Depois da euforia dos JO Paris2024. França continua sob ameaça de uma crise política – Opinião

Foto de abertura: Lusa (Mário Cruz)

Alfa – Daniel Ribeiro

Depois do inegável êxito e da euforia dos JO Paris2024, a França permanece sob ameaça de uma crise política porque parece continuar difícil encontrar um consenso na Assembleia Nacional para aprovar o Orçamento do Estado (OE) para 2025 – (não é só em Portugal, onde o Governo também não conta com uma maioria no Parlamento que este problema específico existe).

Em França, a ameaça do chumbo do OE2025 parece forte.

Tal como em Portugal, a França também conheceu eleições legislativas antecipadas decididas pelos respetivos presidentes  – Marcelo e Macron – que, ambas, não resultaram em maiorias absolutas em ambos os parlamentos.

Em Portugal, o PM Montenegro tenta acordos parlamentares de recurso com o PS e, em França, o PM de « gestão » Attal, enfrenta um problema talvez ainda mais grave porque a oposição no Parlamento é bem mais radical do que em Portugal.

Filme “Grand Tour” de Miguel Gomes selecionado para Prémios do Cinema Europeu

Filme “Grand Tour” de Miguel Gomes selecionado para Prémios do Cinema Europeu

 

O filme “Grand Tour”, de Miguel Gomes, está entre as 29 primeiras obras selecionadas para os Prémios do Cinema Europeu, anunciou hoje a organização.

Na lista encontra-se ainda “Misericórdia”, do francês Alain Guiraudie, com coprodução portuguesa pela Rosa Filmes.

Em comunicado, a Academia Europeia do Cinema lembrou que a seleção foi feita por um painel, consultando vários peritos europeus, e que é desta lista que resultarão os nomeados aos prémios, que são entregues em dezembro, na Suíça.

Os restantes filmes selecionados vão ser anunciados em setembro e as nomeações reveladas em 05 de novembro.

A história de « Grand Tour » segue um romance de início do século XX, com Edward (Gonçalo Waddington), um funcionário público do império britânico que foge da noiva Molly (Crista Alfaiate) no dia em que ela chega para o casamento.

“Contemplando o vazio da sua existência, o cobarde Edward interroga-se sobre o que terá acontecido a Molly… Desafiada pelo impulso de Edward e decidida a casar-se com ele, Molly segue o rasto do noivo em fuga através deste ‘Grand Tour’ asiático”, refere a sinopse.

Miguel Gomes já conquistou o prémio de melhor realização no festival de Cannes deste ano com “Grand Tour”, um feito até aqui inédito para o cinema português.

Na preparação deste filme, ainda antes da pandemia da covid-19, Miguel Gomes fez um arquivo de viagem pela Ásia – por exemplo, Myanmar (antiga Birmânia), Vietname, Tailândia, Japão -, para traçar o trajeto das personagens, recolhendo imagens e sons contemporâneos para uma longa-metragem de época de 1918.

Só depois desse périplo, Miguel Gomes rodou as cenas com os atores em estúdio, em Roma. O argumento é coassinado pelo cineasta com Mariana Ricardo, Telmo Churro e Maureen Fazendeiro.

“O que é interessante no cinema é que se pode viajar para um mundo alternativo, um mundo ficcional que contém todos os tempos; as memórias do tempo passado, o tempo atual em que vivemos, o presente”, disse Miguel Gomes em conferência de imprensa em Cannes.

“Grand Tour” foi produzido por Uma Pedra no Sapato, de Filipa Reis, em coprodução com Itália, França, Alemanha, China e Japão.

Alfa/Lusa

Paris2024: Portugal tem melhores desportistas do que se imagina – Carlos Lopes

Paris2024: Portugal tem melhores desportistas do que se imagina – Carlos Lopes

 

Iúri Leitão e Pedro Pichardo igualaram o feito de Carlos Lopes, ao juntarem uma medalha de prata ao título olímpico, algo que o antigo maratonista considerou ontem mostrar que Portugal tem melhores desportistas do que se imagina.

Na estreia lusa em provas masculinas de pista, em Paris2024, Iúri Leitão e Rui Oliveira venceram no madison e juntaram-se a Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, Nélson Évora e Pedro Pichardo, todos campeões olímpicos no atletismo, com o vianense, prata no omnium, a tornar-se ainda no primeiro a conquistar duas medalhas na mesma edição dos Jogos Olímpicos.

Antes, já Pichardo, campeão do triplo salto em Tóquio2020, tinha arrecadado a prata em Paris2024, igualando Carlos Lopes, ouro na maratona em Los Angeles1984 e prata nos 10.000 metros em Montreal1976.

Ontem, na inauguração da iluminação à rotunda existente em sua homenagem, em Viseu, a sua terra natal, salientou a importância destas conquistas recentes, nomeadamente a primeira medalha de ouro fora do atletismo.

“Portugal ter ganho e o [ciclista] Iúri [Leitão] ter ganho duas medalhas é bom para o desporto português, é bom para ele e, acima de tudo, para abrir a mente das pessoas, porque é possível sermos muitos mais e melhores desportistas do que aquilo que as pessoas imaginam”, afirmou o antigo maratonista, agora com 77 anos.

Carlos Lopes conquistou o primeiro ouro luso há 40 anos e um dia, em 12 de fevereiro de 1984, o título olímpico na maratona dos Jogos Los Angeles1984, então juntando-o à prata nos 10.000 metros em Montreal1976.

“Ou um tipo vai para lá para ganhar ou, se vai com medo, o que é que ganha? Nada. Está sujeito a desistir, porque o medo faz parte do cidadão, mas ao não ter medo de perder está mais perto de ser campeão”, defendeu.

O antigo atleta elogiou as “qualidades extraordinárias” dos jovens portugueses, reconhecendo que “é muito mais difícil” alcançar resultados sem o apoio do Estado.

“Também temos de ter coragem de dizer: sem o Estado estar presente nisto é muito mais complicado, é muito mais difícil, porque a vida não está fácil para ninguém e nós fazemos um esforço tremendo sem condições e assim vamos continuar a ter muitos problemas”, acrescentou.

Nesse sentido, alertou que o desporto não existe “de quatro em quatro anos”, com os Jogos Olímpicos, realçando que o fenómeno “é grande, ultrapassa fronteiras e une pessoas”.

“O desporto é todos os dias, o trabalho é diário para que, naquele dia, as coisas saiam perfeitas. Já há condições, mas é curto e nós temos jovens com qualidades extraordinárias”, salientou o antigo atleta, considerando que os olímpicos lusos presentes em Paris2024 foram “potências”, alguns que fizeram “partir o coração, quando perderam”.

Paris recebeu, entre 26 de julho e o último domingo, os Jogos Olímpicos da XXXIII Olimpíada, com Portugal a conquistar quatro medalhas, com o destaque a ir para o ouro no madison dos ciclistas Rui Oliveira e Iúri Leitão, que foi prata no omnium masculino, com Pedro Pichardo a ser segundo no triplo salto e a judoca Patrícia Sampaio a conquistar o bronze em -78kg, além de outros 10 diplomas.

Além de Leitão, Pichardo, Lopes e Ribeiro, também Rosa Mota, ouro em Seul1988 e bronze em Los Angeles1984, ambas na maratona, e Fernanda Ribeiro, ouro em Atlanta1996 e bronze em Sydney2000 nos 10.000 metros, contam dois ‘metais’, tal como o cavaleiro Luís Mena e Silva, bronze em Berlim1936 e Londres1948, e o canoísta Fernando Pimenta, prata em Londres2012 e bronze em Tóquio2020.

Alfa/Lusa

Portugal. Passageiros nos aeroportos aumentam 5% para quase 33 milhões no 1.º semestre

Passageiros nos aeroportos nacionais aumentam 5% para quase 33 milhões no 1.º semestre

 

O número de passageiros nos aeroportos nacionais aumentou 5,2% no primeiro semestre, para 32,9 milhões, tendo sido registados máximos históricos nos valores mensais na primeira metade do ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.

Segundo as estatísticas rápidas do transporte aéreo, o aeroporto de Lisboa movimentou 50,8% do total de passageiros, que corresponde a 16,7 milhões e um aumento de 5,3% comparando com o mesmo período de 2023.

Já o aeroporto do Porto concentrou 22,8% do total de passageiros movimentados (7,5 milhões; +5,8%), enquanto o aeroporto de Faro registou um crescimento de 3,3% no movimento de passageiros, totalizando 4,3 milhões.

Alfa/ com Lusa

Guerra. Milhares de habitantes evacuados na Rússia. Ucrânia diz controlar mil km2 de território no sul da Rússia

Alfa

Milhares de habitantes evacuados no sul da Rússia, na região de Krasnoïarouj, devido à incursão militar ucraniana.

A evacuação decidida pelo Governo da região administrativa de Belgorod foi tomada quando a Ucrânia afirma comtrolar 1.000 km2 de território no sul da Rússia.

Reagindo à situação, o Presidente Putin disse que a incursão militar ucraniana compromete conversações de paz e prometeu uma « resposta firme ».

As forças ucranianas desencadearam na passada terça-feira uma forte incursão militar na região fronteiriça russa de Kursk.

Segundo Moscovo, um dos objetivos da invasão ucraniana na região de Kursk, decidida pelo Presidente Zelensky, é tetar travar a ofensiva de Moscovo no leste e sul da Ucrânia.

Em festa. Paris2024: Medalhado David Pina ‘abraçado’ por Cabo Verde na chegada a Lisboa

Paris2024: David Pina ‘abraçado’ por Cabo Verde na chegada a Lisboa

O pugilista David Pina, que conquistou a primeira medalha olímpica da história de Cabo Verde, em Paris2024, foi recebido, na segunda-feira, em Lisboa em festa, com direito a batuqueiras, que o deixaram com os olhos a brilhar.

O medalha de bronze na categoria de 51 kg cruzou a porta das chegadas do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, quando faltava um quarto de hora para a meia-noite, mas, mesmo assim, tinha à sua espera perto de 300 pessoas.

A euforia, os cânticos, os gritos, as cores e a boa disposição foram aumentando e ganharam corpo quando David Pina se dirigiu a todos eles.

Pegando na filha, com o mesmo penteado do pai, com dois totós na cabeça, dançou, saltou e sorriu. Nos olhos estava bem patente o orgulho pelo feito inédito para a história olímpica de Cabo Verde.

“Nem sei como explicar nem como agradecer ao povo cabo-verdiano em Portugal esta mega receção. Agradeço à embaixada de Cabo Verde por ter mobilizado as pessoas para estarem aqui. Estou muito contente”, começou por dizer David Pina.

Com as batuqueiras a ritmarem a conversa, já perto de uma das portas de saída, e com a bandeira de Cabo Verde a ladeá-lo, David Pina espera agora que a conquista da medalha de bronze lhe dê um empurrão na carreira.

“Sei que a minha vida vai mudar. Só o facto de estar a ser recebido aqui desta forma é uma mudança enorme. Espero ter mais mudanças a nível económico e de estabilidade para poder treinar mais pelo meu país”, afiançou.

Para já, a única certa do pugilista é que atingiu um “sonho de criança”, motivo pelo qual aproveitou para deixar um recado para os jovens.

“Lutem. As coisas podem ser difíceis, mas acontecem. A persistência, a perseverança e a dedicação são a chave para o sucesso. Lutem. O meu país nunca teve uma medalha. É dar um presente inédito ao meu país. Estou muito orgulhoso e espero dar mais presentes como este”, concluiu.

No passado dia 04, David Pina, que é treinado pelo português Bruno Carvalho, ficou com a medalha de bronze na categoria de -51 kg nos Jogos Olímpicos Paris2024, apesar de ter sido derrotado nas meias-finais da competição pelo uzbeque Hasanboy Dusmatov.

O cabo-verdiano já tinha garantido a primeira medalha de sempre para o país na maior competição multidesportiva mundial, com o apuramento para as meias-finais, já que no boxe os dois derrotados nesta fase ficam com a mesma medalha.

O porta-estandarte de Cabo Verde na Cerimónia de Abertura de Paris2024 recebeu a terceira medalha da África lusófona, depois dos dois ‘metais’ da moçambicana Maria Mutola, campeã nos 800 metros em Sydney2000 e bronze em Atlanta1996.

Alfa/ com Lusa

Campeões olímpicos “sem palavras” para receção “inacreditável” no Porto

Os ciclistas portugueses Iúri Leitão e Rui Oliveira, os campeões olímpicos de madison em Paris 2024, assumiram-se hoje « sem palavras » para a receção que os esperava no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, após uns Jogos Olímpicos históricos.

« Não há palavras. Ao nível de quem é campeão olímpico. Muito bonito ver estes portugueses aqui a festejar connosco. Sinceramente, não esperava tanta gente. É muito especial, obrigado a todos« , disse Rui Oliveira, aos jornalistas. Os dois ciclistas, campeões olímpicos de madison, com Leitão a trazer também a prata do concurso de omnium, demoraram a assimilar a receção por mais de um milhar de pessoas, entre elas, o nosso jornalista Didier Caramalho que teve a oportunidade de conversar com Iuri Leitão:

 

Iuri Leitão e Rui Oliveira com Didier Caramalho no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto

Ainda incrédulo, além de quase afónico dos festejos, Rui Oliveira nota os Jogos Olímpicos como « o culminar do sonho de um atleta », depois de outras provas internacionais como Europeus e Mundiais, e trouxeram logo o ouro.

« Ainda não me cabe na cabeça que somos campeões olímpicos. Temos de desfrutar deste momento, espero que todos estejam connosco e não se esqueçam do ciclismo de pista. Em outubro, há Campeonato do Mundo, e ano após ano vamos continuar a tentar crescer », reforçou.

O ciclista de Vila Nova de Gaia, de 27 anos, não deixa de reforçar a necessidade de que a onda de apoio que têm recebido, e que hoje se manifestou no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, continue nos próximos tempos.

« Espero que este seja um pequeno passo para que as pessoas se abram não só ao ciclismo, como às outras modalidades. Continuem a apoiar o ciclismo de pista, continuem a apoiar as outras modalidades, em que também tivemos diplomas. Foi um grupo fantástico. Agradeço a todos, mas continuem a apoiar », insistiu, elogiando a solidariedade entre atletas nacionais: « Se fazemos isto com tão pouco, imaginem que não se lembram só de nós em ano de Jogos Olímpicos para pedirem medalhas ».

Já Iúri Leitão, campeão do mundo e ‘vice’ olímpico no omnium, foi questionado sobre se gostaria de receber uma receção destas todos os anos, tendo ironizado na resposta para colocar em perspetiva o feito que lograram.

« Se eu conseguisse manter essa consistência, se calhar era um dos melhores da história… Felizmente tenho tido dois, três anos muito bons. Vamos tentar manter o nível, mas é muito complicado », explicou.

O vianense regressou a Portugal no dia seguinte à Cerimónia de Encerramento, no Stade de France, em Saint-Denis, nos arredores de Paris, onde foi porta-estandarte da Missão lusa, ao lado da judoca Patrícia Sampaio, bronze na categoria -78 kg e primeira dos quatro medalhados nacionais.

« O Pedro Pichardo [prata no triplo salto] não estava lá, mas celebrámos o encerramento dos Jogos. Foi uma cerimónia muito bonita e deu para estar com todos os atletas, coisa que não conseguimos [durante as competições]. Essa partilha e experiência foi importante », descreveu.

Fernando Pimenta encorajado pelos fãs a prosseguir carreira

O canoísta Fernando Pimenta assumiu hoje que tem sido encorajado pelos seus seguidores a continuar uma carreira repleta de medalhas internacionais, após um frustrante sexto lugar na final de K1 1.000 metros dos Jogos Olímpicos Paris2024.

“Muitos portugueses, e não só, têm-me escrito mensagens a pedir para eu continuar. Depois de uma época tão difícil como esta, já me passou pela cabeça atirar a toalha ao chão. Senti-me muito cansado, às vezes sem cumprir objetivos, mas este empurrão ajuda bastante”, confidenciou aos jornalistas, após a chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

O limiano, de 34 anos, falhou a possibilidade de se tornar o primeiro português a conquistar três medalhas olímpicas na quarta participação em Jogos, após a prata em Londres2012, em dupla com Emanuel Silva, na prova de K2 1.000 metros, e o bronze em Tóquio2020, na sua distância predileta.

“Sinceramente, não senti peso nenhum. Foi o que sempre disse: havia uma probabilidade de conseguir uma medalha, mas também havia de não conseguir nenhuma. Infelizmente, saiu esta última probabilidade que não queríamos”, lamentou.

Fernando Pimenta terminou a final em 3.29,59 minutos, a 5,52 segundos do novo campeão olímpico, o checo Josef Dostal (3.24,07), num pódio completado pelos húngaros Ádám Varga (3.24,76) e Bálint Kopasz (3.25,68).

“Estava no lote dos candidatos, mas no final não me consegui encontrar bem. Fiz basicamente o mesmo tempo do que na meia-final, na qual tive uma boa gestão. Senti que dei o meu máximo, mas não dei o meu melhor. Quando assim é, ficamos tristes. Queria trazer uma medalha para Portugal. Saí de lá sem qualquer medalha, mas com o moral muito em alta pelo apoio de todos os portugueses”, reiterou.

Com desfecho idêntico ao Rio2016, onde foi quinto colocado em K1 1.000 e sexto em K4 1.000, o canoísta voltou a ficar aquém da única medalha em falta num extenso palmarés, com um total de 145 pódios, entre Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus.

“Nem uma medalha consegue reconfortar esses momentos duros de treinos e de ausência da família. Passámos muito tempo em estágio e receber este carinho ajuda, não só a mim, mas também à minha família, aos amigos e a quem me apoia, porque sentem que estão numa onda de energia positiva”, valorizou.

Os Mundiais de distâncias não olímpicas e de maratonas seguem-se na agenda de Fernando Pimenta, que almeja uma quinta presença olímpica em Los Angeles2028, nos Estados Unidos, onde Messias Batista espera melhorar o sexto lugar alcançado com João Ribeiro no K2 500 metros.

“Já se passaram alguns dias da final. Não vou esconder a tristeza que tenho de não poder partilhar uma medalha olímpica com o João. Tínhamos indicadores que nos permitiam sonhar com isso, mas tenho de estar orgulhoso destes anos que fiz com o meu parceiro. Estou de consciência tranquila de que fizemos todos os possíveis para chegar a Paris2024 na melhor versão, mas o desporto é assim”, atirou.

Oitavos colocados na final de K4 500 em Tóquio2020, a par de Emanuel Silva e David Varela, Messias Batista e João Ribeiro partiram para França como campeões mundiais de K2 500 e apontavam às medalhas, mas não passaram do diploma olímpico.

“Não há ‘replay’ e isso é que torna o desporto interessante. Os Jogos Olímpicos têm um pouco esse mistério de naquele momento ter de correr tudo bem. Não desprezo os adversários, que foram melhores, mas gostava de estar aqui a festejar com uma medalha”, admitiu, logo após ter testemunhado uma receção apoteótica dos campeões olímpicos Iúri Leitão e Rui Oliveira, vencedores da prova de madison de ciclismo de estrada, no aeroporto.

Messias Batista promete espairecer a mente depois do Mundial de distâncias não olímpicas, ciente de que “há novas oportunidades” a cada novo ciclo olímpico, cenário ininterruptamente vivido pela também canoísta Teresa Portela desde Pequim2008.

“Sinto que estou bem, mas se [em 2028] forem os meus sextos Jogos, será porque as coisas se encaminharam. Estou muito tranquila com o que tenho feito”, assumiu.

Portela assegurou estar satisfeita pelo 10.º lugar obtido perante “excelentes atletas” no K1 500 metros, após ter falhado por 41 centésimos de segundo a presença na decisão principal, sendo relegada para a final B, na qual foi segunda classificada.

“Nunca fui à procura de ser a que tem mais Jogos Olímpicos, as coisas sempre foram acontecendo. Sinto-me muito tranquila com o que fiz e estive muito competitiva nos Jogos, a ficar praticamente no top 10”, recordou a esposendense, cuja melhor classificação individual foi o sétimo lugar em K1 1.000 em Tóquio2020.

Rádio Alfa com Lusa

Morreu José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal 

Morreu José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal 

 

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino, morreu ontem, aos 74 anos, em Lisboa, anunciou o organismo olímpico, durante a cerimónia de encerramento dos Jogos Paris2024.

« Faleceu este domingo o presidente do COP, José Manuel Constantino. É com grande pesar que o COP partilha esta notícia, num dia de grande tristeza para a sua família e amigos, e para o desporto português. O nosso Presidente há muito lutava contra a doença e foi-nos dando ano após ano, dia após dia, exemplos de grande tenacidade na liderança da organização. A todos os familiares e amigos apresentamos sentidas condolências », lê-se no sítio oficial do COP na Internet.

José Manuel Constantino presidia ao COP desde 26 de março de 2013, quando sucedeu a Vicente Moura, no auge da sua experiência no dirigismo desportivo, após liderar o Instituto de Desporto de Portugal, antecessor do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), e a Confederação de Desporto de Portugal.

Nascido em Santarém, em 21 de maio de 1950, Constantino foi o primeiro licenciado em Educação Física (1975) a presidir ao COP, depois de uma vasta experiência na docência, tanto no ensino universitário (1994-2002), como no ensino básico, no início da carreira (1973-1986).

Com vários livros e inúmeros artigos publicados sobre desporto, era um dos grandes pensadores sobre o fenómeno em Portugal, algo que foi reconhecido com os títulos de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto, em 2016, e pela Universidade de Lisboa, em 2023.

Neste último reconhecimento, em 22 de novembro de 2023, na Faculdade de Motricidade Humana (FMH), o Presidente da República dirigiu-se diretamente a Constantino, elogiando-o: « O desporto português aprendeu consigo ».

“Não pode descansar, nunca descansou na vida. A sua vida foi feita de canseira ao serviço de Portugal. E, por isso, eu aqui estou para lhe agradecer, em nome de Portugal, esse passado de canseiras, mas apostar num futuro de canseiras que tem à sua frente”, reconheceu, então, Marcelo Rebelo de Sousa.

Atleta federado de futebol nos Leões de Santarém (1962-1967), chegou ao dirigismo apenas em 1985 como secretário técnico da direção do Sport Algés e Dafundo, passando posteriormente a assessor da direção da Federação Portuguesa de Halterofilismo (1986-1990).

Em 2000, o seu primeiro projeto de âmbito nacional quando assumiu a presidência da Confederação do Desporto de Portugal, cargo que abandonou em 2002 para comandar o Instituto do Desporto de Portugal (IDP).

Entretanto, em 2001, foi membro do Conselho de Fundadores da Fundação do Desporto e de 2001 a 2005 integrou o Conselho Superior do Desporto.

José Manuel Constantino foi também presidente da Comissão de Coordenação Nacional do Ano Europeu de Educação pelo Desporto (2003–2004).

De 1996 a 2002, assumiu a direção do departamento dos Assuntos Sociais e Culturais da Câmara Municipal de Oeiras e entre 2006 e 2013 presidiu ao Conselho de Administração da Oeiras Viva, EEM.

Morreu hoje, após três dias de internamento, num hospital em Lisboa, depois de ter acompanhado a melhor representação portuguesa em Jogos Olímpicos em Paris.

Tal como em Tóquio2020, Portugal conquistou quatro medalhas, mas mais valiosas, com o ouro no madison, por Rui Oliveira e Iúri Leitão, prata também no omnium, ambas no ciclismo de pista, a prata de Pichardo no triplo salto e o bronze de Patrícia Sampaio no judo.

Alfa/ com Lusa

Portugal. Milhares de migrantes esperados hoje e terça-feira na peregrinação de agosto a Fátima

Milhares de migrantes esperados hoje e terça-feira na peregrinação de agosto a Fátima

 

Milhares de migrantes são esperados hoje e na terça-feira no Santuário de Fátima, para a peregrinação internacional de 12 e 13 de agosto, presidida pelo bispo de Coimbra, Virgílio Antunes.

A peregrinação integra a peregrinação nacional do migrante e do refugiado, o momento mais aguardado da 52.ª Semana Nacional das Migrações, que começou no domingo e termina no dia 18, este ano subordinada ao tema “Deus caminha com o seu povo”.

Este é o título da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que se assinala em 29 de setembro.

A diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações, Eugénia Quaresma, escreve, a propósito da Semana Nacional das Migrações, que “a peregrinação de 12 e 13 de agosto, coração desta semana, é uma oportunidade de encontro com os emigrantes que vêm de férias ou retornam a casa, com os imigrantes que escolheram Portugal para viver, com todos aqueles que pedem proteção e refúgio, com os que desde sempre viveram em Portugal”.

As celebrações no Santuário de Fátima começam às 21:30, com a recitação do terço, na Capelinha das Aparições, seguindo-se a procissão das velas e a celebração da palavra, no recinto de oração.

Já na terça-feira, as cerimónias religiosas iniciam com a procissão eucarística no recinto, às 07:00 e, duas horas depois, o terço, na Capelinha.

A missa, com a bênção dos doentes e a procissão do adeus, encerra a peregrinação, que também é conhecida como peregrinação dos emigrantes, e na qual se cumpre uma tradição iniciada há 84 anos por um grupo de jovens da Juventude Agrária Católica de 17 paróquias da então diocese de Leiria, a oferta de trigo.

No ano passado, foram oferecidos ao Santuário de Fátima 5.635 quilogramas de trigo e 477 quilogramas de farinha, divulgou o templo mariano.

Virgílio Antunes, de 62 anos, é também vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e foi reitor do Santuário de Fátima entre setembro de 2008 e junho de 2011, templo onde recebeu o Papa Bento XVI (1927-2022) em 2010.

Alfa/ com Lusa

Paris2024/JO. Fotos dos medalhados portugueses. Encerramento e festa às 21h locais, em Paris

Alfa

Encerramento de Paris2024 na passagem para LA2028 – cerimónia e festa a partir das 21h locais. 

 

Na sua participação nos Jogos Olímpicos de Paris2024, Portugal igualou o recorde de quatro medalhas alcançado em Tóquio e chegou aos 14 diplomas.

Depois de ter conquistado a medalha de prata no Omnium, na quinta-feira, o ciclista Iúri Leitão tornou-se o primeiro português a ter duas medalhas numa edição dos Jogos, ao ladear Rui Oliveira na conquista do Madison, alcançando ambos a medalha de ouro.

Pedro Pichardo foi medalha de prata do triplo salto enquanto a judoca Patrícia Sampaio foi a primeira portuguesa a conquistar uma medalha em Paris, com o bronze no judo na categoria até 78Kg.

Foto. Patrícia Sampaio (Foto de Ilustração) Oficial @sampaiolovesjudo

 

 

O atleta Pedro Pichardo, festeja após conquistar hoje a medalha de prata no triplo salto em Paris2024 e aumentou para três os ‘metais’ conquistados por portugueses na presente edição dos Jogos, tornando-se no sexto luso a subir duas vezes a pódios olímpicos, Paris, França, 09 de agosto de 2024. Pichardo assegurou hoje a prata em Paris2024 com 17,84 metros, que conseguiu duas vezes, a dois centímetros do espanhol Jordan Díaz (17,86), que lhe sucede depois de já o ter batido nos Europeus Roma2024, enquanto a medalha de bronze foi arrebatada pelo italiano Andy Díaz, com 17,64. HUGO DELGADO/LUSA

 

Os ciclistas Iúri Leitão e Rui Oliveira conquistaram hoje a medalha de ouro em madison em Paris2024, o sexto título olímpico do desporto português, depois dos cinco no atletismo, no 32.º pódio luso de sempre, Paris, França, 10 de agosto de 2024. Depois da medalha de prata de Iúri Leitão no omnium, a dupla lusa somou 55 pontos, nas 200 voltas à pista do Velódromo Saint-Quentin-en-Yvelines, mais oito do que a Itália, com Simone Consonni e Elia Viviani, segunda classificada, enquanto a Dinamarca, com Niklas Larsen e Michael Moerkoev, terminou no terceiro posto, com 41. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
O ciclista português Iuri Leitão, reage após conquistar hoje a prata no omnium dos Jogos Olímpicos Paris2024, dando a primeira medalha ao ciclismo de pista português, em Paris, França, 08 de agosto de 2024. Na estreia olímpica masculina de Portugal no ciclismo de pista, Iúri Leitão concluiu o omnium com 153 pontos, atrás do francês Benjamin Thomas (164) e à frente do belga Fábio van den Bossche (131), dando a segunda medalha à Missão portuguesa em Paris2024, depois do bronze da judoca Patrícia Sampaio em -78 kg. HUGO DELGADO/LUSA

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