Automóvel. « Descida aos infernos de Stellantis sublinha as falhas do método Carlos Tavares »- Le Figaro

França/ Automóvel. « Descida aos infernos de Stellantis, nascido da fusão entre PSA et Fiat Chrysler, sublinha as falhas do método Carlos Tavares » – escreve o jornal Le Figaro, que citamos: 

« Champion des profits depuis sa naissance, début 2021, le groupe prévoit une division par deux de sa marge cette année ».

« L’action Stellantis a dévissé de 15 % à la Bourse ce lundi », acrescenta o diário francês.

Stellantis tombe de haut. Jusqu’ici, le groupe automobile né il y a presque quatre ans de la fusion entre PSA et Fiat Chrysler avait toujours ébloui ses pairs par des performances financières hors du commun. Et pour cause : ce constructeur généraliste affichait les plus belles marges opérationnelles de l’industrie automobile mondiale.

Las. Ce lundi, Carlos Tavares a dû ravaler ses promesses. Le « psychopathe de la performance », comme il s’appelait lui-même, a dû se résoudre à publier le premier avertissement sur résultat de son histoire. Une humiliation. Le dirigeant avait fixé pour objectif pour toute la décennie une marge à deux chiffres ? Pour 2024, Stellantis ne prévoit plus qu’une marge située entre 5,5 % et 7 %. Elle était de 14,4 % en 2023″.

Stellantis que era até agora citado como um exemplo internacional passou a ser « um construtor como os outros », escreve Le Figaro. 

Depois de vários semestres a evoluir favoravelmente, os resultados da Stellantis pioraram 48% nos primeiros seis meses de 2024 e está em queda acentuada na Bolsa.

Segundo notícias publicadas em diversos orgãos de informação, a Stellantis já deu início à procura de um sucessor para o diretor executivo Carlos Tavares, cujo contrato termina no início de 2026. 

Pinhel e Sernancelhe homenageam emigrantes no regresso de Portugal à Festa das Vindimas de Paris

Pinhel e Sernancelhe homenageam emigrantes no regresso de Portugal à Festa das Vindimas de Paris – comunicado de imprensa divulgado pela agência Lusa

 

Os municípios de Pinhel e Sernancelhe levam o melhor da sua gastronomia e vinhos à Festa das Vindimas de Paris, entre 11 e 13 de outubro, quando irão também homenagear os seus emigrantes em dois eventos paralelos.

“A França, grande país da gastronomia e dos vinhos tem-se revelado muito recetivo a acolher ainda mais gastronomia e vinhos de qualidade de Portugal. Podermos marcar presença de novo, com o que de melhor se faz em Portugal é motivo de grande orgulho e emoção para mim”, disse a organizadora luso-francesa Ana Sofia de Oliveira.

De acordo com o comunicado de imprensa enviado à Lusa, após quatro anos de ausência devido à pandemia, Portugal regressa a uma das mais importantes celebrações da gastronomia e do vinho da Europa em três expositores no ‘Percurso do Gosto’ em Montmatre, contando novamente com a presença da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.

“Depois desta ausência prolongada, teríamos gostado de regressar com um espaço de Portugal ainda maior, mas a procura que este evento tem é tanta, que já nos sentimos felizes por ter conseguido esta presença”, acrescentou Ana Sofia de Oliveira, referindo o objetivo de crescer em 2025 para “voltar aos nove espaços, no mínimo”.

A ‘Fête des Vendanges’, que existe desde 1934, é organizada pelo 18.º bairro da capital francesa e conta com provas, degustações, venda de produtos e realização de negócios para os mais de 500 mil visitantes.

Em 2017, Ana Sofia de Oliveira, co-criadora da marca My Genuine Portugal, desafiou os municípios participantes a “levarem o melhor da gastronomia e vinhos das suas regiões, mostrando o quão genuínos os produtos eram, com potencial enorme para o mercado francês, e mais especialmente parisiense”.

Seguiram-se três edições em “grande escala”, em que os franceses manifestaram uma « adesão entusiasmada à presença portuguesa » e em que os portugueses residentes em Paris aproveitaram o evento para “matar saudades” de Portugal, segundo o comunicado.

Durante o evento, Sernancelhe dará destaque também à castanha Martaínha, conhecida pela sua versatilidade, e à promoção do seu território, mas também realizará o 1.º Convívio de Emigrantes, para homenagear os emigrantes do concelho residentes em Paris, no dia 12 de outubro, na sede da Rádio Alfa, em Créteil.

O evento, que já conta com mais de 350 inscritos, pretende “acentuar a proximidade” com os emigrantes, “evidenciar a sua importância para o desenvolvimento do concelho e reforçar a identidade sernancelhense”.

Também no dia 12 de outubro, o município de Pinhel organiza um jantar com a sua comunidade no restaurante La Closerie, em Claye Souilly.

“Queremos que este seja um momento de proximidade e convívio com aqueles que, apesar de estarem fora, não esquecem a sua terra natal, como se verifica ano após ano, nomeadamente durante o mês de agosto, quando regressam a Pinhel, e dão uma nova vida às aldeias do concelho”, salientou o município.

Para Ana Sofia de Oliveira, « Portugal continua a estar na moda em França », representando 3,1% das viagens dos franceses para fora do seu país, com o principal destino a ser a Grande Lisboa.

Em 2023, entraram em Portugal 3,2 milhões de turistas franceses, o que revela um crescimento de 150% em 10 anos, com a França a posicionar-se em 4.º lugar no mercado turístico da procura externa que tem como destino Portugal.

Antoine Griezmann anuncia retirada da seleção francesa

O internacional francês Antoine Griezmann, campeão mundial de futebol em 2018, anunciou hoje a sua retirada da seleção, “com o coração cheio de memórias”, numa publicação na sua conta na rede social X.

 

“Estou a fechar este capítulo da minha vida. Obrigado por esta magnífica aventura tricolor e até breve”, escreveu o avançado francês do Atlético de Madrid, de 33 anos, após 137 jogos, 44 golos e 32 assistências pelos ‘blues’.

Antoine Griezmann, que ainda há poucos meses foi um dos capitães da França na caminhada até às meias-finais do Euro2024, conquistou pela seleção gaulesa o Mundial de 2018 e a Liga das Nações de 2021.

“É com profunda emoção que anuncio a minha retirada como jogador da seleção francesa, depois de 10 anos incríveis. Hoje é tempo de virar a página e abrir caminho à nova geração”, refere num vídeo com os seus principais momentos nos ‘blues’.

Por duas vezes suplente utilizado no Euro2024, nomeadamente na derrota nas meias-finais frente à Espanha (2-1), o jogador do Atlético Madrid toma agora uma decisão que contraria o que garantiu no programa Téléfoot, este mês, que não queria deixar de jogar na seleção.

“Não, para mim a seleção francesa é algo muito importante, um motivo de orgulho, sempre quis desde pequeno”, garantiu, acrescentando que esteve “sempre lá” e “sempre quis jogar para representar a França”.

Da sua lista de distinções individuais constam os títulos de melhor jogador e marcador do Euro2016, para além de figurar ainda como o quarto melhor marcador da história da seleção (44 golos).

Griezmann, que tem mãe portuguesa, estreou-se pela seleção francesa na vitória da França sobre os Países Baixos (2-0), num jogo particular em 05 de março de 2014, e realizou o último frente à Bélgica (2-0), em 09 de setembro, para a Liga das Nações de 2024.

O internacional francês conquistou ainda, pelo Atlético de Madrid, uma Liga Europa (2018), uma Supertaça Europeia (2018) e uma Supertaça de Espanha (2014). Pelo FC Barcelona, em 2010, Griezmann ajudou a ergueu a Taça do Rei.

 

Com Agência Lusa.

 

https://twitter.com/AntoGriezmann/status/1840675252868706651

Líder de extrema-direita em França vai a julgamento por alegado desvio de dinheiro da UE

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Um alegado desvio de dinheiro através de criação de empregos falsos da UE leva Marine Le Pen e outras figuras do partido RN da extrema-direita francesa a sentarem-se no banco dos réus. O julgamento começa esta segunda-feira, em Paris.

O alegado caso de peculato pode ofuscar o desempenho de Marine Le Pen e do seu partido Rassemblement Nacional (RN) nas eleições parlamentares francesas antecipadas de julho, onde conquistou 126 lugares — o suficiente para influenciar o instável governo minoritário do primeiro-ministro Michel Barnier.

A partir desta segunda-feira, em Paris, vão ser julgados, o próprio partido RN e pelo menos nove ex-eurodeputados. Entre eles está Marine Le Pen, o vice-presidente do partido Louis Aliot, o porta-voz Julien Odoul – um dos nove ex-assistentes parlamentares – e quatro funcionários do RN.

Empregos falsos e desvio de dinheiro da UE
A denúncia chegou em 2015, e expôs um alegado sistema de empregos falsos no RN que abrange contratos de assistentes parlamentares entre 2004 e 2016. O Ministério Público de Paris abriu uma investigação em 2016, desencadeada por um relatório de 2015 do presidente do Parlamento Europeu dirigida ao ministro da Justiça francês.

Os investigadores analisaram a situação de 49 assistentes parlamentares do RN ao longo dos últimos três mandatos do Parlamento Europeu. Desta pesquisa resultaram várias acusações: 11 membros da RN da assembleia da UE, incluindo Marine Le Pen e o seu pai, por apropriação indébita de fundos da UE, e acusaram 13 assistentes parlamentares de receber os fundos.
Os procuradores argumentam que os assistentes, na verdade, trabalhavam exclusivamente para o partido, fora do parlamento. A acusação explica que muitos destes alegados funcionários não conseguiram descrever seu trabalho diário e alguns nunca conheceram o seu suposto chefe parlamentar ou entraram no prédio do parlamento.
Um guarda-costas, uma secretária, o chefe de gabinete de Le Pen e um designer gráfico foram alegadamente contratados sob falsos pretextos.
“Posso ir a Estrasburgo amanhã para ver como funciona uma sessão e conhecer Mylène Troszczynski, a minha supervisora?”, escreveu Odoul a Marine Le Pen em 2015 – quatro meses após o seu contrato como assistente parlamentar de Troszczynski ter começado. “Sim, claro”, respondeu Le Pen, conversa citada na publicação britânica The Guardian.
Várias pessoas testemunharam sobre o teor de uma reunião de 2014 onde, segundo uma delas, foi discutido uma « estrutura clara de empregos falsos”.

Entre as provas contra os réus estão contratos feitos por períodos tão curtos, como por exemplo, a existência de um único dia para explorar verbas de gastos. No rol dessas evidencias de acusação consta também uma mensagem do tesoureiro do partido, Wallerand de Saint-Just, onde alertou sobre as finanças desastrosas do RN, escreveu: “não sairemos disso sem fazer economias significativas graças ao parlamento europeu”.

As autoridades do Parlamento Europeu dizem que foram desviados três milhões de euros. A RN já devolveu um milhão. Porém, o partido insiste que não é uma admissão de culpa.
Entretanto, Le Pen já tinha afirmado ao Le Parisien, em meados de setembro que “não somos culpados de nada”. Rodolphe Bosselut, o advogado da dirigente de extrema-direira, não quis prestar declarações antes do julgamento, que deve durar até 27 de novembro.
O partido RN, anteriormente conhecida como Frente Nacional (FN), “não gosta da Europa. A única coisa de que eles gostam é do dinheiro da União Europeia”, realçou Patrick Maisonneuve, representando o Parlamento Europeu.
Os procuradores argumentam que outro réu, Thierry Legier, trabalhou como guarda-costas de Le Pen e de seu pai, Jean-Marie Le Pen, fundador da Frente Nacional, enquanto recebia um salário como assistente parlamentar entre 2005 e 2012.
« Papel de vítimas »
O partido RN sublinha que a investigação é uma forma de “perseguição” e abuso político do sistema de justiça.

Para a cientista política Nonna Mayer, da Universidade Sciences Po, em Paris, estas afirmações permitem ao partido de extrema-direita colocar-se como vítima. “Sempre que o partido ou os seus líderes são atacados, eles assumem papel de vítimas”, argumenta.

Um outro especialista político da Universidade de Tours, Sylvain Crépon, disse à AFP que, historicamente, “os escândalos de outros partidos favorecem a RN, mas escândalos na RN não beneficiam outros partidos”. Para já este julgamento está sob os holofotes da sociedade francesa e apresenta-se como um obstáculo para Marine Le Pen, depois dos últimos anos de sucesso, colocando em causa o futuro político da candidata que já concorreu três vezes ao cargo presidencial francês.

Jean-Marie Le Pen, com 96 anos, não comparecerá ao julgamento por motivos de saúde. As acusações de uso indevido de fundos públicos acarretam penas máximas, que vão de multas no valor de um milhão de euros, a 10 anos de prisão e 10 anos de impedimento de exercer cargos públicos.
A RN está sob outra investigação preliminar, iniciada em julho pelo Ministério Público de Paris, sobre suposto financiamento ilegal de sua campanha presidencial de 2022.
Rádio Alfa com RTP Notícias

« Gu » está a pedalar rumo à sua aldeia natal em Portugal. A Rádio Alfa continua a acompanhar o seu percurso!

Augusto Barreiro iniciou a sua viagem de bicicleta no dia 27 de Agosto de 2024, encontra-se atualmente em Espanha. Os últimos dias foram bastante difíceis, devido a condições climatéricas adversas, mas, também teve recompensas boas…

« Para estes 2 dias difíceis, tive uma Bela Surpresa, parei na cidade de Sahagún, ao visitar a antiga Catedral, ganhei um lindo diploma, que valida minha passagem nesta cidade, que é o Ponto Médio do Caminho Francês, entre Saint Jean Pieds de Porc e Santiago de Compostela »

Neste momento, Gu, já fez mais de metade da viagem de 3 mil quilómetros rumo à terra que o viu nascer há quase 61 anos, aliás, o seu objetivo é pisar Ninho de Água, Leiria, no dia em que festejar o seu próximo aniversário, precisamente a 19 de outubro!

A Rádio Alfa continua a acompanhar esta aventura incrível e partilha consigo as palavras do Gu sobre a etapa de hoje.

« Depois de um sábado dia de descanso e ontem uma etapa tranquila, hoje é uma nova etapa difícil de Astroga a Molinasseca, são 45km com uma subida de 30km com desnível positivo de 900 a 1500m. Aqui está o meu desafio do dia ! Para sua informação, se tudo correr bem, posso chegar a Santiago de Compostela no próximo sábado ou domingo ! Se assim for, minha contagem regressiva para a 19 de outubro começará! »
Augusto Barreiro

A 28 de agosto, Daniel Ribeiro, jornalista da Rádio Alfa, dava conta do início desta aventura, veja aqui:

Augusto Barreiro, « jovem » emigrante nascido em 1963, faz 3 mil km de bicicleta entre França e Portugal

Boa viagem GU, estamos ligados!

Portugal/Imigrantes. Manifestação foi “tiro de partida” para “reconquista da identidade nacional” – Ventura

Manifestação foi “tiro de partida” para “reconquista da identidade nacional” – Ventura

O presidente do Chega defendeu que a manifestação de ontem contra o que o partido considera ser a “imigração descontrolada” foi o “tiro de partida” para um movimento de “reconquista da identidade nacional”.

Num palco montado no Rossio, no final da manifestação em Lisboa que durou cerca de hora e meia desde a Alameda, André Ventura pediu a todos que gritassem o que “a Europa inteira tem de ouvir a partir de Lisboa”.

“Aqui mandamos nós, aqui mandamos nós, aqui mandamos nós”, repetiu inúmeras vezes.

O líder do Chega admitiu que “uma manifestação não fará a transformação que Portugal precisa”, mas considerou que o protesto de hoje “é o tiro de partida”.

“O país costuma dizer que uma andorinha não faz a primavera, uma manifestação não faz a primavera. Mas é essa primavera lusitana, é essa primavera portuguesa que eu quero que vocês tenham no coração a partir de hoje: o maior movimento de sempre, de reconquista da alma nacional, de reconquista da nossa identidade e de reconquista desta bandeira”, disse.

Na audiência, ouviram-se gritos de “Reconquista, reconquista”, que é também o nome de um grupo ultranacionalista de extrema-direita.

Durante o comício e ao longo da manifestação, foram também audíveis os gritos de “Remigração é solução”, outro conceito utilizado pela extrema-direita para o retorno forçado de imigrantes aos países de origem.

No palco, Ventura não usou este termo, mas defendeu que não é ser radical defender que “quem comete crimes deve ser devolvido à sua terra”.

“A esses, sejam eles quem forem nós dizemos: deportação, deportação, deportação”, afirmou.

Num discurso de cerca de meia hora e sem qualquer referência a outros temas de atualidade, como o Orçamento do Estado, o líder do Chega agradeceu aos milhares de pessoas que se juntaram hoje ao protesto do partido, aos voluntários que formaram cordões de à volta dos manifestantes e às forças de segurança, que garantiram que “o direito à manifestação fosse respeitado”.

“Uma grande parte do país queria que hoje não corresse bem. Mas correu”, considerou.

A manifestação contra a imigração convocada pelo Chega registou momentos pontuais de tensão, na Avenida Almirante Reis, um deles com duas detenções, mas, em grande parte do tempo, assemelhou-se a uma grande ‘arruada’ de campanha.

No seu discurso no Rossio, Ventura voltou ao exigir ao Governo “o controlo das fronteiras” e a repetir que Portugal vai a caminho de “15% de população imigrante”.

“Um país sem fronteiras não é um país. É um terreno e uma bandalheira a céu aberto. A nossa luta é por este país e é para defender as fronteiras deste país”, disse.

O líder do Chega pediu que não se comparassem os emigrantes portugueses com os imigrantes que agora chegam ao país, defendendo que os primeiros “foram para trabalhar” e “nunca procuraram regras especiais”.

“O que está a acontecer em Portugal é um país que decidiu, em vez de promover a natalidade dos portugueses, permitir que aqui entrasse toda a gente sem qualquer controlo, sem regra e sem qualquer critério”, disse, rejeitando o rótulo de racista ou xenófobo.

Ventura disse receber queixas de pessoas de insegurança por todo o país e disse já não reconhecer um país onde “há tiroteios e facadas à luz do dia”.

“De repente, pouco a pouco, da habitação à saúde, passando pela nossa segurança, nós esquecemos o lema que devia estar no nosso coração sempre. É que Portugal tem que estar em primeiro lugar. E que os portugueses têm que estar em primeiro lugar.”, apontou.

No final, deixou um apelo aos que hoje se juntaram no protesto do Chega: “Não tenham medo. Eles vão invadir-vos de medo nos próximos meses. Eles vão invadir-vos de medo nos próximos anos”, disse, sem explicitar a quem se referia.

“Mas as grandes transformações da história sempre aconteceram assim. Com um país que deixa de estar adormecido e passa a acordar”, afirmou.

O comício terminou por volta das 18:00 e foi o culminar de uma manifestação que tinha saído da Alameda perto da 16:00, com milhares de pessoas a percorrerem cerca de 2,7 quilómetros entre os dois pontos em hora e meia.

Durante todo o percurso, dezenas de voluntários e funcionários do Chega, com coletes amarelos, faziam uma caixa de segurança na frente e nas laterais da manifestação, que foi sempre acompanhada por muitos elementos PSP.

Ventura foi sempre na linha da frente da marcha, ladeado por deputados e dirigentes do partido. No início, um grupo que integrava o líder do movimento de extrema-direita 1143, Mário Machado, tentou colocar-se logo atrás do presidente do Chega, mas foi impedido pelos seguranças do partido, seguindo mais atrás.

Alfa/ com Lusa

Incêndios/Portugal: Época mais crítica termina hoje marcada pelos fogos que mataram 9 pessoas

Incêndios: Época mais crítica termina hoje marcada pelos fogos que mataram 9 pessoas

 

A época que mobiliza mais meios de combate aos incêndios rurais termina hoje e fica marcada pelos fogos da terceira semana de setembro, que deixaram uma vasta área de destruição nas regiões do norte e centro e mataram nove pessoas.

Aquela que ainda é considera a época mais crítica em fogos ficou também assinalada pela queda, a 30 de agosto, de um helicóptero de combate a incêndios no rio Douro, que provocou a morte a cinco militares da GNR que faziam parte da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPC).

Os incêndios que lavraram nas regiões norte e sul do país, atingindo sobretudo os distritos de Viseu, Aveiro, Porto, Vila Real e Braga, começaram em 15 de setembro e ficaram extintos no dia 20, tendo as chamas devorado florestas, casas, empresas, terrenos agrícolas e carros, além de terem obrigado ao corte de vias, nomeadamente a A1, ferrovia e fecho de escolas.

Os fogos de 2017, os mais trágicos em Portugal até à data com mais de 100 mortos, voltaram à memória dos portugueses, mas os deste ano tiveram um balanço menos grave em perda de vidas humanas: Nove pessoas morreram, quatro das quais bombeiros, e 175 ficaram feridas. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil exclui desta contagem os dois civis que morreram de doença súbita.

Em seis dias, estes incêndios florestais consumiram cerca de 135.000 hectares, totalizando este ano a área ardida em Portugal quase 147.000 hectares, a terceira maior da década, segundo o sistema europeu Copernicus.

As zonas mais afetadas pelos fogos foram a região de Viseu Dão Lafões, com uma área consumida pelas chamas superior a 52.000 hectares, Tâmega e Sousa (mais de 25.000 hectares) e Região de Aveiro (mais de 24.000 hectares), de acordo com o sistema europeu de observação da Terra Copernicus, que recorre a imagens de satélite com resolução espacial a 20 metros e 250 metros.

Numa semana, o país passou dos melhores valores de área ardida da década para o terceiro pior desde 2014, sendo apenas ultrapassado em 2017 (563.000 hectares) e 2016 (165.000).

Devido ao agravamento do perigo de incêndio o Governo declarou situação de alerta em todo o território do continente e uns dias mais tarde declarou situação de calamidade, o nível máximo de intervenção previsto na Lei de Bases da Proteção Civil, em todos os municípios afetados.

A Portugal chegou ajuda de mais de 300 bombeiros espanhóis e de 10 meios aéreos de Espanha, França, Itália e Marrocos, que se juntaram aos mais de 5.000 operacionais que diariamente combatiam as chamas.

Segundo dados da PJ, este ano já foram detidos cerca de 40 pessoas pelo crime de incêndio florestal.

Nos últimos três meses, o dispositivo de combate a incêndios rurais esteve na sua capacidade máxima, com 13.891 operacionais, 3.084 equipas, 2.990 veículos e 72 meios aéreos em prontidão, um aumento de meios face ao ano anterior.

A Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR), indica que a partir terça-feira os meios são reduzidos, ficando no terreno, até 15 de outubro, 12.284 operacionais, 2.749 equipas, 2.651 veículos e 61 meios aéreos em prontidão.

No entanto, e além do dispositivo já previsto no DECIR para esta fase, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) garante que o dispositivo será reforçado em caso de as condições meteorológicas agravarem o risco de incêndio rural.

Nesse sentido, o DECIR deste ano prevê a mobilização de meios adicionais para responder a situações mais graves, podendo ser mobilizados até 20.000 operacionais.

Alfa/ com Lusa

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