Crise em França. Macron fala de novo ao país. Esquerda lança « Frente Popular » contra partido de le Pen

Alfa – Daniel Ribeiro

 

Manifestações contra o partido nacionalista de Marine le Pen, reuniões sucessivas à esquerda e à direita, apelos à constitituição e consolidação de uma « Frente Popular » e da confirmação de listas únicas dos partidos de esquerda para tentar travar a extrema-direita….

A França política está em ebulição desde o anúncio pelo Presidente Emmanuel Macron da antecipação das eleições legislativas para 30 de junho (primeira volta) e 7 de julho (segunda volta).

O próprio chefe de Estado se mobiliza e anuncia para esta terça-feira uma conferência de imprensa sobre a situação política, que ficou marcada pela vitória esmagadora da União Nacional (RN), presidida por Jordan Bardella mas cuja referência é Marine le Pen (candidata às presidenciais), nas europeias do passado domingo.

Na segunda-feira, dizia-se que, depois de algumas horas de discussão, os partidos de esquerda já tinham conseguido chegar a acordos para o lançamento de « candidaturas únicas » nos círculos eleitorais logo na primeira volta das eleições antecipadas.

Tudo decorre em contra-relógio e os próprios sindicatos e associações de estudantes apelam a manifestações « antifascistas » quase diárias e a grandes concentrações no mesmo sentido nos fins de semana.

Numa manifestação na noite de segunda para terça-feira, na Praça da Bastilha, em Paris, uma jovem comentava deste modo a perspetiva política a curto prazo para o país: “pode ser complicado se os partidos de esquerda não fizerem uma união”.

Leia mais sobre este tema aqui: 

França. Análise. Crise política. Marine le Pen pode ganhar Legislativas e… Presidenciais

“Portugal, uma história no feminino” (de Ana Rodrigues Oliveira) – O Livro da Semana

O Livro da Semana, próximas edições.

12, 16 e 20 DE JUNHO: ANA RODRIGUES OLIVEIRA , autora de PORTUGAL, UMA HISTÓRIA NO FEMININO

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (13h30), aos domingos (14h30) e às quintas (03h). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

 

Ou ouça aqui:

 

Ana Rodrigues Oliveira é historiadora e especialista em cultura e mentalidades da Idade Média e, depois de ter publicado obra sobre as rainhas portuguesas, a vida quotidiana medieval, o papel da criança nas sociedades medievais ou um estudo sobre o amor na Idade Média, ela regressa agora com “Portugal, uma história no feminino”. Uma investigação, de mais de 600 páginas, que aborda a vida de uma trintena de mulheres que deixaram o seu cunho na História portuguesa.

Uma viagem no tempo que começa ainda antes na fundação de Portugal com o estudo da vida de D. Teresa, a mãe de D. Afonso Henriques, o primeiro rei português, e termina com Maria de Lourdes Pintassilgo, a primeira (e única mulher) que chefiou um governo em Portugal. Ela foi também apenas a segunda mulher na Europa a fazê-lo, pouco depois da eleição de Margaret Tatcher no Reino Unido.

Pelo meio, Ana Rodrigues Oliveira utiliza as vidas de dezenas de biografadas como fio condutor de uma História mais ampla, inserindo-as nos respetivos contextos político, social e moral das épocas em questão.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Ana Rodrigues Oliveira e descubra um livro que se insere na chamada história de género e que tem a virtude de trazer para o centro a mulher que, desde Heródoto, o pai da História, foi atirada para as franjas dos estudos historiográficos.

 

França. Análise. Crise política. Marine le Pen pode ganhar Legislativas e… Presidenciais

Opinião Alfa – Daniel Ribeiro

“Marine le Pen pode ganhar as legislativas antecipadas de 30 de junho e 7 de julho” – é a análise (ousada?) que se faz nesta segunda-feira em Paris, noutras capitais e mesmo em Lisboa, segundo diversas fontes contatadas pela Rádio Alfa.

Depois da vitória esmagadora da RN (União Nacional) nas Europeias francesas, o Presidente Emmanuel Macron, humilhado por tamanha derrota, tenta apagar o incêndio com as eleições antecipadas que marcou a uma velocidade astronómica para o fim deste mês e de forma quase nunca vista em qualquer parte do mundo.

Macron tenta, deste modo, apanhar todos os adversários de surpresa – socialistas/esquerda, direita clássica/centristas, mesmo a direita radical, etc…. – Que não estavam à espera de uma decisão de dissolução da AN tão célere, inesperada e… estapafúrdia!

Tenta também, com a vertiginosa aceleração das eleições antecipadas, evitar ajustes de contas cruéis no interior do seu movimento, que se encontra completamente destroçado.

Contudo, o que parece é que, mesmo com as eleições a decorrerem sob o sistema eleitoral maioritário a duas voltas, que não favorece o Partido de le Pen, ela poderá ganhar.

Se na segunda volta lhe faltarem até por exemplo 10 votos para governar com maioria absoluta, Marine le Pen, que é candidata às presidenciais, poderá com relativa facilidade “comprá-los” em amigos próximos do LR, designadamente do Sul de França.

Emmanuel Macron, político pouco experiente, poderá neste momento estar a jogar com o fogo: (cito o título de um artigo de hoje do jornal de Le Monde):

« A force de jouer avec le feu, le chef de l’Etat pourrait finir par se brûler, en entraînant dans l’incendie le pays tout entier »

 

10 de Junho/Pedrógão Grande: Marcelo pede futuro mais igual para todas as terras e sem novas tragédias

10 de Junho: Marcelo pede futuro mais igual para todas as terras e sem novas tragédias

O Presidente da República pediu hoje, no seu discurso do Dia de Portugal, um futuro mais igual e menos discriminatório para todas as terras do país, sem novas tragédias como os incêndios de 2017.

« Que este 10 de Junho de 2024 queira dizer: tragédias como as de 2017 nunca mais, futuro mais igual e menos discriminatório para todas as terras, e para todos os portugueses, dever de missão, lugar para a esperança, a confiança, e o sonho, sempre, mesmo nos instantes mais sofridos da nossa vida coletiva », afirmou o chefe de Estado.

Numa intervenção de cerca de 10 minutos, na cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que este 10 de Junho celebra Portugal « todo, uno, na sua diversidade ».

O Presidente da República escolheu para palco destas comemorações três concelhos do distrito de Leiria afetados pelos incêndios de 2017 – Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera – e Coimbra, onde terão hoje à tarde início as celebrações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões.

« Que outro 10 de Junho conseguiria ser tão completo assim, não omitindo a tragédia e a morte, mas sonhando com a redenção e a vida? », interrogou.

Flash Info

Flash INFO

0:00
0:00
Advertising will end in 

Journal Desporto

0:00
0:00
Advertising will end in 

x