Tiago Rodrigues destaca « momentos fundamentais » do Festival d’Avignon, que hoje começa

Tiago Rodrigues destaca « momentos fundamentais » do Festival d’Avignon

O diretor do Festival d’Avignon, Tiago Rodrigues, destacou a multiplicidade das origens dos espetáculos em língua espanhola, este ano convidada do certame, e as criações francesas sobre originais espanhóis, como « momentos fundamentais » da edição que hoje se inicia.

A “grande quantidade de espetáculos em língua espanhola”, oriundos de Espanha, Argentina, Chile, Peru, Uruguai, com participação de artistas provenientes da Bolívia, do México e da Colômbia, e as criações de artistas franceses a partir de património cultural de língua espanhola, como a encenação de “Quichotte”, por Gwenael Morin, com a atriz e cantora Jeanne Balibar, constituem dois vetores fundamentais desta edição, segundo o ator, encenador e dramaturgo português Tiago Rodrigues, em declarações à Lusa.

A posição de « artista cúmplice” com o festival, criada este ano por Tiago Rodrigues – uma presença que « ganha significado especial, repercutindo-se na programação ao ponto de irrigar o espírito de uma edição », como se lê na sua apresentação – é ocupada pela “grande figura da dança contemporânea europeia Boris Charmatz”, que vai apresentar “três criações, todas ligadas à ideia de transmissão”, indicou Tiago Rodrigues, numa referência à passagem de testemunho, de dádiva, de capacidade de descoberta.

“Liberte Cathédrale”, primeira criação de Charmatz como sucessor de Pina Bausch no Tanztheater Wuppertal, e “Forever – Immersion dans ‘Café Müller’ de Pina Bausch”, revisitação de uma das obras-chave da coreógrafa alemã, são duas dessas criações. A terceira, “Cercles” (“Círculos”), resulta da oficina de dança no Estádio de Bagatelle, em cujo relvado se reunirão 200 pessoas, amadoras e profissionais, para aprenderem a dançar juntas.

Da Argentina, Avignon acolhe duas peças de Tiziano Cruz que lidam com a realidade dos povos indígenas e a relação de resistência da língua quechua à espanhola, enquanto colonizadora, “que ameaçou de extinção o seu povo”.

É assim com “Solilóquio”, que questiona o lugar dos corpos indígenas e, mais amplamente, das culturas ignoradas, « invisibilizadas num mundo governado pelo modelo do colonizador »; e também com “Wayqeycuna” (“Os meus próprios irmãos”, em tradução livre do quechua), peça autobiográfica inspirada num ritual indígena, que questiona o neoliberalismo dominante.

A presença da uruguaia Tamara Cubas, com « Sea of Silence », é, segundo Tiago Rodrigues, outro momento em destaque do festival. A peça que se define como “um rito descolonizador” faz parte do projeto de Tamara Cubas sobre migrações femininas.

Ao nível da programação do festival, que termina a 21 de julho, o diretor artístico destaca ainda o regresso do encenador polaco Krzysztof Warlikowski a Avignon, cerca de uma década depois de aí ter apresentado “(A)pollonia”. Este ano é a vez de “Elizabeth Costello. Sept leçons et cinq contes moraux”, a partir da obra do Nobel da Literatura J.M. Coetzee.

Da presença portuguesa, língua que Tiago Rodrigues mantém em linha para vir a ser convidada numa próxima edição, constam Miguel Fragata e Inês Barahona – a dupla Formiga Atómica – que levam a cena “Terminal – O Estado do Mundo”, sobre a crise climática. A dupla apresentará ainda os dois filmes “Retour au futur – Avignon” e “Improbable dos à dos”, na secção Territoires Cinématographiques, feita em colaboração com os cinemas Utopia da cidade francesa.

O festival abre com a apresentação da peça « Dämon – O funeral de Bergman », da criadora espanhola Angélica Liddell, e junta a Comédie-Française a Tiago Rodrigues, para a estreia de “Hécuba, não Hécuba”, peça escrita e dirigida pelo próprio encenador e dramaturgo português, diretor de Avignon, que conjuga a intemporalidade da tragédia de Eurípides com a tragédia vivida na atualidade pela atriz que a interpreta.

Alfa/ com Lusa

« Avec la dissolution, le président Macron a commis une faute grave contre notre démocratie » affirme Sylvain Berrios, candidat LR

Le candidat Les Républicains Sylvain Berrios brigue un mandat de député dans la 1ère circonscription du Val-de-Marne. Il vient de lancer sa campagne pour les communes de Bonneuil-sur-Marne, Champigny-sur-Marne, Créteil Nord et Saint-Maur-des-Fossés. Quelles sont ses propositions ? Il répond aux questions de Radio Alfa.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 28 juin 2024 :

 

La campagne pour les élections législatives anticipées a débuté officiellement le lundi 17 juin. Le département du Val-de-Marne se démarque par le nombre élevé de candidats en lice pour le poste de député : ils sont 86 pour 11 circonscriptions.

Outre Sylvain Berrios pour Les Républicains, ici interrogé, on retrouve dans la 1ère circonscription du Val-de-Marne les candidatures suivantes :

  • Lyes Louffok (Nouveau Front Populaire).
  • Frédéric Descrozaille (Renaissance).
  • Anne-Gaëlle Sabourin (Rassemblement National).
  • Ludovic Morel (Reconquête !).
  • Hélène Cavat.
  • Valérie de Pierrepont.

Paulo Pisco comenta política do Governo e atualidade nas Comunidades. E muita cultura no Passagem de Nível de 30/06

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 30 de Junho 2024. Entre as 12h00 e as 14h00

-O Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os emigrantes portugueses, a situação do Ensino do Português no Estrangeiro (EPE), plenário do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) realiza-se em Lisboa no mês de outubro – temas a abordar com Paulo Pisco, deputado PS pelo Círculo da Europa

 

Governo AD continua a ignorar os sindicatos dos professores no estrangeiro, acusa Teresa Duarte Soares, secretária-geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL)

-O balanço do ano lectivo 2023-2024 na Secção Internacional Portuguesa do Lycée de Saint-Germain-en-Laye com o Pesidente da associação de pais de alunos, David Carvalho

11ª edição do Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes de 9 a 13 de agosto 2024 em Santa Marta de Penaguião, inscrições até 15 de julho 2024. O tema este ano será “A história e a memória, partes integrantes da cidadania activa”, à volta do 25 de abril 1974.
Convidada: Luciana Gouveia, delegada-geral da Cap Magellan, organizadora do evento

La Fleur au Fusil, uma peça de teatro escrita e interpretada por Lionel Cecílio, que aborda o derrube da ditadura salazarista e o 25 de Abril 1974. Representações de 3 a 21 de Julho no Théâtre Brunes em Avignon

-A conferência anual da rede das cidades criativas de Unesco vai decorrer em Portugal de 01 a 05 de julho, e terá o seu epicentro em Braga.
Convidado: Helder Henriques; vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, cidade que integrou a rede em agosto de 2023

 

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Artur Silva - Passagem de NÍvel
Podcast – Passagem de Nível

Emissão com redifusão na noite de 3ª para 4ª feira, entre as 0h00 e as 2h00 e em permanência em podcast – www.radioalfa.net

Morreu Manuel Fernandes: deixa « um legado que será eterno » – Liga Portuguesa de futebol

O ex-futebolista e treinador Manuel Fernandes morreu hoje aos 73 anos, na sequência de doença prolongada, anunciou hoje a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) no seu sítio oficial a Internet.

Manuel Fernandes, nascido em Sarilhos Pequenos, na Moita, em 05 de junho de 1951, notabilizou-se como jogador, sobretudo, ao serviço do Sporting, que representou entre 1975/76 e 1986/87, tendo passado ainda por Sarilhense, CUF e Vitória de Setúbal.

Pela seleção principal, o jogador que conseguiu um ‘póquer’ nos 7-1 do Sporting ao Benfica, em 1986/87, disputou 30 jogos, com sete golos.

A Liga Portuguesa de futebol Profissional (LPFP) considera que o ex-futebolista Manuel Fernandes, deixa um “legado eterno”, numa mensagem de despedida do organismo de futebol profissional.

“Uma lenda. Um legado que será eterno. Obrigado e até sempre, Manuel Fernandes”, manifestou a Liga, junto a uma imagem com várias fotografias de Manuel Fernandes enquanto jogador e já mais tarde.

Na mesma nota, o organismo do futebol português despede-se com um “Até sempre, Manuel Fernandes”.

 

Com Agência Lusa.

Costa eleito presidente do Conselho Europeu promete promover a unidade na UE

UE/Cimeira: Costa afirma-se empenhado em promover a unidade entre os 27 Estados-membros 

 

António Costa, eleito durante a última noite presidente do Conselho Europeu, afirma que assumirá o cargo com “enorme sentido de missão”, empenhado em promover a unidade entre os 27 Estados-membros e a Agenda Estratégica para os próximos cinco anos.

Esta posição foi transmitida pelo ex-primeiro-ministro português na sua conta na rede social X (antigo Twitter), depois de ter sido noticiada a sua eleição pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia para o cargo de presidente do Conselho Europeu, com um mandato de dois anos e meio.

“É com um enorme sentido de missão que assumirei a responsabilidade de ser o próximo presidente do Conselho Europeu. Agradeço aos membros do Conselho Europeu pela confiança que em mim depositaram ao me elegerem, bem como ao Partido Socialista Europeu (PSE) e ao Governo de Portugal pelo seu apoio nesta decisão”, escreveu António Costa.

O anterior primeiro-ministro português acrescentou que, como presidente do Conselho Europeu, a partir de 01 de dezembro, estará “totalmente empenhado em promover a unidade entre os 27 Estados-membros e focado em implementar a Agenda Estratégica, hoje aprovada e que orientará a União Europeia nos próximos cinco anos”.

Além de ter agradecido o apoio do PSE e do Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, nesta sua mensagem o ex-líder do executivo português congratulou-se com a decisão do Conselho Europeu de propor Ursula von der Leyen para um segundo mandato como presidente da Comissão Europeia e de nomear Kajas Kallas como alta representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

“Pretendo trabalhar em estreita colaboração com elas, num espírito de cooperação leal entre as instituições europeias”, salientou.

António Costa agradeceu ainda ao presidente cessante do Conselho Europeu, o belga Charles Michel, “pela sua enorme dedicação à Europa” e desejou-lhe o melhor para o seu restante mandato naquelas funções.

António Costa foi escolhido para suceder ao belga Charles Michel (no cargo desde 2019) na liderança do Conselho Europeu, a instituição da União Europeia que junta os chefes de Governo e de Estado do bloco europeu, numa nomeação feita por maioria qualificada (55% dos 27 Estados-membros, que representem 65% da população total).

Primeiro-ministro de Portugal entre 2015 e 2023, tendo chefiado três governos – o último dos quais suportado por maioria absoluta no parlamento -, António Costa é o primeiro português e o primeiro socialista à frente do Conselho Europeu.

 

Presidente da República saúda decisões do Conselho Europeu e felicita António Costa em nota publicada durante a noite no seu site oficial:

« O Presidente da República saúda as decisões de hoje do Conselho Europeu que, na sequência das eleições europeias de 9 de junho, abrem caminho à continuidade do regular funcionamento das instituições europeias, a bem do nosso projeto comum de construção de um futuro em conjunto, em paz e em bem-estar social.

O Presidente da República sublinha, em particular, a decisão do Conselho Europeu de eleger António Costa para seu próximo Presidente, uma magnifica decisão para a Europa e também para Portugal.

O compromisso pessoal e o trabalho já demonstrado de António Costa para com a construção europeia e no que representa de solidariedade e progresso é uma garantia de que o Conselho Europeu ficará em boas mãos, pelo que o Presidente da República lhe apresenta os votos de parabéns e de felicidades nas futuras funções, a bem de todos nós.

Alfa/ com Lusa e Presidência portuguesa

« Je propose que les détenus étrangers aillent purger leur peine dans leur pays, ce n’est pas aux Français de supporter les coûts » déclare Bernard Chaussegros candidat Alliance Centriste

Le candidat Alliance Centriste Bernard Chaussegros brigue un mandat de député dans la 4e circonscription du Val-de-Marne. Il vient de lancer sa campagne pour les communes de Chennevières-sur-Marne, Ormesson-sur-Marne, Noiseau, Villiers-sur-Marne, Sucy-en-Brie, La Queue-en-Brie et Le Plessis-Trévise. Quelles sont ses propositions ? Il répond aux questions de Radio Alfa.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 27 juin 2024 :

 

La campagne pour les élections législatives anticipées a débuté officiellement le lundi 17 juin. Le département du Val-de-Marne se démarque par le nombre élevé de candidats en lice pour le poste de député : ils sont 86 pour 11 circonscriptions.

Outre Bernard Chaussegros pour l’Alliance Centriste, ici interrogé, on retrouve dans la 4e circonscription du Val-de-Marne les candidatures suivantes :

  • Adel Amara (Nouveau Front Populaire).
  • Maud Petit (Modem).
  • Alain Philippet (Rassemblement National).
  • Michaël Bohbot (Reconquête !).
  • Brigitte Moulin (Lutte ouvrière).
  • Marie-Odile Perru (Centre).
  • Jean Dambreville (Équinoxe).

Eleições legislativas. Situação em França preocupa candidatos franco-portugueses

Situação em França preocupa candidatos franco-portugueses apostados em vencer legislativas.

Candidatos de origem portuguesa às eleições legislativas em França mostram-se preocupados com a situação atual do país e declararam-se apostados em vencer, numa altura em que as sondagens dão vantagem à extrema-direita.

Com uma vida política muito ativa, João Martins Pereira entrou no Partido Socialista (PS) francês em outubro de 2014, desempenhando vários cargos internos. Atualmente, com o PS unido na coligação de partidos de esquerda, Nova Frente Popular, é candidato às eleições legislativas em Joinville-le-Pont.

Ouça aqui a entrevista recente à Rádio Alfa deste candidato da esquerda:

« Les partis de gauche se sont rassemblés autour d’un programme de ligne claire » défend João Martins Pereira candidat PS/NFP

« Para mim é um grande orgulho poder ser candidato nestas eleições, num momento muito difícil para o país, para propor uma alternativa de futuro e progresso frente ao projeto de Macron e da extrema-direita », disse à Lusa João Martins Pereira, referindo que a coligação conseguiu « juntar mais de 100 propostas comuns, para melhorar o país logo nos primeiros dias do mandato ».

Eleito no Conselho das Comunidades Portuguesas para a área consular de Paris, João Martins Pereira acredita que a decisão do Presidente francês, Emmanuel Macron, de convocar eleições antecipadas foi « muito perigosa », devido ao risco da extrema-direita poder chegar antecipadamente ao poder, com um « discurso racista, antissemita, machista que já tem total liberdade nos meios de comunicação ».

Maxime da Silva, também candidato da coligação de esquerda no círculo eleitoral que abrange os cidadãos franceses em Portugal, Espanha, Andorra e Mónaco, garante que a esquerda está unida e que é a única alternativa para a França.

« Lamento desiludi-los [aos adversários políticos], mas a esquerda francesa está unida, está a lutar, está pronta a governar para mudar a vida dos franceses e tem um programa claro que nenhuma divisão mudará: é a Nova Frente Popular », disse Maxime da Silva em declarações à Lusa.

O deputado, de origem portuguesa e neto de um ‘pied noir’ (designação francesa de cidadão europeu que viveu no norte de África), acredita que a Nova Frente Popular pode ganhar as eleições com a união de « forças sociais, sindicatos e associações », empenhados em apelar ao voto, que dá « esperança de uma França feliz », com seriedade orçamental e capacidade de governação.

Na Assembleia Nacional há sete anos pela França Insubmissa, Maxime da Silva trabalha como deputado responsável pelos franceses no estrangeiro há cinco anos, com uma carreira política « enraizada na esquerda, nos movimentos de defesa das (…) conquistas sociais, da ecologia popular e de uma maior democracia », desde os tempos da escola, salientou.

O deputado afirmou que « ser oriundo de uma família de imigrantes portugueses, de dupla nacionalidade e de bilingues franco-portugueses » o inspira no combate que trava atualmente ao nível de educação, já que, como não teve a possibilidade de aprender português, não quer que os filhos de franceses no estrangeiro tenham a mesma privação.

Estas são as eleições mais importantes e « a Nova Frente Popular é a única alternativa à extrema-direita », à União Nacional (RN), e para o seu « trampolim », o Presidente francês, referiu Maxime da Silva, apelando aos eleitores do RN que, « nas eleições legislativas, rejeitem Macron e elejam uma maioria alternativa credível com a Nova Frente Popular ».

Já no RN, Camille dos Santos de Oliveira, candidata em Haute-Vienne, cedeu o seu lugar no departamento de Creuse a um candidato dos Republicanos, devido à união do seu partido com Éric Ciotti.

« É sempre um enorme orgulho participar na representação do povo francês que, como eu, se levanta todas as manhãs, trabalha e não aguenta mais », disse a candidata à Lusa, defendendo que o RN não é um partido « de extrema-direita ».

Embora pense nas suas origens portuguesas, pai e avós que são « exemplos de assimilação à francesa », a candidata afirmou que, no partido, as origens estão em segundo lugar.

« Trabalhamos todos em conjunto para a França », disse Camille, referindo que o partido acolhe « pessoas de todas as origens, crenças e origens políticas » e, por isso, são « os únicos capazes de proteger os franceses da imigração descontrolada », que sobrecarrega as finanças públicas e ameaça a segurança do país, com o islamismo latente.

Antes de se juntar ao RN, Camille já tinha votado em Marine Le Pen e, após o nascimento do seu filho, decidiu juntar-se à Reconquista (liderado por Éric Zemmour), pelo qual se candidatou nas legislativas de 2022, mas abandonou o partido por discordar da sua política social.

« Pela nossa parte [RN], estamos prontos. Com Jordan Bardella como primeiro-ministro, vamos reerguer a França », afirmou Camille, acrescentando que « nem Emmanuel Macron nem a extrema-esquerda estão em condições de propor um verdadeiro projeto de sociedade que vise também a educação e a proteção » das crianças.

As eleições legislativas em França realizam-se em duas voltas, marcadas para 30 de junho e 07 de julho, como prevê o sistema eleitoral francês.

A Lusa contactou outros candidatos franco-portugueses, sem obter respostas em tempo útil.

Alfa/ com Lusa e fontes próprias

Euro2024: Portugal perde com Geórgia, que segue para ‘oitavos’ com Turquia

Portugal, que já estava apurado, perdeu hoje por 2-0 com a estreante Geórgia, que se qualificou para os oitavos de final do Campeonato da Europa de 2024, nos quais a equipa lusa defrontará a Eslovénia.

Em Gelsenkirchen, Khvicha Kvaratskhelia, aos dois minutos, e Georges Mikautadze, aos 57, de grande penalidade, para o seu terceiro tento na prova, selaram o triunfo dos georgianos, que se apuraram como um dos quatro melhores terceiros.

Por seu lado, a Turquia venceu por 2-1 a República Checa, com golos de Hakan Çalhanoglu, aos 51 minutos, e Cenk Tosun, aos 90+4. Tomás Soucek faturou, aos 66, para os checos, que jogaram com 10 desde os 20, por expulsão de Anton Barák.

Portugal, que já tinha assegurado o primeiro lugar do agrupamento, acabou com seis pontos, contra seis dos turcos, segundos, quatro dos georgianos, terceiros, e um dos checos, quartos, que foram eliminados.

Nos ‘oitavos’, os jogos são Suíça-Itália e Alemanha-Dinamarca, no sábado, Inglaterra-Eslováquia e Espanha-Geórgia, no domingo, França-Bélgica e Portugal-Eslovénia, na segunda-feira, e Roménia-Países Baixos e Áustria-Turquia, na terça-feira.

 

OITAVOS DE FINAL

– Sábado, 29 jun:

Jogo 38: Suíça – Itália, Berlim, 18:00

Jogo 37: Alemanha – Dinamarca, Dortmund, 21:00

– Domingo, 30 jun:

Jogo 40: Inglaterra – Eslováquia, Gelsenkirchen, 18:00

Jogo 39: Espanha – Geórgia, Colónia, 21:00

– Segunda-feira, 01 jul:

Jogo 42: França – Bélgica, Düsseldorf, 18:00

Jogo 41: Portugal – Eslovénia, Frankfurt, 21:00

– Terça-feira, 02 jul:

Jogo 43: Roménia – Países Baixos, Munique, 18:00

Jogo 44: Áustria – Turquia, Leipzig, 21:00

 

Com Agência Lusa.

Le Pen acusa extrema-esquerda de preparar motins caso RN ganhe eleições. Governo aponta para o « islamismo radical »

Alfa/ Daniel Ribeiro

Marine le Pen acusa a extrema-esquerda de estar a preparar motins caso o seu partido RN (União Nacional) ganhe as eleições legislativas antecipadas, tal como está a ser previsto pelas sondagens já para a primeira-volta, de 30 de junho.

Pelo seu lado, o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, confirmou prever distúrbios nos dias das eleições, sugerindo que estes poderão ser iniciados principalmente pelo « islamismo radical ».

« As informações dos serviços secretos referem possíveis perturbações da ordem pública a 30 de junho e, sobretudo, a 7 de julho (dia da decisiva segunda volta) », revelou o ministro do Interior francês numa entrevista à estação televisiva « CNews ».

Os serviços secretos estão a antecipar tumultos quando forem conhecidos os resultados das primeira e segunda voltas, advertiu o prefeito da polícia de Paris, Laurent Nunez, numa entrevista à France Inter.

« Estamos a preparar-nos para este tipo de resposta », disse Nunez.

Euro2024 – França deixa-se ultrapassar e pode ser adversária de Portugal nos ‘quartos’

A seleção portuguesa de futebol encontrará a França nos quartos de final do Euro2024 caso ambas ultrapassem os oitavos de final, uma vez que os gauleses passaram para o lado da competição que também inclui Espanha e Alemanha.

A verificar-se o seu aparente favoritismo – ambos aguardam pelo adversário dos ‘oitavos’, em 01 de julho, frente a seleções teoricamente de valor inferior – o encontro será em 05 de julho, em Hamburgo.

A ‘culpa’ deste possível reencontro é da já afastada Polónia, que no Grupo D, sem nada a perder, impôs um empate 1-1 aos gauleses, resultado que, combinado com o surpreendente triunfo da Áustria, vencedora do grupo, sobre os Países Baixos, por 3-2, ditou que os ‘bleus’ passassem em segundo.

Kylian Mbappé, de volta à competição, com máscara, após se ter lesionado no jogo inaugural, com a Áustria, abriu o marcador aos 56 minutos, de castigo máximo, a mesma forma como Robert Lewandowski, que se estreou a titular, igualou, aos 79.

Em Berlim, um autogolo de Donyell Malen, logo ao sexto minuto, deu a primeira ajuda aos austríacos que responderam a cada empate dos neerlandeses, com Romano Schmid, aos 59, e Marcel Sabitzer, aos 80, a desfazerem as igualdades entretanto conseguidas por Cody Gakpo, aos 47, e Memphis Depay, aos 78.

A Áustria venceu o grupo, com seis pontos, mais um do que a França, com cinco, e dois do que os Países Baixos, com quatro pontos, enquanto a Polónia, que já estava eliminada à entrada para esta derradeira ronda, se quedou por um, conquistado hoje em Dortmund.

Antes da hipotética reedição da final do Euro2016, que Portugal ganhou, em Paris, os lusos vão defrontar, em 01 de julho, em Frankfurt, o terceiro classificado dos grupos A (Hungria) ou C (Eslovénia), enquanto, no mesmo dia, os franceses jogarão com o segundo da ‘poule’ E, que conta com a Roménia, Bélgica, Eslováquia e Ucrânia, todas igualadas a três pontos com apenas um jogo por disputar.

No Grupo D, ficou tudo como estava, após os nulos (0-0) entre a Inglaterra e Eslovénia, que passam em primeiro e terceiro, respetivamente, e Dinamarca e Sérvia, que, mesmo com o apoio do tenista Novak Djokovic na bancada, não conseguiu vencer e, assim, ficou em quarto, acabando eliminada.

Com a igualdade em todos os fatores de desempate, a decisão para a posição final de Dinamarca e Eslovénia foi feita através do último critério – o ranking das seleções na Liga das Nações 2022/23 -, sendo que a vantagem soa a amarga para os nórdicos, pois vão encontrar a anfitriã Alemanha nos ‘oitavos’.

Na quarta-feira, Portugal, que já tem garantido o primeiro lugar da ‘poule’ F, defronta a Geórgia, enquanto a República Checa e a Turquia medem forças no outro desafio.

No Grupo E, em que todas as equipas têm três pontos, jogam-se os desafios Eslováquia-Roménia e Ucrânia-Bélgica.

 

Com Agência Lusa.

Flash Info

Flash INFO

0:00
0:00
Advertising will end in 

Journal Desporto

0:00
0:00
Advertising will end in 

x