‘Golão’ do vimaranense João Mendes nos descontos ’empata’ Sporting de Braga

O Sporting de Braga falhou hoje o ‘assalto’ ao terceiro lugar da I Liga de futebol, ao empatar a um golo na receção ao Vitória SC, que marcou no final dos descontos, em encontro da 16ª jornada.

O médio brasileiro Vítor Carvalho apontou, aos 53 minutos, o golo dos ‘arsenalistas’, mas, aos 90+8, João Mendes restabeleceu a igualdade, com um monumental pontapé de fora da área.

A formação de Artur Jorge, quarta colocada, passou a somar 33 pontos, mantendo-se a dois do FC Porto (1-1 no Bessa), terceiro, enquanto a equipa liderada por Álvaro Pacheco pontuou pela quinta ronda seguida e conta 30, no quinto posto.

 

Resultados da 16ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 05 jan:

Sporting – Estoril Praia, 5-1 (2-0 ao intervalo)

Boavista – FC Porto, 1-1 (1-1)

 

– Sábado, 06 jan:

Estrela da Amadora – Vizela, 1-1 (1-0)

Farense – Gil Vicente, 1-0 (0-0)

Arouca – Benfica, 0-3 (0-1)

Sporting de Braga – Vitória de Guimarães, 1-1 (0-0)

 

– Domingo, 07 jan:

Rio Ave – Portimonense, 2-0 (0-0)

Famalicão – Desportivo de Chaves, 2-2 (2-1)

 

– Segunda-feira, 08 jan:

Moreirense – Casa Pia, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Portugal volta a perder com Alemanha na preparação para o Euro2024 de andebol

Portugal voltou hoje a perder com a Alemanha, em Kiel, por 35-31, no segundo jogo particular com os germânicos de preparação para o Europeu de andebol, que decorre em solo alemão, de 10 a 28 de janeiro.

No ‘mítico’ pavilhão Wundwerino Arena, com cerca de dez mil espetadores nas bancadas, os lusos voltaram a realizar uma exibição bastante conseguida, com o marcador final a ser um pouco mais desequilibrado, no entanto, que o 34-33 de há dois dias, em Flensburgo.

Ao intervalo, os portugueses perdiam por cinco golos (20-15), e conseguiram uma boa recuperação na segunda parte, em que se aproximaram bastante dos anfitriões, chegando aos 29-28, a 10 minutos do fim, com o golo de Pedro Portela. Alguns erros impediram, no entanto, que pudessem chegar ao empate.

Nas ‘contas’ finais pesará certamente o maior número de exclusões de dois minutos por parte da equipa portuguesa – quatro, contra apenas uma do lado alemão.

Patrick Groetzki inaugurou o marcador para a Alemanha e Francisco Costa repôs a igualdade quase de seguida.

Os germânicos voltaram a adiantar-se e Portugal empatou de novo (3-3), com o jogo a passar a um ritmo de parada-resposta, a permitir que os guarda-redes Gustavo Capdeville e Andread Wolff se destacassem.

Portugal chegou aos 10 minutos na frente, com o golo de Luís Frade a fazer o 7-6, mas os lusos nunca ‘descolaram’ no marcador e já perdiam por dois golos (11-9), pouco depois.

O selecionador luso, Paulo Pereira, pediu a paragem de tempo, o que trouxe melhorias ao jogo português, já que o empate regressou (12-12), antes de serem os alemães a parar o jogo.

Até ao intervalo, a Alemanha finalmente ‘desbloqueou’ a partida, com mais oito golos contra três dos lusos, para uma diferença já substancial de cinco golos.

A segunda parte prosseguiu equilibrada, com golos de parte a parte, atingindo-se os sete de diferença aos 40 minutos, com 29-22.

Paulo Pereira parou o jogo e na volta Portugal acertou melhor o seu jogo, com aproximações sucessivas até aos 29-28, que ainda permitiam esperanças na reviravolta.

A Alemanha, sem qualquer golo num espaço de 10 minutos, acabou por finalmente voltar ao de cima, com Andreas Wolff a defender e Johannes Golla a marcar, até ao 31-28, e depois o 35-31 final.

Francisco Costa, com nove golos, foi o melhor marcador na partida.

Portugal integra o Grupo F do Euro2024, juntamente com Dinamarca, República Checa e Grécia, contra quem começa a jogar já na quinta-feira.

 

Com Agência Lusa.

Benfica vence em Arouca e continua a um ponto do Sporting

O campeão Benfica manteve-se hoje a um ponto do líder Sporting, ao vencer por 0-3 no reduto do Arouca, em encontro da 16ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Rafa, aos 39 minutos, o turco Kökçü, aos 47, e o suplente croata Musa, aos 85, todos com o nome do ‘rei’ Eusébio nas costas, marcaram os golos dos ‘encarnados’, que somaram o terceiro triunfo consecutivo e pontuaram pela 15.ª vez seguida.

Os ‘encarnados’ passaram a somar 39 pontos, continuando a um do Sporting (5-1 ao Estoril Praia) e ficando com mais quatro do que o FC Porto (1-1 no Bessa), enquanto o Arouca, que tinha pontuado nas últimas quatro rondas, manteve-se com 16.

 

Resultados da 16ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 05 jan:

Sporting – Estoril Praia, 5-1 (2-0 ao intervalo)

Boavista – FC Porto, 1-1 (1-1)

 

– Sábado, 06 jan:

Estrela da Amadora – Vizela, 1-1 (1-0)

Farense – Gil Vicente, 1-0 (0-0)

Arouca – Benfica, 0-3 (0-1)

Sporting de Braga – Vitória de Guimarães, 20:30

 

– Domingo, 07 jan:

Rio Ave – Portimonense, 19:00

Famalicão – Desportivo de Chaves, 21:30

 

– Segunda-feira, 08 jan:

Moreirense – Casa Pia, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Eleições em Portugal: Início de série de entrevistas com partidos no Passagem de Nível. Confira outros destaques do programa de 07/01

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 7 de Janeiro 2024. Das 12h00 às 14h00

 

Os destaques: 

Eleições legislativas antecipadas em Portugal, dia 10 de Março 2024.
Começamos uma série de entrevistas com representantes dos diversos partidos para abordar a situação económica, política e social em Portugal, e as suas propostas para as comunidades portuguesas residentes no estrangeiro.
Convidado: Bruno Dias, deputado do PCP, membro do Comité Central, onde é responsável pelas questões relativas à diáspora portuguesa.

50° Aniversário da Revolução dos Cravos:
A Embaixada de Portugal em França lança as celebrações no dia 11 de Janeiro em Lyon, com uma conferência e uma exposição.
Convidado: Yves Léonard, historiador que vai participar na iniciativa e recentemente publicou o livro “Lumière d’Avril – Portugal 1974”, éditions Chandeigne, com fotografias de Alécio de Andrade

Comemorações do 25 de Abril 1974: 50 anos depois que trabalho foi feito de análise da Revolução dos Cravos, das suas lições e ilações – um festejo para melhor enterrar o seu significado?
Explicações do antifascista e desertor do exército colonial Fernando Cardoso

-No mês de Dezembro 2023 faleceram dois grandes vultos da comunidade portuguesa em França: Manuel Madeira e Albano Cordeiro. Lutadores antifascistas, intelectuais engajados na defesa dos direitos humanos e em vários domínios, económico, social e cultural.
Testemunhos de José Barros, Manuel Dias e Manuel Branco

 

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Redifusão na noite de 3ª para 4a feira, entre as 0h00 e as 2h00

PS/Congresso: Podem ter derrubado o Governo mas não derrubaram o partido – Costa

O ex-secretário-geral socialista António Costa afirmou hoje que o seu Governo foi derrubado mas não o PS, que tem a “energia” da nova liderança de Pedro Nuno Santos e que “está pronto para a luta”.

“Podem ter-me derrubado, mas não me derrotaram”, declarou o ainda primeiro-ministro, de forma algo emocionada, no final do discurso que proferiu na sessão de abertura do 24º Congresso Nacional do PS.

Perante os congressistas, o ex-líder socialista manifestou-se confiante na vitória do PS nas próximas eleições legislativas em 10 de março, apesar de o seu Governo, suportado por uma maioria absoluta socialista no parlamento, ter caído na sequência de um processo judicial.

“Podem ter derrubado o nosso Governo, mas não derrubaram o PS. O PS está aqui forte, vivo. O PS está aqui rejuvenescido com uma nova energia, com uma nova liderança. E com o Pedro Nuno Santos estamos prontos para a luta”, declarou, levantando a plateia do pavilhão da Feira Internacional de Lisboa (FIL).

 Também na parte final da sua intervenção, o ex-líder socialista referiu que, desde que o PS formou Governo, em novembro de 2015, venceu todas as eleições nacionais.

“Ganhámos as autárquicas de 2017 e de 2021, as europeias de 2019, as legislativas de 2019 e de 2022. E foram vitórias do PS, não foram vitórias do António Costa”, apontou, procurando assim retirar peso negativo à mudança de liderança na sua força política, na sequência da sua demissão das funções de primeiro-ministro no passado dia 07 de novembro.

No seu discurso, António Costa referiu-se aos principais desafios que os seus três governos enfrentaram desde novembro de 2015: A compatibilização entre as reivindicações do Bloco de Esquerda e PCP com as exigências das Comissão Europeia em matéria de consolidação orçamenta; o Procedimento por Défice Excessivo em 2016 e a luta para evitar que Portugal fosse alvo de sanções; a pandemia da covid-19; a inflação; a guerra na Ucrânia; e a crise política aberta pelo chumbo no parlamento do Orçamento do Estado para 2022.

“Estou certo que o apoio que me deram na crise política de 2022 é o apoio que vão dar também ao Pedro Nuno Santos, quando, mais uma vez, os portugueses forem chamados a decidir por causa de uma crise política que lhes foi criada”, declarou o ex-secretário-geral do PS. Nesta frase, ficou mais uma crítica da sua parte pela decisão tomada pelo Presidente da República de dissolver o parlamento e convocar eleições para 10 de março.

Por várias vezes, ao longo do seu discurso, o ex-líder do PS procurou atenuar o seu papel nos resultados alcançados pelo Governo, ou pelo PS em atos eleitorais.

“Estes não foram anos de António Costa, foram anos de uma grande equipa”, contrapôs, antes de se referir à sua relação com o partido que liderou desde novembro de 2014.

“Muito obrigado pela confiança que em mim depositaram ao longo de nove anos. Para mim, foi uma grande honra ter sido secretário-geral, dando continuidade a uma História que Mário Soares iniciou, e depois dele Vítor Constâncio, Jorge Sampaio, António Guterres, Ferro Rodrigues, José Sócrates e António José Seguro”, disse.

António Costa afirmou depois que, para si, foi uma “honra ter liderado um partido que é o maior nas freguesias e nos municípios, que tem uma grande força sindical, que já foi Governo nos Açores e que vai voltar brevemente a ser Governo nesta região autónoma”, declarou, numa alusão às eleições regionais marcadas para fevereiro.

Neste contexto, o ex-secretário-geral do PS, já depois de ter deixado uma mensagem especial sobre Luís Patrão, ex-responsável pelas finanças dos socialistas e que faleceu recentemente, observou que, em oito anos de exercício de funções governativas, “também se sofre”.

“Mas sofre-se com alegria quando se acredita naquilo que se está a fazer – e o PS sempre me deu apoio”, concluiu.

Neste seu discurso de despedida, António Costa deixou especiais agradecimentos ao presidente do PS, Carlos César, ao último e ao atual presidente da Assembleia da República, respetivamente Ferro Rodrigues e Augusto Santos Silva, e aos secretários-gerais adjuntos no período da sua liderança, Ana Catarina Mendes, José Luís Carneiro e João Torres.

Destacou, ainda, quatro pessoas em especial: Ana Catarina Mendes e Duarte Cordeiro, que foram diretores das suas campanhas eleitorais; a eurodeputada Maria Manuel Leitão Marques e a ministra Mariana Vieira da Silva pelo papel que tiveram na elaboração do documento “Agenda para a Década” e programas de Governo.

Depois, comoveu-se, antes de falar sobre a sua mulher, Fernanda.

“Há 42 anos que venho a congressos. Este é o vigésimo e, portanto, não é altura para me emocionar. Mas quero agradecer muito à minha mulher, que verdadeiramente merecia ser militante honorária do PS, ou melhor, merecia ser militante honorária da JS”, corrigiu, ouvindo risos e palmas da plateia.

 

Pedro Nuno Santos convicto de que relação com Marcelo vai ser ótima

 

O primeiro-ministro, António Costa (E), e o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, durante o XXIV Congresso Nacional do Partido Socialista (PS), na Feira Internacional de Lisboa, 05 de janeiro de 2024. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O novo secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, antecipou hoje que o seu relacionamento com o Presidente da República “vai ser ótimo” e afirmou que António Costa lhe deixa um legado com “muitos resultados”.

Em declarações aos jornalistas a saída do 24.º Congresso Nacional do PS, em Lisboa, Pedro Nuno Santos foi questionado sobre como será o seu relacionamento com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“Vai ser ótimo. Tenho muito respeito pelo senhor Presidente da República, tenho uma boa relação com o Presidente da República”, respondeu o líder do PS, que rejeitou que a sua relação com Marcelo Rebelo de Sousa não tenha começado bem.

Respondendo a uma jornalista que afirmou que foi Marcelo Rebelo de Sousa que quis a sua demissão em dezembro de 2022, Pedro Nuno Santos disse: “Queria? Nunca me disse isso. Não sabia, eu gosto muito do senhor Presidente da República”.

Nestas declarações, Pedro Nuno Santos afirmou que o dia de hoje “é emocionante” a nível pessoal e admitiu ter ficado emocionado com o discurso de António Costa na abertura do congresso, em que lhe desejou “do fundo do coração todas as felicidades do mundo”.

“Foi um belíssimo discurso do primeiro-ministro, para todos nós”, disse.

Já questionado se Costa lhe deixa um legado pesado, Pedro Nuno Santos respondeu: “Não, resultados, muitos resultados, resultados muito positivos”.

“E ainda com muita coisa para fazer, problemas por resolver”, disse.

Relativamente ao futuro político de António Costa, Pedro Nuno Santos pediu calma, e rejeitou comentar se conta com o primeiro-ministro para as eleições europeias, referindo que ainda só se está nas legislativas.

 

Com Agência Lusa.

FC Porto empata no Bessa e pode ‘cair’ do pódio da I Liga

O FC Porto ficou-se hoje por um empate a um golo no dérbi portuense, no reduto do Boavista, e tem em risco a queda do pódio, à 16ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Toni Martínez marcou, aos 23 minutos, o golo dos ‘dragões’, que só tinham perdido pontos fora na Luz e em Alvalade, e Bruno Lourenço faturou, aos 28, para os anfitriões, que subiram, para já, ao 10.º lugar, mesmo somando o 11.º jogo seguido sem vencer.

Os comandados de Sérgio Conceição ficaram a cinco pontos do Sporting, que goleou em casa o Estoril Praia (5-1), a um do Benfica, de visita no sábado a Arouca, e só com mais três do que o Braga, que será terceiro se vencer sábado na receção ao Vitória.

 

Resultados da 16ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 05 jan:

Sporting – Estoril Praia, 5-1 (2-0 ao intervalo)

Boavista – FC Porto, 1-1 (1-1)

 

– Sábado, 06 jan:

Estrela da Amadora – Vizela, 16:30

Farense – Gil Vicente, 16:30

Arouca – Benfica, 19:00

Sporting de Braga – Vitória de Guimarães, 21:30

 

– Domingo, 07 jan:

Rio Ave – Portimonense, 19:00

Famalicão – Desportivo de Chaves, 21:30

 

– Segunda-feira, 08 jan:

Moreirense – Casa Pia, 21:15

 

Com Agência Lusa.

 

 

Sporting consolida liderança da I Liga ao golear Estoril Praia

O Sporting consolidou hoje a liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao golear em casa o Estoril Praia por 5-1, mantendo-se 100% vitorioso em casa, no jogo de abertura da 16ª jornada.

Marcus Edwards, aos 21 e 45+2 minutos, Pedro Álvaro, aos 51, na própria baliza, Pedro Gonçalves, aos 69, e Trincão, aos 78, marcaram os golos dos ‘leões’, enquanto Cassiano apontou o tento dos ‘canarinhos’, aos 82.

Na classificação, o ‘onze’ de Rúben Amorim passou a somar 40 pontos, contra 36 do Benfica (joga sábado em Arouca) e 34 do FC Porto (atual ainda hoje no reduto do Boavista), enquanto o Estoril Praia manteve-se com 17, para já em nono.

 

Com Agência Lusa.

Eleições: Parlamento recomenda ao Governo campanhas de sensibilização junto dos emigrantes

Eleições: Parlamento recomenda ao Governo campanhas de sensibilização e esclarecimento junto dos emigrantes

A Assembleia da República recomendou hoje ao Governo que realize ações de sensibilização junto das comunidades de portugueses no estrangeiro, no âmbito de campanhas de esclarecimento eleitoral para as legislativas antecipadas de 10 de março.

O texto comum, apresentado pela Comissão de Negócios Estrangeiros a partir de projetos de resolução (sem força de lei) de PSD e PAN, foi aprovado por unanimidade.

“Eleição após eleição a nossa legislação eleitoral tem-se revelado incapaz de assegurar uma participação eleitoral significativa. Tal é bem patente nos números da abstenção das eleições para a Assembleia da República, ocorridas em 2022, em que cerca de 5,2 milhões dos eleitores e eleitoras não exerceram o seu direito de voto (48,58%), naquela que foi a segunda taxa de abstenção mais elevada em eleições legislativas da nossa democracia”, justifica o texto.

A resolução salienta que a abstenção “é ainda mais evidente no caso dos portugueses residentes no estrangeiro onde as taxas de abstenção rondaram os 89%”.

“As eleições para a Assembleia da República de 2022 ficaram, também, marcadas pela declaração de nulidade da eleição nas assembleias de voto do círculo eleitoral da Europa e consequente repetição do ato eleitoral, que deixou clara a necessidade de se garantir uma legislação eleitoral que incentive a participação dos portugueses residentes no estrangeiro no processo eleitoral”, refere-se.

No entanto, com a dissolução do parlamento anunciada para 15 de janeiro, os procedimentos legislativos foram interrompidos, pelo que o parlamento considera que se “adensa a necessidade de que o Governo assegure a promoção de medidas de sensibilização e informação junto das comunidades de portugueses residentes no estrangeiro por forma a evitar a repetição dos incidentes ocorridos nas eleições de 2022, que só descredibilizaram o processo eleitoral e são convidativos ao aumento da abstenção”.

Com esse objetivo, o parlamento recomenda ao Governo que “sejam asseguradas ações de sensibilização junto dos eleitores residentes no estrangeiro, assegurando a difusão atempada e objetiva de informação específica relacionada com as formas de voto possíveis, prazos fixados e os procedimentos a adotar, nomeadamente no que diz respeito ao voto presencial e ao voto por correspondência, nos consulados de Portugal espalhados pelo mundo”.

Em 2022, o Tribunal Constitucional determinou a repetição das eleições no círculo da Europa, determinada pelo Tribunal Constitucional por terem sido misturados votos válidos com votos nulos em 151 mesas de voto.

Alfa/ com Lusa

Portugal. PS (Nuno/Carneiro), PSD/CDS… a grande partilha dos lugares do poder. CHEGA à espreita

 

Alfa – Daniel Ribeiro (Lisboa). Opinião

PS (Pedro Nuno Santos/José Luís Carneiro), PSD/CDS (Luís Montenegro/Nuno Melo)… Portugal, a grande partilha dos lugares do poder, com o partido CHEGA e a instabilidade à espreita. 

A dois meses das eleições legislativas antecipadas, os principais partidos da área do poder em Portugal, concluem este fim de semana em reuniões magnas e num Congresso (caso do PS), os acordos entre fações e partidos coligados para a distribuição dos lugares do poder.

Na nova Aliança Democrática (PSD/CDS), está feito: O CDS terá garantido o regresso ao Parlamento português com, pelo menos, dois deputados.

No PS, o Congresso deste fim de semana deverá concretizar o que foi previamente negociado: o líder, Pedro Nuno Santos, confirmará a ideia da unidade partidária e partilhará o poder com José Luís Carneiro com 35% dos lugares na direção do partido para este último.

É o fim de semana de todas as decisões sobre a partilha do poder em Portugal, na perspetiva da direita e dos socialistas.

Quanto ao CHEGA, em ascenção clara segundo últimas sondagens, tem reuniões magnas marcadas para o próximo fim de semana.

Nesta altura, é muito incerto prever o que sairá das eleições legislativas de 10 de março. A conquista de uma maioria absoluta pela esquerda ou pela direita parece improvável.

Neste caso, o Presidente Marcelo, que dissolveu um Parlamento com maioria absoluta favorável ao PM António Costa, ficará em dificuldades e poderá ter mesmo de convocar novas eleições porque o PSD de Montenegro recusa, até agora, qualquer aliança de poder com o Chega.

Neste sentido, as perspetivas de instabilidade política para Portugal, nos próximos meses, são muitos prováveis…

 

 

 

 

 

‘Rei’ Eusébio partiu há uma década

Eusébio da Silva Ferreira, aquele que ganhou o direito de ser apelidado como o ‘rei’ do futebol português, morreu faz hoje uma década, deixando de luto Portugal e, em particular, a ‘nação’ benfiquista.

Vítima de uma paragem cardiorrespiratória, pelas 04:30 do dia 05 de janeiro de 2014, o ‘pantera negra’ morreu aos 71 anos como uma ‘lenda’, numa notícia que correu os ‘quatro cantos’ do mundo e foi comentada por todos, nomeadamente os ‘gigantes’, o “irmão” Pelé e Maradona, que, entretanto, já se ‘juntaram’ ao português.

Pelo que fez ao serviço do Benfica, entre 1960/61 e 1974/75, e da seleção de Portugal, de 1961 a 1973, numa década e meia prodigiosa, apesar de muito prejudicada pelas lesões, invariavelmente mal curadas, Eusébio é considerado um dos melhores futebolistas da história.

Numa lista recentemente publicada pela revista inglesa de futebol FourFourTwo, e liderada pelo argentino Lionel Messi, o ‘pantera negra’ surge em 16.º, sendo que nesta publicação, ou em qualquer outra, o seu nome é invariavelmente referido como um dos ‘maiores’, alguém incontornável e consensual.

Com o aparecimento de Cristiano Ronaldo, perdeu, para quase todos, o estatuto de melhor português de sempre, mas está por cima em muitos ‘capítulos’, como na grande montra, os Mundiais, em que, em apenas uma edição, fez mais do que CR7 em cinco, ao conduzir Portugal a inédito bronze e somar nove golos, em seis jogos, face aos oito do ainda ‘capitão’ da seleção lusa, em 22 encontros.

O terceiro lugar do ‘magriços’ em Inglaterra é a ‘cara’ de Eusébio, que, desde aí, passou a ser um ‘mito’ em terras de ‘sua majestade’, onde, aliás, Portugal só chegou pelos seus sete golos na qualificação, dos nove apontados pelo conjunto das ‘quinas’.

O ‘rei’, que acabou a sua carreira na seleção lusa com 41 golos em 64 internacionalizações ‘AA’, só pôde brilhar nesse Mundial, já que não esteve em mais nenhuma fase final, quando lá chegar não era, para Portugal, o ‘passeio’ de hoje em dia.

Eusébio não teve mais esse palco, mas, internacionalmente, também brilhou intensamente com a camisola do Benfica, num trajeto que teve como ponto alto o ‘bis’ no 5-3 ao Real Madrid, do seu ídolo Di Stéfano, na final da Taça dos Campeões de 1962.

Na prova ‘rainha’ da UEFA, o ‘pantera negra’ ajudou os ‘encarnados’ a atingir mais três finais – todas perdidas -, totalizando 46 golos, registo que ainda o colocam no 12.º lugar da tabela dos melhores marcadores da competição.

A prova do que fez nos anos 60 do século passado também pode ser ‘medida’ por sete aparições no ‘top 8’ da Bola de Ouro do France Football – então só para europeus -, com destaque para a vitória de 1965 e os segundos lugares de 1962 e 1966.

Para a sua ‘vitrina’ também entraram duas edições da ‘Bota de Ouro’, prémio para o melhor marcador dos diversos campeonatos europeus, nas épocas de 1967/68 (42 golos) e 1972/73 (40).

Se foi um fenómeno no meio internacional, rivalizando – em momentos distintos – com Di Stéfano, Pelé, Bobby Charlton, Beckanbauer, Puskás ou Cruyff, Eusébio nunca teve rival interno, já que, por ‘cá’, foi, incomparavelmente, o melhor do seu tempo.

Assim, não é de estranhar que seja, ainda hoje, o recordista de títulos na I Liga portuguesa de futebol, com um total de 11, para os quais contribuiu com 317 golos, em 301 jogos, à ‘bonita’ média de mais de um tento por encontro.

Melhor marcador do clássico com o FC Porto, com 25 golos, e segundo melhor, atrás de Peyroteo, do dérbi com o Sporting, ao totalizar 27, é também o recordista no que respeita a troféus de melhor marcador do campeonato português, com sete.

Nascido em 25 de janeiro de 1942, em Lourenço Marques, agora Maputo, Eusébio da Silva Ferreira morreu há uma década, com 71 anos, mas a história não se apaga e o seu legado será eterno, mesmo que sejam cada vez menos os que possam dizer que, um dia, viram jogar Eusébio, que, um dia, viram jogar o ‘rei’.

 

Com Agência Lusa.

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