Presidente da República pede um « sobressalto de cidadania » contra a corrupção

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu hoje um « sobressalto de cidadania » e um « maior esforço nacional » para uma luta mais eficaz contra a corrupção, considerando imperioso dotar as instituições dos meios necessários.

Numa nota publicada no « site » da Presidência no Dia Internacional contra a Corrupção, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu « um maior esforço nacional » de cidadãos, empresas, comunicação social e instituições em defesa « da transparência e da integridade ».

« Importa, para que esse combate seja cada vez mais eficaz, um sobressalto de cidadania, uma reafirmação da urgência de uma luta mais eficaz e efetiva contra a corrupção », disse.

O Presidente da República considerou « imperioso progredir institucional, jurídica e operacionalmente, dotando as respetivas instituições dos meios necessários a uma ação célere e eficiente », capaz de gerar « um clima de confiança e de uma correta perceção quanto à eficácia e à justeza da sua ação ».

O chefe de Estado destacou ainda como « muito relevante » o trabalho desenvolvido no « aprofundamento da literacia e em defesa da ética contra a corrupção, seja com a participação das escolas e universidades, mobilizando os jovens, ou com os centros de investigação e organizações não governamentais na contribuição para um juízo critico e esclarecido em defesa da Democracia ».

 

Com Agência Lusa.

Marcelo apanhado com a mão na máquina

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, protagonizou mais um momento inesperado ao ajudar a pavimentar a Avenida Valbom, em Cascais, ao lado de uma equipa de calceteiros.

Num gesto simbólico, Marcelo fez questão de pegar numa máquina compactadora e dar uma mãozinha a pavimentar a tradicional arte da calçada portuguesa, interagindo com os trabalhadores.

Judoca Telma Monteiro anuncia fim da carreira e assume coordenação no Benfica

A judoca Telma Monteiro anunciou hoje o final da carreira, aos 38 anos, depois de um percurso de mais de duas décadas ao mais alto nível e durante o qual foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2016.

“Termino a minha carreira como queria, com a sensaçãoo que dei tudo o que tinha de dar, e foi como tinha de ser. Uma gratidão eterna”, disse a judoca em declarações à BTV, acrescentando que pensa em todos que “contribuíram” para o seu percurso.

O clube também informou que a judoca vai continuar ligada ao Benfica, mas a partir de agora como “coordenadora do judo no clube, para desenvolver e inspirar novas gerações”.

Com Agência Lusa.

 

PERFIL/Telma Monteiro: Um fenómeno sem igual numa carreira por acaso.

Uma confiança inabalável em cada momento no ‘tatami’, com a certeza de uma vitória antecipada, foi durante muito tempo a vida de Telma Monteiro, a judoca fenómeno sem o querer ser.

Em pequena, o gosto estava no futebol, com uma bola nos pés, num bairro social de Almada, até experimentar, aos 14 anos e quase de forma tardia, o judo, por influência da irmã Ana, e aí se percebeu que nascia uma fora de série.

Telma, que sonhava em viajar, encontrou na modalidade, com as suas muitas provas internacionais, o pretexto perfeito, mas mais do que isso, acumulou competições e medalhas, tornando-se uma judoca de excelência, a melhor de várias gerações.

Os primeiros anos de carreira traziam confiança e a certeza da vitória, com um percurso iniciado nos -52 kg, uma categoria em que se manteve até aos Jogos Olímpicos Pequim2008, transitando depois para os -57 kg.

Em ambas acumulou medalhas e títulos, alguns dos quais para perdurar no tempo, como as inéditas 15 medalhas em edições distintas de Europeus (seis de ouro, duas de prata e sete de bronze), que a tornam um caso ímpar na competição.

A judoca, de cabelos aloirados e carrapito preso na parte lateral, uma imagem de marca, cavalgou a glória, ano após ano, desde as primeiras conquistas com 16 anos, num percurso com Taças do Mundo, Masters, Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos.

Telma Monteiro experimentou quase tudo, com um percurso em que teve várias vezes de se reinventar, fosse pelas mudanças de regras, quando o seu judo era menos clássico e permitia outro tipo de pegas (baixas), ou por ter de superar inúmeras lesões.

Nas duas categorias em que competiu, à judoca faltou o título mundial, depois de ter estado por quatro vezes numa final, uma em -52 kg (2007) e três em -57 kg (2009, 2010 e 2014), e ter sido uma vez medalha de bronze (2005).

Um feito que viria a ser alcançado pelo judoca Jorge Fonseca (-100 kg), que em 2019 e 2021, conquistou os primeiros títulos mundiais de um português na modalidade.

Também nos Jogos Olímpicos, Telma perseguiu durante largo tempo uma medalha, desde a estreia em Atenas2004, até Pequim2008 ou Londres2012, nestas edições como uma das favoritas, mas a pressão teve sempre enorme peso.

Telma Monteiro teve de esperar até 2016, nos Jogos do Rio de Janeiro, onde a expectativa seria menor e foi aí, já na repescagem e a dois combates da ambicionada medalha, que a judoca gritou “eu vim para ficar!”.

Um autêntico grito de guerra depois de vencer a francesa Automne Pavia, uma das favoritas, e ainda antes do combate pelo bronze diante da romena Corina Caprioriu, a quem venceria, mesmo debilitada num ombro.

As lesões foram, aliás, uma sina para a judoca almadense, que teve a primeira grande lesão em 2008, num joelho, antes dos Europeus de Lisboa, e num ano que tinha começado com a morte súbita do amigo e selecionador António Matias.

Foi o primeiro embate psicológico e físico para a judoca, que na segunda metade da carreira foi várias vezes obrigada a parar, com lesões graves no ombro, cotovelo ou joelhos, a última das quais já em 2023.

De quase todas, Telma regressou e após algumas ainda com força para chegar aos títulos, mas na última tornou-se evidente, aos 37 anos, que a judoca já não lutava apenas com as adversárias, mas também com o seu corpo.

“Infelizmente, lesionei-me na primeira luta e tive de desistir. Tem sido muito difícil lutar contra o meu corpo, sinto-me frustrada com isso”, comentou a judoca em novembro de 2023, após nova rotura de ligamentos num joelho.

O objetivo era chegar aos sextos Jogos Olímpicos da carreira, em Paris2024, o que a tornaria a desportista portuguesa com mais presenças olímpicas, quando tem as mesmas cinco de Susana Feitor e Fernanda Ribeiro, e no judo mundial seria caso único.

A lesão nos Europeus de Montpellier2023 ‘travou’ o ranking de Telma Monteiro, que acabaria sem pontos suficientes, por falta de resultados em competição, e mesmo quando tentou regressar em abril deste ano.

Na história ficam cinco Jogos Olímpicos e uma medalha no maior palco, cinco medalhas mundiais (quatro prata e uma de bronze), 15 em europeus, 24 entre Masters, Grand Slam e Grand Prix, e 20 entre Taças do Mundo e Opens.

Nos Masters, competição que reúne a elite da modalidade, conheceu todos os lugares do pódio, e em Paris, no Grand Slam – encarado como o torneio mais importante do circuito -, foi por duas vezes campeã, contando também com o bronze.

A judoca, que se notabilizou na equipa almadense das Construções Norte/sul e que se mudou em 2007 para o Benfica, fechou a carreira no clube da Luz, o ‘matê’ [paragem no combate] definitivo da judoca, formada em Educação Física e com pós-graduação em gestão, que já vislumbra o futuro como coordenadora da modalidade no Benfica.

 

*** Rita Moura, da agência Lusa ***

Apanhada com a língua no…

Gabriela Henrique, uma jovem brasileira, viveu um momento insólito durante um concerto que gerou uma mistura de aflição e humor nas redes sociais. Ao colocar a língua num tubo de saída de gelo seco, a jovem acabou por ficar presa. O incidente foi capturado em vídeo e partilhado nas redes sociais, onde rapidamente se tornou viral.

Síria: Fim da “ditadura de Assad” é “nova oportunidade de liberdade » – António Costa

O Presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, considerou hoje que o fim da “ditadura de Assad” é uma “nova oportunidade de liberdade e de paz para o povo sírio”.

“A ditadura de Assad causou imenso sofrimento. Com seu fim, surge uma nova oportunidade de liberdade e paz para todo o povo sírio”, considerou Costa numa mensagem na rede social X.

O Presidente do Conselho Europeu acrescentou que so regime na Síria “também é crucial para a estabilidade mais ampla da região”, garantindo ainda que a União Europeia “está pronta para trabalhar com o povo sírio por um futuro melhor”.

A posição ocorre depois de a chefe da diplomacia da União Europeia (UE) ter considerado como “positiva” a queda de Bashar al-Assad, mostrando a fraqueza do apoio russo e iraniano.

“O fim da ditadura de Assad é um desenvolvimento positivo e há muito esperado. Também mostra a fraqueza dos apoiantes de Assad, a Rússia e o Irão”, disse Kaja Kallas numa publicação na rede social X.

Kallas acrescentou que a prioridade da UE é “garantir a segurança” na região.

Comprometendo-se a trabalhar com “todos os parceiros construtivos” na Síria e, de forma mais ampla, na região, a responsável europeia alertou para o processo de reconstrução do país, temendo que seja longo e difícil.

Os rebeldes declararam hoje Damasco ‘livre’ do Presidente Bashar al-Assad, após 12 dias de ofensiva de uma coligação liderada pelo grupo islâmico Organização de Libertação do Levante (Hayat Tahrir al Sham ou HTS, em árabe), juntamente com outras fações apoiadas pela Turquia, para derrotar o governo sírio.

O Presidente sírio, no poder há 24 anos, deixou o país perante a ofensiva rebelde, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), desconhecendo-se, para já, o seu paradeiro.

Rússia, China e Irão manifestaram preocupação pelo fim do regime, enquanto a maioria dos países ocidentais e árabes se mostrou satisfeita por Damasco deixar de estar nas mãos do clã Assad.

No poder há mais de meio século na Síria, o partido Baath foi, para muitos sírios, um símbolo de repressão, iniciada em 1970 com a chegada ao poder, através de um golpe de Estado, de Hafez al-Assad, pai de Bashar, que liderou o país até morrer, em 2000.

 

Com Agência Lusa.

 

Botafogo de Artur Jorge campeão brasileiro de futebol

O Botafogo, treinado pelo português Artur Jorge, conquistou hoje o terceiro título de campeão brasileiro de futebol, repetindo 1968 e 1995, ao vencer por 2-1 na receção ao São Paulo, na 38ª e última jornada.

O venezuelano Jefferson Savarino, aos 37 minutos, e Gregore, aos 90+2, depois de William Gomes restabelecer a igualdade, aos 63, deram o título ao conjunto do Rio de Janeiro, que já tinha conquistado a Taça Libertadores, a ‘Champions’ da América do Sul.

Artur Jorge selou o terceiro título consecutivo de um treinador luso no Brasileirão, depois das vitórias do Palmeiras, de Abel Ferreira, em 2022 e 2023, e o quarto nos últimos seis anos, incluindo a vitória do Flamengo, de Jorge Jesus, em 2019.

 

Com Agência Lusa.

 

https://twitter.com/Botafogo/status/1865890491616936003

Bashar al-Assad em Moscovo, Rússia concedeu asilo

O Presidente deposto sírio Bashar al-Assad e a sua família estão em Moscovo, segundo agências de notícias russas, citadas pela AFP.

Depois da tomada de Damasco pelas forças da oposição, fonte do Kremlin confirmou a presença do ex-líder sírio, que esteve no poder durante 24 anos.

« Assad e os membros da sua família chegaram a Moscovo. A Rússia, por razões humanitárias decidiu conceder-lhes asilo », referiu a mesma fonte, segundo a TASS e a Ria Novosti.

 

Com Agência Lusa.

Nani termina carreira marcada pelo título europeu por Portugal em 2016

O internacional português Nani, que foi campeão da Europa por Portugal no Euro2016, anunciou hoje o final da carreira de futebolista profissional, aos 38 anos, numa altura em que representava o Estrela da Amadora na I Liga.

“Como todos vocês sabem, tudo tem um fim. Neste momento, tomei a iniciativa de tomar uma decisão muito importante, se calhar a mais importante da minha vida profissional, de deixar de jogar como profissional”, declarou o extremo, num vídeo publicado nas redes sociais.

O extremo formado no Sporting, que representou 141 vezes na carreira, foi 112 vezes internacional ‘AA’ por Portugal (24 golos), por quem conquistou o Euro2016, e depois de despontar nos ‘leões’, a que voltaria duas outras vezes, teve como ponto alto da carreira os sete anos no Manchester United (42 golos em 230 jogos), pelo qual foi campeão europeu em 2007/08.

Também o Estrela, pelo qual marcou um golo e fez 10 jogos, confirmou o fim da carreira do extremo, que contratou no último defeso, e consequente “rescisão de contrato por mútuo acordo”, lembrando “uma figura exemplar que sempre elevou, pelo mundo fora, o bom nome da cidade e as cores do país”.

Ao fim de mais de 20 épocas como profissional, o extremo nota que ‘pendura as botas’ “com sentimento de dever cumprido, de missão cumprida”, após “uma carreira bonita, de muitas conquistas”.

Como razões para este abandono a meio da temporada, Nani nota que “as oportunidades que apareceram”, como a academia que está a construir, encontram-no agora “preparado”, além dos “momentos difíceis neste curto espaço de tempo”, incluindo a morte recente do pai.

“Fez-me tomar noção de que quero passar mais tempo com a minha família. (…) O futebol deu-me muito, e o meu sentimento é devolver tudo o que o futebol me deu. Tenho aqui uma grande oportunidade”, referiu, no vídeo de despedida.

Ao todo, foram 17 títulos como sénior, com o Euro2016 à cabeça e uma Liga dos Campeões e Mundial de clubes também como destaques, estas duas pelo Manchester United em que viveu os melhores anos da carreira, primeiro ao lado de Cristiano Ronaldo e, depois, a ajudar os últimos anos de sucesso dos ‘red devils’, ainda com Alex Ferguson no comando técnico.

Foi aí que acabou por ser nomeado várias vezes para a Bola de Ouro, sendo campeão inglês por quatro vezes, entre outros títulos, formando combinações de ataque com Wayne Rooney, Carlos Tévez, Ryan Giggs e Dimitar Berbatov, entre outros, depois de Ronaldo sair para o Real Madrid.

Em Portugal, conquistou três vezes a Taça de Portugal e uma a Taça da Liga, tendo capiteaneado o Sporting, ao qual chegou no final da formação, iniciada no Real Massamá, para se estrear como sénior em 2005/06, com 36 jogos e seis golos.

Depois de nova temporada de destaque, a transferência para o United, em que jogaria vários anos até voltar ao Sporting (2014/15, com 37 jogos e 12 golos), primeiro, e sair para o Fenerbahçe, depois, estando na Turquia na época 2015/16 que culminou com a alegria por Portugal – esteve em três Europeus e um Mundial, mas foi nesse ano que ‘brilhou’, com três golos num torneio em que acabou com a braçadeira de capitão na final, ganha à França, após Ronaldo sair lesionado.

Jogou no Valência e na Lazio, voltou aos ‘leões’ uma última vez em 2018 e, depois, embarcou para os Estados Unidos, para o Orlando City. Aventurou-se de novo na Europa, no Veneza, esteve no Melbourne Victory, na Austrália, e no Adana Demirspor, em 2023/24, voltando a ‘casa’ esta época.

Na nota do Estrela, pode ler-se que o clube destaca o compromisso de Luís Nani para com o símbolo e a camisola, no final de “uma carreira ímpar que termina em tons tricolor”.

“Ao atleta, o CF Estrela da Amadora deseja os maiores sucessos e enaltece o orgulho que foi poder fazer parte da história de uma das melhores carreiras do futebol português”, acrescenta.

 

Com Agência Lusa.

 

Desporto Associativo – 07 Dezembro 2024

O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque. Um programa de Sousa Gomes.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão às 2h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

Trump apela ao “cessar-fogo imediato” e às negociações entre Ucrânia e Rússia

 O Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou hoje, através da rede social Truth Social, a um “cessar-fogo imediato” e a negociações para pôr fim ao conflito na Ucrânia.

“Deveria haver um cessar-fogo imediato e as negociações deveriam começar. Demasiadas vidas foram perdidas em vão, demasiadas famílias foram destruídas e, se isto continuar, pode transformar-se em algo muito maior e muito pior”, escreveu, afirmando que a Ucrânia perdeu ‘ridiculamente’ 400 mil soldados e ‘muitos mais civis’.

Na mensagem, Trump, que tomará posse em 20 de janeiro de 2025, garantiu ainda ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que “gostaria de chegar a um acordo” para acabar com a guerra.

“Zelensky e a Ucrânia gostariam de chegar a um acordo e pôr fim a esta loucura”, escreveu Trump após o seu encontro com o homólogo ucraniano, em Paris, “Conheço bem [o Presidente da Rússia] Vladimir [Putin]. É altura de agir. A China pode ajudar. O mundo está à espera”, concluiu Trump.

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais de novembro lançou dúvidas sobre o futuro do apoio dos Estados Unidos à Ucrânia na guerra contra a Rússia, faltando apenas algumas semanas para a entrega de milhares de milhões de dólares de ajuda já orçamentada antes da tomada de posse do republicano.

No sábado, o Departamento de Defesa dos Estados Unido anunciou uma nova ajuda militar à Ucrânia, estimada em 988 milhões de dólares.

Donald Trump tem sido muito crítico nos últimos meses em relação aos biliões de dólares libertados pelos Estados Unidos para a Ucrânia.

O Presidente eleito prometeu resolver a guerra entre Kiev e Moscovo ainda antes da sua tomada de posse, em janeiro, sem nunca explicar como.

Os aliados europeus da Ucrânia temem um afastamento dos Estados Unidos do conflito, ou mesmo uma pressão norte-americana para um acordo em detrimento de Kiev.

 

Com Agência Lusa.