Tribuna Desportiva – 04 Novembro 2024
Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.
Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).
Primeira hora:
Segunda hora:

Mundo angustiante. Guerras, Eleições/EUA. França: Um Presidente mais impopular do que nunca. Opinião
Alfa/ Daniel Ribeiro. Opinião
« Plus impopulaire que jamais, Emmanuel Macron se prépare à une interminable et douloureuse fin de règne ».
Este é um título do jornal Le Monde. Fim de reino para Emmanuel Macron?
Sem maioria, o PR Macron está completamente dependente de Michel Barnier e do seu Governo, com quem não tem boas relações e também ele (Barnier) não contando com uma maioria na Assembleia.
Em França, o futuro é um enigma, tanto devido aos problemas políticos como económicos, porque a sua dívida pública atinge cumes históricos.
« A 3 228 milliards d’euros, l’endettement de la France n’a jamais été aussi élevé. Il représente 112 % du PIB, au lieu des 60 % maximum prévus par les règles européennes », escreve Le Monde.
É evidente que as angustiantes guerras sem fim na Ucrânia, Rússia ou no Médio Oriente, com armas de tal modo sofisticadas que só aguns « especialistas » conseguem explicar porque são utilizadas, nos deixam perplexos e são bem mais graves, sem comparação, do que a situação política em França.
Por exemplo, a tentativa de eliminação de um povo histórico – o palestiniano – a pretexto dos horrores cometidos pelo Hamas, é horrível. Alguém pensou em matar todos os alemães, ou limpar a Alemanha do mapa, devido aos crimes sem qualificação cometidos pelo regime de Hitler?
Vivemos num mundo angustiante.
Veremos o que se passa com os resultados das eleições americanas. Para já, o que se sabe, com Harris ou Trump, é que em relação à Europa (Ucrânia) e a Israel nada mudará. Armas continuarão a ser fornecidas em massa por republicanos ou democratas.
Pelo seu lado, a Rússia continuará na sua senda de atacar a Ucrânia, sem compaixão….
Não vivemos num mundo apenas angustiante. Vivemos num mundo horroroso.
Portugal. MNE anuncia reforço de pessoal em postos consulares prioritários
MNE anuncia reforço de pessoal em postos consulares prioritários – fonte RTP e Lusa
O Ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou ontem 121 funcionários para os Serviços Periféricos Externos e 50 novos analistas de vistos, que vão trabalhar no Plano de Ação para as Migrações e reforçarão os postos consulares prioritários.
Destes, Paulo Rangel destacou os « 121 [funcionários] nos Serviços Periféricos Externos e os 50 novos analistas de vistos na DGACCP [direção geral de assuntos consulares], que vão justamente trabalhar no Plano de Acção para as Migrações e reforçarão os postos consulares considerados prioritários, estando pois prevista uma dotação orçamental de 2,7 milhões de euros ».
Este concurso externo, frisou, está a decorrer e registou mais de 500 candidaturas e a entrada em funções destes peritos está prevista para « o início do ano ».
Além disso, após a reforma salarial de 2023 dos Serviços Periféricos Externos, esta verba para os recursos humanos inscrita, segundo o governante, inclui « finalmente » a dotação « para acomodar o impacto da total atualização da tabela salarial, uma medida aprovada pelo executivo anterior, mas que só agora passa a ter correspondência integral ».
Mas também permite olhar para « alguns pontos criadores de injustiças ou incorreções, por exemplo, os relacionados com o ensino do português no estrangeiro, alguns funcionários dos SPE [Sistemas de Ensino do Português no Estrangeiro] no Brasil, a revisão da tabela salarial dos chanceleres e dos chamados `extra tabela` », acrescentou.
« Nesses estamos a trabalhar, também em diálogo e colaboração com os representantes sindicais », adiantou Paulo Rangel.
Quanto à carreira diplomática, o ministro assegurou que o Governo está « a trabalhar incessantemente » na revisão dos estatutos daquela carreira e defendeu mudanças nas suas regras de acesso. « Temos vindo a trabalhar incessantemente na revisão do estatuto da carreira diplomática, adaptando-a aos novos tempos [onde a vertente europeia e o multilateralismo cresceram em importância] » afirmou Paulo Rangel na sua intervenção no início do debate na especialidade do Orçamento de Estado para 2025.
E adiantou que o objetivo é torná-la « mais atrativa », atualizando « a dimensão remuneratória, reformando no futuro o sistema de ingresso, criando a figura de embaixadores que, a partir de Lisboa, possam estar acreditados em vários países » onde Portugal não tem embaixadas. Além disso, Paulo Rangel anunciou que o atual Gabinete de Emergência Consular vai ser transformado num Centro de Gestão de Crises.
« Tendo em conta o aumento do número de casos de emergência consular, em resultado de crises políticas, conflitos armados, acidentes e outras situações graves, que têm afetado milhares de portugueses no estrangeiro, continuaremos a apostar na evolução do atual Gabinete de Emergência Consular para o transformar num verdadeiro Centro de Gestão de Crises, na Direção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas », afirmou Paulo Rangel
Esta será segundo Paulo Rangel « uma reforma interna de grande importância ».
Hoje arrancou a apreciação na especialidade do OE2025, fase que só terminará com a votação final global do documento marcada para dia 29. No OE2025, o Governo prevê um crescimento económico de 2,1% no próximo ano, um excedente orçamental de 0,3% e que a dívida pública se reduza para 93,3% do PIB.
A proposta de lei já foi aprovada na generalidade na quinta-feira, com os votos a favor dos dois partidos que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, e a abstenção do PS. Os restantes partidos da oposição — Chega, IL, BE, PCP, Livre e PAN — votaram contra.
O PS anunciou que se irá abster também na votação final global, assegurando a viabilização do primeiro Orçamento do Estado apresentado pelo executivo minoritário PSD/CDS-PP.
Primeiro « Cancioneiro da União Europeia » é esta terça-feira publicado e inclui seis temas portugueses
Foto: RTP
Primeiro « Cancioneiro da União Europeia » é esta terça-feira publicado e inclui seis temas portugueses.
« Amar pelos dois », (Amor), « Canção do Mar » (Natureza e Estações), « Grândola, Vila Morena » (Liberdade e Paz), « Malhão, malhão » (Populares e Tradicionais), « Foi Deus » (Fé e Espiritualidade) e « A Loja do Mestre André » (Canções infantis) integram livro.
Leia aqui um extrato de um despacho da Lusa sobre este assunto:
O primeiro “Cancioneiro da União Europeia”, que reúne 164 canções dos 27 Estados-membros, seis das quais portuguesas, é hoje editado, nove anos depois de ter começado a ser preparado.
No livro, as canções são apresentadas em partitura para voz solo, com acordes, e as letras estão escritas nas 25 línguas originais, que abrangem três alfabetos, e têm tradução em inglês.
Na página do livro dedicada a cada canção há também um código QR, que pode ser lido com recurso a um telemóvel ou tablet, que permite ouvir a gravação original do tema em questão.
As 164 canções foram divididas em seis categorias – Liberdade e Paz, Amor, Natureza e Estações, Populares e Tradicionais, Fé e Espiritualidade e Canções Infantis – e Portugal está representado em todas elas.
Em 2018 estiveram a voto 60 canções portuguesas e as mais votadas, por 2666 pessoas, foram: “Amar pelos dois”, (Amor), “Canção do Mar” (Natureza e Estações), “Grândola, Vila Morena” (Liberdade e Paz), “Malhão, malhão” (Populares e Tradicionais), “Foi Deus” (Fé e Espiritualidade) e “A Loja do Mestre André” (Canções infantis).
« Mon réinvestissement dans la vie parlementaire peut contribuer à rehausser la gauche de gouvernement » affirme François Hollande
Dans Le Défi de gouverner (éditions Perrin), François Hollande retrace l’histoire de la gauche, de l’affaire Dreyfus (1894) à nos jours. C’est la première fois qu’un ancien chef de l’Etat revient, dans une perspective d’historien, sur l’œuvre politique, sociale et sociétale de sa famille politique.
François Hollande a accordé un entretien exclusif à Didier Caramalho. C’était le lundi 28 octobre 2024, un entretien enregistré dans le cabinet de l’ancien président de la République pour l’ALFA 10/13 :
Le Défi de gouverner, la gauche et le pouvoir de l’affaire Dreyfus jusqu’à nos jours (Perrin), pourrait s’apparenter à un simple manuel d’histoire politique. Pourtant, il est bien plus que cela. D’abord, l’ouvrage résonne comme une apologie de la social-démocratie : à travers cet essai, François Hollande explore les ambitions, les faiblesses, les réussites et les défaites de sa gauche dans l’exercice du pouvoir. Autrement dit de la gauche de gouvernement, de la gauche du compromis, de la gauche réformiste face à la gauche dite d’opposition, la gauche radicale, la gauche « insoumise » selon les mots de l’ancien président. Dans Le Défi de gouverner (Perrin), François Hollande exhume l’histoire pour rendre sa fierté à sa gauche et lui rappeler sa pertinence actuelle. Que serait la France aujourd’hui si sa gauche n’avait jamais eu le courage de gouverner ? Voilà la thèse centrale du Défi de gouverner (Perrin).

L’objectif de François Hollande est en apparence celui-ci : réaffirmer l’importance de la social-démocratie – comme compromis entre les aspirations citoyennes pour une vie meilleure et les difficultés du réel – dans une époque où les extrêmes gagnent du terrain. Qui dit social-démocratie dit inévitablement compromis. « Le compromis est lié à l’exercice même du pouvoir. […] Il s’agit de l’espérance portée par un gouvernement de gauche et de la confrontation avec la réalité. […] Le compromis n’a rien à voir avec la compromission, le mensonge » assure François Hollande.
En défendant ainsi l’importance du socialisme français dans l’histoire de la gauche, l’ancien président s’attaque en filigrane à la gauche incarnée aujourd’hui par La France insoumise de Jean-Luc Mélenchon. À rebours de la gauche radicale, François Hollande martèle qu’avant « de faire une pause, un mouvement de recul ou de contournement, la gauche obtient des victoires » ; autrement dit, que pour obtenir des acquis, la gauche doit accepter le jeu de la mondialisation et du libéralisme. Serrer les dents patiemment pour avancer sûrement.
L’éléphant du PS qui veut peser de nouveau dans l’arène politique
François Hollande cherche certainement à s’imposer au cœur du débat public actuel. Huit ans après avoir annoncé se retirer de la course à l’élection présidentielle de 2017, la publication du Défi de gouverner (Perrin) intervient à un moment-clé : le PS d’Olivier Faure, affaibli, semble lutter pour sa place face au radicalisme de LFI. François Hollande (réélu député de la 1ère circonscription de Corrèze en juillet 2024) propose, à travers un essai d’histoire, une réflexion pour refonder la gauche et suggère qu’une gauche réformiste, capable de proposer des solutions pragmatiques, pourrait regagner la confiance des Français et contrer les extrêmes – entendez : affaiblir et discréditer la gauche mélenchoniste et redorer le blason de la gauche socialiste ! Pour cela, il a revêtu le costume de député.
Je suis redevenu député parce qu’il y avait un danger d’extrême-droite. Je crois que mon réinvestissement dans la vie parlementaire peut contribuer à rehausser la gauche de gouvernement, la gauche réformiste.
Et la méthode semble fonctionner : peu à peu, François Hollande retrouve une position centrale au sein de la gauche. Au point qu’il peut même se permettre de souhaiter « une nouvelle figure pour diriger le Parti Socialiste » (a-t-il déclaré au micro de France Info et LCP le 7 octobre dernier) et envisager une candidature à l’élection présidentielle de 2027. François Hollande veut rebattre les cartes et reprendre à son avantage le créneau social-démocrate en France ; exit Olivier Faure, Raphaël Glucksmann, Karim Bouamrane, Gabriel Attal…

Avec Le Défi de gouverner (Perrin), l’ancien président espère redonner de la force à une gauche socialiste qui peine à s’imposer. Après avoir anémié le PS avec la fin de son mandat, François Hollande cherche maintenant à lui donner un nouveau souffle.
Le premier pas d’un marathon : du Défi de gouverner à l’Elysée ?
Cet essai est ainsi bien plus qu’un simple livre d’histoire, c’est un livre de début de campagne. L’ancien président a habilement converti l’ouvrage (initialement pensé par Benoît Yvert, directeur des éditions Perrin, comme un livre-hommage au centenaire du Cartel des Gauches) en un manifeste prospectif pour l’avenir de sa famille politique. C’est un acte de mémoire, mais aussi un appel aux électeurs désireux d’une gauche ambitieuse, prête à exercer le pouvoir de manière réaliste. Retrouver dans le passé les appuis du futur. Convoquer les fantômes de Pierre Waldeck-Rousseau, Jean Jaurès, Léon Blum, Pierre Mendès-France, François Mitterrand et Lionel Jospin pour s’inscrire définitivement dans l’Histoire – avec un grand H.
En somme, Le Défi de gouverner (Perrin) est un premier pas fondamental dans la course que François Hollande s’apprête à courir : il cristallise les ambitions de l’ancien chef de l’Etat de jouer un rôle actif dans le renouveau de la gauche française et de défendre une vision de la social-démocratie comme une manière crédible d’exercer le pouvoir de façon durable.
Didier Caramalho
SABRINA DA SILVA (sab.dslv) ESTEVE NO « BOM DIA! »
Veja aqui o videocast da entrevista.
REPORTAGEM: EUA/Eleições: Mulheres luso-americanas preferem Kamala e homens Trump
Vésperas de eleições.
REPORTAGEM: EUA/Eleições: Mulheres luso-americanas preferem Kamala e homens Trump
Por Paulo Dias Figueiredo, da Agência Lusa
As mulheres luso-americanas em vários estados preferem ver Kamala Harris como nova Presidente, enquanto os homens se inclinam para Donald Trump, refletindo a fratura de género nas eleições de terça-feira.
A Carolina do Norte foi o estado onde nas últimas eleições Donald Trump ganhou por uma margem mais estreita, tendo perdido pontos em relação a 2016, e é neste estado que repousam muitas das esperanças democratas de evitar um regresso do republicano à Casa Branca.
Stacy Ann, hospedeira de 35 anos da Carolina do Norte, prefere dizer à Lusa em quem não votou – Donald Trump.
“Quero um Presidente que a nível global represente os Estados Unidos de maneira respeitável. Que não tenha sido condenado ou acusado de crimes, que não diz aos eleitores que ‘se votarem em mim será a ultima vez que votam’”, afirmações do candidato republicano que, considera, põem em causa o sistema democrático.
“Todos os meus familiares [portugueses] viveram no regime de [António Oliveira] Salazar e nem gostam de falar nisso. Sei que foi muito difícil e eu não quero viver nesse ambiente”, afirma a filha de imigrantes portugueses em New Jersey, cidadã portuguesa e atualmente a tratar da cidadania também para o filho.
Para a luso-americana, que votou antecipadamente como quase metade dos norte-americanos, entre os assuntos mais importantes nestas eleições está a “autonomia das mulheres sobre o próprio corpo”, numa altura em que em muitos estados o Partido Republicano avança com restrições ao aborto.
“Acredito que não devo ditar o que uma mulher deve ou precisa de fazer com o seu corpo. (…) As mulheres devem receber cuidado de médicos e não de políticos”, frisa.
Já para Rosemary Pereira, a principal preocupação nesta eleição é a economia e a elevada inflação, que considera estar a prejudicar o seu negócio nos arredores de Raleigh, no leste do estado. Por isso votou em Donald Trump, sem hesitações.
“Acho que Trump melhorou muita coisa, a economia claro que sim. Mas também do outro lado estão [democratas] há quatro anos sem nada feito”, afirma.
Nem a idade avançada de Trump, quase 20 anos mais velho do que Kamala Harris, e que seria o mais idoso Presidente da história ao concluir o próximo mandato, impede Rosemary de o querer de volta.
“Depois de ver o [Joe] Biden, um Presidente que nem podia estar de pé…”, relativiza.
Também o facto de Harris ser mulher a poderia fazer mudar o sentido de voto: “Se (a mulher) não fosse ela”, talvez votasse democrata, mas Harris “não fez nada” enquanto vice-presidente.
A mais recente pesquisa da Emerson College indica que as mulheres preferem Kamala Harris por uma margem de 12 pontos e os homens votam em Trump por uma percentagem similar.
Também na Carolina do Norte, Jason Resendes, de 40 anos, assume que se inclina para “visões conservadoras”, apontando como principais questões na sua escolha a economia, assuntos de veteranos, imigração ilegal e assuntos internacionais.
E o ex-militar de uma família açoriana oriunda da comunidade de New Jersey – onde os luso-americanos se inclinavam historicamente para os democratas devido à imigração portuguesa por parte do ex-presidente John F. Kennedy – critica a atual administração em questões como a economia e política externa e elogia Trump, pelo tratamento dos veteranos e por assegurar no seu mandato “a paz no Médio Oriente”.
“Trump estava a encontrar maneiras realmente diferentes de diminuir a imigração ilegal e este regime atual está apenas a permitir a entrada de qualquer pessoa no país, incluindo assassinos, violadores, terroristas, etc”, adiantou.
Também a mulher, Annabela Resendes, indica que as suas opiniões “estão mais alinhadas com os candidatos republicanos”.
“Os assuntos mais importantes para mim são a economia, o crime, a política externa e a imigração”, afirma a dinamizadora de atividades da comunidade luso-americana e que está a planear comemorações do Dia de Portugal na cidade de Charlotte.
Na Florida, o reformado Rafael Pacheco votou Trump sobretudo por causa da inflação.
“Não gosto da personalidade dele, (…) mas como Presidente, homem para defender os interesses do país e qualidade para proteger esses interesses, é o ideal”, diz à Lusa, dando como exemplo o encarecimento de bens essenciais.
“Há quatro anos fui a um supermercado português comprar aquelas coisas – bacalhau, azeitonas, queijo, tudo isso – e gastei 180, quase 200 dólares. Há três dias fui ao mesmo supermercado, comprei relativamente as mesmas coisas, talvez menos, e custou-me 367 dólares!”, indigna-se o luso-americano, que vive na zona mais democrata da Florida, o condado de Miami-Dade. A mulher irá votar em Kamala Harris.
Também na Florida, que já foi um estado fortemente disputado pelos dois partidos, mas hoje é solidamente republicano, Artur Potdevin assume apoio a Trump “100 por cento”, cuja presidência trouxe “os melhores anos que a América teve”, com muito trabalho e a economia ótima”: hoje, os preços de tudo “são a dobrar”.
“E os imigrantes ilegais estão a estragar o país, a vandalizar apartamentos, entrar com armas”, afirmou à Lusa o português residente na costa do Golfo do México, profissional de transportes.
Mais a norte, na Virgínia, um luso-americano que pediu para não ser identificado por motivos profissionais indicou que já votou em Kamala Harris, mas mais para impedir que Trump regresse à Casa Branca.
“Kamala é o menor de dois males. O mais importante é impedir o regresso do caos, garantir alguma estabilidade”, adiantou o engenheiro de 45 anos, há mais de 20 nos Estados Unidos e tradicionalmente eleitor democrata.
Também Harris é a preferida de uma profissional de comunicação luso-americana de 44 anos residente de longa data nos Estados Unidos, que já viveu em Washington DC e, mais recentemente, em Nova Iorque e que pede para não ser identificada por motivos profissionais.
Frisando que vota no melhor candidato e não no partido, identifica-se mais com as propostas “equilibradas” de Harris e desconfia do ex-presidente republicano: “Trump revela ser uma pessoa sem caráter, inclusive para os que trabalharam com ele, e fala como vendedor só para ter votos e diz o que as pessoas querem ouvir.”
A luso-americana já votou e acredita que a democrata “ganha por um fio de bigode de gato”. Anda pela cidade com uma t-shirt com uma imagem de Kamala e a legenda “Yes, we Kam”, uma alusão à candidata democrata e ao slogan do ex-presidente Barack Obama, “Sim, podemos”.
Robert Wilson illumine Fernando Pessoa – no Théatre de la Ville de Paris, a partir do dia 05/11
Alfa/ Daniel Ribeiro
Robert Wilson illumine Fernando Pessoa – no Théatre de la Ville de Paris, de 5 a 16 de novembro.
Texto de apresentação do diretor do teatro do centro de Paris, Emmanuel Demarcy-Mota:
« C’est une immense joie de retrouver Robert Wilson sur le grand plateau rénové du Théâtre de la Ville-Sarah Bernhardt. Artiste panoramique et compagnon fidèle, celui qui s’est fait connaître dès les années 1970 pour la beauté de ses silences est désormais intimement lié à l’histoire du Théâtre de la Ville, où il nous a fait rêver tant de fois.
Après Mary Said What She Said avec Isabelle Huppert, Jungle Book avec CocoRosie, et Bach 6 Solo avec la violoniste Jennifer Koh, ou encore la recréation de I was sitting on my patio avec Lucinda Childs, tous produits par le Théâtre de la Ville, Robert Wilson s’immerge cette fois dans l’œuvre de Fernando Pessoa et de ses créatures, les hétéronymes, à travers lesquels le poète portugais a créé une œuvre monumentale.
PESSOA – Since I’ve been me est né du désir partagé avec Marco Giorgetti, directeur du Teatro della Pergola (grand partenaire du Théâtre de la Ville), de proposer ensemble à un grand maître du théâtre vivant, un spectacle avec un casting européen et articulé en plusieurs langues : français, italien, portugais et anglais.
Avec ce spectacle je vous souhaite, comme le dit Fernando Pessoa, de « tout sentir de toutes les manières »