França começou a votar para a 2ª volta decisiva das eleições legislativas

Imagem de abertura publicada por FranceTvPro.fr

Perto de 50 milhões de eleitores franceses começaram a votar esta manhã, às 08h, para elegerem os 577 deputados que compõem a Assembleia Nacional.

Depois de uma 1ª volta, há uma semana, vencida pelos nacionalistas da União Nacional (UN), esta enfrenta uma espécie de « Frente Republicana » (« Nova Frente Popular », que une « macronistas », esquerdistas, socialistas, ecologistas e outros) para a impedir de chegar ao Governo.

As últimas sondagens apontavam para a UN conseguir chegar neste domingo a uma maioria relativa no Parlamento e não uma maioria absoluta.

Leia mais aqui (opinião):

França avança para o desconhecido com uma nova geração à beira do poder – Opinião

 

 

Montenegro diz que seleção no europeu foi um orgulho para o país

Montenegro diz que seleção no europeu foi um orgulho para o país

 

O primeiro-ministro considerou que o desempenho da seleção nacional de futebol no Campeonato da Europa foi um orgulho para o país e um exemplo para os portugueses.

“Tivemos a infelicidade de não ultrapassar o último obstáculo que foi a marcação dos penáltis. Mas fizemos um grande jogo, fizemos uma grande campanha e não há dúvida que todos os jogadores, selecionador e equipa diretiva da federação são um orgulho para todos nós”, afirmou Luís Montenegro.

Falando aos jornalistas em Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro, onde visitou uma feira de vinho verde, o chefe do Governo acrescentou a propósito da seleção de futebol: “[O desempenho no europeu] foi uma forma, também, de inspirar o país a estar entre os melhores e saber posicionar-se entre os melhores”.

A seleção foi eliminada na sexta-feira da competição, nos quartos-de-final, no desempate por grandes penalidades, com a França, após um empate sem golos no tempo regulamentar e prolongamento.

Euro2024: Portugal eliminado pela França nos penáltis nos quartos de final

Portugal foi hoje afastado nos quartos de final do Campeonato da Europa de futebol de 2024, ao perder com a França por 5-3, no desempate por penáltis, após 120 minutos sem golos, em Hamburgo, na Alemanha.

No desempate do segundo jogo dos ‘quartos’, apenas João Félix falhou, enquanto os gauleses marcaram todos, pelo que estão pela sexta vez, em 11 presenças, no ‘top 4’, em busca do terceiro título, depois das vitórias de 1984 e 2000.

Nas meias-finais, em encontro marcado para terça-feira, pelas 21:00 locais (20:00 em Lisboa), no Allianz Arena, em Munique, a França defronta a Espanhha, que hoje bateu a anfitriã Alemanha por 2-1, após prolongamento.

 

QUARTOS DE FINAL

– Sexta-feira, 05 jul:

Jogo 45: (+) Espanha – Alemanha, 1-1, 2-1 ap (Dani Olmo 51, Mikel Merino 119/ Florian Wirtz 89)

Jogo 46: Portugal – (+) França, 0-0, 0-0 ap, 3-5 gp

– Sábado, 06 jul:

Jogo 48: Inglaterra – Suíça, Dusseldorf, 18:00

Jogo 47: Países Baixos – Turquia, Berlim, 21:00

(+) – Apurado para a fase seguinte.

MEIAS-FINAIS

– Terça-feira, 09 jul:

Jogo 49: Espanha – França, Munique, 21:00

– Quarta-feira, 10 jul:

Jogo 50: Vencedor Jogo 47 – Vencedor Jogo 48, Dortmund, 21:00

FINAL

– Domingo, 14 jul:

Vencedor Jogo 49 – Vencedor Jogo 50, Berlim, 21:00

 

Com Agência Lusa.

França avança para o desconhecido com uma nova geração à beira do poder – Opinião

Alfa/ Daniel Ribeiro (Opinião)

 

Em vésperas de eleições, é neste estado que as coisas estão em França: talvez à beira de uma tragédia ou de, pelo menos, de resultados inconclusivos e possivelmente conflituosos. Será certamente uma nova geração que se afirma e que vai decidir o futuro da França.

De qualquer modo, seja qual for o resultado do escrutínio da segunda volta de domingo, 07, será uma eleição que marcará uma radical mudança de época.

A última vez que o país mudou desta forma tão profunda foi em 1981, com o socialista François Mitterrand.

Agora, a França, país fundador da União Europeia, marco fundamental da História política europeia e do seu pensamento filosófico está prestes a avançar para algo desconhecido.

Num trabalho de assinalável qualidade, o ensaísta Pierre Vermeren, define o que vai acontecer no domingo:  é o contrário de 10 de maio de 1981 – a geração de Mitterrand vai deixar de designar a representação política em França.

Porque as élites que se desenvolveram e enriqueceram sob a proteção do Estado não souberam nem quiseram ler o sofrimento e o radicalismo que as classses populares manifestaram durante manifestações e revoltas sucessivas que desde há alguns anos se desenrolaram a França. 

O que virá a seguir – veremos.  

Reino Unido: Partido Trabalhista ganha eleições com maioria absoluta

Reino Unido: Partido Trabalhista garante vitória nas legislativas

 

O Partido Trabalhista assegurou hoje uma vitória com maioria absoluta nas legislativas britânicas ao eleger 332 deputados para um total de 650 lugares, faltando ainda apurar 176, indicam os resultados oficiais provisórios divulgados pela cadeia britânica BBC.

Os trabalhistas precisavam de 326 deputados para conseguir governar com uma maioria absoluta, mas as projeções apontam para uma margem mais confortável.

Esta vitória coloca Keir Starmer enquanto líder do partido mais votado no caminho para ser indigitado primeiro-ministro pelo rei Carlos III, depois dos resultados finais.

Até agora, foram declarados os resultados de 474 dos 650 assentos na Câmara dos Comuns que foram votos, tendo 332 sido conquistados pelo Partido Trabalhista, 70 pelo Partido Conservador, 45 pelos Liberais Democratas e os restantes por outros partidos ou candidatos independentes, de acordo com a BBC.

Alfa/ com Lusa

« Nous avons à la tête de l’État français un pyromane irresponsable et complètement déconnecté » – Barbara Gomes

Barbara Gomes est conseillère déléguée à la Mairie de Paris, responsable de l’encadrement des loyers, des plateformes locatives et de la protection des locataires. Élue conseillère de Paris pour le 18ème arrondissement en 2020 avec la liste « Paris en Commun-Écologie pour Paris », elle est aussi porte-parole du PCF.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 04 juillet 2024 :

 

Barbara Gomes s’est dite d’abord stupéfaite par la dissolution de l’Assemblée Nationale annoncée par Emmanuel Macron. Après la stupéfaction, la colère a laissé place à la détermination de se réorganiser politiquement avec son parti, le PCF, et les autres forces de gauche. L’élue parisienne, franco-portugaise, a fermement appelé à faire barrage à l’extrême-droite. « Comment faire confiance à un parti qui ne promet rien sinon beaucoup de violence ? » s’interroge-t-elle. Sa double culture renforce sa vision d’une société inclusive et solidaire, où chacun a sa place.

Didier Caramalho

« L’extrême-droite est le parti des riches qui trompe les pauvres pour qu’ils votent pour eux » – Gérard Filoche

Gérard Filoche est militant politique et syndical depuis six décennies. Il anime aujourd’hui la Gauche démocratique et sociale et soutient le Nouveau Front Populaire.

Par Gérard Filoche. Le billet politique dans l’ALFA 10/13 de Didier Caramalho, du 04 juillet 2024, à trois jours du second tour des élections législatives anticipées. En réécoute ici :

 

Gérard Filoche livre ici un billet politique sur la nécessité de faire barrage à l’extrême-droite de Jordan Bardella et Marine Le Pen, affirmant « qu’il ne peut pas y avoir pire pour notre pays » et appelant les électeurs et électrices à « voter pour qui vous voulez, mais à empêcher ces gens-là d’arriver au pouvoir ».

Le porte-parole de la Gauche démocratique et sociale parle d’une « victoire idéologique terrifiante fabriquée par la très grande presse », avec Vincent Bolloré en tête. Gérard Filoche rejette cette manière de diviser la société et critique vivement la méthode qui « déplace le problème des inégalités en se focalisant sur l’étranger au lieu de pointer du doigt les riches, les exploiteurs, les capitalistes, les actionnaires et les financeurs. »

Didier Caramalho

Portugal e as legislativas francesas. O chefe da diplomacia recordou que “não vai haver mudança de PR »”

Política externa francesa deve manter-se estável por ser conduzida pelo Presidente

 

facebook sharing buttonO Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou esperar estabilidade na política externa francesa, uma vez que cabe ao Presidente daquele país conduzir essa área, acrescentando que trabalhará com qualquer governo que resultar das eleições de domingo.

“Evidentemente, o que nós faremos é trabalhar com os governos quaisquer que eles sejam” referiu Rangel, escusando-se a fazer comentários sobre política interna de França.

À margem de uma conferência sobre a União Europeia (UE), em Lisboa, o chefe da diplomacia recordou que “não vai haver mudança de Presidente”. “O Presidente é que conduz a política externa. Portanto, isso também nos dá alguma garantia de estabilidade, mas, sinceramente, estes desenvolvimentos internos, nós, estando no governo não os podemos comentar”, disse aos jornalistas.

O ministro recordou como cabe ao governo trabalhar “em prol da UE e dos portugueses, da comunidade portuguesa em França, da comunidade francesa em Portugal”, que é “muito relevante” atualmente do ponto de vista económico e cultural.

“Não nos vamos pronunciar sobre as suas dinâmicas internas e vamos manter as nossas relações de amizade Estado a Estado”, concluiu.

Na primeira volta das eleições legislativas, o partido de extrema-direita União Nacional (RN, na sigla em francês) foi o partido mais votado, com 33% dos votos, à frente da coligação de esquerda Nova Frente Popular (NFP, 28,5%) e dos centristas Juntos pela República, que integra o partido do Presidente Emmanuel Macron (22%).

As legislativas francesas foram convocadas pelo Presidente, Emmanuel Macron, após a derrota do seu partido (Renascimento) e a acentuada subida da União Nacional (extrema-direita), nas eleições para o Parlamento Europeu de 09 de junho. A escolha de um novo executivo deveria ocorrer apenas em 2027.

Segundo uma sondagem divulgada recentemente pelo instituto Toluna Harris Interactive, após a segunda volta das eleições legislativas no domingo, a 07 de julho, o RN terá entre 190 e 220 lugares, estimativa que é insuficiente para alcançar a maioria absoluta, que exige 289 lugares, o que pode por em causa que o líder do partido, Jordan Bardella, se torne primeiro-ministro.

A Nova Frente Popular poderá obter entre 159 a 183 lugares e a coligação presidencial Juntos (Ensemble, em francês) conseguirá obter 110 a 135 lugares, enquanto os Republicanos conseguirão obter 30 a 50 deputados.

Alfa/ com Lusa

Euro2024: Nuno Mendes garante Portugal preparado para uma França imprevisível

O lateral Nuno Mendes afirmou hoje que se “pode esperar tudo” da França, na sexta-feira, e garantiu que Portugal vai estar preparado e motivado no jogo dos quartos de final do Euro2024 de futebol.

“Acho que é uma equipa da qual podemos esperar tudo. Têm bons jogadores e que jogam nas melhores equipas da Europa. Vamos estar preparados. Estamos mais focados em fazer o que temos para fazer e em melhorar o que não fizemos tão bem com a Eslovénia”, afirmou Nuno Mendes.

O jogador do Paris Saint-Germain falava aos jornalistas em conferência de imprensa, em Marienfeld, na Alemanha, minutos antes de mais um treino da seleção nacional no seu ‘quartel-general’ em solo germânico.

“Estamos mais confiantes depois desta vitória (com a Eslovénia). Não queríamos ir a penáltis, mas conseguimos ganhar o jogo. Estamos todos motivados. É um jogo grande, onde queremos dar muitas alegrias. Vamos fazer de tudo para que isso aconteça », frisou.

Nuno Mendes referiu que está “mais do que bem” após uma temporada em que teve vários problemas físicos no Paris Saint-Germain e fez a comparação entre Cristiano Ronaldo, capitão da seleção portuguesa, e Kylian Mbappé, a grande estrela da equipa francesa e também capitão dos ‘bleus’.

“São jogadores de alto nível, excelentes, que podem fazer a diferença em qualquer momento. Partilhei balneário com os dois e foi um prazer ter jogado com o Mbappé e jogar com o Cristiano. São incríveis, de um momento para o outro fazem a diferença, mas estamos preparados. Vamos preparar-nos para implementarmos da melhor maneira o nosso jogo”, disse.

Confrontado com a possibilidade de ter de escolher apenas um, caso fosse treinador, o lateral de 22 anos jogou pelo ‘seguro’.

“É complicado. Acho que é melhor fazer esse pergunta a um treinador. Eu sou jogador. Se fosse treinador escolhia os dois. Mas, acho que um treinador saberá responder melhor », brincou.

Mendes abordou também a relação que o selecionador Roberto Martínez tem com os jogadores lusos e destacou o “espírito de equipa” promovido pelo técnico espanhol.

“Somos uma família aqui e tudo o que ele puder fazer para que os jogadores estejam bem, tanto dentro como fora de campo, é o que o caracteriza mais. Saber o estado de espírito do jogador. Trabalha bem isso, e acho que estamos todos preparados para enfrentar os jogos e os treinos”, explicou.

Apesar do prolongamento frente à Eslovénia, o internacional português assegurou que toda a equipa vai estar a 100% no jogo de sexta-feira, que vai decorrer em Hamburgo.

O Portugal-França tem início marcado para as 21:00, no Volksparkstadion, e terá arbitragem do inglês Michael Oliver.

 

Com Agência Lusa.

Fábrica da Stellantis em Mangualde dá início à produção de carros elétricos em grande escala

Na presença do presidente do grupo, Carlos Tavares e do PR Marcelo: fábrica da Stellantis em Mangualde dá início à produção de carros elétricos em grande escala.

Na ocasião, o líder da Stellantis disse querer maior desenvolvimento da rede de carregamento de veículos elétricos e aconselhou o Governo português a usar dinheiro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para “acelerar o desenvolvimento da rede de carregamento” de baterias de veículos elétricos.

 

Despacho da agência Lusa: 

Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia que assinalou o arranque da produção de veículos totalmente elétricos na unidade de Mangualde, quando questionado sobre o pacote de medidas de impulso à economia que o Governo deverá anunciar quinta-feira, Carlos Tavares pediu “ajudas para o consumidor final” e que “favoreçam o desenvolvimento dos veículos elétricos”.

“Há dois tipos de ajuda: um é diretamente ao consumidor final e outro são infraestruturas de carregamento de baterias”, explicou.

No entender do responsável do grupo automóvel, se as infraestruturas de carregamento de baterias “forem visíveis e de um nível de densidade elevado vão permitir que os carros tenham baterias mais pequenas, com uma autonomia mais pequena”.

“Cada um de nós vai estar tranquilizado pela visibilidade dos postos de carregamento e, portanto, já não está com aquela ansiedade de precisar de 600 quilómetros de autonomia. Pode ter uma bateria mais pequena e se, a bateria for mais pequena, o carro é mais barato”, frisou.

O presidente executivo da Stellantis pediu ao Governo que ajude as classes médias a comprarem veículos elétricos, referindo que “já se viu pela Europa fora que as ajudas andam entre cinco e sete mil euros por automóvel”, o que “faz um buraco enorme nos orçamentos de Estado”.

“E logo que essas ajudas param, a procura desaparece”, acrescentou.

Neste âmbito, se tivesse que dar uma recomendação ao Governo, seria: “podem utilizar o PRR para acelerar o desenvolvimento da rede de carregamento e podem utilizar o dinheiro que tiverem para incentivar e ajudar as classes médias a comprar carros elétricos a um nível mais acessível”.

“Há um ciclo que é muito positivo: mais densidade da rede de carregamento quer dizer menos ansiedade na autonomia, quer dizer baterias mais pequenas, baterias mais pequenas querem dizer veículos elétricos mais acessíveis”, acrescentou.

Carlos Tavares voltou a falar na necessidade de uma ligação ferroviária da fábrica de Mangualde aos portos de Vigo e de Leixões, “um projeto que está avançar”.

“É necessária do ponto de vista ambiental, porque são menos camiões na estrada, e do ponto de vista do custo é muito mais barato do que transportar os carros com camiões”, frisou.

O responsável aludiu também à necessidade de reduzir o custo de energia para um valor competitivo, que seria “abaixo dos 70 euros por megawatt/hora” e, depois, “controlar a volatilidade desse custo de energia”.

“Não pode estar sempre a ir para baixo e para cima, porque nem sempre podemos modificar o preço da venda dos automóveis só para compensar a energia”, afirmou.

O grupo automóvel está empenhado em ter, no próximo ano, todas as fábricas do mundo a produzirem, “pelo menos, 50% da energia que consomem”, proveniente de recursos renováveis.

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