EUA/Eleições. Trump ou Kamala: Portugueses e lusodescendentes divididos. Reportagem

REPORTAGEM: EUA/Eleições: « Pulso forte » de Trump e « apoio às mulheres » de Kamala dividem portugueses em Filadélfia

 

Por Marta Moreira, da agência Lusa 

A comunidade portuguesa em Filadélfia é hoje um espelho da política norte-americana, dividida entre o « pulso forte » de Donald Trump na economia e o apoio de Kamala Harris aos direitos reprodutivos das mulheres.

Ao final de cada semana, o Clube Português da Filadélfia é paragem obrigatória para a comunidade portuguesa – cada vez mais reduzida – na maior cidade da Pensilvânia, um estado decisivo para as eleições presidenciais da próxima terça-feira e que se anteveem muito renhidas.

Entre servir a uma mesa uma dose de carne estufada e a outra uma de salmão grelhado, Ruy Raimundo, presidente do ‘Philadelphia Portuguese Club’, fez uma pausa para contar à Lusa que é o ex-presidente e candidato republicano, Donald Trump, quem levará o seu voto, apesar de admitir que não gosta « da linguagem e da postura » do magnata.

« A maior preocupação que tenho neste momento é o estado a que chegou este país. Continua a ser o melhor país do mundo para mim e para quem quer dar a volta à vida, continua a ser o país das oportunidades, mas acredito que os dois atuais candidatos à Presidência revelam o estado do país neste momento », disse o luso-americano de 56 anos, a viver nos Estados Unidos há 11 anos.

« Nenhum destes candidatos me satisfaz a 100%, mas acho que há um que é menos mau neste momento, mesmo sendo aquele que eu menos gosto como pessoa: Donald Trump. Não gosto dele, não gosto da linguagem, nem da postura, mas penso que é a pessoa ideal para o país neste momento, devido às suas ideologias a nível económico e financeiro », acrescentou.

Para este antigo empresário de Cascais, que é hoje gerente de dezenas de lojas de uma grande empresa norte-americana, os « Estados Unidos precisam de uma pessoa com pulso e que consiga ganhar novamente o respeito a nível externo, e essa pessoa é Donald Trump ».

 « Pessoalmente, não acredito nas políticas da outra candidata, até porque ela teve no Governo nos últimos quatro anos e não vi nada de positivo ser feito », avaliou Ruy Raimundo, referindo-se à vice-presidente e candidata democrata, Kamala Harris.

Tendo em conta o seu contacto frequente com eleitores luso-americanos, o presidente do ‘Philadelphia Portuguese Club’ acredita que a comunidade portuguesa está dividida entre Donald Trump e Kamala Harris, embora admitindo que o tecido empresarial, especialmente no ramo da construção, irá votar no ex-presidente.

E essa visão foi corroborada precisamente pelo empresário do ramo da construção Jaime Costa, que indicou à Lusa que viu reduzir as suas « margens de lucro » e o volume de negócios durante o atual Governo e, por isso, votará em Donald Trump.

« O que mais me preocupa é a inflação, a economia. Desde que este Presidente [Joe Biden] chegou ao poder, o preço das coisas aumentou demasiado. Estragou tudo o que tinha sido deixado pelo antigo Presidente [Donald Trump]. Logo após o Biden ter tomado posse, o preço da gasolina disparou, assim como os preços dos materiais. Nunca poderei estar satisfeito com as mudanças que ele fez, porque prejudicaram muito o meu negócio », contou o empresário de 69 anos, natural de Leiria.

As eleições entram na reta final com Trump e Harris praticamente empatados nas sondagens em estados como a Carolina do Norte, Georgia e Pensilvânia, onde uma vitória fará a diferença em termos de votos do colégio eleitoral. Foi com vitórias neste estado que Trump conseguiu derrotar Hillary Clinton em 2016, apesar de a democrata ter sido a mais votada no total nacional.

Por outro lado, Susana Raimundo e Anabela Meirelles não conseguem entender como é que, « depois de tantos problemas com a justiça » e « com tantas polémicas acumuladas », Donald Trump continua a ter um apoio tão significativo do eleitorado.

Apesar de não estarem elegíveis para votar – Anabela Meirelles tem apenas autorização de trabalho e de residência nos Estados Unidos e Susana Raimundo conseguiu a cidadania há apenas uma semana, perdendo o prazo para registo eleitoral -, as duas lisboetas assumem o seu apoio a Kamala Harris, considerando que a candidata democrata « é uma mulher forte ».

« Gosto dela, em primeiro lugar, porque ela é mulher e porque defende muito mais os direitos das mulheres do que o Trump. Sou uma grande defensora dos direitos das mulheres e tenho uma neta. Por isso, a pensar no futuro dela, apoio a Kamala Harris e sou contra um novo Governo de Trump », defendeu Susana Raimundo, que discorda politicamente do marido, Ruy Raimundo.

« Infelizmente, com muita pena minha, não vou poder votar, mas vou manter a esperança de que a Kamala ganhe », afirmou a luso-americana de 61 anos.

Anabela Meirelles, de 65 anos, também « tem pena de não poder votar », admitindo que tem várias discussões familiares com quatro dos seus cinco filhos, por apoiarem Donald Trump.

« Tenho sete netos e estou preocupada com o futuro deles, assim como com os direitos das mulheres. Já sofri de violência doméstica e sei o quanto precisamos que alguém defenda os direitos das mulheres e é por isso que apoio a Kamala. Assusta-me a possibilidade de o Trump regressar ao poder e assustam-me os seus apoiantes », frisou Anabela.

Luis Casimiro, um ex-mecânico de 70 anos, já reformado, contou à Lusa que já votou antecipadamente em Kamala Harris, porque « não acreditar no bandido que é Donald Trump ».

« O que aquele bandido fez no Capitólio não se fez em lado nenhum. Não acredito nele », disse o eleitor, natural do Fundão, referindo-se ao episódio de 06 de janeiro de 2021, quando apoiantes de Trump invadiram o edifício do Congresso em Washington, DC para tentar travar a certificação da vitória de Joe Biden.

Casimiro, a viver nos Estados Unidos há 36 anos, lamentou ainda o « fanatismo » de alguns eleitores em torno de Donald Trump, que « estão prontos para alegar fraude eleitoral » em caso de derrota do magnata republicano.

Oito empresas portuguesas na feira ALL4PACK / EMBALLAGE PARIS

8 expositores portugueses na feira ALL4PACK / EMBALLAGE PARIS –  4 e 7 de novembro, no Parque de Exposições de Paris Nord Villepinte 

Informação oficial da AICEP/Paris: 

ALL4PACK / EMBALLAGE – Feira internacional de “packaging” (http://www.all4pack.fr/) reúne todos os dois anos em Paris, industriais dos diversos sectores do universo da embalagem (plástico, papel/papelão, madeira, vidro, cerâmica, metal, etc.) assim como empresas fabricantes de máquinas e equipamentos para produção ou serviço de embalagem.

Esta feira de referência conta com a presença de cerca de 1100 expositores oriundos de 80 países para cerca de 50.000 visitantes dos quais 50% são estrangeiros.

Esta edição de 2024 contará com a presença de 8 empresas portuguesas que participam de forma individual neste certame em diversas áreas destes sectores inclusive nos equipamentos utilizados no fabrico das embalagens.

Lista dos expositores portugueses.

Amadora/Tumultos. PR Marcelo visitou bairros do Zambujal e da Cova da Moura

Presidente da República visitou bairros do Zambujal e da Cova da Moura, indica o site oficial da Presidência portuguesa.

« Depois da visita ao Bairro do Zambujal, o Presidente da República, acompanhado pelo Presidente da Câmara da Amadora, visitou esta noite, depois de jantar na Damaia, o Bairro da Cova da Moura, onde contactou com vários moradores », acrescenta a nota publicada no site.

« Tal como tinha anunciado, o Presidente da República iniciou hoje visitas informais na zona da Grande Lisboa, tendo estado na Amadora, juntamente com o presidente da Câmara Municipal, no bairro do Zambujal, onde visitou a esquadra da PSP e conversou com diversos moradores daquele bairro, incluindo familiares de Odair Moniz. Também jantou na Amadora, onde visitou o quartel dos Bombeiros ».

Leia mais sobre este tema aqui, neste despacho da Lusa: 

Presidente da República visitou bairro do Zambujal e conversou com familiares de Odair Moniz

O Presidente da República esteve hoje no bairro do Zambujal, na Amadora, onde visitou a esquadra da PSP e conversou com familiares de Odair Moniz, baleado mortalmente por um polícia na madrugada de 21 de outubro, no Bairro da Cova da Moura.

Esta visita, que não constava da agenda do chefe de Estado transmitida à comunicação social, foi divulgada posteriormente, através de uma nota na página da Presidência da República.

“Tal como tinha anunciado, o Presidente da República iniciou hoje visitas informais na zona de Grande Lisboa, tendo estado na Amadora, juntamente com o presidente da Câmara Municipal, no bairro do Zambujal, onde visitou a esquadra da PSP, e conversou com diversos moradores daquele bairro, incluindo familiares de Odair Moniz”, lê-se na nota.

De acordo com a Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa também jantou na Amadora, “onde visitou o quartel dos bombeiros”.

Odair Moniz, cidadão cabo-verdiano de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal, na Amadora, foi baleado por um agente da PSP na madrugada de 21 de outubro e morreu pouco depois, no hospital.

Segundo a PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial e despistou-se na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação “séria e isenta” para apurar responsabilidades, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias.

A Inspeção-Geral da Administração Interna e a PSP abriram inquéritos, e o agente que baleou o homem foi constituído arguido.

Nessa semana registaram-se tumultos no Zambujal e noutros bairros da Área Metropolitana de Lisboa, onde foram queimados e vandalizados autocarros, automóveis e caixotes do lixo, somando-se cerca de duas dezenas de detidos e outros tantos suspeitos identificados. Sete pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade.

O procurador-geral da República pediu celeridade na investigação à morte do cidadão e rapidez nas perícias da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal.

Oficial. Rúben Amorim deixa Sporting e ruma ao Manchester United

O treinador Rúben Amorim assinou pelos ingleses do Manchester United até junho de 2027, deixando o comando técnico do Sporting, campeão e líder do campeonato nacional de futebol, informaram hoje os dois clubes.

Na nota do clube inglês é referido ainda que o técnico permanecerá nos ‘leões’ até 11 de novembro, pelo que ficará à frente da equipa portuguesa mais três encontros, dois para a Liga (Estrela da Amadora e Sporting de Braga) e um para a Liga dos Campeões (Manchester City).

Os ‘red devils’ dão a conhecer ainda que o contrato de Amorim pode ser estendido mais um ano e começará logo que o técnico cumpra as suas obrigações com o clube português, juntando-se ao Manchester United no dia 11 de novembro.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Sporting dá conta da transferência, informando que o Manchester United vai pagar 11 milhões de euros (ME) pelo técnico, além de os ‘leões’ terem « um benefício de 1,658 ME relativos à extinção de direitos de crédito, registados como passivos e passivos contingentes, em consequência da revogação e renegociação de contratos referentes a comissões de intermediação ».

O antigo médio ruma ao mais importante campeonato do mundo aos 39 anos, após apenas sete temporadas como treinador, num percurso iniciado no Casa Pia e com passagem pelo Sporting de Braga, antes de, em 2019/20, chegar aos ‘leões’, a troco dos 10 milhões de euros da cláusula de rescisão.

Dois títulos de campeão nacional (2020/21 e 2023/24), três Taças da Liga (2019/20, pelo Sporting de Braga, 2020/21 e 2021/22) e uma Supertaça Cândido Oliveira (2021/22) foram suficientes para convencer o Manchester United na procura do sucessor do holandês Erik ten Hag, num clube que conta com os portugueses Bruno Fernandes e Diogo Dalot.

Como jogador, Rúben Amorim iniciou a formação no Benfica, clube no qual se notabilizou e ao serviço do qual conquistou três títulos de campeão nacional (2009/10, 2013/14 e 2014/15), uma Taça de Portugal (2013/14), uma Supertaça (2013/14) e cinco Taças da Liga (2008/09, 2009/10, 2010/11, 2013/14 e 2014/15), numa carreira em que passou ainda por Belenenses, Sporting de Braga (tendo erguido a Taça da Liga de 2012/13) e Al-Wakrah.

Amorim chega ao clube 20 vezes campeão inglês, três vezes vencedor da Liga dos Campeões e uma do Mundial de clubes, além de uma Liga Europa sob o comando de José Mourinho, o primeiro português a orientar os ‘red devils’, entre maio de 2016 e dezembro de 2018, um cargo ocupado durante 27 anos pelo histórico Alex Ferguson.

Com Agência Lusa.

 

Emigração, 25 de abril, França, Portugal. Cultura, política, entrevistas no Passagem de Nível de 03/11

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo 3 de novembro de 2024. Entre as 12h00 e as 14h00

-O XXII Congresso do PCP realiza-se nos dias 13, 14 e 15 de dezembro, nos arredores de Lisboa, com a palavra de ordem “Força de Abril. Tomar a iniciativa com os trabalhadores e o Povo. Democracia e Socialismo”.
Convidado: Rui Braga, membro do Secretariado do Comité Central do PCP e responsável pela organização para a Emigração, que vai estar em Paris nos dias 23 e 24 de novembro.

-No quadro do 50° aniversário do 25 de Abril 1974, realiza-se de 7 a 9 de novembro o Colóquio internacional “Échos d’ Avril em France, regards et mouvements d’hier et d’aujourd’hui”, organizado pelo CRILUS (Centre des Recherches Interdisciplinaires sue le Monde Lusophone) e pela Chaire Lindley Cintra de l’Université Paris Nanterre
Convidados:
Graça dos Santos (CRILUS, Université Paris Nanterre), co-organizadora do Colóquio

-No quadro da comemoração dos 50 anos da Revolução dos Cravos, a associação Memória Viva/Mémoire Vive organiza um fim de semana com projecções de filmes raros ou inéditos que têm em comum pôr em evidência as ligações entre emigração portuguesa em França e o 25 de Abril 1974. As projecções e debates decorrem de 8 a 10 de novembro no L’Entrepôt, 9 rue Francis de Pressencé – Paris 14
Convidado: Hugo dos Santos, realizador de cinema e membro da associação Memória Viva

-O “Fado dans les Veines”, uma odisseia poética e musical, uma ópera-rock que aborda questões relativas à emigração dos portugueses durante a ditadura de Salazar, regressa aos palcos, desta vez dias 7 e 8 de novembro no Théâtre de la Rennaissance em Oullins (Lyon)
Convidada: Nadège Prugnard, autora e encenadora da peça, que foi escrita e imaginada com base na vinda do seu Avô para França

Festival PICTA LUSA 2024, de 9 a 16 de novembro em Poitiers, com várias iniciativas,
nomeadamente, um debate sobre o 25 de Abril 1974 / Resistência e movimentos sociais no Alentejo, a projecção do filme “Cesária Évora, la Diva aux pieds nus” e um concerto de FOGO FOGO – Música da Cabo Verde
Convidada:
Pauline Marques Melchy, presidente da Association EmBuscaDe, organizadora do Festival

 

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Artur Silva - Passagem de NÍvel
Podcast – Passagem de Nível
Emissão com redifusão na noite de 3 a para 4 a feira, entre as 0h00 e as 2h00 e em www.radioalfa.net (podcast)

Morreu o antifascista Camilo Mortágua aos 90 anos – era pai de Joana e Mariana Mortágua, do BE

Morreu o antifascista Camilo Mortágua. Tinha 90 anos.

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whatsapp sharing buttonFoi um histórico da luta antifascista e revolucionária portuguesa.
Camilo Mortágua era pai das deputadas do Bloco de Esquerda, Mariana e Joana Mortágua.
Morreu hoje aos 90 anos, segundo uma nota enviada à Lusa pela família.
Família recorda « vida de convicções, de compromisso com a liberdade e com a solidariedade ».
Foi um inimigo da ditadura portuguesa e militou na LUAR, Liga de Unidade e Acção Revolucionária.
Durante a ditadura participou em operações famosas contra o regime de Salazar, designadamente o assalto ao paquete Santa Maria, em 1961, o desvio de um avião da TAP, no mesmo ano e o assalto ao Banco de Portugal, na Figueira da Foz, em 1967.
Participou na fundação da LUAR.
O PR Jorge Sampaio atribuiu-lhe a condecoração de Grande Oficial da Ordem da Liberdade a 10 de junho de 2005.

Tragédia em Espanha/Inundações. Número de mortes em inundações em Espanha sobe para 205

O número de mortes em Espanha devido às inundações subiu para 205, das quais 202 na Comunidade Valenciana, segundo o mais recente balanço das autoridades espanholas.

“Neste momento, e de forma provisória, o número de vítimas mortais atinge as 202 pessoas”, anunciaram os serviços de emergência de Valência em comunicado hoje divulgado.

No documento, o centro de coordenação de emergências da região acrescenta que continua em marcha o processo de “levantamento e identificação das vítimas”.

Além das 202 mortes contabilizadas em Valência, as autoridades espanholas registaram outras duas em Castela La Mancha e outra na Andaluzia.

Várias regiões de Espanha estão desde terça-feira sob a influência de uma “depressão isolada em níveis altos”, um fenómeno meteorológico conhecido como DANA em espanhol e como DINA em português.

O fenómeno causou chuvas torrenciais e ocorrências em diversos pontos de Espanha, sobretudo na costa do Mediterrâneo.

A região mais afetada foi a Comunidade Valenciana, no leste do país, com chuvas com níveis inéditos, que fizeram acionar os alertas e avisos mais graves da proteção civil e da meteorologia na terça-feira à noite.

Trata-se de uma das catástrofes naturais mais graves dos últimos 75 anos em Espanha, ultrapassando as inundações de Biescas (Huesca) em 1996, com 87 mortos, e as inundações de Turia em 1957, em que morreram entre 80 e 100 pessoas.

 

Com Agência Lusa.

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FC Porto bate Moreirense e assegura última vaga na ‘final four’ da Taça da Liga

O FC Porto assegurou hoje a última vaga na ‘final four’ da Taça da Liga de futebol, ao vencer por 2-0 o Moreirense, em Aveiro, marcando encontro com o Sporting nas meias-finais da competição.

Na derradeira partida dos quartos de final, disputada no Estádio Municipal de Aveiro, devido à interdição do Estádio do Dragão, os portistas, vencedores da prova em 2022/23, marcaram por intermédio de Leonardo Buta, aos 34 minutos, na própria baliza, e Stephen Eustáquio, aos 61, para se apurarem pela 12.ª vez para as meias-finais.

Com este desfecho, estão definidos os quatro emblemas que vão participar na ‘final four’, com o FC Porto a defrontar o Sporting e o Benfica a jogar com o Sporting de Braga, que hoje eliminou o Vitória de Guimarães (2-1).

A ‘final four’ da Taça da Liga vai decorrer em Leiria, com as meias-finais em 07 e 08 de janeiro de 2025, e a final marcada para dia 11 do mesmo mês.

 

Resultados da edição de 2024/25 da Taça de Liga de futebol, cujo novo formato se inicia com quartos de final a disputar entre os seis primeiros classificados da I Liga da época 2023/24 e os dois primeiros da II Liga.

QUARTOS DE FINAL

– Terça-feira, 29 out:

Sporting – Nacional, 3-1

– Quarta-feira, 30 out:

Benfica – Santa Clara, 3-0

 

– Quinta-feira, 31 out:

Sporting de Braga – Vitória de Guimarães, 2-1

FC Porto – Moreirense, 2-0

MEIAS-FINAIS (07 e 08 de janeiro de 2025)

Jogo 1: Sporting – FC Porto

Jogo 2: Benfica – Sporting de Braga

FINAL (11 de janeiro de 2025):

Vencedor do Jogo 1 – Vencedor do Jogo 2

 

Com Agência Lusa.

OE2025: “Este não é nem nunca será o orçamento do PS” – Pedro Nuno Santos

OE2025: “Este não é nem nunca será o orçamento do PS” – Pedro Nuno Santos

 

O líder do PS, Pedro Nuno Santos, defendeu hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2025 “nunca será” o dos socialistas e considerou que o Governo não tem competência para resolver os problemas do país.

“Já o afirmei e afirmo de novo aqui: este não é nem nunca será o orçamento do PS. Não é o nosso orçamento, não tanto porque seja da responsabilidade do Governo do AD, mas porque traduz uma visão que nós não partilhamos do país, dos seus problemas e dos caminhos para os resolver”, afirmou Pedro Nuno Santos no discurso no encerramento de debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2025 (OE2025).

Afirmando que o PS nunca se quis substituir ao Governo na elaboração deste documento, o secretário-geral do PS recordou as três propostas que levou a Luís Montenegro durante as negociações orçamentais, que terminaram sem acordo, para “garantir mais segurança e estabilidade à vida dos portugueses”.

“O país de 2024 não tem comparação com o país de 2015. Naturalmente, não resolvemos todas as dificuldades e novos problemas juntaram-se aos antigos”, comparou o líder do PS.

À pergunta se conseguirá o Governo da AD resolver os problemas do país, Pedro Nuno Santos deu uma pronta resposta negativa.

“Não. Eu sei que este Governo tem apenas sete meses, mas já é tempo suficiente para percebermos que não tem nem a competência, nem as soluções para os problemas do país”, acusou.