiantes de Venâncio Mondlane e a polícia, que usou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

Hoje, pelo terceiro dia consecutivo, o acesso a várias plataformas de redes sociais através de operadores moveis, apresenta limitações, pelo menos em Maputo.

Mondlane apelou para uma greve geral e manifestações durante uma semana em Moçambique, a partir de 31 de outubro, e marchas em Maputo em 07 de novembro.

O candidato presidencial designou esta como a terceira etapa da contestação aos resultados das eleições gerais de 09 de outubro anunciados há uma semana pela CNE, que se segue aos protestos realizados nos passados dias 21, 24 e 25.

Os protestos degeneraram em confrontos com a polícia, de que resultaram pelo menos 10 mortos, dezenas de feridos e 500 detidos, segundo o Centro de Integridade Pública, uma organização não-governamental moçambicana que monitoriza os processos eleitorais.

Benfica dá a volta ao resultado e vence lanterna-vermelha Farense

O Benfica somou hoje o quinto triunfo seguido na I Liga portuguesa de futebol, ao completar uma reviravolta sobre o Farense e vencer por 1-2, em jogo da 10ª jornada realizado no Estádio Algarve.

O espanhol Darío Poveda adiantou a formação de Faro, aos 15 minutos, mas o compatriota Carreras, aos 21, e o grego Pavlidis, aos 54, deram a volta ao resultado e consumaram a quinta vitória dos ‘encarnados’ sob o comando de Bruno Lage no campeonato – a nona em 10 partidas em todas as competições.

As ‘águias’ seguem no terceiro lugar, com 22 pontos, a oito do líder Sporting (30), que tem mais um jogo, e a dois do FC Porto, segundo classificado, que no domingo defronta o Estoril Praia, enquanto o Farense continua na 18ª e última posição, com quatro pontos, após averbar a oitava derrota na prova.

 

Resultados da 10ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 01 nov:

Sporting – Estrela da Amadora, 5-1 (3-1 ao intervalo)

– Sábado, 02 nov:

Rio Ave – Casa Pia, 2-2 (2-2)

Farense – Benfica, 1-2 (1-1)

Gil Vicente – Boavista, 21:30

 

– Domingo, 03 nov:

AVS – Famalicão, 16:30

Arouca – Sporting de Braga, 19:00

Vitória de Guimarães – Moreirense, 19:00

FC Porto – Estoril Praia, 21:30

 

– Segunda-feira, 04 nov:

Nacional – Santa Clara, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Kemi Badenoch eleita líder do Partido Conservador do Reino Unido

Kemi Badenoch eleita líder do Partido Conservador do Reino Unido

 

A antiga ministra da Economia Kemi Badenoch foi hoje anunciada a sucessora de Rishi Sunak na liderança do Partido Conservador, atualmente na oposição depois de 14 anos sucessivos no Governo.

Badenoch era considerada a favorita e derrotou o antigo secretário de Estado da Imigração Robert Jenrick na votação dos militantes.

Tanto Badenoch como Jenrick são considerados representantes da ala mais à direita dos ‘tories’ (conservadores), crítica do multiculturalismo, do discurso ‘woke’, adepta da redução da imigração e dos impostos.

Nascida no Reino Unido, filha de pais de origem nigeriana e criada no país africano, Kemi Badenoch, de 44 anos, defende um regresso aos valores conservadores, acusando o partido de se ter tornado mais « liberal » em questões sociais como o género e de ter « governado à esquerda ».

« Vi o sistema por dentro e o sistema está falido », proclamou no Congresso dos Conservadores, no início de outubro, propondo-se a « reconfigurar, relançar e reprogramar » o Estado britânico.

Algumas das posições causaram polémica, como quando, no final de setembro, declarou que o pagamento da licença de maternidade era « excessivo » ou quando afirmou ao ao jornal Sunday Telegraph que « nem todas as culturas são iguais ».

Esta tendência de fazer comentários impulsivamente é considerada uma fraqueza pelos críticos, enquanto os admiradores elogiam a capacidade argumentativa e um pensamento crítico estimulante.

Antes de entrar para a política, esta engenheira de formação trabalhou nos setores bancário e informático.

EUA/Eleições. Trump ou Kamala: Portugueses e lusodescendentes divididos. Reportagem

REPORTAGEM: EUA/Eleições: « Pulso forte » de Trump e « apoio às mulheres » de Kamala dividem portugueses em Filadélfia

 

Por Marta Moreira, da agência Lusa 

A comunidade portuguesa em Filadélfia é hoje um espelho da política norte-americana, dividida entre o « pulso forte » de Donald Trump na economia e o apoio de Kamala Harris aos direitos reprodutivos das mulheres.

Ao final de cada semana, o Clube Português da Filadélfia é paragem obrigatória para a comunidade portuguesa – cada vez mais reduzida – na maior cidade da Pensilvânia, um estado decisivo para as eleições presidenciais da próxima terça-feira e que se anteveem muito renhidas.

Entre servir a uma mesa uma dose de carne estufada e a outra uma de salmão grelhado, Ruy Raimundo, presidente do ‘Philadelphia Portuguese Club’, fez uma pausa para contar à Lusa que é o ex-presidente e candidato republicano, Donald Trump, quem levará o seu voto, apesar de admitir que não gosta « da linguagem e da postura » do magnata.

« A maior preocupação que tenho neste momento é o estado a que chegou este país. Continua a ser o melhor país do mundo para mim e para quem quer dar a volta à vida, continua a ser o país das oportunidades, mas acredito que os dois atuais candidatos à Presidência revelam o estado do país neste momento », disse o luso-americano de 56 anos, a viver nos Estados Unidos há 11 anos.

« Nenhum destes candidatos me satisfaz a 100%, mas acho que há um que é menos mau neste momento, mesmo sendo aquele que eu menos gosto como pessoa: Donald Trump. Não gosto dele, não gosto da linguagem, nem da postura, mas penso que é a pessoa ideal para o país neste momento, devido às suas ideologias a nível económico e financeiro », acrescentou.

Para este antigo empresário de Cascais, que é hoje gerente de dezenas de lojas de uma grande empresa norte-americana, os « Estados Unidos precisam de uma pessoa com pulso e que consiga ganhar novamente o respeito a nível externo, e essa pessoa é Donald Trump ».

 « Pessoalmente, não acredito nas políticas da outra candidata, até porque ela teve no Governo nos últimos quatro anos e não vi nada de positivo ser feito », avaliou Ruy Raimundo, referindo-se à vice-presidente e candidata democrata, Kamala Harris.

Tendo em conta o seu contacto frequente com eleitores luso-americanos, o presidente do ‘Philadelphia Portuguese Club’ acredita que a comunidade portuguesa está dividida entre Donald Trump e Kamala Harris, embora admitindo que o tecido empresarial, especialmente no ramo da construção, irá votar no ex-presidente.

E essa visão foi corroborada precisamente pelo empresário do ramo da construção Jaime Costa, que indicou à Lusa que viu reduzir as suas « margens de lucro » e o volume de negócios durante o atual Governo e, por isso, votará em Donald Trump.

« O que mais me preocupa é a inflação, a economia. Desde que este Presidente [Joe Biden] chegou ao poder, o preço das coisas aumentou demasiado. Estragou tudo o que tinha sido deixado pelo antigo Presidente [Donald Trump]. Logo após o Biden ter tomado posse, o preço da gasolina disparou, assim como os preços dos materiais. Nunca poderei estar satisfeito com as mudanças que ele fez, porque prejudicaram muito o meu negócio », contou o empresário de 69 anos, natural de Leiria.

As eleições entram na reta final com Trump e Harris praticamente empatados nas sondagens em estados como a Carolina do Norte, Georgia e Pensilvânia, onde uma vitória fará a diferença em termos de votos do colégio eleitoral. Foi com vitórias neste estado que Trump conseguiu derrotar Hillary Clinton em 2016, apesar de a democrata ter sido a mais votada no total nacional.

Por outro lado, Susana Raimundo e Anabela Meirelles não conseguem entender como é que, « depois de tantos problemas com a justiça » e « com tantas polémicas acumuladas », Donald Trump continua a ter um apoio tão significativo do eleitorado.

Apesar de não estarem elegíveis para votar – Anabela Meirelles tem apenas autorização de trabalho e de residência nos Estados Unidos e Susana Raimundo conseguiu a cidadania há apenas uma semana, perdendo o prazo para registo eleitoral -, as duas lisboetas assumem o seu apoio a Kamala Harris, considerando que a candidata democrata « é uma mulher forte ».

« Gosto dela, em primeiro lugar, porque ela é mulher e porque defende muito mais os direitos das mulheres do que o Trump. Sou uma grande defensora dos direitos das mulheres e tenho uma neta. Por isso, a pensar no futuro dela, apoio a Kamala Harris e sou contra um novo Governo de Trump », defendeu Susana Raimundo, que discorda politicamente do marido, Ruy Raimundo.

« Infelizmente, com muita pena minha, não vou poder votar, mas vou manter a esperança de que a Kamala ganhe », afirmou a luso-americana de 61 anos.

Anabela Meirelles, de 65 anos, também « tem pena de não poder votar », admitindo que tem várias discussões familiares com quatro dos seus cinco filhos, por apoiarem Donald Trump.

« Tenho sete netos e estou preocupada com o futuro deles, assim como com os direitos das mulheres. Já sofri de violência doméstica e sei o quanto precisamos que alguém defenda os direitos das mulheres e é por isso que apoio a Kamala. Assusta-me a possibilidade de o Trump regressar ao poder e assustam-me os seus apoiantes », frisou Anabela.

Luis Casimiro, um ex-mecânico de 70 anos, já reformado, contou à Lusa que já votou antecipadamente em Kamala Harris, porque « não acreditar no bandido que é Donald Trump ».

« O que aquele bandido fez no Capitólio não se fez em lado nenhum. Não acredito nele », disse o eleitor, natural do Fundão, referindo-se ao episódio de 06 de janeiro de 2021, quando apoiantes de Trump invadiram o edifício do Congresso em Washington, DC para tentar travar a certificação da vitória de Joe Biden.

Casimiro, a viver nos Estados Unidos há 36 anos, lamentou ainda o « fanatismo » de alguns eleitores em torno de Donald Trump, que « estão prontos para alegar fraude eleitoral » em caso de derrota do magnata republicano.

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