O Livro da Semana: “Retornados”, de Marta Martins Silva

O Livro da Semana, próximas edições: 

15, 19 e 23 de MAIO: MARTA MARTINS SILVA, autora de “RETORNADOS”

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (13h30), aos domingos (14h30) e às quintas (03h). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

 

Ouça aqui:

 

 

Marta Martins Silva nasceu em Aveiro, em 1984. É jornalista e acabou de lançar o seu terceiro livro, que se mantém na senda dos dois anteriores. Ela, em 2020, publicou “Madrinhas e Guerra” e, em 2021, “Cartas de Amor e de Dor”, dois livros que se focam na correspondência trocada pelos soldados portugueses durante a guerra colonial.

Agora, a Marta afastou-se do trauma da guerra que afetou uma geração de combatentes africanos e portugueses para tratar outro dos grandes traumas nacionais de finais do século XX, a questão dos retornados. E é esse mesmo o título deste novo livro: “Retornados”.

A Marta Martins Silva dá então voz a vinte e uma histórias, relatos que se cruzam com a análise histórica, política e social dessa época tão importante para compreender as dinâmicas portuguesas do nosso tempo. Se o 25 de Abril trouxe consigo a liberdade para os portugueses e a independência e a autodeterminação para os povos africanos oprimidos por 500 anos de colonialismo, a verdade é que deixou cerca de 600 mil portugueses a meio do caminho, os chamados “retornados”.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Marta Martins Silva  e descubra um livro que mostra os sentimentos dos homens, mulheres e crianças brancos que sempre viveram em África e que se viram de regresso a um país longínquo que praticamente não conheciam.

Entrevistador – O Livro da Semana

ENTREVISTA: Lítio: A luta de Covas do Barroso chega a Cannes num filme de Paulo Carneiro

ENTREVISTA: Lítio: A luta de Covas do Barroso chega a Cannes num filme de Paulo Carneiro

A luta dos habitantes de Covas do Barroso, Vila Real, contra a exploração de lítio na região, chega esta semana ao Festival de Cinema de Cannes, em França, num filme de Paulo Carneiro, que também reflete sobre cinema português.

O filme é “A Savana e a Montanha”, de Paulo Carneiro, que se estreia no sábado na Quinzena de Cineastas, um programa paralelo do Festival de Cannes, com a presença do realizador e de alguns dos habitantes de Covas do Barroso.

A longa-metragem é apresentada como uma ficção, sobre uma comunidade que decide unir-se para expulsar uma empresa estrangeira que quer construir uma mina de exploração de lítio na sua aldeia.

Numa encenação de um faroeste, a população mobiliza-se munida com as armas de que dispõe – tratores, enxadas, carros de bois, cantigas de protesto -, contra um inimigo invisível e distante: a empresa estrangeira e o governo que autorizou o projeto de exploração.

Este “western social” é uma encenação de uma luta real de associações locais e ambientalistas de Covas do Barroso e de Boticas, contra um projeto da empresa britânica Savannah Resources, de exploração de lítio a céu aberto, numa área que está classificada como Património Agrícola Mundial.

Nos últimos anos, têm sido realizadas manifestações, arruadas, acampamentos de protesto contra a mina que os opositores consideram prejudicial para a região.

Paulo Carneiro, que vive em Lisboa, mas conhece aquele território, onde já rodou o documentário de pendor biográfico “Bostofrio, où le ciel rejoint la terre” (2018), decidiu um dia pegar na câmara e juntar-se àquela luta.

Em entrevista à agência Lusa, Paulo Carneiro explica que começou por fazer “uma espécie de documentário”, mas acabou por envolver os habitantes na escrita de uma ficção para que eles concretizassem aquilo que não conseguiram ainda na realidade, impedir o projeto mineiro.

“Há um momento em que eu digo ‘Vamos fazer um filme, todos juntos; eu vou estar aqui, isto não vai ser fácil, mas querem que isto aconteça?’ E eles aceitam. A partir deste momento não se pode voltar atrás: Quando se entra na luta não se sai da luta. E nós, com o cinema, usamos o cinema como arma dessa luta. A verdade é que nunca ninguém desistiu e o filme existe”, afirmou Paulo Carneiro.

No filme entram algumas das pessoas que têm dado a cara contra o projeto da Savannah Resources, como a presidente da Comunidade Local dos Baldios de Covas do Barroso, Aida Fernandes, Maria Loureiro e Carlos Libo, que interpreta músicas de protesto.

Paulo Carneiro não sabe o impacto do filme ao estrear-se em Cannes, mesmo sendo este um dos mais importantes festivais do mundo.

“É um bocado difícil de acreditar que o cinema pode mudar alguma coisa, mas pelo menos que dê visibilidade e que faça com que se fale sobre o que se está a passar, que dê voz ao que acontece neste momento no terreno”, disse.

“A Savana e a Montanha” foi feito por quatro pessoas, ao longo de vários meses entre 2020 e 2023, sem financiamento do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), mas com apoio da Câmara Municipal de Boticas e da Agência de Cinema e Audiovisual do Uruguai, país coprodutor do filme.

“Éramos só quatro pessoas e tínhamos de trabalhar muito rápido, escolher o sítio para a câmara. O cinema é isso, encontrar o sítio onde pôr a câmara. De repente, temos os elementos todos, pensar rápido, encenar e não fazê-los [aos habitantes] perder muito tempo”, lembrou Paulo Carneiro.

Sobre a produção do filme, sobre o facto de não ter conseguido financiamento do ICA, ao qual concorreu várias vezes, Paulo Carneiro pede reflexão sobre o cinema português.

“O filme está aí, vai existir, terá distribuição e espero que isso faça refletir sobre o que é o cinema. O que me mete um bocado de medo é olhar e perceber que o cinema está a transformar-se cada vez mais no audiovisual. Sendo que existe uma secção concreta [nos apoios do ICA] para isso. Não tem mal nenhum fazer-se audiovisual. Mas cinema é uma coisa e audiovisual é outra”, disse.

“A Savana e a Montanha” tem estreia em Cannes, onde serão feitos contactos para distribuição internacional, enquanto se planeia também a exibição em Portugal, numa primeira apresentação em Covas do Barroso, para a população local, ainda sem data anunciada.

A Quinzena de Cineastas, que decorrerá de 15 a 25 de maio, é um programa independente não competitivo, que decorre em paralelo ao Festival de Cannes e é organizado pela Sociedade de Realizadoras e Realizadores de Cinema.

Além de “A Savana e a Montanha”, a programação inclui ainda a curta-metragem “Quando a terra foge”, de Frederico Lobo, também rodada em Trás-os-Montes, e a curta-metragem “O jardim em movimento”, da realizadora e artista visual Inês Lima.

Numa coprodução com Portugal apresentar-se-á também o filme “Algo viejo, algo nuevo, algo prestado”, do realizador argentino Hermán Rosselli, coproduzido pela Oublaum Filmes, de Ico Costa.

Na Semana da Crítica, outra das secções paralelas do festival, está o filme “As minhas sensações são tudo o que tenho para oferecer”, de Isadora Neves Marques.

No Festival de Cinema de Cannes, que começa na terça-feira, na competição oficial, está a longa-metragem “Grand Tour”, de Miguel Gomes, e a curta-metragem “Mau por um momento”, de Daniel Soares.

Alfa/Lusa

Benfica sagra-se tetracampeão português feminino de futebol

 O Benfica conquistou hoje pela quarta vez consecutiva o título de campeão português feminino de futebol, confirmando a liderança da Liga ao vencer em casa o Racing Power, por 2-1.

Carole Costa, aos 39 e 90+1 minutos, marcou os golos das ‘encarnadas’, ambos na conversão de grandes penalidades, desempatando a igualdade conseguida por Lucia Lobato, aos 85, que deixava a revalidação do título benfiquista em risco.

Com o triunfo no Seixal, o Benfica soma 56 pontos, mantendo os dois pontos de vantagem sobre o Sporting, segundo classificado, que foi vencer por 2-0 no terreno do Damaiense, graças a golos de Fátima Dutra, aos 45+3, e Joana Martins, aos 86, este último de penálti.

As ‘águias’ sagraram-se campeãs pela quarta vez no historial do clube e isolaram-se na terceira posição do ranking de vencedores, destacando-se do Gatões FC, mas continuam distantes de 1.º de Dezembro (12) e Boavista (11), os dois emblemas com mais títulos.

 

Com Agência Lusa.

Suíça venceu o 68º Festival Eurovisão da Canção. Portugal foi 10° e França 4°

A Suíça venceu hoje o 68º Festival Eurovisão da Canção, em Malmö, na Suécia, com o tema “The Code”, numa cerimónia com vaias à representante de Israel e apelos à paz.

A Suíça, que venceu hoje pela terceira vez o concurso, recebeu 365 pontos dos júris internacionais e 226 do público.

Portugal, que esteve representado por Iolanda, com a canção “Grito”, ficou em 10º lugar, com 152 pontos (139 dos júris internacionais e 13 do voto do público).

Portugal recebeu pontos da Ucrânia (três), Reino Unido (12), Luxemburgo (três), São Marino (cinco), Malta (um), Croácia (12), Albânia (cinco), República Checa (três), Israel (três), Portugal (três), Arménia (10), Eslovénia (oito), Geórgia (quatro), Suíça (sete), Moldávia (quatro), Grécia (seis), Países Baixos (oito), França (12), Bélgica (dois), Islândia (quatro), Letónia (um), Irlanda (cinco), Polónia (seis), Lituânia (oito) e Suécia (quatro).

O ‘top3’ da 68ª edição do Festival Eurovisão da Canção fica completo com a Croácia, representada por Baby Lasagna, com o tema “Rim Tim Tagi Dim”, que conseguiu 547 pontos (210 dos júris e 337 do público), e a Ucrânia, representada por Alyona Alyona e Jerri Heil, com 453 pontos (146 dos júris e 307 do público).

A Ucrânia foi o segundo país mais votado pelo público, sendo superado apenas por Israel, que obteve 323 pontos do público, aos quais se juntaram 52 pontos dos júris internacionais.

Israel recebeu pontos de Malta (três), Noruega (oito), Alemanha (oito), Geórgia (quatro), Moldávia (três), Estónia (cinco), França (três), Bélgica (cinco), Letónia (dois), Chipre (oito) e Lituânia (quatro).

Durante a atuação da representante israelita, Eden Golan, ouviram-se vaias e assobios dentro da Malmö Arena.

Além disso, de acordo com jornalistas presentes na arena, Eden Golan também foi vaiada durante o desfile das bandeiras, no início da cerimónia, algo que não foi percetível na emissão televisiva.

Também a porta-voz de Israel que anunciou a pontuação dada pelo júri daquele país às canções em competição foi vaiada pelo público presente na Malmö Arena.

Enquanto a final do Festival Eurovisão da Canção decorria, milhares de pessoas protestavam do lado de fora da Malmö Arena contra a participação de Israel no concurso.

A 68.ª edição do Festival Eurovisão da Canção fica marcada pelo conflito israelo-palestiniano, que dura há décadas, mas intensificou-se após um ataque do grupo palestiniano Hamas em Israel, em 07 de outubro, que causou quase 1.200 mortos, com o país liderado por Benjamin Netanyahu a responder com uma ofensiva que provocou mais de 34 mil mortos na Faixa de Gaza, segundo balanços das duas partes.

Na final, a representante portuguesa apresentou-se no desfile das bandeiras com um vestido de uma marca palestiniana, que já tinha usado no domingo, no desfile na passadeira turquesa (onde desfilam os representantes de todos os países, marcando assim o início dos espetáculos ao vivo do concurso), em Malmö.

Na mesma ocasião, Iolanda tinha as unhas pintadas com o padrão do ‘keffiyeh’, um lenço que é símbolo da resistência palestiniana. Na final do concurso, Iolanda voltou a apresentar-se com as unhas pintadas com o padrão do ‘keffiyeh’.

Em palco, quando terminou a atuação, a cantora portuguesa disse que “a paz vai prevalecer”.

Já porta-voz de Portugal nas votações, a cantora Mimicat, foi das poucas que aproveitou o tempo que esteve no ar para deixar uma mensagem de paz.

Mas, Iolanda não foi a única que terminou a atuação na final com apelos à paz.

Bambie Thung, a representante da Irlanda, gritou que “o amor irá sempre triunfar sobre o ódio”, antes de abandonar o palco.

“Unidos pela música pelo amor e a paz”, foi a frase com que o cantor francês Slimane terminou a sua atuação.

Este ano o concurso começou com 37 países, e 25 chegaram à final. Deveriam ter sido 26, mas o representante dos Países Baixos, Joost Klein, foi desqualificado pela organização, devido a um incidente durante a segunda semifinal do concurso.

Além da Suíça, Croácia, Ucrânia Israel e Portugal, participaram na final do 68º Festival Eurovisão da Canção: Suécia, Alemanha, Luxemburgo, Lituânia, Espanha, Estónia, Irlanda, Letónia, Grécia, Reino Unido, Noruega, Itália, Sérvia, Finlândia, Arménia, Chipre, Eslovénia, Geórgia, França e Áustria.

 

Com Agência Lusa.

 

https://twitter.com/Eurovision/status/1789427497932640382

 

Sporting de Braga sobe provisoriamente ao pódio ao vencer em Guimarães o Vitória SC

O Sporting de Braga subiu hoje provisoriamente ao terceiro lugar da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer por 2-3 no terreno do rival Vitória de Guimarães, em jogo da 33ª e penúltima jornada.

Rony Lopes, aos 90+3 minutos, selou o triunfo bracarense em Guimarães, que assegurou, pelo menos, o quarto lugar do campeonato, em detrimento dos anfitriões, que começaram a vencer, com um golo de Bruno Gaspar, aos 10, permitiram a reviravolta, por Bruma, aos 24, e Ricardo Horta, aos 75, e ainda igualaram por Ricardo Mangas, aos 80.

Com este triunfo, os bracarenses sobem ao terceiro lugar, com 68 pontos, mais dois do que o FC Porto, quarto classificado, que recebe o rival Boavista, no domingo, enquanto o Vitória de Guimarães ficou ‘condenado’ ao quinto lugar, que dá acesso às rondas preliminares da Liga Conferência Europa, com 60.

 

Com Agência Lusa.

Sporting ‘Campeão’ vence Estoril por 0-1

Um golo de Paulinho, aos 81 minutos, deu hoje a vitória ao já campeão Sporting no terreno do Estoril Praia, por 0-1, em jogo da 33ª e penúltima jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Depois de terem assegurado o 20.º título de campeão nacional na jornada anterior, os ‘leões’ só chegaram ao 28.º triunfo no campeonato com um golo do internacional português, que começou o jogo no banco de suplentes e entrou em campo na segunda parte.

O Sporting, que conseguiu a segunda vitória seguida e o 20º jogo sem perder, soma 87 pontos – mais um do que o máximo ‘leonino’ alcançado com o segundo lugar em 2015/16, sob o comando de Jorge Jesus -, já inalcançáveis para o antecessor Benfica, que conta 76 e recebe o Arouca no domingo, enquanto o Estoril Praia, que entrou em campo com a permanência garantida, segue no 13.º posto, com 33 pontos.

 

Resultados da 33ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 10 mai:

Desportivo de Chaves – Famalicão, 0-1 (0-1)

 

– Sábado, 11 mai:

Vizela – Estrela da Amadora, 4-0 (1-0)

Portimonense – Rio Ave, 2-2 (0-1)

Estoril Praia – Sporting, 0-1 (0-0)

Vitória de Guimarães – Sporting de Braga, 21:30

 

– Domingo, 12 mai:

Gil Vicente – Farense, 16:30

Casa Pia – Moreirense, 19:00

Benfica – Arouca, 19:00

FC Porto – Boavista, 21:30

 

Com Agência Lusa.

 

« Sem estado de graça ». José Cesário à Alfa: « mobilização, organização, gestão ». Exclusivo. Entrevista

José Cesário – entrevista exclusiva à Alfa na íntegra

Graves problemas (de atendimento e outros) nos serviços dos Consulados, Ensino do português no estrangeiro, apoio a Emigrantes no estrangeiro (através das associações) e em Portugal (através das câmaras municipais) – foram estes os temas principais que o secretário de Estado das Comunidades portuguesas desenvolveu na entrevista que poderá ser ouvida na antena da Rádio Alfa, no domingo 12, a partir das 12h05, no programa Passagem de Nível. Entrevista de Artur Silva.

Pode ouvi-la já, aqui:

 

 

Governo são-tomense diz que não precisa de Portugal para se relacionar com a Europa

Governo são-tomense diz que não precisa de Portugal para se relacionar com a Europa

O primeiro-ministro são-tomense afirmou ontem que o seu executivo não precisa de Portugal para se relacionar com a Europa e avisou que as autoridades portuguesas só conhecerão o acordo militar com a Rússia se for publicado.

Patrice Trovoada reagia às declarações do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que, na quinta-feira, afirmou desconhecer o acordo de cooperação militar assinado entre São Tomé e Príncipe e a Federação Russa, mas que vai querer conhecer o documento.

 “Honestamente, ele quer conhecer como? Ele quer me pedir o acordo? Eu também tenho muita curiosidade em conhecer muitas coisas, mas sejamos claros: aqui há o respeito da soberania e há o respeito das regras diplomáticas, por conseguinte há coisas que não fazem sentido”, reagiu Patrice Trovoada.

“Se o acordo passar a ser publicado, ele [o Presidente português] tomará conhecimento como toda a gente, por conseguinte não estamos nessa fase e de momento é preciso que, de facto, as pessoas se acalmem”, acrescentou o primeiro-ministro são-tomense.

Patrice Trovoada reagiu também às declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, Paulo Rangel, que afirmou, na quinta-feira, que Portugal e “outros Estados europeus manifestaram estranheza, apreensão e perplexidade perante este acordo ».

“Isto é o problema do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Nós temos relações bilaterais com muitos países e nós não precisamos de Portugal para nos relacionar com outros países, sejamos claro, se um país europeu quer manifestar preocupação, fala comigo, e não fizeram isso”, disse o primeiro-ministro são-tomense.

Trovoada sublinhou que São Tomé e Príncipe é soberano e relaciona-se “com toda a gente”.

“Eu dou muito bem com muitos países europeus, eu não preciso de passar por Portugal para falar com a Europa, se a Europa também precisa falar comigo não precisa passar por Portugal”, vincou.

Patrice Trovoada disse que o MNE são-tomense manifestou ao seu homólogo português “a necessidade de não estarem preocupados mais além com isso” e sublinhou que não pede para ver quando Portugal assina acordos com terceiros.

O chefe do Governo são-tomense enfatizou ainda que muitos países, incluindo os europeus, continuam a manter relações com a Rússia, apesar da guerra com a Ucrânia.

“Quando houve os atentados terroristas ultimamente na Rússia, os Estados Unidos propôs até o apoio à Rússia. Eu quero também lembrar que muitos países europeus, embora a situação de conflito com a Ucrânia, continuam a importar gás, petróleo e urânio da Rússia, o que em princípio deve servir para melhorar a situação financeira da Rússia, que, por sinal, deve servir também à Rússia a continuara a guerra com a Ucrânia”, declarou.

“Então, nós somos um país livre, independente, soberano, somos adultos e eu penso que do lado do Governo português não há nenhum problema”, acrescentou.

Patrice Trovoada disse que, do lado são-tomense, “as coisas estão claras, estão tranquilas” e o acordo com a Rússia “está em vigor” e vai ser efetivado.

“Não se vai fazer um bicho-de-sete-cabeças para uma coisa simples e não contem com São Tomé e Príncipe para o fazer. Nós somos um Estado livre e independente, nós cooperamos com os nossos amigos, nós não somos ingratos com os nossos amigos e, dentro dessa cooperação, dentro do cenário internacional, dentro das opções que nós fizemos, há uns com o qual andamos 10 metros, uns 100 metros, há uns com o qual não andamos, em função dos nossos interesses, e os outros fazem a mesma coisa em função do seus interesses”, disse Patrice Trovoada.

Segundo a agência de notícias oficial russa Sputnik, o acordo militar “por tempo indeterminado” foi assinado em São Petersburgo em 24 de abril e começou a ser implementado em 05 de maio, prevendo formação, utilização de armas e equipamentos militar e visitas de aviões, navios de guerra e embarcações russas ao arquipélago.

Alfa/ com Lusa

Passagem de Nível, domingo, 12/05: José Cesário, teatro, fotografia, cultura em Paris… destaques

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 12 de maio 2024. Das 12h00 às 14h00

Destaques: 

-Ensino do Português no Estrangeiro (EPE), reforço dos serviços consulares, apoio às associações, desenvolvimento dos Gabinetes municipais de apoio aos emigrantes, algumas orientações do Governo AD para as Comunidades portuguesas.
Convidado: José Cesário, novamente secretário de Estado das Comunidades

-Consulados, o STCDE (Sindicato dos Trabalhadores Consulares, Missões Diplomáticas e Serviços Centrais do M.N.E) apresenta as primeiras conclusões depois de encontros com membros do novo governo português.
Convidada: Rosa Ribeiro, secretária-geral do STCDE

-O espaço cultural « Le Carreau du Temple », em Paris, festeja o 10° aniversário dias 16 e 18 de maio.
Convidada: Sandrine Martins, directora-geral do Carreau du Temple

-Exposição “A potência do negativo” do fotógrafo lusodescendente JM SIMÕES, entre 14 de maio e 2 de junho, na Galerie La Moulinette, 81 bis rue Lepic 75018 metro Abbesses (Paris). Fotografias a preto e branco realizadas no princípio do confinamento, na primavera de 2020. E Diamantino Quintas, fondador de Diamantino Labo Photo, um laboratório fotográfico tradicional dedicado à impressão de fotografia analógica.

-A companhia de teatro TEatroensaio, vai estar dias 18 e 19 de maio na Maison du Portugal André de Gouveia, Cité Internationale Universitaire de Paris. Oficina “Português pelo Teatro », dias 18 e 19 de Maio, dirigida a participantes maiores de 16 anos e apresentação do espectáculo “PARDA”, a partir do texto “Pranto de Maria Parda” de Gil Vicente, em Português, com legendas vídeo em Francês, sábado 18 de maio, às 19 horas.
Convidado: Pedro Estorninho, encenador, dramaturgo e diretor da companhia TEatroensaio

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Artur Silva - Passagem de NÍvel
Podcast – Passagem de Nível

-Emissão com redifusão na noite de 3ª para 4a feira, entre as 0h00 e as 2h00

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