Portugal goleia Eslováquia e lidera grupo na qualificação para o Mundial feminino

A seleção portuguesa feminina de futebol venceu hoje a Eslováquia por 4-0, em jogo da segunda jornada do Grupo B3, na qualificação para o Mundial de 2027, e lidera a ‘poule’ de forma isolada.

Depois do triunfo na estreia frente à Finlândia (2-0), a formação das ‘quinas’, que caiu para a Liga B ao ser quarta classificada do Grupo A3 da Liga das Nações de 2025, bateu hoje em Barcelos as eslovacas, com golos apontados por Ana Capeta, aos 19 e 44 minutos, Carolina Santiago, aos 48, e Jéssica Silva, aos 74.

Na classificação, de um grupo que qualifica os três primeiros para os play-offs e promove o primeiro à Liga A, Portugal lidera isolado com seis pontos, seguindo-se a Eslováquia e a Finlândia, ambas com três, enquanto a Letónia segue em último, ainda sem pontuar.

 

Com Agência Lusa.

Passagem de Nível – Domingo 08 Março de 2026. Os destaques

«Passagem de nível» na Radio Alfa, Apresentação e Coordenação de Artur Silva. Domingo dia 08 Março de 2026, Entre as 12h00 e as 14h00.

.

-Le 48è Festival International de Films de Femmes de Créteil, prévu du 6 au 14 mars 2026 est reporté à une data ultérieur, selon un communiqué de l’organisation de l’évènement. La baisse des financements publics, plus de 30 % et le contexte économique, n’a pas permis la réalisation du Festival – le Conseil Départemental du Val-de-Marne a supprimer ses subventions.
-Convidada : Jackie Buet, co-fundadora e directora do Festival.
.
48è Festival International de Films de Femmes de Créteil.
em colaboração com a Coordenação do Ensino português em França.
O tema deste ano « O português, língua international de comunicação e de cultura ».
Convidado : António Oliveira, secretário-geral da ADEPBA.
.
Concurso Escolar 2026 : Organizado pela Adepba : Association pour le Développement du Portugais et de la lusophonie.
-Histoire de l’Afrique Lusophone (édition augmentée et actualisée) de Arnelle Enders et Michel Cahen, Editions Chandeigne & Lima (2025).
30 ans après la 1er édition il était imperatif de faire une nouvelle édition à expliqué l’historien Michel Cahen.
.
Histoire de l’Afrique Lusophone (édition augmentée et actualisée).
Fábio Lopez, fondateur, directeur artistique et chorégraphe de la compagnie Ballet Illicite, a reçu le 18 février dernier la Médaille d’or du Rayonnement culturel de la Renaissance française, dans la salle de fêtes d’Anglet (Pays Basque).
.
Fábio Lopez, fondateur, directeur artistique et chorégraphe de la compagnie Ballet Illicite.
-Armande de Polignac – Piano Works, label : GRAND Piano (Naxos) en première mondiale le CD est en vente depuis le 27 février.
Bruno Belthoise (piano solo) avec João Costa Ferreira (dans les œuvres pour piano à quatre mains).
Et un Concert du cycle Musicorama – Saison 2025/2026, qui aura lieu le lundi 16 mars à 19h, à l’Ambassade du Portugal.
Ce concert, intitulé « Compositrices inspirées », proposera des œuvres d’Armande de Polignac, Michèle Reverdy. Mel Bonis et une nouvelle œuvres en création mondiale de la compositrice portugaise Inés Badalo.
Convidado: Bruno Belthoise, pianista.
.
Concert du cycle Musicorama – Saison 2025/2026, qui aura lieu le lundi 16 mars à 19h, à l’Ambassade du Portugal..
-Livre “FOOT MANIFESTO”,15 propositions pour sauver le balon rond, Editions Divergences (2026). Sous la direction de Mickaël Correia et Sébastien Thibault.
Convidado: Micka Correia, journalista na Mediapart.
.
Livre “FOOT MANIFESTO”,15 propositions pour sauver le balon rond, Editions Divergences (2026).

.

Passagem de nível » na Radio Alfa 
Apresentação e Coordenação: Artur Silva
.
Jornalista Artur Silva.
Nota: Emissão com redifusão no na noite de 3a para 4a feira, a partir das 0h00 e no podcast www.radioalfa.net
.

Zonas de difusão da Radio Alfa : FM (98.6): Paris et région parisienne
Dab+ : Paris, Lille, Lyon, Strasbourg, Monaco et Côte d’Azur e www.radioalfa.net

Mort d’António Lobo Antunes : Michel Chandeigne évoque l’œuvre d’un immense écrivain portugais

L’écrivain portugais António Lobo Antunes est décédé ce jeudi 5 mars. Considéré comme l’un des auteurs portugais les plus influents de la seconde moitié du XXᵉ siècle, il a été récompensé en 2007 par le Prix Camões, la plus importante récompense de la littérature lusophone. Le libraire, éditeur et traducteur, Michel Chandeigne, nous en parle.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 06 mars 2026 :

 

Michel Chandeigne est l’une des figures françaises les plus engagées dans la diffusion de la culture lusophone. En 1986, il fonde à Paris la Librairie portugaise et brésilienne, à deux pas du Panthéon : aujourd’hui, l’unique librairie en France entièrement consacrée aux littératures lusophones. Six ans plus tard, il crée avec Anne Lima les Éditions Chandeigne & Lima, une maison indépendante dédiée à la littérature, aux récits de voyage et à l’histoire des mondes lusophones.

António Lobo Antunes
António Lobo Antunes

Parallèlement à son travail d’éditeur, Michel Chandeigne a signé ou dirigé de nombreux ouvrages et traduit près d’une quarantaine de recueils de poésie portugaise, contribuant à faire découvrir au public français des auteurs majeurs comme Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade ou Nuno Júdice. Sous le pseudonyme de Xavier de Castro, il s’est également imposé comme un spécialiste reconnu de l’histoire des grandes explorations, notamment à travers ses travaux consacrés au voyage de Ferdinand Magellan.

Pour l’ALFA 10/13, Michel Chandeigne revient sur la vie et l’œuvre de l’écrivain portugais António Lobo Antunes, disparu jeudi à l’âge de 83 ans.

Didier Caramalho

Aos 83 anos, morreu António Lobo Antunes, um dos nomes maiores da literatura portuguesa

O escritor português António Lobo Antunes morreu esta quinta-feira, deixando um legado literário marcante com cerca de quatro dezenas de livros publicados. Considerado um dos autores portugueses mais influentes da segunda metade do século XX, foi distinguido com o Prémio Camões em 2007.

A primeira hora do ALFA 10/13 desta quinta-feira, 5 de março, foi totalmente dedicada ao desaparecimento de António Lobo Antunes:

 

António Lobo Antunes nasceu a 1 de setembro de 1942, na freguesia de Benfica, em Lisboa, no seio de uma família da alta burguesia. O pai era um reconhecido neurologista português. Frequentou o Liceu Camões e formou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1969. Apesar de a escolha do curso ter sido motivada sobretudo pelo desejo de corresponder às expectativas familiares, acabaria por especializar-se em psiquiatria após regressar da guerra colonial. Pois, entre 1970 e 1973 esteve em Angola, mobilizado numa experiência que viria a influenciar profundamente a sua obra literária.

A carreira literária começou em 1979, com a publicação de Memória de Elefante e Os Cus de Judas, a que se seguiu Conhecimento do Inferno em 1980. Estes primeiros romances, fortemente autobiográficos e ligados à experiência da guerra, tornaram-se rapidamente referências na literatura contemporânea portuguesa.

Em 1981 publicou Explicação dos Pássaros, obra que aprofundava temas como a angústia humana e a complexidade psicológica das personagens, refletindo também a sua experiência como psiquiatra. O reconhecimento consolidou-se com Fado Alexandrino (1983) e, dois anos depois, com Auto dos Danados, romance que lhe valeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

A partir da década de 1980, os livros de Lobo Antunes começaram a ser traduzidos e publicados em vários países europeus, incluindo Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido, bem como no Brasil, Estados Unidos e Canadá. Em 1987 recebeu o Prémio Literário Franco‑Português pela tradução francesa de Os Cus de Judas, o primeiro grande reconhecimento internacional da sua carreira.

Durante vários anos, António Lobo Antunes conciliou a literatura com a prática médica no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa. A partir de 1985 passou a dedicar-se sobretudo à escrita, embora tenha mantido durante algum tempo uma presença semanal no hospital, que dizia ser uma forma de preservar o equilíbrio mental. O escritor descrevia frequentemente a escrita como um processo exigente e solitário, insistindo que “um escritor tem de escrever” e que esse trabalho requer disciplina, humildade e persistência.

Ao longo de mais de quarenta anos publicou dezenas de romances, entre os quais As Naus (1988), Tratado das Paixões da Alma (1990), A Ordem Natural das Coisas (1992), A Morte de Carlos Gardel (1994), Manual dos Inquisidores (1996) e O Esplendor de Portugal (1997). Nos seus livros, o autor explorou frequentemente memórias pessoais e uma visão crítica da história portuguesa. Em 1999, venceu novamente o Grande Prémio de Romance da APE com Exortação aos Crocodilos. Nos anos seguintes publicou obras como Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura (2000), Que Farei Quando Tudo Arde? (2001), Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo (2003) e Eu Hei-de Amar Uma Pedra (2004). Nas últimas duas décadas manteve um ritmo constante de publicação, com títulos como Ontem Não Te Vi em Babilónia (2006), O Meu Nome é Legião (2007), O Arquipélago da Insónia (2008), Que Cavalos São Aqueles que Fazem Sombra no Mar? (2009), Comissão das Lágrimas (2011), Caminho Como uma Casa em Chamas (2014) e O Tamanho do Mundo (2022).

O seu livro mais recente, Crónicas II, chegou às livrarias em outubro do ano passado, reunindo quase duas centenas de textos.

Formado em medicina, acabou por encontrar na literatura a sua verdadeira forma de existir: uma vocação que o tornou numa das figuras centrais da literatura portuguesa contemporânea.

Didier Caramalho

Mort d’António Lobo Antunes : Michel Chandeigne évoque l’œuvre d’un immense écrivain portugais

Mais de metade dos franceses é contra uma intervenção militar da França no atual conflito no Médio Oriente.

Segundo uma sondagem realizada pela Elabe para a BFMTV, publicada esta quarta-feira, 4 de março, 56% dos inquiridos rejeitam qualquer envolvimento direto de Paris na guerra.

 

Apenas 5% defendem uma intervenção militar direta. Ainda assim, 38% mostram-se favoráveis a ações defensivas pontuais, nomeadamente ataques direcionados a instalações iranianas que representem uma ameaça às bases militares francesas e europeias no Médio Oriente.

O conflito intensificou-se após a ofensiva américo-israelita lançada contra o Irão no passado dia 28 de fevereiro, aumentando a tensão em toda a região.

Numa alocução solene ao país, o Presidente francês, Emmanuel Macron, revelou que as forças armadas francesas abateram drones “em legítima defesa” nas primeiras horas do conflito, com o objetivo de proteger o espaço aéreo dos aliados.

Também o ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, afirmou na BFMTV-RMC que a França está preparada para defender os seus parceiros, a seu pedido, de forma proporcional e no quadro da legítima defesa.

Entretanto, a decisão de destacar o porta-aviões Charles de Gaulle para o Mediterrâneo oriental está a dividir a opinião pública.

Para 51% dos franceses, trata-se de uma “má decisão”, que poderá expor desnecessariamente as forças armadas. Já 48% consideram que é uma “boa decisão”, defendendo que permitirá salvaguardar os interesses franceses na região durante o período de conflito.

Com BFMTV.

Montenegro afirma que prioridade são operações de repatriamento de portugueses

O primeiro-ministro afirmou hoje que a primeira prioridade do Governo é o repatriamento em curso dos portugueses que se encontram nas regiões do Médio Oriente atingidas pelo conflito militar entre Irão e Estados Unidos e Israel.

“A primeira prioridade, aquela que é o motivo da nossa intervenção mais imediata, é a proteção e a segurança dos portugueses que residem ou se encontram naquela região”, declarou Luís Montenegro em resposta a uma intervenção do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, no debate quinzenal no parlamento.

De acordo com o líder do executivo, perante o conflito, o Governo aumentou os esforços de contacto e de recolha de informação.

“Temos já em curso operações de repatriamento que estão, neste momento, a decorrer e que, naturalmente, têm contornos que não podem ser totalmente publicitados, precisamente por razão da segurança”, disse.

Também de acordo com o primeiro-ministro, o Governo convocou uma reunião extraordinária do Gabinete Coordenador de Segurança para reforçar as medidas de segurança interna.

Medidas que, segundo Luís Montenegro, relacionam-se “com o reforço da segurança de infraestruturas críticas, de aeroportos, de portos e de embaixadas.

“Também fizemos uma reunião interministerial para analisar o impacto económico-financeiro e antecipar alguns riscos e mesmo algumas medidas que se impõem nesta ocasião”, completou.

 

Com Agência Lusa.

Taça de Portugal: Sporting bate FC Porto e ganha vantagem nas meias-finais

O Sporting venceu hoje o FC Porto por 1-0 e adiantou-se nas meias-finais da Taça de Portugal em futebol, num embate da primeira mão, disputado no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

O colombiano Luis Suárez marcou, aos 62 minutos, de grande penalidade, o tento dos ‘leões’, que tinham perdido (1-2) em casa com os ‘dragões’ para a I Liga.

O encontro da segunda mão, agendado para o Estádio do Dragão, no Porto, ainda não tem data marcada, estando previsto realizar-se entre 21 e 23 de abril.

O Sporting é o detentor da Taça de Portugal, que conquistou com grande polémica face ao Benfica na final de 2024/25, sendo que, na presente edição, também se qualificou com enorme controvérsia nos Açores, face ao Santa Clara, nos ‘oitavos’.

Com o triunfo da época passada, os ‘leões’ passaram a contar 18 troféus, contra 20 do FC Porto e 26 do recordista Benfica.

Na primeira mão da outra meia-final, o Fafe, da Liga 3, empatou a um golo na receção ao Torreense, da II Liga, em 04 de fevereiro.

 

1.ª Mão:

– Quarta-feira, 04 fev:

Fafe (L3) – Torreense (II), 1-1

– Terça-feira, 03 mar:

Sporting (I) – FC Porto (I), 1-0

2.ª Mão (21 a 23 abr):

Torreense (II) – Fafe (L3), data a definir

FC Porto (I) – Sporting (I), data a definir

FINAL:

– Domingo, 24 mai:

Sporting (L)/FC Porto (L) – Fafe (L3)/Torreense (II)

 

Com Agência Lusa.

Portugal estreia-se com triunfo sobre Finlândia na corrida ao Mundial feminino

A seleção portuguesa feminina de futebol entrou hoje da melhor forma na qualificação para o Mundial de 2027, ao vencer em casa a Finlândia por 2-0, em encontro da primeira jornada do Grupo B3, em Vizela.

As suplentes Lúcia Alves, aos 90+1 minutos, e Carolina Santiago, aos 90+4, selaram a vitória da formação das ‘quinas’, que caiu para a Liga B ao ser quarta classificada do Grupo A3 da Liga das Nações de 2025.

A seleção lusa volta a jogar no sábado, em Barcelos, face à Eslováquia, que hoje venceu por 3-2 na receção à Letónia.

Na classificação, de um grupo que qualifica os três primeiros para os play-offs, Portugal lidera com os mesmos três pontos da Eslováquia, segunda, enquanto a Letónia, terceira, e a Finlândia, quarta, continuam a zero.

 

Com Agência Lusa.

Macron anuncia envio do porta-aviões Charles-de-Gaulle e reforço militar face à escalada no Médio Oriente

Macron anuncia envio do porta-aviões Charles-de-Gaulle e reforço militar face à escalada no Médio Oriente

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou esta terça-feira, 3 de março de 2026, o destacamento do porta-aviões Charles de Gaulle para o Mar Mediterrâneo, no âmbito da resposta francesa ao agravamento da guerra no Médio Oriente.

Numa alocução dedicada à situação na região, Macron afirmou que o conflito “se estende agora a toda a região” e terá “consequências para a paz e a segurança de todos”.

Irão “tem a responsabilidade primeira”

O chefe de Estado considerou que o Irão “tem a responsabilidade primeira da situação”, acusando Teerão de ter desenvolvido “um programa nuclear perigoso” e de ter armado grupos considerados terroristas na região. Macron reiterou ainda que o Irão tem apoiado o Hamas e a sua intenção declarada de destruir Israel.

Ao mesmo tempo, sublinhou que tanto Israel como os Estados Unidos atuaram “fora do direito internacional”, defendendo que “uma paz duradoura na região só será possível com a retoma das negociações diplomáticas” e apelando a um cessar-fogo “o mais rapidamente possível”.

Bases francesas atingidas e reforço da segurança

Durante o discurso, o Presidente revelou que duas bases militares francesas foram alvo de “ataques limitados”, que provocaram apenas danos materiais.

No território francês, foi decidido o reforço do dispositivo Sentinelle, com aumento da vigilância junto de locais e pessoas considerados mais expostos a potenciais ameaças.

Macron anunciou ainda que dois primeiros voos de repatriamento chegarão a Paris ainda esta noite, garantindo que as equipas estão mobilizadas para assegurar o regresso dos cidadãos franceses “nas melhores condições”.

Solidariedade com aliados e reforço militar

O Presidente destacou que a França deve estar ao lado dos seus aliados na região, sublinhando que acordos de cooperação ligam Paris ao Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Jordânia — países que classificou como particularmente visados na atual escalada.

Para apoiar esses parceiros, França enviou meios militares adicionais, incluindo caças Rafale e sistemas de defesa antiaérea.

“Está em causa a credibilidade da França”, afirmou Macron, garantindo que a ação francesa visa “restaurar a paz” na região.

Com Agências e BFMTV.

Turistas portugueses têm de ter paciência e aguardar por voos comerciais – secretário de Estado

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse hoje à Lusa que os turistas portugueses retidos devido ao conflito no Médio Oriente têm de ter paciência e aguardar pela retoma dos voos comerciais.

Emídio Sousa explicou que o Governo compreende que as pessoas querem regressar, mas ressalvou que há condicionamentos e cancelamentos de voos comerciais, nomeadamente de ligação, em regiões como os Emirados Árabes Unidos, mas que as pessoas, neste momento, « têm de ter alguma paciência ».

O Governante frisou que os voos estão a ser retomados e que as pessoas terão de aguardar.

A Lusa foi contactada por turistas nas Maldivas que acusam o Governo de resposta insuficiente e garantem que são poucos os voos comerciais disponíveis, que já estão lotados.

Questionado sobre se há a possibilidade de repatriamento, Emídio Sousa frisou que este está a ser preparado para os turistas na região do Médio Oriente, nomeadamente Israel, mas que estes encargos serão pagos pelos próprios repatriados.

« Tem de haver alguma paciência e compreensão nesta situação excecional », pediu.

Por fim, reiterou que a rede consular deve ser contactada, mas que há que aguardar que as companhias e agências de viagens formalizem percursos alternativos.

A agência Lusa foi contactada por um grupo de turistas portugueses nas Maldivas que afirma não saber como regressar a Portugal devido ao fluxo de voos comerciais, com escala nos Emirados Árabes Unidos, cancelados após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão e à retaliação de Teerão na região do Golfo Pérsico.

« Eu já contactei as autoridades portuguesas, no caso o consulado em Nova Dei [na Índia], por email, pois por telefone não atendem, mas, na verdade, as respostas que deram foram ou inconclusivas ou eu diria que praticamente não foram úteis », contextualizou à Lusa, por telefone, Flávio Ribeiro, que está nas Maldivas.

A resposta consular foi a de procurarem voos comerciais com outros destinos, no entanto, Flávio frisou que este tipo de voos, que partem da capital, Malé, estão « completamente lotados ».

Flávio lamentou também ter ouvido o primeiro-ministro, Luís Montenegro, dizer na televisão que « nenhum português ficava para trás », afirmando que é precisamente assim que ele e a sua família se sentem.

Além da questão de não existirem voos comerciais para a região do Golfo Pérsico – uma escala para o regresso a Portugal – os hotéis estão também lotados e muitos portugueses estão a ficar retidos no aeroporto da capital, lamentou.

O advogado Pedro Marinho Falcão, de férias no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, também critica as autoridades portuguesas.

« Eu e outros portugueses aqui no Dubai enfrentamos a incapacidade de arranjar meios de transporte para sair do Dubai com destino a Portugal e, sobre essa matéria, as embaixadas não nos dão nenhuma informação (…) E aquilo que nós portugueses, que estamos aqui e sentimos, é que não há, do ponto de vista do Estado português, nenhuma resposta ao problema », lamentou o advogado.

« Estamos totalmente abandonados. Temos uma comunicação que é feita através do WhatsApp comunitário da Embaixada portuguesa, mas as informações que nos dão são genéricas, e eu permiti-me enviar uma mensagem para esse WhatsApp, e recebi uma resposta genérica: ‘consulte o nosso canal de comunicação' », frisou.

Na sua opinião, o Estado português não tem soluções para quem quer sair do Dubai e o Governo já devia ter acionado mecanismos.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

 

Há cerca de 400 pedidos de repatriamento de portugueses no Médio Oriente – secretário de Estado

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse hoje à Lusa que existem cerca de 400 pedidos de repatriamento de portugueses no Médio Oriente, 63 dos quais em Israel, onde Portugal prepara uma extração, em parte por via terrestre.

« Há 63 [pedidos de repatriamento] em Israel e neste momento já temos tudo preparado para os ir buscar. Vai ser por via terrestre, uma parte da extração, pois o espaço aéreo está encerrado », afirmou Emídio de Sousa, acrescentando que na zona do Médio Oriente há « mais ou menos 400 pedidos ».

O governante frisou que, com a progressiva reabertura do espaço aéreo com voos comerciais, existe a possibilidade de alguns cidadãos portugueses, na larga maioria turistas, regressarem por essa via.

O secretário de Estado, também à Lusa, tinha afirmado na segunda-feira que 53 portugueses tinham requerido a extração a partir de Israel.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

 

Com Agência Lusa.