Israel. Refém na Faixa de Gaza dado como desaparecido tem nacionalidade portuguesa

Refém na Faixa de Gaza dado como desaparecido tem nacionalidade portuguesa – embaixador de Israel em Portugal

 

Um dos três reféns israelitas na Faixa de Gaza que estavam até hoje dados como desaparecidos tem nacionalidade portuguesa, revelou o embaixador israelita em Lisboa, Dor Shapira.

“Após 90 dias de desaparecimento, a família de Idan Shtivi foi informada hoje de que ele foi raptado no festival de dança Nova e levado para Gaza”, afirmou o diplomata na sua conta na rede X.

Segundo o embaixador israelita, “Idan tem também nacionalidade portuguesa e o seu irmão e a sua mãe visitaram Portugal no mês passado para pedir ajuda a quem quer que seja para a sua libertação”.

Três israelitas dados como desaparecidos desde o ataque do movimento islamita palestiniano Hamas em 07 de outubro em Israel estão mantidos como reféns na Faixa de Gaza, anunciou hoje o Exército de Telavive.

“Três cidadãos desaparecidos até agora foram identificados como reféns e as suas famílias foram informadas”, disse o porta-voz do Exército, Daniel Hagari.

Este anúncio eleva para 132 o número de pessoas ainda mantidas como reféns na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas, segundo dados das autoridades israelitas.

Familiares de Idan Shtivi, Tsachi Idan e Eli e Yossi Sharaby, reféns com nacionalidade portuguesa em posse do movimento Hamas desde os ataques em 07 de outubro em Israel, estiverem no mês passado em Lisboa, onde, no dia 06, deram uma conferência de imprensa dando conta do seu desespero e esperança e pedindo insistentemente esforços no sentido da sua libertação.

“É obrigação de Israel e de Portugal libertá-lo porque ele é cidadão português (…) Devo ter um sinal, um sinal dele de que está bem e dar também um sinal de que estamos bem, de que estamos a fazer tudo por ele”, afirmou Dalit, a mãe de Idan Shtivi, que estava entre os desaparecidos no festival Nova, no sul do país e onde o Hamas matou cerca de 260 pessoas.

Na véspera da conferência de imprensa, estes familiares de reféns reuniram-se na sinagoga de Lisboa para rezar pela sua libertação e o “fim do pesadelo”, reconstituindo à Lusa os acontecimentos de 07 de outubro.

Emocionado, Omri Shviti recordou aquele dia, quando o irmão, Idan, 28 anos, “o melhor amigo que se pode ter”, foi ao festival de música. Segundo relatos iniciais, teria tido um acidente de automóvel a tentar fugir dos terroristas e morrido quatro dias depois num hospital em Gaza, em resultado dos ferimentos.

Mas Omri Svhiti não queria acreditar: “Temos uma grande crença que ele está vivo e rezamos por isso todos os dias. Não queremos saber de política, nunca quisemos saber. Queremos é que ele volte para casa”, afirmou.

Após 07 de outubro, os combates só foram interrompidos durante uma semana – entre 24 e 30 de novembro – numa trégua mediada pelo Qatar, Egito e Estados Unidos, que incluiu a libertação de 105 reféns detidos pelo Hamas em troca de 240 prisioneiros palestinianos e a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

O mais recente conflito entre Israel e o Hamas foi desencadeado pelo ataque sem precedentes do movimento islamita palestiniano em território israelita em 07 de outubro, massacrando cerca de 1.140 pessoas, na maioria civis mas também 400 militares, e levando mais de 200 reféns, segundo números oficiais de Telavive.

Em retaliação, Israel, que prometeu eliminar o movimento palestiniano considerado terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, lançou uma ofensiva em grande escala na Faixa de Gaza, onde, segundo o governo local, já foram mortas mais de 22.000 pessoas – na maioria mulheres, crianças e adolescentes – e feridas acima de 57 mil, também maioritariamente civis.

O conflito provocou também cerca de 1,9 milhões de deslocados (cerca de 85% da população), segundo a ONU, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária.

Alfa/ com Lusa

Óbito/Delors: Marcelo, Cavaco e Durão Barroso na cerimónia de homenagem em Paris

Óbito/Delors: Marcelo, Cavaco e Durão Barroso na cerimónia de homenagem nesta sexta-feira, 05, em Paris 

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o anterior chefe de Estado, Cavaco Silva, e o ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, vão participar na sexta-feira na cerimónia fúnebre de homenagem ao político francês Jacques Delors, em Paris.

De acordo com uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, a convite do Presidente francês, Emmanuel Macron, Marcelo Rebelo de Sousa vai representar Portugal “na cerimónia fúnebre de homenagem a Jacques Delors, que foi presidente da Comissão Europeia de 1985 a 1995, incluindo o momento da adesão de Portugal às então Comunidades Europeias”.

O chefe de Estado português vai ser acompanhado pelo anterior Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, “que foi primeiro-ministro durante todo o período dos mandatos de Jacques Delors à frente da Comissão Europeia” e por Durão Barroso, que à semelhança de Delors “também presidiu à Comissão Europeia durante dez anos”, ambos “igualmente convidados pelo Presidente francês”.

O antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors, que morreu em 27 de dezembro aos 98 anos, vai ser homenageado na sexta-feira, em Paris, numa cerimónia presidida pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.

A cerimónia decorrerá às 11:00 locais (10:00 de Lisboa) no Palácio dos Inválidos (Hôtel des Invalides, um dos monumentos mais prestigiados de Paris), segundo informou a Presidência francesa.

Alfa/ com Lusa (que cita o Presidência francesa)

Taça de França. « Num só jogo, é possível eliminar o Marselha » – Tino da Rocha

O US Thionville Lusitanos (N3) vai defrontar o Marselha nos 32 avos de final da Taça de França.

O jogo terá lugar no próximo domingo às 14h30 no estádio Saint-Symphorien na cidade de Metz.

A Rádio Alfa recebeu nos estúdios o empresário português Vitorino da Rocha (Tino da Rocha como gosta de ser apelidado), Presidente Honorário e um dos grandes ‘obreiros’ na criação e sucessivas transformações por que passou a equipa.

Tino da Rocha começou por falar do adversário do próximo domingo, o gigante Olympique de Marseille.

 

Foto. facebook.com/USTHIONVILLELUSITANOS

O Presidente Honorário de 66 anos de idade, chegou a França (norte) com 13 anos e foi para Thionville aos 28. Originário de Arcozelo, Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), Tino da Rocha explicou como é que o Clube se formou e passou por algumas ‘fusões’.

 

O Thionville Lusitanos é um clube ligado à comunidade portuguesa, perfeitamente inserido no tecido futebolístico francês.

Tino da Rocha falou também das dificuldades em atraír jogadores portugueses ou lusodescendentes para a região, mas ‘torce’ o nariz quando se diz que o Clube, agora é mais francês que português.

 

Tino da Rocha também falou da admiração que teve e tem pelos Lusitanos de St Maur e pelo ambiente português que se vive à volta do Clube.

 

Tino da Rocha, presidente honorário do Thionville Lusitanos.

O Thionville Lusitanos respira ‘saúde’ na N3 francesa (equivalente à quinta divisão). Lidera o grupo I com 21 pontos e menos 3 jogos que os seus mais diretos prosseguidores. Na Taça de França eliminou o Annecy da Ligue II por 2-1 e tem agora a ‘montanha’ chamada Marselha

 

Tino da Rocha antes terminar a entrevista não esqueceu todos aqueles que trabalham na ‘sombra’ em prol do clube mas sempre muito importantes no desenvolvimento e evolução do US Thionville Lusitanos.

 

 

O Thionville Lusitanos vai defrontar o Marselha nos 32avos de final da Taça de França, no próximo domingo às 14h30 no estádio Saint-Symphorien na cidade de Metz.

 

Entrevista de Manuel Alexandre.

Manuel Alexandre (Foto. Débora Serrano).

Portugal. PSD e CDS-PP aprovam em Conselho Nacional coligação Aliança Democrática

PSD e CDS-PP aprovam hoje em Conselho Nacional coligação Aliança Democrática

 

 

PSD e CDS-PP reúnem hoje, 04/01, os Conselhos Nacionais dos dois partidos para aprovar a constituição da coligação pré-eleitoral Aliança Democrática, que incluirá também o PPM, para concorrer às próximas eleições legislativas e europeias.

As reuniões destes dois órgãos máximos entre congressos vão decorrer ao mesmo tempo, a do PSD em Braga e a do CDS-PP em Lisboa, ambas com início marcado para as 21:00.

De acordo com fontes da coligação, o CDS-PP assegurou dois lugares elegíveis, um na lista por Lisboa e o outro pelo Porto, mas pode conseguir eleger mais deputados nestes círculos se o resultado for melhor face ao das últimas eleições legislativas.

Já o PPM terá um lugar de difícil eleição na lista por Lisboa, o 21.º.

O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, já indicou numa entrevista que será, nas próximas legislativas de março, um dos candidatos a deputado pelo partido, que garante o regresso à Assembleia da República com este acordo de coligação.

Na última vez que PSD e CDS-PP concorreram juntos a eleições legislativas, com a coligação “Portugal à Frente”, em 2015, conseguiram eleger 18 deputados por Lisboa e 17 mandatos pelo Porto.

Nas últimas eleições legislativas, em 2022, o PSD elegeu 13 deputados pelo círculo de Lisboa e 14 pelo Porto.

Já o CDS-PP perdeu a representação parlamentar pela primeira vez, uma vez que não conseguiu eleger nenhum deputado.

Para dia 15 de janeiro, estão marcadas novas reuniões do Conselho Nacional dos dois partidos, para aprovar as listas de candidatos a deputados, que têm de ser entregues até dia 29.

PSD e CDS-PP anunciaram em 21 de dezembro do ano passado que irão concorrer coligados às eleições legislativas de março e às europeias de junho com uma coligação pré-eleitoral, que recupera o nome Aliança Democrática (a designação das primeiras coligações celebradas entre PSD e CDS-PP nos anos 80) e que vai incluir « personalidades independentes ».

Na quarta-feira, foi anunciado que também o PPM integrará esta coligação pré-eleitoral, já aprovada pelos órgãos do partido.

Esta é a quarta vez que PSD e CDS-PP irão juntos a votos em legislativas.

Aquando do anúncio, através de um comunicado conjunto, PSD e CDS-PP indicaram que vão valorizar e acolher, entre outras, as ideias do « Manifesto por uma Alternativa Reformista e Moderada », subscrito por « mais de 100 personalidades notáveis da sociedade portuguesa » a apoiar um eventual novo executivo liderado pelos sociais-democratas e pelo seu presidente, Luís Montenegro.

A AD « propõe-se oferecer aos portugueses uma efetiva mudança política e de políticas », prometendo « muito mais ambição para elevados níveis de prosperidade, de crescimento da economia e dos rendimentos e oportunidades para todos os portugueses ».

Na nota, os líderes do PSD e do CDS-PP, Luís Montenegro e Nuno Melo, comprometeram-se ainda com uma « coragem reformista » com o objetivo de fomentar « a competitividade das empresas, a qualificação dos portugueses, a inovação e geração de valor acrescentado, o reforço do Portugal empreendedor e exportador, a valorização do mundo rural, que salve e reabilite o Estado Social do definhamento em curso, e que assegure a todos os portugueses a saúde, educação e habitação acessíveis e com qualidade ».

A futura AD terá « forte consciência social e baseada na dignidade da pessoa humana, para combater a pobreza, reativar a mobilidade social, valorizar a família, retomar a exigência na educação e que volte a confiar nas instituições sociais do terceiro setor », lia-se.

Alfa/ com Lusa

Paris SG conquista ‘Trophée des Champions’

O Paris SG conquistou hoje a ‘Supertaça’ de França, derrotando o Toulouse, adversário do Benfica na Liga Europa, por 2-0.

O sul-coreano Kang-in Lee colocou o campeão francês em vantagem aos 3′. Mbappé fixou o resultado final ainda na primeira parte (44′).

Entre os portugueses, Vitinha foi titular e esteve em bom plano durante o encontro. Danilo Pereira e Gonçalo Ramos não saíram do banco.

Destaque também para o reforço do PSG, o brasileiro Lucas Beraldo, fez os primeiros minutos no encontro, entrando aos 71′ para o lugar de Skriniar.

Este é o 12° ‘Trophée des Champions’ conquistado pela equipa da Capital francesa.

Veja a reação de Mbappé no final do encontro. Vídeo de Eric Mendes (Tribuna Desportiva)

 

 

Portugal. Ano passado foi « o melhor da história » para turismo com 25.000 ME de receitas

Ano passado foi « o melhor da história » para turismo com 25.000 ME de receitas – Governo

 

O secretário de Estado do Turismo disse hoje que 2023 foi o melhor ano turístico de sempre no país, com mais de 30 milhões de hóspedes, 77 milhões de dormidas e receitas de cerca de 25.000 milhões de euros.

« Foi de facto um ano muito positivo para o turismo do país, e também para Portugal no seu todo, um ano recorde no turismo, o melhor ano da história de sempre do turismo em Portugal », avançou o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, numa sessão pública do Turismo de Portugal, em Lisboa.

O governante destacou os recordes alcançados nos vários indicadores de procura turística em 2023, com mais de 30 milhões de hóspedes, um crescimento de cerca de 10% face a 2019, que tinha sido o melhor ano turístico, e ainda 77 milhões de dormidas e receitas na ordem dos 25.000 milhões de euros, um crescimento de 37% face a 2019 e de 18,5% face a 2022.

Nuno Fazenda destacou ainda o crescimento em todas as regiões do país, ao longo de todo o ano. « Estamos a falar de uma alteração estrutural no nosso turismo », realçou.

O secretário de Estado disse acreditar que o turismo cresça « ainda mais em 2024 », apontando a confiança nas empresas e nos trabalhadores do setor, bem como nas políticas públicas para o turismo.

Alfa/ com Lusa

Dakar2024: Despedida da Audi e ‘dança de cadeiras’ marcam 46ª edição

Mudanças nas equipas de topo e a provável despedida da Audi após três anos de projeto híbrido marcam a 46ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno, que arranca sexta-feira, num percurso maioritariamente novo.

Com Agência Lusa.

Vencedor das duas anteriores edições nos automóveis (de um total de cinco vitórias que já tem), Nasser Al-Attiyah trocou a equipa oficial Toyota por um lugar na Prodrive, estrutura que atualmente faz correr os Hunter BRX e que, a partir de 2025, assume a preparação da equipa oficial da Dacia.

Na Prodrive, o príncipe qatari, de 53 anos, encontra o francês Sébastien Loeb, um dos seus principais rivais nos últimos anos e que tem, atualmente, no Dakar o principal objetivo de carreira, depois de ter deixado os ralis, especialidade em que foi nove vezes seguidas campeão do mundo (de 2004 a 2012).

« Órfã » de Al-Attiyah, a Toyota mantém a aposta no saudita Yazeed Al-Rajhi e no sul-africano Giniel de Villiers, vencedor em 2009, tendo contratado a jovem estrela norte-americana Seth Quintero, que brilhou nos veículos ligeiros (SSV).

Já a Audi chega a esta edição mais « musculada », no terceiro ano do seu projeto híbrido com o RS Q e-Tron, que deverá despedir-se das dunas sauditas.

Como forma de compensar os 100 quilogramas de peso que os Audi têm a mais face à concorrência, a organização permitiu um aumento de 15 Kw, o que se traduz em mais 20 cavalos de potência.

Permite acompanhar os pilotos da frente sem termos de arriscar tanto”, vaticinou o veterano Carlos Sainz, que faz equipa com o francês Stéphane Peterhansel e com o alemão Mathias Ekstrom.

Perfil da prova deste ano

O aumento de potência dos Audi é uma das novidades da edição deste ano, que conta com um percurso 60% novo, novas designações das categorias e uma etapa que se disputa em dois dias, na qual a organização fornece alimentação e tendas aos pilotos, que estarão incontactáveis pelo resto do mundo e sem assistência exterior.

Ao todo, serão 7.891 quilómetros, 4.727 deles cronometrados, a disputar entre sexta-feira e 19 de janeiro, num total de 13 jornadas 8prólogo e 12 etapas).

Até às verificações, estavam inscritos 778 participantes, 135 deles estreantes, em 434 veículos – 137 motas, 10 quads, 72 ultimates (carros) e 46 camiões.

A estes juntam-se 42 veículos challenger (antigos T3) e 36 SSV (antigos T4), estando ainda inscritos 66 carros clássicos e 14 Dakar classic.

Nas motas, a armada da KTM, liderada pelo argentino Kevin Benavides, vencedor em 2023, e pelo australiano Toby Price, comparte favoritismo com os irmãos gémeos da Husqvarna (com o argentino Luciano Benavides à cabeça).

Na GasGas, outra subsidiária da KTM, pontificam o britânico Sam Sunderland e o australiano Daniel Sanders.

A principal oposição aos austríacos deverá chegar por parte da equipa Honda, gerida pelo português Ruben Faria.

O chileno Pablo Quintanilla e o norte-americano Ricky Brabec serão os chefes de fila da marca nipónica.

Nota ainda para a Hero, com os portugueses Joaquim Rodrigues Jr. e Sebastian Bühler e o piloto do Botswana Ross Branch.

Entre os veículos ligeiros, o português João Ferreira (Can Am) concentra atenções na categoria dos veículos derivados de série (SSV).

Nos protótipos, destaque para a presença do austríaco Lukas Lauda, filho do antigo tricampeão de Fórmula 1, Nikki Lauda (1975, 1977 e 1984), que fará a sua estreia no Dakar.

Ambições lusas nas duas rodas e nos SSV

As maiores ambições portuguesas na 46.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno, que arranca na sexta-feira, na Arábia Saudita, estão concentradas nas categorias das motas e dos SSV, os veículos ligeiros.

Ao todo, estão inscritos 23 pilotos portugueses, sete deles nas motas, com destaque para os « oficiais » Rui Gonçalves (Sherco) e Joaquim Rodrigues Jr. (Hero).Aos 38 anos, o transmontano Rui Gonçalves ambiciona um lugar entre os 15 primeiros classificados, poucos meses depois de ter sido pai pela primeira vez.“Se fizer uma prova sem problemas, posso conseguir um resultado interessante”, disse o antigo vice-campeão mundial de motocrosse (2009), que vai para a sua quarta participação.

Por sua vez, o barcelense Joaquim Rodrigues Jr. sabe, à partida, que este será um ano difícil para as suas aspirações. O cunhado do malogrado Paulo Gonçalves (vítima de uma queda mortal na sétima etapa do Dakar2020) partiu uma perna na edição de 2023. Depois de uma longa recuperação, regressava à competição em Marrocos, em outubro, mas uma queda no « shakedown » (teste) da prova africana provocou uma fratura de uma omoplata.

Sem corridas, perdemos o ritmo”, frisou Joaquim Rodrigues Jr, à partida da sétima participação, que tem como melhor resultado o 11.º posto em 2021 e uma vitória em etapas (em 2022).

Já António Maio (Yamaha), oito vezes campeão nacional de todo-o-terreno, participou em quatro edições desde 2019 e ambiciona um lugar entre os 15 primeiros “para tentar um lugar numa equipa de fábrica”.

O militar da GNR tem como melhor resultado um 21.º lugar em 2022.

Mário Patrão (KTM), antigo campeão nacional de enduro e todo-o-terreno, volta a participar na classe Maratona, sem assistência exterior, categoria que ambiciona vencer. O piloto natural de Seia promoveu um projeto de sustentabilidade ambiental, plantando centenas de árvores na Serra da Estrela antes da partida para a edição deste ano do Dakar.

O algarvio Alexandre Azinhais (KTM) participa pela terceira vez. Empresário da restauração, fez a sua estreia em 2021 (desistiu por falha mecânica), voltou em 2022, com uma mota de enduro adaptada, e foi 69.º. Afastou-se um ano da competição para estar mais tempo com a família mas acaba por regressar agora, novamente com uma mota de rali.

Já Bruno Santos Fernandes (Husqvarna) é empresário, pai de dois filhos, piloto de enduro há 12 anos e vai cumprir a sua primeira participação no Dakar depois do quinto lugar na classe Rally 2 no Abu Dhabi Desert Challenge em 2023, com a ambição de terminar nos 25 primeiros da geral.

Nas duas rodas está ainda inscrito como português o empresário de construção civil israelita Gad Nachmani (KTM), que tem dupla nacionalidade.

Ainda nas motas vai estar presente o luso-germânico Sebastian Bühler (Hero), que compete com licença alemã mas está radicado há vários anos em Portugal, desde que os pais visitaram o país em férias, tendo já vencido o campeonato português de todo-o-terreno e por três vezes a Baja de Portalegre, de 2018 a 2020.

Sem aspirações nos automóveis

Nos automóveis, o experiente Paulo Fiúza navega o lituano Vaidotas Zala (Mini), e Gonçalo Reis o espanhol Pau Navarro (Mini). Reis participou de mota em 2017, quando foi 26.º e segundo da classe maratona. No ano passado navegou Hélder Rodrigues, que este ano não participa. José Marques navega o lituano Petrus Gintas (MO).

Nos Challenger (antigos T3), destaque para as duplas Mário Franco/Daniel Jordão (Can-Am) João Monteiro/Nuno Morais (Can-Am), a que se junta o antigo campeão nacional de todo-o-terreno, Ricardo Porém (Can-Am), navegado pelo argentino Augusto Sanz. Duas vezes campeão nacional de todo-o-terreno em automóveis, esta é a quinta participação do leiriense, que quer um lugar dentro do « top-5 ».

João Ferreira é destaque nos SSV

Nos SSV, o também leiriense João Ferreira faz dupla com o experiente Filipe Palmeiro, num Can-Am preparado pela South Racing, com ambições à vitória. Fausto Mota (que corre com licença espanhola) navega o brasileiro Cristiano Batista (Can-Am).

A 46.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno arranca na sexta-feira, com um prólogo, em Alula, e termina no dia 19, após 12 etapas, em Yanbu.

Esta é a quinta vez consecutiva que a prova se disputa inteiramente na Arábia Saudita.

Clássicos com toque português

A versão histórica do rali Dakar de todo-o-terreno, o Dakar Classic, conta, este ano, com um toque português, já que estão inscritos cinco participantes, em três veículos, dois deles da marca lusa UMM.

Nesta categoria, que segue a caravana da prova principal, entre sexta-feira e 19 de janeiro, mas com veículos que fizeram a história da prova das décadas de 1970, 1980 e 1990, estão inscritos cerca de uma centena de participantes.Os portugueses João António Costa e Luís Miguel Calvão participam com um jipe UMM nacional, na categoria para carros históricos, que se disputa à margem da prova principal.“Sendo um apaixonado pelo todo-o-terreno, participar no Dakar foi sempre um objetivo”, disse João Costa, em declarações ao site oficial da prova.

O português, que morou vários anos nos Emirados Árabes Unidos, já participou na edição de 2022 mas não resistiu a um regresso.

O objetivo é “deixar José Megre orgulhoso, onde quer que ele esteja”, frisou, em alusão àquele que é considerado o « pai » do todo-o-terreno nacional, já falecido.

Nesta categoria participam ainda Paulo Oliveira (com licença moçambicana) e Arcélio Couto, em outro UMM. Ambos já têm experiência nas motas.

Por fim, Alexandre Freitas compete nos Camiões Clássicos, num Iveco, com Luca Macini e Marco Giannecchini.

Com Agência Lusa.

Portugal. Costa quer que TGV avance já este mês e diz: nem países ricos desperdiçam 750 milhões

O primeiro-ministro em gestão considerou hoje essencial a existência de condições políticas para avançar já este mês com o comboio de alta velocidade (TGV) e afirmou que nem países ricos desperdiçam um financiamento de 750 milhões de euros.

António Costa deixou este aviso em declarações aos jornalistas no final de uma visita à futura estação da Estrela, do Metropolitano de Lisboa, depois de questionado sobre a possibilidade de não haver consenso político suficiente, nomeadamente com o PSD, para que o país tome decisões ainda este mês sobre a futura linha de comboio de alta velocidade, num momento em que o Governo se encontra limitado de poderes por estar em gestão.

O primeiro-ministro começou por referir que, em 2023, essa linha de alta velocidade entre Lisboa, Porto, Braga e Vigo não teve financiamento da União Europeia “por falta de maturidade do projeto, designadamente por não estar lançado o concurso”.

“Agora, temos a oportunidade de obter um financiamento até 750 milhões de euros da União Europeia se tivermos o concurso aberto até à data limite para a apresentação de candidaturas, que é no final de janeiro. Espero que toda a gente compreenda a necessidade imperiosa de lançarmos o concurso para não se desperdiçar um financiamento importante”, assinalou o líder do executivo.

Mas António Costa foi ainda mais longe nas advertências sobre os alegados riscos de uma ausência de decisão a breve prazo em relação a esta matéria.

“Bem sei que às vezes temos a ideia de que, como a situação económica hoje está melhor do que há uns anos e como uma situação orçamental se encontra equilibrada, então tudo é possível. Temos hoje felizmente um maior grau de liberdade e de possibilidade, mas nenhum país, mesmo os mais ricos, se podem dar ao luxo de desperdiçar um financiamento de 750 milhões de euros para uma obra que é estruturante para o desenvolvimento do país”, argumentou.

António Costa considerou depois que, na sua perspetiva, atualmente “é consensual em todo o país essa linha [de TGV] e essa prioridade” à obra entre Lisboa e Vigo.

“É por aí que temos de começar, e temos de avançar”, salientou.

Perante os jornalistas António Costa apontou que, desde 2015, consta dos programas de governos que todas as grandes obras públicas a realizar em Portugal devem ser aprovadas com um consenso amplo, com a aprovação de pelo menos dois terços dos deputados da Assembleia da República.

“Por isso, apresentámos ao parlamento o Plano Nacional de Investimentos, definindo quais os projetos mais relevantes nas áreas da mobilidade e do ambiente até ao final desta década. Esse plano foi votado por quase três quartos da Assembleia da República”, assinalou.

O líder do executivo indicou a seguir que já foi concluída uma avaliação ambiental estratégica. “Portanto, o Plano Nacional de Investimentos está definido, onde se inclui a construção de uma linha de alta velocidade entre Lisboa, Porto, Braga e Vigo”.

“Essa é a linha prioritária da rede de alta velocidade em Portugal”, acrescentou.

Alfa/ com Lusa (adaptação Alfa)

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